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Comentários ‘Poderosas’

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, 17, recebe o Prêmio Nobel da Paz das mãos do de presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Thorbjorn Jagland, em Oslo, Noruega

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, 17, recebe o Prêmio Nobel da Paz das mãos do de presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Thorbjorn Jagland, em Oslo, Noruega

A estudante e ativista paquistanesa Malala Yousafzai disse à BBC que, depois de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2014, ela quer iniciar sua carreira na política.

Malala recebeu o prêmio em uma cerimônia nesta quarta-feira e afirmou que pretende até tentar ser primeira-ministra do Paquistão depois de completar os estudos na Grã-Bretanha.

“Quero servir ao meu país e meu sonho é que meu país se transforme em um país desenvolvido e que cada criança seja educada”, disse Malala à BBC em Oslo, antes da cerimônia da entrega do prêmio.

A estudante afirma que sua inspiração vem de Benazir Bhutto, que foi duas vezes primeira-ministra do Paquistão antes de ser assassinada, em 2007.

“Se eu puder servir meu país da melhor maneira através da política e sendo primeira-ministra, então eu definitivamente escolheria isto”, afirmou.

A paquistanesa dividiu o Nobel da Paz de 2014 com Kailash Satyarthi, ativista indiano defensor dos direitos das crianças. Aos 17 anos, Malala é a mais jovem a receber o prêmio.

Em 2012, a estudante paquistanesa, que militava pelo direito à educação das meninas paquistanesas, sobreviveu a uma tentativa de assassinato por membros do grupo Talebã.

Honra

A adolescente disse que receber o Prêmio Nobel da Paz nesta quarta-feira ao lado de Kailash Satyarthi era uma grande honra.

“Eu tinha o desejo, desde o começo, de ver crianças indo à escola e comecei esta campanha”, disse Malala.

“Este Prêmio (Nobel) da Paz é muito importante para mim e realmente me deu mais esperança, mais coragem e eu me sinto mais forte do que antes, pois vejo que muitas pessoas estão comigo.”

“Há mais responsabilidades, mas eu também me impus mais responsabilidades. Sinto que tenho que responder a Deus e a mim mesma e que tenho que ajudar minha comunidade. É meu dever”, afirmou.

Malala e Satyarthi vão dividir o prêmio de US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 3,6 milhões). Correspondentes afirmam que centenas de pessoas foram às ruas de Oslo para ver os dois ganhadores do Prêmio Nobel da Paz.

O comitê do prêmio afirmou que é importante que uma muçulmana e um hindu, uma paquistanesa e um indiano, tenham se unido para o que o comitê chamou de luta pela educação e contra o extremismo.

Oportunidade

Satyarthi disse à BBC que receber o Prêmio Nobel da Paz era uma “grande oportunidade” para ampliar seu trabalho contra a escravidão infantil.

“É importante para mim mas muito mais importante para milhões daquelas crianças que ainda estão ficando para trás… As crianças que são vendidas como animais, não apenas na Índia”, afirmou.

O ativista disse que seu trabalho pelos direitos das crianças na Índia é perigoso.

“Você vai ver as cicatrizes em meu corpo, da perna até a cabeça. Fui atacado várias vezes e a última foi em 2011.”

De acordo com ele, traficantes de crianças são “muito poderosos”, “muito bem relacionados”, e acrescentou que dois de seus colegas foram mortos por causa deste trabalho.

Do UOL

Jovem que sobreviveu ao ataque de uma gangue luta junto da deusa Parvati contra os crimes de gênero no país

Cineasta criou heroína depois de ter contato com protestos contra a violência sexual na Índia/ Foto: Divulgação

Um novo livro de quadrinhos que tem como superheroína uma vítima de estupro foi lançado na Índia para chamar a atenção sobre o problema da violência sexual no país.

O Priya’s Shakti, inspirado por histórias motológicas hindus, conta a história de Priya, uma jovem que sobreviveu ao ataque de uma gangue de estupradores, e da deusa Parvati. As duas lutam juntas contra os crimes de gênero na Índia.

O cineasta indiano-americano Ram Devineni, um dos criadores da obra, disse à BBC que teve a ideia de fazer a história em quadrinhos em 2012, quando uma onda de protestos se espalhou plea Índia após o estupro e o assassinato brutal de uma estudante de 23 anos em um ônibus de Nova Déli.

“Eu estava em Déli quando os protestos começaram e me envolvi em alguns deles. Eu conversei com um policial e ele disse uma coisa que me surpreendeu. Disse que garotas sérias não andam sozinhas à noite”, afirmou Devineni.

“A ideia começou desse jeito. Eu percebi que o estupro e a violência sexual na Índia era cultural e que se sustentava pelo patriarcalismo, misogenia e percepção popular”. Na sociedade indiana, muitas vezes é a vítima do estupro – e não o agressor – que é tratada com ceticismo e acaba sendo submetida ao ridículo e à exclusão social.

“Eu conversei com sobreviventes de ataques de gangues de estupradores e elas disseram que foram desencorajadas por familiares e pela comunidade a procurar justiça, elas também foram ameaçadas pelos estupradores e suas famílias. Até a polícia não as levou à sério”, disse Devineni.

Os quadrinhos refletem uma realidade severa: quando Priya conta a seus pais sobre o estupro, ela é culpada por ele e expulsa de casa.

A personagem representa uma mulher indiana genérica e suas aspirações. “Ela é como todos os rapazes e moças que querem viver seus próprios sonhos. Mas esses sonhos foram destruídos após o estupro”, disse Devineni.

No livro, com alguma ajuda de Shiva e Parvati – o casal de deuses mais poderoso na cultura hindu – Priya consegue transformar sua tragédia em uma oportunidade. No final ela volta à cidade montada em um tigre e derrota seus adversários.

Heroína é expulsa de casa por familiares ao revelar que foi vítima de estupro/ Foto: Divulgação

Devineni disse que escolheu usar elementos da mitologia poque o hinduísmo é a religião majoritária do país – 80% da população, ou 1,2 bilhão de pessoas, são hindus – e seus mitos e histórias estão enraizadas em sua vida cultural.

Ele convenceu artistas de rua e criadores de pôsteres de filmes de Bollywood a pintar murais inspirados na história em quadrinhos na favela de Dharavi, em Mumbai, considerada a maior da Ásia.

As pinturas têm “recursos de realidade aumentada”, que permitem às pessoas ver figuras “saltarem” da parede quando são vistas por meio das câmeras de smartphones.

É possível baixar da internet cópias do livro em hindi e em inglês. O trabalho será exibido em uma feira de quadrinhos em Mumbai em dezembro.

“Nosso público alvo vai desde crianças entre 10 e 12 anos a jovens adultos. É uma idade crítica nas vidas deles e por isso estamos fazendo uma tentativa de conversar com eles”.

Na Índia, onde em média um estupro é comunicado a cada 21 minutos, o crime ocorrido em Déli no ano de 2012 foi um divisor de águas. A brutalidade dos seis agressores deflagrou uma série de protestos e forçou o governo a criar leis antiestupro, prevendo inclusive a pena de morte para violência sexual muito grave.

Mas analistas dizem que as leis mais duras resolvem apenas parte do problema. Ele seria resolvido apenas com a criação de consciência e mudança de atitudes sociais. Davineni diz que esse é o objetivo do livro.

Urvashi Butalia, líder da editora feminista Zubaan Books, diz que o sucesso ou fracasso dependerá “muito da história” e de “quantas pessoas ela atinge”. Segundo ela, tude que gera um diálogo ajuda.

“Muitas das mudanças do mundo começaram como ideias. E essa é uma ideia interessante – não há muitas super heroínas”, disse ela.

Versão em inglês de livro em quadrinhos poderá ser baixado pela internet/ Foto: Divulgação

Jasmeen Patheja é fundadora do Projeto Blank Noise, que realiza uma campanha chamada “eu nunca pedi isso” – referindo-se a agressões sexuais.

O projeto cria instalações urbanas e galerias de imagens na internet com as roupas que as vítimas estavam usando quando foram abusadas em uma campanha para “rejeitar a culpa”.

A maior mudança, segundo ela, será quando “as pessoas entenderem que não há desculpa que justifique a violência sexual, como as roupas que as vítimas estava usando, a hora ou o lugar em que estavam”.

“Romances, quadrinhos, livros de histórias, filmes – todos têm grande potencial para ajudar”, ela disse.

Do Terra

Mary Barra, presidente da General Motors, citada no estudo sobre executivas – Foto: Divulgação

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou a trajetória profissional de 24 diretoras executivas de gigantes multinacionais, todas presentes na lista das 500 maiores empresas da revista “Fortune”.

A conclusão é que a maioria conseguiu o posto mais alto após construir a carreira na mesma empresa, começando de baixo, e não trocando de companhias. Esse é o caso de Mary Barra, atual presidente da General Motors, que iniciou sua trajetória como uma espécie de estagiária da multinacional.

As autoras do estudo, Sarah Dillard e Vanessa Lipschitz, concluíram que foco e estabilidade foram decisivos para que as executivas chegassem aos seus postos atuais.

Apenas três profissionais analisadas conseguiram bons cargos em grandes bancos ou empresas de consultoria assim que saíram da faculdade.

A maioria das mulheres da pesquisa, 70%, permaneceu na mesma empresa por pelo menos dez anos antes de ser promovida a presidente. Mesmo aquelas que chegaram ao topo de uma companhia sem construir sua carreira nela ficaram anos em um mesmo local.

Exemplo disso é Sheri McCoy, que trabalhou 30 anos na Johnson & Johnson, não foi promovida a diretora-executiva, mas hoje ocupa este cargo na Avon.

Outro dado da pesquisa, mostra que 20% começaram justamente na empresa que lideram agora.

O estudo também evidenciou que o mercado de trabalho ainda é injusto com as mulheres. Elas demoram, em média, 23 anos em uma mesma empresa para chegar ao cargo mais alto. Esse período cai para 15 anos no caso dos homens, considerando a carreira de presidentes das 500 maiores da “Fortune”.

Quase a metade dos homens, 48%, fez carreira na mesma empresa antes de liderá-la. Esse número sobe para 71% no caso das mulheres.

Ter um diploma de uma grande faculdade norte-americana ou MBAs das melhores escolas não é tão importante quanto pode se pensar.

Das 24 executivas, apenas duas são formadas em uma universidade da “Ivy League”, grupo das oito mais antigas e prestigiadas dos EUA, e 25% fizeram um MBA em uma das dez melhores escolas do país.

A conclusão das autoras é que, apesar de esses títulos serem importantes, não são necessariamente decisivos para que a profissional chegue ao topo de uma companhia.

Do Uol

Josefa, personagem da atriz Eva Todor na novela “O Cravo e a Rosa”, da Rede Globo – Foto: Divulgação

Aos 95 anos e celebrando 80 anos de carreira, Eva Todor sonha em voltar a atuar. A atriz veterana, que vive no Rio de Janeiro e sofre com alguns sintomas da idade e do Parkison, reforça sua paixão pela arte.

“Eu tenho vontade de continuar a trabalhar, mas isso depende de Deus. Se eu tivesse saúde, você nem imagina como eu tenho vontade”, contou a atriz por telefone ao UOL, apresentando dificuldades na fala.

Nascida na Hungria, Eva veio para o Brasil com a família em 1929. Ela começou a trabalhar no teatro em 1934 no espetáculo “Quanto Vale uma Mulher”, de Luiz Iglesias, seu primeiro marido. Na TV, ela estrelou algumas novelas na TV Tupi antes de atuar em “Locomotivas” (1977), na Globo. Na trama, era Maria Josefina, uma ex-vedete dona de um salão de beleza que já mostrava seu dom para a comédia.

De lá pra cá, emprestou sua imagem para vários personagens, entre eles, a Morgana de “Top Model” (1989), a Josefa de “O Cravo e a Rosa” (2000) e Miss Jane, de “América” (2005).

“Dezenas de personagens marcaram a minha vida. A esses personagens eu agradeço a minha estabilidade”, disse ela. O mais recente papel da atriz na televisão aconteceu em 2012, como a Dália, de “Salve Jorge”.

Nesta segunda-feira (17), Eva Todor vai receber uma homenagem no Teatro Leblon, na zona sul do Rio, pelos 80 anos de carreira e 95 de idade, completados no último dia 9.

“Quero ver se depois dessa homenagem eu ainda consigo, no ano que vem, se o físico, a idade e a saúde permitirem, voltar ao trabalho. Quero chegar aos 100 anos. Estou sensibilizada com a homenagem, só peço a Deus que não seja a última. Só espero que ela não seja a minha despedida. Se eu não morrer, vocês vão me ver trabalhar ainda”, reforçou a veterada com a voz embargada.

Eva Todor é viúva, não tem filhos e vive com empregados. A Globo custeia uma assistência domiciliar que conta com a ajuda de cuidadores e enfermeiros, além de tratamentos com fisioterapia e fonoaudiologia.

Marcos Otaviano, motorista da atriz há 25 anos, contou ao UOL que ela continua muito vaidosa: “Ela costuma sair para ir a médicos e ao cabeleireiro, onde passa duas, três horas. É muito vaidosa, ela que faz a própria maquiagem diariamente”, disse ele, por quem a artista tem um carinho de filho.

A atriz enfrenta dificuldades para se locomover e está com a fala e audição comprometidas. Durante o dia, ela gosta de ver novelas e de se rever em algumas reprises.

As atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell em 1968, durante a passeata dos cem mil, em protesto contra a ditadura militar no Brasil, no Rio de Janeiro

Sobre a carreira

Eva Todor nasceu em Budapeste, na Hungria, em 9 de novembro de 1919 e fixou residência em São Paulo com a família em 1929, no período pós-primeira guerra.

Ainda criança começou a estudar balé e, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro, continuou seu aprendizado com Maria Olenewa — fundadora da primeira escola de dança do país.

A atriz conheceu seu primeiro marido, Luis Iglesias, no teatro, e ficou casada por mais de 20 anos. Depois de ficar viúva, Eva casou-se novamente com o empresário Paulo Nolding, que passou a cuidar de sua carreira. O casamento com ele durou 25 anos, até seu falecimento em 1989.

No teatro, ela se destacou em muitas peças, entre elas “Senhora da Boca do Lixo” (1966), “De Olho na Amélia” (1969) e “Quarta-Feira Lá em Casa, Sem Falta” (1977).

No cinema seu último papel foi em 2008 como Dona Marly, a “vovó do pó” em “Meu Nome Não É Johnny”.

Na TV, ela atuou em mais de 30 novelas e séries, entre elas “Locomotivas” (1977), “A Gata Comeu (1985) e “Caminho das Índias” (2009).

Do UOL

Maria Fernanda Rizzo – Divulgação

A professora de educação física Maria Fernanda Rizzo, 35, sofria com a jornada dupla de profissional e mãe em 2007, quando identificou uma oportunidade de negócio: produzir para fora as papinhas orgânicas que fazia em casa.

“Todos os dias à noite, quando chegava em casa depois do trabalho, eu preparava papinhas orgânicas para minha filha. Até que me perguntei se não havia alguém que as vendesse. Pesquisei e vi que tinha em outros países, mas não no Brasil”, conta.

Hoje, sua empresa produz 30 mil refeições por mês, que são comercializadas em 40 pontos de venda no país. A rede faturou R$ 1,1 milhão no primeiro semestre de 2014 e espera chegar à marca dos R$ 2 milhões até o fim do ano.

A professora precisou de R$ 600 mil e de um ano e meio de preparação antes de abrir o negócio para aprender sobre o mercado de orgânicos e escolher o modelo de produção. As refeições são congeladas sem conservantes em um processo que garante validade média de seis meses.

“O produto sai a 100°C do fogo e vai a -30°C em quarenta minutos. Depois disso, é rotulado e embalado. É um processo controlado que mantém as características da comida fresca”, afirma.

Entre papinhas e sopinhas, a empresa oferece 27 sabores, como a de banana, a de manga ou a mistura de cenoura, maçã, mamão e beterraba. Os preços, de porções de 100 g, vão de R$ 6,60 a R$ 8,55.

Rizzo conta que seu público-alvo são mulheres das classes A e B que trabalham fora e já conhecem ou consomem alimentos orgânicos, por isso, procuram essa opção para seus bebês.

Ela também criou uma linha de alimentos congelados para a família, que vêm em porções individuais de 100 g a 500 g e custam de R$ 6,75 (arroz integral 250 g) a R$ 34 (panqueca de frango com molho de tomate 500 g).

Orgânicos no Brasil ainda são nicho e fornecedor é dificuldade

De acordo com dados do IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento), entidade que acompanha o mercado de orgânicos no país, o setor cresce de 30% a 40% ao ano desde 2012.

Apesar da expansão das vendas, o mercado de orgânicos ainda é pequeno e não atinge a clientela de massa, aponta o coordenador do IPD, Ming Chao Liu.

O consumidor que procura as papinhas orgânicas é aquele que já busca produtos mais saudáveis para sua alimentação e está disposto a pagar mais por isso. Uma papinha industrializada de marca conhecida pode ser encontrada nos mercados a partir de R$ 3,35 (pote com 120 g), enquanto a sua versão orgânica custa R$ 6,60.

Além disso, a diversidade dos produtos orgânicos é menor conforme o momento do ano. Assim, nem sempre o cliente tem disponível o sabor que quer comprar. “Muita gente acha que é só não ter agrotóxico, mas é respeitar o ciclo da terra, não usar fertilizantes nem outros produtos químicos para aumentar a produtividade”, afirma Liu.

A falta de matéria-prima também é um risco do negócio, segundo Liu. “Regularidade de fornecimento e qualidade são as principais dificuldades. A maioria dos produtores de orgânicos atuam em pequena escala e de maneira pulverizada. Dessa forma, não conseguem fornecer grandes volumes.”

Oferecer outros produtos saudáveis é alternativa de crescimento

Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), considera o setor promissor. O interesse de grandes empresas, como a Jasmine, que passou a vender papinhas orgânicas no país em julho, é prova disso, segundo ela.

Como o negócio atinge um público segmentado, a consultora indica como alternativa de crescimento da empresa investir em alimentos que tenham sinergia com as papinhas orgânicas. “Se os pais se preocupam em oferecer alimentos saudáveis para a criança, é natural que eles procurem isso para si. A empresa que tiver um portfólio completo tem mais chances de sucesso.”

Onde encontrar:

Empório da Papinha: www.emporiodapapinha.com.br

Jasmine: www.jasminealimentos.com

Do Uol Economia

Grupo Meio & Mensagem realiza no País segunda edição do Women to Watch. Conheças as indicadas de 2014

Reprodução

Mulheres que se destacam hoje no mercado brasileiro por terem conseguido chamar a atenção em um ambiente extremamente masculino, como é o da criação publicitária. Outras por desenvolverem um trabalho de altíssima qualidade na condução da área de marketing e negócios de importantes marcas. Há ainda aquelas que estão com foco regional, voltadas a alavancar operações de grupos internacionais na América Latina. Com perfis variados, mas todas oriundas de trajetórias ascendentes, as sete mulheres indicadas ao Women to Watch 2014 têm um traço em comum: estão dando sua contribuição para transformar o mercado de comunicação e marketing (confira lista abaixo).

Criada pelo Advertising Age em 1997, o Women to Watch chegou ao Brasil no ano passado por iniciativa do Grupo Meio & Mensagem. Além do mercado norte-americano, China, Brasil e Turquia realizam a premiação cuja missão editorial é incentivar as conquistas femininas em uma indústria em transformação. “O foco é dar luz à excelência do trabalho das mulheres. Por meio de um trabalho apurado selecionamos as profissionais que já estão hoje em posição de destaque e que têm potencial para crescerem ainda mais e se tornarem de fato líderes de suas áreas nos próximos anos”, comenta Maria Laura Nicotero, diretora executiva de eventos do Grupo Meio & Mensagem.

A lista foi elaborada pelo conselho editorial do Meio & Mensagem após uma consulta a um grupo de formadores de opinião do mercado. A cerimônia de homenagem às sete indicadas da edição 2014 do Women to Watch será no dia 18 de setembro, no Hotel Hilton. Os patrocinadores desta edição são GNT, McDonald’s e Eco Benefícios com apoio de mídia de Exame e Você S/A.

Do Meio & Mensagem

Top 10 - Arte Época

Top 10 – Arte Época

A revista americana Forbes divulgou nesta quarta-feira (28/05) a lista de 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo. A presidente Dilma Rousseff aparece na quarta colocação, duas posições abaixo em relação ao ranking de 2013 – quando foi a 2ª colocada. A Forbes descreve Dilma como “uma das chefes de estado mais poderosas do mundo, que comanda a 7ª maior economia mundial”.

A revista destaca ainda que a presidente brasileira fez duras críticas aos Estados Unidos em relação aos escândalos de espionagem durante a última Assembleia Geral da ONU e cancelou a visita aos EUA após ser revelado que a Agência de Segurança do país interceptava os seus emails.

Na lista de 2014, a chanceler alemã Angela Merkel manteve-se no topo, apresentada como a mulher mais poderosa do mundo. Mas quem ganhou destaque mesmo da revista foi Janet Yellen, que assumiu recentemente a presidência do Federal Reserve, o Banco Central americano. Ela ocupa a 2ª posição na lista. “Colegas elogiam sua capacidade de explicar ideias complexas com palavras simples”, afirma a revista. É a primeira representante do FED a figurar nesse ranking e um dos 18 novos rostos da lista.

Em relação ao ranking do ano passado, a presidente da Graça Foster subiu três posições e ocupa o 16º lugar. Outra brasileira na lista é Gisele Bündchen, apresentada como “celebridade”. Ela está na 89ª colocação.

Entre as executivas, destacam-se na lista Sheryl Sandberg, COO do Facebook (9ª); Marissa Meyer, CEO do Yahoo (18º), Mary Barra, nova CEO da GM (7º) e Virginia Rometty, CEO da IBM (10º). Destaque também para a rainha Elizabeth, que ocupa a 35ª posição.

Da Época 

Marta é a grande destaque do Tyresö, da Suécia Foto: Getty Images

Apesar de não ter sido eleita a melhor jogadora do mundo em 2013, Marta não perdeu seu reinado. O nome dela foi um dos mais comentados nesta quarta-feira, véspera de final da Liga dos Campeões feminina. Os adversários mostraram temor a ela, porém ainda especula-se que a atacante do Tyresö não terá condições físicas de atuar contra o Wolfsburg.

Não havia qualquer dúvida sobre Marta até esta quarta-feira, quando um site sueco, SVT Sport, publicou uma entrevista com a brasileira. Ela não deixou claro qual é a gravidade da lesão. Sabe-se apenas que são dores na coxa.

“Eu quero está saudável e junto com a equipe, como de costume. Espero que seja possível jogar, mas não sei. Lesões acontecem no futebol. Só espero que o dano não seja tão grave e não me tire do jogo”, afirmou Marta.

A possibilidade de corte da brasileira aumentou no final desta tarde. Era sabido que o treinador do Tyresö, Tony Gustavsson, daria entrevista coletiva ao lado de duas jogadoras. Os nomes não foram divulgados, mas era esperado que Marta aparecesse, por ser o principal destaque da equipe. Em vez disso, porém, a defensora Linda Sembrant e a capitã Caroline Seger foram para a sala de imprensa.

Durante a entrevista, o treinador comentou sobre Marta, mas não deu qualquer pista sobre a lesão dela. “É comum falar que Marta tem uma velocidade e uma técnica única. Mas é preciso falar que ela continua a tentar melhorar, continua a se divertir e divide sua alegria com o grupo. Para um treinador é um privilégio trabalhar com uma jogadora e com uma pessoa como a Marta”, derreteu-se o sueco.

O assunto Marta também apareceu do outro lado, na entrevista coletiva do Wolfsburg, mas com o outro teor. As jogadoras do time alemão e o treinador pregaram respeito ao falar sobre a brasileira.

“É preciso parar a Marta, mas só conseguiremos fazer isso de uma forma coletiva”, pediu o técnico Ralf Kellerman, reforçado pela zagueira Nilla Fischer: “já enfrentei ela antes e sempre vejo vídeos dos adversários. É uma grande jogadora, então ficaremos todas de olho nela”.

A final entre Tyresö e Wolfsburg acontecerá na tarde desta quinta-feira, às 15h30 (de Brasília). O jogo acontecerá em Lisboa, na mesma cidade em que será a decisão da Liga dos Campeões masculina, no sábado.

Do Terra

Foto publicada em página no Facebook mostra mulher iraniana com os cabelos expostos, o que é proibido no país. ‘Após ficar alguns anos longe de meu país, eu pisei em suas vastas planícies novamente, esperando pelo dia em que todas as mulheres de meu país possam sentir a liberdade com seus corpos e suas almas’, diz a descrição da imagem (Foto: Reprodução/Facebook/Stealthy Freedoms of Iranian women)

Página na rede social reúne fotos de mulheres sem véu ao ar livre. Comunidade foi criada pela jornalista Masih Alinejad, crítica do regime.

Dezenas de mulheres iranianas passaram a publicar em uma página do Facebook fotos suas ao ar livre sem o véu islâmico, obrigatório no país, em uma campanha em que exigem liberdade para escolher o que usam.

Traduzido do farsi, a página se chama “Liberdade furtiva às mulheres no Irã”, com o slogan “Desfrute do vento em seu cabelo”. A página diz não estar filiada a grupos políticos. Somente nos primeiros quatro dias, a iniciativa recebeu mais de 30 mil “curtidas” e é objeto de milhares de conversas na rede social.

“A iniciativa reflete as preocupações das mulheres iranianas que enfrentam restrições legais e sociais”, diz a apresentação da página.

“Todas as fotos e legendas postadas foram enviadas por mulheres de todo o Irã e este é um site dedicado às mulheres iranianas no interior do país que querem compartilhar suas selfies ‘furtivas’ sem o véu”, segue a apresentação, que convida às mulheres a enviarem fotos, mas pede cautela.

Nas imagens, algumas posam de óculos escuros ou em posições em que não seja possível ser reconhecida, mas muitas também aparecem de frente e tiram o véu em lugares públicos claramente iranianos para mostrar e divulgar esse instante de liberdade.

A página foi criada pela jornalista e escritora iraniana Masih Alinejad, exilada em Londres e conhecida crítica do regime iraniano.

Até agora, a maioria dos comentários é positivo. Neles, as mulheres destacam a pequena felicidade que representa deixar o vento acariciar o cabelo.

“Que lindo que seu cabelo possa dançar no ar”, diz uma jovem.

A maioria dos homens que comentam também apoia. Os que não o fazem recebem reprimendas.

Diante de um comentário masculino que afirma que tirar o véu não significa liberdade, uma chuva de críticas sugere que se ponha no lugar das mulheres e suporte ter a cabeça coberta quando chove, no calor, praticando esporte e, inclusive, tomando banho de mar com sua própria família.

“O véu não é muito importante. O importante é que estou me afogando, não posso falar, quero liberdade de expressão neste país”, se queixa uma jovem.

Uma mulher mais velha comemora ao ver as imagens de mulheres com o cabelo solto, e diz esperançosa: “Que isso possa ser o começo de uma época de liberdade que minha filha possa desfrutar”.

“Espero que os homens aguentem”, declara um garoto, ao que uma mulher responde rapidamente perguntando se “Por acaso os homens iranianos são tão frágeis que não podem aguentar ver o cabelo de uma mulher?” e alfineta: “É bom irem se acostumando aos poucos”.

A abertura da página no Facebook, rede social que é vetada no Irã, mas que milhões de iranianos acessam a partir de programas, coincide com o aumento das reivindicações dos grupos mais radicais para que a vestimenta islâmica seja respeitada.

A cada ano, no início da primavera, muitas mulheres, principalmente as mais jovens, relaxam na interpretação do rigoroso código estético imposto pela lei e cortam a manga das roupas ou vestem peças mais soltas e ligeiramente transparentes, o que deixa os mais religiosos indignados.

Nesta semana, centenas de pessoas se manifestaram perante o Ministério do Interior exigindo mais medidas para que a lei islâmica seja respeitada, com a maioria das participantes mulheres cobertas da cabeça aos pés com o tradicional chador preto. Rapidamente, a página do Facebook recebeu críticas dos setores mais conservadores.

A agência de notícias “Fars” publicou recentemente um artigo no qual tachava Masih Alinejad de “antirrevolucionária que escapou com ajuda dos britânicos e colabora com a imprensa anti-iraniana”. O artigo também dizia que a página convoca às mulheres “a tirar o hijab no Irã” a fim de “fomentar a cultura de não respeitar nada”.

Do G1

Este é o ano dos livros escritos por mulheres. Não sou eu quem digo, mas uma campanha organizada pela escritora e artista Joanna Walsh, que tem o objetivo de incentivar a leitura de escritoras no mundo inteiro. Fazendo uso da hashtag #readwoman2014, diversos meios de comunicação estrangeiros estão se movimentando para elaborar listas, dicas, dar espaço a novas e antigas autoras, que, muitas vezes, ficam à margem do noticiário literário. É só dar uma olhada em um levantamento divulgado pelo The Guardian, o qual mostra que, em 2012, na New York Review of Books, só 22% dos livros resenhados foram de escritoras. Pouco, né? O número se repete com pequena variação em todos os mais importantes suplementos literários do mundo.

“E eu com isso”? Cara leitora e amiga, ao que tudo indica, o livro no Brasil é das mulheres. Sim, nós, brasileiras, lemos mais do que os homens. Segundo pesquisa do Instituto Pró Livro, cerca de 52% dos leitores deste nosso Brasil de meu Deus são mulheres. Portanto, se somos nós que escolhemos as linhas das histórias que levamos na sacola de praia, no busão ou antes de dormir, por que não dar mais chances para nossas companheiras escritoras? Vejam: essa campanha – que foi endossada pelo bimestral norte-americano The Critical Flame – não quer que a gente pare de ler homens. Imagina ter de largar os autores xodós!? Não ia dar certo, é só questão de equilíbrio. Dar uma mexidinha nessa engrenagem – que parte dos editores, passa pela divulgação e chega aos leitores -, que acaba deixando a mulherada de lado. Trata-se de encorajar mais palavras femininas na nossa imaginação. Para mulheres e também homens. Ou você se lembra quando foi a última vez que deu um livro de uma escritora para seu marido/irmão/pai?

Como já sabemos, existe um montão de autoras sensacionais. De todo o tipo de literatura: fantástica, suspense, leve, pesada, cabeça. Em todos os gêneros também: não-ficção romance, contos, crônicas. Como aderi à campanha do #readwomen2014, compartilho com os leitores e leitoras do Sem Retoques meus livros de cabeceira escritos por mulheres. Elegi 15 e, claro, muitos ficaram de fora. Espero que gostem.

Do Blog Sem Retoques,

por Marilia Neustein

Ig
dezembro 2014
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