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Comentários ‘Maria das Graças Foster’

Maria das Graças Foster - Foto: Efe

Maria das Graças Foster – Foto: Efe

Declaração foi dada pela presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Segundo ela, não há data definida para reajuste no preço da gasolina.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quarta-feira (23) que a empresa estatal tem recursos em caixa para pagar sua parcela no bônus de assinatura do campo de Libra, no valor de R$ 6 bilhões, sem precisar de um reajuste de combustíveis neste momento e, também, sem a necessidade de um aporte de recursos por parte do Tesouro Nacional – controlador da empresa.

“A Petrobras tem caixa para pagar os R$ 6 bilhões sem reajuste [dos combustíveis] e sem precisar do Tesouro”, declarou Graça Foster após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é o presidente do conselho da empresa estatal. Questionada sobre a possibilidade de um novo reajuste no preço da gasolina nas refinarias ainda neste ano, ela se limitou a dizer que ainda não há data fechada para que isso ocorra. “Não tem data”, afirmou ela.

O último reajuste no preço da gasolina aconteceu em janeiro deste ano. Economistas têm questionado a capacidade de a Petrobras realizar os investimentos necessários no campo de Libra em um cenário no qual o preço dos combustíveis no mercado interno é considerado defasado em relação aos outros países – o que gera perdas para a empresa estatal.

Investimentos em Libra

A presidente da Petrobras explicou, porém, que, nos primeiros dois a três anos da exploração do campo de Libra, os investimentos “não são expressivos”. Ela disse ainda que a produção de petróleo da estatal começa a aumentar no quarto trimestre deste ano. “E quem produz mais petróleo, produz mais geração operacional. Precisa buscar menos recursos no mercado”, afirmou Graça Foster.

Ela afirmou ainda que a Petrobras buscará antecipar “uma série de atividades” para produzir esse óleo, do campo de Libra, da “forma mais otimizada possível, no menor espaço de tempo, ao menor custo”. “O caixa da Petrobras está muito bem. Vai chegar ao final de 2013 conforme o planejado no início do ano”, disse Graça Foster.

Leilão

Na segunda-feira (21), consórcio formado pela Petrobras, pela Shell, pela Total, e pelas chinesas CNPC e CNOOC arrematou o campo de Libra e foi o vencedor do primeiro leilão do pré-sal sob o regime de partilha – em que parte do petróleo extraído fica com a União. A participação das petroleiras Shell e Total surpreendeu especialistas do setor e impulsionou as ações da estatal.

Único a apresentar proposta, contrariando previsões do governo, o consórcio ofereceu repassar à União 41,65% do excedente em óleo extraído do campo – percentual mínimo fixado pelo governo no edital. Nesse leilão, vencia quem oferecesse ao governo a maior fatia de óleo – o regime se chama partilha porque as empresas repartem a produção com a União.

A Petrobras terá a maior participação no consórcio vencedor, de 40%. Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito, pelas regras do edital, a outros 30%. A francesa Total e a Shell terão, cada uma, 20%. Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.

Do G1

Em 1º lugar, Graça Foster, da Petrobras; em 23º, Claudia Senders, presidente da TAM

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, 60, foi indicada, pelo segundo ano seguido, como a executiva mais poderosa do ranking global da revista norte-americana de negócios “Fortune”. Esse ranking inclui executivas que atuam fora dos Estados Unidos.

Entre as 50 mulheres brasileiras, aparece também outra brasileira: Claudia Sender, 38, presidente da companhia aérea TAM, figura na 23ª posição.

As duas são pioneiras em seus cargos: Foster é a primeira mulher a comandar a Petrobras, posto que assumiu em fevereiro de 2012; Sender é a primeira mulher a assumir a presidência de uma companhia aérea no país, fato que aconteceu em maio de 2013.

Para elaboração do ranking global, a revista selecionou um grupo de 50 candidatas de diversos países. A classificação foi baseada em quatro critérios: a importância e o tamanho do negócio liderado pela executiva na economia global; o sucesso e a condução dos negócios; a trajetória de carreira da executiva; e sua influência social e cultural.

Foster cresceu no Alemão, fez estágio na Petrobras em 1978

Maria das Graças Silva Foster é graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado em Engenharia Química e pós-graduação em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e MBA em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ).

Funcionária de carreira da Petrobras, onde ingressou como estagiária de engenharia em 1978, assumiu a diretoria de Gás e Energia em setembro de 2007. Também foi presidente da Petrobras Distribuidora.

Nascida em Caratinga, no interior de Minas Gerais, em 26 de agosto de 1953, Graça Foster mudou-se com apenas dois anos de idade para o Rio, onde cresceu no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão.

Sender tem MBA pela Harvard Business School

A executiva Claudia Sender, 38, assumiu a presidência da TAM no lugar de Marco Antônio Bologna, que ficou na presidência da holding, concentrado na fusão com a chilena LAN.

Engenheira química formada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ela tem MBA pela Harvard Business School.

Claudia era vice-presidente da unidade de negócios domésticos da TAM Linhas Aéreas. A executiva se destacou dentro da empresa por conseguir executar um plano de segmentação de tarifas, que basicamente consiste em implementar um sistema de vendas que identifique e ofereça passagens mais baratas aos clientes que viajam a lazer e mais caras aos que viajam a negócios.

Antes da TAM, foi vice-presidente de marketing da Whirlpool (das marcas Brastemp e Consul).

 Do UOL 

Maria das Graças Foster – Foto: Efe

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, previu hoje (05) que o primeiro semestre deste ano será ainda mais difícil para a companhia do que foi 2012, em que a empresa fechou com um lucro líquido de R$ 21,1 bilhões, o pior resultado dos últimos oito anos e 36% menor do que o de 2011.

Em entrevista coletiva para apresentar o balanço da estatal relativo ao ano passado, Foster se recusou a utilizar a palavra “pior” e disse que a preocupação com a melhoria do desempenho é uma constante na atividade do setor de petróleo.

“Não utilizo a palavra pior, mas será um ano duro e certamente mais difícil do que foi ao longo de 2012. O primeiro semestre será certamente um período mais duro, até porque, necessariamente, teremos que fazer paradas programadas [de plataformas], para a realização de trabalhos de manutenção”.

A presidenta da estatal disse que, se pudesse, dividiria 2013 em dois anos. “No primeiro [de janeiro a junho], nós enfrentaremos muitas dificuldades. Já no segundo ano [de julho e dezembro], eu diria que seria o ano da partida para a nossa recuperação”.

Na avaliação de Foster, a produção em 2013 deverá crescer 2%, “para mais ou para menos”, em relação à produção de 2012, que alcançou 1,98 milhões de barris de petróleo por dia, um pouco abaixo da meta prevista, de 2,02 milhões de barris diários – com variação de 2% para cima ou para baixo.

Ao justificar o otimismo para o segundo semestre do ano, a presidenta da Petrobras ressaltou a entrada em produção de sete plataformas, incluindo a P-58, que deverá começar a produzir o primeiro óleo em janeiro de 2014.

“É a partir dessas plataformas que se dará a virada para nós, daí eu preferir separar o ano em dois semestres distintos”, justificou. Para ela, este será um ano em que a diretoria da empresa terá que trabalhar duro para mitigar os riscos e, consequentemente, “a percepção que as agências de rating [avaliação de risco] têm sobre a nossa empresa. E, para fechar bem 2013, teremos primeiro que passar pelo primeiro semestre”.

O diretor Financeiro e de Relações com os Investidores, Almir Barbassa, também presente à coletiva, disse que a empresa mantém os planos de captação de US$ 80 bilhões no mercado nos próximos cinco anos, e que deverá manter, este ano, a média do ano passado, quando foram captados US$ 20 bilhões.

Sobre o reajuste nos preços de seus principais derivados, a presidenta da Petrobras disse que os reajustes nos preços da gasolina e do diesel ainda não foram suficientes para eliminar a diferença do que é cobrado no mercado interno, em relação ao mercado externo, e que a diferença entre os preços dos derivados praticados no país e os que são cobrados no exterior gira em torno dos 17%, em grande parte em razão da depreciação do real frente ao dólar.

Ela citou, como exemplo de prejuízos decorrentes dessa diferença, as perdas relativas à importação de gasolina e diesel, que foram de R$ 22,9 bilhões – uma vez que as importações de gasolina aumentaram 102%, em face do aquecimento do mercado interno, e a do diesel 16%.

Graça Foster negou, de forma categórica, que a empresa venha enfrentando dificuldades para pagar a seus fornecedores de bens e serviços em decorrência de problemas de geração de caixa.

“Não tem represamento algum, não há atraso de pagamentos, não deixamos de pagar nenhum fornecedor. Não mudou nada. Temos disciplina orçamentária e ela vem sendo cumprida. É mais do que justo que nossos fornecedores recebam em dia, nós fazemos questão de pagar logo o que é devido e é assim que nós agimos. Os pleitos que existem envolvem pendências em relação a documentação”, garantiu.

Da Agência Brasil

Maria das Graças Foster – Foto: Efe

A fama de exigente e durona não impediu a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, 59, de revelar, a uma plateia composta em sua maioria por mulheres, que chora tanto de alegria como de tristeza e que beija e abraça colegas de trabalho.

“Eu choro de alegria, de tristeza. Preciso me controlar para não chorar. Mas dificilmente chorei pelo trabalho. Choro pela felicidade [de realizar uma tarefa]“, disse a executiva em um bate-papo no seminário Mulheres que Transformam.

Graça disse que é dura e cobra resultados, mas também abraça e beija pessoas próximas no trabalho. “Adoro beijar. Adoro abraçar, mas eu cobro muito. Cobro pelo bem da Petrobras. É amor e cobrança.”

Tamanho nível de exigência tem como origem não o poder, mas, sim, o senso de responsabilidade que a função exige, segundo a executiva. Graça reconhece que nem sempre as cobranças são das mais amistosas. “Nem sempre falo nesse tom”, disse, arrancando risos da plateia.

A mesma exigência, porém, ela aplica a si própria. “Acordo às 3h, às 4h e já pego o lápis e começo a traçar uma estratégia, uma solução.”

O gosto por definir estratégias fez a executiva apreciar o futebol, esporte no qual vê uma analogia com gestão ainda outros valores corporativos como trabalho em equipe e motivação.

Botafoguense, Graça prefere ver os jogos sozinha no estádio, onde analisa estratégias e faz anotações.

Mãe de dois filhos e com uma neta, Graça Foster revelou ainda gostar de Beatles e Amy Winehouse.

Ouve música –outra atividade que prefere fazer só– durante o breve almoço no escritório, enquanto come “um sanduíche ou uma salada”.

Durante sua fala, a executiva só se mostrou saudosa de sua infância, passada no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. “Tinha muitas privações, mas era muito feliz.”

Também em um setor amplamente masculino, Siham Hassan, diretora de Gerenciamento de Informação da Anglo American nas Américas, diz que os maiores desafios “são o reconhecimento profissional quanto à capacidade de entregar projetos e à manutenção dos sistemas ou infraestrutura”.

“Também vejo como desafio a compreensão e flexibilidade para o equilíbrio entre as tarefas de mãe, esposa e a carreira. Mas a cultura empresarial, muitas vezes, auxilia na quebra dessas barreiras quando existem políticas de RH e incentivos que proporcionem mais oportunidades”, disse.

Apesar das dificuldades, a executiva afirmou não ter sofrido preconceito.

“Assim como em qualquer posição de gestão, é importante sempre entender o lado do outro com quem estamos nos relacionando, entender a cultura com a qual estamos lidando, de forma a saber como nos posicionar da melhor forma, independentemente do sexo.”

Do Boa Informação

Maria das Graças Foster

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje que o preço da gasolina não vai subir por enquanto. De acordo com ela, sempre há a necessidade de reajuste no preço, porém, ainda não tem data marcada para isto.

“Durante vários meses, em alguns anos, nós tivemos uma realização de preços no mercado no Brasil maior do que o preço internacional. O que nós estamos vivendo hoje é o contrário. Na média dos anos, se considerarmos dez anos, desde 2002, nós estamos com resultado positivo favorável à Petrobras. Então, no curto prazo, não há previsão de aumento de combustíveis”.

Graça defendeu o aumento da proporção de etanol misturado à gasolina, apesar de dizer que não tem influência sobre a decisão, que cabe ao governo e à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

“[A proporção de] 25% é melhor do que 20%. A Petrobras não tem influência nessa decisão, mas se você me pergunta, tem três razões para aumentar a proporção: primeiro porque é menos gasolina, eu importo menos. Segundo, que eu sou uma defensora, acredito na indústria do etanol no Brasil, e terceiro que nós temos 100% da Petrobras Biocombustível, nós temos o projeto de liderar a indústria do etanol, mas eu tenho absoluta convicção e conhecimento de que essa indústria do etanol está na mão do país, então não tem porque não torná-la mais consistente, torná-la forte mais uma vez. Já existem sinais de recuperação”.

A presidenta confirmou a busca de parcerias para a implantação de refinarias no Brasil, mais pela experiência do que pelo recurso financeiro. De acordo com Graça Foster, a Petrobras está implementando um plano de eficiência, para melhorar as margens, ter mais geração de caixa e resultado líquido maior, para que possa buscar menos recursos no mercado financeiro e manter os investimentos e o desinvestimento para atender ao plano de negócios da empresa.

“Fazer mais com menos, ou fazer o mesmo com menos. Nesse momento, o que a Petrobras está buscando é identificar, amplificar as sinergias entre a própria companhia, trabalhar melhor os estoques de material, reduzindo os custos financeiros nos estoques de combustível, no estoque de petróleo, trabalhar de uma forma muito mais integrada e organizada na movimentação da carga de óleo, de gás natural, são melhorias que fazem muito bem à companhia e certamente aos nossos acionistas”.

Graça Foster conversou hoje (16) com a imprensa, após receber homenagem do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Da Agência Brasil

Sete meses após assumir comando da Petrobras, Graça Foster desbanca nomes como o da CEO da Anglo American e se torna a mais poderosa fora dos EUA, segundo a Fortune.

Maria das Graças Foster - Foto: Divulgação Petrobras
Maria das Graças Foster – Foto: Divulgação Petrobras

A presidente da Petrobras Maria das Graças Foster lidera a lista das mulheres mais poderosas do mundo dos negócios e que atuam fora dos Estados Unidos, segundo a Revista Fortune. O ranking que foi divulgado nesta quinta-feira será publicado na íntegra na edição de 8 de outubro da revista.

Esta é a primeira vez que a executiva brasileira aparece no ranking. E na sua estreia já desbancou veteranas como Cynthia Carroll, que lidera a britânica Anglo American e figurou na primeira posição no ano passado, e a australiana Gail Kelly, CEO da australiana Westpac.

Em agosto passado, ela ganhou o título de terceira mulher mais poderosa do mundo dos negócios da Forbes. Na lista de negócios, ela ficou atrás de duas veteranas do ranking da Forbes, Indra Nooyi, CEO da Pepsico, e Irene Rosenfeld, da Kraft Foods. No ranking geral, Graça Foster aparece na 20ª posição, enquanto a presidente Dilma Roussef figura na terceira colocação.

Com 30 anos de carreira na companhia, Graça Foster assumiu o comando da empresa em fevereiro deste ano. Antes disso, foi diretora de Gás e Energia da Petrobras, presidente da Petrobras Distribuidora, presidente da Petroquisa e gerente executiva de Petroquímica e Fertilizantes. Entre 2003 e 2006, foi secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.

Ela foi a primeira mulher a ocupar uma posição na diretoria executiva da Petrobras. É formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui mestrado em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ) e MBA em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ela é descrita pela Fortune como a líder da “maior produtora de petróleo em águas profundas do mundo, com um rendimento de US$ 146 bilhões, 84 mil empregados e uma produção de cerca de 2,6 milhões de barris por dia”. Além de ser alguém que está “trabalhando duro” para garantir o futuro da Petrobras: “ela lançou um plano para investir 236,5 bilhões de dólares nos próximos cinco anos”, afirma a publicação.

Além dela, a americana Grace Lieblein, que preside a subsidiária da General Motors no país, também representa o Brasil no ranking. Ela aparece na 34ª posição. Confira a lista das 10 mulheres mais poderosas do mundo dos negócios – fora dos Estados Unidos:

 

Arte - Exame.Abril

Da Exame.Abril
Maria das Graças Foster - Foto Agência Brasil
Maria das Graças Foster – Foto Agência Brasil

A previsão de investimentos da Petrobras para este ano é R$ 87,5 bilhões, apesar do prejuízo de R$1,3 bilhão no segundo trimestre. De acordo com a presidenta da estatal, Maria das Graças Foster, o prejuízo teve, como principal justificativa, a depreciação do real, já que 73% das dívidas da estatal são em dólar. Ela, no entanto, garantiu que 2012 será um ano de lucros para a empresa.

“Perspectivas positivas embasam os investimentos crescentes da Petrobras. Investimos mais de R$ 70 bilhões por ano, desde 2009, e a previsão para 2012 é R$ 87,5 bilhões”, disse Foster, durante audiência pública hoje (19) na Câmara dos Deputados. A estatal registrou R$ 70,8 bilhões em investimentos em 2009, R$ 76,4 bilhões em 2010 e R$ 72,6 bilhões, em 2011.

Em relação aos ganhos da Petrobras, Foster disse que o lucro líquido no primeiro trimestre de 2012 foi R$ 9,2 bilhões, mas, no trimestre seguinte, a empresa registrou prejuízo de R$ 1,3 bilhão. “Esse prejuízo se deve principalmente à depreciação do real, já que 73% da nossa dívida são em dólar. Toda nossa atividade e receitas estão atreladas ao câmbio. Quando há um investimento muito grande, como foi nesse período, fazemos captações em dólar no mercado. Com a depreciação do real, nossa dívida cresceu”, disse.

A presidenta da estatal citou outros motivos para o prejuízo: “A queda na exportação de petróleo resultou na diminuição da produção. Além disso, com a parada do campo da Chevron [após serem identificadas rachaduras no fundo do mar decorrentes da extração de petróleo pela empresa]. Perdemos, só com isso, 15 mil barris por dia. Houve também a baixa de 41 poços secos e/ou que não eram comerciais, queda na margem de derivados, em função do crescimento da demanda, o que acabou sendo atendido por importações”, informou.

Graça Foster acrescentou que o plano de negócios e gestão da petrolífera soma US$ 236,5 bilhões para o período entre 2012 e 2016. A viabilidade financeira já foi aprovada pela empresa e, para obtê-la, “não haverá emissão de novas ações”. “Nossa prioridade é a produção, porque é dela que vem a receita para investirmos nas refinarias e as condições para fazer os investimentos na área de abastecimento e na de gás e energia,” explicou.

Da Agência Brasil
Maria das Graças Foster – Foto: Efe

A Petrobras investirá US$ 45 bilhões neste ano, afirmou presidente da estatal, Maria das Graças Foster, nesta segunda-feira. Se confirmada, a cifra irá superar os R$ 40 bilhões alocados pela companhia em 2011.

Segundo ela, “a realização [do programa de investimento para 2012] está altíssima”, com grande “progresso físico” de obras e projetos, mas sempre com “disciplina de capital”.

O plano de negócios da estatal para o período 2012-2016 prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões.

Conteúdo Local

Para Graça Foster, um dos desafios para implementar o plano é o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais. Ela disse que, desde 2003, quando a estatal implementou um programa de exigência de conteúdo local mínimo em suas encomendas, já houve avanço, mas é possível fazer mais.

“O que eu quero saber é o que não pode ser feito [ainda no Brasil]. É fundamental a busca por inovação”, disse.

Segundo a presidente, o conteúdo local nas contratações da companhia subiram de 40% a 55% (dependendo do tipo de bens e serviços) em 2003 para 65% atualmente na área de exploração e produção. Nesse intervalo, o percentual avançou de 82% para 92% na área de refino da estatal. Na de gás e energia, subiu de 70% para 90%.

Graça participou do lançamento do “Inova Petro”, programa em parceria com BNDES e Finep (agência federal de fomento à inovação) para financiar inovações e novas tecnologias e apoiar empresas fornecedoras do pré-sal.

Conforme a Folha antecipou na semana passada, o BNDES e a Finep aportarão os recursos (R$ 1,5 bilhão cada uma) e a Petrobras participará da escolha de projetos e empresas a serem beneficiados. O programa vai até 2016.

Do total dos recursos, R$ 150 milhões serão subvencionados (empréstimos a fundo perdido) e destinados a “projetos de alto risco”, segundo o presidente da Finep, Glauco Arbix.

O programa só vai financiar inovações genuinamente brasileiras, diz, e de empresas constituídas no país. Não será aceita a “tropicalização” de projetos já desenvolvidos por matrizes de multinacionais e adaptados ao pré-sal.

Um dos objetivos do programa é criar uma grande empresa nacional de fornecimento de bens e serviços no setor de petróleo, como a francesa Schlumberger e a norte-americana Baker Hughes.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o banco poderá, quando necessário, injetar capital em companhias do setor por meio de compra de participação acionária, a fim de fortalecer as firmas com projetos importantes de desenvolvimento tecnológico na cadeia de petróleo.

Do Jornal Floripa
Maria das Graças Foster - Foto Agência Brasil

Maria das Graças Foster - Foto Agência Brasil

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, defendeu ontem (6) novo reajuste no preço da gasolina e do diesel no mercado interno. Como a estatal compra combustível com preço mais alto do que o de revenda, a defasagem de preços é um dos fatores responsáveis pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre deste ano.

Graça Foster assegurou que, “de forma sistemática”, tem falado do problema com o Conselho de Administração da empresa. Formado por integrantes do governo federal, como os ministros de Minas e Energia e do Planejamento, o órgão recentemente autorizou aumentos de 8% da gasolina e de 4% do diesel. Esses reajustes devem puxar para cima os próximos balanços. Os ajustes, no entanto, não foram suficientes para garantir a paridade entre os preços externo e interno.

“Conversamos sobre o reajustamento de preços, sim, na busca de 100% da paridade”, afirmou à Graça Foster à imprensa, após a apresentação dos resultados. “Tenho que acreditar sempre que haverá reajustes e demonstrar com fatos e dados que, periodicamente – não instantaneamente, porque a política é de médio e longo prazo – [há necessidade de que] façamos correções.

A presidenta da Petrobras também explicou que o resultado negativo da companhia – o primeiro nos últimos dez anos – reflete principalmente a depreciação do real em relação ao dólar e diz que o ideal para a companhia seria que a moeda estrangeira oscilasse entre R$ 1,95 e R$ 2. Como não há “bola de cristal para acertar nas previsões”, declara que está “alerta às flutuações”.

“O prejuízo não vem só por conta da defasagem de preços [dos combustíveis]. Tivemos uma valorização bastante expressiva do câmbio e esse resultado não foi surpresa para nós”, afirmou, ao citar também o registro de poços secos, além da perda de valor do estoque de petróleo e derivados fora do país. “Tudo isso é que provoca o resultado ruim de R$1,3 bilhão de perdas”.

Para reverter o prejuízo, a estatal informou ainda que pretende diminuir a dependência do mercado externo, do qual comprou U$ 6 bilhões de diesel e gasolina no primeiro semestre. Prevê ainda aumento do processamento nas refinarias, a entrada em operação da unidade Abreu e Lima (PE), de plantas de beneficiamento de diesel, e também aposta no aumento da adição do etanol à gasolina – o que permitiria importar menos deste combustível.

Graça Foster também afirma ainda que, independente da autorização para aumento de preço dos combustíveis e do câmbio, é possível aumentar a eficiência da empresa e reduzir custos. “Ainda não chegamos ao limite de processamento [de combustível]“, acrescentou o diretor de Abastecimento, José Carlos Consenza, que crê na reversão do prejuízo em breve.

Da Agência Brasil

Sobre as especulações em torno da indicação de um novo diretor para a área internacional, Graça descartou o nome de Alexandre Pena Foto: Agência Brasil

Sobre as especulações em torno da indicação de um novo diretor para a área internacional, Graça descartou o nome de Alexandre Pena Foto: Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Graça Foster, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de ser extinta a Diretoria Internacional (DI) da empresa. Ao participar de evento promovido pelo Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef), Graça Foster disse que considera a Diretoria Internacional “os olhos da Petrobras fora do Brasil”.

“Nós não teríamos o tempo e a dedicação que a Diretoria Internacional tem [para tratar das atividades da companhia fora do país]“, ressaltou Graça, lembrando que, há dois anos, discutiu-se internamente as dimensões ideais da DI. De acordo com a presidenta da Petrobras, sempre cabe discutir tal questão, uma vez que há setores que têm de crescer e outros que devem ser menores, dependendo do momento. “Mas não ter a área [internacional] é não ver o mundo”, reforçou.

Sobre as especulações em torno da indicação de um novo diretor para a área internacional, Graça descartou o nome de Alexandre Pena, que foi gerente executivo da Petrobras Distribuidora (BR) na gestão dela. Graça não confirmou o outro nome apontado, José Carlos Vilar, atual gerente executivo da empresa, mas destacou sua competência gerencial.

A própria Graça Foster vem respondendo pela Diretoria Internacional da Petrobras, desde a saída de Jorge Zelada, no último dia 23. O nome do novo diretor pode ser anunciado sexta-feira (3), quando Conselho de Administração da empresa se reúne para divulgar o balanço do primeiro semestre deste ano.

Do Terra
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