"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘mulheres’

Parabéns!

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ONU

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Estão abertas as inscrições para o “Jovens Mulheres Líderes: Programa de fortalecimento em questões de Gênero e Juventude”, da ONU Mullheres em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Secretaria Nacional da Juventude, a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Governo Federal.

O projeto busca promover o desenvolvimento das capacidades das mulheres jovens no Brasil, facilitando assim que sejam sujeitos no exercício dos seus direitos.

O objetivo é selecionar 15 jovens mulheres com alguma experiência em liderança comunitária ou ativismo pelos direitos das mulheres para participar de um programa de fortalecimento de lideranças e treinamento em questões de gênero, com foco na formação política, por meio de intercâmbios com líderes estabelecidas no legislativo, executivo, judiciário e sociedade civil. Através dessa experiência busca-se promover maior relação entre as perspectivas de gênero e juventude no âmbito da efetivação dos direitos das mulheres.

Entre os critérios de seleção estão: ter idade entre 18 a 29 anos; possuir alguma experiência comprovada em atividades de liderança comunitária ou ativismo pelos direitos das mulheres e conhecimentos de Office e uso de internet. O prazo de recebimento de candidaturas vai até o dia 16 de fevereiro de 2014.

Para mais informações acesse o Termo de Referência

Da ONU BR

Moonwalker

Moonwalker

 Ansiedade é um caso sério e atrapalha a vida de qualquer mortal. Mas, passa a ser problema de todos quando aflige a quem tem poder público decisório.

Com o aumento dos casos de violência praticados por menores infratores, agravados pelo proporcional aumento da crueldade e frieza de suas ações, o clamor público  alteou ainda mais a voz e o Congresso, de repente, resolveu acelerar a sua resposta à sociedade.

Há mais de 20 anos tramitam no Congresso Nacional – sem praticamente sair do lugar – proposições de emendas para alterar o artigo 228 da Constituição Federal, reduzindo a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Não sei se são ansiosos ou se estão ansiosos, como os que leem livros de traz para frente, nem começada a história, já querendo saber o final. A ansiedade que embota a construção “pari passu” do pensamento lógico, dos discursos e, por fim, das ações. Assim, estão invertendo o olhar, despercebidos da inocuidade da medida que estão prestes a aprovar.

Não será com algumas canetadas apressadas, aplausos após votação às altas horas da noite e manchetes na primeira página dos jornais na manhã seguinte que se responderá à sociedade.  Não é uma boa conclusão de que começar pelo final resolve o problema. Está apenas trazendo uma falsa sensação de completude.

Precisam se dar conta que é a existência da violência em si, do jeito rotineiro e banalizado que nos assombra hoje, que não pode ficar sem resposta, seja a praticada por maiores ou por menores de idade.

No caso, se o Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, não o desmerecendo,  prevê tão somente, a pena de internação nas unidades pertinentes de  no máximo 3 anos para adolescentes infratores com idade entre  12 e 18 anos incompletos, não será apenas e tão somente, a redução absoluta da idade para considerá-lo maior que saneará a encrenca. Pode até apaziguar a sede de justiça das famílias enlutadas, muito compreensível, mas, efetivamente, só se tapará o sol com a peneira.

Menores internados, detidos, reclusos, ou qualquer que seja o nome que se queira dar à medida corretiva de cerceamento da liberdade, carecem de políticas públicas eficientes que lhes propiciem a real chance de recuperação. Do jeito que é, todos eles nos serão devolvidos ao convívio muito piores do que quando ingressaram na instituição “correcional”.

O lado obscuro da realidade é que para onde vão o ambiente é fértil para a explosão e aprimoramento dos maus instintos.  Não existe esperança de resgatá-los.

Não podem esquecer, também, que como existem adultos presos que basicamente são pessoas de bem que por uma circunstância cometeram um desatino, deram um mau passo, há menores que são menores apenas pela idade, mas que são maiores na lucidez e entendimento da maldade que praticam, independentemente do turbilhão hormonal próprio da adolescência. Esses quase que certamente estarão fora de qualquer possibilidade de recuperação e certamente, não serão “estatutos” ou 3, 8 anos de medidas sócio-educativas que os colocarão no caminho do bem. Exigirão condutas rigorosamente diferenciadas.

Por isso, não adianta folhear a cartilha começando pela letra “z”. Perde-se o melhor : o sabor de fazer bem feito e a consolidação de um Estado eficiente.

Essa violência é apenas a ponta do “iceberg” cujo bloco de gelo abaixo da superfície, nesse caso, chama-se sério descaso com a educação.  Pela educação se forma caráter, se alinha valores, se aprende o respeito pelas coisas e seres, se oferta dignidade… e, assim, os afastariam da face, não mais oculta, mas ostensiva, escandalosamente ostensiva, da criminalidade. Isso, se levada a sério.

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas

               Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

              Contato:katiafreitasadv@gmail.com

MST

MST

Cerca de 500 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra -MST sabotaram hoje (07/03) pela manhã um canteiro de mudas de eucalipto na sede da fazenda Aliança, de propriedade da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) no município de Aliança- TO, as margens da Belém –Brasília.

Nesse momento a rodovia esta interditada dos dois lados pelas camponesas. A ação das mulheres do MST é referente ao dia internacional da mulher, 8 de março, cujo lema é Mulheres Sem Terra na Luta contra o Capital e pela Soberania dos Povos!

“A ruralista e senadora Kátia Abreu é símbolo do agronegócio e dos interesses da elite agrária do Brasil, além de ser contra a reforma agrária e cometer crimes ambientais em suas fazendas por isso estamos realizando esse ato político e simbólico em sua propriedade”, afirma a dirigente do MST de Tocantins, Mariana Silva.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis- IBAMA de Tocantins, a fazenda Aliança da senadora ocupada pelas mulheres Sem Terra nessa manhã foi embargada em duas situações, no ano de 2011 e 2012, por desmatamento e derrubamento de árvores ou demais formas de vegetação natural em área considerada de preservação permanente.

Ademais, o Estado de Tocantins é exemplo da disparidade entre o montante de verba recebida pela agricultura camponesa e o agronegócio. Para 2012-2015 está proposta uma aplicação de R$ 1.483.720.647,00 pelo governo tocantinense no programa de Infraestrutura Hídrica para Irrigação e Usos Múltiplos, programa que se propõe a implantar grandes projetos hidroagrícolas no Estado. Por outro lado o programa agricultura familiar, que agrega todas as ações voltadas à agricultura familiar possui apenas R$ 154.087.056,00, aproximadamente 10% do recurso destinado aos grandes projetos hidroagrícolas

No entanto, a agricultura familiar que ocupa apenas 18,8% das terras do Tocantins é a principal responsável pelo fornecimento de alimentos básicos para a população do Estado, produzindo 91% do feijão de corda, 84% da mandioca, 62% do leite e derivados, 62% do feijão, 59% dos suínos, 50% do milho, 48% das aves e 38% do arroz.

Há atualmente no Tocantins 366 Projetos de Assentamento Rural da reforma agrária, o que representa 1.216.001,4207 ha, onde estão assentadas 23.172 famílias. Porém, segundo o Plano Regional do INCRA-TO, a demanda potencial (quantidade de famílias que necessitam ser assentadas ou regularizadas) no Estado é de 73.327.

- Uma homenagem às mulheres e mães.

Na sala de espera de uma clínica de imagens algumas mulheres aguardam a sua vez de atendimento. O celular de uma delas toca e fechando a mão em concha meio que esconde o telefone para não incomodar e para ter um pouco mais de privacidade. Começa baixinho, mas é inevitável deixar de ouvi-la.

A conversa é com a filha que teima em não ir à aula de inglês para ir ao shopping com a amiga. Com calma explica os prejuízos da troca. Alguns segundos em silencio e o celular toca novamente. É a empregada. Ela mais uma vez explica a receita e diz onde os ingredientes estão. Daí a pouco liga o marido e ela diz não saber o quanto ainda vai demorar e pergunta por que ele quer saber. E diz: “como? passar numa papelaria a essa hora? Onde achar uma papelaria aberta? Tá, tá bem, vou ver.” Desliga. Toca outra vez. É a empregada novamente. “Não tem farinha de trigo? Bom, faz com amido de milho, dá no mesmo.” E toca mais uma vez. É uma amiga e ela explica que está fazendo o check-up anual, mamografia, que é um suplício necessário e ainda faz referencia ao caso da Ligia, que teve câncer de mama por puro descuido.

Distrai-se com uma revista por pouco tempo porque o celular toca pela milésima vez. É do escritório e ela diz que não sabe se vai voltar, mas passou o fax que pediram, marcou a reunião e está tudo organizado. Enquanto fala é chamada para o exame e vai assim mesmo falando e explicando.

Depois que saiu do exame não mais se teve noticias dela, mas, com certeza, ainda deve ter passado no mercado, abastecido o carro, comprado a cartolina do filho mais novo para o trabalho da escola.

Se tudo deu certo, o jantar vai estar pronto do jeito que determinou, a filha foi ao inglês ao invés do shopping e o filho fará sozinho o trabalho da escola. Ao contrário, ainda encontrará forças para ter aquela conversa com a filha, porque não se pode repreender pura e simplesmente; existe diálogo, conquista-se a confiança dos filhos. Enquanto isso vasculha revistas antigas à procura das figuras para colar na cartolina.

O sapato nos pés é o mesmo calçado às sete da manhã, ainda de salto. Somente a blusa foi posta pra fora do cós da saia, porque ninguém é tão de ferro assim.

Pronto, finalmente ela vai ter um pouco de paz. Mas não sem antes ver o que tem no freezer e montar o cardápio do dia seguinte, deixar escrito para a faxineira os lugarezinhos que só ela percebe que precisam de limpeza, verificar se as janelas estão fechadas, se tem comidinha e água para o cachorrinho de estimação da família, tirar a maquiagem do rosto, tomar uma chuveirada, passar algum creme no corpo, porque na revista, as mulheres multifuncionais ainda têm tempo pra isso, vestir uma camisola sexy e viver um pouco.

As mulheres sabem como gerir, contornar, estruturar e transformar as abóboras da vida em melão e os melões em melancia, com harmonia, equilibrismo e desenvoltura capazes de desbancar qualquer varinha de condão.

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília.
Contato: contato@freitastotolipedrosa.adv.br
Tel: (61) 3349-5707
Da Folha Ilustrada

Muito bom o texto de Luiz Felipe Poindé “Femmes aux hommes”

Mulher não gosta de covarde, mesmo que seja covarde em nome dos “direitos femininos”

Muitas leitoras se queixam de que nunca falo sobre os males masculinos. Hoje, vou pagar uma parte desta dívida. Como todo homem que gosta de mulher, sou um escravo do desejo de deixá-las felizes. Que inferno…

Recentemente, numa entrevista, uma jornalista me perguntou se acredito que os homens tenham medo de mulheres inteligentes. E também o que seria mais importante numa mulher, beleza ou inteligência.

Antes de tudo, um reparo. Neste assunto, não consulte as feministas porque elas não entendem nada de mulher. Tampouco pergunte aos homens que chamam as mulheres de “vítimas sociais”, porque são frouxos. Pobres diabos: mulher não gosta de covarde, mesmo que seja covarde em nome dos “direitos femininos”.

A segunda pergunta (o que é mais importante numa mulher, a inteligência ou a beleza?) é fácil: a beleza vem em primeiro lugar, nunca a inteligência. Quando um homem disser pra você que ele prefere mulheres inteligentes, ele quer te pegar. Ou, pior, ele tem medo do patrulhamento das feias e das chatas, que no Brasil, graças às deusas, não crescem em número porque as mulheres brasileiras são como dizem os franceses “femmes aux hommes” (mulheres para os homens).

Por que é necessário ter coragem pra dizer que a inteligência feminina não é erotizada pelos homens? Ora bolas, porque atualmente falar para as mulheres que inteligência vale mais do que a beleza é um “dever de todo cidadão”.

Uma mulher poderá fazer uma queixa contra você na delegacia da mulher caso você não diga para ela que inteligência numa mulher é fundamental. Não se engane: inteligência nunca é fundamental. Mas, não exagere para o outro lado: as burrinhas enchem o saco depois de duas horas de sexo.

Quanto à primeira questão (os homens têm medo de mulheres inteligentes?), a resposta é simples: sim, sempre; só os mentirosos e medrosos negam este fato. Melhor dizendo, o homem sempre tem medo da mulher, principalmente quando está interessado nela.

Segundo os darwinistas, esta seria uma característica atávica, desde a savana africana. Medo da infidelidade, medo da impotência, medo do ridículo.

Mas há sutilezas nisso tudo. O homem prefere a beleza, mas num relacionamento de longo investimento, outras característica pesam, às vezes, mais do que a beleza pura e simples. Por exemplo, evidências de que ela seja fiel, boa mãe para seus futuros filhos, generosa, doce (coisa rara em mulheres excessivamente competitivas, como é comum em cidades do tipo São Paulo, mas menos comum em outras regiões, como Minas Gerais ou Nordeste onde elas são mais “sorridentes”).

Beleza demais pode dar medo quando ela é sua mulher. Garanhões costumam rondar mulheres bonitas demais. Se você só quer “pousar de poderoso” com uma gostosa, tudo bem, mas se quiser viver com ela, aí a coisa pega. Para pilotar um Boeing você tem que ser competente em muita coisa, e nem sempre dá, num cenário violento e volátil como o mundo contemporâneo, onde as mulheres têm mais opção de escolha afetiva e profissional.

Por que, muitas vezes, é tão difícil para as mulheres aceitarem que a inteligência numa mulher não seja essencial? Porque, ao contrário dos homens (esses seres primitivos, insensíveis e promíscuos… risadas…), as mulheres erotizam a inteligência no homem, às vezes, mais do que a beleza pura e simples.

Eu arriscaria dizer que a inteligência quando associada à coragem (virilidade) pode ser um afrodisíaco imbatível para as mulheres numa noite de calor.

Resumo da ópera: a inteligência numa mulher é um risco interno à relação porque o homem pode se sentir “menor” do que ela.

Já a beleza feminina é sempre um risco externo porque o cara sente medo de perdê-la porque sabe como os outros caras pensam.

Já a inteligência num homem nunca é um risco interno à relação porque as mulheres dão nó em qualquer homem. Mas, é sempre um risco externo porque as mulheres sabem como suas parceiras pensam: se, além da inteligência, o cara tiver “atitude” (a soma disso dá em charme), aí, meu bem, se prepare para a cobiça de suas amigas.

O cantor e compositor relata o que pensa do assédio das fãs e se mostra um homem dedicado à família.

Chico Buarque Foto:Walter Carvalho

Não bastasse ser assediado por causa de sua genialidade, Chico Buarque, capa da edição de fevereiro da ALFA, é assediado intensamente desde que defendeu A Banda com Nara Leão, em 1966, por um público que vai de adolescentes a balzaquianas que expressam, sem reservas, a sua admiração. Na entrevista que concedeu à revista, o mito fala que talvez isso se deva ao seu conhecimento de causa. “Convivi muito mais com elas do que com homens. Com minhas irmãs muito mais do que com meus irmãos”, justifica.

Com o tempo e a posição célebre, Chico tornou-se uma pessoa mais reservada, avesso a entrevistas e muito discreto com relação as suas namoradas. Se a timidez é o charme, não sabemos, mas esse mito vem dos anos 60 e 70 com as suas canções engajadas. Ele atribui à mídia a sua fama de galã: ”Sex symbol com mais de 60 anos? Tenha paciência!”.

Chico Buarque Foto: Walter Carvalho

Mas a verdade é que Chico exerce verdadeiro fascínio sobre o universo feminino. Não é à toa que mantém muito saudável a relação com sua ex-mulher, a atriz Marieta Severo. A reportagem conta que muitas vezes, no fim de semana, ele vai à Gávea para o almoço dominical na casa de Marieta, também para estar próximo dos seus netos e filhas, aliás, suas grandes paixões. “Quero conviver com eles para que se lembrem do vô Ico”, conta Chico. Silvia, sua filha mais velha afirma “ele é genial com criança”. E ainda define carinhosamente o pai que contava histórias misturando vários personagens como Platão com Cleópatra, Salomão com Marco Polo, para ela e as irmãs quando eram crianças: “Uma presença muito graciosa, doce e tranqüila”.

Revista ALFA

Do blog Girl Friday

Meghan Casserly

20 de janeiro

Um post recente da “Psychology Today” com base na lista de 2010 das “Mulheres Mais Poderosas” segundo a revista Forbes apontou uma tendência interessante: das 100 mulheres da lista, mais de 70 estão acima dos 50 anos de idade. Entre as executivas em nível de chefia, as CEOs,  essa presença é ainda mais forte: varias “poderosas” são CEOs de importantes multinacionais

Esta tendência não passou desapercebida dos editores da revista quando estavam fazendo a lista. Eles observaram que o sucesso chega em diferentes fases da vida de acordo com a categoria profissional das mulheres elencadas: Negócios, Política, Mídia ou do mundo do Entretenimento.  Nesta última, por exemplo, as mulheres de mais sucesso são as mais jovens. Lady Gaga é numero 7 na lista e tem apenas 24 anos.

Faz sentido! A elite de Hollywood normalmente inclui as mais belas, mais atraentes e mais jovens pessoas do planeta.

Mas então por  que será que as mulheres CEOs só conseguem sobressair profissionalmente quando já ultrapassaram  a marca dos 50?

É crença comum, especialmente para o marketing que visa atingir mulheres, que os 50 marcam o auge da vida feminina no que diz respeito ao bem-estar, sentimento de autoconfiança e estabilidade financeira, ao menos para as classes sociais mais elevadas.

Entretanto, de acordo com o post de Anjana Ahuna e Mark van Vugt para Psychology Today, é somente aos 50 que as mulheres começam a evoluir em suas carreiras.

Para eles a resposta está na evolução biológica.

O útero versus a  Sala da Diretoria

…Nosso cérebro e psicologia foram moldados primordialmente no tempo em que éramos uma espécie das savanas e carregamos, ainda que sem saber, lembranças psicológicas dessa época. Uma dessas lembranças é  a crença instintiva de que o papel primordial da mulher é doméstico, e que qualquer outro papel que ela queira desempenhar- como CEO ou Embaixadora – são simplesmente incorporados à função original. Mas este conflito só existe para mulheres que estão na idade de ter e criar filhos. Quando uma mulher atinge a menopausa, ou quando seus filhos já estão adultos, a contradição desaparece. Isso poderia explicar a notória presença de tantas mulheres pós-menopausa na lista da Forbes Será  então que mulheres mais velhas não apenas tem a vantagem que a experiência e a autoridade lhes dão, mas também são levadas mais a sério por não serem mais percebidas como biologicamente necessárias para a sobrevivência do grupo?

Claro que, como observam Ahuna van Vugt em seu  post, para muitas pessoas há o  argumento de que  sexismo e discriminação são elementos que impedem as mulheres de conseguir o sucesso mais rapidamente e ainda jovens. As que conseguem escalar rapidamente a escala corporativa muitas vezes têm que gerenciar simultaneamente família e carreira e as que optam por contratar babás para poder focar no trabalho são geralmente criticadas por colocarem a vida profissional à frente da familiar. Se em vez disso escolherem horários mais flexíveis de trabalho, como meio-expediente, serão vistas como funcionárias não comprometidas com a empresa.

Mais uma vez, esse é um dilema que só aflige mulheres em idade fértil. Mulheres na peri ou pós-menopausa não costumam ter esses problemas, por isso estão na idade de ouro para dedicar-se e evoluir em suas carreiras.

O artigo também aponta para outro cenário. Segundo levantamento do “The Center for Work Life Policy” 45% das mulheres optam por diminuir o ritmo de trabalho ou mesmo renunciar à carreira antes dos 44 anos, justamente para poder dedicar-se à família ou mesmo necessidades pessoais. É bem possível que isso também contribua para que poucas mulheres consigam atingir mais altos postos de chefia.

Indra Nooyi

Qual a verdade que permeia as entrelinhas de todas essas afirmações? Segundo a executiva Indra Nooyi, CEO da Pepsi-Co, ser mulher é algo que atinge você de forma adversa, mas em vez de reclamar, as mulheres tem que trabalhar duas vezes mais. Para ela, ser uma mãe que trabalha significa construir um sistema de suporte para ajudá-la enquanto vai lutando para crescer profissionalmente.

Ela vem trabalhando sem parar desde 1986- é mãe de dois filhos, um dos quais nasceu em 1994, ano em que ela foi nomeada vice-presidente de planejamento estratégico da empresa. Seu lema é: Se você quer ser CEO, não abandone, não reduza o ritmo de trabalho por conta da maternidade. Persevere  para obter sucesso a longo termo.

A pergunta que fazem aos seus leitores e que reproduzimos aqui é:

O que você acha? É possível diminuir o ritmo ou mesmo parar, por algum tempo, e ainda assim atingir seus objetivos na carreira? Ou uma mulher que espera ter tempo livre para cuidar de sua família pode abandonar suas esperanças de sucesso em postos de alta chefia?

Mulher chefia 5% das grandes empresas

Da Folha de S. .Paulo

Entre 100 maiores, só 5 têm mulheres na presidência; em novembro de 2009, não havia nenhuma nessa posição no país

Com as de médio porte, presença fica em 3%; poucas oferecem opção de jornada flexível para conciliar vida pessoal

CAROLINA MATOS

DE SÃO PAULO

Regina Madalozzo, do Insper

No Brasil, onde uma mulher acaba de assumir a Presidência da República, apenas 5 das 100 maiores companhias em receita com vendas têm mulheres na presidência.

O levantamento foi feito pela Folha a partir do ranking “Melhores & Maiores” da revista “Exame” . O número é baixo, mas o cenário era ainda menos favorável às mulheres em 2009, quando não havia nenhuma presidente nas cem maiores companhias.

Hoje, incluindo as empresas “médias-grandes”, com faturamento anual bruto entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões, por critérios do BNDES, a situação é similar à dos maiores grupos.

Só 3% das cadeiras de presidentes, em média, ficam com as mulheres, segundo a DMRH, consultoria em recursos humanos, que atende mais de 450 empresas.

Os números da DMRH revelam ainda a dificuldade das funcionárias em ser promovidas, já que a fatia feminina é maior nos cargos mais baixos.

De acordo com a consultoria, 9% dos diretores e vice-presidentes das companhias são mulheres; elas são cerca de 35% dos gerentes e 50% dos trainees e analistas.

Nos EUA, a ocupação dos cargos é menos desigual nos níveis até diretoria, mas a presença feminina na presidência das grandes corporações segue baixa: 3%, de acordo com o Conselho das Mulheres Líderes Mundiais.

A DMRH afirma que, em muitos casos, as mulheres acabam desistindo dos postos mais altos por dificuldade em conciliar agenda profissional e vida pessoal.

Mas pesquisadores discutem as motivações e o significado desse tipo de “opção da mulher”.

“Muitas mulheres acabam, sim, optando pela vida pessoal em detrimento da profissional porque não têm suporte das empresas para conciliar suas demandas”, diz Regina Madalozzo, pesquisadora do Insper.

Algumas poucas companhias têm políticas para retenção de mulheres na liderança -geralmente, grupos cujo negócio está mais voltado ao público feminino.

No Brasil, Natura e Unilever oferecem possibilidade de jornada flexível. E há berçário em algumas unidades, além de auxílio-creche.

Em empresas que possuem conselho de administração -órgão que aprova decisões estratégicas da companhia, como a nomeação do presidente-executivo (CEO, na sigla em inglês)-, mulheres têm menos chances de chegar ao topo.

É o que mostra um estudo do Insper com 153 empresas listadas na Bolsa brasileira, que investigou variáveis que poderiam interferir na promoção de executivas a CEO.

Foram considerados faturamento, número de funcionários, lucratividade e estrutura da companhia, por exemplo. E o levantamento concluiu que a existência de um conselho administrativo reduz em 12% as chances de o CEO ser uma mulher.

“Nenhuma das outras variáveis tinha qualquer impacto na equação de probabilidade que montamos”, diz Regina Madalozzo, professora e pesquisadora do Insper.

Das empresas avaliadas, 64% tinham conselho de administração. E, dessas, apenas 5,6% tinham uma mulher como CEO.

Já nas companhias sem conselho, a presença feminina na presidência-executiva ficou em 12,3%.

O levantamento mostrou ainda que, nos próprios conselhos, a participação feminina é baixa.

Das empresas avaliadas, 42,5% não tinham nenhuma mulher conselheira; 22,9% tinham apenas uma. E somente 1,31%, seis mulheres.

Em média, a presença feminina nos conselhos fica em 8,9% no Brasil. Nos EUA, 14,8%.

De acordo com a pesquisadora do Insper, o cenário só muda de forma significativa em países em que a lei passou a exigir mais presença feminina.

Na Noruega, é obrigatório, desde 2008, que 40% dos conselhos de administração sejam compostos por mulheres. Na Espanha, foi aprovada uma lei semelhante, com a mesma cota, mas só entra em vigor em 2015.

As mulheres são melhores na política – e isso não é uma boa notícia


Do Blog Mulher 7 por 7

As mulheres são parlamentares mais eficientes do que os homens, pelo menos no Congresso americano, segundo um estudo que vai ser publicado no American Journal of Political Science. A pesquisa comparou o desempenho de legisladores e legisladoras entre 1984 e 2004 e descobriu que as mulheres:

– conseguiram mais verba para os seus estados – US$ 49 milhões a mais por ano;
– propuseram mais leis – e leis mais populares;
– apoiaram mais leis;
– conseguiram mais apoio dos colegas do que eles.

A conclusão dos autores do estudo, o professor Christopher Berry, da Universidade de Chicago,  e a aluna Sarah Anzia, de Stanford, é que as habilidades das parlamentares para “negociação, definição de agenda, coalizão e tomada de decisão” eram responsáveis por essa diferença marcante de desempenho.

Mas antes de achar que este é mais um post ingênuo defendendo a superioridade feminina, leia até o fim.

O resultado da pesquisa não quer dizer que as mulheres são melhores do que os homens na política. Não? Não. Só quer dizer que as poucas mulheres que lá estavam eram melhores do que os seus colegas. Tinham que ser melhores porque só assim conseguiriam eleger-se. A resistência dos eleitores é grande: segundo as pesquisas de opinião, um em cada cinco americanos admite abertamente que não votaria numa mulher para a presidência. O resultado é que hoje menos de 20% dos assentos do Congresso americano são ocupados por mulheres. Apenas as mega-ultra-híper-master-capacitadas e talentosas acabam chegando lá.

Por aqui, temos nossa primeira presidenta, mas menos de 10% das vagas do Congresso são ocupadas por mulheres. Não tenho ideia da produtividade de nossas parlamentares, mas diante dos resultados da pesquisa americana, digo: um desempenho acima da média dos colegas não é motivo de comemoração.

Só significa que elas precisam fazer um esforço muito maior do que eles para convencer o mesmo número de eleitores.

Ig
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