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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘História’

Foto: Orlando Brito

Tomam posse hoje (16) os sete integrantes da Comissão da Verdade. Nomeado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff, o grupo terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

Os integrantes da comissão foram escolhidos pela própria presidenta a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos. Fazem parte da comissão o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o jurista José Paulo Cavalcante Filho, a psicanalista Maria Rita Kehl, o professor Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro, que participa de missões internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive a que denunciou recentemente violações de direitos humanos na Síria, e a advogada Rosa Maria Cardoso Cunha – que defendeu Dilma durante a ditadura militar.

Deverão estar presentes à cerimônia de instalação os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

A lei que cria a comissão foi sancionada em novembro do ano passado. De acordo com o texto, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo. O grupo vai aproveitar as informações produzidas há 16 anos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há dez anos pela Comissão de Anistia.

Após a posse, os membros da comissão vão fazer a primeira reunião para definir a agenda e os planos de trabalho. Também devem escolher o presidente do colegiado.

 Da Agência Brasil

Cotas Raciais

No começo eram os índios que aqui habitavam. Recepcionaram os portugueses, cuja genética já estava acrescida da dos fenícios, gregos, romanos, judeus, árabes e de outras tantas.

Os portugueses, por sua vez, trouxeram os negros para o trabalho escravo, que se miscigenaram com os índios e com os próprios portugueses. Vieram os espanhóis, os holandeses, ingleses, japoneses, alemães e outros povos, não necessariamente nessa ordem, mas que por aqui também deixaram suas contribuições genéticas. Estava consolidada a genética do povo brasileiro. Descendemos dos negros, dos índios e dos europeus. Aprendia-se na escola que caboclo era o resultado da miscigenação entre o branco e o índio, o mulato, entre o negro e o branco e cafuzo entre o índio e o negro, lembram-se?

Somos um povo 100% mestiço e a nossa Constituição/88 (CF/88) nos assegura que somos todos iguais sem distinção de qualquer natureza e, portanto, não deveria haver espaço para qualquer desigualdade. Mas há, e muita, infelizmente.

Bom, e as cotas, onde entram nesse contexto? Na História, nos caminhos que o Brasil trilhou até aqui. Deveria ter sido como tecer um tricô, ponto a ponto, com o cuidado de desmanchar o que não ficou bom. Desmancha-se e faz-se tudo novamente, de forma melhor.

Mas essa receita não foi seguida. Desde a abolição da escravatura – sim, lá trás – o que se teceu como meio para reduzir as desigualdades sociais entre os brasileiros de qualquer cor, que já eram, então, abissais, não surtiu os efeitos desejados. Os planos e projetos para incluí-los à sociedade nunca lhes deram as mesmas oportunidades.

Ao longo dos tempos teceram o mesmo padrão de pontos mal feitos, e o resultado é esse que se tem. Oportunidades cruelmente distintas que, no caso, desembocaram no gargalo do ensino superior, porta estreita que pode proporcionar um futuro mais promissor.

No fundo a questão não é racial e sim, social.

Dia 26 último, numa tentativa de minimizar o problema, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o sistema de cotas para negros nas universidades federais que já se utilizam, ou estão em vias de utilizar do sistema de cotas.

E onde ficou a proteção constitucional para os que compartilham da mesma situação social dos negros, mas não tem essa mesma tonalidade de pele? Não é o princípio da igualdade que impede tratamento distinto entre pessoas que se acham em situações idênticas?

Numa visão macro, não será pela facilitação do ingresso ao ensino superior de qualidade que resolverá essa situação, que beneficiará, certamente, a uma minoria.

 Entre a porta de entrada de uma universidade pública e a colação de grau, há percalços a serem enfrentados, e por vezes, intransponíveis. Por exemplo, a dificuldade ou impossibilidade de se trabalhar enquanto estuda, uma vez que as grades horárias costumam ser picadas ao longo do dia.  As  greves, líquidas e certas, em algum momento, retardando a conclusão do curso. A necessidade de compulsar bons livros em idiomas estrangeiros, idiomas aos quais nunca, ou pouco tiveram acesso.  E há, ainda, a peneira ao final do curso onde viagens, estágios e experiências extracurriculares pesam, e muito, na hora de uma contratação.

A primeira vista pode parecer que finalmente vão ser tecidas oportunidades isonômicas, mas a grande vitória só virá realmente, quando se proporcionar educação básica e ensino profissionalizante, ambos de alta qualidade.

Aí sim, todos, independentemente do matiz de suas peles chegarão por seus próprios méritos, não só às universidades, mas onde seus sonhos os levarem.


Katia Dias Freitas

 

 

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília.

Contato: contato@freitastotolipedrosa.adv.br

Foto: Maria Lenk, primeira brasileira a competir nos Jogos Olímpicos Ascom – Ministério do Esporte

A cidade de Atenas, na Grécia, primeira sede dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, entrou para a história ao resgatar a competição que reúne os países para celebrar o esporte. Na ocasião, nenhuma mulher participou das 42 provas de nove modalidades, que foram disputadas por 311 homens de 13 países. A estreia das mulheres nas Olimpíadas veio em Paris, 1900, somente quatro anos depois: 11 atletas femininas competiram no golfe e no tênis, esportes considerados pelos organizadores de pouco esforço físico.

Uma vez que o esporte se construiu historicamente como um fenômeno masculino, associado a elementos como força, velocidade, coragem e exposição pública, as mulheres enfrentaram, cada uma no seu tempo, o estigma e o preconceito. São 112 anos de participação feminina no maior evento esportivo do mundo. Mulheres anônimas, desconhecidas e famosas, que contribuíram e contribuem para a edificação do esporte na sociedade.

A nadadora Maria Lenk é uma das referências brasileiras no esporte, sendo a primeira mulher do país a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos, em 1932, em Los Angeles. A presença feminina no esporte está ligada à luta das brasileiras pelo reconhecimento de seu lugar de destaque na sociedade. A ginasta Daniele Hypólito ressalta que as mulheres são, além de tudo, guerreiras: “A mulher desde cedo aprende a vencer na sociedade. E no esporte não é diferente: aos poucos, nós vamos ganhando o nosso espaço.”

Durante a semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado na quinta-feira (08.03), o portal do Ministério do Esporte publica uma série de matérias com depoimentos, histórias e entrevistas destacando as mulheres que contribuem para o enriquecimento da prática esportiva no país.

Fonte histórica: BUBIO, Katia (Org.) (2011): As mulheres e o esporte olímpico brasileiro
Acompanhe as notícias do Ministério do Esporte no Twitter e no Facebook
Novo filme de Clint Eastwood usa Freud para explicar a persona de um dos mais poderosos americanos do século 20

J.Edgar - EUA - 2011

Eastwood em seu filme mais freudiano – Em J.Edgar (J.Edgar – EUA – 2011), o cineasta Clint Eastwood literalmente retira o pano que sempre encobriu a personalidade de um dos mais poderosos americanos do século 20. Ninguém menos do que J. Edgar Hoover, fundador e líder supremo do Federal Bureau of Investigations – FBI, por quase cinco décadas. O enredo coloca sonda no inconsciente do personagem e, a partir dali, acende holofote sobre as fraquezas de quem tentou, sempre, se mostrar duro como um rochedo, por fora. O quarteto principal reúne arquétipos freudianos conhecidos: mãe castradora, Annie Hoover (Judi Dench, magnífica) e filho submisso, Edgar, que reprime e tenta esconder suas inclinações sexuais, por sentir medo da mãe, numa relação edipiana mal resolvida (Leonardo di Caprio, em grande performance, atingiu o que parecia impossível, que foi superar a sua atuação em O Aviador, quando incorporou o lendário magnata Howard Hughes). Há ainda o melhor amigo Clyde Tolson (Armie Hammer, perfeito em seu desempenho), como”libertador” das pulsões sexuais recalcadas, alvo da paixão do outro, devidamente correspondida. E mulher bela e jovem (Helen Gandy, vivida por Naomi Watts, igualmente estonteante na vida real), assexuada declaradamente, que aceita ser a eterna e fiel secretária, depositária inexpugnável dos maiores segredos políticos e sexuais dos Estados Unidos, no período entre 1924 e 1972. Cinebiografia eficiente, que provoca no espectador a sensação de ter assistido narrativa contendo autêntico retrato falado (e filmado) do poderoso chefão da polícia federal americana.

Resumo da história - O filme conta a história de John Edgar Hoover (Leonardo di Caprio), desde os primeiros tempos. Confinado pelo sistema a tarefas burocráticas, ele se mostrou determinado na construção de estrutura que usasse métodos científicos avançados para ajudar na investigação de crimes hediondos. Em paralelo, trabalhou politicamente no sentido de aprovar legislação que permitisse ao recém-criado FBI autorização para atuar em escala nacional, se sobrepondo, quando necessário, às leis estaduais. E, obstinado, conseguiu recursos orçamentários para aquisição de armas e equipamentos tão ou mais sofisticados do que aqueles usados pelo crime organizado. Naqueles primeiros anos, o FBI prendeu, efetivamente, facínoras notórios. E se envolveu intensamente na tentativa de elucidar o sequestro do filho do famoso Charles Lindberg. No entanto, a solução que encontrou, repleta de pontos obscuros, sinalizaria para onde e como J. Edgar iria conduzir a atuação da enorme estrutura sob seu poder, que era constitucional apenas nas aparências. Tal e qual o rei francês Luís quartorze (O Estado sou eu), deveria, sinceramente, achar que o FBI era ele e suas controvertidas convicções. Doravante, apenas valeria sua opinião. Provas? Ele as forjaria com os avançados recursos tecnológicos à sua disposição. Em paralelo, frestas de luz iriam se infiltrar por entre as persianas quase intransponíveis de sua intimidade. E começaram a iluminar pessoa atormentada. A indefinição sexual do início viria a ser substituída pela certeza da homossexualidade. No cargo que ocupava e nos Estados Unidos dos anos 20 e 30 do século passado, ser verdadeiro estava fora de cogitação. Significaria perder o poder, o enorme poder recém conquistado, para onde até então era canalizada a energia sexual reprimida. Além da pressão externa, ele tinha, dentro de casa, força maior ainda, representada pela mãe, conservadora ortodoxa e predadora de sentimentos. Ela daria o empurrão que faltava para que o filho viesse a ser o falso self que efetivamente foi a vida inteira. Recalcado seu lado gay, tratou de castigar quem encontrasse pelo caminho em posições heterodoxas, fossem comunistas, lésbicas ou simples seres humanos com ideias diferentes das suas. Ou ainda homossexuais masculinos. Olhava-se no espelho e sentia inveja daqueles que tinham coragem de nadar contra a corrente. Sua mente carcomida por distúrbios inconscientes transformava aquela inveja em ódio. Com a morte da mãe, às escondidas,cai nos braços de Clyde, seu melhor amigo e conselheiro, sob o olhar cúmplice de Helen, eficiente e fiel secretária.

Filme mostra como os presidentes recém-eleitos eram chantageados

Nos quarenta e oito anos em que esteve no comando do FBI, J.Edgar Hoover serviu a oito presidentes americanos. O enredo estreita o foco em três emblemáticas situações, envolvendo Roosevelt, Kennedy e Nixon. Nas duas primeiras, ele surpreende os interlocutores, com a existência de transcrições de gravações que revelariam detalhes íntimos da vida de Eleonor Roosevelt, que seria bissexual, e do próprio Kennedy, obcecado por sexo e transpirando amantes por todos os poros, Marilyn Monroe incluída. Na vez de Nixon, ele, J. Edgar, é quem se surpreenderia: ao mencionar as famosas gravações, é interrompido pelo presidente, que lhe confirma no cargo sem que ele chegue a pedir. E vai além. Autoriza-o a espionar os inimigos políticos do governo, prática que permaneceria após a morte de J. Edgar em 1972, e desembocaria no famoso Escândalo Watergate.

Magistral sequência em que sombras sugerem Kennedy e Marilyn

entrelaçados Saindo do lugar comum que seria mostrar um casal na cama, em ação, Clint Eastwood mostra a sequência por meio de sombras projetadas na parede de quarto na penumbra. A sutileza é potencializada pelos acordes de um piano que domina a trilha sonora, que também tem como autor o próprio diretor.

Maquiagem prejudica desempenhos, montagem impõe ritmo

diferente à narrativa O excesso de maquiagem para caracterizar o envelhecimento dos personagens de Armie Hammer e Naomi Watts efetivamente prejudicou os desempenhos cênicos dos dois. Não foi o caso de Leonardo di Caprio que, submetido ao mesmo infortúnio, conseguiu sair do invólucro plástico. Para contrabalançar aquele peso negativo, o filme foi editado com sequências temporalmente diferentes, “coladas”, mostrando, ora os personagens nos anos 30, ora no crepúsculo de suas vidas (início dos anos 70), o que permitiu agilidade e leveza à narrativa.

Escrito por José Jardelino da Costa Júnior

 

Dilma em interrogatório; ao fundo, oficiais cobrem o rosto - Foto: Reprodução/Revista Época

A presidente Dilma Rousseff disse que gosta da foto em que aparece sendo interrogada, aos 22 anos, na década de 1970, na Auditoria Militar, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira.

Sabe por que eu gosto daquela foto? Porque ela é verdadeira. Foi o que aconteceu”, disse Dilma Rousseff à colunista na terça-feira (6), ao receber, em São Paulo, o prêmio Personalidade do Ano, da revista “Istoé Gente”.

A presidente, que tinha passado por torturas, está no centro. Os militares que a interrogam encobrem a face. Dilma diz que não sabe quem são eles. “Mas me lembro de seus rostos.” A foto, divulgada há alguns dias, está num livro sobre a sua vida que será lançado neste mês.

A vida girou, e hoje a presidente tem a atribuição exclusiva de indicar os integrantes da Comissão da Verdade que investigará violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura militar. “Oportunamente”, respondeu, ao ser questionada pela Folha sobre o dia em que divulgará os nomes. “Eu gosto desse advérbio: oportunamente!”

Da Folha.com

Palavra de Mulher

A Câmara dos Deputados lança nesta terça-feira (22) a coletânea “Palavra de Mulher – Oito Décadas do Direito de Voto”, livro que registra, pela primeira vez, numa linha do tempo, como foi e como é a participação feminina no Parlamento brasileiro.

A obra relaciona os discursos das parlamentares aos principais fatos da história política do país – do Estado Novo à ditadura militar, da redemocratização à Constituição de 1988 – e, também, narra o papel das mulheres no processo de construção da atual sociedade brasileira. O lançamento marca o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, a ser comemorado na sexta-feira (25).

Com pouco mais de 200 páginas, o livro é ilustrado por fotos de época, traz apresentações do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e da 1ª vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), e tem prefácio da coordenadora da Bancada Feminina, deputada Janete Pietá (PT-SP). Foi ela quem sugeriu a realização da obra, quando, no início do ano, se preparava para uma palestra no parlamento do Uruguai e teve dificuldade em obter dados consolidados sobre a ação das mulheres no Legislativo brasileiro. Para ela, o livro demonstra que, apesar de pequena numericamente, a participação das deputadas representa importante elo no processo de elaboração das políticas públicas voltadas para a maioria da população brasileira, além de dar visibilidade à atuação das mulheres na história política brasileira, o que, avalia, sempre foi invisível.

A organizadora da coletânea, Débora Bithiah – consultora legislativa da Casa que também participou da pesquisa e foi responsável pela concepção do livro – diz que, embora a proposta de dar visibilidade ao trabalho das mulheres parlamentares na Câmara tenha sido o principal objetivo, a pesquisa resultou num apanhado rico e detalhado. “Os discursos parlamentares e a inclusão de documentos, preservados com sua publicação no ‘Diário da Câmara dos Deputados’ ao longo dos tempos, trazem aspectos da história do país ainda pouco conhecidos”, ressalta.

Oposição à ditadura - “Um dos grandes achados desse trabalho foi descobrir, por exemplo, que, das seis mulheres que tomaram posse em 1966, cinco foram cassadas pelo regime militar em 1969, todas do MDB. Era a maior bancada feminina até então – o máximo havia sido de duas deputadas na mesma Legislatura. Já era difícil que as mulheres obtivessem espaço político e quase todas que conquistaram mandato pelo voto popular, em 1966, o perderam por meio de Ato Institucional”, conta a pesquisadora. O detalhe, completa Débora, é que três dessas que foram cassadas haviam sido eleitas herdando o capital político dos maridos (que também tinham sido cassados). “Herdeiras, sim. Submissas, não. Assumiram os mandatos e atuaram com firmeza na oposição ao regime”, frisa a organizadora do estudo, para quem também soou curioso descobrir que o Dia das Mães, comemorado no Brasil desde os anos 40, foi instituído para atender demanda de lideranças feministas que queriam dar visibilidade às suas questões, bem diferente do viés mais comercial da data atualmente.

Outro ponto que chama a atenção na coletânea, segundo Débora, “é a pertinência e o diferencial dos discursos das mulheres no Parlamento ao longo de oito décadas”. Independentemente da linha ideológica e mesmo com divergências, as deputadas mantiveram uma identidade no tratamento e na temática de suas intervenções na Câmara, com ênfase aos assuntos ligados à condição das mulheres, dos jovens e das crianças na sociedade brasileira, além da área de educação. O livro também evidencia que o trabalho da Bancada Feminina produziu resultados importantes quanto aos direitos das mulheres – como o direito ao exame de mamografia e a licença-maternidade. E mostra ainda que a atuação das deputadas não ficou restrita somente à temática dita feminista, mas cobriu os inúmeros e diversos temas tratados no Legislativo.

Além de Débora, a elaboração da coletânea teve o apoio de outros quatro pesquisadores, todos servidores da Câmara: Vilma Pereira, bibliotecária e diretora da Coordenação de Histórico de Debates do Departamento de Taquigrafia; Nádia Monteiro Pereira, analista legislativa do Centro de Documentação e Informação; Tatiara Paranhos Guimarães, bibliotecária da Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação; e Márcio Nuno Rabat, consultor legislativo, que atuou como organizador adjunto e revisor da obra. A coletânea foi publicada por Edições Câmara e faz parte do conjunto “Obras Comemorativas/Homenagem”. O trabalho foi supervisionado por Cássia Botelho, diretora do Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação, cuja Coordenação de Histórico de Debates é responsável pelo banco de dados de discursos parlamentares (Banco de Discursos, disponível no portal da Câmara a todos os pesquisadores da política brasileira).

Do Câmara.gov

Homenagem ao 144º aniversário de Marie Curie

Primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel na história, Marie Curie é a homenageada do dia pelo Doodle. O tradicional método de se lembrar de eventos ou pessoas históricas na página inicial do Google, nesta segunda-feira, traz o nome da página desenhado em arte que simula um quadro, onde a cientista está realizando algum tipo de experiência.

Neste dia 7 de novembro de 2011, Curie completaria 144 anos de seu nascimento, e por isso recebeu a menção honrosa na página. Este ano, aliás, também marca o centenário do segundo Nobel ganho pela cientista, que é parte de um seleto grupo de personalidades que conquistaram tal honraria mais de uma vez.

Nascida na Polônia com o nome de Maria Skłodowska, Curie fez diversas importantes descobertas na área da física e da química, especialmente em relação à radioatividade. Seus trabalhos abriram caminhos para a física nuclear. Além disso, ela descobriu dois novos elementos químicos, o rádio e o polônio, que auxiliam no tratamento do câncer.

Marie Curie

O primeiro Nobel conquistado pela cientista foi de Física, em 1903, ao lado de seu marido, Pierre Curie, e de Henri Becquerel. Oito anos depois, ela repetiu o feito, mas dessa vez sozinha, faturando o troféu na categoria Química. Conquistas que premiaram uma vida de batalha pelos seus sonhos e direitos, já que ela foi extraditada de seu país por participar de movimentos políticos.

Homenagem na tabela periódica

Doutora em ciências, professora de Física Geral em Sorbonne, membro da Academia de Medicina e fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, e inovadora no tratamento de feridos da Primeira Guerra Mundial. Esta foi Marie Curie, que faleceu aos 66 anos, em 1934. Sua obra, no entanto, permanece viva até hoje.

Seu livro, “Radioactivité”, é considerado uma espécie de bíblia da radioatividade clássica. Além disso, depois de descobrir dois novos elementos químicos, a cientista foi homenageada na tabela periódica. O elemento 96, Cúrio, cujo símbolo é Cm, foi nomeado justamente em homenagem a Marie e seu marido, Pierre.

Do TechTudo

Arte RatoFX

Parodiando um dos últimos grandes estadistas que esse mundo conheceu, Sir Winston Churchill, que a respeito dos atos heróicos dos pilotos britânicos defendendo os céus da sua Albion disse que  “Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”, no nosso país, hoje, com a corrupção, a improbidade e os desmandos que grassam em todos os três poderes, federais, estaduais e municipais, sobre um grande número de nossos homens públicos, nós, a maioria dos quase 200 milhões de brasileiros temos que dizer que “nunca tão poucos estão devendo tanto a tantos”.

Não há como se adentrar no perfil político de uma nação sem passar pela sua história, como se processou a sua organização, seu sistema e processo políticos, aliás, foco dos estudiosos da Ciência Política.   E a nossa história começou, na visão do jurista Raymundo Faoro, em “Os Donos do Poder”, (1958) com o patrimonialismo  trazido para o Brasil pelos portugueses, à época da colonização.  Ainda no seu entendimento, uma nação patrimonialista é quando um país não diferencia os limites entre o que é público e o que é privado.

Num artigo publicado no jornal “O Globo” em fevereiro de 2000, a socióloga Celina  Vargas do Amaral Peixoto trouxe algumas reflexões sobre o livro “Coronelismo, enxada e voto” (1949), do jurista Victor Nunes Leal desaguando ao final  no funesto legado do coronelismo para o cenário político de hoje.

Então, o patrimonialismo e coronelismo são os culpados pela existência da corrupção no Brasil.

Ainda no seu dizer “… aquele compromisso, a troca de favores entre o poder público em ascensão e os chefes locais…” continuam refletindo no cenário político atual, sob nova ótica, claro, mas com a mesma influência. O que causa espanto e lhe diferencia é a intensidade. Saiu do controle, extrapolou todas as barreiras éticas e morais e se generalizou de tal forma que dói no coração do seu povo saber que por mais que seja otimista, por mais que pague impostos, por mais que some solidariedade e fé, não consegue ser merecedor do respeito e do tratamento digno que lhe deveriam prestar os homens públicos, com algumas exceções por certo.

Sem darem conta que o patrimonialismo e o coronelismo já ficou há muito para trás, os escândalos pipocam na mídia e dramas pessoais invadem os lares na hora do jantar, contados por gente que precisou, por exemplo, do sistema de saúde, mas as portas meio abertas não lhe ofereceram o atendimento que precisava. E enterra seu morto, enxugando as lágrimas, enquanto explicações vazias de conteúdo e de comprometimento enfeitam a edição. E não é diferente com a educação, com as  oportunidades de trabalho, com o cuidado com o meio ambiente e outras tantas frentes. Quem deveria zelar por todos nós não o faz. Gastam muito, gastam mal e levam para os seus próprios bolsos quantias vultosas com desfaçatez que impressionam.

Mas não interessa ensinar o caminho da roça à formiga. O desconhecimento, a ignorância, é o grande trunfo na manutenção desse círculo vicioso.

A passeata contra a corrupção aconteceu ontem, dia 12 de outubro em 18 cidades brasileiras das quais 5 capitais, mas a adesão da população não foi tão expressiva assim. Talvez por já se considerar escaldada pela certeza de que a situação não se modificará, infelizmente. Já a mídia abriu apenas um insosso espaço para divulgação e cobertura da marcha; muito aquém do que deveria.

O historiador inglês Arnold Toynbee, falecido em 1883, é o autor da célebre frase “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”.

Entristecida, câmbio, desligo.


Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

Contato: contato@freitastotolipedrosa.adv.br

Ellen Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman foram laureadas. Trio lutou pela paz e pelos direitos das mulheres na Libéria e no Iêmen.

Três mulheres- a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman- foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

O anúncio das vencedoras foi feito nesta sexta-feira (7) em Oslo, capital da Noruega, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901.

As vencedoras vão dividir um prêmio equivalente a US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,7 milhão).

Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, argumentou que as laureadas foram “recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz”.

“A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar”, disse o presidente do comitê.

“Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade”, disse Jagland.

Primeira presidente mulher

Ellen Johnson Sirleaf recebe a faixa durante sua posse, em 16 de janeiro de 2006, em Monróvia, capital da Libéria (Foto: AP)

Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005.

Economista e mãe de quatro filhos, a “Dama de Ferro” tenta a reeleição em pleito marcado para esta terça-feira (11).

“Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres”, disse Jaglan, ao justificar a premiação.

Ellen afirmou nesta sexta que ela e Leymah Gbowee aceitam o prêmio em nome do povo liberiano.

‘Greve de sexo’

A ativista liberiana Leymah Gbowee em 18 de maio de 2009 (Foto: AP)

Sua compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003.

Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma “greve de sexo” em 2002.

Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas.

Primavera Árabe

E Tawakkul Karman, ativista iemenita pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe, movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano.

A ativista iemenita Tawakkul Karman durante protesto contra o governo em 27 de junho, em Sanaa (Foto: AP)

Em entrevista à TV Al Jazeera, ela disse que o prêmio é “uma vitória para todos os ativistas iemenitas”, mas que a luta pelos direitos continua no país.

“Nas mais difíceis circunstâncias, tanto antes como depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman teve um papel importante na luta pelos direitos das mulheres, pela democracia e pela paz no Iêmen”, segundo o comitê.

O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.

Geralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores. No ano passado, o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo foi o ganhador.

Em 2009, foi o presidente dos EUA, Barack Obama, por conta de seus esforços em relação à questão nuclear.

Poucas mulheres

Até agora, em 111 anos, apenas 12 mulheres haviam recebido o Nobel da Paz.

A última mulher a ganhar também foi uma africana, a militante ecologista queniana Wangari Maathai, que morreu em 25 de setembro.

Considerando todas as categorias do prêmio, até agora apenas 44 mulheres haviam sido agraciadas.

Em 2011, o Nobel da Paz registrou uma cifra recorde de 241 candidaturas de indivíduos e organizações.

O prêmio será entregue em Oslo no próximo dia 10 de dezembro.

Desde 1901

Estabelecido em 1901, o Prêmio Nobel tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas área da física, da química, da medicina, da literatura, da paz -e, desde 1968, também da economia.

O prêmio foi estabelecido pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu em 1895 e uma fundação para administrá-lo.

A premiação consiste de uma medalha, um diploma e um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,5 milhão.

Leia a relação completa de todos os laureados.

Todos os prêmios são concedidos em Estocolmo, capital da Suécia, a não ser o da paz, que é dado em Oslo, capital da Noruega.

Na época em que Nobel era vivo, a Noruega e a Suécia estavam unidas numa monarquia – que durou até 1905, quando a Noruega tornou-se um reino independente. Em seu testamento, Nobel determinou que o prêmio da Paz deveria ser decidido por um comitê norueguês.

Os laureados com o prêmio são escolhidos de uma lista de nomeados, que não é divulgada previamente. Portanto, apesar de haver sempre muitos palpites e “favoritos”, é muito difícil saber quem vai vencer.

Muitas vezes, o escolhido passa longe das previsões divulgadas pela imprensa na semana da premiação.

Neste ano, o nome de Ellen Johnson Sirleaf era citado entre os favoritos. E também se falava muito na possibilidade de algum nome ligado à Primavera Árabe ser escolhido.

Do G1

Hoffa - EUA - 1992

Baseado em fatos reais, filme mostra a ascensão e a queda do mais famoso líder sindical dos Estados Unidos.

Resumo da história - O filme conta a história de líder sindical que se achou acima do bem e do mal. Desafiou a justiça e se aliou à máfia. Nascido em bairro pobre de Detroit na segunda década do século 20 (1913), Jimmy Hoffa perderia o pai logo cedo, o que lhe obrigou a abandonar os estudos e conseguir emprego num supermercado para ajudar no sustento da família. Revelou vocação para liderança, logo nos primeiros anos como profissional na área de entregas. Carismático, partiu para estruturar sindicato ligado ao setor, motivo pelo qual foi demitido. A partir de sua experiência como entregador, percebeu que os caminhoneiros eram desunidos. Mesmo sem nunca ter dirigido um caminhão, deu um jeito de se entrosar com o segmento. Não precisou de muito tempo para se tornar líder e estruturar sindicato que, décadas depois, teria um milhão e meio de filiados. Livremente inspirado em fatos reais, no início, o roteiro de Hoffa (Hoffa – EUA – 1992) estreita o foco na época dos primeiros esforços de Jimmy Hoffa (Jack Nicholson) para organizar os motoristas de caminhão. Tarde da noite, em estrada deserta, aborda o veículo do baixinho Bob (Danny De Vitto). O diálogo entre os dois, nessa sequência, revelaria senso de oportunidade e enorme capacidade de argumentação do primeiro: “Não posso fazer greve.” (Bob). “Você não pode é deixar de fazê-la.” (Jimmy). “A vida é uma negociação; toma lá, dá cá. E a negociação coletiva fortalece o trabalhador, como você ou como eu.” (Jimmy).

Ditas há oitenta anos, aquelas frases impactaram o suficiente para fazer Hoffa, em curto espaço de tempo, amado e odiado. A notoriedade e o prestígio, aliadas à confiança nata e surpreendente, lhe produziram deformação psicológica irreversível. Eleito presidente da categoria que tinha força para parar a economia da maior nação do planeta, passou a se considerar poderoso e insubstituível. A disfunção egóica e consequente dissonância cognitiva o levaram para longe do bom senso. Irresponsável, firmou pacto com o chefe de importante ala do crime organizado, Carol D’ Allessandro (Armand Assante). Em seguida, resolveu desafiar o secretário de justiça de então, ninguém menos do que o irmão do presidente John Kennedy, o arrogante Robert. Preso, condenado a treze anos, Hoffa começou a desabar. A cadeia o levou a reprimir anseios em nível quase insuportável. Graças a indulto do presidente Richard Nixon (em conluio com a máfia), foi libertado seis anos depois. Tarde demais. A carga exagerada de sentimentos recalcados pelo confinamento fez dele um histérico. Em seu primeiro reencontro com D’Alessandro, explicita desequilíbrio. E verbaliza, de forma contundente, suspeitas de que estaria sendo traído. Adentraria, daquela forma, em caminho sem retorno e passaria para a História como protagonista de estratégia invertida de marketing político;

Os filmes que vi com Freud

O diretor - Danny De Vitto tem mostrado enorme talento em todos os filmes que dirigiu e atuou. Seu trabalho como diretor se caracteriza pela abordagem de situações que permitem aprofundamento psicológico inusual. Além de Hoffa, dirigiu A Guerra dos Roses (1989), estrelado por Michael Douglas e Kathleen Turner. Narra as etapas do relacionamento entre casal que não consegue se entender. E muito menos decidir pela separação. Levemente inspirado em Cenas de Um Casamento, de Ingmar Bergman (1973), mas com final bem diferente. O roteiro de A Guerra dos Roses aborda questões das quais boa parte dos dramalhões passa ao largo. O psicanalista carioca Waldemar Zusman, em seu livro “Os Filmes Que Eu Vi Com Freud” (Imago Editora – 1994), destaca que “as ambições e as rivalidades (do casal protagonista) tiveram impulso de crescimento de tal ordem que acabaram por liquidar a corrente de afetos (que sustentava a relação)”. E arremata: “É algo que se assemelha ao parasita que destrói a planta de que ele próprio se nutre”. Ou seja, principalmente como diretor, Danny De Vitto é um craque;

Na foto em p&b, o fato como ele aconteceu de verdade: Jimmy Hoffa, dedo em riste, desafia o ministro da justiça, Robert Kennedy.

O elenco - Jack Nicholson dispensa apresentações. Em Hoffa, além da magnífica performance, teve em seu favor extraordinário trabalho de caracterização para ter o rosto parecido com o do Jimmy Hoffa original. Convence de tal forma que a sensação dominante é a de que o lendário líder sindical deve ter sido daquele jeito mesmo. O personagem de Danny De Vitto (Bob) é fictício. Como confidente e melhor amigo, serve para sublinhar aspectos marcantes da intimidade de Hoffa. Armand Assante, então já com quinze anos de carreira, mostrou porque é considerado bom ator. Se o papel for de gangster, ainda melhor. Boa surpresa: Kevin Anderson, que interpretou Robert Kennedy. Além da semelhança física com o irmão do presidente, protagonizou com Jack Nicholson autêntico duelo de gigantes, nas sequências de tribunal em que Hoffa seria condenado;

Detalhe (1) - Habilidoso, Danny De Vitto optou pela narrativa em flashback, ao estilo de Cidadão Kane (1941). Com isso quebrou simetria que poderia levar sono ao espectador e introduziu o elemento suspense na história. Esteve atento para a fotografia e todos os movimentos de câmera. Não economizou no uso de gruas e travellings, de forma produzir conjunto de imagens perfeito, que potencializou o efeito dramático de cada sequência;

Detalhe (2) - A reconstituição de época foi outro ponto forte de Hoffa. Realizado em 1992, o filme, com unidades de produção em Pittsburgh, Detroit, Chicago e Los Angeles, cobre período que vai dos anos 30 até meados da década de 70. Na parte em que Hoffa é libertado da prisão, se vê ao longe, em amplo estacionamento, cartaz de Laranja Mecânica (1971) polêmico filme de Stanley Kubrick. Bela homenagem de De Vitto ao mestre.

Por José Jardelino da Costa Júnior