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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘pesquisa’

Arte: Folha.com - Clique na imagem para aumentar.

Um novo estudo afirma que anticoncepcionais não orais, como adesivos e anéis vaginais, trazem risco de trombose venosa maior do que o da pílula.

A pesquisa foi publicada no periódico “British Medical Journal” e analisou dados de registros da Dinamarca envolvendo mais de 1,5 milhão de mulheres com idades entre 15 anos e 49 anos, acompanhadas de 2001 a 2010.

Segundo o estudo, o risco do adesivo hormonal é 2,5 vezes maior que o das pílulas de segunda geração (“antigas”), à base de levorgestrel. Já o anel vaginal apresenta um risco duas vezes maior.

Comparadas com mulheres da mesma idade que não usam métodos hormonais, aquelas que usavam o adesivo têm um risco oito vezes maior, enquanto que quem usava o anel vaginal apresenta um risco 6,5 vezes maior.

O risco dos métodos contraceptivos não orais, porém, ainda é mais baixo do que o das pílulas mais modernas contendo drospirenona, como Yaz e Yasmin.

Em 2011, a FDA (agência dos EUA que regula drogas) discutiu a segurança das novas pílulas e incluiu um risco maior em suas bulas.

Estudos anteriores registraram 30,8 casos de trombose por 100 mil mulheres que tomaram as pílulas mais modernas e 12,5 casos por 100 mil das usaram as antigas.

Segundo a pesquisa, o implante subcutâneo apresentou risco um pouco maior que o de mulheres que não usam anticoncepcionais hormonais. Já o DIU hormonal até diminuiu o risco, segundo os autores do estudo.

Isso se explica porque o implante usa apenas progesterona. Pílulas com apenas esse hormônio não aumentam o risco de trombose.

Sem Alarme

Segundo o professor de ginecologia da Unicamp Carlos Alberto Petta, o risco absoluto de métodos hormonais ainda é muito baixo.

“Não é necessário alarme. Ainda são eventos raros que, em geral, acontecem em quem tem fatores de risco. Ninguém precisa correr para trocar de método.”

Já Gilberto Narchi Rabahie, cirurgião vascular do Hospital do Coração, faz uma ressalva. “O estudo não especifica os tipos de trombose, se são superficiais ou profundas, que são mais graves.”

Mas Petta diz que o estudo é importante por mostrar que outras vias de administração não têm risco menor do que a pílula, como se pensava.

Ele lembra ainda que mulheres hipertensas, obesas, com diabetes, varizes grossas, antecedentes familiares de trombose e fumantes acima de 35 anos têm risco aumentado. Por isso, um médico deve indicar os melhores métodos para cada paciente.

Segundo o médico, a pílula é usada por cerca de 40% das mulheres. Depois vêm as laqueaduras (com 35%). “Nos 25% restantes estão todos os outros métodos.”

Outro Lado

Segundo a assessoria da Janssen-Cilag, responsável pelo adesivo Evra, os dados do estudo estão em consonância com outras pesquisas.

Já a assessoria da MSD, que produz o anel vaginal Nuvaring, afirma que “o risco apresentado é pouco expressivo e não supera os benefícios”.

Do Folha.com
Elas são maioria na graduação; eles comandam posições de destaque

A bióloga Flávia Alcântara Gomes: uma das 29 mulheres entre os 112 jovens cientistas da Academia Brasileira de Ciências Guito Moreto

A primeira mulher a integrar os quadros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi ninguém menos que a polonesa naturalizada francesa Marie Curie – a primeira cientista da História a ganhar dois prêmios Nobel, de física e química. Isso foi em 1926, dez anos após fundada a instituição, numa homenagem à passagem de Curie pelo Brasil. Quase um século depois, o número de mulheres aumentou muito, lógico. Mas, apesar da estreia em grande estilo, ainda é bem inferior ao de homens, mesmo entre as novas gerações.

De acordo com levantamento feito pelo GLOBO, dos 112 jovens cientistas (até 42 anos) eleitos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC) apenas 29 são mulheres. O desequilíbrio nas posições de destaque na ciência reflete a situação geral do país: o número de mulheres já supera ligeiramente o de homens na graduação e na pós, mas os cargos mais elevados permanecem nas mãos deles.

- A novidade é que há mulheres na ciência; então temos que saudar o fato de elas estarem aparecendo mais – afirma a economista Hildete Pereira de Melo, professora associada da Universidade Federal Fluminense (UFF), responsável por numerosos estudos sobre a participação feminina no mercado de trabalho em geral e na ciência em particular. – Sim, ainda há uma grande discrepância. As mudanças culturais são muito lentas mesmo, há ainda uma longa estrada na construção da igualdade, mas tudo indica que as próximas gerações terão uma participação cada vez maior.

Estudo feito pela economista com base em números do Censo de 2000 revela que, já naquele ano, as mulheres superavam os homens (56,5% a 43,5%) nos cursos de graduação. Na pós (mestrado e doutorado), a diferença era um pouco menor, mas se repetia: 52% a 48%. Mas a supremacia parece desaparecer quando se chega a posições de destaque e cargos mais elevados. Para onde foram todas essas mulheres?

Conciliar família e trabalho

Para Camila Indiani de Oliveira, de 38 anos, especialista em ciências biológicas da Fiocruz-BA e integrante da ABC, trata-se de uma preocupação global para quem faz ciência.

- Na graduação e na pós tem muita mulher mesmo. E mesmo entre os professores. Mas, depois, elas começam a sumir – afirma a bióloga. – Não acho que haja um preconceito direto, mas acho que há uma falta de tolerância com o fato de que, numa determinada fase da vida, quando tiver filhos, vai haver um período em que ela vai produzir menos, publicar menos, orientar menos.

Na análise de Camila, enquanto nos EUA há políticas afirmativas e ações que apoiam as mulheres, aqui o assunto nem é debatido.

- Falta o apoio formal das instituições, como creches, por exemplo – afirma. – Políticas afirmativas nas escolas, nas faculdades.

Também integrante da ABC, Flávia Carvalho Alcântara Gomes, de 42 anos, concorda com a colega. Chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, primeira professora titular da instituição e coordenadora da pós-graduação em ciências morfológicas, ela també, vê poucas mulheres em cargos de chefia. E também não acredita que o preconceito direto seja a explicação.

- Em geral, há mais mulheres do que homens na ciência hoje, mas, de fato, os quadros de liderança, de tomada de decisão, ainda são mais masculinos – afirma Flávia. – A ciência hoje é voltada para o mérito, mas tudo leva um tempo para ser incorporado, para refletir nos quadros mais altos.

Flávia destaca também a necessidade de maior apoio institucional, lembrando, por exemplo, que bolsistas da pós-graduação não têm direito à licença maternidade.

- Acho que a reversão desse quadro só vai acontecer quando houver uma forma melhor de conciliar família e trabalho – acredita Hildete. – Para muitas mulheres, em carreiras que exigem muita dedicação, fica difícil conciliar as duas coisas.

 Do OGlobo.Com

Arte Agência Câmara

A Lei Maria da Penha (11.340/06), que protege a mulher vítima de violência doméstica, foi aprovada por 95,5% dos entrevistados em sondagem de opinião realizada pela Câmara dos Deputados entre 30 de junho e 11 de agosto de 2011. Há cinco anos, no dia 22 de setembro de 2006, a lei entrava em vigor.

A sondagem sobre a percepção da população brasileira em relação aos cinco anos de vigência da lei foi feita com 1.295 pessoas, com abrangência nacional. A pesquisa foi realizada mediante adesão do cidadão ou cidadã que ligava espontaneamente para o Disque-Câmara (0800 619 619), serviço telefônico gratuito oferecido à população.

Dos entrevistados, 77,5% declararam conhecer o conteúdo da lei, ainda que parcialmente. “São pessoas que já podem, minimamente, invocar a lei para exercer seus direitos”, diz a consultora da pesquisa, Giovana Perlin, especialista em estudos de gênero, família e sexualidade. “Levando-se em conta que o percentual dos que aprovam as medidas é maior do que o percentual dos que conhecem o conteúdo da lei, alguns entrevistados aprovam medidas punitivas mesmo sem conhecê-las”, complementa.

Giovana destaca que não houve diferenças estatísticas significativas na percepção de homens e mulheres. “Ambos mostram intolerância em relação à violência contra mulher”, afirma.

A pesquisa também mostra que 90,7% dos entrevistados acham que a punição contra agressores deveria ser mais rigorosa. “O dado mais relevante talvez seja o do anseio por justiça, pelo fim da impunidade dos agressores e pelas relações familiares pacificadas”, diz a consultora.

Para os próximos anos, a pesquisadora recomenda que sejam divulgados aspectos específicos do conteúdo da lei, por meio de campanhas educativas na mídia, especialmente nos meios públicos e institucionais. “As pessoas sabem da existência da lei, mas não sabem os detalhes do que ela diz”, explica.

Problema público

Segundo a diretora-executiva do instituto feminista Patrícia Galvão (Pagu), Jacira Melo, a pesquisa da Câmara revela uma mudança na percepção da população sobre a violência doméstica. “Antigamente, a sociedade brasileira tinha a percepção de que era um problema privado. Hoje a sociedade reconhece a violência doméstica como um problema social sério, que necessita de intervenção do Estado.”

A pesquisa da Câmara também revelou que 86% dos homens entrevistados e 79% das mulheres entrevistadas pensam que a lei deveria ser estendida para proteger também homens vítimas de violência doméstica. Jacira Melo ressalta, no entanto, que as denúncias tornadas públicas e as evidências nos hospitais mostram que as mulheres são as principais vítimas.

Dados do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que, dentre as mulheres vítimas de violência física no País, 43,4% foram agredidas dentro da própria casa. Apenas 11,2% dos homens vítimas de violência foram agredidos na própria residência.

Aplicação da lei

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), lembra que a Lei Maria da Penha é considerada uma das três melhores do mundo na área de proteção à mulher pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, mas é necessário colocá-la totalmente em prática. “Falta implementar tudo o que está na lei, a partir de políticas públicas integradas, incluindo as áreas de educação, cultura e saúde”, explica.

Para a deputada, não basta punir os casos de violência doméstica. “É necessária uma ampla campanha educativa para mudar a cultura da violência”, disse.

Janete Pietá lembrou que a violência doméstica inclui a chamada violência psicológica – ou seja, agressões verbais. A deputada disse, ainda, que profissionais da área de saúde precisam notificar os casos de violência contra a mulher. Além disso, ela acredita serem necessários mais abrigos para mulheres ameaçadas de morte; mais delegacias da mulher, com maior qualificação das pessoas que trabalham nessas delegacias; e mais juizados especializados.

Segundo pesquisa realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no País apenas 70 juizados de violência doméstica, 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.

Da Agência Câmara de Notícias

O Mulheres no Poder dá destaque às mulheres em posição de liderança desde 2009

 -Estudo pioneiro revela o comportamento de 16 jornais de todas as regiões brasileiras na cobertura do tema Mulher, Poder e Decisão. A análise aponta que o noticiário é dominado pela disputa eleitoral e não debate políticas públicas adequadamente.

-O resumo executivo da pesquisa pode ser acessado nos sites do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, do Instituto Patrícia Galvão e da ANDI (no novo minisite Mulheres na Imprensa).

-Seminário Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres – uma análise das tendências da cobertura jornalística. discutirá os resultados desta e de outras três pesquisas inéditas. O evento acontecerá em Brasília, no dia 3 de outubro.

O fato de que duas candidatas competitivas – Dilma Rousseff e Marina Silva – pela primeira vez participavam de uma corrida para a Presidência da República não foi suficiente para que a imprensa brasileira aprofundasse o debate sobre temas vinculados à agenda da equidade de gênero, como a participação feminina na disputa partidária e as políticas públicas de promoção dos direitos das mulheres.

Os números são do estudo “Análise da Cobertura da Imprensa sobre Mulheres na Política e Espaços de Poder”: em 2010, 41% das matérias avaliadas tinham como foco as eleições; outro tema recorrente foram as lideranças políticas femininas no Brasil e no exterior.

A pesquisa integra uma série de levantamentos realizados pela ANDI – Comunicação e Direitos e pelo Instituto Patrícia Galvão, no âmbito de projeto desenvolvido com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.

Cobertura ignora políticas públicas

As propostas de políticas e programas de governo voltados para as mulheres praticamente não aparecem no noticiário. Dos textos analisados, menos de 2% mencionam ações do poder público, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres ou o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Da mesma forma, os veículos deixaram em segundo plano assuntos como a destinação de 5% dos recursos do fundo partidário para promoção da participação das mulheres na política e a necessidade dos partidos preencherem a cota mínima de 30% de candidatos/as para cada sexo.

Autoridades são as principais fontes de informação

Outro indicativo do interesse concentrado na disputa eleitoral está na escolha das fontes de informação. Representantes dos poderes públicos (48,57%) – com destaque para o Executivo e o Legislativo – foram os mais procurados pelos jornais pesquisados.

Embora o tema da participação feminina envolva polêmicas, a imprensa não primou pela multiplicidade de pontos de vista nesse noticiário: não mais do que 15% dos textos trazem opiniões discordantes.

Candidatas são julgadas pelo aspecto físico

A referência a aspectos físicos está presente em 14% do material estudado. São principalmente menções a cabelo, roupa, peso, maquiagem e cirurgia plástica das candidatas.

Já informações sobre a vida privada das candidatas, como estado civil, filhos/netos e prendas domésticas aparecem em 31,5% da cobertura.

Insuficiências exclusivamente relacionadas às candidaturas femininas são mencionadas em 20% dos textos. Apenas 4% apontam aspectos negativos de homens e mulheres na mesma notícia.

Seminário irá debater visibilidade da mulher na mídia

Ao longo dos próximos meses, a ANDI, o Instituto Patrícia Galvão e o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero irão divulgar mais três pesquisas com foco na abordagem da imprensa sobre questões de gênero. Os temas são Mulher e Trabalho, Mulher e Violência, e a posse da presidente Dilma Rousseff.

Os resultados completos serão debatidos no seminário Imprensa e Agenda de Direitos das Mulheres – uma análise das tendências da cobertura jornalística, organizado pela Secretária de Políticas para as Mulheres. O evento reunirá em Brasília, no dia 3 de outubro, diversos profissionais de imprensa e especialistas na agenda de equidade de gênero.

ANDI lança minisite dedicado à mídia e equidade de gênero

A divulgação dos dados da “Análise da Cobertura da Imprensa sobre Mulheres na Política e Espaços de Poder” coincide também com o lançamento do minisite Mulheres na Imprensa. Integrado ao portal da ANDI, o novo espaço oferece acesso a análises de mídia, notícias atualizadas, banco de fontes de informação com especialistas e entidades ligadas ao assunto, bibliografia e uma relação com mais de 100 leis.

A ferramenta pode ser um importante estímulo para o aprofundamento e diversificação da cobertura do tema.

Resumo Executivo

O resumo executivo da pesquisa está disponível para download nos sites da ANDI, do Instituto Patrícia Galvão e do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero.

O Observatório é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República que objetiva dar visibilidade e fortalecer as ações para a promoção da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. Para isso, o observatório atua em cinco grandes eixos: Indicadores; Políticas Públicas; Legislação e Legislativo; Internacional; e Comunicação e Mídia.

Fontes:

Instituto Patrícia Galvão
Jacira Melo e Marisa Sanematsu
jaciramelo@uol.com.br / msanematsu@uol.com.br
(11) 3266-5434ANDI – Comunicação e Direitos

Lauro Mesquita e Diana Barbosa
lmesquita@andi.org.br
(61) 2102-6530Observatório Brasil da Igualdade de Gênero

Nina Madsen e Júlia Zamboni
nina.madsen@spmulheres.gov.br / julia.zamboni@spmulheres.gov.br
(61) 3411-4227
 Acesse o Resumo Executivo 
Da Secretaria de Políticas para as Mulheres

 

 

Do O Globo

Arte RatoFX

Pesquisa sobre violência doméstica, divulgada nesta terça-feira, pelo Instituto Avon e pela Ipsos, revela que 47% das mulheres confessaram que já foram agredidas fisicamente dentro de casa. O levantamento “Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil” mostra ainda que, na região Centro-Oeste do país, o medo de ser morta é o principal motivo das mulheres agredidas não abandonarem os seus agressores. O motivo foi apontado por 21% das entrevistadas na região.

Nos estados do Sudeste, o medo de ser morta caso rompa a relação chega a 15%. No Sul, 16%. O Nordeste tem o menor índice: 13%. O estudo também mostrou que o alcoolismo e o ciúme são os principais motivos da agressão à mulher.

- É uma vergonha a mulher não sair de casa porque podem ser mortas. Ciúme não é paixão. É algo mais complexo. O homem acha que tem posse da mulher. E a sociedade machista é um problema porque acha que a mulher não tem direito à autoestima e nem pode falar, se manifestar – comenta a socióloga Fátima Jordão, conselheira do Instituto Patrícia Galvão, Ong que defende os direitos da mulher.

Entre as mulheres agredidas no país, 15% apontam que são forçadas a fazer sexo com o companheiro. Os homens também admitem que já agrediram fisicamente as mulheres: 38%. Além de ciúmes e alcoolismo, eles confessam que já bateram nas companheiras sem motivo (12% das razões apontadas).

A falta de dinheiro para viver sem o companheiro também é um motivo apontado pelas mulheres que não largam os seus agressores (25%).

O estudo mostrou que a sociedade não confia na proteção jurídica e policial nos casos de violência doméstica. Essa é a percepção de 59% das mulheres e de 48% dos homens. – Denunciar depende da coragem da mulher. O número de denúncias feitas ainda é pequeno em relação à violência que existe. Isso acontece porque as políticas públicas, que incluem delegacias especializadas e centros de referência, para que a mulher confie e vá denunciar ainda estão aquém da necessidade – diz Maria da Penha Fernandes, que teve a história de vida como inspiração na criação da Lei Maria da Penha, que completará cinco anos em vigor. Em 1983, Maria da Penha ficou paraplégica após levar um tiro do marido.

Atualmente, o país tem 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 70 juizados de violência doméstica, 193 centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário.

A pesquisa foi feita em 70 municípios brasileiros, com 1.800 homens e mulheres, entre 31 de janeiro e 10 de fevereiro. Para relatar a violência vivenciada, os entrevistados responderam um questionário sigiloso e devolveram o envelope lacrado.

 

 

 

Do Blog do Marinho

Existem no Brasil cerca de 6 milhões de trabalhadores domésticos. Estou falando de caseiros, arrumadeiras, faxineiras, empregadas e diaristas. Um levantamento recente, feito pelo Data Popular com base nos números do IBGE, revelou dados surpreendentes sobre esse grupo peculiar de trabalhadores. Para começo de conversa, vale dizer que somente 28% desses brasileiros possuem carteira assinada, 62% deles são pretos ou pardos, 94% são mulheres e 45% dos empregadores estão em estados do Sudeste. Até aí nada de novo.

Porém, a quantidade de empregados em serviços domésticos cresceu só 9% nos últimos 9 anos, enquanto a população como um todo aumentava 13,5%. Essa desproporção acabou se refletindo no salário desse pessoal. Enquanto o rendimento médio dos trabalhadores no país subiu 25% de 2002 para cá, o salário médio das domésticas se elevou em mais de 43% no mesmo período. Para você ter uma ideia do que isso representa, basta dizer que 5% dos trabalhadores domésticos brasileiros pertencem às classes A e B e outros 55% são da Classe C. Apenas 4 em cada 10 empregados domésticos estão nas classes D e E. Por isso mesmo não surpreende que 17% dos trabalhadores domésticos contem com a ajuda em suas casas de outros empregados domésticos. No total, esses profissionais movimentam 43 bilhões de reais por ano aqui no país. É um bocado de dinheiro.

Por Luiz Alberto Marinho

 

Do Superinteressante

Elas parecem ser mais amigáveis, espertas, criativas e emocionalmente equilibradas do que as mulheres que sempre foram esbeltas. Mas isso só aos olhos dos homens. As outras mulheres, talvez irritadas pela competição extra, veem as ex-gordinhas como indisciplinadas, preguiçosas e até, hum, pouco higiênicas.

O estudo vem lá da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Os pesquisadores mostraram a 106 homens e 96 mulheres a foto de uma mulher bonita e magra, acompanhada de uma curta biografia. Para alguns, a moça da foto tinha mantido aquele peso por toda a vida, enquanto outros eram informados de que ela costumava pesar 100kg e usar vestidos tamanho 52.

Na hora de avaliá-la, as mulheres que enxergaram a ex-gordinha não foram nada legais e abusaram dos adjetivos negativos: para elas, a modelo parecia ser, só pra começar, uma pessoa instável, desleixada e de mal com a vida.

Mas, para o sexo masculino, a suposta perda de peso era um aspecto positivo, capaz até de melhorar as avaliações que eles faziam da mulher fictícia. “Alguns homens preferiram que ela tivesse esse histórico. Eles a consideraram mais acessível. Ela não é perfeitinha. Ela tem problemas”, explica o líder da pesquisa, Jason Halford.

 

Do Terra

Venus de Willendorf

Os homens podem discordar, mas a maioria das mulheres não se sente bonita. Em cada grupo de 100, apenas quatro se considera bela, segundo a pesquisa Verdade sobre a beleza, realizada em 20 países. Já entre as brasileiras, 14% se acham bonitas – o maior índice entre as nacionalidades estudadas. As piores críticas vêm delas próprias, que apontam a barriga como a parte do corpo que mais incomoda.

“Temos uma crítica interna selvagem, cujos olhos se amesquinham quando nos olhamos. Infelizmente, isso pode minar a autoestima, a confiança e a felicidade”, afirma a psicanalista Susie Orbach, do Centro britânico de Terapia da Mulher, uma das autoras do trabalho, patrocinado pela Unilever. Susie teve entre suas pacientes a princesa Diana.

Entre as brasileiras, 72% sentem-se pressionadas para ser bonitas e 40% afirmam que a pressão parte mais delas próprias. A pesquisa indicou, ainda, que apesar de 86% das brasileiras não se definirem como belas, 72% valorizam o que têm de melhor e estão felizes com a aparência – índice superior à média entre os países, de 57%. “Beleza é estado de espírito. Tem dias que acordo me sentido bem, bonita e outros nem tanto. Mas estou satisfeita comigo”, diz a modelo Ana De Biase.

Quando a pergunta foi a parte do corpo que as brasileiras consideram mais bonita, os olhos, o sorriso e os cabelos foram os campeões, deixando o “bumbum” para trás.

As outras são mais bonitas

As mulheres não conseguem reconhecer sua beleza, mas 80% afirmam que toda mulher tem algo que é belo, diz a pesquisa.

“Há um paradoxo. Vemos a beleza nas outras, mas muitas vezes deixamos de valorizar a nossa própria beleza”, diz Susie, acrescentando que a maioria das mulheres não sabe como é bonita.

Ser amada, fazer coisas que gosta, ter amigos e estar em boa forma física ajudam a mulher a se sentir bonita. Receber elogios também aumenta a autoestima, segundo o trabalho.

Entre as entrevistadas, 81% concordaram que quando a pessoa se esforça para ver o que tem de melhor acaba se sentindo mais bela. E ser financeiramente bem sucedida também ajuda.

Do UOL

O salário mensal médio recebido pelas mulheres foi 20% menor que o dos homens ao longo de 2009. Enquanto os homens receberam R$ 1.682,07 (3,6 salários mínimos da época), as mulheres ganharam R$ 1.346,16 (2,9). O salário médio do brasileiro ficou em R$ 1.540,59 (3,3 salários).

As informações fazem parte do Cadastro Central de Empresas divulgado nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O instituto analisou os dados das organizações inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do Ministério da Fazenda, o que inclui entidades empresariais, órgãos da administração pública e instituições privadas sem fins lucrativos.

Em 2009, existiam 4,8 milhões de empresas e organizações em atividade, que ocuparam 46,7 milhões de pessoas, sendo 40,2 milhões (86,1%) como pessoal assalariado e 6,5 milhões (13,9%) na condição de sócio ou proprietário.

Entre o pessoal assalariado, 23,4 milhões (58,1%) eram homens e 16,8 milhões (41,9%) eram mulheres.

Nível superior ganha 225% mais

A diferença salarial também ocorre entre pessoas com distintos níveis de escolaridade. Pessoas com nível superior ganharam, em média, 225% mais que as sem nível superior.

Em 2009, as pessoas com melhor educação ganhavam, em média, 7,8 salários mínimos. A remuneração dos trabalhadores sem nível superior era de 2,4 salários mínimos.

Entre os funcionários, 33,6 milhões não tinham nível superior, o que corresponde a 83,5% do total, enquanto 6,6 milhões tinham nível superior (16,5%).

DF é onde se paga mais

Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal é o que possui o maior salário (6,7 mínimos). Depois aparecem os Estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá com 3,9 salários mínimos. A Paraíba tem o menor salário (2,3).

Do UOL

Na classe C, a educação dos filhos é prioridade entre as despesas da família. Segundo estudo divulgado pelo Data Popular na segunda-feira (23), para 77% das famílias da classe C, a educação vem em primeiro lugar.

Nas classes A e B, 76% das famílias consideram a educação dos filhos prioritária. Esse índice cai para 75%, quando se trata das classes D e E.

Felicidade

A classe C é a que mais fica feliz quando outras pessoas acham que estão bem de vida. Segundo o estudo, 25% dos integrantes dessa camada da população são assim, enquanto esse índice cai para 23% nas classes D e E e para 14% nas classes A e B.

Além disso, a classe C é a mais feliz, resposta dada por 75%. Nas classes A e B, esse índice é de 69%. Na D e E, 70% consideram-se felizes.

Pesquisa

As análises e projeções do Data Popular foram elaboradas com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística).

Para o estudo, o Data Popular ouviu 5 mil brasileiros, no primeiro trimestre do ano, com idade entre 18 e 69 anos. A margem de erro máxima é de 1,41 ponto percentual.