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Comentários ‘preconceito’

A maior parte da população feminina no Brasil é negra, são 51,7%

Dados da Uerj mostram que negras não estão nos filmes nacionais de maior bilheteria

As mulheres negras* não estão nas telas de cinema, nem atrás das câmeras. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que pretas e pardas não figuraram nos filmes nacionais de maior bilheteria. Apesar de ser a maior parte da população feminina do país (51,7%), as negras apareceram em menos de dois a cada dez longas metragens entre os anos de 2002 e 2012. Além disso, atrizes pretas e pardas representaram apenas 4,4% do elenco principal de filmes nacionais. Nesse período, nenhum dos mais de 218 filmes nacionais de maior bilheteria teve uma mulher negra na direção ou como roteirista.

Coordenada pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, um dos mais renomados centros de estudos de ciência política na América Latina, a pesquisa A Cara do Cinema Nacional sugere que as produções para as telonas não refletem a realidade do país, uma vez que 53% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O prejuízo, na avaliação das autoras do estudo, é a influência de determinados valores sobre a audiência.

“Pelos dados, a população brasileira é diversa, mas essa diversidade não se transpõe para ambientes de poder e com maior visibilidade”, disse uma das autoras, a mestranda Marcia Rangel Candido. Ela acrescenta que, além da “total exclusão” nos cargos técnicos, a representação no elenco está limitada a estereótipos associadas à pobreza e à criminalidade. “As mulheres brancas exercem vários tipo de emprego, são de várias classes sociais, a diversidade é maior”, destaca.

 A doutoranda Verônica Toste, coautora da pesquisa, diz que a baixa representatividade de mulheres em postos mais altos do cinema – elas ocupam 14% dos cargos de direção e 26% dos postos de roteiristas entre os filmes mais vistos -, além da invisibilidade das negras no elenco, são distorções da sociedade. “A ausência de mulheres, principalmente as negras, nesses papéis gera baixa representação e reproduz uma visão irreal do Brasil.” De acordo com a pesquisa, nenhuma das diretoras ou das roteiristas entre os filmes pesquisados era negra.

Para chegar ao perfil racial, a pesquisa comparou imagens de 939 atores, 412 roteiristas e 226 diretores de filmes, excluindo documentários e filmes infantis. “Usamos um modelo de identificação em que o pesquisador é que define o grupo racial ao qual pertence o sujeito”, esclareceu Marcia. Na classificação, para a comparação, foi utilizada uma escala de fotos de oito indivíduos, do mais branco para o mais preto, estabelecida em trabalhos científicos anteriores.

A lista dos filmes mais vistos no período é da Agência Nacional do Cinema (Ancine), organização que, na avaliação do premiado cineasta negro Joel Zito Araújo, deveria ter um papel ativo na promoção da diversidade no audiovisual. Ao avaliar a pesquisa do Iesp, ele disse que a agência precisa atuar. “Somente quem governa, que tem poder de criar políticas públicas, é que pode criar paradigmas para a nação e resolver essa profunda distorção”, disse.

Apesar de ter a função de fomentar e regular o setor, procurada, a Ancine informou que “não opina sobre conteúdo dos filmes, elenco ou qualquer coisa do tipo”.

* Convencionou-se chamar negros a soma dos grupos populacionais preto e pardo, seguindo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Do Brasília Encontro 

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse hoje (8) que as declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), fora do Congresso Nacional têm incitado o ódio a e intolerância.

Ministra Maria do Rosário

Ministra Maria do Rosário

Há duas semanas, o deputado Marco Feliciano, em um culto evangélico, disse que, antes da chegada dele à presidência da CDHM, o colegiado era comandado por Satanás. Em vídeos publicados na internet, o pastor diz que Deus teria mandado matar o cantor John Lennon, dos Beatles, e os integrantes da banda Mamonas Assassinas, vítimas de um acidente aéreo.

“É lamentável que nos deparemos a cada dia com mais um pronunciamento, intervenção que incita o ódio, a intolerância e o preconceito. Já ultrapassa a barreira de uma comissão da Câmara. Diz respeito a todos nós”, disse Maria do Rosário, no Senado. “A Câmara, certamente, encontrará uma solução, ou o próprio Ministério Público, porque incitar a violência e o ódio é uma atitude ilegal e inconstitucional”, acrescentou a ministra.

Em entrevista ao chegar à exposição em memória dos mortos no Holocausto e para marcar os 70 anos da insurreição dos judeus no Gueto de Varsóvia, na Polônia, Maria do Rosário lembrou que a intolerância e o preconceito foram responsáveis por massacres.

“Jamais uma etnia, uma religiosidade, uma forma de existência pode perceber-se superior às demais formas de existência humana. Estamos vendo aqui, em uma exposição sobre o Holocausto, o resultado do ódio, da intolerância e do desrespeito humano ao próximo, seja do ponto de vista étnico ou religioso”, disse a ministra.

O deputado Marco Feliciano é acusado de homofobia e racismo por ter postado nas redes sociais comentários considerados ofensivos a homossexuais e negros. Ele nega as acusações e já pediu desculpas pelas declarações publicadas na internet.

Depois de visitar a exposição, a ministra participou de sessão especial em memória às vítimas do Holocausto. Maria do Rosário ressaltou que o respeito às diferenças é uma cláusula fundamental da Constituição Federal de 1988 e disse que o governo federal não se afastará desse princípio.

“Cuidar para que o Brasil não aceite a discriminação é a nossa missão”, disse a ministra em discurso para a comunidade judaica presente no plenário do Senado. Segundo ela, o combate às diferenças e ao racismo deve mobilizar não apenas as instituições do país, mas “todos os brasileiros e todas as brasileiras”.

A ministra destacou ainda que o Brasil jamais adotará a postura ainda presente entre alguns povos de negar a existência do Holocausto promovido pelos nazistas contra o povo judeu na 2ª Guerra Mundial. “A negação do Holocausto como valor histórico e humano tem o significado de diminuir as atrocidades que foram cometidas contra um povo”, disse ela.

A cerimônia também contou com a presença de Michael Stivelman, sobrevivente do Holocausto, e do presidente da Confederação Israelita do Brasil, Cláudio Lottenberg, entre outros.

O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, destacou a necessidade de o povo judeu sempre recordar o Holocausto. “Isso é muito importante, porque, agora, quando ainda temos entre nós esses vestígios, essas vítimas diretas do Holocausto, ainda vemos expressões de negação do Holocausto, vemos um ressurgimento do antissemitismo, do ódio racial, de preconceitos”, completou o diplomata.

Da Agência Brasil
Mayssa, goleira da seleção brasileira de handebol, comemora vitória sobre Montenegro na Olimpíada

Mayssa, goleira da seleção brasileira de handebol, comemora vitória sobre Montenegro na Olimpíada

A cada defesa, fortes vibrações e gritos com as companheiras. Muitos abraços e carinho com as outras atletas na hora de dividir as emoções do jogo. Esse é um pouco do jeito de ser em quadra e fora dela de Mayssa Raquel de Oliveira Pessoa, goleira da seleção brasileira feminina de handebol.

Mesmo começando os jogos na reserva, Mayssa tem se destacado na equipe que está em franca evolução no cenário mundial. Entra no segundo tempo e vira uma das protagonistas, como na vitória de segunda-feira sobre Montenegro, por 27 a 25. Mas não reclama. E gosta de entrar quando o jogo está tenso.

“Eu prefiro jogar depois, gosto do jogo quando está apertado. Pressãozinha é bom”, diz a paraibana de 27 anos, natural de João Pessoa.

Mayssa é desenvolta e se expressa de maneira enfática. Até para falar sobre o que para muitos é algo delicado e muitas vezes camuflado, a homossexualidade. “É, é [verdade] sim”, responde ao ser questionada se é homossexual. “Bom, eu sou bissexual”, completou.

A goleira da seleção mora na Europa há seis anos e joga na França. Lá, foi convidada para ser madrinha de um torneio de homossexuais de várias modalidades. Aceitou, mas não pôde comparecer em função de compromissos com a seleção.

Mas Mayssa acabou falando sobre sua sexualidade para uma revista francesa sobre homossexuais. “Eles fizeram matéria comigo e a gente conversou abertamente. Eu não escondo. Por que vou esconder algo que eu sou? Por que vou esconder?”, repetiu.

Nem o fato de disputar os Jogos Olímpicos faz a atleta deixar de lado seus ideais para evitar tocar no assunto.

“É uma coisa normal da sociedade. Se você é homossexual, tem que esconder e obrigatoriamente se casar com um homem? Não. Se você é, tem que assumir. Não sou mais uma criança. Não vou ficar escondendo porque vou jogar as Olimpíadas. As pessoas me conhecem. Falei. Sou mesmo, abertamente, sem problema nenhum.”

Durante a conversa com o UOL Esporte, que aconteceu após o jogo contra a Montenegro, Mayssa disse que sua atitude pode ajudar a quebrar o tabu e medo que alguns atletas têm em revelar sua sexualidade em um meio de grandes repercussões como o esportivo.

“[O esporte] é muito preconceituoso. Entre os homens, principalmente, muitos têm medo. Mas consegui tudo na minha vida e sigo conseguindo, e isso não influenciou em nada. Sou homossexual? Sou. Tenho que aceitar isso e todas as pessoas me respeitam”, falou.

Dentro do grupo, o impacto é inexistente, pelo menos no contato fetivo observado da atleta com as demais. E também pelo seu discurso direto, mas puro.

“Todas me respeitam. Meu técnico sabe, todo mundo na França sabe. Cada um tem sua vida, ninguém paga minhas contas”, finalizou.

 Do Uol

Arte RatoFX

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2856/11, do deputado Jânio Natal (PRB-PA), que obriga empresas da área de construção civil a contratarem pelo menos 10% de mulheres. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-lei 5.452/43).

O projeto também altera a Lei de Licitações (8.666/93) para tornar obrigatório a inclusão desse percentual mínimo para contratações de mulheres no edital de convocação ou, quando houver dispensa de licitação, no contrato administrativo.

Discriminação

O autor explica que o objetivo é combater uma inexplicável resistência à contratação de mulheres na área de construção civil. “Os empreiteiros normalmente ignoram as vantagens do trabalho feminino e não se sensibilizam com estudos, segundo os quais, a atitude sempre mais cautelosa e detalhista das mulheres contribui para a edificação de prédios mais confiáveis”.

O autor acredita que, uma vez obrigadas a contratarem mais mão de obra feminina e a vencer injustificáveis preconceitos, as empreiteiras da área – até por visarem lucro – logo passarão a admitir mais mulheres.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência Câmara de Notícias

Joyce formou-se em pedagogia na UnB, onde aprendeu a valorizar a sua raça: "Tive contato com a desmistificação da beleza padrão" Foto Antônio Cunha /Esp.CB/D.A Press

Ter sido aluna de escola pública não fazia de Joyce Vieira de Castro Marra, 26 anos, uma minoria representativa dentro da universidade. O que mais tornava rara a presença da aluna de pedagogia na instituição federal que cursou era a cor da pele. Formada em 2008, quando 7,7% dos negros alcançavam o ensino superior no Brasil, a atual professora representa um avanço nas políticas de igualdade racial no país. Isso porque 20 anos antes apenas 1,8% dos negros cursavam uma faculdade. Apesar do aumento no acesso à educação, a disparidade em relação aos brancos ainda assusta.

Essa é uma das conclusões de um estudo apresentado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Comissão de Legislação participativa da Câmara dos Deputados. Organizado em parceria com o Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas (Laeser) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Relatório das Desigualdades Raciais no Brasil 2009-2010 analisa como garantias constitucionais, como educação, saúde e previdência social, têm chegado a negros e brancos no país. E alerta: a desigualdade no Brasil diminuiu, mas ainda continua grande.

“O país avançou muito na universalização do ensino, por exemplo, mas a educação ainda chega de forma diferente para brancos, pardos e negros”, destaca a pesquisadora do Laeser Irene Rossetto. Ela usa dados para exemplificar a constatação. Em 1988, ano em que a Constituição Federal foi aprovada, 20% das crianças com 6 anos não frequentavam a escola. Essa taxa hoje é de apenas 6,4%. Analisando mais de perto o cenário, entretanto, é possível ver a diferença. Enquanto 4,8% das crianças brancas nessa faixa etária estão fora da escola, 7,5% das crianças pretas e pardas encontram-se nessa situação.

Mesmo entre os que têm acesso ao ensino há disparidades. Quando considerada a taxa de adequação, se o estudante está na série indicada para a sua idade, os negros continuam atrás. De uma forma geral, entre os jovens com 15 a 17 anos que deveriam estar no ensino médio, a taxa é de 34%. Se consideramos apenas os brancos, fica em 26,2%. No caso dos pretos e pardos, 20,1%.

Irene Rossetto destaca que os problemas atingem todas as etnias, mas alcançam de forma mais acentuada os negros. “A qualidade desse ensino é diferente. Até a estrutura e a segurança das escolas onde estudam (os negros) costumam ser inferiores”, analisa. Segundo ela, é fundamental que sejam aplicadas políticas afirmativas para reduzir ainda mais as desigualdades. “É preciso levar em conta que os negros partem de posições iniciais muito diferentes devido à dívida histórica que carregam. É preciso ter políticas que garantam não apenas cotas de participação, mas uma mudança no olhar, para que passem a ser vistas as limitações específicas”, defende.

Estar na universidade propiciou que Joyce tivesse essa nova perspectiva. Para ela, ter cursado a universidade garantiu não apenas uma profissão, mas o reconhecimento de sua raça. “Antes, eu achava que era morena. Foi na faculdade que tive contato com a desmistificação da beleza padrão”, explica. Quanto a eventuais episódios de preconceito, a pedagoga não dramatiza. “Não gosto dessa coisa de mania de perseguição que alguns têm. Nunca fui impedida de entrar em algum lugar ou coisa do tipo. Mas a gente sente a discriminação de uma forma mais sutil”, lembra. “Quando alguém perguntava onde eu estudava e eu dizia que era na Universidade de Brasília, as pessoas se assustavam e perguntavam como eu tinha conseguido.”

Segundo Rebeca Tavares, representante da ONU Mulher, o relatório é um primeiro passo para diagnosticar a situação do país, mas ela afirma que a caminhada ainda é grande. “Sem o diagnóstico, é impossível propor políticas públicas que possam resolver o problema. Mas é preciso ser mais incisivo para acabar com o preconceito, ainda forte, persistente e universal”, avalia.

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A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) se reúne hoje, às 17h30, com a bancada feminina da Câmara, para entregar sua proposta de emendas ao Plano Plurianual (PPA) 2012/15.

A proposta das mulheres foi aprovada em debate realizado nos últimos dias 11 e 12. Elas defendem uma proporção mais equilibrada da representação feminina no processo político e mais recursos para diversos segmentos, com foco na democratização da gestão pública voltada para questões feministas.

Nancy Andrighi

A bancada feminina também vai discutir a indicação da jurista Nancy Andrighi para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela ministra Ellen Gracie, que se aposentou. A indicação será apresentada pela deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). Atualmente, Nancy Andrighi é ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedora da Justiça Eleitoral.

Preconceito em músicas

Foi cancelada a reunião desta tarde da bancada feminina, que discutiria com as deputadas estaduais da Bahia medidas de combate a músicas que incentivem o preconceito e a violência contra as mulheres. Não foi definida nova data para o encontro.

Atualmente, tramita na Assembleia Legislativa da Bahia projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT) que proíbe o uso de recursos públicos para a contratação de artistas que depreciem as mulheres em suas letras de música.

Do Agência Câmara de Notícias

Leila Luliana da Costa Vieira Lopes

“O título de mulher mais bela do mundo na 60ª edição do Miss Universo.”

Agora tenho a oportunidade de mostrar para o mundo que a Angola é capaz!”– Leila Lopes de Benguela

O concurso Miss Universo 2011, realizado em Sao Paulo, no Credicard Hall, elegeu a angolana Leila Lopes como a mais bela mulher do mundo, na noite dessa segunda-feira, 12.09 . A jovem de 25 anos alcançou o primeiro lugar numa disputadíssima competição, ficando o segundo e terceiro lugares para as misses do Brasil e da Ucrânia, respectivamente. A vitória de Leila foi bastante comemorada e aplaudida nas redes sociais e nos movimentos sociais negros do Brasil e em Angola.

Em uma resposta à pergunta apresentada durante a disputa, a nova miss universo pede :          ”respeitem os outros“. Isso seria uma resposta sutil aos ataques que Leila Lopes, e outras candidatas à competicao, sofridos por grupos neonazis em uma rede na internet. Mais precisamente o braco brasileiro do Nazis Whit Pride, o Stormfront.org. Falando sobre a miss Angola, comentou um dos que postaram mensagens racistas contra as misses, principalmente as africanas e negras do concurso: “Como alguém consegue achar uma preta bonita?”

Ao ser questionada sobre o preconceito racial existente no Brasil e diversas partes do mundo, Leila surpreendeu com sua firme resposta: “acho que pessoas preconceituosas é que precisam procurar ajuda, porque não é normal, em pleno século 21, alguém ainda pensar dessa forma”.

A nova Miss Unvierso

Leila Luliana da Costa Vieira Lopes nasceu na província de Benguela, tem 1,79m de altura. E conforme noticia o Instituto Média Étnica, a nova miss universo recebeu pela vitória um ano de despesas pagas, um curso na New York Academy, além de viagens pelo mundo fornecidas pelos patrocinadores e pretende realizar trabalhos sociais com ONGs em países em desenvolvimento.

Do PPABerlin
Amamentação

A Secretaria de Saúde/SES-DF abrirá a Semana Mundial da Amamentação no dia 1º de agosto, às 9h, no auditório da Fepecs, na W/3 Norte, quadra 501. Esse ano, o tema da campanha é a Amamentação em 3 D, que envolve a comunicação, parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.

A ideia é estimular comunidades e unidades de saúde a usar novas tecnologias para atingir o maior número de pessoas possível, como os blogs e redes sociais, com informações necessárias sobre amamentação. Para os organizadores, também é importante alertar sobre os conflitos de interesse que surgem quando entidades que obtêm lucro a partir da venda ou distribuição de produtos abrangidos pelo Código Internacional de Publicidade de substitutos do leite materno (no Brasil, NBCAL) promovem a amamentação.

Ainda no dia 1º será aberta a exposição sobre a história da Amamentação no Brasil, aberta ao público. São 43 “banneres” que ficarão à disposição da comunidade, durante toda a semana, no Hall da Fepecs.

Segundo a coordenadora dos Bancos de Leite da SES/DF, Miriam Santos, o tema da Semana de Amamentação desse ano mostra que além de se falar sobre a amamentação em si, é preciso ser eficaz e dar as respostas que o público anseia em termos de informação.

A abertura da Semana contará com a participação do publicitário Gui Pacheco – e da jornalista Fabiana Santos, que irão transmitir aos profissionais de saúde informações sobre como trabalhar o assunto amamentação nos meios de comunicação com maior eficácia. Logo após, serão homenageadas as servidoras das regionais de saúde que retornaram da licença maternidade e continuaram a amamentar.

Míriam frisa também que “o tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo. Lembremos – para obter sucesso nesta campanha precisamos comunicar. Nós somos o mundo, e nós queremos saber porque amamentar é importante”, alerta.

Saiba mais:

1) Conecte-se com outros ativistas da amamentação por email ou blog, Facebook ou Twitter, e comece a planejar!

2) Entre em contato com comunicadores locais: professores, jornalistas, publicitários, estudantes, líderes comunitários – para ajudá-los a construir e compartilhar mensagens vitais e aumentar a conscientização.

3) Entre em contato com unidades de saúde locais e ajude-os a implementar estratégias de alcance para mulheres grávidas e lactantes ou cursos de treinamento para consultores em aleitamento e aconselhamento em amamentação.

4) Escreva para seu empregador e órgãos governamentais locais ou nacionais e peça patrocínio para um evento da SMAM e, caso necessário, alerte-os sobre a necessidade de prevenir conflitos de interesses evitando apoio ou qualquer forma de colaboração de indústrias ou representantes de produtos abrangidos pelo âmbito da legislação. (No caso brasileiro, da NBCAL).

5) Seja o anfitrião de um evento onde as pessoas podem compartilhar suas histórias com criatividade – uma exposição de arte em conjunto, um monólogo, uma competição de vídeos online, festival de filmes, feira alternativa de artesanato, fórum de discussão virtual, o céu é o limite!

6) Incentive o ensino da amamentação em escolas e universidades e a integração com organizações que já trabalhem com causas sociais para realçar a amamentação através de pontos de vista variados.

7) Fale com as pessoas à sua volta!

Confira a Programação:

9:00 – Abertura

9:30 – Palesta da Jornalista – Fabiana Santos

10:00 – Debate sobre o tema

10:15 – Palestra do Publicitário – Gui Pacheco

10:45 – Debate sobre o tema

11:00 – Homenagens da Coordenação de AM e BLH

Membros da Mesa

Dr. Berardo – Subsecretario de Atenção Primária a Saúde

Dra Tatiana Coimbra – Chefe do Núcleo de Atenção a Saúde da Criança

Ten Cel QOBM/Comb.TC José Fernandes Motta Júnior – Comandante do GAEPH – responsável pela coleta de leite materno do CBMDF.

 Endereços dos Bancos de Leite no DF -baixe aqui. 

Do Clica Brasília

 

A pernambucana Josefa Aparecida da Silva, 29 anos, tem se esforçado para não desanimar. Angustiada com as contas atrasadas, ela bate de porta em porta, há sete meses, em busca de um emprego. Mesmo com ensino médio completo e mais de 15 anos de vida profissional, na hora de disputar uma vaga, ela depara com a discriminação. Mulher e negra, já abriu mão de postos específicos e decidiu topar qualquer posição. Em vão. Josefa identifica na cor da pele o motivo do preconceito. “Em uma entrevista, éramos eu e duas mulheres brancas. Mesmo sem experiência, elas foram escolhidas”, lamenta. Josefa é um dos retratos mais claros das desigualdades que persistem no mercado de trabalho brasileiro.

Mercado de trabalho continua desigual

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, embora a taxa de desemprego tenha caído ao longo dos últimos nove anos e chegado a 6,2% em junho, a menor para o mês desde 2002, a desigualdade de oportunidades permanece. As mulheres encontram mais dificuldade em ocupar cargos e, quando conseguem, ficam geralmente em postos considerados inferiores. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, o índice de desocupação é de 5% entre os homens, mas salta para 7,6% com as mulheres. O salário médio deles, de R$ 1.770,40, é 40,8% superior ao delas, de R$ 1.257,10.

Quando a análise inclui cor e sexo, a realidade ganha novos contornos. Entre os homens brancos, o índice de desocupação é de 4,4%, menor que a média nacional. Para as mulheres negras, ele mais do que dobra: salta para 9,2%. “Os empregadores falam que vão ligar, mas o telefone nunca toca. Até fico desanimada”, desabafa Josefa. Para sustentar a casa, que divide com uma amiga, ela tem de fazer malabarismo. “Faço algumas diárias. Em média, tiro R$ 600. Só o aluguel é R$ 370.” Segundo o economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, o empregador tem a ideia de que, por ter jornada dupla, a mulher pode ser menos produtiva.

“No mundo inteiro, ela ainda desempenha uma série de atividades pelas quais o homem não é responsável. Quando há um problema em casa, são elas que resolvem. São elas que têm filhos e licença-maternidade”, afirma Camargo. No que diz respeito à cor, ele observa que, por motivos históricos, o negro teve menos oportunidades educacionais no Brasil que o branco. “Quando um empresário contrata um negro, ele tem isso na cabeça. Não só para escolher o funcionário, mas para definir o salário que vai pagar”, diz. “Essas diferenças são mazelas conhecidas e vêm desde a formação do país. É necessário mudar esse processo, mas isso leva tempo”, avalia o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo.

Carteira assinada

De cor parda, Luciana dos Santos, 32 anos, faz parte desse grupo preterido no mercado de trabalho. Ela nunca teve a carteira assinada. Para pagar as contas, faz “bicos” como babá. “Adoro o que faço, mas queria ter mais segurança, fundo de garantia e aposentadoria”, lamenta. Luciana observa que sempre há vagas para homens. “Para as mulheres, é mais difícil.”

Quando viu a mãe em meio a uma crise renal, Raimunda de Jesus dos Anjos, 29 anos, saiu do emprego para pagar exames e comprar medicamentos com o dinheiro da rescisão contratual. Desde então, já deixou mais de 50 currículos e fez cinco entrevistas. Mas só recebeu respostas negativas. Na casa dela, a situação só se complica a cada dia: são dois salários mínimos para sustentar oito pessoas. “Fico muito agoniada ao ver a minha mãe doente e não ter recursos. Já precisei recorrer até a ajuda de amigas para comprar produtos de higiene”, relata Raimunda, que se considera parda.

Negra, a empregada doméstica Rosa Marlene Santos, 51 anos, conta que já enfrentou momentos difíceis na profissão. “Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade em casa de família. Já fui chamada de ‘pretinha’ e acusada de levar objetos das casas. Mas decidi levantar e cabeça e tentar de novo”, afirma. Para Regina Madalozzo, economista do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), o preconceito é velado. “A maior parte do problema é sim relacionado à discriminação. Há vagas em setores aquecidos, como a manufatura e a construção civil, mas eles geralmente demandam mais homens”, diz.

Gravidez atrapalha

Cansada da informalidade e de fazer “bicos” como faxineira, Maria de Fátima do Nascimento, 26 anos, sabe o que é passar dificuldade. Em 2009, ficou nove meses desempregada. Casada e com dois filhos, precisou contar com a ajuda financeira de amigos e morar de favor. Mas, em meio a uma realidade adversa, ela conseguiu vencer o preconceito. Para ter a carteira de trabalho assinada, arregaçou as mangas e topou um desafio: trabalhar na construção civil.

Há duas semanas, Maria de Fátima foi contratada em uma construtura como ajudante de servente. Única mulher numa equipe de 35 homens em uma obra em Samambaia, além de cuidar da limpeza, já aprendeu a fazer rejunte. Feliz com o que faz, ela é mimada pelos colegas. “É difícil conseguir emprego formal. Na construção, tive essa oportunidade”, comemora ela, que tem o ensino médio completo.

Luciene Silva de Souza, 29 anos, só teve a carteira assinada por sete anos, ao longo de 14 de trabalho. Para não ficar sem dinheiro, topou fazer de tudo um pouco. “Fui babá, promotora de vendas, auxiliar de serviços gerais e atuei na produção de um frigorífico. Mas já senti a discriminação. Em seleções para empregos, percebi que as empresas preferem contratar homens. Elas se preocupam com o fato de podermos engravidar”, diz. Luciene está satisfeita com a posição de vendedora em uma floricultura. “Meu contrato é regular. Mas, além de enfrentar o preconceito, o governo poderia oferecer mais capacitação”, considera.

Fonte: Geledés.org / Correio Braziliense

Dilma Rousseff, Foto Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

As mulheres que querem subir na hierarquia dentro da empresa em que trabalham ou anseiam alcançar um importante papel de liderança têm que enfrentar dois desafios: a sociedade ainda acredita que elas não são líderes naturais, e nem gosta que elas ajam assim.

Apesar dessas afirmações soarem um pouco estranhas em um momento em que o próprio Brasil tem uma mulher presidindo o país, Dilma Rousseff, e com o mundo tendo cada vez mais lideranças femininas, uma pesquisa americana sugere que o preconceito continua presente.

A meta-análise (integração de um grande número de estudos que abordam a mesma questão) mostra que os cargos de liderança continuam sendo culturalmente vistos como masculinos. Mulheres líderes são vistas como menos qualificadas e inadequadas ou presunçosas por tentarem adotar um papel masculino.

Em contrapartida, mulheres são ligadas com qualidades como bondade e compaixão. Ser assertivo ou competitivo, por sua vez, é associado aos homens. Essas qualidades masculinas são vistas com essenciais para o sucesso nas lideranças pelas pessoas.

A boa notícia é que as atitudes das pessoas em relação às mulheres no poder estão mudando. Embora elas ainda enfrentem muito preconceito, esse está cada vez mais minguante.

A relação entre as mulheres que estão no comando e a sociedade varia em cada cultura. Com dados de diferentes nações, levando em consideração a raça e a classe social, serão possíveis estudos mais detalhados no futuro.

Do Plena Mulher / Live Science
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