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Comentários ‘mamografia’

Arte RatoFX

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O estudo, um dos maiores já feitos sobre o exame, foi feito ao longo de 25 anos com cerca de 90 000 mulheres

Um novo estudo feito no Canadá concluiu que submeter-se a mamografia todos os anos não diminui o risco de morte por câncer de mama em comparação com realizar apenas exames físicos para detectar a doença. A pesquisa, uma das maiores já realizadas sobre o assunto, avaliou cerca de 90 000 mulheres de 49 a 59 anos ao longo de 25 anos.

Ainda segundo o trabalho, um em cada cinco casos de câncer de mama diagnosticados pelo exame durante o estudo não representava uma ameaça à saúde da mulher — ou seja, não precisaria ser combatido com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

Exame — A mamografia é indicada para a detecção precoce de câncer de mama. Não há uma regra que determine a partir de qual idade uma mulher deve ser submetida ao exame, ou com qual periodicidade. O que existem são recomendações de entidades médicas e órgãos públicos a partir de fatores econômicos e pesquisas consistentes sobre o assunto. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), por exemplo, recomenda a mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 60 anos.

As diferentes diretrizes e a postura dos médicos sobre a mamografia estão longe de alcançar um ponto em comum. Por um lado, o exame pode detectar tumores potencialmente agressivos, de modo que as pacientes comecem um tratamento precoce e aumentem suas chances de sobreviver. Por outro, existe a possibilidade de haver diagnósticos em excesso, ou seja, de detectar e tratar cânceres inofensivos, que não apresentariam sintomas ou colocariam a vida da paciente em risco.

Comparação — No novo estudo, que começou em 1988, parte das participantes foi submetida a mamografias e exames físicos anuais durante cinco anos. Em um grupo de controle, ficaram as participantes que fizeram apenas os exames físicos. Todas foram acompanhadas ao longo dos anos seguintes.

Até o final do estudo, 3 250 mulheres do grupo da mamografia e 3 111 do grupo de controle foram diagnosticadas com câncer de mama, sendo que a doença resultou na morte de 500 e 505 delas, respectivamente. Ou seja, a taxa de mortalidade foi praticamente a mesma. A pesquisa completa foi publicada nesta terça-feira no periódico British Medical Journal.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que é necessária a reavaliação de algumas características do rastreio do câncer de mama pela mamografia. Em um editorial publicado junto com o estudo, pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, defendem que mamografia anual não deve ser recomendada a mulheres com menos de 60 anos. Eles concordam que a indicação da mamografia precisa ser revista – mas acreditam que seria uma tarefa difícil, já que “o governo, fundos de pesquisa, cientistas e médicos podem ter interesse em continuar as atividades assim como estão estabelecidas”, escrevem.

Contraponto — Segundo a radiologista Elvira Marques, diretora do serviço de imagem das mamas do Hospital A. C. Camargo, a pesquisa canadense apresenta uma série de ressalvas. “As cinco mamografias anuais do estudo foram realizadas entre 1988 e 1992. Desde então, a qualidade do mamógrafo aumentou, a técnica do exame foi aperfeiçoada e a preparação das pessoas que realizam o exame está melhor”, disse a médica ao site de VEJA. “Além disso, as pessoas que realizaram as mamografias nesse estudo foram treinadas durante apenas um mês, o que é muito pouco.”

Em entrevista ao jornal The New York Times, Richard Wender, da Sociedade Americana do Câncer, disse que a combinação dos resultados de estudos sobre mamografia mostra que, na verdade, o exame reduz a taxa de mortalidade por câncer de mama em ao menos 15% entre mulheres na faixa dos 40 anos e em 20% ou mais entre pacientes mais velhas. Segundo ele, a mamografia, assim como o avanço dos tratamentos contra a doença, é responsável pela queda do número de mortes pela doença.

Da Veja.com

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O aumento ocorreu no período de 2010 a 2012 nafaixa etáriade 50 a 69 anos,que é prioridade para realização do exame para detecção precoce do câncer de mama. O crescimento em todas as idades foi de 26% no mesmo período

O ano de 2012 registrou crescimento de 37% na realização de mamografias na faixa prioritária – de 50 a 69 anos – em comparação com 2010, no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos somaram 2,1 milhões no ano passado, contra 1,5 milhão em 2010. No total, o número de exames realizados no último ano atingiu a marca de 4,4 milhões, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Para estimular a detecção precoce do câncer de mama, o Ministério da Saúde dá início da campanha para conscientização das mulheres sobre o tema (disponível no site), reforçando as ações do movimento Outubro Rosa.

O movimento popular Outubro Rosa é internacional. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. Em Brasília, às 18h40 desta terça-feira (01), o prédio Central do Ministério da Saúde e o Congresso Nacional serão iluminados com luzes cor-de-rosa. O câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil. O rosa simboliza alerta às mulheres para que façam o autoexame e, a partir dos 50 anos, a mamografia, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária. Para que mais mulheres possam fazer o exame, o Ministério da Saúde investiu, em 2012, R$ 92,3 milhões – um aumento de 17% em relação a 2011.

ASSISTÊNCIA- Em 2011, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica no país. Atualmente, o SUS tem 277 serviços na assistência oncológica que atendem a 298 unidades hospitalares distribuídas nas 27 unidades da federação para a detecção e tratamento de câncer em todo País. Com o investimento do Governo Federal, mais de 3,6 milhões de sessões de radioterapia e quimioterapia foram feitas pelo SUS, com investimento de R$ 491,8 milhões. As cirurgias oncológicas também representam a preocupação com o combate contra a doença. No ano passado, foram investidos R$ 16,8 milhões.

Para agilizar o acompanhamento dos serviços oncológicos em todo o País, o Ministério da Saúde criou o Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponível gratuitamente para as secretarias de saúde, permite o monitoramento do atendimento oncológico na rede pública por meio da inserção e processamento de dados, gerido pelo Ministério da Saúde. O sistema funciona em plataforma web e já tem a adesão dos 27 estados brasileiros, dos 17 já começaram a inserir os dados no sistema. O prazo para substituição dos demais sistemas pelo SISCAN termina janeiro 2014. A cobertura das informações também se estenderá a todos os tipos de cânceres. Até o momento, o sistema já recebeu mais de 104,3 mil requisições de exames, sendo 39,6 mil referentes a mamografias.

Para este ano, o Ministério da Saúde instituiu a centralização da compra do L-Asparaginase. Usado no tratamento de câncer, o medicamento era comprado pelos serviços do SUS habilitados em oncologia. A medida foi tomada após a empresa brasileira que distribuía o medicamento comunicar ao governo federal a interrupção do fornecimento, vindo de uma empresa estrangeira. A partir de 2015, o L-Asparaginase passa a ser produzido no Brasil por meio de parceria entre a Fiocruz e os laboratórios privados NT Pharma e Unitec Biotec firmada em junho. Assim, o país fica livre de ser surpreendido pela suspensão da oferta por uma empresa privada internacional sem atividades produtivas no País.

Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Lei 12.732/12, conhecida como Lei dos 60 dias, garante aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, no SUS. O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.

 Do Portal da Saúde

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Portaria do Ministério da Saúde que cria o Programa de Mamografia Móvel foi publicada hoje (31) no Diário Oficial da União. Lançado pelo governo no início do mês, o programa tem como objetivo ampliar a assistência oncológica no país, sobretudo para mulheres carentes com idade entre 50 e 69 anos.

Por meio de nota, a pasta informou que o programa consiste na liberação de unidades oncológicas móveis terrestres e fluvial (carretas ou barcos) que vão percorrer locais considerados estratégicos nos municípios, definidos pelas secretarias de Saúde. A estimativa é que essas unidades tenham capacidade de fazer até 800 mamografias por mês.

Cada unidade contará com um técnico em radiologia e deverá ser equipada com pelo menos um mamógrafo entre as seguintes opções: mamógrafo com comando simples, mamógrafo com estereotaxia e mamógrafo computadorizado. Dependendo da estrutura do serviço, o gestor também poderá disponibilizar um médico radiologista, um mastologista ou um ginecologista obstetra.

De acordo com o ministério, a ideia é que a mulher seja encaminhada ao serviço, preferencialmente, por meio das unidades básicas de saúde. “O gestor local deverá estar preparado para atender às mulheres que apresentarem alterações mamárias, prestando atendimento via atenção básica, com encaminhamento aos serviços especializados de diagnóstico e tratamento”, informou.

Os resultados dos exames feitos nas unidades poderão ser entregues no mesmo dia ou por agendamento. Dependendo do tipo de unidade móvel, o resultado também poderá ser enviado via satélite para um estabelecimento de saúde de referência para que um médico especialista faça a avaliação.

A oferta do serviço de mamografia móvel se dará por adesão dos gestores locais, que deverão solicitar habilitação no ministério. A pasta destacou que a contratação e a execução do programa serão de responsabilidade dos estados e municípios, cabendo ao governo federal o repasse financeiro referente aos procedimentos realizados aos gestores locais.

Dados do ministério indicam que, no primeiro semestre deste ano, foi registrado um aumento de 41% no número de mamografias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre mulheres na faixa prioritária (50 a 69 anos) em relação ao mesmo período de 2010. Em relação a 2011, houve aumento de 21%.

A pasta informou que, até 2014, vai investir R$ 4,5 bilhões para fortalecer o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e de Mama. Em 2011, os investimentos no setor somaram R$ 2,1 bilhões e, em 2010, R$ 1,9 bilhão.

Da Agência Brasil

Foto: www.labiem.cpgei.cefetpr.br

Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar anualmente um exame de mamografia e procurar um mastologista, médico especializado no cuidado das mamas, para uma consulta. Este é o principal alerta da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Mama, que será lançada nesta segunda-feira (28/5), no Rio de Janeiro, pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). De acordo com a entidade, as medidas aumentam as chances de um diagnóstico precoce e contribuem para a redução do índice de mortalidade em consequência da doença.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar este ano 11 mil mortes por causa da doença e 51 mil novos casos devem ser diagnosticados.

A mastologista Mônica Travassos, membro da SBM e uma das responsáveis pela mobilização, destacou que o câncer de mama é o mais temido pelas brasileiras porque, além dos danos físicos, causa prejuízos psicológicos que afetam a percepção da sexualidade e a autoestima da mulher. Ela enfatizou que quando a doença é identificada em estágios iniciais, a chance de cura supera 95% dos casos.

“A mamografia é a melhor arma para o diagnóstico da doença a partir dos 40 anos de idade e para aumentar as chances de cura. Diagnosticamos os tumores com tamanhos ainda pequenos. Quanto mais cedo eles forem encontrados, mais cedo é possível combatê-los”, afirmou.

Mônica Travassos destacou que para estimular o engajamento, um hotsite no portal da SBM publicará fotos de peitos produzidas por internautas anônimas. Além disso, a fanpage da instituição no site de relacionamentos Facebook e o canal no Twitter veicularão notícias sobre o câncer de mama e servirão de meio de comunicação para a população tirar dúvidas. No portal da Sociedade Brasileira de Mastologia há uma lista com os locais onde o exame pode ser feito gratuitamente no país, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após seis anos em tratamento contra um câncer de mama, a dona de um serviço de buffet no Rio de Janeiro, Ruth Nery, 61 anos, recebeu alta na última terça-feira (22/5). Após muitas idas e vindas ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), a carioca conta que o resultado foi muito comemorado pela família e pelos amigos. Segundo Ruth, ter o diagnóstico da doença ainda em estágio inicial foi fundamental para a cura.

“Eu recebi o diagnóstico após um exame de mamografia pedido pelo meu médico e hoje eu sei como isso foi importante. Recomendo a todas as mulheres que se cuidem e façam o mesmo. Hoje posso dizer que estou curada e tenho uma vida normal”, disse.

 Do Correio Braziliense

Foto: www.labiem.cpgei.cefetpr.br

Hospitais e clínicas públicas e particulares que fazem exames de mamografia no país terão de adotar o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia, criado pelo Ministério da Saúde por meio de portaria publicada hoje (27) no Diário Oficial da União. O programa já está em vigor.

Além de garantir a qualidade, outro objetivo do programa é minimizar os riscos associados ao uso do raio X. De acordo com a nova norma, serão avaliadas as imagens da mamografia, o laudo médico, a capacitação dos profissionais de saúde e a taxa de detecção de câncer de mama pelo exame.

O monitoramento anual será feito por comitê formado por representantes do ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e de sociedades médicas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também integra o grupo e deverá baixar norma obrigando os planos de saúde a contratar somente prestadores de acordo com o programa.

A mamografia é o exame fundamental para diagnóstico de câncer de mama, o mais comum entre as brasileiras. Se identificado em estágio inicial, as chances de cura são de 95%. No Brasil, a taxa de mortalidade é considerada alta, porque a doença é identificada em fase avançada, segundo o Inca. O instituto estima 52.680 novos casos este ano.

A mamografia deve ser feita a cada dois anos por mulheres com mais de 50 anos de idade. A Lei da Mamografia (Lei 11.664), de 2009, dá direito à mulher, a partir dos 40 anos de idade, a fazer o exame gratuitamente, segundo recomendação médica.

Da Agência Brasil

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Dra. Maira Caleffi

Diariamente, me perguntam: por que tantas mulheres nunca fizeram a mamografia, mesmo tendo a indicação para o exame? Bem, são vários fatores, incluindo barreiras psicológicas. Um deles, e que muito aflige as mulheres, independente da faixa etária, é o medo. A mulher tem medo de fazer o exame e encontrar um nódulo, e isso pode significar descobrir a doença, lidar com o medo de perder o cabelo, a mama, a vaidade, a feminilidade… E as casadas temem até perder o marido, pois acham que vão ficar feias e acabar sozinhas. Fora isso, tem a preocupação com a morte. Como ficarão seus filhos e parentes caso isso ocorra?

Aliás, uma pesquisa encomendada pela FEMAMA para o Instituto Datafolha comprova isso. Entre as razões para não realizar a mamografia estava a falta de indicação do médico, o fato de assumir um descuido com a própria saúde e a dificuldade em marcar consultas. Mas entre o rol de pretextos estava também a falta de tempo ou de sintomas. E, claro, o medo de descobrir a doença ou de fazer o exame.

Medo esse que faz com que a mulher adie ou até “esqueça” de si mesma. Afinal, sabemos que 45,3% dos casos de câncer de mama são descobertos quando a doença já está muito avançada. A notícia que o câncer de mama tem até 95% de cura se descoberto cedo parece não ser ouvida. Por isso a mamografia é tão importante por mostrar lesões em fase inicial, medindo milímetros. O exame das mamas com o médico e por imagem deve ser realizado – sem medo e anualmente – por mulheres acima dos 40 anos de idade ou segundo recomendação médica, de acordo com o risco da paciente. Isso é tão importante que está assegurado em lei desde 2009 (Lei Federal 11.664). Então, não perca tempo. Procure seu médico e tire suas dúvidas. Tenha coragem de fazer os seus exames de rotina, por você.

* Presidente da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama e do IMAMA – Instituto da Mama do RS
Do Mundo Ela

Andreia Zito: No Brasil, esgundo o Inca, os nódulos costumam ser descobertos mais tardiamente.

A Câmara analisa projeto (PL 1752/11) que determina prazo máximo de 20 dias para que seja realizado que o exame mamográfico, quando ele tiver sido solicitado por médico credenciado do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2010, quase 20% das brasileiras com anormalidades que sugeriam câncer de mama, atendidas em unidades do SUS ou conveniadas, aguardaram mais de dois meses entre o dia em que a mamografia foi requisitada pelo médico e a realização do exame. A constatação é baseada no Sistema de Informações sobre o Câncer de Mama (Sismama), criado em junho de 2009, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), em conjunto com o Ministério da Saúde e o DataSUS.

O projeto, de autoria da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), altera a Lei 11.664/08, que trata das ações de prevenção, detecção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama no âmbito do SUS. A lei já prevê que seja assegurada a realização de exame mamográfico a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, por meio dos serviços próprios do SUS ou por serviços conveniados ou contratados.

Segundo a autora da proposta, na faixa etária entre 50 e 69 anos, a mulher deve fazer o exame a cada dois anos. “Cumprir essa recomendação não tem sido fácil para a maioria das mulheres que dependem do SUS”, afirma Andreia Zito.

De acordo com a proposta, no caso de ser detectada a existência de lesões suspeitas ou

nódulos palpáveis, o diagnóstico e o posterior encaminhamento aos serviços especializados para tratamento deverá ocorrer em no máximo 60 dias, contados da data de realização dos exames.

O texto diz ainda que o não cumprimento desses prazos será considerado ato de improbidade administrativa do gestor responsável pelo atendimento.

“Quando, por dificuldades no atendimento público, a paciente desiste de fazer a

investigação da mama, ela fica exposta ao risco de não descobrir o tumor em uma fase

inicial”, lembra a deputada que apresentou o projeto. “No Brasil, segundo o Inca, os nódulos malignos costumam ser descobertos mais tardiamente. Mas quanto mais cedo forem detectados, maiores as chances de cura e menor a necessidade de intervenção”, acrescenta Andreia Zito.

Quadro atual

Segundo a autora do projeto, auditoria realizada pelo Ministério da Saúde mostra que o SUS tem hoje quase o dobro do número mínimo de mamógrafos necessários para a detecção precoce de tumores nas mulheres na faixa de 40 a 70 anos: 1.514 aparelhos, quando seriam necessários 795 equipamentos na saúde pública, conforme parâmetro estabelecido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Apesar da constatação, o SUS examinou no ano passado, 3,4 milhões de mulheres. No país, são 28,5 milhões com idades entre 40 e 70 anos”, explica Andreia Zito. Segundo ela, o SUS só consegue atender 12% das mulheres entre 40 e 70 anos, faixa de idade na qual a mamografia é recomendada.

Mamógrafos encaixotados

“Foi constatado que dos 1.514 mamógrafos do SUS, 15% estão parados, em alguns casos com defeito ou guardados na caixa. Os demais não produzem a quantidade de exames que poderiam. Conforme a auditoria, quase 1/5 fica ociosa no período da tarde”, relata a deputada. Ela diz ainda que a atividade é prejudicada pela falta de manutenção, de profissionais para operar as máquinas e de insumos básicos, além de problemas na infraestrutura do local de exame. “Onde estariam os gestores públicos?”, questiona.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Do Agência Câmara de Notícias

Tecnologia visa a mobilidade para aumentar o numero de atendimentos.

mamografo

Cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desenvolveram um aparelho portátil capaz de examinar os seios e detectar tumores. Ele substitui a mamografia tradicional, não utiliza gel especial e possui o tamanho de um notebook.

A tecnologia conta com um sistema mais rápido de escaneamento, por frequência de rádio, que é menos intrusivo em relação ao processo tradicional da mamografia por raios-X. Além disso, o método é indolor, oferece menos doses de radiação ao corpo humano e permite que mulheres que estão dentro do quadro de risco da doença possam se monitorar com regularidade.

Segundo o site PopSci, a intenção do aparelho é fazer com que mais mulheres tenham acesso ao exame de mamografia de maneira simples e objetiva.

Um vídeo com o aparelho em uso pode ser visto pelo atalho http://bit.ly/dui0qI

Com informações do Portal Terra

Exame é essencial na prevenção e combate ao câncer de mama, mas  continua pouco utilizado por brasileiras.

Quase metade (45,5%) da população feminina de 25 anos ou mais de idade nunca foi submetida à mamografia, considerado o principal exame para detectar o câncer de mama. É o que indica o Suplemento de Saúde da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008, divulgado nesta quarta-feira (31). O percentual equivale a 26,4 milhões de mulheres.

O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento de câncer de mama por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o máximo de dois anos entre os exames. Nessa faixa etária, 28,9% nunca fizeram a mamografia, de acordo com o levantamento.

No Norte, cerca da metade (50,2%) das mulheres de 50 a 69 anos de idade nunca realizaram o exame. No Nordeste, o percentual foi de 45,1%.

A pesquisa também revelou que, em 2008, 54,5% da população feminina com 25 anos ou mais foi submetida ao exame de mamografia ao menos uma vez. O resultado representa um crescimento de 48,8% em relação a 2003, quando o percentual foi de 42,5%.

Na faixa etária de 50 a 69 anos, o percentual foi de 71,1%, contra 54,6% registrados em 2003.

Com relação à escolaridade, observou-se que 41% das que se submeteram ao exame em 2008 tinham 11 anos ou mais de estudo.

Exame clínico das mamas

A pesquisa também mostra outro dado preocupante. O exame clínico das mamas, feito por médico ou profissional de saúde sem a necessidade de qualquer equipamento especial, ainda não é feito por todas as brasileiras. Em 2008, 70,2% das mulheres com 25 anos ou mais foram submetidas ao exame, o que indica crescimento de 28,5% em relação a 2003.

Do total de mulheres que fizeram o exame em 2008, 42,5% tinham 11 anos ou mais de estudo.

O Ministério da Saúde explica que o procedimento é compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária.

Entre as mulheres que viviam em domicílios com rendimento mensal domiciliar per capita superior a 5 salários mínimos, observou-se que 94,1% delas haviam se submetido a exame clínico das mamas. Já aquelas para as quais o rendimento era inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 44,8% o fizeram.

A Região Sudeste apresentou o maior percentual de mulheres que realizaram exame clínico das mamas (79,8%) e o Norte, o menor (51,2%).

Câncer de colo do útero

A pesquisa também mostrou que, em 2008, 84,5% da população feminina com 25 anos ou mais foi submetida a exame preventivo para câncer do colo de útero, o que representa um total de 49 milhões de mulheres. Em 2003, o percentual foi de 79%.

O Ministério da Saúde recomenda que toda mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.

No grupo de mulheres de 25 a 59 anos de idade, 87% tinham realizado alguma vez o exame preventivo. As Regiões Sudeste e Sul registraram, respectivamente, 89,6% e 89,2%, os maiores percentuais de realização desse exame. O Nordeste, por outro lado, foi onde se verificou o menor percentual, 81,7%.

O Suplemento de Saúde da Pnad 2008 foi feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Saúde. Foram pesquisadas 391 868 pessoas e 150 591 unidades domiciliares distribuídas por todas as Unidades da Federação.

Com informações do portal UOL Ciência e Saúde

Fonte http://www.labiem.cpgei.cefetpr.br

Fonte http://www.labiem.cpgei.cefetpr.br

Uma das principais causas de morte entre as mulheres no mundo, o câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as brasileiras. A descoberta precoce da doença faz com que a chance de recuperação seja de 95%. Para conscientizar a população sobre a importância dos exames preventivos, nesta sexta-feira (5) é comemorado o Dia Nacional da Mamografia. O dia foi escolhido por ser o de Santa Ágata, protetora das mamas e padroeira dos mastologistas.

“Hoje, as chances de sobrevivência das brasileiras diagnosticadas com câncer de mama são de cerca de 40%”, diz  Alessandra Durstine, vice-presidente em estratégias regionais e diretora para América Latina da ONG American Cancer Society (Sociedade Americana do Câncer). Ela acredita que esse valor possa dobrar, alcançando média semelhante a dos EUA, com políticas públicas que incentivem a mamografia e permitam o acesso aos tratamentos adequados.

“A incidência do câncer de mama tem aumentado por motivos que nem sempre são controláveis, como a menarca precoce e o adiamento da maternidade, mas os índices de mortalidade podem ser reduzidos com diagnóstico precoce e tratamento correto”, acrescenta a especialista, que participou de um fórum sobre a doença em São Paulo esta semana.

Uma das críticas feitas por Durstine é a demora em se iniciar o tratamento do câncer, após o diagnóstico. Segundo ela, esse prazo, no Brasil, é de seis meses, em média.

Idade para começar

No ano passado, uma polêmica em torno da idade correta para se iniciar a mamografia de rotina deixou pacientes confusas no Brasil e nos EUA. Muitos médicos, assim como a Sociedade Americana do Câncer, defendem que o exame seja feito a partir dos 40 anos. Em alguns casos, como quando há casos da doença na família, pode ser feito até antes. “Cabe ao médico decidir a idade para começar, mas a mulher tem a responsabilidade de ir atrás da prevenção”, comenta Durstine.

Com informações do Portal UOL.

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