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Comentários ‘mulheres em postos de destaque’

Grupo Meio & Mensagem realiza no País segunda edição do Women to Watch. Conheças as indicadas de 2014

Reprodução

Mulheres que se destacam hoje no mercado brasileiro por terem conseguido chamar a atenção em um ambiente extremamente masculino, como é o da criação publicitária. Outras por desenvolverem um trabalho de altíssima qualidade na condução da área de marketing e negócios de importantes marcas. Há ainda aquelas que estão com foco regional, voltadas a alavancar operações de grupos internacionais na América Latina. Com perfis variados, mas todas oriundas de trajetórias ascendentes, as sete mulheres indicadas ao Women to Watch 2014 têm um traço em comum: estão dando sua contribuição para transformar o mercado de comunicação e marketing (confira lista abaixo).

Criada pelo Advertising Age em 1997, o Women to Watch chegou ao Brasil no ano passado por iniciativa do Grupo Meio & Mensagem. Além do mercado norte-americano, China, Brasil e Turquia realizam a premiação cuja missão editorial é incentivar as conquistas femininas em uma indústria em transformação. “O foco é dar luz à excelência do trabalho das mulheres. Por meio de um trabalho apurado selecionamos as profissionais que já estão hoje em posição de destaque e que têm potencial para crescerem ainda mais e se tornarem de fato líderes de suas áreas nos próximos anos”, comenta Maria Laura Nicotero, diretora executiva de eventos do Grupo Meio & Mensagem.

A lista foi elaborada pelo conselho editorial do Meio & Mensagem após uma consulta a um grupo de formadores de opinião do mercado. A cerimônia de homenagem às sete indicadas da edição 2014 do Women to Watch será no dia 18 de setembro, no Hotel Hilton. Os patrocinadores desta edição são GNT, McDonald’s e Eco Benefícios com apoio de mídia de Exame e Você S/A.

Do Meio & Mensagem

Imagem de arquivo mostra presidente do Chile em Santiago, em março de 2014 Foto: Reuters

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo” qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira – dia em que completa 100 dias de mandato – ter cumprido 91% das 56 medidas prometidas em campanha.

Em um ato realizado no município de El Bosque, o mesmo onde anunciou sua candidatura para um segundo mandato, Bachelet disse que as medidas que não foram cumpridas, como a criação dos Ministérios de Cultura e de Assuntos Indígenas, estão pendentes de um diálogo com todos os atores envolvidos.

As matérias relacionadas aos indígenas devem ser analisadas e consultadas com as próprias comunidades envolvidas, como estabelece o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada pelo Chile.

“Façamos as coisas bem, e abramos as consultas”, disse a presidente chilena, que ressaltou que a maioria das medidas responde “à urgência” da cidadania para abordar os problemas que os afetam.

Neste aspecto, Bachelet explicou que as 56 medidas prometidas seguiram “um roteiro e mostraram o sentido, o alcance e as transformações que deseja levar adiante”.

“Queremos articular uma nova maneira de se fazer política e planos, de maneira participativa e cidadã”, ressaltou Bachelet.

“Não queremos nunca mais políticas de costas aos cidadãos”, completou a presidente chilena, ao reiterar que as 56 medidas “são o início de um caminho”. “Hoje fechamos uma etapa, as reformas já estão em andamento e esse é o ritmo que queremos sustentar”, completou.

No entanto, em resposta a Bachelet, o presidente da opositora União Democrata Independente (UDI), Ernesto Silva, afirmou que os primeiros 100 dias do novo governo “foram de cansaço”. “É como se fossem muitos mais”, disse Silva, acrescentando que foram dias “de muita confusão entre os chilenos sobre o futuro do país”.

“Tomara que isto mude (…) Em poucos meses é muito barulho, pouco avanço e muita incerteza. Eu acho que os chilenos se cansaram”, finalizou.

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo”, vinculado à UDI, qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8.

Do TERRA

Solenidade de posse da ministra Maria Elizabeth Rocha, primeira mulher a comandar o Superior Tribunal Militar José Cruz/Agência Brasil

A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha tomou posse hoje (16) na presidência do Superior Tribunal Militar (STM). É a primeira vez em 206 anos de existência que uma mulher preside a corte. Maria Elizabeth terá um mandato de curta duração, com apenas nove meses, e disse agirá em favor da igualdade de gênero e contra a discriminação a homossexuais nas Forças Armadas.

Antes da posse, a nova presidenta do STM concedeu uma entrevista coletiva e falou sobre o desafio de comandar a mais alta corte militar do país. “Primeiro, por uma questão de gênero, pelo empoderamento e ampliação da [presença da] mulher nos espaços públicos; e é sintomático que esta corte nunca tenha tido uma mulher antes de mim. Eu encaro como um desafio, com honra, porque esta foi uma corte que eu sempre admirei e que sempre engrandeceu a história do Judiciário, da democracia e do Estado de Direito”, disse.

Em seu discurso de posse, Maria Elizabeth louvou a presença das mulheres nas Forças Armadas e disse que o empoderamento feminino aperfeiçoa a República. “Uma democracia sem mulheres é uma democracia incompleta,” sentenciou.

Doutora em direito constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Elizabeth, 54 anos, foi indicada ao STM em 2007 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eleita no ano passado como vice-presidenta da corte para o biênio 2013-2015, ela agora vai substituir o general-de-exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, que se aposentou. A vice-presidência será ocupada pelo ministro Fernando Fernandes.

Desde sua posse como ministra, a atual presidente do STM tem defendido a igualdade de tratamento a homossexuais nas Forças Armadas. “Há um preconceito não só dos militares, mas de toda a sociedade brasileira com relação à orientação sexual”, avaliou. “Todos nós, cidadãos brasileiros heterossexuais ou homossexuais, temos um compromisso com a pátria e ninguém não pode ser segregado como se fosse cidadão de primeira ou segunda categoria. O Estado não pode promover o discurso do ódio”, acrescentou.

Maria Elizabeth passa a comandar um órgão que recebe de 2 mil a 3 mil processos por ano. Durante a posse, a ministra defendeu que a corte tenha direito a uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Somos a mais antiga corte do país, mas não temos voz nem voto ali dentro e isto me parece uma inconstitucionalidade, para dizer o mínimo,” criticou.

Ela também criticou a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que recentemente defendeu a extinção da Justiça Militar nos estados. “Conter homens armados é fundamental para se preservar o Estado Democrático de Direito e a estabilidade do regime político. Os homens que portam as armas da nação têm que ser controlados com rigor para que a paz possa permanecer”, comentou. Para a ministra, a posição de Barbosa foi “rigorosa e não corporativa”.

A nova chefe da corte militar quer que uma das marcas de sua gestão seja a digitalização dos arquivos do STM, que, segundo ela, teve papel importante na defesa da democracia e do Estado de Direito em diferentes momentos da história do país. “Para que os pesquisadores, cientistas políticos e estudiosos em geral possam ver o papel desta corte na defesa dos direitos humanos que muitos desconhecem”.

Segundo Maria Elizabeth, a atuação da corte impediu, por exemplo, que a presidenta Dilma Rousseff fosse condenada duas vezes pelo mesmo crime, durante a ditadura militar.

Parte da documentação do tribunal está no Arquivo Nacional e já se encontra digitalizada. No entanto, os processos a partir de 1977, quando o STM foi transferido do Rio de Janeiro para Brasília ainda precisam ser digitalizados.

Quinze ministros vitalícios compõem o STM: três generais da Marinha, quatro do Exército e três da Aeronáutica, além de cinco civis.

Da Agência Brasil

Anne Hidalgo, candidata vitoriosa do Partido Socialista na eleição para prefeito, é cercada por jornalistas ao chegar na sede de seu comitê, durante o segundo turno das eleições municipais, em Paris, neste domingo, 30 de março Foto: Reuters

Paris terá 1ª prefeita mulher, com vitória de Anne Hidalgo

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

Hidalgo, que esteve à frente da pasta de urbanização durante os anos Delanoë, chama para si o sucesso do “Vélib’”, programa de livre acesso a bicicletas, copiado massivamente por outras capitais do mundo. Ela diz querer fazer de Paris uma “cidade do mundo”, “inovadora e criadora de empregos, uma cidade ecologicamente correta onde é possível se locomover à pé ou de bicicleta”.

Do Terra

Mary Barra, 51, nova presidente-executiva da General Motors Divulgação/GM Corp

A montadora General Motors, sediada nos Estados Unidos, anunciou, nesta terça-feira (10), Mary Barra, 51, como a nova presidente-executiva da companhia. Barra substituirá Dan Akerson a partir de janeiro.

Akerson se retira da companhia depois que sua mulher descobriu um câncer em estágio avançado.

Segundo a CNN, é a primeira mulher à frente de uma grande montadora americana.

Barra, que era vice-presidente de desenvolvimento global de produtos, tem 33 anos de experiência no setor. Mark Reuss, 50, a substituirá na função.

No Brasil, a GM já teve duas mulheres no comando da operação. Grace Lieblein foi presidente para a região por pouco menos de um ano até ser promovida à vice-presidência global de vendas. Antes dela, a companhia esteve sob a liderança de Denise Johnson, que pediu demissão após oito meses no cargo para voltar aos EUA.

Desafios

Barra terá de lidar com a queda de lucros da operação da empresa nas operações fora dos Estados Unidos.

No último dia 5, a montadora anunciou que vai desistir da marca Chevrolet na Europa até o final de 2015 para concentrar recursos no desenvolvimento da Opel e Vauxhall. Também há a expectativa da empresa reduzir sua produção na Austrália e Coreia do Sul.

Em meio a um processo de recuperação judicial, o Tesouro americano adquiriu uma fatia da companhia e agora se prepara para vendê-la, o que aumenta a pressão de investidores sobre resultados da empresa.

No último trimestre, o lucro da montadora caiu, mas as operações americanas apresentaram um bom desempenho. No Brasil, as vendas de veículos chegaram ao seu auge e entram agora em uma trajetória de queda.

No acumulado de janeiro a novembro, as vendas de automóveis, comerciais leves e veículos pesados registram retração de 0,8% ante o mesmo período do ano passado­.

Mary Barra

Com mais de três décadas de experiência na GM, Barra se tornou uma das mulheres mais importantes no setor. Neste ano, ocupou o 35º lugar no ranking da revista “Forbes” das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Em 2012, estava na 41ª posição.

Barra começou sua carreira na montadora em 1980, aos 18 anos, na divisão Pontiac. Ela estudava no então Instituto General Motors, hoje Universidade de Kettering, onde tirou um diploma em engenharia elétrica. O valor que recebia ajudou a pagar seus estudos. Mais tarde, fez seu MBA na Universidade de Stanford.

Além de ser a nova presidente-executiva, ela também atua como membro do Conselho de Curadores da Universidade de Kettering e integra a divisão da GM para a Universidade de Standford e Universidade de Califórnia em Berkeley. Casada, é mãe de dois filhos.

Da Folha.com

O presidente americano, Barack Obama, vai indicar Janet Yellen, vice-diretora do Federal Reserve, o banco central americano, para dirigir a entidade.

Economista Janet Yellen foi vice-diretora de Ben Bernanke nos últimos dois anos – Foto – AP

A informação foi confirmada pela Casa Branca na noite de terça-feira.

Caso seja confirmada pelo Senado americano, Yellen substituirá Ben Bernanke, que comanda o Federal Reserve há oito anos.

Nos últimos dois anos, a economista americana serviu como vice-diretora de Bernanke. Agora, se tornará a primeira mulher a comandar a instituição.

Yellen e Bernanke devem se reunir com Obama nesta quarta-feira.

A americana foi professora na Universidade de Harvard e na London School of Economics, além de ter ocupado vários outros cargos no setor público dos Estados Unidos.

Yellen, assim como Bernanke, é vista por analistas como uma “dove” (termo em inglês que literalmente significa “pomba” e é usado no jargão financeiro para descrever pessoas de orientação heterodoxa, que preferem políticas de baixos juros).

Sua preferência é por usar baixos juros para fomentar a criação de emprego, com menor ênfase no combate à inflação.

Yellen era favorita ao cargo desde que o ex-secretário do Tesouro Larry Summers desistiu da disputa.

O senador democrata Charles Shumer disse que Yellen tem amplo apoio dos políticos americanos e ganhará a vaga na votação do Senado “com ampla margem”.

O diretor do comitê de Assuntos Bancários do Senado dos Estados Unidos, Tim Johnson, elogiou a experiência da economista.

Da BBC Brasil

Dilma Rousseff no lançamento da exposição As Mulheres do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (8), durante encontro com dezenas de empresárias brasileiras, que foi muito importante conversar com mulheres em situação de destaque em empresas. “Nós somos multifacéticas, somos variadas, representamos aqui as mulheres, tanto as empresárias, as presidentas da República, as deputadas, as ministras, mas também a mulher da rua”, disse. Dilma também inaugurou, no Palácio do Planalto, a exposição As Mulheres do Brasil, da artista plástica Eliana Kertész.

Esta é a primeira vez que a presidenta se reúne apenas com empresárias mulheres, como diretoras, presidentas e integrantes de conselhos de administração. A conversa, idealizada após convite da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, contou com 52 lideranças femininas que têm expressividade na economia brasileira. “Foi muito rico, porque são mulheres que ajudam não só a gerar empregos mas ajudam socialmente”, avaliou a empresária Luiza Helena Trajano, que comanda a rede de varejo Magazine Luiza.

Segundo Luiza, o encontro serviu para a presidenta Dilma ouvir as empresárias sobre as necessidades e propostas para o setor empresarial. “A presidenta falou do que ela está acreditando para a educação, que o pré-sal vai ter um investimento muito grande para a educação”, disse a empresária após a reunião.

Segundo Luiza, a partir desta primeira reunião serão criados comitês temáticos para que as empresárias apresentem propostas para o desenvolvimento do setor empresarial em suas respectivas áreas. “Em vez d a gente reivindicar, o que falamos é que vamos montar vários comitês e fazer propostas para o desenvolvimento do país, o que podemos ajudar o empresário, a área financeira”, disse.

As empresárias concordaram que o setor mais necessitado de reformas é o da microempresa. “A gente focou muito mais na micro e pequena empresa. Ela não é convidada a se tornar grande. A que é média também não é convidada a se tornar grande, porque é espremida. Agora nós vamos montar os comitês”, disse Luiza Trajano.

De acordo com a empresária, Dilma defendeu “que a inflação está toda sob controle, que vai terminar o ano dentro da meta, e que [sobre o dólar] ela deixou a flutuação natural e que não vai muito mais do que está aí”.

Após o encontro, que durou quase três horas, a presidenta Dilma conduziu as empresárias para o Salão Oeste do Palácio do Planalto, onde inaugurou a exposição As Mulheres do Brasil, da artista plástica Eliana Kertész.

Dilma relacionou a discussão com as empresárias à valorização das mulheres retratada na mostra, citando também o calendário do Outubro Rosa, quando monumentos de diferentes cidades do mundo ganham iluminação rosa com o objetivo de conscientizar as mulheres para a prevenção do câncer de mama, tipo de cânce mais comum entre elas. “Eu tenho a honra de ter duas esculturas dela e eu considero as esculturas dela maravilhosas”, disse a presidenta, em referência às esculturas Maria Dolores e D. Sinhazinha que fazem parte do seu acervo pessoal.

A criadora das obras agradeceu à presidenta a oportunidade de expor em Brasília. “Obrigado por acolher a minha obra e, principalmente, por abraçarem as gordas e as mulheres, a gordura de felicidade”, disse Eliana.

Da Agência Brasil

Embora sejam maioria na população brasileira, mulheres são subrepresentadas no Parlamento.

A Proposta de Emenda à Constituição que assegura a representação proporcional de homens e mulheres na composição das Mesas Diretoras (PEC 590/06) é uma das prioridades entre as votações previstas para o segundo semestre. A PEC também garante a mesma proporção de mulheres e homens nas comissões da Câmara e do Senado. Após reunião com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, a coordenadora da bancada feminina, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), garantiu que ele irá incluir o tema na pauta de votações do Plenário ainda neste ano.

A PEC foi aprovada por comissão especial em 2009 e foi incluída na pauta do Plenário em 2010, mas não houve acordo para votação.

Em 2012, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) ocupou a primeira vice-presidência da Câmara, mas, neste ano, a bancada feminina voltou a ficar sem nenhum representante na Mesa Diretora. “Os partidos continuam não lançando as mulheres da sua legenda nem para a Mesa nem para a presidência da maioria das comissões”, salientou Rose, que foi relatora da PEC na comissão especial que a analisou e apoia a proposta. “À medida que as mulheres ocuparem os espaços de maior decisão, de maior relevância, elas vão acabar quebrando esse preconceito”, complementou.

Rose destaca ainda que menos de 10% dos integrantes da Câmara são mulheres, embora elas sejam a maioria da população. Dos 513 parlamentares, apenas 46 são mulheres (8,57%). As mulheres compõem 51,5% da população brasileira – o que equivale a mais de 100 milhões de brasileiras.

“Engessamento”

Arte Agência Câmara

Já o cientista político João Paulo Peixoto é contrário à proposta. “A participação da mulher na política não só é bem-vinda como necessária, porque vivemos em um País com largo contingente feminino na população, mas acredito que esse engessamento, essa rigidez, essa imposição não é positiva”, disse. “Isso tem que acontecer, com o tempo, de forma natural”, completou.

Peixoto atribui a baixa participação da mulher no Parlamento à falta de interesse pela atividade política. “Não se pode obrigar ninguém a participar do processo político; o importante é que as instituições estejam abertas a incorporar todos aqueles grupos sociais que desejem participar mais ativamente do processo político, como eleitos ou como eleitor”, afirma.

Vaga assegurada

A PEC 590/06, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), estabelece que, enquanto a representação proporcional dos sexos nas Mesas Diretoras da Câmara, do Senado e das comissões não for alcançada, ao menos uma vaga para mulheres nessas Mesas seja assegurada.

“Se quisermos acompanhar a tendência mundial de redução da desigualdade de gênero, principalmente em termos de participação política, precisamos reverter esse quadro de discriminação política contra as mulheres no Brasil, por meio de ações concretas”, argumenta a deputada.

Segundo a deputada Jô Moraes, há um “acerto político” para garantir a presença de uma representante da bancada feminina em missões oficiais, comissões especiais e relatorias.

Da Agência Câmara de Notícias

CNI/Ibope

CNI/Ibope

Pesquisa Ibope sobre a presença feminina na política revela que 80% dos entrevistados são favoráveis a uma lei que torne obrigatória a reserva de metade das cadeiras das Câmaras de Vereadores, das Assembleias Legislativas Estaduais e do Congresso Nacional para as mulheres.

O desejo de paridade entre mulheres e homens nos espaços decisórios no país foi medido por levantamento contratado pelo Instituto Patrícia Galvão. A pesquisa entrevistou 2.002 homens e mulheres em todas as regiões do país entre 11 e 15.abr.2013. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Desde 2009, a lei eleitoral brasileira já estabelece que os partidos ou coligações devem apresentar no mínimo 30% de candidatas mulheres nas eleições. Mas a medida é considerada insuficiente pela maioria das pessoas ouvidas pelo Ibope.

O resultado completo da pesquisa será divulgado pelo Instituto Patrícia Galvão hoje (9.jul.2013), às 12h, no auditório da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Do Blog do Fernando Rodrigues

Eleita em junho, Virgínia Barros disse que a sua principal luta frente à UNE é a aprovação de 10% do PIB para a educação

Virgínia Barros, 27 anos, foi eleita presidente da UNE em junho Foto: UNE / Divulgação

Desde o início de junho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) tem uma nova presidente. Militante do movimento estudantil desde os 17 anos, a pernambucana Virgínia Barros foi eleita pela chapa “Bloco da unidade para o Brasil avançar”, com 2.607 votos (69%). Vic, como prefere ser chamada, já é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atualmente cursa letras na Universidade de São Paulo (USP).

A jovem de 27 anos, natural de Guaranhuns, foi presidente da União dos Estudantes de Pernambuco e chegou a atuar na diretoria de comunicação da UNE depois de ir para São Paulo. Em entrevista ao Terra, Vic disse que a principal luta de sua gestão será a aprovação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e reforma universitária, que inclui maior fiscalização das instituições privadas pelo Ministério da Educação (MEC).

Ela aponta ainda que o movimento está satisfeito com os resultados dos dez anos de cotas nas universidades federais e critica o programa de reserva de vagas estudado para as estaduais de São Paulo, que, segundo ela, segrega os estudantes de escolas públicas. Confira, abaixo, os detalhes da entrevista.

Terra – Quais serão as principais pautas da UNE na sua gestão?

Virgínia Barros – Entre as principais mobilizações previstas para os próximos anos está a aprovação dos 10% do PIB para a educação pública. No dia 26 de junho do ano passado, nós ocupamos a sessão da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação da Câmara dos Deputados e garantimos, sob forte pressão, a aprovação do projeto. Além disso, o congresso da UNE convocou uma grande jornada de luta dos estudantes para os próximos meses, que vai culminar, no dia 28 de agosto, em uma passeata em Brasília pela aprovação da proposta no Senado.

Terra - Por que o movimento escolheu essa como sua principal luta?

Virgínia Barros – O Brasil investe pouco em educação, e nós queremos mais. Defendemos mais investimento, com mais eficiência e transparência. O País ainda tem mais de 10 milhões de analfabetos e precisa universalizar sua educação, inclusive no ensino superior, porque hoje somente 17% dos jovens de 18 a 24 anos têm acesso à universidade. Isso passa pela valorização do professor, não apenas financeira, mas também no sentido de criar um bom ambiente de trabalho e infraestrutura. Tudo isso exige mais investimento, mais do que os cerca de 5% que o País investe hoje, e achamos que 10% pode significar um salto importante no setor. Não existe projeto de nação sem educação de qualidade, então, se quisermos uma sociedade mais justa, democrática e igualitária, temos que investir na educação.

Terra – Outra questão em pauta na UNE é a reforma universitária. Por que ela é necessária e como o movimento acredita que isso deve ser feito?

Virgínia Barros – No último mês de janeiro, a UNE consultou mais de 3 mil centros acadêmicos pelo Brasil para atualizar sua opinião sobre as universidades. Nessa ocasião, a UNE aprovou o projeto de reforma universitária, que prevê 10% do PIB e as riquezas do petróleo para a educação, mas que também define medidas que garantam a autonomia das universidades e mais investimento e eficiência nas políticas de assistência.

Terra – Como as universidades privadas seriam contempladas nessa reforma?

Virgínia Barros – Está prevista a regulamentação democrática do ensino superior privado, para que haja controle do aumento das mensalidades, que devem vir de critérios razoáveis e não da vontade dos donos. É necessário ter mais qualidade e liberdade de organização estudantil nas organizações privadas. Isso também é importante para que a gente consiga barrar a compra de universidades brasileiras por empresas estrangeiras, que definem o que a juventude brasileira vai aprender. Nós somos totalmente a favor da cooperação internacional, da interação entre universidades de outros países, mas a compra de universidades por empresas e até bancos estrangeiros é nociva à educação e à soberania nacional.

A experiência que nós temos é que, quando as empresas compram instituições de ensino, elas reduzem a qualidade da universidade para aumentar seus lucros. Infelizmente, hoje não temos nenhum mecanismo que permita que o MEC intervenha nessas universidades para garantir a qualidade de ensino. A mobilização da UNE quer pressionar o Congresso a aprovar o marco regulatório das universidades privadas brasileiras, que impeça a compra das universidades brasileiras por capital estrangeiro.

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Ig
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