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Comentários ‘Meio Ambiente’

Uso Consciente

Uso Consciente

É verão e temos visto as temperaturas batendo recordes históricos. A chuva tão esperada para refrescar o clima, insiste em ser rara nesses últimos tempos.

E as consequências disso, vemos na mídia: rios em plena estiagem e reservatórios nos níveis mínimos, peixes em grande mortandade, poluição e esgoto se acumulando nos leitos e margens.

Com tudo isso, quem sofre é você e sua família, que ficam sujeitos a racionamentos propostos pelas prefeituras. Estamos falando em economizar num âmbito social e que reflete automaticamente no seu bolso também.

Segundo a ONU, cada pessoa necessita em média de 3,3 m³/mês de água, o que equivale a 110 lt./dia no consumo geral. No Brasil, consumimos mais de 200 lts./dia/pessoa.

Para observarmos isso melhor, vamos a algumas dicas básicas sugeridas pela SABESP, que podem ajudar muito se cada um fizer a sua parte e ainda sem prejudicar a saúde, a higiene pessoal e a limpeza da casa:

- No banho:

ducha: em 15 minutos consome 135 lts./dia; fechando a torneira ao se ensaboar e reduzindo o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 lts./dia.

chuveiro elétrico: em 15 minutos consome 45 lts./dia; fechando a torneira ao se ensaboar e reduzindo o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 15 lts./dia.

- Escovando os dentes:

se levar até 5 minutos com a torneira aberta, o consumo de água pode chegar a 12 lts. Mantendo a torneira fechada e só abrindo ao enxaguar a boca, pode-se reduzir em até 11,5 lts.

- Descarga do vaso sanitário:

cada descarga pode gastar de 10 a 14 lts. Não use o vaso como lixeira ou cinzeiro, acionando a descarga desnecessariamente e ainda podendo causar entupimentos.

cheque sempre se não há vazamentos, o que pode elevar o consumo de água para até 30 lts. por vez.

- Lavando as roupas:

máquina de lavar: procure acumular peças de roupa para fazer menos lavagens; uma máquina com capacidade para 5 kgs. consome 135 lts. de água com a capacidade total.

tanque: durante 15 minutos com a torneira aberta, o consumo pode chegar a 280 lts.

em ambos os casos, aproveite para reutilizar essa água ao lavar o quintal e o chão de outras áreas da casa.

- Na cozinha:

limpe bem todos os resíduos de alimentos dos pratos e panelas com esponja bem úmida e sabão e só então abra a torneira para enxaguá-los. 15 minutos com a torneira aberta direto nessa tarefa, pode consumir até 117 lts. de água.

Elaine Mello

Elaine Mello

 

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

Candidatos ao prêmio ‘Empreendedor Social 2013′ participam de evento para convidados no Masp, em São Paulo – Rogerio Cassimiro/Folhapress

Os vencedores do prêmio Empreendedor Social e Folha Empreendedor Social de Futuro destacaram a responsabilidade que essa chancela traz às organizações.

A ganhadora do prêmio Empreendedor Social, Merula Steagall, da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e da Abrasta (Associação Brasileira de Talassemia), lidera organizações que fomentam políticas públicas, disseminam informações e dão suporte a pessoas com doenças graves no sangue. Ela destacou que “isso vai aumentar a responsabilidade de todos, dos apoiadores, da diretoria, dos colaboradores”. E emendou: “se a gente recebeu esse voto de confiança, a gente tem que abraçar mais”.

Os jovens da Asid (Ação Social para Igualdade das Diferenças), Alexandre Amorim, Diego Moreira e Luiz Ribas, foram os vencedores da categoria Folha Empreendedor Social de Futuro e da “Escolha do Leitor”. Entre pulos e abraços de amigos, afirmaram que o trabalho realizado por eles se deve muito a outro, aquele feito por escolas especiais que se dedicam a formar pessoas com deficiência.

“Com o prêmio, teremos oportunidade de fazer muitos treinamentos. Aperfeiçoar nossa metodologia e participar da fase final de outros proêmios. E, mais importante de tudo, fazer parte da Rede Folha, que é composta por pessoas excelentes, e contribuir para o crescimento das instituições”, disse Ribas.

Moreira destacou que o título mostra que eles têm muito potencial e amplia o papel da Asid. “Vai dar para expandir o trabalho para o Brasil inteiro.”

O economista José Dias, coordenador do CEPFS (Centro de Educação Popular e Formação Social), foi homenageado com a Menção Honrosa. A categoria, que teve sua estreia neste ano, em uma parceria da Folha com a Fundação Humanitare, visa dar destaque a projetos que mais se alinham à temática do Ano Internacional de Cooperação pela Água, adotado pela ONU em 2013.

Dias foi o ganhador da categoria pela dedicação de sua organização à luta contra a seca no semiárido nordestino. Ele fez um discurso em que se lembrou das dificuldades do início, mas também de como é enriquecedor verificar que as pessoas beneficiadas por ele cresceram e melhoraram de vida.

“É um reconhecimento importante. Primeiro, por passar pelos jurados, por ser um projeto com chancela da ONU. E, sem dúvida, vai mostrar para as famílias o nosso papel. O mérito maior é das famílias que atendemos”, afirmou Dias.

 Da Folha.com

A brasileira Ana Paula Alminhana Maciel deixa a prisão em 20 de novembro de 2013, na Rússia (Greenpeace International/AFP/Arquivos, DMITRI SHAROMOV)

A primeira ativista do Greenpeace, a brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, deixou a prisão nesta quarta-feira após a justiça russa decidir por sua libertação sob fiança, assim como para 18 outros ativistas que ainda esperam serem soltos.

“Ana Paula Maciel deixou a prisão! Ela está livre!”, escreveu o Greenpeace em sua conta no Twitter, em referência a bióloga, membro da tripulação a bordo do navio Arctic Sunrise, que foi detida em setembro junto a outros 29 ativistas durante uma ação numa plataforma de petróleo no Ártico.

Desde o início das audiências na segunda-feira em São Petersburgo, para onde os 30 ativistas do navio foram recentemente transferidos depois de permanecerem inicialmente detidos em Murmansk, porto russo no Mar de Barents, a Justiça decidiu libertar um total de 19 ativistas, incluindo a bióloga brasileira.

Nesta quarta-feira a justiça decidiu pela libertação do capitão do navio Artic Sunrise, o americano Peter Willcox, da dinamarquesa Anne Mie Roer Jensen, dos holandeses Faïza Oulahsen e Mannes Ubels e os britânicos Alexandra Harris e Kieron Bryan após o pagamento da fiança, fixada em dois milhões de rublos (45.000 euros, quase 140.000 reais).

Apenas o australiano Colin Russel teve a sua detenção prorrogada até 24 de fevereiro no primeiro dia de audiências.

Durante a audiência, Faiza Oulahsen, que escreveu na palma de sua mão “Salvemos o Ártico”, agradeceu em um vídeo a todos que a apoiaram, assim como os outros 29 membros da tripulação do Arctic Sunrise.

Mesmo após a decisão da justiça, ainda não se sabe o que acontecerá com os ativistas.

Segundo a legislação russa, eles poderiam ser mantidos em prisão domiciliar, por exemplo em um hotel.

É pouco provável que eles possam deixar a Rússia.

“Não temos ideia das condições nas quais vão viver nossos amigos quando forem libertados, se eles permanecerão em prisão domiciliar ou se terão o direito de sair”, indicou Kumi Naidoo, diretor executivo da organização.

“não podemos esquecer que as acusações não foram retiradas e que eles ainda correm o risco de serem condenados à prisão”, acrescentou.

Advogados do Greenpeace disseram que resta resolver algumas “questões burocráticas”, e que os ativistas não devem ser libertados antes do fim de semana.

Os 30 membros da tripulação do Arctic Sunrise foram detidos no dia 19 de setembro pelas autoridades russas quando tentavam escalar uma plataforma de petróleo no mar de Barents para denunciar os riscos ambientais.

Eles devem responder às acusações de pirataria e de vandalismo, pelas quais podem ser condenados, respectivamente, a 15 e sete anos de prisão.

O Tribunal Internacional do Direito Marítimo, com sede em Hamburgo, na Alemanha, vai proferir a sua decisão sobre o caso em 22 de novembro. Essa jurisdição da ONU, competente para resolver disputas marítimas, foi acionada pela Holanda.

“Free Colin”

O tratamento reservado ao australiano Colin Russell, um técnico de rádio, também levantou muitas perguntas.

O embaixador australiano na Rússia, Paul Myler, disse em sua conta no Twitter que estava indo para o ministério das Relações Exteriores em Moscou para pedir explicações.

“Nós não entendemos por que um técnico de rádio é tratado de forma diferente do resto da tripulação”, escreveu.

Durante o anúncio da última libertação sob fiança, a dinamarquesa Anne Mie Roer Jensen exibiu um pedaço de papel no qual estava escrito “Free Colin”.

No início do dia, Faiza Oulahsen, que escreveu na palma de sua mão “Salvemos o Ártico”, agradeceu em um vídeo a todos que a apoiaram, assim como os outros 29 membros da tripulação do Arctic Sunrise.

“A todos aqueles que clamaram por nossa libertação, muito obrigada, vocês nos deram esperança, nos deram força”, declarou.

Da AFP

Ana Paula Maciel será 1ª estrangeira do grupo a ter liberdade concedida. Na segunda (18), três russos foram libertados sob pagamento de fiança.

Ativista brasileira Ana Paula Maciel é escoltada por policiais russos nesta terça (Foto: Evgeny Feldman/AP)

A ativista brasileira Ana Paula Maciel, detida há um mês na Rússia após protestar junto com outros 29 integrantes do Greenpeace em uma plataforma de petróleo no Ártico, ganhará liberdade provisória após pagamento de fiança, anunciou a organização ambientalista nesta terça-feira (19) em seu Twitter.

“Ana Paula Maciel vai ganhar liberdade provisória, sob fiança. A decisão acaba de ser anunciada em audiência. Mais detalhes em breve”, diz o texto.

A brasileira será a primeira ativista estrangeira do grupo a ser libertada. Na segunda-feira (18), a Justiça russa concedeu possibilidade de fiança para outros três ativistas, todos russos: a médica Yekaterina Zaspa, o fotógrafo Denis Sinyakov e o porta-voz do Greenpeace Andrei Allakhverdov. Eles poderão sair mediante pagamento de 2 milhões de rublos cada (cerca de R$ 143 mil).

Por outro lado, o ativista australiano Colin Rusell teve sua prisão preventiva estendida por mais três meses. Segundo o Greenpeace, o grupo é acusado de vandalismo e pirataria.

Além disso, de acordo com a ONG, a Justiça russa ainda não divulgou quais serão as restrições para os ativistas em liberdade provisória. “Ainda não se sabe, portanto, se Ana Paula poderá deixar o país ou receber visitas. Os detalhes devem ser esclarecidos nos próximos dias. As autoridades também não justificaram o porquê de apenas alguns integrantes do grupo terem a liberdade concedida”, diz o Greenpeace em nota.

“O pedido de fiança ter sido aceito para alguns de nossos amigos foi uma ótima notícia. Mas só vamos celebrar quando todos estiverem livres para voltar para casa e quando suas acusações forem retiradas”, afirma no texto Mads Christensen, do Greenpeace Internacional.

A nota da ONG também cita a reação da mãe de Ana Paula, Rosangela Maciel, ao receber a sentença: “Esta é a mais bela notícia que eu recebo nos últimos dois meses, mas a Justiça só será feita quando todas as acusações absurdas forem derrubadas. Uma pessoa que só faz o bem pelo planeta, como minha filha, precisa ser reconhecida pelos seus atos, não acusada injustamente. Somente assim podemos ter fé no futuro”.

O grupo do qual a brasileira faz parte foi primeiro detido em Murmansk e, na semana passada, transferido para São Petersburgo, onde ocorrerão as audiências até o fim desta semana. Os tribunais russos ainda vão decidir se mantêm ou libertam sob fiança os outros 26 tripulantes do navio “Artic Sunrise”. A prisão provisória do grupo termina, em princípio, no dia 24 de novembro.

Na sexta-feira (15), o Greenpeace anunciou que o Comitê de Investigação russo queria manter os ativistas detidos por mais três meses.

Do G1

Ofício encaminhado pelo prefeito faz parte de mobilização internacional em defesa do Greenpeace

Ofício encaminhado pelo prefeito faz parte de mobilização internacional em defesa do Greenpeace Crédito: Ronaldo Schemidt/AFP/CP

O prefeito José Fortunati formalizou às autoridades russas um apelo pela libertação da bióloga gaúcha Ana Paula Maciel e de demais ativistas do Greenpeace, que estão presos no país desde 19 de setembro. Quatro russos e 26 estrangeiros de 17 países, entre a brasileira, estão detidos por participação em um ato de protesto em uma plataforma de petróleo no Ártico.

A manifestação de Fortunati faz parte de mobilização conjunta entre prefeitos para reforçar o pedido internacional em defesa dos ativistas, intermediada entre outras lideranças pelo chefe do Executivo da cidade polonesa de Gdansk, Pawel Adamowicz.

Em ofício dirigido à Federação Russa, o prefeito de Porto Alegre destaca no documento que “o ativismo é saudável e necessário”. O prefeito defende que “os ativistas sejam compreendidos e julgados apenas pela coragem e capacidade de defender seus ideais”.

Do Correio do Povo

Ativistas do Greenpeace protestam nesta quarta-feira (6) em Moscou (Foto: Vasily Maximov/AFP)

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel está entre os presos na Rússia. Nesta quarta-feira, audiência avalia pedido da Holanda para liberar grupo.

Ativistas do Greenpeace fizeram um protesto de barco nesta quarta-feira (6) ao lado do Kremlin pedindo a libertação dos 28 ativistas e 2 jornalistas presos por protestar contra a extração de petróleo no Ártico. Eles levaram uma bandeira com a frase: “Liberem os 30 do Ártico”.

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel está entre os presos, em um caso que gera grande repercussão internacional. No dia 19 de setembro, o grupo foi detido na embarcação do Greenpeace, o Arctic Sunrise, depois de um protesto contra contra a empresa russa Gazprom no Ártico, onde a estatal explora petróleo. Os ativistas tentaram escalar uma plataforma da companhia.

A princípio, o grupo foi acusado pela justiça russa de pirataria. Mas, em 23 de outubro, a Rússia anunciou a acusação para ‘hooliganismo’, que caracteriza comportamento violento. A mudança pode significar uma punição mais branda, caso os acusados sejam realmente condenados. Porém, de acordo com o Greenpeace, até o momento, a justiça ainda não retirou a acusação de pirataria e os 30 permanecem sob as duas acusações.

Audiência internacional nesta quarta

Na manhã desta quarta-feira, ocorre uma audiência pública sobre o caso no Tribunal Internacional do Direito do Mar, em Hamburgo, na Alemanha, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). A Holanda, nacionalidade do navio Arctic Sunrise, recorreu ao Tribunal para solicitar a liberação do liberação do navio, da tripulação e outras pessoas que estavam a bordo no momento da detenção.

Do G1 

ONU

ONU

A presidenta da República, Dilma Rousseff, ressaltou hoje (24) a importância do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável para a implementação dos compromissos firmados durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, ocorrida em junho do ano passado no Rio de Janeiro. O fórum, inaugurado em meio à 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, “oferece à comunidade internacional uma nova governança multilateral capaz de responder aos grandes desafios do desenvolvimento sustentável”, disse a presidenta.

Dilma declarou, em discurso na abertura do fórum, que a proteção ambiental não deve ser cumprida somente pelos países que não têm o desafio de combater a pobreza. “Chegamos a uma síntese sobre crescimento, erradicação da pobreza e preservação do meio ambiente, construindo uma tríade que funda a nossa ação”, ressaltou.

Ao exemplificar o trabalho do Brasil para que essas três dimensões em favor do desenvolvimento sustentável sejam aplicadas, Dilma disse que, além de lutar para a preservação do meio ambiente, o país promove o crescimento com justiça social, cria empregos formais e distribui a renda por meio de programas sociais.

“Esse compromisso com a proteção ambiental se reflete no fato de sermos, de acordo com as Nações Unidas, o país que mais tem feito pela redução das emissões de gás de efeito estufa”, declarou a presidenta.

Dilma acrescentou que, “pela primeira vez na história da humanidade”, está ao alcance dos países a erradicação completa da pobreza extrema em todo o mundo, frisando que o Brasil vai apoiar iniciativas do fórum com este objetivo. Ao citar a meta, a presidenta lembrou que durante a Rio+20 foi desenvolvida a tese de que a erradicação da pobreza é uma “condição indispensável para o desenvolvimento sustentável” e o “maior desafio global que enfrenta o mundo na atualidade”.

Idealizado durante a Rio+20 e criado hoje, o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável vai reunir, anualmente, ministros de Meio Ambiente e, a cada quadriênio, chefes de Estado afim de implementar as metas do documento final da conferência, intitulado O Futuro Que Queremos. Os países se comprometeram, durante a Rio+20, a definir objetivos concretos e mensuráveis para a eliminação da pobreza e da fome no mundo com desenvolvimento sustentável.

Da EBC

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira venceu a mais importante premiação ambiental do sistema ONU na categoria Liderança Política (Elza Fiúza/ABr)

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, é uma das vencedoras do Prêmio Campeões da Terra 2013, da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela venceu a mais importante premiação ambiental do sistema ONU na categoria Liderança Política. A ministra receberá o prêmio em Nova York, nos Estados Unidos, no dia 18 de setembro, com mais cinco vencedores.

O anúncio da premiação foi feito na manhã desta quinta-feira (12) na Casa da ONU, em Brasília. Segundo o coordenador residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek, o prêmio é um reconhecimento do compromisso da ministra com o meio ambiente e com a redução do desmatamento e pela contribuição nos painéis globais de alto nível sobre sustentabilidade global, entre 2010 e 2012, promovidos pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “A ministra fez contribuições muito valiosas na construção de uma agenda global para o meio ambiente. Ela representa um país que tem atingido grande sucesso no desenvolvimento sustentável nos últimos anos”, disse Chediek.

Izabella disse estar surpresa e honrada com a premiação global. No discurso, ela fez uma homenagem aos analistas ambientais. “Este prêmio é um reconhecimento a uma carreira de 30 anos como analista ambiental e a toda uma geração de analistas ambientais que também está fazendo a diferença. A área ambiental tem temas muito complexos de negociação. Ninguém discorda que é preciso ter um planeta mais limpo, sem poluição e sem desmatamento ilegal, mas na hora de construir as soluções para resolver os problemas é um processo muito complexo.”

A ministra também lembrou o apoio da diplomacia brasileira nas negociações internacionais do clima. “É importante apostar nas instituições brasileiras, não só as ambientais, mas nas que são parceiras na negociação, e o Itamaraty tem um papel especial nesse sentido. É essencial ouvir e formular teses que possam permitir a inclusão de todos e não teses que polarizem a negociação. Esse é o espírito da ONU e do multilateralismo.”

Para Izabella, o Brasil sempre teve um protagonismo na área ambiental e as políticas públicas requerem muito diálogo com vários setores da sociedade. “O debate do Código Florestal é muito ilustrativo disso. Não é só a solução para proteger as florestas. É uma visão que trabalha os agricultores e a discussão do clima na agricultura. Este é um prêmio que determina ao Brasil a necessidade de ser mais ambicioso, que a gente faça mais na área ambiental.”

O Campeões da Terra é promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) desde 2005 e já teve como contemplados a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e o ex-líder soviético Mikhail Gorbatchev.

Da EBC

Bacia do Rio Pipiripau

Fala-se muito em água hoje em dia, principalmente na sua escassez. No Distrito Federal não é diferente. Alias, dizem os especialistas ser um dos estados mais crítico em relação à disponibilidade de água, um dos primeiros que sofrerá com a falta de água doce. Nesse contexto, nos parece absolutamente normal pagarmos pela água que consumimos em casa, no comércio, etc. Afinal, estamos tendo acesso privativo a um bem comum de todos. Nada mais justo, correto?

Mas, se por um lado, nós pagamos para receber essa água, você já parou para pensar se quem contribui para a manutenção dos córregos e rios que nos abastecem recebe por isso?! Não seria justo também? Pois é isso que está acontecendo na região do Taquara, DF, na Bacia do Rio Pipiripau. Os produtores rurais estão aderindo a um projeto onde eles recebem insumos, assistência técnica e dinheiro para recompor ou preservar as matas em suas propriedades. A vegetação preservada ou recomposta vai ajudar na infiltração da água no solo, recarregando os lençóis freáticos e nascentes. Também impede o processo de erosão que levaria ao assoreamento dos rios. É o que chamamos de Serviço Ambiental.

O projeto que está tornando essa realidade possível se chama Produtor de Águas e é fruto de uma parceria entre diversas instituições públicas, do terceiro setor e privadas, além da participação fundamental dos produtores rurais da região. O projeto foi lançado sábado passado (22/06) com o evento “Preservando e Produzindo”.

Por Gabriela Xavier de Abreu

Confira na reportagem abaixo, do Conselho Nacional do SESI, um dos parceiros do projeto.

Projeto Produtores de Água no Piriripau-DF

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Vieira, explicou que pelo menos 10% da taxa divulgada é revisada ao longo dos meses seguintes (Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

A taxa de desmatamento da Amazônia caiu 84% em relação ao índice registrado em 2004, ano em que o governo lançou o primeiro programa de redução desse crime ambiental na região. Com o dado que foi anunciado hoje (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Brasil se aproxima mais da meta voluntária que se comprometeu a cumprir até 2020.

O número é resultado de um ajuste nas contas sobre desmatamento na região divulgadas no ano passado, referentes ao período entre agosto de 2011 e julho de 2012. Anualmente, o governo apresenta os resultados do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes). A ministra explicou que pelo menos 10% da taxa divulgada é revisada ao longo dos meses seguintes.

O resultado do desmatamento apresentado em novembro do ano passado já foi o menor desde que a região começou a ser monitorada pelo governo, em 1988, e agora foi melhorado. “Este ano, com a correção do que anunciamos em novembro, percebemos que a taxa de desmatamento foi 4,571 quilômetros quadrados, entre 2011 e 2012. Ou seja, reduziu em 2% na margem de erro, e não ampliou”, comemorou.

O governo brasileiro tem como meta voluntária reduzir a expansão anual da área de desmatamento ilegal da Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados em até sete anos. Com o balanço do ano passado, quando o governo comemorou a menor taxa de desmatamento registrada desde que o levantamento começou a ser feito, em 1988, ainda faltavam 4% para que a área ambiental alcançasse a meta, oito anos antes do prazo.

De acordo com as primeiras imagens registradas pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2011 e julho de 2012, a área desmatada havia passado de 6,4 mil quilômetros quadrados para 4,6 mil quilômetros quadrados no período.

“Agora, o Brasil já atingiu 76% da meta voluntária da redução de desmatamento e cerca de 62% da meta voluntária total de redução de emissões [de gases de efeito estufa]”, acrescentou Izabella Teixeira.

O Brasil vem sendo destacado por autoridades internacionais em diversas conferências por se aproximar do cumprimento de compromissos voluntários de redução de emissões dos gases de efeito estufa (GEEs). A queda da taxa de desmatamento na Amazônia é apontada como o fator principal responsável pela aproximação da meta.

Em meio ao otimismo que marcou a reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que ocorre hoje (5), no Palácio do Planalto, o secretário executivo do grupo, Luiz Pinguelli Rosa, alertou que, “a partir de agora, o Brasil enfrentará dificuldade crescente para manter a taxa de redução elevada”. Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), destacou que será preciso ampliar os focos de ação para manter o ritmo de avanço que vem sendo registrado pelo país.

“É preciso monitorar outros biomas, além das florestas, como o Cerrado”, sugeriu. Pinguelli Rosa também destacou que o país tem a vantagem energética com relação à sustentabilidade, porque, pelo menos 45% da matriz brasileira é composta por fontes renováveis de energia, como as hidrelétricas.

“Mas temos alguns problemas. O etanol chegou a superar a gasolina no período de estímulo às vendas de carros flex, mas recuou. Temos uma forte entrada de [energia] eólica e hidrelétricas, mas as hidrelétricas ainda precisam ser complementadas por termelétricas [fonte que emite mais GEEs e produz energia mais cara]”, acrescentou.

Pinguelli Rosa defendeu maiores investimentos em tecnologia e inovação no país. Segundo ele, a prioridade para essas áreas e a desburocratização das relações entre empresas e universidades federais brasileiras podem evitar ameaças aos avanços que o país vem registrando na luta contra o desmatamento e pela redução da emissões de gases nocivos.

Da EBC
Ig
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