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Comentários ‘tecnologia’

 Manuela acredita que projeto do Marco Civil da Internet deve avançar neste ano Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Manuela acredita que projeto do Marco Civil da Internet deve avançar neste ano – Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

A deputada federal Manuela D’Ávila afirmou nesta quarta-feira, durante a Campus Party Brasil 2013, em São Paulo, que o “Brasil está reinventando a internet”. Participantes das discussões dos projetos de lei do Marco Civil da Internet – uma espécie de constituição da web e que ainda tramita na Câmara – e dos crimes na internet – aprovado ano passado -, ela afirma que o País vive “um belo momento” em termos de legislação da rede.

“Temos uma lei de cibercrimes que não é vigilantista, que somente tipifica os novos crimes, estamos terminando um debate superprofundo sobre a primeira lei no mundo que defende o direito dos usuários, temos um evento como a Campus Party se consolidando. Não é em qualquer país que isso acontece”, afirmou.

“A capacidade de mobilização efetiva das pessoas com o uso das redes sociais é impressionante. A gente vê na tragédia de Santa Maria, em que o Hemocentro não conseguia mais recolher doações de sangue”, relembra.

Apesar do pioneirismo brasileiro na discussão sobre um marco civil da internet – estabelecendo direitos e deveres de usuários, empresas e governo para o uso da rede -, a votação do projeto se arrasta na Câmara. No ano passado, a votação em Plenário foi adiada inúmeras vezes e acabou ficando para depois do recesso parlamentar, na semana que vem.

A deputada acredita que o projeto deve avançar. “É uma pauta prioritária do presidente (da Câmara, deputado Marco Maia). O relator (o petista Alessandro Molon) conseguiu chegar a textos intermediários nos três artigos mais polêmicos, que tratam de direitos autorais, guarda de logs e neutralidade na rede”, afirmou. A demora, segundo a deputada, envolve uma disputa política entre “interesses e visões de mundo” diferentes” entre empresas de telefonia e outros setores da sociedade.

Além disso, ela afirma que, por ser uma lei pioneira, o tempo de discussão é diferente. “A visão do Brasil é pioneira. Leva mais tempo do que copiar uma lei”, disse. O aspecto técnico da questão também atrasa as negociações. “A demora na negociação é proporcional ao alto nível técnico do tema”, disse.

Campus Party Brasil 2013

A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.

A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.

Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.

Do Terra
Sapato feito com impressora 3D - Foto: Divulgação
Sapato feito com impressora 3D – Foto: Divulgação

Jenna Fizel e Mary Huang utilizam a tecnologia em favor da moda. Responsáveis pelo site Continuum Fashion, as designers vendem roupas, sapatos e assessórios feitos de em impressoras 3D.

Impressoras 3D, como o nome sugere, são aparelhos que imprimem objetos e não tinta em uma superfície plana. O que parece ser coisa de filmes de ficção científica já é realidade há um bom tempo, embora nenhum modelo doméstico de baixo custo tenha se tornado realidade até hoje.

O método de funcionamento é relativamente simples, a impressora “solta” um fio de plástico (como se fosse uma cola quente, só que muito mais preciso) e vai construindo o objeto camada por camada.

No site das designers é possível comprar sapatos e sutiãs, sapatos que lembram Melissa, braceletes e colares feitos pela impressora 3D. Mas apesar de a produção ser mais barata, os objetos são caros. Um bracelete custa $ 35 dólares, e um sapato $ 900 dólares.

Do Virgula
A agroecologia é uma esperança de construção de outro modelo agrícola para o país. Foto: Antônio Cruz/Abr

A agroecologia é uma esperança de construção de outro modelo agrícola para o país. Foto: Antônio Cruz/Abr

Produção de orgânicos tem vantagens para consumidores e produtores.

O crescente número de enfermidades associadas ao uso de agrotóxicos traz à tona a necessidade de se consumir alimentos saudáveis e livres de substâncias químicas. Nesse contexto, a agroecologia surge como a melhor alternativa.

No dossiê Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado no final de abril pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia aparece como principal prioridade nas ações concretas.

“A agroecologia é uma esperança e uma possibilidade de construir outro modelo que não é somente a exclusão dos agrotóxicos, mas um modelo que prioriza o diálogo dos saberes do homem do campo com o saber científico”, afirma o chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB e do GT de Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Ferreira Carneiro.

Incentivo

Para a médica sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Lia Giraldo, é preciso exigir mais investimentos do poder público que, segundo ela, foi o principal responsável pelo aumento do uso de agrotóxicos no país.

No Brasil, os agrotóxicos foram primeiramente utilizados em programas de saúde pública, no combate a vetores e controle de parasitas, passando a ser usados de forma intensiva na agricultura a partir da década de 1960. A intensificação do uso ocorreu em 1975, com o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que obrigava o agricultor a comprar uma quantidade definida de agrotóxicos para obter recursos do crédito rural.

“Esses produtores passaram a usar agrotóxico com incentivo do governo. O crédito rural obrigou os agricultores a usarem agrotóxicos”, acusa a pesquisadora. A concessão de impostos, hoje, é uma das vantagens concedidas a esses produtos.

Já a população, destaca Lia, deve priorizar cada vez mais o consumo de itens sem agrotóxicos, incentivando, assim, o mercado de produtos agroecológicos.

“Na hora em que a gente começar a dar mais apoio à agricultura orgânica e à agroecologia, vamos ter mais oferta desses produtos a preços compatíveis. E vai baratear a produção porque o agricultor não vai gastar dinheiro com esses insumos”, diz.

Com a política nacional de agroecologia e produção orgânica, o governo espera ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar seu consumo.

Atualmente, 200 mil famílias estão empregadas na produção de orgânicos. Para alcançar a meta, uma das ações previstas é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.

Saúde

A preocupação com a saúde também leva a coordenadora da Área de Câncer Ocupacional do Instituto Nacional do Câncer, Ubirani Otero, a se posicionar contra o atual modelo agrícola e em favor de uma política agroecológica. Em abril, o Inca lançou o documento Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, onde aponta a associação entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de diversos tipos de câncer.

“Quando a gente fala de agrotóxicos não está apenas falando de um produto ou um agente, está falando de um grupo grande de produtos. O trabalhador não utiliza apenas um agente para fazer a aplicação, ele faz uma mistura”, explica.

Diante dos riscos e das evidências, Ubirani aponta a necessidade de mudanças. “Nossa recomendação é que essa prática do grande uso de agrotóxicos, muitas vezes maior do que o necessário, seja gradualmente desestimulada e que o agricultor tenha condições de não mais utilizar agrotóxicos”, afirma.

Novos mercados

A aposta pela agroecologia também pode fazer com que muitos produtores possam vender seus produtos para locais que, há muito tempo, já baniram os agrotóxicos.

Em fevereiro deste ano, carregamentos de suco de laranja brasileiros foram barrados pelos Estados Unidos por conterem resíduos de Carbendazim, um fungicida proibido pelo governo estadunidense desde 2009. O episódio, para Carneiro, mostra a necessidade de o país se adaptar á lógica de produzir alimentos que não sejam prejudiciais à saúde.

“Ainda temos que lutar por uma verdadeira revolução agroecológica no Brasil, botar para trás essa Revolução Verde e ser um grande produtor mundial de alimentos saudáveis. Essa tem que ser a meta de desenvolvimento”, afirma Fernando.

Do Ambiental Sustentável
Nomeação faz da executiva uma das mulheres mais importantes do Vale do Silício e da América
Marissa Mayer, a nova presidente do Yahoo (Divulgação)
Marissa Mayer, a nova presidente do Yahoo (Divulgação)

Marissa Mayer, vice-presidente de produtos do Google, e considerada a musa da companhia por sua beleza, será a próxima CEO do Yahoo. A nomeação faz da executiva uma das mulheres mais importantes do Vale do Silício e da América.

Mayer, até então a funcionária número dois no Google, era um dos poucos rostos públicos da companhia e sua nomeação pelo Yahoo foi considerada um passo surpreendente, já que a nova contratante tem lutado nos últimos anos para atrair talentos em meio a uma batalha com concorrentes como Google e Facebook.

“Sinto-me honrada e feliz por levar o Yahoo, um dos principais destinos da Internet para mais de 700 milhões de usuários. Estou ansiosa para trabalhar com os funcionários dedicados da companhia para trazer produtos inovadores, conteúdo e experiências personalizadas para os usuários e anunciantes em todo o mundo “, disse Mayer em um comunicado à imprensa.

Com 37 anos, a executiva foi responsável por muitos anos pelo designer inovador dos produtos mais populares do Google: a famosa página inicial de busca, Gmail, Google News e Google Imagens. Engenheira por formação, ela começou sua carreira no Google fazendo programação de computadores, foi responsável pela parte de serviços de localização, incluindo o Google Maps, e supervisionava mais de 1.000 gerentes de produto em seu antigo cargo. Ela também fazia parte do comitê operacional do Google, junto com um grupo pequeno de altos executivos da empresa, como os cofundadores, Larry Page e Sergey Brin.

Com sua nomeação como presidente e executiva-chefe do Yahoo!, Mayer se junta a pequena lista das mulheres que estão no topo das empresas do Vale do Silício. O clube de elite inclui Meg Whitman, presidente-executiva da Hewlett-Packard, e Virginia Rometty, chefe da IBM. Outra executiva de peso é Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook.

Demissão por telefone – Primeira engenheira do sexo feminino contratada pelo Google, Mayer tem agora uma oportunidade de galgar um espaço ainda maior e por conta própria. Ela vinha sendo, até agora, um dos rostos mais famosos do Google, seja por sua presença em palestras e conferências, como pela curiosidade das pessoas em ler sobre seu apartamento de luxo e paixão por cupcakes.

Tanta exposição, fez com que ela se tornasse um sucesso fora do Google nos últimos meses. Em abril, ela foi convidada para fazer parte do conselho da varejista Walmart – ela é uma das quatro mulheres que fazem parte do conselho formado por 16 pessoas.

Depois de anos cuidando do negócio de busca, a unidade mais rentável do Google, Mayer se tornou vice-presidente de produtos da empresa no final de 2010. No ano seguinte, o Google promoveu um outro executivo, Jeff Huber, para ser o vice-presidente sênior, um nível acima de pós Mayer. Naquela época, consultores já se perguntavam se ela iria se contentar com a reorganização.

Mayer pediu demissão do Google na tarde desta segunda-feira por telefone. Ela começa no Yahoo! na terça-feira. Mayer também vai participar do conselho do Yahoo!, de acordo com informações do NYT.

Em uma entrevista ao jornal, Mayer disse que ela “teve uma incrível no Google”, onde trabalhou nos últimos 13 anos, mas que em última análise, “foi uma decisão razoavelmente fácil” para tomar o cargo no Yahoo!. “Os produtos do Yahoo! continuarão a reforçar as parcerias com os anunciantes, tecnologia e empresas de mídia, enquanto toma como inspiração a satisfação dos usuários. Há muito a fazer e eu não posso esperar para começar”, disse Mayer.

Do Veja / Exame

Os astronautas chineses Liu Wang, Liu Yang e Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta segunda-feira (18) (Foto: AP)

Astronautas acoplaram nave Shenzhou 9 a módulo e passarão dias nele. País quer construir estação espacial até 2020.

Três astronautas chineses acoplaram nesta segunda-feira (18), com sucesso, a nave Shenzhou 9 a módulo Tiangong 1, na primeira missão de acoplagem tripulada. É também a primeira viagem com uma astronauta chinesa mulher, Liu Yang.

O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.

É a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.

A viagem é um passo importante para a construção de uma estação espacial chinesa, prevista para 2020.

Liu Yang

A designação de Liu foi anunciada semana passada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.

Do G1

Dilma e Obama na Casa Branca - Foto: Kevin Lamarque/Reuters

No segundo e último dia de visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff faz hoje (10) palestras em Boston, nas universidades de Massachussetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidente aproveitará a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras – que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas.

Em seus discursos, Dilma defende a troca de experiências entre pesquisadores. O governo brasileiro quer aumentar a cooperação científica com os Estados Unidos e fazer com que um quinto dos cientistas inscritos como bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras faça intercâmbio em universidades e empresas norte-americanas.

No mês passado, ao visitar a Índia, a presidenta elogiou as instituições do país, destacando os avanços nas pesquisas de tecnologia de ponta e produtos farmacêuticos. A ideia é enviar 100 mil pesquisadores, em quatro anos, para diversos países: 20 mil só para os Estados Unidos.

O governo promete custear 75 mil bolsas e espera que a iniciativa privada viabilize outras 25 mil. O programa inclui desde bolsas sanduíche de graduação até pós-doutorados em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.

Na visita aos Estados Unidos, a presidenta está acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp , o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.

Oliva deverá assinar acordos de intercâmbio científico entre o CNPq e dez universidades norte-americanas. Arbix participará do painel Pesquisa, Inovação e Mercado de Trabalho, no seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século 21, na Câmara de Comércio Americana, em Washington.

Dilma será homenageada hoje pelo governador de Massachussetts, Deval Patrick, com um almoço. Na Universidade de Massachusetts, a presidenta conhecerá um laboratório de inovação e participará de mesa-redonda com a comunidade acadêmica e científica.

Em Harvard, Dilma fará discurso na Kennedy School of Government e terá uma reunião com a reitora da Universidade de Harvard, Drew Faust. Nos Estados Unidos, o reitor da universidade é chamado de presidente. Em Harvard, Dilma tem um encontro com bolsistas brasileiros.

Dos 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades, entre elas Massachusetts, John Hopkins, Stanford e New York University. Pela agenda oficial, a presidente Dilma deverá deixar Boston por volta das 23h com destino ao Brasil. A previsão é que ela chegue amanhã (11) de manhã.

Do Uol

Arte RatoFX

Um anel de silicone simples e barato pode reduzir à metade o risco de nascimento prematuro, uma das principais causas de morte de recém-nascidos e de problemas de saúde na vida adulta, segundo uma experiência divulgada na edição desta terça-feira (3) da revista The Lancet.

Médicos espanhóis testaram o dispositivo de US$ 49,50, conhecido como pessário, um tipo de supositório vaginal, em mulheres nos últimos três meses de gravidez com estenose vaginal, uma condição que fragiliza o assoalho pélvico e provoca o nascimento prematuro.

O pessário é projetado para fortalecer o colo do útero – a extremidade inferior do útero que leva à vagina – de forma que possa suportar o peso extra das últimas semanas da gravidez.

Os pessários de silicone têm sido usados nos últimos 50 anos como um dos vários métodos disponíveis para evitar nascimentos prematuros.

Mas sua eficácia tem sido refutada e esta é a primeira vez que o dispositivo foi estudado em uma experiência aleatória.

Seis por cento das mulheres que usaram o pessário deram à luz prematuramente contra 27% daquelas que não fizeram uso do dispositivo, acrescentou o estudo.

O experimento chamado Pecep recrutou 15 mil mulheres que se submeteram a exames de ultrassonografia em cinco hospitais, e que estavam entre 20 e 23 semanas de gravidez.

Destas, 380 tinham estenose vaginal – definida quando a extensão do colo do útero é de 25 milímetros ou menos – e foram separadas aleatoriamente em dois grupos, cada um com 190 mulheres.

No grupo das mulheres com pessário, 12 tiveram filho antes das 34 semanas de gravidez, enquanto o número do grupo sem pessário foi de 51.

Nenhum efeito colateral foi reportado no grupo que fez uso do dispositivo e 95 das participantes disseram que recomendariam o tratamento a outras mulheres.

“A colocação de um pessário é um procedimento disponível, não invasivo e fácil de inserir e remover quando necessário”, explicou a chefe dos estudos, Maria Goya, obstetra do Hospital Universitário Vall d’Hebron, em Barcelona.

Do Uol

Aplicativo Fake Shower da Akatu

 Fake Shower simula barulho e vazão de chuveiro e torneira, “abafando” outros sons do banheiro sem precisar abrir de verdade a água e ainda calcula o volume economizado

 Em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado nesta quinta-feira (22), o Instituto Akatu e a Leo Burnett Tailor Made lançam o Fake Shower, um aplicativo para iPhone que informa a quantidade de litros de água que podem ser desperdiçados quando se abre o chuveiro ou a torneira sem necessidade.

Basta lembrar que, se todos os moradores do Brasil fecharem a torneira ao escovar os dentes, a água economizada durante um mês equivalerá a um dia e meio do volume de água nas Cataratas do Iguaçu! Ou se apenas duas pessoas em cada casa da Grande São Paulo reduzir em apenas cinco minutos o tempo de água corrente no banho, 13,4 bilhões de litros de água serão economizados por mês. Água suficiente para abastecer, no mesmo período, uma população de 2,9 milhões de habitantes – mais do que toda Salvador.

A ONU recomenda um consumo de 110 litros de água por pessoa por dia em casa como adequado para as necessidades de consumo e higiene, mas a Sabesp (concessionária de água em São Paulo) alerta que muitos brasileiros gastam mais de 200 litros por dia. Esse desperdício, de uma única pessoa ao longo da vida, encheria uma piscina olímpica. Veja abaixo dados mais atualizados sobre consumo e desperdício de água hoje no Brasil e no mundo.

O Fake Shower é uma ferramenta de conscientização que, de forma muito bem humorada e moderna, permite manter a privacidade entre casais evitando o desperdício de água. Por quê? Porque muita gente liga o chuveiro ou a torneira somente para evitar que o outro não ouça os “sons da natureza” no banheiro. Haja água desperdiçada – água limpa, tratada, cara e escassa.

Vida

Pronto, com o Fake Shower a intimidade dos casais está salva e a água também, porque o aplicativo simula no iPhone o barulho do chuveiro aberto ou da torneira. E a pessoa ainda pode escolher o nível de vazão de um chuveiro ou de uma torneira. Ao “fechar” o Fake Shower, o aplicativo informa quantos litros de água foram poupados naquela operação. E já traduz para o consumidor a dimensão daquele volume economizado comparando a objetos e referências do cotidiano, como um galão d’água, uma banheira, uma piscina, um caminhão-pipa até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

O Fake Shower serve também para o consumidor monitorar seu consumo de água e se motivar a economizar. É possível comparar a água gasta, por exemplo, enquanto se faz a barba com a torneira fechada e o Fake Shower ligado. Ou quando se fecha o chuveiro para se ensaboar, e o Fake Shower permanece ligado. Ou simplesmente ligar o Fake Shower simultaneamente e nas mesmas condições de vazão do chuveiro para ver o gasto de água no final do banho.

A quantidade de água virtual poupada vira um score pessoal, que pode ser compartilhado com todos os usuários do aplicativo. Assim o consumidor consegue ver sua economia pessoal e o impacto agregado da economia de todos. Quanto mais pessoas usarem o Fake Shower, maior será o volume de água poupado.

O aplicativo estará disponível em breve para download na App Store do Brasil. Quer ver mais? Acesse o vídeo explicativo em www.akatu.org.br.

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Censo vai levantar espécies de plantas em diferentes partes do estado. Foco será na criação de políticas de preservação da cobertura florestal.

Área de Mata Atlântica no estado do RJ. Censo ajudará na criação de políticas de preservação. (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)

No próximo mês, o governo do Rio de Janeiro deve iniciar o censo da Mata Atlântica, que vai verificar a quantidade e a qualidade das florestas existentes no estado, além de contribuir para formulação de políticas públicas voltadas à preservação ambiental.

O levantamento, que deve durar oito meses, analisará regiões de mata nativa ou reflorestadas do Rio, mapeará as espécies predominantes, os problemas existentes nas áreas preservadas e também vai reunir informações para o Inventário Florestal Nacional, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e que reunirá dados dos biomas do país. O investimento estimado é de R$ 5 milhoes.

De acordo com Alba Simon, superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), serão colhidas amostras de 320 pontos do estado para análise do solo e das espécies de plantas existentes.

Também será realizado um inventário de carbono, ou seja, será possível estimar quanto está armazenado de CO2 no solo onde estão as árvores. “De todo o território do estado, 27% é de cobertura florestal. Agora, vamos colocar uma lupa e realizar um retrato real, talvez cruel, da biodiversidade”, afirma Alba.

Pressão econômica

A superintendente cita que as florestas têm sofrido uma forte pressão devido ao desenvolvimento econômico do estado e que há necessidade de criar maneiras de evitar o avanço de licenças de instalação de novos empreendimentos indústriais sobre áreas de preservação.

“Estamos licenciando muitos empreendimentos de alto impacto. Isso significa mais pressão sobre os fragmentos florestais. Precisamos saber a situação da vegetação em áreas, por exemplo, que estão próximas à construção de novos portos ou de complexos petroquímicos”, explica.

De acordo com estudo divulgado em setembro pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2011 e 2013 o estado vai receber investimentos privados que somarão R$ 181,4 bilhões. O montante dividido por cada quilômetro quadrado do estado (43,7 mil km², segundo o IBGE) equivale a R$ 4 milhões.

Combate a crimes ambientais

De acordo com Alba, as unidades de conservação e parques também serão monitorados. Para isso, imagens de satélite serão analisadas nos próximos seis meses para detectar possíveis infrações.

“Queremos verificar se existe a necessidade de criação de novas áreas de preservação ou mesmo se será preciso modificar as categorias de conservação já existentes”, disse.

Também será realizado um questionário com famílias que moram dentro dessas regiões ou nas proximidades e que utilizam os recursos naturais. “Queremos saber a percepção dessas pessoas em relação à água e à floresta. Elas responderão como as espécies nativas contribuem na renda familiar”, disse Telmo Borges, coordenador do inventário florestal no estado.

Do G1
OUTUBRO: MÊS DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA   

 

Outubro Rosa: Mês de combate ao câncer de mama

Especialista responde às 7 dúvidas mais comuns sobre o procedimento

Um dos grandes avanços para a detecção precoce do câncer de mama, aliado à mamografia digital, é a mamografia tomográfica – ou tomossíntese. Trata-se de um exame muito semelhante à mamografia convencional, realizado no mesmo tipo de mamógrafo, fazendo com que a mama permaneça comprimida por mais alguns segundos e fornecendo então essas imagens tomográficas.

Na opinião do doutor Aron Belfer, médico radiologista especialista no diagnóstico de câncer de mama e coordenador dos estudos realizados no CDB Premium, a grande vantagem dessa nova técnica é que ela possibilita enxergar o câncer numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas, que são difíceis para a mamografia convencional. Abaixo, o médico responde às principais dúvidas sobre a Tomossíntese.

1- Como funciona o procedimento?

Belfer – “A tomossíntese, ou mamografia tomográfica ou em 3-D, é um método que se tornou possível com o advento da mamografia digital. O equipamento é semelhante a um mamógrafo digital. A diferença está no deslocamento do braço que contém a ampola de raios-x e no software. Tomossíntese é uma tecnologia que adquire uma série de imagens bidimensionais (2D) da mama comprimida durante o deslocamento em arco do tubo de raios-x. Objetos que estão em diferentes alturas dentro da mama vão se projetar em lugares diferentes nas imagens obtidas nos diferentes ângulos. Com o auxílio do computador, é possível reconstruir imagens de toda a mama com espessura de um milímetro. Essas imagens representam fatias de 1 mm de espessura de toda a mama”.

2- Quais as vantagens?

Belfer – “Um dos problemas causados por imagens bidimensionais (como a mamografia) de órgãos tridimensionais (como a mama) é a superposição de estruturas em planos diferentes da mama e que criam imagens que podem simular lesões suspeitas.

Cada imagem da tomossíntese representa um plano de 1 mm da mama, eliminando essa superposição dos tecidos. Com isso, há melhor definição das bordas das lesões (fator fundamental para a definição de seu aspecto benigno ou maligno), possibilitando obter melhor detecção de lesões sutis – que não vão ser mascaradas por outras estruturas normais –, e fornecendo excelente localização espacial, pois saberemos em qual plano a lesão é detectada”.

3- O método diminui o número de biópsias?

Belfer – “Sim. Trata-se de um método que traz aumento de sensibilidade (maior detecção de câncer) e especificidade (menos falso-positivos). Como consequência, permite distinguir entre as imagens verdadeiramente suspeitas e aquelas provocadas apenas por superposição de estruturas normais, diminuindo o numero de biópsias. Nos casos em que as biópsias são evitadas, as pacientes são poupadas de procedimentos complexos. Além de aumentar a detecção do câncer da mama, a tomossíntese possibilita a detecção de tumores menores, fato que tem implicação direta na sobrevida das pacientes e na sua qualidade de vida. Vale ressaltar que tumores menores permitem o uso de cirurgias menos mutilantes e um menor custo no tratamento”.

4- O novo exame aumenta a precisão do diagnóstico, certo?

Belfer – “Sim, quando o exame é realizado de forma combinada (mamografia digital e tomossíntese), há um aumento de, em média, 12% na detecção do câncer da mama em comparação com mamografia digital isolada. Mas, mesmo com toda a tecnologia disponível atualmente, é possível detectar cerca de 85% de todos os cânceres. Para atingir os 100% temos que melhorar muito”.

5- Diagnosticar o câncer de mama é difícil? Por quê?

Belfer – “Sim. Vários fatores podem justificar a dificuldade, mas vou mencionar apenas aqueles que implicam no diagnóstico por imagem. Como existem vários tipos de câncer de mama, ele pode se apresentar de diferentes formas. Alguns como calcificação, outros como nódulos, outros infiltram o tecido normal de uma forma tão sorrateira que não podem ser distinguidos nem pela mamografia, nem por outros métodos, como, por exemplo, o ultrassom. Muitos tipos aparecem na mamografia com as mesmas características do tecido normal. Alguns nódulos malignos têm as mesmas características nos exames de imagem do que os benignos.

A velocidade de crescimento dos tumores também é um fator. Os de crescimento rápido aparecem no intervalo entre as mamografias anuais. É importante ressaltar que os métodos de imagem têm o papel de ‘encontrar’ a lesão, muitas vezes podendo sugerir o seu caráter maligno ou benigno. Porém, apenas a amostragem de tecido – biópsia – pode ‘diagnosticar’ o câncer”.

6- Esse exame pode substituir a mamografia?

Belfer – “No momento, tem-se demonstrado que a combinação de mamografia digital com a tomossíntese é a melhor opção para detectar mais cânceres sem aumentar o número de casos falso-positivos. Uma das empresas que é responsável pela introdução da tomossíntese em nosso meio desenvolveu um equipamento que obtém – com uma única compressão da mama – a mamografia digital e a tomossíntese, com uma dose de radiação baixa dentro das normas europeias. A mamografia digital maximiza a detecção de calcificações e permite comparação com exames anteriores da paciente. A comparação dos dois métodos ajudará a tomossíntese a se tornar a mamografia única do futuro”.

7- A mamografia 3D é um método indolor?

Belfer – “Para a realização apenas da tomossíntese é possível, de acordo com estudos preliminares, diminuir a compressão da mama. Porém, na forma combinada que vem sendo feita, a compressão da mama é semelhante à da mamografia, tolerável pela maioria das pacientes”.

Fonte:
Dr. Aron Belfer, médico radiologista do CDB Premium, em São Paulo – www.cdb.com.br