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Presidenta Dilma Rousseff - Foto - Agência Brasil

Presidenta Dilma Rousseff - Foto - Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (8) que o lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais foi criado para salvar vidas, garantir que estados e municípios sofram menos impactos com os desastres naturais e evitar que as pessoas percam suas casas.

O conjunto de ações e recursos divulgados hoje pelo governo federal reúne desde prevenção e monitoramento até melhoria de condições de resposta, a exemplo de socorro mais rápido às vítimas de desastres naturais.

Foram disponibilizados quase R$ 19 bilhões, que serão investidos tanto em situações de enchentes e deslizamentos quanto de seca, que afeta o Semiárido nordestino. “A seca é ainda mais insidiosa porque é permanente”, explicou a presidenta, acrescentando o pedido para que os governos locais “acelerem, por favor, os projetos, porque os recursos já estão disponíveis”.

Dilma Rousseff destacou deficiências do passado no enfrentamento de desastres, lembrando as chuvas que afetaram a região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011, deixando 900 mortos e milhares de feridos. A presidenta lembrou o momento em que conversou com o vice-governador do estado, por telefone, para obter mais informações sobre aquele desastre natural.

Segundo a presidenta, Luiz Fernando Pezão usava um telefone de uma padaria para informar os detalhes. “Para evitar o telefone da padaria, vamos ter que ter estrutura de comunicação móvel. Parcialmente, já são feitas aqui, mas quero que sejam feitas integralmente”, disse Dilma.

O plano inclui medidas a serem implantadas até 2014, que vão desde o mapeamento das regiões de maior risco até investimentos em prevenção, monitoramento e reforço da capacidade de resposta aos desastres.

“Vivemos situações que nos impactaram e marcaram. Sou testemunha disso. Nós não poderíamos chegar a enfrentar novamente os desastres naturais de uma forma que não fosse a mais profissional possível”, disse Dilma.

“É algo que implica grande mobilização dos governos e da sociedade. Mas, sobretudo, requer planejamento”, acrescentou. A presidenta alertou que os governos precisam aproveitar melhor os recursos que têm. “Naqueles mecanismos, atividades e aspectos que não temos os recursos completos, temos que completar e providenciar obras de infraestrutura que mitiguem os riscos de enchente e deslizamento e as situações recorrentes de seca”.

A presidenta ainda acrescentou que as consequências desses desastres não precisam ser trágicas para serem graves. “Como seres humanos, não controlamos a natureza, mas somos capazes de criar mecanismos para minimizar e garantir maior resistência e ampliar nossa capacidade de fazer face a eles”, concluiu.

Durante o discurso, a presidenta falou dos Jogos Olímpicos, fazendo uma analogia entre o plano de enfrentamento dos desastres naturais e a vitória do time de vôlei feminino, na noite de ontem. Segundo ela, na juventude, jogou esse esporte e foi uma boa levantadora: “Não era grande cortadora. Hoje eu corto, mas também levanto”. Dilma Rousseff disse que espera ainda outras medalhas de ouro das equipes brasileiras que participam do evento esportivo.

Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidenta Dilma Rousseff irá lançar um amplo pacote no Dia das Mães, o segundo domingo de maio, dirigido às mães de famílias carentes.

Será um pacote direcionado para todas as mães inscritas no programa do Bolsa Família, com filhos da primeira infância, ou seja, de zero a cinco anos.

O conjunto de medidas, como está sendo chamado pelo governo, prevê a ampliação do programa de creches do governo e o aumento de recursos para o Bolsa Família.

As famílias que já estão no programa do Bolsa Família terão um aumento, e as que não estão, serão incentivadas a ingressar.

Dilma quer que o Dia das Mães seja um dia para homenagear às mães das famílias carentes.

Do Blog do Guilherme Barros

Dilma e Obama na Casa Branca - Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Sob o título “Todos querem falar com a presidente Rousseff, menos Obama”, o jornal britânico “The Guardian” publicou um artigo que defende mais atenção para o Brasil por parte da principal potência do mundo, dias depois da visita de Dilma a Washington e a Boston.

Em um texto de sua versão online, o diário, um dos mais importantes da Europa, diz que os norte-americanos parecem “presos em outra era” para não admitirem que o vizinho ao sul é um exemplo.

No texto assinado pelo jornalista Jason Farago, baseado em Nova York, Dilma é chamada de “a segunda pessoa mais poderosa no Ocidente”. Enquanto ela chegava aos EUA no início da semana, Obama, o mais poderoso, “passava a maior parte do seu dia embrulhando ovos de Páscoa” na Casa Branca.

Os dois presidentes tiveram uma breve reunião e uma entrevista coletiva conjunta “durante a qual eles nem se olharam no olho”, diz o texto.

“Não apenas o presidente dos EUA desdenhou das arapucas de uma visita de Estado; ele mal deu a Dilma duas horas”, diz o artigo.

A visita de Obama ao Brasil no ano passado tampouco foi de Estado –para isso é necessário visitar as sedes dos três poderes e o cumprimento de uma série de protocolos. Diplomatas norte-americanos afirmaram que isso aconteceu com Dilma porque é ano eleitoral e o presidente é candidato à reeleição.

“Ela chegou acompanhada de meia dúzia de formadores de opinião, de professores a chefes de thinktanks [instituições que difundem conhecimentos e estratégias sobre assuntos importante], todos exaltando seu comando econômico e implorando a Washington que a levasse a sério. As diretoras de Harvard e do MIT (ambas mulheres) a convidaram para ir a Boston. Até a Câmara do Comércio se esforçou –certamente a primeira vez que o grupo de grandes e malvadas empresas se empolgou tanto ao conhecer uma ex-guerrilheira”, diz o texto. “Só Obama deu de ombros.”

Sem respeito

Nos bastidores, diplomatas brasileiros admitem há semanas que os EUA não se dedicaram à visita de Dilma como deveriam. Em sua visita ao Brasil, a presidente o convidou ao Palácio do Planalto, participou de um almoço com ele no Itamaraty, recebeu Obama e sua família no Palácio da Alvorada, antes de ele seguir para o Rio de Janeiro. “Pelo menos um jantar teria sido mais adequado”, diz um deles em Brasília.

De acordo com o texto do “Guardian”, “o Brasil é o país dos Bric que não é respeitado, mesmo em 2012”. Ao visitarem aos EUA, os líderes da Índia e da China são recebidos com grandes honrarias. A Rússia, por seus laços com a antiga União Soviética, sempre esteve sob o radar dos norte-americanos.

“O Brasil é o país que impõe a menor ameaça geopolítica significativa e oferece mais vantagens, como os CEOs [diretores-executivos] salivantes já sabem”, afirma a publicação.

“É assim que Washington funciona. Nas aulas de história, a primeira lição que os estudantes aprendem sobre a política externa norte-americana é a Doutrina Monroe – o princípio de 200 anos de que a América Latina é o nosso quintal. Fazemos isso e gostamos de dizer a todos que fiquem fora. A ideia de que um país latino-americano na verdade serve como modelo vai além da compreensão”, conclui o texto.

Do Uol

A presidente Dilma voltou a tocar na questão cambial durante reunião com Obama na Casa Branca - Foto: Kevin Lamarque/Reuters

A presidente Dilma Roussef reclamou ao colega americano Barack Obama sobre o que chamou de a “preocupação do Brasil com a depreciação da moeda de países desenvolvidos”, durante reunião na manhã dessa segunda-feira na Casa Branca.

Falando ao lado de Obama após o encontro, Dilma se estendeu sobre o assunto e afirmou que o desequilíbrio cambial no mundo prejudica os países emergentes. A primeira parte da reunião entre os presidentes durou 1h30, o dobro do tempo previsto.

Questão Cambial

A questão cambial se tornou nos últimos meses a principal bandeira do governo Dilma em relação à Economia internacional.

Falando sobre a crise, a presidente disse que os EUA também têm responsabilidade em puxar a retomada global.

Dilma pediu maior integração e, para tanto, o fim de medidas protecionistas na região –incluindo o que chamou de protecionismo cambial.

Obama que falou antes da presidente agradeceu a visita e ouviu atento com a mão no queixo. O tema cambial foi o único ponto de atrito mencionado pela presidente após a reunião de trabalho.

Eles abordaram ainda comércio bilateral, investimento entre os dois países, a oportunidade de negócio para americanos em vista da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, a ampliação de parceria na área de inovação e educação e a segurança cidadã relacionada ao problema do narcotráfico na região.

Depois de falar com a imprensa os dois lideres continuariam a reunião em um almoço oferecido por Obama.

Da Folha.com

Hillary Clinton

O Brasil é um sócio responsável dos Estados Unidos na arena internacional, mas a cooperação entre os dois países deve aumentar inevitavelmente, declarou nesta segunda-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. O próprio crescimento econômico e estratégico apresenta desafios ao Brasil, que só pode resolvê-los com a ajuda de outras nações como os EUA, destacou a chefe da diplomacia americana ao abrir o primeiro dia da visita oficial da presidente Dilma Rousseff.

“O Brasil é um sócio responsável”, disse Hillary Clinton na Câmara de Comércio Americana, em uma cerimônia ao lado do chanceler brasileiro, Antonio Patriota. “Crescentemente, o que o Brasil faz tem impacto na segurança e na estabilidade mundiais”, completou. “Nossa região e o mundo enfrentam desafios complexos e precisamos do Brasil para resolvê-los. E, paralelamente, o Brasil tem desafios complexos por seu poder crescente, que só pode resolver com a ajuda de outras nações, como os Estados Unidos”, disse.

O presidente Barack Obama recebe pela primeira vez Dilma Rousseff na Casa Branca nesta segunda-feira para uma reunião na qual será abordado basicamente temas comerciais e de cooperação, mas o protagonismo do Brasil no G20 (grupo de países ricos e emergentes) e o papel da nação na América Latina também dominarão a agenda. Estados Unidos e Brasil registraram divergências a respeito do programa nuclear do Irã e da política para Cuba. “Todos estes fatos apontam para a mesma conclusão: nossos países devem ser sócios”, insistiu Hillary Clinton.

“Não estaremos sempre de acordo, mas na medida em que possamos enfrentar nossas diferenças construtivamente, nossa relação crescerá e nossos povos se beneficiarão”. Os dois países são as duas maiores democracias da região, lembrou a secretária de Estado. “E porque somos democracias, somos especialmente obrigados a dar o exemplo”, explicou. Todos os presidentes da região, com exceção de Cuba, estão convocados para a VI Cúpula das Américas, que acontecerá no próximo fim de semana em Cartagena de Indias, na Colômbia.

 Do Terra

A presidente Dilma Rousseff em viagem à Índia na semana passada (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

A presidenta Dilma Rousseff viaja no domingo (8) para os Estados Unidos, retribuindo a visita oficial do presidente norte-americano, Barack Obama, há um ano ao Brasil. Nos próximos dias 9 e 10, Dilma irá a Washington e Boston. Ela retorna ao Brasil no dia 11. Em discussão, a crise econômica internacional, a Conferência Rio+20 e o programa Ciência sem Fronteiras. A ideia é estabelecer uma relação mais equilibrada entre brasileiros e norte-americanos.

Dilma pretende dizer a Obama que as diferenças entre Brasil e Estados Unidos não afastam, mas garantem a consolidação de parcerias e acordos nos mais diversos setores. Como exemplo, a presidenta deve citar os impactos da crise econômica internacional, que afetaram os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.

A presidenta quer mostrar a Obama que o equilíbrio global também está associado à união de brasileiros e norte-americanos nos esforços para combater os efeitos da crise, aprofundando parcerias e acordos de cooperação. Em momentos anteriores, Dilma tem ressaltado que é impossível pensar em soluções amplas, sem incluir todos os países.

Em relação ao comércio bilateral, Dilma defenderá a busca pelo equilíbrio entre Estados Unidos e Brasil. Os norte-americanos estão, ao lado dos chineses, entre os principais parceiros comerciais dos brasileiros, mas há ainda um desequilíbrio da balança comercial, favorecendo os Estados Unidos. No ano passado, entretanto, houve um acréscimo 33,3% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Dilma deve destacar nas conversas com Obama que o uso de energia renovável e biocombustíveis está entre as afinidades do Brasil e dos Estados Unidos. A presidenta não pretende mencionar as decisões protecionistas adotadas pelos norte-americanos, deixando que o assunto seja resolvido nas instâncias específicas, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Da Agência Brasil

 

Café com a Presidenta

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o Programa Nacional de Microcrédito (Crescer), lançado pelo governo federal no ano passado, já emprestou mais de R$ 1,2 bilhão para pequenos empreendedores. “É um dinheiro que foi aplicado para melhorar, ampliar ou até mesmo começar um novo negócio”, explicou, no programa semanal Café com a Presidenta.

Segundo ela, foram mais de R$ 1 bilhão de empréstimos entre setembro de 2011 e março deste ano, com um valor médio de R$ 1.200. “Parece pouco, mas tem mudado a vida de muita gente”, afirmou. Para a presidenta, o êxito do programa se deve ao baixo custo dos empréstimos. “O que acontece é que o dinheiro ficou barato e as pessoas puderam então, com ele, realizar melhores negócios”, avaliou.

O Crescer concede crédito que pode variar de R$ 300 a R$ 15 mil. O interessado deve procurar um banco público para fazer o empréstimo. Segundo Dilma, 218.500 beneficiários do Bolsa Família tomaram empréstimos apenas nos três primeiros meses do programa.

“Esses primeiros resultados mostram que estamos conseguindo, de fato, democratizar o acesso ao crédito no País. É um crédito produtivo, que ajuda a gerar empregos, sustentar o crescimento e fortalecer ainda mais o nosso mercado interno”, concluiu Dilma.

Do Terra

Chefes de Estado dos cinco países do Brics reunidos em Nova Délhi, na Índia: Dilma Rousseff, presidente russo Dmitry Medvedev, primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, presidente chinês Hu Jintao e presidente sul-africano Jacob Zuma. (Foto: Saurabh Das / AP Photo)

Os países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) afirmaram que as nações emergentes e mais pobres não podem sacrificar o crescimento econônomico com a justificativa de implantar uma economia verde no mundo.

O grupo ressaltou no documento final da IV Reunião do grupo, que encerrou nesta quinta-feira (29) em Nova Délhi, na Índia, a preocupação com o desenvolvimento sustentável e com a biodiversidade e mudanças climáticas.

De acordo com a “Declaração de Delhi”, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento com foco no social, ambiental e econômico devem ser entendidos como conceito de “economia verde” – definição que será feita na Rio+20, cúpula que vai debater o futuro econômico, social e ambiental do planeta e que vai ocorrer no Rio de Janeiro.

Porém, os países se opõem à introdução de qualquer forma de barreiras ao comércio e ao investimento como justificativa de desenvolver uma economia verde. Segundo a declaração, ações para implantação do desenvolvimento sustentável no planeta são “um meio para alcançar as prioridades fundamentais e não um fim”.

Flexibilidade dos governos

O documento afirma ainda que os governos têm que ter flexibilidade e espaço político para fazer suas escolhas “e definir seus caminhos” sobre a questão, preservando o cumprimento das Metas do Milênio, que têm de ser cumpridas por países em desenvolvimento até 2015 e focam principalmente no combate à pobreza no mundo.

“Temos de assegurar que o crescimento nesses países não pode ser afetado. Qualquer desaceleração teria graves consequências para a economia mundial”, afirma a declaração, que foi assinada pela presidente Dilma Rousseff, na Índia.

A declaração afirma também que China, África do Sul, Índia e Rússia vão ajudar o Brasil a trabalhar na conferência para “um resultado positivo e prático”. Eles ainda mencionam a preocupação com as mudanças climáticas e prometem “se esforçar para implementar nos países protocolos voltados à biodiversidade”, cumprindo as metas impostas pela Convenção da ONU sobre o tema.

A índia recebe em outubro a Conferência das Partes sobre a Biodiversidade e o Catar a COP-18, sobre mudanças climáticas.

Resultados

Índia e Brasil querem uma nova ordem mundial e reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas que levem em consideração a nova realidade do mundo, afirmou a presidente brasileira em um artigo publicado no jornal “The Times of India”.

“Brasil e Índia convergem fortemente para a reforma das organizações internacionais, seja a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a criação de um novo modelo de responsabilidade do FMI ou o estabelecimento de novos fóruns de alto nível, como o G20, IBAS, BASIC e Brics”, afirma Dilma.

Do Ambiental Sustentável

Dilma Rousseff é recebida com homenagens em Nova Délhi (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, desembarcou nesta terça-feira em Nova Délhi para participar na quarta reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e para uma visita de Estado à maior democracia do mundo.

Acompanhada por seis ministros (Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Educação, Ciência e Tecnologia, Turismo e Comunicação), o secretário executivo da Fazenda e dois governadores, a presidente receberá o título de doutor honoris causa na quarta-feira na Universidade de Nova Délhi.

Na quinta-feira ela participará na reunião anual das cinco potências emergentes, que acontecerá em um hotel da capital indiana, e na sexta-feira fará uma visita de Estado que terá como principal momento um jantar de trabalho.

Esta é a segunda reunião dos Brics com a presença de Dilma Rousseff, depois do encontro de Hainan, China, ano passado.

Mais uma vez a situação na Eurozona será abordada no evento das cinco potências emergentes, que tiveram o crescimento afetado pela crise da dívida na Europa, assim como a situação no Oriente Médio, em particular a Síria, e a eleição do presidente do Banco Mundial, entre outros temas.

Os Brics também analisarão a criação de um banco de desenvolvimento para financiar projetos sustentáveis e de infraestrutura. É provável que neste encontro se decida a criação de um grupo de trabalho para elaborar a criação da instituição, segundo uma fonte diplomática brasileira.

Na agenda da reunião bilateral com a Índia, Dilma deve abordar a preferência do país asiático pelo caça francês Rafale, cuja aquisição o Brasil também cogita, e a ampliação do volume comercial entre os dois países.

Do Uol

Presidente criticou guerra cambial feita por países desenvolvidos. Ela afirmou que desenvolvidos agem de forma ‘perversa’ com emergentes.

A presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de pacto em prol dos direitos dos trabalhadores nas obras (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

A presidente Dilma Rousseff criticou nesta quinta-feira (1º) a ação dos países desenvolvidos em relação à crise financeira internacional e classificou como “tsunami monetário” a guerra cambial.

“É por isso que nos preocupamos, sim, com esse tsunami monetário que [fazem] os países desenvolvidos que não usam políticas fiscais de ampliação da capacidade de investimento para retomar e sair da crise que estão metidos e que usam, então, despejam, literalmente, despejam US$ 4,7 trilhões no mundo ao ampliar de forma muito, é importante que a gente perceba isso, muito adversa, perversa para o resto dos países, principalmente aqueles em crescimento”, afirmou a presidente no discurso da cerimônia de assinatura do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção, que, segundo o Planalto, visa melhorar a vida dos trabalhares nos canteiros de obras do país.

A presidente falou sobre a economia para um público formado principalmente por trabalhadores e afirmou que os países emergentes, como o Brasil, “mostram que eles [desenvolvidos] compensam essa rigidez fiscal com uma política monetária absolutamente inconsequente no ponto de vista do que ela produz sobre os mercados internacionais”.

Para Dilma, esses países criam uma “guerra cambial baseada numa política monetária expansionista, que cria situações desiguais”.

Em 2011, em uma tentativa de impulsionar o crescimento da economia dos Estados Unidos, o Federal Reserve (BC dos EUA) comprou US$ 2,3 trilhões em títulos de longo prazo no mercado – o que, na prática, significa que esse dinheiro foi “injetado” na economia. Parte desses recursos, no entanto, foi direcionada a outros países, ajudando a reduzir a cotação do dólar frente às moedas locais, como o real – o que prejudica as exportações do país, ao torná-las mais caras no mercado internacional.

IOF

Nesta quinta, o governo decidiu aumentar de dois para até três anos o prazo de incidência da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras de (IOF) nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de 1º de março de 2012. O objetivo da medida é reduzir o ingresso de dólares no país e evitar uma valorização excessiva do real.

Canteiros de obras

A cerimônia sobre as condições de trabalho nos canteiros de obra lotou o Salão Nobre do Palácio do Planalto de representantes sindicais. Os ministros Paulo Pinto (Trabalho), Gilberto Carvalho (Secretara-Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Gastão Vieira (Turismo), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), o vice Michel Temer e o presidente da Câmara, Marco Maia, também compareceram.

O acordo estabelece condições específicas de recrutamento e seleção; formação e qualificação profissional; saúde e segurança; representação sindical no local de trabalho; condições de trabalho, e relações com a comunidade. Pelo menos treze entidades sindicais participaram da elaboração do acordo.

Dilma afirmou que o acordo é “fruto de um diálogo de quase um ano[...], que certamente está sendo facilitado pelo período o qual nos vivemos, de estabilidade politica, estabilidade institucional, crescimento econômico, distribuição de renda e inclusão social sem precedentes na historia do Brasil”.

“É importantíssimo destacar o papel que as lideranças dos trabalhadores das centrais, dos empresários das organizações empresariais sindicais e o governo tiveram nessa atuação. Na verdade é um encontro de várias vontades com suas divergências.”

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Ig
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