Comentários ‘politica’
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, rebateu hoje (15) as críticas de que o programa Brasil Carinhoso tenha caráter eleitoreiro. O governo federal lançou o conjunto de ações com o objetivo de tirar da miséria crianças até 6 anos cuja renda familiar per capita seja inferior a R$ 70.
“O Brasil tem eleição a cada dois anos. O país não pode parar, tem que continuar, e é isso que estamos fazendo, tirando as crianças da extrema pobreza”, disse. “A pergunta deve ser o contrário: a gente deveria esperar o ano que vem, somente porque não é ano eleitoral?”, completou.
Após participar de entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Tereza lembrou que as famílias com crianças de até 6 anos já cadastradas no Bolsa Família serão beneficiadas automaticamente pelo novo programa e, portanto, não precisarão procurar as prefeituras.
“As pessoas já têm o cartão, não precisam ir a lugar algum para receber esse novo benefício, que é automático. Para o Nordeste, em especial, é muito importante conceder esse aumento agora, porque o Nordeste passa por uma das piores secas dos últimos 50 anos. Melhorar a vida dessas famílias neste momento é fundamental.”
Durante o programa, a ministra lembrou que o próprio Bolsa Família, quando foi lançado, em 2003, recebeu críticas relacionadas ao assistencialismo e ao caráter eleitoreiro. “Ele conseguiu não só aliviar a pobreza como garantir que as crianças passassem a frequentar mais a escola. Conseguimos reduzir a desnutrição, em especial no Semiárido nordestino. Está comprovado que o dinheiro que essas famílias recebem vai para a alimentação, para o material escolar e que é um dinheiro bem gasto”, destacou.
Da Agência Brasil
Votação aconteceu no estado mais populoso da Alemanha. CDU, partido da chanceler, obteve 26,3% dos votos; SPD, obteve 39,1%.

Hannelore Kraft acena em discurso em Berlim após vitória do seu partido, o SPD (Foto: Tobias Schwarz/Reuters)
Os resultados definitivos das eleições legislativas no estado federado alemão da Renânia do Norte-Vestfália confirmam a vitória do Partido Social-Democrata (SPD) e a derrota histórica da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel.
A Comissão Eleitoral desse estado informou que o SPD obteve 39,1% dos votos, 4,6 pontos mais que há dois anos, enquanto a CDU conseguiu 26,3%, contra 34,6% do pleito anterior, o que representa seu pior resultado no estado às margens do Rio Reno desde a II Guerra Mundial.
Os Verdes conseguiram 11,3% dos votos, e os liberais, (FDP) 8,6%, o que representa uma clara recuperação da legenda aliada de Merkel em Berlim, que até pouco atrás estava ameaçada de desaparecer do panorama político por causa de sua baixa popularidade.
O Partido dos Piratas, legenda emergente que revolucionou o espectro político germânico, conseguiu pela quarta vez consecutiva entrar em uma Câmara regional alemã desde novembro, ao somar 7,8% dos votos.
Com estes resultados a primeira-ministra da Renânia do Norte-Vestfália e líder do SPD, Hannelore Kraft, poderá contar com uma cômoda maioria absoluta em coalizão com Os Verdes, com os quais governava até agora em minoria.
O candidato da CDU e ministro federal do Meio Ambiente, Norbert Röttgen, reconheceu sua derrota poucos minutos depois do fechamento dos colégios eleitorais e anunciou sua renúncia como presidente da legenda na região.
A Renânia do Norte-Vestfália possui um forte peso no PIB nacional. Historicamente, a política no Estado sempre teve influência no cenário nacional.
‘Mensagem’
O resultado das eleições de domingo não deve alterar o equilíbrio de poder em nível nacional, mas pode sinalizar o começo de uma mudança na política alemã.
Merkel é considerada a principal defensora das medidas de austeridade de gastos em toda a Europa, e as eleições estaduais estariam colocando sua popularidade à prova.
A mensagem dada nas urnas na Renânia do Norte-Vestfália seria semelhante a de eleitores na França e na Grécia, que na semana passada rejeitaram políticos que defendem a austeridade fiscal.
Do G1
A Câmara aprovou nesta terça-feira (8) o Projeto de Lei 6719/09, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a Pedofilia, que determina a contagem da prescrição dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes somente a partir de quando elas completarem 18 anos. A proposta foi aprovada em Plenário e será enviada para sanção da presidente Dilma Rousseff.
O projeto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) com o objetivo de dar mais tempo à vítima e ao Ministério Público para iniciar a ação penal.
No caso dos crimes de maior gravidade, como o estupro, a nova contagem da prescrição permitirá que a ação seja iniciada 20 anos depois da maioridade. Atualmente, a prescrição conta a partir da data do crime.
Assim, por exemplo, se uma criança de sete anos sofreu esse tipo de abuso, ela terá até os 38 anos (e não mais até os 27, como ocorre hoje) para denunciar o agressor. O período de prescrição varia conforme a pena máxima aplicável a cada crime.
A exceção na nova regra será apenas no caso de a ação já ter sido proposta em algum momento antes de a vítima completar 18 anos de idade.
Lei Joanna Maranhão
O projeto veio do Senado batizado como Lei Joanna Maranhão, em referência ao caso da nadadora brasileira que denunciou seu treinador por abuso sexual sofrido quando era criança.
A intenção da CPI é impedir abusos em razão de o agressor acreditar na impunidade e também dar conforto à vítima, que poderá denunciar o crime se, por algum motivo, seus pais não o fizeram no passado.
Para o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado João Paulo Lima (PT-PE), a nova lei vai incentivar a denúncia dos abusadores, já que muitos deles confiam na pouca idade da criança à época do crime para continuar impunes.
“Muitas vezes, a criança não tem educação social ou orientação da família, ou a violência é feita por familiares. Essa lei deve inibir ainda mais os crimes praticados contra essas crianças e adolescentes”, afirmou.
CPI da Pedofilia
O relatório final da CPI da Pedofilia foi aprovado no Senado em dezembro de 2010 e traz recomendações ao Ministério Público, a estados e municípios, aos ministérios da Saúde e da Educação, e ao Poder Judiciário.
A Lei 12.015, em vigor desde 2009, fez diversas alterações no Código Penal em relação aos crimes contra a dignidade sexual envolvendo crianças e adolescentes, a que se refere o projeto sobre prescrição aprovado nesta terça-feira.
Da Agência Câmara de Notícias
“O novo Código Florestal aprovado pela Câmara é tudo, menos “florestal”, escreve Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 27-04-2012.
Segundo a ex-ministra, “a presidente Dilma terá que decidir qual modelo de desenvolvimento quer para o país. Não dá para ter na mesma base de apoio o sonido da motosserra e o canto do uirapuru. Agora, resta a ela usar seu poder de veto ou compactuar com o que está posto. Chegou a hora da verdade. Veta, Dilma. Veta tudo, não pela metade”.
Leia o artigo.
Algo está muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contramão da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em razão do lucro rápido, compromete o futuro do próprio país.
O novo Código Florestal aprovado pela Câmara é tudo, menos “florestal”. Virou uma regulamentação de atividades econômicas no campo, nas cidades e nos litorais, de forma a dourar a pílula e apaziguar consciências. Está longe de representar equilíbrio, sustentabilidade, respeito às pessoas e aos bens do país.
O que saiu do Senado, tido como de “consenso”, já ignorava o parecer das autoridades científicas e de especialistas de diversas áreas. Em nome dele, lideranças de quase todos os partidos classificaram como “radicais” as vozes críticas que defendiam as salvaguardas da legislação ambiental, capazes de garantir a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.
As mesmas lideranças, porém, contemplaram os interesses verbalizados pelas outras vozes mais radicais de um Brasil atrasado, que se recusam a entender que desenvolvimento econômico e preservação ambiental são indissociáveis.
Tais escolhas colocam a presidente Dilma diante da tarefa de fazer o que sua base de apoio não fez. Veremos debates nos próximos dias, principalmente sobre o que deve ser vetado. A discussão será algo do tipo: o quão menos ruim o projeto pode ser para não ter um caráter imediatamente fatal.
Como foi aprovado no Congresso, já é praticamente unânime que ele trará implicações nas taxas de desmatamento. Discutir o veto parcial é como avaliar se desejamos colapsar os nossos ecossistemas (e, com isso, inviabilizar nossa agricultura) em 10 ou 20 anos.
O veto deve anistiar os desmatadores ou desobrigar a recomposição de matas ciliares? Deve ser pelo fim dos mangues ou pela redução de reserva legal? Fragilizar as veredas ou as nascentes e mananciais?
Não é isso que deveríamos discutir. Temos todas as condições de liderar o processo de transição para o desenvolvimento sustentável. O Brasil pode ser para o século XXI o que os Estados Unidos foram para o mundo no século XX. Mas são necessárias visão antecipatória e determinação de perseguir nosso destino de grande potência socioambiental. Não é fácil fazer a melhor escolha, porém é na pressão dos grandes dilemas que se forja a têmpera dos que estão afiados a talhar os avanços da história.
A presidente Dilma terá que decidir qual modelo de desenvolvimento quer para o país. Não dá para ter na mesma base de apoio o sonido da motosserra e o canto do uirapuru. Agora, resta a ela usar seu poder de veto ou compactuar com o que está posto. Chegou a hora da verdade. Veta, Dilma. Veta tudo, não pela metade.
Do Instituto Humanitas Unisino
PT e PMDB discordam sobre texto final, que pode anistiar desmatadores. Ainda pela manhã, ministros e líderes se reúnem para tentar alternativa.
A Câmara dos Deputados deve colocar em votação na tarde desta terça-feira (24) a proposta da reforma do Código Florestal sem que haja consenso dentro da base aliada, rachada entre PT e PMDB. O principal impasse no texto final, relatado pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG), está na ausência de regras fixas para a recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas em beiras de rio. Por causa da polêmica, não está descartada a votação na quarta (25).
O governo quer que a nova lei mantenha regras aprovadas no Senado, que exige dos produtores recompor matas ciliares, numa faixa que varia de 15 metros a 100 metros ao longo das margens, dependendo da largura do rio. Tal regra foi eliminada do texto por pressão da bancada ruralista. O governo considera que isso poderá resultar em anistia, já que os critérios poderão só ser definidos posteriormente pelos estados.
Ainda durante a manhã desta terça, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, faz nova reunião com líderes da base aliada e com os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e da Agricultura, Mendes Ribeiro, para negociar alternativas ao texto de Piau.
Na tarde desta segunda, ainda sem acordo, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que não tentará adiar a votação do projeto, mesmo que não consiga construir um acordo em torno do texto. A data foi acertada com a oposição e a base aliada no mês passado para agilizar a votação da Lei Geral da Copa, que estava emperrada na Casa.
“Nós não vamos pedir para não votar. Vamos trabalhar para discutir o conteúdo e vamos defender uma posição. A posição é que seja aprovado na Câmara o que foi aprovado no Senado”, afirmou Chinaglia.
O líder do PT, Jilmar Tatto (SP), que criticou duramente o texto, disse que o partido não cederá. “O governo tem maioria aqui na Casa, então não vai ter derrota. Nós vamos ganhar”, afirmou. Segundo ele, “está havendo uma construção coletiva entre os partidos” que deve permitir a aprovação do texto do Senado.
Em maio do ano passado, na primeira votação no plenário da Câmara, a bancada ruralista impôs derrota ao governo. O texto aprovado pela Casa abria caminho para a anistia de pequenos produtores que desmataram áreas de preservação permanente (APPs) e dava aos estados autonomia para regulamentar produções em APPs. O texto seguiu para o Senado, onde foi modificado para prever maiores garantias de proteção ambiental.
Do G1
Parecer foi apresentado nesta quinta pelo relator do projeto na Câmara. Mesmo sem acordo com governo, votação está marcada para terça (24).
O relator do projeto de reforma do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentou nesta quinta-feira (19) seu parecer sobre o projeto, com votação marcada para a próxima terça (24) no plenário da Câmara. Ele retirou do texto aprovado no Senado percentuais mínimos de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas nas margens de rios localizados dentro de propriedades rurais.
A versão aprovada no Senado estabelecia que, para cursos d’água com até 10 metros de largura, os produtores deveriam recompor 15 metros de vegetação nativa. Para os rios com leitos superiores a 10 metros, a faixa de mata ciliar a ser recomposta deveria ter entre 30 e 100 metros de largura.
O texto finalizado por Piau diz que a recomposição dependerá de novo projeto de lei ou medida provisória, e incluiria a participação dos estados. A definição seria feita em até dois anos, dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA). As regras gerais deste programa seriam estabelecidas pelo governo federal em até 180 dias após a aprovação da lei, mas as condições específicas ficariam a cargo dos estados.
“Caberá ao Poder Executivo, na definição dos critérios e parâmetros que nortearão o Programa de Regularização Ambiental, a fixação dessas faixas de proteção considerando as particularidades ambientais, sociais e econômicas de cada região”, diz o relatório.
A mudança feita no relatório se aplica apenas às regras para quem precisar reflorestar as áreas de beira de rio, e que tenham sido desmatadas até julho de 2008. A recomposição é uma possibilidade de anistiar as multas aplicadas aos produtores que desmataram as APPs.
Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff suspendeu as multas por mais dois meses. O projeto do novo Código Florestal estabelece que, após a sanção e posterior definição das regras para as APPs, os produtores assinem termo para a recomposição. Caso não reponham a vegetação num determinado prazo, deverão pagar multa. As multas ficam suspensas a partir do momento da sanção.
Já para as propriedades que não tenham que realizar a recomposição, por manterem a mata nativa, por exemplo, ficaram mantidos o mínimo de 30 metros e o máximo de 100 metros como tamanhos para as faixas de preservação, variando de acordo com a largura do rio.
Mudanças
O texto apresentado por Piau contraria a versão aprovada no Senado, que estabelecia regras fixas para a recomposição. O relator alegou a impossibilidade regimental de alterar os percentuais, já que após a aprovação do Senado, só é possível retirar um determinado artigo ou recuperar a redação dada pela Câmara.
“A regra geral de Brasília para o Brasil inteiro não me parece uma medida inteligente. Os grandes produtores vão cumprir o que veio do Senado, porque o grande produtor não tem problema, ele não vai ser expulso, mas o pequeno e o médio, estes sim, têm que ser adaptadas as faixas sob pena de expulsarmos os produtores do campo”, afirmou Piau.
Ele citou como exemplo pequenas propriedades do interior do Nordeste em que, dadas as regras previstas pelo Senado, a impossibilidade do plantio em beiras de rios poderia inviabilizar o uso de até 40% do solo.
Piau também excluiu do texto os artigos do projeto aprovado pelo Senado que regulamentavam as áreas de criação de camarões, os chamados apicuns, que considerou excessivamente detalhados. Apenas partes dos artigos que tratavam do uso restrito de solo foram mantidas, deixando claro que as criações dependem do zoneamento ecológico e econômico da zona costeira.
Também foi retirado o artigo que exigia a adesão de produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) em até cinco anos para o acesso ao crédito agrícola. Segundo o relator, o cadastro depende do governo, o que poderia prejudicar os produtores. “O governo faz uma legislação que ele mesmo não tem o aparato técnico para atender aos produtores rurais do Brasil inteiro”, afirmou.

Presidente Dilma Rousseff aparece entre mais influentes ao lado de perfil com inspiração hacker Foto: AFP
O perfil da presidente Dilma Rousseff no Twitter (@dilmabr) está entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da agência de relações públicas Burson-Marsteller e pela companhia de análise de redes sociais Klout. Batizado de “Influenciadores do G20″, o estudo pretende elencar as 10 pessoas mais influentes no Twitter dos países que fazem parte do G20.
O último tweet de Dilma foi em dezembro de 2010. “Amigos,muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011″, prometeu a política, que não apareceu mais na rede social pelo perfil pessoal.
Na Inglaterra, um dos perfis “mais influenciadores” é o dono de um blog “libertário” de política chamado Paul Staines, que usa o codinome de Guido Fawkes (@GuidoFawkes) – o soldado britânico que inspirou a máscara de Guy Fawkes, que representa a liberdade e o movimento Anonymous no planeta. No perfil, ele se chama de “membro da conspiração” e “pirotécnico 2.0″.
O G20 é composto de 19 países e a União Europeia, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio global e dois terços da população. A lista de influenciadores brasileiros é completa pelos políticos Cristovam Buarque (@Sen_Cristovam), Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin_), José Serra (@joseserra_),Soninha Francine (@SoninhaFrancine).
Além deles, também aparecem no estudo os jornalistas Ricardo Noblat (@BlogdoNoblat), Luis Nassif (@luisnassif), Lauro Jardim (@radaronline) e Miriam Leitão (@MiriamLeitaoCom) e o teólogo Leonardo Boff (@LeonardoBoff).
Do Terra
Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram reservadamente sobre eleições municipais. No encontro, a presidente disse ao vice que não cogita envolver-se nas eleições municipais nas cidades em que PT e PMDB estiverem em palanques opostos.
Trataram especificamente do caso de São Paulo, uma praça em que há a perspectiva de um embate entre o petê Fernando Haddad, endossado por Lula, e o pemedebê Gabriel Chalita, apoiado por Temer. “Não vou entrar”, disse Dilma.
A conversa ocorreu semanas atrás. Dilma empregou um vocábulo simbólico para traduzir o tipo de comportamento que tenciona adotar. Conforme relatou Temer a integrantes do seu grupo político, a presidente declarou que vai se portar como “estadista”.
Se for assim, pior para o PT, que esperava exibir Dilma ao lado de Lula nos palanques de Haddad. Um desejo aguçado pelo Datafolha. O instituto atribuiu a Dilma taxa de aprovação de 59% no primeiro ano de gestão. Bateu o Lula do primeiro ano do segundo reinado: 50%.
Levando a intenção às últimas consequências, Dilma adotará diante das urnas um critério diferente do que foi seguido por Lula. Amante dos microfones, o ex-soberano preferiu a política do palanque múltiplo ao distanciamento.
Na teoria, apoiava todos os candidatos filiados a partidos “aliados”. Na prática, nem sempre funcionou. Em 2010, a tática degringolou, por exemplo, na Bahia. Lula prometera apoiar Jaques Wagner (PT) e de Geddel Vieira Lima (PMDB), que brigavam pelo governo do Estado.
Geddel queixa-se até hoje de ter sido preterido. Por Lula e também por Dilma, à época candidata ao Planalto. No plano das relações pessoais, a intenção de Dilma de distanciar-se da refrega de São Paulo é compreensível.
Dilma tem apreço por Haddad, um ministro que, nomeado por Lula, compôs o grupo de auxiliares mantidos na Esplanada no novo governo. Mas não é alheia ao deputado federal Chalita.
O candidato de Temer conheceu Dilma quando ela ainda chefiava a Casa Civil de Lula. Convidou-a para participar de um talk show que mantinha na tevê da Canção nova, entidade fundada e gerida por fiéis da Igreja Católica.
No segundo turno da sucessão de 2010, quando seus antonistas grudaram nela o selo de defensora do aborto, Chalita foi um dos personagens a quem Dilma recorreu. Acionado por Gilberto Carvalho, hoje ministro palaciano, o deputado desceu à sacristia.
Ex-seminarista, Chalita intermediou encontros de Dilma com bispos católicos. Acompanhou-a numa missa celebada na Basílica de Aparecida. Tornou-se, por assim dizer, credor político da presidente. Distanciando-se de São Paulo, Dilma como que zera a fatura.
Do Blog do Josias
A ex-presidenciável Marina Silva usou o Fórum Social em Porto Alegre para tentar romper o isolamento, se contrapor ao governo Dilma Rousseff e buscar apoio para uma nova candidatura ao Planalto em 2014.
Em ritmo de campanha, participou de sete debates e divulgou seu movimento “Nova Política”, embrião do partido que, segundo aliados, pretende fundar para disputar a Presidência de novo.
Nas falas, fez várias referências aos “quase 20 milhões de votos” que recebeu em 2010, pelo PV.
A ex-senadora admitiu, na sexta-feira, a intenção de concorrer em nome do lema da sustentabilidade.
“Se para ele continuar sendo relevante for necessário sair em 2014, eu peço a Deus que me dê coragem para fazer de novo, porque não é fácil enfrentar uma batalha como essa”, afirmou.
Ela pediu que os movimentos sociais pressionem Dilma a vetar as mudanças no Código Florestal e criticou o governo ao cobrar propostas para a Rio+20. “O Brasil precisa definir qual é a sua posição.”
Sem partido e sem mandato, Marina teve ajuda do empresário Oded Grajew, um dos organizadores do fórum, que participou de ao menos três debates ao seu lado.
“Pulsação do Planeta”
Em meio a ambientalistas, hippies e outras tribos, a ex-senadora passou por momentos de constrangimento.
Uma das palestras terminou com um pedido da mediadora para que a plateia fizesse silêncio e fechasse os olhos para sentir a “pulsação do planeta”. Marina manteve os olhos abertos.
Em fevereiro, ela viajará pelo Nordeste para fundar novos núcleos de seu movimento com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL).
Do Folha.Com

Primeira reunião ministerial realizada por Dilma ocorreu em janeiro do ano passado: pelo menos dois ministros vão faltar este ano Foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press
Os ministros de Dilma Rousseff chegam hoje à tarde ao Palácio do Planalto para a primeira reunião ministerial do ano, com uma dura cobrança já feita pela presidente: por conhecerem há um ano a lógica do governo e da mandatária, os auxiliares precisam apresentar as metas de suas pastas, os prazos para o cumprimento de cada programa e as medidas de contenção de gastos, prestação de contas e acompanhamento dos resultados. Foi esse o recado de Dilma aos ministros que participaram das 10 reuniões setoriais realizadas desde quinta-feira — a última delas avançou pela noite de ontem, no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente.
O grande encontro de hoje, às 17h, servirá para Dilma cobrar de seus auxiliares de confiança metas e prazos para o Plano Brasil sem Miséria; para as obras de infraestrutura previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC); e para o Minha Casa, Minha Vida. Outro assunto da primeira reunião ministerial do ano, segundo informação de auxiliares que participaram de alguns dos encontros setoriais, será o corte de R$ 60 bilhões a R$ 70 bilhões no Orçamento da União de 2012.
Dilma manifestou preocupação com o travamento de licenças ambientais para grandes obras de infraestrutura e, ao mesmo tempo em que faz cobranças por mais agilidade nas autorizações, tenta dar visibilidade ao principal evento do ano na área de meio ambiente. A realização da Rio+20 no Rio de Janeiro, evento da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorre entre 20 e 22 de junho, foi discutida ontem no Palácio da Alvorada. O governo teme um fiasco do encontro internacional, com baixa presença de chefes de Estado. A reunião setorial de ontem serviu para traçar estratégias para a Rio+20 — o evento ocorre em menos de cinco meses — e para dois grandes eventos esportivos no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Treze ministros estiveram ontem no Palácio da Alvorada, entre eles a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, responsáveis diretos pela Rio+20. Patriota esteve no Alvorada no sábado para as discussões sobre a crise econômica internacional. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, também se reuniram ontem com Dilma. Metas e prazos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão cobrados hoje na reunião ministerial.
A reunião setorial de ontem chegou a ser desmarcada pelo Planalto no sábado. Os ministros, porém, não tiveram sossego no domingo. Dilma não só confirmou a realização do encontro como mobilizou a maior quantidade de ministros até agora, dentre as nove reuniões setoriais já realizadas. Eles começaram a chegar às 15h e só deixaram o Palácio da Alvorada, sem falar com a imprensa, às 20h40. Uma ausência notada nas reuniões de ontem foi a de Mário Negromonte, de Cidades, mais um sinal de que sua situação não é estável no cargo. Antes da reunião ministerial, uma última setorial será feita hoje no Palácio do Planalto, para discutir segurança pública.






