Comentários ‘ONU’
Ela terá acesso humanitário “sem obstáculos”, mas a ONU ainda não decidiu se ela será autorizada a viajar para fora de Damasco
A chefe de operações humanitárias das Nações Unidas, Valerie Amos, viajará à Síria na quarta-feira para tentar obter acesso humanitário “sem obstáculos”, anunciou nesta segunda-feira a responsável em um comunicado.
“As autoridades sírias confirmaram que posso visitar a Síria nesta semana. Chegarei a Damasco na quarta-feira, sete de março, e partirei na sexta-feira, nove de março”, disse.
“Como solicitou o secretário-geral, meu objetivo é convocar todas as partes a permitir o acesso sem obstáculos aos trabalhadores humanitários, a fim de que possam retirar os feridos e entregar ajuda básica”, disse Amos.
A ONU ainda não está certa sobre se Amos será autorizada a viajar para fora de Damasco durante sua estadia, disse sua porta-voz, Amanda Pitt.
Da Band.com.br

Campanha das organizações Direct Relief International, Fundação Fístula e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)
O mais abrangente mapa dos serviços disponíveis para mulheres que vivem com fístula obstétrica foi lançado hoje (01/03) pelas organizações Direct Relief International, Fundação Fístula e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O lançamento do Mapa Global da Fístula vai ajudar a agilizar a alocação de recursos e aumentar a conscientização sobre a doença.
A fístula obstétrica, uma das lesões mais devastadoras que podem ocorrer durante o parto, é causada pela falta de atendimento qualificado e falta de acesso a cuidados de emergência durante o parto. Altamente estigmatizante, embora na maioria dos casos seja tratável, a fístula é resultado de um trabalho de parto prolongado e obstruído, que causa incontinência urinária crônica à mulher. De acordo com as estimativas atualmente aceitas, existem entre 50 mil e 100 mil casos novos a cada ano.
“Tragicamente, há um número inaceitavelmente alto de casos de fístula. Vemos a partir dos dados reunidos no mapa que o tratamento atual atinge apenas uma fração das pacientes – cerca de 14 mil mulheres em 2010 – sem contar o aumento significativo de casos”, disse o Coordenador da Campanha pelo Fim da Fístula, Gillian Slinger do UNFPA.
O Mapa Global da Fístula é um esforço colaborativo desenvolvido pela organização Direct Relief. Ele destaca mais de 150 unidades de saúde que prestam serviços de reparação da fístula em 40 países da África, Sudeste da Ásia e Oriente Médio. ”O Mapa Global da Fístula é um passo fundamental rumo ao domínio do tratamento da doença. É uma ferramenta dinâmica e poderosa que pode ajudar a acessar os escassos recursos onde são mais necessários no tratamento de mulheres com fístula obstétrica”, disse a Diretora Executiva da Fundação Fístula, Kate Grant.
Acesse o mapa.
Do site da ONU BR
A apresentadora de rádio palestina Nisreen Awwad se aproxima do microfone e se despede de seus ouvintes: “Nisaa FM: música, mudança, sucesso”, o slogan que se vê em letras garrafais à suas costas. “O que mais gosto é de entrevistar mulheres simples de povoados pequenos que têm sucesso e fazem algo diferente na sociedade”, contou à IPS a produtora de rádio de 31 anos, originária do acampamento de refugiados de Qalandiya, na Cisjordânia.
Awwad apresenta o programa matutino da Nisaa FM (mulheres, em árabe), de onde procura incidir positivamente nos papéis que a população feminina desempenha na sociedade palestina e na percepção que as mulheres têm de si mesmas. “Acredito na mensagem da emissora e quero mudar algo pelas mulheres de nossa sociedade. A Nisaa FM é diferente”, afirmou Awwad. “Gosto como meu trabalho na rádio me coloca em contato com temas femininos”, acrescentou.
Criada em junho de 2010, a Nisaa FM 96.0 e 96.2 é quase totalmente dirigida por palestinas. Transmite desde Ramalá, na Cisjordânia, e é a única do Oriente Médio dedicada apenas a assuntos femininos. Sua diretora, Maysoun Odeh Gangat, explicou que se dedica a informar, inspirar e potencializar as mulheres. “Ao divulgar o papel positivo que elas têm, podemos dar às mulheres poderes econômico, social e político. E falamos de qualquer mulher, desde uma camponesa até uma refugiada, uma parlamentar ou uma ministra”, detalhou à IPS.
Além de suportar um amplo grau de violações de direitos humanos pela ocupação israelense da Cisjordânia e pelo sítio à Faixa da Gaza, as palestinas também devem lidar com as dificuldades inerentes à sua própria sociedade. Em uma pesquisa de 2009, divulgada pelo Centro de Informação e Mídia de Mulheres Palestinas, 77% das moradoras de Gaza ouvidas disseram ter sofrido alguma forma de violência, 53% sofreram violência física e 15% abuso sexual.
Um ano antes, um estudo do centro Mundo Árabe de Pesquisa e Desenvolvimento concluiu que 74% das entrevistadas não conheciam nenhuma organização que trabalhasse em defesa dos direitos femininos. Além disso, 77% declararam estar a favor de leis que protegessem as mulheres da violência de gênero.
“Esta é uma sociedade patriarcal, dominada pelos homens, então a mudança virá se também nos dirigirmos a eles”, defendeu Gangat, ao explicar que a emissora também busca que os homens se interessem pelos problemas femininos. Para conseguir mudanças, ressaltou, deve-se falar de temas difíceis, como poligamia, divórcio, abuso, casamento precoce e pobreza, e de como as mulheres podem reafirmar seus direitos nessas áreas. “As ouvintes se motivam quando ouvimos especialistas em assuntos controvertidos ou negativos. Algumas nos telefonam perguntando o nome de quem entrevistamos”, contou Gangat.
Com centenas de postos de controle permanentes ou itinerantes na Cisjordânia, e o isolamento quase total de Gaza, a população palestina vê limitada sua liberdade de movimento diariamente. Esta realidade e as restrições sociais e econômicas da própria sociedade palestina fazem com que emissoras com a Nisaa se tornem muito mais importantes, disse Gangat.
“A rádio está ao alcance de todas as mulheres, mesmo em áreas isoladas, e é um meio muito barato e simples. Quando elas comentam suas experiências em Gaza, as compartilham com congêneres da Cisjordânia, e vice-versa”, explicou. “A Nisaa FM as conecta. Vinculam-se através das ondas e têm uma voz e uma plataforma que podem compartilhar e falar de suas experiências”, destacou. E o impacto da emissora começa a ser sentido.
“Temos centenas de telefonemas de trabalhadoras que perguntam sobre seus direitos após ouvirem um debate na rádio”, afirma um comunicado da U’nwan al-A’Amel (o endereço dos trabalhadores, em árabe), uma organização de defesa trabalhista com sede em Yenín, norte da Cisjordânia. Isto mostra a eficácia da mídia e a rapidez e facilidade com que distribuem informação a grupos específicos”, diz o comunicado de imprensa publicado pelo jornal Al Quds no começo deste mês.
Nos últimos meses, representantes da organização foram convidados a falar sobre vários temas relacionados com os direitos trabalhistas na legislação israelense no programa matutino da Nisaa FM. “As trabalhadoras agrícolas do Vale do Jordão começaram a se organizar em grupos e criar comitês para defender seus direitos usurpados”, acrescenta o comunicado.
A Nisaa transmite pela internet, e seu site está disponível em inglês e árabe, e é ouvida no norte da Cisjordânia, em Ramalá e Belém. Sua prioridade é encontrar uma frequência livre em Hebron, sul da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Enquanto isso, o principal objetivo do programa matutino continua sendo mudar a percepção local e derrubar os estereótipos de gênero, reafirmou Awwad.
“Todos os dias entrevisto mulheres únicas. Na resposta das pessoas sempre ouvimos algo amável e positivo, como ‘Oh, por Deus. Falam sobre essas mulheres… Onde estão?”, contou. “As mulheres quase sempre são fortes e podem conseguir mudanças. Isto é o que espero.
Do Envolverde/IPS
Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde indicam que o Brasil pode registrar a maior queda, em termos absolutos, na taxa de mortalidade materna desde 2002, quando o país freou uma fase acentuada de redução dessas mortes.
O país está, porém, longe de atingir a meta para 2015, traçada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2000.
Segundo levantamento do ministério, foram 870 mortes maternas no primeiro semestre de 2010 e 705 no mesmo período de 2011; uma diminuição de 19%.
Os dados completos de 2011, ainda preliminares, fazem o governo acreditar que o país pode encerrar o ano com uma razão de mortalidade de 63 mortes de mães por cada cem mil crianças nascidas vivas.
Isso significaria uma redução de cinco pontos em relação a 2010, queda que não é registrada pelo Brasil desde 2002 (quando a taxa saiu de 80 para 75), explicou o ministro da pasta, Alexandre Padilha. “Demoramos de 2003 a 2010 para ter uma queda de quatro pontos na taxa de mortalidade materna”, disse.
Enquanto os anos 90 registraram uma acentuada queda nesse indicador, os de 2000 foram quase de estabilidade, o que fez pesquisadores apontarem, em 2011, que o Brasil levaria 25 anos para cumprir a meta da ONU, atingindo o indicador apenas em 2040.
“Temos que intensificar os trabalhos nos próximos anos se quisermos atingir os Objetivos do Milênio de chegar a 35 [mortes maternas por cem mil nascidos vivos] em 2015. [Vemos em 2011 uma] intensificação da curva de redução”, admitiu Padilha.
As principais causas de morte materna são hipertensão gestacional, hemorragia, infecção pós-parto, doenças circulatórias pré-existentes e agravadas com a gravidez e aborto.
Do Ambiental Sustentável
Em visita ao Haiti, a presidente Dilma Rousseff anunciou hoje (1º) a redução do contingente de militares brasileiros no país de 2.200 para 1.900 homens. O Brasil comanda a Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, criada em 2004.
A tropa brasileira foi reforçada após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010. Com a redução, o contingente voltar a ter o número de militares que tinha antes da tragédia.
A mudança, segundo Dilma, faz parte de uma nova estratégia de segurança para o Haiti, que inclui a redução gradual da presença militar no país. “Temos que pensar a longo prazo e, por isso, uma comissão vai ser instalada para avaliar a segurança na medida que haja sistemática redução das tropas da Minustah”, disse a presidente em declaração à imprensa no Palácio Presidencial haitiano, em Porto Príncipe.
Dilma também falou sobre a imigração de haitianos para o Brasil, condenou a ação de “coiotes” (pessoas que atravessam os imigrantes ilegalmente pelas fronteiras, cobrando por isso) e reforçou as medidas adotadas recentemente pelo governo brasileiro para concessão de vistos e repressão ao tráfico de pessoas vindas do Haiti.
A presidente disse que o Brasil está aberto para receber o povo haitiano, mas que é preciso combater os coiotes que agem no recrutamento e no transporte ilegal de imigrantes para o Brasil. “Devemos combater esses criminosos, que se aproveitam das vulnerabilidades das famílias, expondo-as a situações desumanas durante a travessia, além de explorá-las, cobrando taxas escorchantes”.
A presidente lembrou a mudança de regras na concessão de vistos brasileiros para haitianos, que entraram em vigor recentemente, e disse que as medidas foram tomadas em reconhecimento às dificuldades sociais e econômicas do povo haitiano.
Em janeiro, o governo brasileiro decidiu regularizar cerca de 4.000 haitianos que já estão no Brasil e criou um visto especial de permanência, que não exige a comprovação de vínculo empregatício no Brasil antes da vinda para o país. As novas regras poderão beneficiar 1.200 haitianos por ano.
“Reafirmo o duplo propósito das políticas de visto: garantir o acesso em condições de segurança e de dignidade e, ao mesmo tempo, combater o tráfico de pessoas, o que temos feito em cooperação com países vizinhos”, disse a presidente.
Além das questões militares e da situação dos imigrantes, durante a visita ao Haiti, Dilma também está discutindo medidas de apoio ao desenvolvimento econômico e reconstrução do país. A agenda da presidenta no país inclui um encontro com organizações não governamentais brasileiras que trabalham com ajuda humanitária no Haiti e uma visita ao batalhão brasileiro na Minustah.
Do Uol
A embaixadora do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevedo, participou da Roda de Conversa com o tema “Um olhar internacional”. Muito simpática, tirou foto com as participantes e disse que, apesar das dificuldades, o Brasil tem histórias positivas a contar.
Qual a importância de reunir essas mulheres para discutir políticas de gênero no Brasil?
É uma demonstração de força do movimento social feminino. É a demonstração da vontade e da determinação da mulher brasileira em participar das decisões políticas, sociais e econômicas do país.
Como a senhora analisa o avanço das políticas para mulheres no Brasil?
Na diplomacia, a gente costuma dizer que todos os países têm desafios a vencer. E o Brasil é um exemplo. Tem problemas, claro. Mas também tem muitas histórias positivas, como os programas de combate à pobreza, como o Bolsa Família.
Que força a senhora acha que as políticas para as mulheres no Brasil ganham com a presidenta Dilma?
Ter uma presidenta não é apenas um avanço nas políticas de gênero, mas também é uma inspiração para o futuro da mulher no país. Assisti a posse da presidenta Dilma com a minha neta no colo e tenho certeza que isso terá um significado muito grande para ela.
Do Blog da 3° Conferência Nacional de Política para as Mulheres
A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, participa nesta quarta-feira, às 19h, da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O encontro começou segunda-feira e vai até amanhã em Brasília. De manhã, das 8h30 às 10h20, o encontro inclui painel sobre o enfrentamento das desigualdades e a autonomia das mulheres. Das 11h às 13h, o debate será sobre as perspectivas e prioridades do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.
A partir das 13h, ocorrem quatro rodas de conversa – sobre um olhar internacional, mulheres jovens e idosas, relatos de experiências de gestão pública, formação de gestoras e agentes públicos. Das 14h30 às 18h30, ocorrem grupos de trabalho sobre autonomia cultural, pessoal, política, institucionalização, financiamento de políticas públicas para as mulheres e enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia.
Michelle Bachelet terá ainda encontro com a bancada feminina no Congresso e líderes da sociedade civil, às 11h, na sede da ONU em Brasília. Depois, às 12h, ela será recebida pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
Do Terra
Mais da metade de todas as emissões de carbono liberadas na atmosfera são geradas por cinco países, segundo um ranking de emissões de gases estufa publicado nesta quinta-feira (1) no qual o Brasil aparece na sexta posição.
China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão lideram o ranking, seguidos de Brasil, Alemanha, Canadá, México e Irã, de acordo com a lista, divulgada durante as negociações climáticas da ONU em Durban, África do Sul.
Os primeiros 10 países da lista são responsáveis por dois terços das emissões globais, acrescentou o documento, compilado pela empresa radicada na Grã-Bretanha, Maplecroft, especializada em análise de risco.
Três dos seis maiores emissores são gigantes emergentes que demandam energia e desenvolvem suas economias a uma velocidade vertiginosa.
A China, que superou os Estados Unidos alguns anos atrás no topo da lista, produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e), uma medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases aprisionadores de calor, como metano e óxido nitroso.
O método de cálculo utilizado combinou números de 2009 para o consumo de energia com números estimados para 2010.
A maioria das emissões dos países é de dióxido de carbono, graças à enorme demanda de energia. O uso de energias renováveis está aumentando, mas continua pequeno em comparação com o de combustíveis fósseis.
A Índia produziu 2.272,45 megatoneladas de CO2e, parte significativa de metano gerado na agricultura.
“Embora o uso per capita de energia na China e na Índia seja relativamente baixo, a demanda em geral é muito grande”, explicou Chris Laws, analista da Maplecroft.
“Quando combinado com o alto uso de carvão e outros combustíveis fósseis, isto resulta em grandes emissões nos dois países”, acrescentou.
A produção brasileira, de 1.144 megatoneladas derivados do uso energético, seria significativamente maior se o desmatamento fosse levado em conta.
Entre as economias avançadas, os Estados Unidos – o primeiro país em emissões per capita entre as grandes potências – produziram 6.539 megatoneladas de CO2e.
A Rússia, com 1.963 megatoneladas, ficou em quarto. Suas emissões caíram após a derrocada da União Soviética, mas espera-se que subam.
No Japão, onde a geração é de 1.203 megatoneladas de CO2e, os temores de segurança com relação à energia nuclear levaram a uma maior dependência em combustíveis fósseis, e um pico em emissões de carbono, disse Laws.
Ele destacou, no entanto, que o governo japonês anunciou sua intenção de preencher a lacuna energética com fontes renováveis.
“É improvável que a tendência de aumento das emissões de gases efeito estufa seja mitigada em médio e longo prazos”, relatou por e-mail.
O índice dos 176 países, com base nos níveis anuais de emissões de gases de efeito estufa, combina dados sobre as emissões de CO2 de uso energético e emissões de gases não CO2.
Os dados vieram de várias fontes, entre elas a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
As negociações de Durban, que envolve 194 países no âmbito da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) se estendem até 9 de dezembro.
Do Uol
Ao comentar os dados do Censo 2010, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse nesta quarta-feira (16) que a luta feminina por igualdade de direitos obteve avanços nas últimas décadas, mas ressaltou que a luta é “longa e complexa” e que os resultados muitas vezes “resistem em aparecer”.
A senadora disse que uma das revelações do censo é o fato de 39% dos lares serem providos unicamente por mulheres e 30% terem a mulher como co-provedora, demonstrando que em 69% das famílias a renda da mulher tem importante papel no orçamento doméstico.
- Isso mostra a complexidade de nossa luta. Ocorre que o avanço depende não só das mudanças legais e institucionais, mas também de transformações sociais e culturais. E hoje, devido ao grau de globalização que vivemos, essa transformação deve ocorrer na esfera mundial – afirmou.
Marta relatou sua participação em uma série de conferências na ONU, por ocasião da 66ª sessão de sua Assembleia Geral, especialmente as conferências da Comissão de Direitos Humanos sobre o fortalecimento do papel da mulher e sobre políticas contra violência e discriminação de gênero. Ela disse que, pelos relatos que ouviu, ocorreram avanços desde a última Conferência Mundial sobre a Mulher da ONU, em 1995, ainda que em ritmo aquém do desejado.
- Fiquei impressionada como algumas nações, inseridas em realidades culturais e históricas mais distintas, têm avançado nesse tema. Países inclusive que, até por questões religiosas, teriam resistência em conferir um status de igualdade às mulheres na sociedade. O Relatório da ONU de Progresso das Mulheres e o Relatório do Banco Mundial sobre Igualdade de Gêneros mostram que 139 nações têm leis que garantem a igualdade de gêneros, sendo 117 com leis específicas proibindo discriminação salarial – salientou.
A senadora ainda observou que um recente levantamento do Fórum Econômico Mundial mostrou que o Brasil piorou no ranking de desigualdade de sexos. Para Marta, isso aconteceu em grande parte devido a uma melhora de outros países, mas ela alertou para necessidade de intensificar esforços para “não ficarmos para trás”.
Do Agência Senado
A vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, afirmou nesta terça-feira que as Nações Unidas não podem retroceder em seus planos de reforma da área de desenvolvimento do organismo, ao abrir no Uruguai uma conferência na qual representantes de 30 países analisarão o programa Unidos na Ação.
“Não se pode voltar atrás em direção à forma como se operava antes da iniciativa Unidos na Ação, temos que manter este impulso”, afirmou Asha-Rose ao início do fórum, que durará três dias.
A número dois da ONU destacou a importância dessa iniciativa para “trabalhar de uma forma mais efetiva e mais eficaz, e escutar o que dizem os governos e a sociedade civil”.
Unidos em Ação é um programa lançado em 2007 e tem como incumbência melhorar a coordenação e a eficiência da cooperação das diversas agências, comissões, fundos e programas da ONU nos diferentes países nos quais executa projetos.
O Uruguai é um dos países que aplicou este plano piloto, ao lado da Albânia, Cabo Verde, Moçambique, Paquistão, Ruanda, Tanzânia e Vietnã, embora nos últimos anos outras 20 nações venham realizando trabalhos similares com o mesmo fim.
A vice-secretária-geral destacou a importância da proposta “nos tempos econômicos atuais difíceis”, especialmente para não “deixar que os pobres que estão sofrendo tanto pela crise fiquem ainda mais atrasados”.
Além disso, destacou a escolha de Montevidéu como sede da conferência, visto que o país sul-americano está demonstrando “o poder da cooperação”, alcançando “muitos resultados na redução da pobreza e na reforma dos sistemas de saúde”.
“A experiência nos demonstrou que a Unidos na Ação funciona quando os governos promovem e lideram o processo”, indicou.
Por último, antecipou “a importância crucial” da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, que será realizada no ano que vem no Rio de Janeiro, para “pôr o mundo em um curso mais sustentável”.









