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Comentários ‘Marina Silva’

Marina Silva por Renata Castelo Branco

Marina Silva por Renata Castelo Branco

A cúpula do PSB recebeu a informação de que a ex-senadora Marina Silva já está disposta a anunciar em breve a definição de que será vice na chapa presidencial encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Nos bastidores, Marina já admite que será candidata a vice, o que vem negando publicamente. Nesta terça em um reunião em São Paulo, ela deixou clara sua disposição para integrantes da Rede.

Há uma pressão interna entre os militantes da Rede para que a definição de vice só seja anunciada depois da definição dos palanques regionais, especialmente em São Paulo. Mas segundo relatos passados ao PSB Marina já estaria convencida de que é preciso anunciar logo a definição.

Do Blog do Camarotti

Marina- Fábio Pozzebom/ABr

O desejo de guindar Marina Silva ao posto de vice na chapa de Eduardo Campos transformou o PSB num cão que não morde a aliada da Rede. Mas também não abana o rabo. Nos subterrâneos da parceria, a turma do PSB que defende a celebração de alianças estaduais com o PSDB aponta uma “contradição” de Marina.

Eis o que diz um poodle socialista: a Marina defende o lançamento de candidatos próprios em quase todos os Estados, menos no Acre. Na sua terra, ela quer que o PSB e a Rede apoiem o amigo petista Tião Viana, que disputará a reeleição de mãos dadas com a Dilma e de costas para o Eduardo.

Há seis dias do lançamento das diretrizes de um programa de governo conjunto, os correligionários de Eduardo Campos tentam convencê-lo a retomar os parâmetros fixados há quatro meses, quando Marina aderiu à caravana. Consiste no seguinte: onde for possível, a parceria federal será reproduzida. Nos Estados em que não houver acordo, cada cão caça com o gato que bem entender, mesmo que seja um tucano.

Do Uol

Marina Silva

Após ver o pedido de registro da sua Rede Sustentabilidade ser rejeitado na noite de ontem (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral, a ex-senadora Marina Silva promete anunciar ainda nesta sexta-feira, após reunião com aliados, a decisão sobre seu futuro político.

Sem a Rede, a ex-senadora precisa se filiar a outra legenda entre hoje e amanhã se quiser concorrer ao Planalto. Embora tenha recebido convites de outros sete partidos nos últimos dias, Marina tem sido aconselhada por familiares e pelos principais articuladores da Rede a ficar fora da disputa presidencial.

O argumento é que a filiação a outra sigla seria uma contradição com seu discurso de que a Rede é um projeto “de país”, não um mero empreendimento eleitoral.

Durante a reunião hoje com organizadores da Rede, também será discutida a possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal, embora a opção seja remota, segundo aliados e advogados.

VOTAÇÃO NO TSE

O Tribunal Superior Eleitoral negou o registro da Rede Sustentabilidade por 6 votos a 1, após concluir que seus organizadores não alcançaram o respaldo popular exigido pela legislação, de pelo menos 492 mil eleitores –faltaram quase 50 mil assinaturas.

“Não temos o registro, mas temos a ética”, disse Marina a aliados que a abraçaram após o fim da sessão, que ela acompanhou no plenário do TSE.

A ex-senadora chegou ao TSE de braços dados com a socióloga Maria Alice Setubal, uma das herdeiras do banco Itaú, e ao lado de articuladores da Rede e de seis congressistas que pretendiam se filiar à nova legenda.

As esperanças da Rede começaram a ruir logo no início da sessão, com o voto da relatora do processo, Laurita Vaz, que considerou “inconcebível no ordenamento jurídico” o pedido da Rede para que o TSE aceitasse quase 100 mil assinaturas rejeitadas sem justificativa pelos cartórios eleitorais nos Estados.

Os argumentos da Rede contra os cartórios foram rebatidos por vários ministros. “Ou nos submetemos à lei ou teremos o caos. Voto lamentando, mas não tenho como juíza, outra opção que não seja seguir a lei”, disse a presidente do TSE, Cármen Lúcia.

Também votaram contra a Rede os ministros Marco Aurélio Mello, Henrique Neves e João Otávio Noronha. Único a apoiar o pedido do partido, o ministro Gilmar Mendes acusou os cartórios de abuso e disse ter havido uma orquestração contra Marina.

Mendes lembrou projeto do Congresso, defendido nos bastidores pelo Planalto e pelo PT, que visava sufocar a criação de novos partidos. “É a lei mais casuística que se fez nesses últimos anos, é de se corar frade de pedra”, disse o ministro, que chegou a suspender a sua tramitação.

“Não vamos dizer agora: Ah, senadora Marina, não deixe de trabalhar, porque como sempre há Carnaval, há eleição’”, acrescentou, ironizando a atitude de outros ministros que sugeriram a Marina que continue buscando as assinaturas que faltaram para organizar sua legenda.

O julgamento de ontem ocorreu exatos três anos depois da eleição presidencial de 2010, quando Marina teve 19,6 milhões de votos e saiu das urnas como a terceira maior força política nacional.

Editoria de Arte/Folhapress

ELEIÇÕES 2014

De acordo com a última pesquisa do Datafolha, que é do início de agosto, Marina tinha 26% das intenções de voto para a presidência, melhor pontuação de um candidato de oposição a Dilma Rousseff, que somava 35%.

Eventual saída da ex-senadora da corrida presidencial tende a aumentar as chances de reeleição de Dilma Rousseff em 1º turno (isso ocorre quando o candidato alcança mais da metade dos votos válidos).

Na última segunda-feira, o ex-governador José Serra, segundo colocado na disputa ao Planalto em 2010, anunciou a desistência de sair do PSDB para concorrer à Presidência por outro partido.

Sem Serra e Marina, os principais adversários hoje de Dilma são o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Somados, Aécio (13%) e Campos (8%) não reúnem atualmente força suficiente, segundo o Datafolha, para levar a eleição para um segundo turno.

A criação da Rede contou também com o apoio de alguns congressistas que pretendiam se filiar à sigla. O deputado Walter Feldman (SP) se desfiliou na quarta (2) do PSDB e afirma que não será candidato em 2014. Alfredo Sirkis (PV-RJ) teme que o PV não lhe dê a legenda para disputar a reeleição para a Câmara. Domingos Dutra (PT-MA) deve ir para o Solidariedade ou para o PSB.

A insuficiência na comprovação do apoio popular faz com que a Rede seja o único a fracassar entre os três que pleiteavam registro recentemente. Tendo começado a coleta de apoio bem antes do que a Rede, o Pros (Partido Republicano da Ordem Social) e o Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, tiveram seus pedidos aprovados na semana passada pelo TSE apesar de haver suspeita de fraudes nas assinaturas entregues ao tribunal.

As duas legendas movimentaram o “mercado” de troca-troca de políticos entre as legendas, que deve atingir cerca de 60 mudanças só na Câmara dos Deputados até sábado.

Da Folha.com

Marina Silva

Exatos três anos após receber 19,6 milhões de votos na disputa à Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva acompanhará hoje em Brasília o julgamento que deve decidir se ela poderá concorrer novamente ao Planalto pelo partido que começou a montar em fevereiro, a Rede Sustentabilidade.

Cinco dos sete ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ouvidos pela Folha disseram que tendem a não aprovar a legenda caso fique demonstrado que de fato ela não conseguiu reunir as 492 mil assinaturas de apoio exigidas em lei. Todos ressalvaram que podem mudar de posição se a relatora do processo, Laurita Vaz, apresentar argumentos técnicos em sentido contrário.

Segundo a área técnica do tribunal, a Rede só apresentou 442,5 mil nomes validados pelos cartórios eleitorais, quase 50 mil a menos do que o mínimo necessário.

Por isso, o Ministério Público Eleitoral recomendou a rejeição do pedido de registro.

“Se, realmente, como consigna o Ministério Público Eleitoral, os requisitos legais não estão atendidos, eu evidentemente tenho que preservar a ordem jurídica, o direito posto”, afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. Anteontem, o colega João Otávio de Noronha também indicou posição semelhante.

Os integrantes da Rede ainda apostam na aprovação do TSE, mas manifestam preocupação com o voto da relatora, considerada pelos colegas como pouco afeita a flexibilizações da lei tais como as que a Rede pede.

O principal argumento do partido é o de que o TSE deve validar um lote de 98 mil assinaturas que, após checagem, foi rejeitado pelos cartórios sem que eles divulgassem o motivo da recusa.

“Vamos examinar em função das alegações que são feitas de que teria havido aqui e acolá abusos na rejeição. Há exemplos que estão sendo mostrados. Isso tem de ser examinado e o TSE está sendo muito criterioso”, disse o ministro Gilmar Mendes.

Entre os ministros ouvidos pela Folha, pelo menos dois disseram, reservadamente, que uma eventual rejeição ao processo de criação da Rede seria injusta, já que o partido “tem mais legitimidade” que os recém-aprovados pelo tribunal -Pros e Solidariedade.

Ontem, Marina divulgou um vídeo, na internet, em que pede ao TSE que “corrija o erro cometido pelos cartórios” e permita a criação da Rede.

“Estamos confiantes de que a Justiça reparará esse erro cometido pelos cartórios e teremos o registro legal de um novo partido político para defender a democratização da democracia”, disse Marina no vídeo de 3min29s.

O advogado da Rede, Torquato Jardim, e o coordenador-executivo da agremiação, Bazileu Margarido, negaram rumores de que o partido irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o TSE rejeite o pedido de registro.

Sem dar detalhes, Torquato, que é ex-ministro do TSE, disse que apresentará na sessão de julgamento da noite de hoje um argumento extra em prol da Rede, com base no princípio constitucional da livre criação de partidos.

Em nota, a sigla negou ontem que tenha intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para obter o registro.

Caso o pedido da Rede seja negado, Marina ainda tem a opção de se filiar a outra legenda até sábado para disputar a Presidência.

Da Folha.Com

Marina Silva

Marina Silva

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou hoje (1º) parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a concessão de registro ao partido Rede Sustentabilidade, fundado pela ex-senadora Marina Silva. O pedido de registro da legenda deve ser julgado pelo tribunal nesta semana. Para participar das eleições do ano que vem, o partido tem que ser registrado até o dia 5 de outubro, um ano antes do primeiro turno.

Segundo o vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, o partido não obteve número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para obtenção do registro. De acordo com Aragão, a Rede Sustentabilidade conseguiu validar 442.500 assinaturas. “No caso em apreço, constata-se que o ora requerente não obteve o número mínimo necessário de apoiamentos”, disse Aragão.

Sobre acusação da ex-senadora de que os cartórios eleitorais teriam anulado assinaturas sem justificativa, Aragão disse que o dever de comprovar a veracidade das assinaturas é do partido. “Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98 mil assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, disse Aragão.

Ontem (30), a ministra Laurita Vaz, do TSE, concedeu prazo de 24 horas para que o MPE se manifestasse. Na segunda-feira (26), Laurita Vaz determinou a recontagem das assinaturas entregues pela legenda. Ela atendeu ao pedido do vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão. Na sexta-feira (20), em parecer enviado ao TSE, Aragão disse que a legenda de Marina Silva validou na Justiça Eleitoral 102 mil assinaturas de apoiadores em todo o país.

Para obter registro, o partido precisa validar 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Segundo Marina Silva, o partido coletou 868 mil assinaturas e tem 550 mil validadas, número superior ao mínimo solicitado pela lei eleitoral.

De acordo com a ex-senadora, os números são divergentes porque, durante o processo de validação de assinaturas de apoiadores nos tribunais regionais eleitorais, os cartórios atrasaram os procedimentos e anularam 95 mil delas sem justificativa.

Da Agência Brasil

Marina Silva

Marina Silva

Em reuniões nesta semana, dirigentes da Rede chegaram à conclusão de que não conseguirão reunir as 492 mil assinaturas de apoio até o julgamento do pedido de registro da sigla, que deve ocorrer até o início de outubro.

Com isso, definiram que vão pedir ao Tribunal Superior Eleitoral que adote no julgamento uma posição inédita até aqui: validar 88 mil assinaturas analisadas e recusadas pelos cartórios eleitorais sem alegação de motivo.

Principal nome da oposição ao governo Dilma Rousseff hoje, a ex-senadora Marina Silva tenta desde o início do ano montar a sigla para que possa concorrer à Presidência em 2014. O prazo limite para isso expira no dia 5.

O problema é que a lei exige o apoio de no mínimo 492 mil eleitores. Nos bastidores, a Rede reconhece que só conseguirá validar nos cartórios entre 450 mil e 460 mil assinaturas até o julgamento.

Apesar de dizer que apresentou mais de 600 mil nomes aos cartórios, o partido alega que esbarrou na morosidade de vários deles, que descumpriram o prazo de 15 dias para analisar as assinaturas, e no alto índice de rejeição às listas apresentadas.

O pedido para que o TSE revogue as recusas imotivadas será capitaneado pelo ex-ministro do TSE Torquato Jardim, que comanda a estratégia jurídica da Rede. Ele vai recorrer à lei que trata da administração federal, que prevê que “os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos”.

Além disso, a Rede argumentará que a ineficiência da burocracia não pode se sobrepor à previsão constitucional da livre criação de partidos.

Da Folha.Com

Arte Editoria de Arte/Folhapress

Documento que a ex-senadora Marina Silva entregará hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) postulando o registro de seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, amplia a pressão sobre a Justiça para validação das assinaturas e diz que a fundação da sigla representa o “anseio de milhares de pessoas descontentes com a atual forma de fazer política”.

A petição, a ser protocolada às 11h na sede do tribunal, em Brasília, é subscrita pelo advogado Torquato Jardim, ex-ministro da corte e especialista em legislação eleitoral.

O texto tem 35 páginas. Além de relatar o histórico de mobilização da agremiação política, argumenta que 90% dos formulários de apoios foram remetidos aos cartórios eleitorais até 1º de agosto, o que asseguraria os 15 dias de prazo legal para a certificação das adesões.

Sustenta ainda que, ao contrário do que argumentam cartórios, foram enviados lotes individuais de 100 adesões para validação, a fim de evitar acúmulo de trabalho nas repartições.

Ao justificar a demora no encaminhamento das listas de eleitores que a apoiam, a Rede afirma que foi rigorosa na triagem de assinaturas, realizando checagem preliminar para evitar duplicidade e possíveis erros.

Ainda assim, conforme revelou a Folha, foram detectados indícios de fraude em cinco Estados na última semana, todos sob investigação do Ministério Público.

Apesar da expressa cobrança de celeridade da Justiça, já reiterada por Marina à presidente do TSE, Cármen Lúcia, e à corregedora, Laurita Vaz, a Rede procurou dar caráter técnico ao pedido de registro, evitando melindrar os ministros do TSE.

Como antecipou o “Painel” ontem, alguns deles se mostram incomodados com as críticas feitas pelos “marineiros” ao rito de formalização da nova legenda.

Por isso, a petição não pleiteia ao tribunal que seja concedido o registro antes da verificação das 492 mil assinaturas exigidas pela lei. Apenas solicita que as restantes sejam anexadas no decorrer da apreciação do pedido, nos próximos 30 dias –junto com a petição, entrarão 250 mil já reconhecidas pelos cartórios.

Assim que der entrada no tribunal, o processo será autuado e, em 48 horas, submetido ao ministro-relator.

Contagem Regressiva

O reconhecimento legal da Rede até o dia 5 de outubro, permitindo, assim, que a nova sigla participe da eleição de 2014, é um dos capítulos decisivos da corrida presidencial do próximo ano.

Marina Silva, líder do partido, é a segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto para o Planalto.

Caso sua legenda não obtenha respaldo da Justiça para concorrer, ela teria ainda a opção de se filiar a outra agremiação em tempo recorde.

Do contrário, ficaria fora da disputa, provocando reviravolta na sucessão de Dilma Rousseff (PT). Marina é tida como fundamental no xadrez da oposição para levar a disputa ao segundo turno.

Da Folha.Com

Marina Silva por Renata Castelo Branco

Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, participou do “Poder e Política”, projeto do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação ocorreu em 26.fev.2012 no estúdio do UOL em Brasília.

Narração de abertura: Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima tem 55 anos. Já foi senadora da República, ministra do Meio-Ambiente e candidata a presidente da República.

Marina Silva nasceu em uma pequena comunidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, localidade situada na zona rural de Rio Branco, capital do Acre. Aos 16 anos, mudou-se para a zona urbana para tratar da saúde, fragilizada por doenças como malária e hepatite. Nessa idade, aprendeu a ler, trabalhou como empregada doméstica e também dedicou-se à religião.

Filiada ao PT, Marina disputou sua primeira eleição em 1986, para deputada federal. Perdeu. Depois, em 1988, foi eleita vereadora em Rio Branco. Foi quando sua carreira política deslanchou. Na eleição seguinte, de 1990, elegeu-se deputada estadual. E, em 1994, aos 36 anos, tornou-se senadora, cargo para o qual foi reeleita em 2002.

Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Lula de 2003 a 2008. Pediu demissão do cargo por discordar de políticas do governo petista. Filiou-se ao Partido Verde e disputou a eleição presidencial de 2010 contra a candidata do PT, Dilma Rousseff. Marina foi derrotada, mas ficou em 3º lugar com 19,6 milhões de votos.

Agora, em 2013, fora do Partido Verde, Marina Silva tenta fundar uma nova sigla… chamada “Rede Sustentabilidade”. Se a “Rede” ficar pronta, Marina pode disputar a Presidência da República pela legenda em 2014.

Folha/UOL: Olá internauta. Bem-vindo a mais um “Poder e Política – Entrevista”.

Este programa é uma realização do jornal Folha de S.Paulo e do portal UOL. E a gravação é realizada aqui no estúdio do Grupo Folha, em Brasília.

A entrevistada desta edição do Poder e Política é a ex-senadora, ex-ministra, ex-candidata à presidente da República, Marina Silva.

Folha/UOL: Como vai, Marina, tudo bem?

Marina Silva: Tudo bem, Fernando.

Folha/UOL: Começo perguntando uma questão de gênero. O novo partido que está sendo criado deve ser tratado por nós como a Rede ou o Partido Rede Sustentabilidade? Masculino ou feminino?

Marina Silva: É. Eu acho que a Rede.

Folha/UOL: É?

Marina Silva: A Rede. É.

Folha/UOL: Seria, assim, no feminino, então. A Rede, sempre.

Marina Silva: A Rede. É.

Folha/UOL: Está certo.

Marina Silva: Porque, inclusive, já…

Folha/UOL: Então, “o partido [a Rede]“, né?

Marina Silva: É. Mas vai quebrando o paradigma, né?

Folha/UOL: Está certo. Então, feminino. E, dois, outra dúvida que eu tenho, os jornalistas têm essa dúvida: Quem é do partido PT, é petista. Do PMDB, pemedebista. Do PSDB, peessedebista. Quem é da Rede é o que? Redista? Como a gente poderia chamar?

Marina Silva: É, isso é ainda uma indagação que até o meu filho, que trabalha com programação, me fez. “Mãe, como é que vai ser isso?” Eu digo, as pessoas vão ser criativas o suficiente para encontrar um caminho. Ou, pelo menos, vão nos chamar de “os redes”.

Folha/UOL: Os redes?

Marina Silva: [risos]

Folha/UOL: Essa seria uma forma aceitável, você acha, do grupo que foi composto?

Marina Silva: É. Eu acho que soa bem, não é?

Folha/UOL: É. Muito bem. Como é que está a coleta de assinaturas para a formação do partido?

Marina Silva: Bem, nesse momento em que a gente ainda está no processo de registro junto ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], ainda é um esforço de mobilização muito espontâneo. Mas várias iniciativas estão sendo tomadas e, sobretudo, das pessoas que entram no nosso site, o www.brasilemrede.com.br, e baixam a ficha e estão encaminhando para os endereços mais próximos.

Folha/UOL: Eu soube que, num primeiro momento, cerca de 20 mil fichas foram baixadas. Tem alguma atualização desse número?

Marina Silva: Nesse momento, eu não tenho essa atualização. Mas é uma grande quantidade que já foi baixada e a busca que as pessoas estão fazendo. Eu estou medindo um pouco isso nas minhas caminhadas. Geralmente, as pessoas são muito respeitosas, mas quando, agora, depois do sábado que foi lançada a Rede, uma boa parte passa e diz: “Como é que eu faço para ajudar? Conte comigo”. E várias pessoas estão manifestando espontaneamente o desejo de contribuir com as assinaturas.

Já tivemos um ato aqui, na Feira do Guará, sábado aqui em Brasília. Em São Paulo também, lá na Av. Paulista. E em Minas Gerais já está programado. Em vários lugares, as pessoas já estão fazendo. E não só, digamos assim, pelos grupos mais ligados à Rede, mas iniciativas espontâneas também de pessoas que não são fundadoras ou que não estão diretamente ligadas.

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Marina Silva por Renata Castelo Branco

Segundo os organizadores da legenda, a Rede Sustentabilidade é uma inovação na política.

O novo partido da ex-senadora Marina Silva foi lançado neste sábado (16) em Brasília. E a novidade começa pelo nome da legenda.

O novo partido foi criado, segundo os organizadores, como uma inovação na política. Tanto que nem a palavra partido faz parte do nome. Por aclamação, ele se chamará Rede Sustentabilidade ou, simplesmente, Rede.

A Rede tem na ex-senadora e ex-ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, seu principal nome.

A convenção reuniu integrantes de movimentos sociais e parlamentares que hoje estão filiados a outros partidos e que, no futuro, devem fazer parte da nova sigla.

O estatuto, ainda provisório, prevê apenas uma reeleição para os futuros parlamentares, um teto para doações ao partido e transparência online durante as campanhas eleitorais.

O partido não pretende aceitar financiamento das indústrias ligadas à produção de armas, agrotóxicos, bebidas e cigarros.

Segundo integrantes da organização da Rede, o partido precisa agora de quase 560 mil assinaturas, em nove estados da federação, para conseguir o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Essas assinaturas têm que ser coletadas até outubro deste ano, para que a Rede possa participar das eleições de 2014.

Na coletiva, Marina Silva disse que, por enquanto, a Rede não está alinhada a nenhuma força política. “Quando me perguntam se eu sou oposição à presidente Dilma, eu digo: ‘nem oposição, nem situação. Eu assumo posição’”, disse.

Do G1

Ex-ministra do Meio Ambiente disse que humanidade vive o ‘mal do excesso’. Paineis de discussão ocorrem no Forte de Copacabana, no Rio.

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante painel de discussão do TEDxRio+20, no Forte de Copacabana. (Foto: Lilian Quaino/G1)

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, emocionou o público do TEDxRio+20 ao falar sobre seu passado nos seringais. Na tarde desta segunda-feira (11), no Forte de Copacabana, ela disse que é preciso separar ética de política e pôr fim ao projeto de poder pelo poder e do dinheiro pelo dinheiro. “Isso nos transforma em exterminadores do futuro”, disse.

Durante o painel “Da ignorância à sabedoria”, Marina afirmou que desenvolvimento sustentável não é apenas a criação de uma forma de energia mais limpa, mas sim, uma nova maneira de ser.

“É preciso valorizar o ser, e não o ter. Vivemos o mal do excesso, o que nos falta é ‘a falta da falta’. Estamos consumindo nosso planeta. A humanidade tem de se reencontrar com sua infância civilizatória. O modelo sustentável é usar com sabedoria recursos de milhares de anos”.

Marina disse que diante da crise que o mundo vive, econômica, social, ambiental e política não vale perguntar se estamos otimistas ou pessimistas. “Temos de ser persistentes. O ser humano tem a capacidade incrível de acreditar criando, não de forma ingênua, como num pensamento mágico, mas criando o futuro que queremos”.

Do G1

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