"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘Internacional’

O trabalho de Rosa Gonçalves como empregada doméstica em Santos (SP) no fim dos anos 70 era embalado pelos hits que saíam de um radinho de pilha, apoiado na janela da cozinha.

Um dia, perguntou para a patroa o que significava “She’s my girl”, nome da música de Morris Albert que fazia parte da trilha sonora da novela “Anjo Mau”, em 1976.

“Ela é minha namorada”, foi a resposta.

“Ah, um dia eu vou aprender a falar inglês”, disse Rosa.

“Imagina, inglês é para gente estudada. Você nunca vai aprender inglês”, cortou a patroa.

Rosa solta um gargalhada ao contar a história, em sua casa em Londres. Na cidade onde mora desde 1978, ela virou liderança comunitária e empresária social.

“Olha onde eu vim parar. E falo inglês melhor que muitos no Brasil hoje em dia”


 

O relato de sua vida foi registrado neste ano pelo Clique Brasiliance, um projeto de valorização da história da comunidade brasileira em Londres que colheu depoimentos de onze pessoas que emigraram do Brasil entre os anos 60 e 80.

Entre a roça e a cozinha

Rosa cresceu em Amparo, no interior de São Paulo. Ela conta que aos seis anos foi treinada para ser empregada. “Porque até aí eu sabia fazer o trabalho em casa, mas não na casa dos outros”, diz.

Nesse dia, cozinhou e serviu seu primeiro almoço – matou uma galinha, a cortou em pedaços e refogou com chuchu.

Depois disso, passou anos se revezando entre o trabalho na roça e como doméstica. Aos 18, foi trabalhar para uma família em Santos. A jornada era quase ininterrupta – havia um dia de folga, às vezes apenas uma tarde, por semana.

Em uma ocasião, as crianças a chamaram de “King Kong”, imitando gestos de macaco. “Quando me levantei para sair correndo atrás delas, foram chamar um tio, que quis me bater”, conta ela.

Cerca de dois anos depois, em 1978, ela foi convidada por outra família a se mudar para Londres, onde trabalharia como empregada por dois anos. Mesmo diante do desafio de emigrar para um país totalmente diferente e distante, Rosa achou que era a chance de “andar para a frente”.

O início foi muito difícil, mas ela não teve vontade de voltar.

“Quando eu cheguei aqui eu chorei por seis meses. Uma dor tão grande. Escrevia carta todos os dias. Não mandava todos os dias, então as cartas iam todas numeradas. Mas eu achava que se eu voltasse a vida podia ser pior”, contou.

Ilegal

Depois de um ano, Rosa deixou o emprego de doméstica e passou a ser camareira em um hotel, onde ganhava 35 libras por semana para trabalhar de 7h às 14h, todos os dias da semana. De tarde, fazia diárias em pousadas por 5 libras. Atualizado pela inflação, isso seria o equivalente a uma renda semanal de cerca de 225 libras hoje ou R$ 850.

Seu visto de dois anos venceu e a brasileira continuou ilegalmente em Londres. Quando se recusou a se relacionar com um homem, amigo do dono de uma pousada onde alugava um quarto, foi denunciada para a imigração.

Rosa passou a tarde na cela de uma delegacia de polícia, mas acabou sendo liberada. Era início dos anos 80, época de protestos violentos em Brixton, bairro de forte migração afrocaribenha no sul de Londres.

A tensão racial era alta no período e havia problemas mais sérios para a polícia se preocupar, conta. Depois disso, conseguiu regularizar sua situação.

Líder comunitária

Rosa passou anos morando em quartinhos alugados até que, em 1984, se mudou para um apartamento em Ferrier Estate, uma espécie de conjunto habitacional em Greenwich, no sudoeste de Londres, com prédios de concreto onde viviam cerca de 5 mil pessoas.

Ela gostava do local e de sua diversidade – havia pessoas dos mais variados locais do mundo, ela lembra. Mas Ferrier Estate era considerado decadente e perigoso e o governo local decidiu demoli-lo para dar lugar a um mega empreendimento imobiliário.

Controverso, o processo se arrastou por mais de um década. A ideia começou a ser discutida em 1999, depois de alguns anos começaram as remoções e apenas em 2010 teve início o processo de demolição. O novo condomínio ainda está sendo erguido.

A perspectiva de demolição de sua casa levou Rosa a participar das negociações sobre como as pessoas seriam removidas, para onde seriam levadas e quais seriam seus direitos. Acabou se tornando uma liderança do bairro.

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Custo chega a quase R$ 20 trilhões; para cada morte em um campo de batalha, nove pessoas são assassinadas em desavenças interpessoais, diz estudo

Arte RatoFX

Arte RatoFX

A violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças, mata muito mais que guerras e é um flagelo muitas vezes subestimado que custa à economia mundial mais de 8 trilhões de dólares por ano (cerca de R$ 20 trilhões), informaram especialistas nesta terça-feira.

O estudo, que seus autores dizem ter sido uma primeira tentativa de estimar os gastos globais da violência, exortou a Organização das Nações Unidas (ONU) a prestar mais atenção aos abusos em casa, que recebem menos destaque que conflitos armados como os da Síria ou da Ucrânia.

“Para cada morte civil em um campo de batalha, nove pessoas… são mortas em desavenças interpessoais”, escreveram Anke Hoeffler, da Universidade Oxford, e James Fearon, da Universidade Stanford, no relatório.

Das brigas domésticas às guerras, eles estimaram que em todo o mundo a violência custe 9,5 trilhões de dólares por ano, sobretudo na perda da produção econômica, o que equivale a 11,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Nos últimos anos, cerca de 20 a 25 nações sofreram com guerras civis, o que devastou muitas economias locais e custou cerca de 170 bilhões de dólares por ano. Os homicídios, a maioria de homens e não relacionados com brigas domésticas, custaram 650 bilhões de dólares.

Mas estas cifras se apequenam diante dos 8 trilhões de dólares anuais do custo da violência doméstica, cuja maioria das vítimas são mulheres e crianças.

O estudo afirma que cerca de 290 milhões de crianças sofreram alguma forma de violência disciplinar em casa, de acordo com estimativas baseadas em dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Com base nos custos estimados, que vão de lesões a serviços de assistência infantil, o estudo calculou que o abuso não-fatal de crianças drena 1,9 por cento do PIB em nações ricas e até 19 por cento do PIB na África subsaariana, onde as modalidades severas de disciplina são comuns.

Bjorn Lomborg, chefe do Centro de Consenso de Copenhagem, que encomendou o relatório, disse que a violência doméstica é frequentemente subestimada, assim como acidentes de carro atraem menos atenção que acidentes de avião, embora muito mais pessoas morram no primeiro caso.

‘Não se trata só de dizer ‘isto é um problema sério’”, disse ele à Reuters. “É uma maneira de encontrar soluções inteligentes”. O Centro emprega estudos de mais de 50 economistas, inclusive três prêmios Nobel, e procura soluções de baixo custo para combater desde a mudança climática até a malária.

O estudo pretende ajudar a ONU a selecionar metas para 2030 para alcançar os Objetivos do Milênio estabelecidos para o período 2000-2015, que incluem a redução da pobreza e a melhoria dos depósitos de água potável. Os novos objetivos poderiam incluir o fim dos espancamentos como forma socialmente aceita de disciplina infantil e a redução da violência doméstica contra mulheres.

Rodrigo Soares, professor da Escola de Economia de São Paulo-FGV, disse ser bom ressaltar o grande número de mortes causadas pela violência doméstica, embora a falta de dados faça com que seja “um pouco ambicioso demais” estimar os custos globais.

Do Terra

“Pequena Sereia” por Saint Hoax

Um dos jeitos mais bem sucedidos que artistas e ilustradores muitas vezes encontram para divulgar seu trabalho na internet é recriando as Princesas da Disney em diferentes contextos, pois esse tipo de conteúdo é altamente viralizante, por causa da popularidade das personagens. Entretanto, a artista Saint Hoax, decidiu usar as clássicas heroínas para fazer um alerta para um tema muito sério: o abuso infantil.

Ela criou o projeto “Princest Diaries” com o objetivo de chamar atenção para o tema, colocando Ariel, Aurora e Jasmine beijando seus respectivos pais. De acordo com ela, esta é uma “campanha de sensibilização direcionada às crianças que foram vítimas de abuso sexual por um membro da família”, declarou, completando que “o propósito da série é incentivar as crianças a relatarem seus casos para que as autoridades impeçam que isso aconteça novamente”.

As imagens trazem um dado preocupante: 46% das crianças e adolescentes estupradas são vítimas dos próprios familiares, diz a legenda de cada foto, sem se referir a fontes e à região/país a que se referem os dados. Mas infelizmente não é difícil de acreditar na informação. De acordo com um relatório do Ministério da Saúde divulgado no início deste ano, pelo menos 20 crianças de zero a 9 anos de idade são atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) por dia. Em 70% dos casos nessa faixa-etária, o abuso aconteceu dentro da casa da vítima.

A motivação para Saint Hoax criar a campanha foi ter descoberto que uma amiga sua havia sido estuprada aos 7 anos de idade. “Como artista e ativista, eu decidi lançar uma luz sobre o assunto novamente em uma nova forma”, afirmou ao site Huffington Post.

No Brasil, para denunciar qualquer tipo de abuso sexual contra crianças e adolescentes, basta ligar para o número 100, que é o número do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O Huffington Post ainda pontuou um assunto interessante. A própria história da Bela Adormecida em sua origem, relata um episódio de abuso sexual. Antes da trama ser adaptada no filme da Disney ela foi contada em duas versões, pelo francês Charles Perrault e pelos irmãos Irmãos Grimm. Entretanto, tanto Perrault quanto os Grimm se basearam em um conto do italiano Giambattista Basile, publicado no século 17. Ao contrário das versões futuras, na história original, a princesa não era acordada de seu sono eterno pelo beijo do amor verdadeiro, mas sim estuprada pelo rei, seu próprio pai, quando ainda estava inconsciente. Depois de nove meses, ela dá a luz a duas crianças e uma delas a acorda.

Do Adoro Cinema

Veja as outras imagens da campanha no site do artista : http://www.sainthoax.com/

Nigéria

Sessenta e três mulheres, raptadas em junho, na Nigéria, durante uma série de ataques atribuídos ao grupo islâmico Boko Haram, no Noroeste do país, conseguiram fugir dos sequestradores, segundo uma fonte de segurança, citada pela France Presse.

Os ataques, que duraram várias horas, ocorreram em 16 de junho na cidade de Kummabza, distrito de Damboa, no estado de Borno, e levaram ao rapto de 68 mulheres.

Uma fonte de segurança de Maiduguri, a capital do Estado, que solicitou anonimato, confirmou hoje à AFP que 63 das reféns conseguiram fugir na noite de sexta-feira (4).

“Acabo de receber o alerta, da parte dos meus colegas da região de Damboa, que 63 mulheres raptadas estão de regresso a casa”, disse hoje à imprensa Abbas Gava, um representante das milícias locais do Estado de Borno, que trabalham em estreita colaboração com as forças de segurança.

“Elas tiveram um grande gesto de coragem e conseguiram fugir quando os seus sequestradores não estavam”, precisou esta fonte, de acordo com a France Presse.

Na sexta-feira à noite, registaram-se confrontos, após um ataque de insurgentes na cidade de Damboa, no qual 50 islamitas foram mortos, segundo o Exército.

Da Agência Brasil

O Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já tinham em suas fileiras mulheres com a patente

Michelle Howard recebe a quarta estrela de oficial-general do secretário da Marinha, Ray Mabus Foto: Chief Mass Communication Specialist Peter D. Lawlor/U.S. Navy / AP

A Marinha dos Estados Unidos promoveu nessa terça-feira uma mulher para a patente de general quatro estrelas pela primeira vez em seus 238 anos de história, representando um marco para as mulheres dentro das Forças Armadas do país. A almirante Michelle Howard foi promovida para o cargo de vice-chefe de operações navais, de acordo com informações da agência AFP.

Howard ficou conhecida por comandar uma força-tarefa no Golfo de Áden, em 2009, em operação para resgatar o comandante de um cargueiro comercial sequestrado por piratas somalis, o capitão Richard Phillips, episódio que seria retratado nas telas do cinema em filme protagonizado por Tom Hanks.

O secretário da Marinha, Ray Mabus, disse que Michelle Howard mereceu a promoção por conta de uma “brilhante carreira naval”, e classificou o episódio como um marco histórico. Jonathan Greenert, almirante-chefe da Marinha, disse que a colega é um modelo e está preparada para carregar o fardo muito bem.

A promoção segue uma recente decisão de comandantes de permitir a presença de oficiais mulheres em submarinos e em operações de combate, postos até então exclusivos para os homens. Mulheres foram admitidas em navios de guerra e jatos de combate em 1993.

Apesar do ineditismo na Marinha, o Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já têm em suas fileiras mulheres com a patente de general quatro estrelas.

Do Terra

Boko Haram

Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de 60 mulheres e adolescentes foram sequestradas em uma série de ataques atribuídos ao grupo islamista armado Boko Haram no nordeste da Nigéria, anunciaram fontes do governo local e vários moradores.

As mortes e sequestros aconteceram durante uma série de ataques cometidos na semana passada na área de Kummabza, na localidade de Damboa, estado de Borno.

O ministério da Defesa da Nigéria anunciou na segunda-feira (23) no Twitter que tentava confirmar as várias informações sobre sequestros de jovens em Borno.

De acordo com uma fonte do governo de Damboa, que pediu anonimato, “mais de 60 mulheres foram atacadas e levadas à força pelos terroristas”.

Um membro do conselho de direção local, Modu Mustapha, não confirmou ou desmentiu a informação.

O líder de uma milícia local, Aji Khalil, confirmou que “mais de 60 mulheres foram sequestradas por terroristas do Boko Haram”.

Um morador refugiado em Maiduguri, capital do estado de Borno, que também pediu anonimato, afirmou que “mais de 30 homens morreram durante o ataque que durou quase quatro dias”. “Depois os criminosos tomaram toda a aldeia como refém durante três dias”, disse.

Quem são os extremistas?

O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009.

Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro departamentos de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte.

Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria.

Para Mohammed Yusuf, fundador da seita, os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, são a fonte de todos os males sofridos pelo país. Ele atraiu a juventude de Maiduguri, capital do estado de Borno, com um discurso agressivo contra o governo da Nigéria.

Segundo informações da agência AFP, o grupo recruta novos membros principalmente entre os “almajirai”, estudantes islâmicos itinerantes, que não tiveram acesso a uma educação de qualidade. Também recebe apoio de intelectuais que consideram que a educação ocidental corrompe o Islã tradicional.

Do G1

Imagem de arquivo mostra presidente do Chile em Santiago, em março de 2014 Foto: Reuters

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo” qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira – dia em que completa 100 dias de mandato – ter cumprido 91% das 56 medidas prometidas em campanha.

Em um ato realizado no município de El Bosque, o mesmo onde anunciou sua candidatura para um segundo mandato, Bachelet disse que as medidas que não foram cumpridas, como a criação dos Ministérios de Cultura e de Assuntos Indígenas, estão pendentes de um diálogo com todos os atores envolvidos.

As matérias relacionadas aos indígenas devem ser analisadas e consultadas com as próprias comunidades envolvidas, como estabelece o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada pelo Chile.

“Façamos as coisas bem, e abramos as consultas”, disse a presidente chilena, que ressaltou que a maioria das medidas responde “à urgência” da cidadania para abordar os problemas que os afetam.

Neste aspecto, Bachelet explicou que as 56 medidas prometidas seguiram “um roteiro e mostraram o sentido, o alcance e as transformações que deseja levar adiante”.

“Queremos articular uma nova maneira de se fazer política e planos, de maneira participativa e cidadã”, ressaltou Bachelet.

“Não queremos nunca mais políticas de costas aos cidadãos”, completou a presidente chilena, ao reiterar que as 56 medidas “são o início de um caminho”. “Hoje fechamos uma etapa, as reformas já estão em andamento e esse é o ritmo que queremos sustentar”, completou.

No entanto, em resposta a Bachelet, o presidente da opositora União Democrata Independente (UDI), Ernesto Silva, afirmou que os primeiros 100 dias do novo governo “foram de cansaço”. “É como se fossem muitos mais”, disse Silva, acrescentando que foram dias “de muita confusão entre os chilenos sobre o futuro do país”.

“Tomara que isto mude (…) Em poucos meses é muito barulho, pouco avanço e muita incerteza. Eu acho que os chilenos se cansaram”, finalizou.

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo”, vinculado à UDI, qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8.

Do TERRA

A presidente Dilma Rousseff recebe a presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff recebeu às 9h10 de hoje (12), na rampa do Palácio do Planalto, a presidenta do Chile, Michele Bachelet. Ainda na rampa, de frente para a Praça dos Três Poderes, e com os Dragões da Independência a postos, as duas chefes de Estado ouviram a execução dos hinos nacionais dos dois países ao lado dos chanceleres brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, e chileno, Heraldo Muñoz. Vestida de verde, Dilma respondeu com um sinal positivo quando alguns jornalistas perguntaram se vai ter copa.

As duas presidentas se reuniram por cerca de uma hora e, logo depois, assinaram o Memorando de Entendimento para o Intercâmbio de Documentos para Esclarecimento de Graves Violações aos Direitos Humanos. No início de abril, em visita a Brasília, Muñoz anunciou junto com Figueiredo o acordo para a troca de informações sobre cidadãos brasileiros presos no Chile e de chilenos presos no Brasil durante ditaduras militares, lembrando que as duas mandatárias foram vítimas desses regimes.

Também no Palácio do Planalto, na presença de Dilma e Bachelet, o presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Tigre, e o presidente da Sociedade de Fomento Fabril (Sofofa), Hermann Von Muhlenbrock, assinam uma declaração se comprometendo a desenvolver projetos para ampliar e diversificar as relações comerciais entre os países.

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, o Brasil é o principal destino de investimentos chilenos no mundo, com estoque de US$ 24,6 bilhões. O Brasil tem aumentado presença no Chile, principalmente nos setores de energia, serviços financeiros, alimentos, mineração, siderurgia e construção civil. As trocas comerciais entre os países alcançaram US$ 8,8 bilhões em 2013, representando aumento de 65,3% nos últimos quatro anos.

Depois do encontro, as duas presidentas seguem para São Paulo, que sedia a abertura da Copa do Mundo e a estreia do Brasil hoje, às 17h, contra a Croácia. Na capital paulista, Dilma oferecerá um almoço aos chefes de Estado que estarão presentes na abertura. Além de Dilma e Bachelet, estão confirmados na partida o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o primeiro-ministro croata, Zorán Milanovic, os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Uruguai, José Mujica, do Paraguai, Horácio Cartes, da República do Congo, Denis Sassou-Nguesso, e o emir do Catar, Tamin Bin Hamad Al Thani.

Da Agência Brasil

Top 10 - Arte Época

Top 10 – Arte Época

A revista americana Forbes divulgou nesta quarta-feira (28/05) a lista de 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo. A presidente Dilma Rousseff aparece na quarta colocação, duas posições abaixo em relação ao ranking de 2013 – quando foi a 2ª colocada. A Forbes descreve Dilma como “uma das chefes de estado mais poderosas do mundo, que comanda a 7ª maior economia mundial”.

A revista destaca ainda que a presidente brasileira fez duras críticas aos Estados Unidos em relação aos escândalos de espionagem durante a última Assembleia Geral da ONU e cancelou a visita aos EUA após ser revelado que a Agência de Segurança do país interceptava os seus emails.

Na lista de 2014, a chanceler alemã Angela Merkel manteve-se no topo, apresentada como a mulher mais poderosa do mundo. Mas quem ganhou destaque mesmo da revista foi Janet Yellen, que assumiu recentemente a presidência do Federal Reserve, o Banco Central americano. Ela ocupa a 2ª posição na lista. “Colegas elogiam sua capacidade de explicar ideias complexas com palavras simples”, afirma a revista. É a primeira representante do FED a figurar nesse ranking e um dos 18 novos rostos da lista.

Em relação ao ranking do ano passado, a presidente da Graça Foster subiu três posições e ocupa o 16º lugar. Outra brasileira na lista é Gisele Bündchen, apresentada como “celebridade”. Ela está na 89ª colocação.

Entre as executivas, destacam-se na lista Sheryl Sandberg, COO do Facebook (9ª); Marissa Meyer, CEO do Yahoo (18º), Mary Barra, nova CEO da GM (7º) e Virginia Rometty, CEO da IBM (10º). Destaque também para a rainha Elizabeth, que ocupa a 35ª posição.

Da Época 

Foto: Reprodução – Twitter

Primeira-dama norte-americana e jovem paquistanesa divulgaram nesta quarta-feira o seu apoio às adolescentes

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, manifestou nesta quarta-feira sua solidariedade às mais de 200 adolescentes sequestradas na Nigéria, em uma mensagem pessoal no Twitter. Mais cedo, Malala Yousafzai também se posicionou “Nossas orações estão com estas meninas nigerianas desaparecidas e com suas famílias. É hora de #BringBackOurGirls” (‘trazer nossas meninas de volta para casa’), indicou a primeira-dama em sua conta @FLOTUS com uma imagem sua na qual exibe um cartaz no qual está escrito #BringBackOurGirls”.

Os Estados Unidos enviaram especialistas, incluindo militares, para ajudar a resgatar as meninas, que foram sequestradas de sua escola no nordeste da Nigéria.

Malala, a menina paquistanesa que se recuperou milagrosamente após um tiro na cabeça disparado por membros do Talibã, disse que as mulheres são atacadas por quem teme uma sociedade em que as mulheres tenham poder m entrevista à CNN, a jovem disse que é “irmã das adolescentes sequestradas na Nigéria”. “As meninas na Nigéria são minhas irmãs e é minha responsabilidade falar por minhas irmãs”, disse ela. nas redes sociais, uma foto de Malala com cartaz também está sendo compartilhada.

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Ig
setembro 2014
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