Comentários ‘ONU’
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu ontem (27) a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em discurso na Universidade de Harvard, ela reiterou a necessidade de os dois órgãos refletirem o mundo atual, e não o de mais de meio século atrás. A presidenta também justificou as medidas econômicas adotadas pelo governo argentino para conter a evasão de dólares do país.
Cristina Kirchner lembrou que o Conselho de Segurança foi criado após a 2ª Guerra Mundial para manter o controle sobre o terrorismo internacional e, portanto, representava o mundo daquela época. O Brasil e vários países defendem a ampliação de 15 para 25 o número de vagas no órgão. Assim como o Brasil, a Argentina pleiteia um assento permanente no conselho.
“[Há] um novo cenário, a fotografia da 2ª Guerra Mundial mudou. Não tenho a pretensão de ter a solução, mas levanto a questão como um desafio para um projeto que nos permita construir uma sociedade mais justa e igualitária”, disse.
Para a presidenta argentina, a atual estrutura do Conselho de Segurança não leva à solução de problemas, pois as decisões são tomadas por alguns países e não pelo conjunto de nações. Ela se referiu diretamente à polêmica envolvendo a crise na Síria, que dura 18 meses. Para os Estados Unidos, o ideal é aprovar a intervenção militar no país.
Há três dias, a presidenta Dilma Rousseff, na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, reiterou a defesa em favor da ampliação do Conselho de Segurança – que é formado por 15 países e tem apenas cinco assentos permanentes – e de várias instituições internacionais.
Na palestra em Harvard, Cristina Kirchner respondeu a perguntas dos estudantes. Ela justificou as medidas econômicas adotadas na Argentina para conter a evasão de dólares. Segundo a presidenta, a Argentina registra uma elevada quantidade de dólares enviados para os Estados Unidos. A presidenta negou que tenha aumentado o próprio patrimônio, após assumir o governo.
Da Agência Brasil

Presidenta Dilma Rousseff recebe cumprimentos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após discursar na abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff foi cumprimentada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após discursar na abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Nesta terça-feira (25), Dilma teve reuniões bilaterais com o presidente do Egito, Mohammed Mursi, e com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono.
Do Blog do Planalto

- Dilma desembarca em Nova York no último domingo para discursar na Assembleia Geral da ONU – Foto: Ricardo Stuckert Filho/Presidência
A presidente Dilma Rousseff irá fazer nesta terça-feira (25) o tradicional discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, que reúne líderes dos principais países do mundo.
Entre os temas abordados, ela fará críticas ao “tsunami monetário”, numa referência à falta de controle da guerra cambial, prejudicial às exportações dos emergentes. No seu discurso no ano passado na mesma ocasião, Dilma já havia feito críticas ao câmbio e ao protecionismo dos países industrializados. A abertura da sessão está prevista para as 10h (horário de Brasília).
Outro ponto que será alvo de críticas será a expansão do crédito nos Estados Unidos, na Comunidade Europeia e no Japão, com a injeção de recursos na economia pelos respectivos bancos centrais, o que impacta no comércio com os países emergentes.
Dilma também defenderá a busca da paz para os conflitos por meio do diálogo, sem intervenção militar, e o empenho dos países para o reequilíbrio econômico no cenário internacional.
No seu discurso, a presidente deverá fazer ainda um balanço dos avanços obtidos na Conferência das Nações para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro. Dilma abordará também a necessidade de garantir apoio às vítimas de situações de crise, como é o caso da população síria, e defenderá o reconhecimento da Palestina como Estado autônomo.
Antes do início da assembleia, ela se encontra com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e diplomatas da organização. Segundo assessores, por enquanto, não há audiências previstas dela com o presidente americano, Barack Obama, nem com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, principal negociadora da União Europeia com os países que mais sofrem os impactos da crise econômica.
A relação entre Brasil e Estados Unidos ficou tensa nos últimos dias após o governo brasileiro ter elevado as tarifas de importação de cem produtos para proteger a indústria nacional, medida duramente criticada pelos americanos.
O Brasil se defendeu dizendo que a decisão está de acordo com normas da OMC (Organização Mundial do Comércio).
A presidente chegou aos EUA no domingo (23), acompanhada da filha, Paula, e dos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Helena Chagas (Comunicação Social).
Nesta segunda-feira (24), Dilma se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Retorno
No seu retorno a Brasília, Dilma irá receber na quinta-feira (27) o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, no Palácio do Planalto. A conversa deve girar em torno dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
O Brasil quer aproveitar as experiências da Olimpíada londrina, considerada exemplo de transparência e inclusão social. Também deve ser discutida a ampliação de projetos referentes ao Programa Ciência sem Fronteiras.
No dia seguinte, Dilma receberia o presidente do Egito, Mouhamed Morsi, mas a visita foi cancelada. (Com Agência Brasil)
Do Uol
As Nações Unidas estão propondo um imposto internacional, combinado com outros mecanismos financeiros, para levantar mais de US$ 400 bilhões por ano, o equivalente a mais de R$ 800 bilhões. A quantia seria usada para o desenvolvimento e desafios globais, como o combate à mudança climática.
Na “Pesquisa Econômica e Social Mundial 2012″, lançada nesta quinta-feira (5), a ONU afirma que em meio à crise financeira, muitos países doadores cortaram a assistência ao desenvolvimento. Em termos reais, houve declínio na ajuda em 2011, pela primeira vez em vários anos.
Desafios
Para complementar a atual assistência internacional, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU traz sugestões para ampliar os mecanismos de ajuda.
De Brasília, o economista da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Carlos Mussi, comentou as propostas. “O desafio é de conseguir colocar esses recursos para ações de cooperação e de desenvolvimento. Mas o maior desafio político será o de conseguir direcionar esses recursos para o desenvolvimento. O próprio estudo levanta que vai ser um exercício novo. Vai ser uma coordenação entre várias nações para arrecadarem esses recursos em seus países e colocarem à disposição para despesas fora deles.”
Carbono
Entre as propostas, está uma taxa de US$ 25 por tonelada de dióxido de carbono emitido por países desenvolvidos. A pesquisa aponta para um ganho de US$ 250 bilhões por ano com o imposto.
Outra sugestão é uma pequena taxa de 0,005 por cento sobre todas as transações comerciais feitas nas quatro maiores moedas: dólar, euro, iene e libras esterlinas. A ONU estima que a mudança pode gerar US$ 40 bilhões por ano para a cooperação internacional.
A ONU propõe ainda novos recursos para os sistemas de saúde nos países em desenvolvimento e também inovação no financiamento da luta contra a mudança climática. A pesquisa sugere como ponto de partida um acordo internacional para estabelecer o Fundo do Clima Verde.
Do Uol
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa hoje (13) e vai até o dia 22 no Rio de Janeiro, incluindo discussões sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, quer estabelecer novo padrão internacional para o setor. Pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo já confirmaram presença. A presidenta Dilma Rousseff está hoje no Rio para inaugurar o pavilhão do país no evento.
Para o Brasil, é fundamental enfatizar como alternativa mundial o desenvolvimento da economia verde por meio de incentivos à melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza e estimulando a sustentabilidade. A alternativa deve ser associada aos programas de transferência de renda, como os adotados no país.
Uma das preocupações do governo brasileiro é incluir essa determinação no documento final. No texto estarão definidas as metas de desenvolvimento sustentável para as próximas duas décadas e que deverão ser adotadas por todos os participantes da Rio+20. A ideia é aprovar um documento como o definido pelas Nações Unidas, em 2000, quando foram estabelecidas as Metas do Milênio.
No documento Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), os objetivos se concentraram em acabar com a fome e a pobreza, garantir educação básica de qualidade para todos, assim como assegurar medidas de igualdade entre os sexos e a valorização da mulher.
Também está definido nas Metas do Milênio adotar alternativas para reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das grávidas e combater a aids e a malária, assim como estimular o respeito ao meio ambiente e incentivar o trabalho pelo desenvolvimento.
A Rio+20 ocorre duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio92. O objetivo agora é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, mas com foco na melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, por meio de programas sociais, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.
A conferência conta com o apoio e o comando da ONU. O secretário-geral do evento é o diplomata chinês Sha Zukang e a presidenta da conferência é Dilma Rousseff. Desde o ano passado, ela faz campanha para atrair os líderes políticos internacionais ao evento. Dessa forma, ela conseguiu fazer com que vários presidentes e primeiros-ministros compareçam à conferência.
Da Agência Brasil
Ela terá acesso humanitário “sem obstáculos”, mas a ONU ainda não decidiu se ela será autorizada a viajar para fora de Damasco
A chefe de operações humanitárias das Nações Unidas, Valerie Amos, viajará à Síria na quarta-feira para tentar obter acesso humanitário “sem obstáculos”, anunciou nesta segunda-feira a responsável em um comunicado.
“As autoridades sírias confirmaram que posso visitar a Síria nesta semana. Chegarei a Damasco na quarta-feira, sete de março, e partirei na sexta-feira, nove de março”, disse.
“Como solicitou o secretário-geral, meu objetivo é convocar todas as partes a permitir o acesso sem obstáculos aos trabalhadores humanitários, a fim de que possam retirar os feridos e entregar ajuda básica”, disse Amos.
A ONU ainda não está certa sobre se Amos será autorizada a viajar para fora de Damasco durante sua estadia, disse sua porta-voz, Amanda Pitt.
Da Band.com.br

Campanha das organizações Direct Relief International, Fundação Fístula e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)
O mais abrangente mapa dos serviços disponíveis para mulheres que vivem com fístula obstétrica foi lançado hoje (01/03) pelas organizações Direct Relief International, Fundação Fístula e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O lançamento do Mapa Global da Fístula vai ajudar a agilizar a alocação de recursos e aumentar a conscientização sobre a doença.
A fístula obstétrica, uma das lesões mais devastadoras que podem ocorrer durante o parto, é causada pela falta de atendimento qualificado e falta de acesso a cuidados de emergência durante o parto. Altamente estigmatizante, embora na maioria dos casos seja tratável, a fístula é resultado de um trabalho de parto prolongado e obstruído, que causa incontinência urinária crônica à mulher. De acordo com as estimativas atualmente aceitas, existem entre 50 mil e 100 mil casos novos a cada ano.
“Tragicamente, há um número inaceitavelmente alto de casos de fístula. Vemos a partir dos dados reunidos no mapa que o tratamento atual atinge apenas uma fração das pacientes – cerca de 14 mil mulheres em 2010 – sem contar o aumento significativo de casos”, disse o Coordenador da Campanha pelo Fim da Fístula, Gillian Slinger do UNFPA.
O Mapa Global da Fístula é um esforço colaborativo desenvolvido pela organização Direct Relief. Ele destaca mais de 150 unidades de saúde que prestam serviços de reparação da fístula em 40 países da África, Sudeste da Ásia e Oriente Médio. ”O Mapa Global da Fístula é um passo fundamental rumo ao domínio do tratamento da doença. É uma ferramenta dinâmica e poderosa que pode ajudar a acessar os escassos recursos onde são mais necessários no tratamento de mulheres com fístula obstétrica”, disse a Diretora Executiva da Fundação Fístula, Kate Grant.
Acesse o mapa.
Do site da ONU BR
A apresentadora de rádio palestina Nisreen Awwad se aproxima do microfone e se despede de seus ouvintes: “Nisaa FM: música, mudança, sucesso”, o slogan que se vê em letras garrafais à suas costas. “O que mais gosto é de entrevistar mulheres simples de povoados pequenos que têm sucesso e fazem algo diferente na sociedade”, contou à IPS a produtora de rádio de 31 anos, originária do acampamento de refugiados de Qalandiya, na Cisjordânia.
Awwad apresenta o programa matutino da Nisaa FM (mulheres, em árabe), de onde procura incidir positivamente nos papéis que a população feminina desempenha na sociedade palestina e na percepção que as mulheres têm de si mesmas. “Acredito na mensagem da emissora e quero mudar algo pelas mulheres de nossa sociedade. A Nisaa FM é diferente”, afirmou Awwad. “Gosto como meu trabalho na rádio me coloca em contato com temas femininos”, acrescentou.
Criada em junho de 2010, a Nisaa FM 96.0 e 96.2 é quase totalmente dirigida por palestinas. Transmite desde Ramalá, na Cisjordânia, e é a única do Oriente Médio dedicada apenas a assuntos femininos. Sua diretora, Maysoun Odeh Gangat, explicou que se dedica a informar, inspirar e potencializar as mulheres. “Ao divulgar o papel positivo que elas têm, podemos dar às mulheres poderes econômico, social e político. E falamos de qualquer mulher, desde uma camponesa até uma refugiada, uma parlamentar ou uma ministra”, detalhou à IPS.
Além de suportar um amplo grau de violações de direitos humanos pela ocupação israelense da Cisjordânia e pelo sítio à Faixa da Gaza, as palestinas também devem lidar com as dificuldades inerentes à sua própria sociedade. Em uma pesquisa de 2009, divulgada pelo Centro de Informação e Mídia de Mulheres Palestinas, 77% das moradoras de Gaza ouvidas disseram ter sofrido alguma forma de violência, 53% sofreram violência física e 15% abuso sexual.
Um ano antes, um estudo do centro Mundo Árabe de Pesquisa e Desenvolvimento concluiu que 74% das entrevistadas não conheciam nenhuma organização que trabalhasse em defesa dos direitos femininos. Além disso, 77% declararam estar a favor de leis que protegessem as mulheres da violência de gênero.
“Esta é uma sociedade patriarcal, dominada pelos homens, então a mudança virá se também nos dirigirmos a eles”, defendeu Gangat, ao explicar que a emissora também busca que os homens se interessem pelos problemas femininos. Para conseguir mudanças, ressaltou, deve-se falar de temas difíceis, como poligamia, divórcio, abuso, casamento precoce e pobreza, e de como as mulheres podem reafirmar seus direitos nessas áreas. “As ouvintes se motivam quando ouvimos especialistas em assuntos controvertidos ou negativos. Algumas nos telefonam perguntando o nome de quem entrevistamos”, contou Gangat.
Com centenas de postos de controle permanentes ou itinerantes na Cisjordânia, e o isolamento quase total de Gaza, a população palestina vê limitada sua liberdade de movimento diariamente. Esta realidade e as restrições sociais e econômicas da própria sociedade palestina fazem com que emissoras com a Nisaa se tornem muito mais importantes, disse Gangat.
“A rádio está ao alcance de todas as mulheres, mesmo em áreas isoladas, e é um meio muito barato e simples. Quando elas comentam suas experiências em Gaza, as compartilham com congêneres da Cisjordânia, e vice-versa”, explicou. “A Nisaa FM as conecta. Vinculam-se através das ondas e têm uma voz e uma plataforma que podem compartilhar e falar de suas experiências”, destacou. E o impacto da emissora começa a ser sentido.
“Temos centenas de telefonemas de trabalhadoras que perguntam sobre seus direitos após ouvirem um debate na rádio”, afirma um comunicado da U’nwan al-A’Amel (o endereço dos trabalhadores, em árabe), uma organização de defesa trabalhista com sede em Yenín, norte da Cisjordânia. Isto mostra a eficácia da mídia e a rapidez e facilidade com que distribuem informação a grupos específicos”, diz o comunicado de imprensa publicado pelo jornal Al Quds no começo deste mês.
Nos últimos meses, representantes da organização foram convidados a falar sobre vários temas relacionados com os direitos trabalhistas na legislação israelense no programa matutino da Nisaa FM. “As trabalhadoras agrícolas do Vale do Jordão começaram a se organizar em grupos e criar comitês para defender seus direitos usurpados”, acrescenta o comunicado.
A Nisaa transmite pela internet, e seu site está disponível em inglês e árabe, e é ouvida no norte da Cisjordânia, em Ramalá e Belém. Sua prioridade é encontrar uma frequência livre em Hebron, sul da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Enquanto isso, o principal objetivo do programa matutino continua sendo mudar a percepção local e derrubar os estereótipos de gênero, reafirmou Awwad.
“Todos os dias entrevisto mulheres únicas. Na resposta das pessoas sempre ouvimos algo amável e positivo, como ‘Oh, por Deus. Falam sobre essas mulheres… Onde estão?”, contou. “As mulheres quase sempre são fortes e podem conseguir mudanças. Isto é o que espero.
Do Envolverde/IPS
Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde indicam que o Brasil pode registrar a maior queda, em termos absolutos, na taxa de mortalidade materna desde 2002, quando o país freou uma fase acentuada de redução dessas mortes.
O país está, porém, longe de atingir a meta para 2015, traçada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2000.
Segundo levantamento do ministério, foram 870 mortes maternas no primeiro semestre de 2010 e 705 no mesmo período de 2011; uma diminuição de 19%.
Os dados completos de 2011, ainda preliminares, fazem o governo acreditar que o país pode encerrar o ano com uma razão de mortalidade de 63 mortes de mães por cada cem mil crianças nascidas vivas.
Isso significaria uma redução de cinco pontos em relação a 2010, queda que não é registrada pelo Brasil desde 2002 (quando a taxa saiu de 80 para 75), explicou o ministro da pasta, Alexandre Padilha. “Demoramos de 2003 a 2010 para ter uma queda de quatro pontos na taxa de mortalidade materna”, disse.
Enquanto os anos 90 registraram uma acentuada queda nesse indicador, os de 2000 foram quase de estabilidade, o que fez pesquisadores apontarem, em 2011, que o Brasil levaria 25 anos para cumprir a meta da ONU, atingindo o indicador apenas em 2040.
“Temos que intensificar os trabalhos nos próximos anos se quisermos atingir os Objetivos do Milênio de chegar a 35 [mortes maternas por cem mil nascidos vivos] em 2015. [Vemos em 2011 uma] intensificação da curva de redução”, admitiu Padilha.
As principais causas de morte materna são hipertensão gestacional, hemorragia, infecção pós-parto, doenças circulatórias pré-existentes e agravadas com a gravidez e aborto.





