Comentários ‘Poderosas’
Eu gostei mais de você quando você se foi. Achei coisa digna, a sua partida. Corajosa. A desistência, li por aí, é um ato de bravura.

Platão
A partida é bela. Pra mim, eu penso. Sempre bela. Talvez por ser triste. A tristeza me encanta. Você saiu, partiu, sumiu. Fiquei, então, encantada com isso.
O encantamento alastrou-se, incluiu você e virou amor. Ouvi, um dia, que toda forma de amor vale a pena. Escolhi Platão.
Amor fundamentado no seu ato virtuoso de ir embora com graça. Mas sem gracejos.
Carolina Vianna é fotografa, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder

Cecile Kyenge
A ministra italiana da Integração, Cecile Kyenge, disse hoje que faz questão de destacar sua origem ítalo-congolesa, em sua primeira coletiva de imprensa como membro do governo do primeiro-ministro Enrico Letta.
“Sou negra e ítalo-congolesa e é importante destacar isso. Dentro de mim existem dois países. Não sou de cor, sou negra, e afirmo isso com orgulho”, disse a ministra, ressaltando que as pessoas precisam “começar a usar as palavras certas”.
“A Itália não é um país racista, tem uma cultura de acolhimento bem radicada, mas existe uma falta de conhecimento do outro. Não se entende que a diversidade é uma resposta”, comentou Keynge, que sofreu ataques preconceituosos nos últimos dias.
“A violência contras as mulheres é um tema que não se refere apenas aos italianos ou aos imigrantes. A violência não tem cor. O que é preciso mudar é a cultura sobre as mulheres”, afirmou a ministra.
Por sua vez, o primeiro-ministro italiano, em conjunto com o ministro italiano do Interior, Angelino Alfano, escreveram uma nota defendendo Kyenge.
“Cecile Kyenge é orgulhosa de ser negra e nós estamos orgulhosos de tê-la no nosso governo como ministra da Integração [e lhe oferecemos] a plena solidariedade diante dos ataques racistas que sofreu”, afirma o comunicado.
Do Uol

33
No consultório do médico. O doutor: inspire, expire, diga “trinta e três”, “trinta e três”, “trinta e três”. Tirando o estetoscópio dos ouvidos, terminando o exame:
“ − Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
− Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”
É assim, com fôlego curto e desesperança que se vê, mais uma vez, o nosso Congresso aventurar-se numa manobra altamente atentatória à nossa jovem, incipiente e imatura Democracia, que a toda hora tem a sua saúde posta em risco.
Só se pode depreender que querem, a todo custo, acabar com os princípios que norteiam o nosso Estado de Direito e retroceder a vários períodos da nossa história que embora não devam ser esquecidos, não queremos repetidos jamais.
A “Comissão de Constituição e Justiça e de Redação” (CCJ) da Câmara dos Deputados, cuja função precípua é analisar os pressupostos de admissibilidade das propostas de emenda à Constituição (PEC), antes de seguirem para votação em plenário, aprovou a de número 33, numa votação que contou com a participação de dois dos deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no episódio do “Mensalão”, que dela são membros.
O curioso é que o presidente da CCJ, cujo partido é o mesmo do parlamentar autor da PEC 33, não viu qualquer inconstitucionalidade que pudesse ter causado tamanha indignação na sociedade, nem viu gravidade na justificativa, de raciocínio torto, de que a PEC evitaria a interferência do poder judiciário nas questões do legislativo.
Se aprovada nos termos que está o Congresso poderia modificar, por exemplo, decisão do Supremo que tenha considerado inconstitucional uma proposta de emenda à Constituição; ou decisão em Ação Direta de Inconstitucionalidade, cuja finalidade é retirar do ordenamento jurídico leis ou atos normativos (federal, estadual ou distrital), editados após a promulgação da Constituição Federal, que a desrespeitam. Ou ainda, em decisão em Ação Declaratória de Constitucionalidade, que ao contrário daquelas, ratifica as normas que estão em conformidade com o texto constitucional. Sem falar que seria, também, do Congresso, a competência final de aprovar por maioria absoluta, o efeito vinculante das súmulas aprovadas pela Corte maior.
Perder-se-ia o salutar sistema de freios e contrapesos, que garante a separação de poderes, sistema em que um poder controla o outro e por ele é controlado, sem que um impeça o funcionamento do outro ou invada suas competências. Deixaria, assim, o Supremo de ser supremo.
Os deputados constituintes dos idos de 1988 quando elaboraram e promulgaram a Constituição Federal, conferiram ao Supremo Tribunal Federal a atribuição e a competência de guardião da Constituição. Tais atribuições e competências são cláusulas pétreas, isto é, que não podem ser alteradas, nem mesmo por emenda constitucional. Portanto, qualquer intenção em arrancar da Corte essas prerrogativas é de tirar a respiração de qualquer um.
Não nos esqueçamos, também, do texto apresentado na PEC 37, já com a alcunha da “PEC da Impunidade”, que pretende retirar do independente Ministério Público – o Fiscal da Lei – seja no âmbito Federal ou Estadual, o poder investigatório criminal, passando a ser de competência exclusiva das polícias Civil e Federal, queiramos ou não, e em maior ou menor grau, subordinadas ao governo de plantão.
Que a deusa Têmis, com sua balança, consiga restabelecer o equilíbrio e a razão nesses homens tão arraigados em extremismos e oportunismos.
E que não necessitemos dançar tangos. Ou salsas. Ou merengues. Ou rumbas…
N.A.: Trecho da poesia “Pneumotórax” de Manuel Bandeira.
Katia Dias Freitas é advogada em Brasília
Contato: katiafreitasadv@gmail.com
Ao ser diagnosticada com câncer de mama, Flávia Flores, 35 anos, resolveu transformar uma das fases mais difíceis de sua vida em um projeto de vida

A EX-MODELO FLÁVIA FLORES: DICAS DE BELEZA PARA QUEM FAZ QUIMIOTERAPIA SE TRANSFORMARAM EM PROJETO DE VIDA (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)
“Se alguém falar que lidou super bem com o diagnóstico de câncer, não vou acreditar. Porque eu chorei, descabelei, pensei que fosse morrer”. Quem escuta esta frase quase não acredita que ela saiu da boca de Flávia Flores. No final de 2012, a ex-modelo de 35 anos foi diagnosticada com um câncer de mama agressivo. Fez mastectomia, perdeu o cabelo, os cílios, o namorado, mas não a vontade de ficar bonita. Por isso, criou uma página no Facebook batizada de “Quimioterapia e Beleza”, que reúne dicas de maquiagem, nutrição e lifestyle para mulheres que, assim como ela, estão passando pelo tratamento. E tudo com clima alto-astral. A página deu origem a um blog, com o mesmo nome.
Quem visita a fanpage e assiste aos vídeos de Flávia, não consegue imaginar a catarinense numa versão pessimista ou mal-humorada. “Tem dias que o corpo pede pra ficar na cama, quietinha. E eu obedeço. Mas de baixo-astral eu não fico”, conta ela em entrevista exclusiva para Marie Claire.
Durante a conversa, Flávia conta como descobriu o câncer, sua reação inicial diante da doença e como surgiu a ideia (inédita) de desenvolver um projeto totalmente dedicado a autoestima de mulheres que estão passando por tratamento contra o câncer.
Marie Claire: Como era a sua vida antes de descobrir que estava com câncer?
Flávia Flores: Eu morava sozinha em São Paulo há sete anos, estava me recuperando de uma separação difícil, um relacionamento de seis anos. Não sabia se permanecia na cidade ou voltava para perto da minha família, em Florianópolis, com o meu filho, Gregório, que hoje tem 20 anos [Flavia ficou grávida na adolescência]. Aí apareceu uma oportunidade de começar um projeto, em uma nova empresa. Decidimos que Gregório ficaria em Floripa e eu, em São Paulo, tocando esse trabalho para ver no que dava.
M.C.: Como descobriu a doença?
F.F.: Durante o banho, fiz o autoexame e percebi um carocinho no seio esquerdo. Foi fácil perceber porque sempre fui magra e, juro, um dia antes não tinha nada. De repente, estava lá um nódulo. Fui ao médico e ele disse para não me preocupar pois, por ter aparecido repentinamente e ser grande, aquilo devia ser resultado de uma batida ou glândula inflamada. Em seguida, fiz a mamografia e foi detectado que minha prótese de silicone estava rompida. Então, o médico propôs que trocássemos as próteses e tirássemos o tal caroço. Eu nem lembrava mais da existência daquilo no meu corpo. Fiz a operação e, 10 dias depois, saiu o resultado da biópsia: estava com um tipo agressivo de câncer de mama.
M.C.: Como reagiu à notícia de que estava com câncer de mama?
F.F.: Eu não conseguia respirar! Fiquei dez dias de cama, só chorava, desejava morrer. E não queria nem ouvir falar sobre quimioterapia. Pensava que meu cabelo cairia, que perderia sobrancelhas, cílios, formas do corpo, que ficaria pálida, sozinha e que as pessoas se afastariam de mim. Não queria passar pelo tratamento de jeito nenhum, afinal, já tinha tirado o carocinho, não tinha mais nada no meu corpo. Foi muito, muito difícil. Fora que eu nunca tinha tido contato com ninguém com câncer. Tive casos na família, mas eram pessoas que moravam longe, então eu não senti a situação de verdade. Mas eu tive muita força da minha mãe e do meu filho. O Gregório dormiu comigo nos primeiros dias, me deu força e sorte, disse que tudo iria passar, que depois do tratamento eu ficaria boa. E eu acreditei nele. Quem não reagiu nada bem foi o meu ex-namorado, que me largou.
M.C.: Como assim? Ele te abandonou por causa do câncer?
F.F.: Sim. Quando contei que estava com câncer, ele me deu força, disse que iríamos passar juntos por tudo aquilo, e eu acreditei, claro. Ele foi até Florianópolis comigo, ficou ao meu lado depois que fiz a mastectomia e, no domingo seguinte, pegou o voo para São Paulo para trabalhar. Depois disso, ele me bloqueou no facebook e nunca mais atendeu as minhas ligações. Não sei se foi porque eu iria ficar sem cabelo ou porque ficou com medo da responsabilidade de me acompanhar durante ou tratamento ou se fui chata em algum momento. Eu não entendi direito, mas coloquei na minha cabeça que tinha que ficar perto da minha família, cuidar da minha vida, da minha saúde, dos meus projetos.
M.C.: E você conseguiu se relacionar com outros homens depois?
F.F.: Sim, eu estou namorando e muito feliz! No dia 21 de dezembro de 2012, postei um vídeo em que raspo a cabeça e um amigo de Facebook, o Ricardo, comentou que eu estava linda. Contei pra ele que aquilo era resultado de um câncer e começamos a conversar virtualmente. Aí eu fui para São Paulo, nos encontramos e ficamos. Passamos Ano Novo juntos, Carnaval. Aliás, foi quando eu postei uma foto de biquíni, na praia, que as pessoas começaram a perguntar se eu podia tomar sol, quais os cuidados que uma pessoa com câncer tinha que ter na praia. E eu passei a postar mais vídeos e dicas, a levar o projeto mais a sério.
A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) toma posse, nesta terça-feira (16/4), como nova ouvidora-geral do Senado Federal. A solenidade ocorrerá na sala de audiências da Presidência do Senado, às 11h30.
Indicada para ser titular do órgão pelo presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a parlamentar goiana é a primeira mulher a assumir o cargo. Ela sucede o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que esteve à frente da Ouvidoria no biênio 2011-2012.
Nesse período, a Ouvidoria recebeu um total de 5.632 manifestações, que chegaram por meio dos diferentes canais de comunicação: portal, carta postal e o serviço Alô Senado. Todas as manifestações, que foram respondidas dentro do prazo regimental de 30 dias, têm servido de indicadores no aprimoramento dos serviços legislativos e administrativos do Senado Federal.
Para o biênio 2013-2014, a nova ouvidora-geral do Senado pretende, entre outras ações, fortalecer o papel do órgão dentro e fora da Casa e ampliar a participação popular, estimulando a sociedade a estreitar a relação com o poder legislativo, por meio do envio de críticas, elogios, denúncias e sugestões.
De acordo com Lúcia Vânia, a Ouvidoria do Senado “é uma das mais importantes expressões do exercício da cidadania e, nesse sentido, vamos criar mecanismos para encorajar o cidadão a falar cada vez mais, pois queremos e precisamos ouvir o que ele tem a dizer”.
Criada em 2005, a Ouvidoria foi regulamentada e implantada em 2011. A indicação do titular do órgão não precisa de aprovação do Plenário. O mandato para o cargo é de dois anos.
Visite o portal da Ouvidoria do Senado Federal, acessando: http://www.senado.gov.br/senado/ouvidoria/

Antes de criar a Sodiê, Cleusa doméstica, cortadora de cana, recepcionista
Foto: Divulgação
“Já fiz de tudo. Fui doméstica, cortadora de cana, recepcionista. Comecei a trabalhar com nove anos e durante dois anos usei o horário de almoço para entregar os bolos que eu fazia durante a madrugada. Resolvi montar o meu negócio para garantir um futuro melhor para o meu filho e graças a Deus está tudo dando certo. O sucesso é consequência de muito trabalho.” É assim que Cleusa Maria da Silva, 46 anos, define a trajetória que culminou na criação da Sodiê Doces, a maior franquia de bolos do País, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
O embrião da Sodiê surgiu em 1997 na casa de Cleusa, quando ela resolveu complementar a renda que tinha de cerca de um salário mínimo com a venda de bolos. Ela entrou no negócio quando uma amiga boleira ficou doente e não tinha ninguém para assumir os clientes. A dupla jornada incluía produzir os bolos durante a noite e vendê-los no horário de almoço. Durante dois anos, a então montadora de auto-falantes conseguiu juntar o capital de cerca de R$ 20 mil necessário para abrir a primeira loja, de 20 metros quadrados na cidade de Salto, a cerca de 100 km de São Paulo.
Ainda com apenas uma loja, a dificuldade de Cleusa era produzir uma variedade de doces, para atrair clientela. Pensando em ampliar o mix de produtos, ela viu uma receita de bala recheada no programa da Ana Maria Braga, na Rede Globo, e pediu para que a mãe tentasse copiar. “Minha mãe resolveu tentar, mas foi um pouco difícil conseguir aprender. Enquanto ela testava eu comprava as balas e falava que minha mãe fazia. Quando ela encontrou o ponto certo, passamos a vender e foi um grande sucesso”, diz.
As boas vendas das balas permitiram que a mãe de Cleusa, que trabalhava como boia fria, pudesse se dedicar apenas ao negócio da família. Atualmente, a produção das balas fica por conta de um sobrinho. Em janeiro deste ano, a história foi contada no programa da apresentadora e fez a venda do produto triplicar. Agora são confeccionados uma tonelada de balas por mês, quantidade insuficiente para atender a demanda de todas as lojas. “Estamos trabalhando para expandir a produção e fazer com que as balas cheguem a todas as franquias o quanto antes”, conta.
Depois de quatro anos, Cleusa conseguiu fazer a primeira ampliação e mudou o empreendimento para uma loja de 80 metros quadrados. Tendo como sócios irmãos e ex-funcionários, foi abrindo outras lojas, em cidades próximas (Sorocaba, Americana, Itu e Indaiatuba). A ideia de montar uma franquia foi consolidada em 2007, após cinco anos de pesquisas. “O pedido veio de um cliente, que falava que tinha que sair (da cidade) de São Paulo para comer os meus bolos, e ficou insistindo para abrir uma franquia. Fui procurar consultoria saber como funcionava, contratei profissionais, fiquei cinco anos pensando em como deveria fazer e em 2007 foi possível.”
Hoje, 16 anos após o início, a rede chega a quatro Estados (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo) e ao Distrito Federal. Das 126 lojas, sete são de Cleusa: cinco no interior de São Paulo (Salto, Sorocaba, Americana, Itu e Indaiatuba), e duas são na capital (nos bairros do Tatuapé e da Penha). “A pessoa tem que ter amor ao que faz, tem que acreditar muito, enfrentar os desafios e trabalhar muito que o resultado aparece”, afirma. As lojas vendem cerca de 75 opções de sabores de bolo, com versões de chocolate, com frutas, e sem açúcar.
Diferencial
Segundo Cleusa, além da qualidade dos produtos, ela credita o sucesso da rede à pessoalidade da sua gestão. “Nós temos um bom produto, com preço justo. Faço questão de conhecer pessoalmente todos os franqueados, temos uma relação próxima, olho como está o movimento e ajudo no que for preciso, todos têm meu telefone celular.”
Quem quer investir na Sodiê também pode fazer uma espécie de “test drive”. A rede permite que o futuro empreendedor acompanhe de perto o funcionamento de uma loja antes de fechar negócio e, posteriormente, é feito um treinamento de 30 dias na matriz. Cada loja produz uma média de 100 bolos por dia e 200 nos fins de semana.
Para abrir uma franquia da Sodiê é preciso um aporte de R$ 314 mil e uma loja de pelo menos 150 metros quadrados. Esse valor inclui capital de giro, investimento inicial, taxa de franquia (de R$ 60 mil), mas não incluiu eventual “compra de ponto”. O retorno previsto para o investimento é de 24 a 30 meses. O pagamento de royalties (valor pago pelo uso da marca) fica em 6% e o fundo de propaganda em 1% (ambos sobre o faturamento bruto). Conforme Cleusa, o faturamento bruto – valor vendido pela loja durante o mês, sem desconto do custo fixo (pagamento de funcionários, impostos) – fica entre R$ 70 mil e R$ 90 mil mensais; há lojas que chegam a ganhar R$ 120 mil.
Os planos para o futuro são chegar a 200 lojas nos próximos cinco anos e entrar no mercado carioca e nos shoppings do País. A primeira experiência em shoppings ocorre no segundo semestre, em São Bernardo do Campo (SP) “É um mercado que ainda podemos explorar. Acreditamos no produto e ele pode ganhar esses mercados”, afirma.
Do Terra

Margaret Tatcher – Foto TED Blog
A presidenta Dilma Rousseff lamentou hoje (8) a morte da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, informou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. A premiê britânica, conhecida como Dama de Ferro, morreu no início desta manhã aos 87 anos devido a um derrame.
Margaret Thatcher nasceu em outubro de 1925, em Grantham, uma pequena cidade comercial no Leste da Inglaterra. Ela ocupou o cargo de primeira-ministra britânica por mais de 11 anos, entre 1979 e 1990. Em dezembro do ano passado, Margaret Thatcher foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um caroço na bexiga.
Thatcher foi uma das mais influentes figuras públicas do século 20. Seu legado teve um efeito profundo nas políticas de seus sucessores, tanto conservadores como trabalhistas. O estilo considerado radical e agressivo definiu os seus 11 anos no comando da Grã-Bretanha.
Da Agência Brasil
Primeira mulher premiê do Reino Unido morreu aos 87 anos após derrame. Ela era chamada de ‘Dama de ferro’ devido ao estilo autoritário da política.

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher acena da entrada de sua casa em 2010 (Foto: AFP)
Morreu nesta segunda-feira (8) aos 87 anos Margaret Thatcher, primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990. Ela foi uma das figuras dominantes na política inglesa no século XX e o seu “thatcherismo” ainda influencia políticos até hoje.
O porta-voz da família de Thatcher informou ela morreu em consequência de um acidente vascular cerebral. “É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz depois de um derrame, esta manhã,” disse Tim Bell.
Após sua morte, o atual premiê britânico, David Cameron, disse que o Reino Unido “perdeu uma grande líder, uma grande primeira-ministra e uma grande britânica”. O premiê anunciou que voltará para Reino Unido interrompendo uma visita a países europeus.
Thatcher havia sido internada pela última vez em dezembro, quando passou por uma cirurgia na bexiga.
Ela não falava em público desde 2002, quando os médicos desaconselharam a presença diante de audiências após uma série de pequenos derrames que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.
A filha Carol escreveu em suas memórias, publicadas em 2008, que nos piores momentos Thatcher tinha dificuldades para terminar as frases e esquecia que o marido, Denis, havia morrido em 2003.
Vida
Margaret Hilda Roberts nasceu em 13 de outubro de 1925 em Grantham, Lincolnshire. Seu pai era pastor e membro do conselho da cidade.
Ela estudou química na Universidade de Oxford, onde presidiu a tradicional Associação Conservadora, composta por alunos. Ela estudou direito enquanto trabalhava e se formou advogada em 1954.
Em 1951, se casou com Denis Thatcher, um rico homem de negócios, com quem teve dois filhos gêmeos, Carlo e Mark.
Carreira política
Thatcher se tornou membro do Partido Conservador no Parlamento de Finchley, ao norte de Londres, em 1959, onde cumpriu mandato até 1992. Seu primeiro cargo parlamentar foi ministra-assistente para previdência no governo de Harold Macmillan.
De 1964 a 1970, quando o partido Trabalhista assumiu o poder, ela ocupou diversos cargos no gabinete de Edward Heath. Heath se tornou primeiro-ministro em 1970 e Thatcher, sua secretária de Educação.
Durante o período na pasta, ela aumentou o orçamento da educação no país, mas foi criticada por abolir o leite que era gratuito em escolas para crianças. A medida polêmica lhe deu o apelido de “Thatcher the Milk Snatcher”, algo como “Thatcher a Ladra de Leite”.
Após os conservadores sofrerem nova derrota, em 1974, Thatcher concorreu com Heath pela liderança do partido e, para surpresa de muitos, venceu a indicação. Em 1979, o Partido Conservador venceria as eleições gerais e ela se tornaria primeira-ministra, aos 54 anos.

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher (Foto: AFP)
‘Thatcherismo’
Com ideias arrojadas criou uma nova expressão no dicionário inglês: “thatcherismo”, que significa liberdade de mercado, privatizações, menos intervenção do governo na economia e mais rigor no tratamento com os sindicatos trabalhistas. Suas políticas conseguiram reduzir a inflação, mas o desemprego aumentou dramaticamente.
A vitória na guerra pelas Ilhas Malvinas, em 1982, e uma oposição rachada ajudaram Thatcher a conquistar uma nova vitória nas eleições de 1983. Em 1984, ela escapou por pouco de um atentado do IRA (o Exército Republicano Irlandês), que instalou um carro-bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton.
Thatcher cultivou uma relação muito próxima e pessoal com o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, baseada na desconfiança de ambos com o comunismo e na ideologia de uma economia de mercado livre. Nesta época, recebeu o apelido de “Dama de Ferro” dos soviéticos. Ela saldou com entusiasmo a chegada ao poder do reformista soviético Mikhail Gorbachev.
Nas eleições de 1987, Thatcher ganhou um inédito terceiro mandato. Mas suas políticas controversas, como a adoção de novos impostos e a oposição a qualquer integração mais próxima com a Europa, levaram sua popularidade a cair para o nível mais baixo desde que ela havia assumido o poder, em 1979.
A política interna da primeira-ministra começava a fracassar. Com a inflação alta, o país caminhava para a recessão e sua liderança começou a ser questionada dentro do próprio Partido Conservador. Em novembro de 1990, ela concordou em renunciar ao cargo e à liderança do partido, sendo substituída por John Major.
Do G1
Alma fria. Coração vazio. Encontro-me à espreita de uma nova emoção. Horas vagas.

O Resto…
Tardes inúteis. Nada toca. Não há sentido.
Direita, esquerda? Pra quê? O sentido se foi. Levou o sorriso, a alegria. Mente frívola. Coração oco.
Protesto em vão. Requeiro dignidade quando nada mais resta. Restam os restos. E os restos sou eu.
Em tantos cantos sobra amor, mas como amar o que é sobra?
O que sobra é a sombra do que se foi um dia.
Nada vale.
Vale de ilusões.
Sobejos inúteis em busca de função.
Carolina Vianna é fotógrafa, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder

Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) ser contra o combate à inflação com políticas que levem à redução do crescimento econômico. “Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade”, disse a presidenta em Durban, na África do Sul, onde participa da 5ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
O país teve baixo crescimento econômico e aumento da inflação no ano passado, segundo Dilma, porque houve choque de oferta devido à crise mundial e não há nada a fazer internamente, além de expandir a produção das commodities para conter o aumento dos preços das matérias-primas. “Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado, você entende? Eu vou acabar com o crescimento do país? Isso daí está datado. Isso eu acho que é uma política superada”, disse a presidenta em entrevista coletiva.
Ela ressaltou, no entanto, que o governo está atento e acompanha “diuturnamente” a questão da inflação. “Não achamos que a inflação está fora de controle, pelo contrário, achamos que ela está controlada e o que há são alterações e flutuações conjunturais. Mas nós estaremos sempre atentos”. Amanhã (28), o Banco Central divulga o Relatório Trimestral de Inflação, que informa a projeção da inflação para o ano.
Quanto à uma possível relação entre a situação de pleno emprego e aumento da inflação, Dilma Rousseff disse que o governo e empresários têm trabalhado para que não aconteça. “Nós temos uma demanda grande por emprego especializado, de maior qualidade, e temos uma sobra de emprego não especializado. Estamos fazendo junto com o setor privado, um grande programa de formação profissional”, disse Dilma, acrescentando o governo está desonerando a folha de pagamento para diminuir a pressão sobre o custo do trabalho.
Da Agência Brasil


