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Comentários ‘Internacional’

“Pequena Sereia” por Saint Hoax

Um dos jeitos mais bem sucedidos que artistas e ilustradores muitas vezes encontram para divulgar seu trabalho na internet é recriando as Princesas da Disney em diferentes contextos, pois esse tipo de conteúdo é altamente viralizante, por causa da popularidade das personagens. Entretanto, a artista Saint Hoax, decidiu usar as clássicas heroínas para fazer um alerta para um tema muito sério: o abuso infantil.

Ela criou o projeto “Princest Diaries” com o objetivo de chamar atenção para o tema, colocando Ariel, Aurora e Jasmine beijando seus respectivos pais. De acordo com ela, esta é uma “campanha de sensibilização direcionada às crianças que foram vítimas de abuso sexual por um membro da família”, declarou, completando que “o propósito da série é incentivar as crianças a relatarem seus casos para que as autoridades impeçam que isso aconteça novamente”.

As imagens trazem um dado preocupante: 46% das crianças e adolescentes estupradas são vítimas dos próprios familiares, diz a legenda de cada foto, sem se referir a fontes e à região/país a que se referem os dados. Mas infelizmente não é difícil de acreditar na informação. De acordo com um relatório do Ministério da Saúde divulgado no início deste ano, pelo menos 20 crianças de zero a 9 anos de idade são atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) por dia. Em 70% dos casos nessa faixa-etária, o abuso aconteceu dentro da casa da vítima.

A motivação para Saint Hoax criar a campanha foi ter descoberto que uma amiga sua havia sido estuprada aos 7 anos de idade. “Como artista e ativista, eu decidi lançar uma luz sobre o assunto novamente em uma nova forma”, afirmou ao site Huffington Post.

No Brasil, para denunciar qualquer tipo de abuso sexual contra crianças e adolescentes, basta ligar para o número 100, que é o número do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O Huffington Post ainda pontuou um assunto interessante. A própria história da Bela Adormecida em sua origem, relata um episódio de abuso sexual. Antes da trama ser adaptada no filme da Disney ela foi contada em duas versões, pelo francês Charles Perrault e pelos irmãos Irmãos Grimm. Entretanto, tanto Perrault quanto os Grimm se basearam em um conto do italiano Giambattista Basile, publicado no século 17. Ao contrário das versões futuras, na história original, a princesa não era acordada de seu sono eterno pelo beijo do amor verdadeiro, mas sim estuprada pelo rei, seu próprio pai, quando ainda estava inconsciente. Depois de nove meses, ela dá a luz a duas crianças e uma delas a acorda.

Do Adoro Cinema

Veja as outras imagens da campanha no site do artista : http://www.sainthoax.com/

Nigéria

Sessenta e três mulheres, raptadas em junho, na Nigéria, durante uma série de ataques atribuídos ao grupo islâmico Boko Haram, no Noroeste do país, conseguiram fugir dos sequestradores, segundo uma fonte de segurança, citada pela France Presse.

Os ataques, que duraram várias horas, ocorreram em 16 de junho na cidade de Kummabza, distrito de Damboa, no estado de Borno, e levaram ao rapto de 68 mulheres.

Uma fonte de segurança de Maiduguri, a capital do Estado, que solicitou anonimato, confirmou hoje à AFP que 63 das reféns conseguiram fugir na noite de sexta-feira (4).

“Acabo de receber o alerta, da parte dos meus colegas da região de Damboa, que 63 mulheres raptadas estão de regresso a casa”, disse hoje à imprensa Abbas Gava, um representante das milícias locais do Estado de Borno, que trabalham em estreita colaboração com as forças de segurança.

“Elas tiveram um grande gesto de coragem e conseguiram fugir quando os seus sequestradores não estavam”, precisou esta fonte, de acordo com a France Presse.

Na sexta-feira à noite, registaram-se confrontos, após um ataque de insurgentes na cidade de Damboa, no qual 50 islamitas foram mortos, segundo o Exército.

Da Agência Brasil

O Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já tinham em suas fileiras mulheres com a patente

Michelle Howard recebe a quarta estrela de oficial-general do secretário da Marinha, Ray Mabus Foto: Chief Mass Communication Specialist Peter D. Lawlor/U.S. Navy / AP

A Marinha dos Estados Unidos promoveu nessa terça-feira uma mulher para a patente de general quatro estrelas pela primeira vez em seus 238 anos de história, representando um marco para as mulheres dentro das Forças Armadas do país. A almirante Michelle Howard foi promovida para o cargo de vice-chefe de operações navais, de acordo com informações da agência AFP.

Howard ficou conhecida por comandar uma força-tarefa no Golfo de Áden, em 2009, em operação para resgatar o comandante de um cargueiro comercial sequestrado por piratas somalis, o capitão Richard Phillips, episódio que seria retratado nas telas do cinema em filme protagonizado por Tom Hanks.

O secretário da Marinha, Ray Mabus, disse que Michelle Howard mereceu a promoção por conta de uma “brilhante carreira naval”, e classificou o episódio como um marco histórico. Jonathan Greenert, almirante-chefe da Marinha, disse que a colega é um modelo e está preparada para carregar o fardo muito bem.

A promoção segue uma recente decisão de comandantes de permitir a presença de oficiais mulheres em submarinos e em operações de combate, postos até então exclusivos para os homens. Mulheres foram admitidas em navios de guerra e jatos de combate em 1993.

Apesar do ineditismo na Marinha, o Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já têm em suas fileiras mulheres com a patente de general quatro estrelas.

Do Terra

Boko Haram

Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de 60 mulheres e adolescentes foram sequestradas em uma série de ataques atribuídos ao grupo islamista armado Boko Haram no nordeste da Nigéria, anunciaram fontes do governo local e vários moradores.

As mortes e sequestros aconteceram durante uma série de ataques cometidos na semana passada na área de Kummabza, na localidade de Damboa, estado de Borno.

O ministério da Defesa da Nigéria anunciou na segunda-feira (23) no Twitter que tentava confirmar as várias informações sobre sequestros de jovens em Borno.

De acordo com uma fonte do governo de Damboa, que pediu anonimato, “mais de 60 mulheres foram atacadas e levadas à força pelos terroristas”.

Um membro do conselho de direção local, Modu Mustapha, não confirmou ou desmentiu a informação.

O líder de uma milícia local, Aji Khalil, confirmou que “mais de 60 mulheres foram sequestradas por terroristas do Boko Haram”.

Um morador refugiado em Maiduguri, capital do estado de Borno, que também pediu anonimato, afirmou que “mais de 30 homens morreram durante o ataque que durou quase quatro dias”. “Depois os criminosos tomaram toda a aldeia como refém durante três dias”, disse.

Quem são os extremistas?

O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009.

Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro departamentos de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte.

Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria.

Para Mohammed Yusuf, fundador da seita, os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, são a fonte de todos os males sofridos pelo país. Ele atraiu a juventude de Maiduguri, capital do estado de Borno, com um discurso agressivo contra o governo da Nigéria.

Segundo informações da agência AFP, o grupo recruta novos membros principalmente entre os “almajirai”, estudantes islâmicos itinerantes, que não tiveram acesso a uma educação de qualidade. Também recebe apoio de intelectuais que consideram que a educação ocidental corrompe o Islã tradicional.

Do G1

Imagem de arquivo mostra presidente do Chile em Santiago, em março de 2014 Foto: Reuters

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo” qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira – dia em que completa 100 dias de mandato – ter cumprido 91% das 56 medidas prometidas em campanha.

Em um ato realizado no município de El Bosque, o mesmo onde anunciou sua candidatura para um segundo mandato, Bachelet disse que as medidas que não foram cumpridas, como a criação dos Ministérios de Cultura e de Assuntos Indígenas, estão pendentes de um diálogo com todos os atores envolvidos.

As matérias relacionadas aos indígenas devem ser analisadas e consultadas com as próprias comunidades envolvidas, como estabelece o Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada pelo Chile.

“Façamos as coisas bem, e abramos as consultas”, disse a presidente chilena, que ressaltou que a maioria das medidas responde “à urgência” da cidadania para abordar os problemas que os afetam.

Neste aspecto, Bachelet explicou que as 56 medidas prometidas seguiram “um roteiro e mostraram o sentido, o alcance e as transformações que deseja levar adiante”.

“Queremos articular uma nova maneira de se fazer política e planos, de maneira participativa e cidadã”, ressaltou Bachelet.

“Não queremos nunca mais políticas de costas aos cidadãos”, completou a presidente chilena, ao reiterar que as 56 medidas “são o início de um caminho”. “Hoje fechamos uma etapa, as reformas já estão em andamento e esse é o ritmo que queremos sustentar”, completou.

No entanto, em resposta a Bachelet, o presidente da opositora União Democrata Independente (UDI), Ernesto Silva, afirmou que os primeiros 100 dias do novo governo “foram de cansaço”. “É como se fossem muitos mais”, disse Silva, acrescentando que foram dias “de muita confusão entre os chilenos sobre o futuro do país”.

“Tomara que isto mude (…) Em poucos meses é muito barulho, pouco avanço e muita incerteza. Eu acho que os chilenos se cansaram”, finalizou.

Em uma escala de 1 a 7, o centro de estudos ultraconservador “Libertad y Desarrollo”, vinculado à UDI, qualificou o cumprimento das promessas de Bachelet com 3,8.

Do TERRA

A presidente Dilma Rousseff recebe a presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff recebeu às 9h10 de hoje (12), na rampa do Palácio do Planalto, a presidenta do Chile, Michele Bachelet. Ainda na rampa, de frente para a Praça dos Três Poderes, e com os Dragões da Independência a postos, as duas chefes de Estado ouviram a execução dos hinos nacionais dos dois países ao lado dos chanceleres brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, e chileno, Heraldo Muñoz. Vestida de verde, Dilma respondeu com um sinal positivo quando alguns jornalistas perguntaram se vai ter copa.

As duas presidentas se reuniram por cerca de uma hora e, logo depois, assinaram o Memorando de Entendimento para o Intercâmbio de Documentos para Esclarecimento de Graves Violações aos Direitos Humanos. No início de abril, em visita a Brasília, Muñoz anunciou junto com Figueiredo o acordo para a troca de informações sobre cidadãos brasileiros presos no Chile e de chilenos presos no Brasil durante ditaduras militares, lembrando que as duas mandatárias foram vítimas desses regimes.

Também no Palácio do Planalto, na presença de Dilma e Bachelet, o presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Tigre, e o presidente da Sociedade de Fomento Fabril (Sofofa), Hermann Von Muhlenbrock, assinam uma declaração se comprometendo a desenvolver projetos para ampliar e diversificar as relações comerciais entre os países.

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, o Brasil é o principal destino de investimentos chilenos no mundo, com estoque de US$ 24,6 bilhões. O Brasil tem aumentado presença no Chile, principalmente nos setores de energia, serviços financeiros, alimentos, mineração, siderurgia e construção civil. As trocas comerciais entre os países alcançaram US$ 8,8 bilhões em 2013, representando aumento de 65,3% nos últimos quatro anos.

Depois do encontro, as duas presidentas seguem para São Paulo, que sedia a abertura da Copa do Mundo e a estreia do Brasil hoje, às 17h, contra a Croácia. Na capital paulista, Dilma oferecerá um almoço aos chefes de Estado que estarão presentes na abertura. Além de Dilma e Bachelet, estão confirmados na partida o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o primeiro-ministro croata, Zorán Milanovic, os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Uruguai, José Mujica, do Paraguai, Horácio Cartes, da República do Congo, Denis Sassou-Nguesso, e o emir do Catar, Tamin Bin Hamad Al Thani.

Da Agência Brasil

Top 10 - Arte Época

Top 10 – Arte Época

A revista americana Forbes divulgou nesta quarta-feira (28/05) a lista de 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo. A presidente Dilma Rousseff aparece na quarta colocação, duas posições abaixo em relação ao ranking de 2013 – quando foi a 2ª colocada. A Forbes descreve Dilma como “uma das chefes de estado mais poderosas do mundo, que comanda a 7ª maior economia mundial”.

A revista destaca ainda que a presidente brasileira fez duras críticas aos Estados Unidos em relação aos escândalos de espionagem durante a última Assembleia Geral da ONU e cancelou a visita aos EUA após ser revelado que a Agência de Segurança do país interceptava os seus emails.

Na lista de 2014, a chanceler alemã Angela Merkel manteve-se no topo, apresentada como a mulher mais poderosa do mundo. Mas quem ganhou destaque mesmo da revista foi Janet Yellen, que assumiu recentemente a presidência do Federal Reserve, o Banco Central americano. Ela ocupa a 2ª posição na lista. “Colegas elogiam sua capacidade de explicar ideias complexas com palavras simples”, afirma a revista. É a primeira representante do FED a figurar nesse ranking e um dos 18 novos rostos da lista.

Em relação ao ranking do ano passado, a presidente da Graça Foster subiu três posições e ocupa o 16º lugar. Outra brasileira na lista é Gisele Bündchen, apresentada como “celebridade”. Ela está na 89ª colocação.

Entre as executivas, destacam-se na lista Sheryl Sandberg, COO do Facebook (9ª); Marissa Meyer, CEO do Yahoo (18º), Mary Barra, nova CEO da GM (7º) e Virginia Rometty, CEO da IBM (10º). Destaque também para a rainha Elizabeth, que ocupa a 35ª posição.

Da Época 

Foto: Reprodução – Twitter

Primeira-dama norte-americana e jovem paquistanesa divulgaram nesta quarta-feira o seu apoio às adolescentes

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, manifestou nesta quarta-feira sua solidariedade às mais de 200 adolescentes sequestradas na Nigéria, em uma mensagem pessoal no Twitter. Mais cedo, Malala Yousafzai também se posicionou “Nossas orações estão com estas meninas nigerianas desaparecidas e com suas famílias. É hora de #BringBackOurGirls” (‘trazer nossas meninas de volta para casa’), indicou a primeira-dama em sua conta @FLOTUS com uma imagem sua na qual exibe um cartaz no qual está escrito #BringBackOurGirls”.

Os Estados Unidos enviaram especialistas, incluindo militares, para ajudar a resgatar as meninas, que foram sequestradas de sua escola no nordeste da Nigéria.

Malala, a menina paquistanesa que se recuperou milagrosamente após um tiro na cabeça disparado por membros do Talibã, disse que as mulheres são atacadas por quem teme uma sociedade em que as mulheres tenham poder m entrevista à CNN, a jovem disse que é “irmã das adolescentes sequestradas na Nigéria”. “As meninas na Nigéria são minhas irmãs e é minha responsabilidade falar por minhas irmãs”, disse ela. nas redes sociais, uma foto de Malala com cartaz também está sendo compartilhada.

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Helena Costa – Reprodução

Helena Costa assumirá o cargo de treinadora do Clermont, clube da segunda divisão francesa, a partir da próxima temporada. Ela substituirá Régis Brouard, que deixará o time, 14º colocado na Ligue 2. Será a primeira mulher a ocupar o cargo de treinadora principal de um time de futebol profissional na França. Ao mesmo tempo em que a notícia é triste, por pensarmos que em pleno 2014 a presença de mulheres nos cargos de futebol ainda é uma raridade, ela é também animadora. Afinal, se isso já deveria ter acontecido antes, ao menos alguém resolveu dar o primeiro passo.

Um zagueiro do Clermont, Anthony Lippini, deu uma declaração que mostra bem o espírito que a contratação pioneira da técnica Helena Costa deve ser encarado. “Eu estava falando com meu fisioterapeuta sobre a vez em que a primeira mulher entrou no exército, um ambiente muito machista. No começo, houve um pouco de choque. Mas agora, a presença de mulheres no exército se tornou normal. Deve acontecer o mesmo no futebol”, afirmou o jogador ao jornal L’Équipe.

“Eu mal posso esperar para voltar na próxima temporada e fazer parte disso. Eu estou realmente curioso. Será uma experiência única ser o primeiro time profissional a ser dirigido por uma mulher na França. É bom, cria repercussão”, disse ainda o jogador. No comunicado que anunciou Helena Costa como técnica, o clube disse que a escolha da treinadora “deve ajudar o clube a entrar em uma nova era”.

A portuguesa de 36 anos tem muita experiência com futebol. Começou a carreira no Benfica, onde ocupou vários cargos até começar a dirigir o time feminino. Depois, tornou-se olheira do Celtic em Portugal e na Espanha entre 2008 e 2011. O clube escocês, aliás, divulgou um comunicado parabenizando a sua ex-funcionária pelo novo cargo que ocupará.

“Nós gostaríamos de parabenizar Helena sinceramente por assumir esse novo cargo”, afirmou um representante do Celtic ao jornal Guardian. “Ele fez um excelente trabalho para nós e sabemos que ela dará, nesse novo cargo, o mesmo nível de comprometimento e dedicação que ela deu ao Celtic”.

Não será a primeira vez que Helena comandará um time masculino. Ela treinou o Cheleirense, time que disputa divisões inferiores de Portugal e pelo qual venceu o campeonato regional de Lisboa em 2006. Ela também comandou times femininos no país, como a Sociedade União, clube pelo qual foi campeã portuguesa e levou a equipe à Liga dos Campeões feminina em 2008, e o Odivelas, levando o clube para a primeira divisão portuguesa feminina.

No comando do Catar, Helena conseguiu dar à seleção a sua primeira vitória, 4 a 1 sobre as Ilhas Maldivas em 2012. No Irã, último cargo que ocupava, não conseguiu classificar o time para a Copa do Mundo feminina. Na fase de classificação para a Copa Asiática, que serve como Eliminatórias para a Copa, o time ficou em terceiro no Grupo B, atrás da Tailândia e Filipinas, ficando à frente apenas de Bangladesh. Em três jogos, o time venceu uma e perdeu duas. Mesmo assim, ela só deixou o cargo porque um familiar adoeceu e ela teve que voltar a Portugal.

Em entrevista ao jornal português Record, a treinadora falou sobre a sua paixão de futebol. “É mais do que uma paixão, é um vício”, ela disse. Ela revelava ter convites para treinar a Líbia e as Ilhas Maldivas, mas que preferia continuar como olheira do Celtic nesse tempo, se dedicar à família e esperar por uma oportunidade melhor.

Antes de Helena Costa, a última mulher que tinha ocupado o cargo de treinadora em um dos países mais importantes do futebol europeu tinha sido Carolina Morace, que assumiu o Viterbese, da terceira divisão italiana, por dois jogos em 1999. Helena Costa será apresentada à imprensa logo após o final da temporada.

Que seja só a primeira e que logo nós não tenhamos nem mais motivos para falar sobre uma mulher assumindo o comando de um time de futebol. Ainda há um longo caminho pela frente.

Do Trivela

Stop Street Harassment – Divulgação

Assobios, vulgaridades e comentários gratuitos são o pão da cada dia de milhões de mulheres no mundo. É a forma de assédio mais tolerada socialmente e que acontece na rua, espaço eleito por Tatyana Fazlalizadeh para uma campanha que aborda os homens: “Pare de dizer às mulheres para que sorriam”.

Com um rolo, cola e um grupo de voluntárias que não para de crescer, a criadora americana imprimiu nas paredes das principais cidades do país os rostos de mulheres reais – inclusive o seu – que sofreram assédio na rua junto de fortes mensagens em inglês e em espanhol que respondem às agressões verbais mais comuns.

“Meu nome não é ‘pequena’”, “Minha roupa não é um convite”, “Não estou aqui para você”, “As mulheres não buscam sua aprovação”. Estas são algumas das frases que a artista de 27 anos levou a um espaço, a rua, onde as mulheres se sentem frequentemente “incomodadas e inseguras”, explicou no manifesto de sua campanha.

O assédio verbal de rua é a agressão à mulher menos documentada e a mais difícil de classificar em termos legais, apesar de sua incidência superar os 80% entre adolescentes e jovens, segundo os estudos da organização sem fins lucrativos “Stop Street Harassment” (SSH).

Uma de cada quatro meninas já foi vítima desse tipo de assédio aos 12 anos e 90% das meninas de 19 anos respondeu afirmativamente quando perguntadas se já se sentiram intimidada pelas “palavras e ações desrespeitosas de desconhecidos em um espaço público”.

Essa é a definição que a SSH dá ao ‘assédio de rua’, um termo muito menos estudado e regulado do que “assédio sexual” ou “agressão sexual”, já que se refere em boa medida a comportamentos que, embora ofensivos e perturbadores, não são tipificados como crime.

E mais, chamar a atenção das mulheres na rua e fazer comentários obscenos sobre seu corpo em muitos casos é tratado com condescendência, como um elogio ou uma piada inofensiva.

Mudar esta visão é o que moveu Fazlalizadeh a pegar sua câmera, seu rolo e sua tinta no outono de 2012, quando começou a ocupar as ruas do bairro nova-iorquino do Brooklyn com rostos, frases e uma mensagem clara: este comportamento não é aceitável.

O que começou então como uma modesta iniciativa individual se transformou agora em uma campanha nacional que envolveu centenas de mulheres.

“Apesar de sua incidência, a violência e o assédio contra as meninas e as mulheres nos espaços públicos continua sendo um assunto amplamente ignorado, do qual poucas leis ou políticas se ocupam”, escreveu a ex-presidente do Chile Michele Bachelet quando era diretora-executiva de ONU Mulheres, a entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero.

Para reverter esta situação, Fazlalizadeh ofereceu várias formas de participação em sua campanha através de um site que recruta voluntárias tanto para pegar o rodo como para dar a conhecer a iniciativa nos meios de comunicação e nas redes sociais.

A pintora e ilustradora, nascida em Oklahoma e de ascendência iraniana e afro-americana, fotografou primeiro as voluntárias, depois desenhou seus rostos, sempre com olhar desafiante, e por último os imprimiu em cartazes em branco e preto junto de mensagens em letras maiúsculas: “As mulheres não saem à rua para o entretenimento dos homens”.

Esses textos não são fruto da imaginação de Fazlalizadeh, nasceram das histórias reais que as voluntárias revelaram nas entrevistas que fez por todo o país.

A falta de conscientização social sobre o assédio verbal de rua pode ser comprovada com a reação que alguns homens tiveram diante da campanha: em alguns cartazes apareceram pintadas sobre a mensagem ” Pare de dizer às mulheres para que sorriam” o texto: “Obriguem-nas”.

Muitas das protagonistas desta iniciativa pertencem às minorias afro-americana, asiática e latina, grupos onde a incidência deste tipo de agressões é ainda maior. Daí que alguns dos cartazes estejam escritos em espanhol.

A escolha dos muros públicos em lugar das paredes de uma sala de exposições não foi casual. Fazlalizadeh quis levar as mensagens das mulheres ao mesmo cenário em que são vítimas do assédio, a rua. Como advertência a eles, e de lembrança para elas: “Não estão sozinhas”.

Do UOL

Ig
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