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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘futebol feminino.’

Arte RatoFX

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta terça-feira a sexta edição da Copa do Brasil feminina de futebol. O início da nova competição está marcado para o dia 10 de março, e o encerramento em 9 de junho, por conta da preparação para Olimpíada de Londres, com abertura marcada para o dia 27 de julho.

A competição mais importante do calendário nacional envolverá 32 times, que representação todos os 26 estados e o Distrito Federal. O torneio será disputado em cinco fases, todas no clássico sistema mata-mata, com um tempo menor de duração em relação aos anos anteriores.

Em 2011, por exemplo, a competição teve a final realizada no dia 26 de novembro. Na ocasião, o Foz Cataratas venceu por 3 a 0 o Santo Antão, de Pernambuco, e saiu com o título.

O vencedor da competição terá direito a uma vaga à próxima edição da Copa Libertadores, torneio cujo o atual campeão é o São José.

Do Terra

Marta tenta conquistar o prêmio de melhor jogadora do mundo pela sexta vez seguida

O prêmio da Fifa para a melhor jogadora do mundo tem sido entregue a Marta ano após ano desde 2006. Após ser premiada cinco vezes consecutivas, no entanto, a própria brasileira já admite perder o posto na eleição deste ano, já que, para ela, a japonesa Homare Sawa aparece como a principal favorita.

“Tiveram muitas jogadoras boas (neste ano)”, disse Marta, em entrevista ao site da Fifa. “Acho que a Sawa tem uma grande chance por ter sido decisiva na Copa do Mundo, na qual ela foi a artilheira e a melhor jogadora”, completou a brasileira, lembrando que a japonesa foi fundamental no título do seu país na Copa do Mundo de futebol feminino, em julho, na Alemanha.

Segundo Marta, o desempenho no Mundial da Alemanha será fundamental para a definição do prêmio da Fifa. E na competição, ela não se destacou como de costume. Isto porque não conseguiu ajudar a levar o Brasil além das quartas de final, quando a seleção perdeu para os Estados Unidos nos pênaltis.

As norte-americanas, aliás, são apontadas por Marta como outras fortes candidatas ao prêmio da Fifa. “As garotas dos Estados Unidos também estão forte e o país é uma potência. Não sei qual será o principal fator para a votação, mas eu adoraria ganhar novamente”, declarou a brasileira.

A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá no dia 12 de janeiro em Zurique, na Suíça. O troféu ficará com a jogadora mais votada por capitãs e técnicos de seleções, além de jornalistas. A lista de dez finalistas conta com Marta, do Brasil; Kerstin Garefrekes, da Alemanha; Lotta Schelin, da Suécia; Sonia Bompastor, da França; Louisa Necib, da França; Homare Sawa, do Japão; Aya Miyama, do Japão; Alex Morgan, dos Estados Unidos; Hope Solo, dos Estados Unidos; e Abby Wambach, dos Estados Unidos

Do Super Esportes
Brasil repete roteiro de derrota para os Estados Unidos no Mundial e, com 4 a 3 nas penalidades, desperdiça a chance de terceiro ouro no Pan

Debora lamenta pênalti perdido para o Brasil. Equipe ficou com a prata (Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

Passaram-se pouco mais de três meses e o triste roteiro se repetiu. Assim como no último Mundial, a Seleção Brasileira sofreu um gol no fim do tempo regulamentar e, nos pênaltis, foi derrotada, perdendo o título. Se na competição anterior o adversário eram os Estados Unidos, pelas quartas de final, nesta quinta-feira o algoz foi o Canadá, que tirou da equipe a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Após empate em 1 a 1 nos 90 minutos e sem gols na prorrogação, o Brasil perdeu por 4 a 3 nos pênaltis, ficando com a prata.

Quem mostrou mais agressividade no início foi o Canadá. Com a marcação adiantada, a equipe pressionava no campo defensivo do Brasil, porém deixava brechas para contra-golpes. E foi aproveitando os espaços que a Seleção Brasileira achou um gol aos três minutos. Débora partiu em velocidade e, de fora da área, arriscou o chute. A bola foi no ângulo, sem chances para a goleira Karina LeBlanc.

Com o placar a seu favor, o Brasil recuou ainda mais, dando ao adversário os espaços necessários para atacar. Apenas Débora ficava no campo ofensivo quando a Seleção não tinha a bola, facilitando o inicio das jogadas do quadro canadense, que criou chances de gol e por pouco não ampliou o placar. Sinclair e Sesselmann tiveram boas oportunidades, mas não acertaram o alvo.

Na base dos chutões, faltas e raros lances de habilidade individual, o Brasil foi para o intervalo com a vantagem no placar. Mas, em campo, o clima estava longe de ser de tranquilidade. Quando a árbitra determinou o fim do primeiro tempo, o apito soou como alívio para a equipe de Kleiton Lima.

O Brasil voltou para o segundo tempo mais organizado em campo, principalmente na defesa. Como resultado, sofreu menos pressão do Canadá que, mesmo assim, tinha mais posse de bola. No entanto, a Seleção apresentava bom toque e conseguia criar contra-ataques, apesar de não construir sólidas oportunidades para aumentar a contagem.

Mas foi apostando na troca de passes que o Brasil começou a se impor na partida. Aos 22 minutos, a dupla de ataque combinou uma tabela que quase resultou em gol. Thaís lançou Débora e se posicionou na área para receber o passe da companheira. A atacante chutou, e LeBlanc defendeu. Na sequência, Maurine cobrou escanteio, e a goleira salvou o que seria um gol olímpico.

Sem ser tão ameaçado pelo Canadá, o Brasil passou a valorizar mais a posse de bola, praticamente anulando as jogadas ofensivas do adversário. A equipe nacional criou chances claras de gol, mas foi incompetente nas conclusões. Em um lance de desatenção na marcação, a Seleção sofreu o empate. Após cobrança de escanteio aos 42 minutos, Christine Sinclair subiu mais do que a goleira Bárbara e cabeceou para fazer 1 a 1. Assim, a decisão foi para a prorrogação.

No tempo extra, ficou clara a diferença entre a condição física das equipes. Enquanto o Canadá se mostrava inteiro e tomava a iniciativa do ataque, o Brasil aparentava cansaço e se limitava a dar chutões para afastar o perigo. Na arquibancada, a torcida mexicana não estava nem aí. A maior distração era pegar as bolas que chutadas para o setor e passar de mão e mão, sem devolvê-las para o campo.

O empate se manteve, e a decisão foi para os pênaltis. Matheson, Sinclair, Booth e Schmidt aproveitaram suas cobranças para o quadro canadense. Francielle, Maurine e Ketlen anotaram para o Brasil, mas Grazielle perdera o terceiro tiro. Com 4 a 3 a seu favor, o Canadá já poderia ter garantido o ouro se Chapman convertesse o quinto arremate, porém a finalização foi na trave, reacendendo as esperanças brasileiras. No entanto, LeBlanc defendeu a cobrança de Débora e selou a conquista do time da América do Norte..

O Brasil jogou com a seguinte formação: Bárbara, Karen, Bagé e Tânia Maranhão; Maurine, Francielle, Formiga, Rosana (Ketlen) e Maicon; Thaís (Grazielle) e Débora.

 Do Globo Esportes

A lateral direita Maurine

A lateral direita Maurine quase não continuou disputando os Jogos Pan-americanos de 2011. No México, ela recebeu a notícia de que seu pai havia falecido no último dia 23, mas não quis deixar a competição e foi recompensada: com um gol diante das mexicanas, na última terça-feira, ela foi a heroína da classificação brasileira à final, por 1 a 0 contra as anfitriãs.

Pra mim não foi fácil, mas as minhas companheiras sempre me ajudaram me fazendo sorrir. Quando ouvi o apito final, deixei toda a tristeza para trás“, disse Maurine, que anotou o gol aos 33 minutos do segundo tempo.

Antes de vir para o Pan de Guadalajara, fui visitar meu pai no hospital e ele pediu para eu trazer a medalha de ouro. Hoje, ele é uma estrelinha no céu e eu quero cumprir aquilo que ele me pediu“, completou.

A atacante Thaís, depois da partida, contou como sua identificação com Maurine foi essencial para que a atleta mantivesse o ritmo e a felicidade de jogar futebol. “Eu também perdi meu pai durante uma competição e sei bem como é esta dor. Por isso, fiz questão de dar todo o suporte necessário para que ela se sentisse bem e confortável“, ressaltou.

O técnico Kleiton Lima, por sua vez, revelou que todo o trabalho de motivação foi em torno da superação que a lateral estava mostrando, consolidada com o gol na semifinal. “Este triste episódio acabou por fechar ainda mais o grupo. Todas ficaram enlutadas com a Maurine. Falei para elas que até o nome do pai era simbólico: Brasil. Ou seja, ele estava representando cada pai das atletas de nossa equipe“, explicou.

Já sobre o difícil duelo, o treinador criticou o gramado sintético do Estádio Omnilife. “É muito ruim jogar aqui. Dificulta o arranque, o domínio e o toque de bola. As meninas estão acostumadas com a grama natural“, afirmou.

No jogo decisivo, as meninas do Brasil irão enfrentar o Canadá, que bateu a Colômbia na semifinal por 2 a 1. A final está marcada para as 17 horas (de Brasília) da próxima quinta-feira, no mesmo local do jogo de terça.

Do Super Esportes

A atacante Thais marcou o primeiro gol (foto: Divulgação/VIPCOMM)

A seleção brasileira de futebol feminino não brilhou, nem goleou, mas fez aquilo que dela se esperava na estreia dos Jogos Pan-Americanos diante da Argentina: venceu. Sem suas duas maiores estrelas, Marta e Cristiane, o Brasil fez um bom primeiro tempo, em que abriu 2 a 0 – com Thaisinha e Daniele -, mas diminuiu o ritmo na segunda parte e não marcou mais gols. Também nesta terça-feira, pelo grupo B, o Canadá derrotou por 3 a 1 a Costa Rica – que é o próximo adversário das brasileiras, na quinta-feira, às 20h (horário de Brasília).

O jogo

O começo da partida foi truncado, com os dois times criando poucas chances. Foi só aos 18 minutos que saiu a primeira chance de gol, com Thaisinha: a atacante pegou um rebote na entrada da área, e seu chute despretensioso por pouco não enganou a goleira argentina depois de desviar na defesa. Dez minutos depois, Daniele foi lançada pela direita, evitou por muito pouco que a bola saísse pela linha de fundoe cruzou rasteiro. No segundo pau, Thaisinha bateu de primeira para abrir o placar.

O primeiro lance argentino a trazer perigo chegou aos 30 minutos, quando Pereyra chutou de muito longe. A goleira brasileira Bárbara estava adiantada, mas ainda conseguiu desviar a bola, que acertou a trave e voltou para suas mãos.

Ainda antes do final da primeira parte, as brasileiras aumentaram a vantagem. Foi aos 37 minutos, quando Francielle acertou o travessão num chute de fora da área e, no rebote, Daniele completou para o gol. A mesma Daniele ainda esteve perto de marcar o terceiro, num chute de longe que passou raspando sobre o travessão argentino.

Na segunda etapa, as brasileiras diminuíram o ritmo e, com isso, permitiram que a Argentina tivesse mais posse de bola e até criasse uma ou outra oportunidade. Mas a vitória, àquela altura, ainda que sem o brilho habitual de quando Marta e Cristiane estão em campo, já estava decidida.

 Do IG

 

Atacante Thaís, de 18 anos, diz ser ‘filha’ da melhor do mundo e comemora ascensão apenas dois anos depois de investir no futebol

Marta e Thaís comemoram gol pela Seleção (Foto: Bruno Miani / ZDL)

Como uma menina obediente, Thaís ia com frequência às aulas de balé quando criança. Afinal, não gostava de decepcionar sua mãe, Ely, que sonhava ver a filha bailarina. Mas o tempo livre da menina nascida no bairro de Vila Moraes, São Paulo, era dedicado ao futebol, como gostava o pai, o palmeirense José Rivaldo. Há apenas dois anos ela decidiu trocar definitivamente as sapatilhas pelas chuteiras. Hoje, aos 18, convive com a responsabilidade de ser apontada como sucessora de Marta, sendo uma das principais apostas da Seleção Brasileira feminina que inicia nesta terça-feira, contra a Argentina, a caminhada em busca do tri dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara.

Em 2004, Thaís perdeu o pai. Mas foi por meio do futebol que ganhou outra mãe. Eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo, Marta adotou a atacante. Durante a disputa do Mundial da Alemanha, em julho, foi para a menina que a camisa 10 da Seleção dedicou a maior parte do seu tempo com ensinamentos e conselhos. Thaizinha, como é chamada pelas companheiras, busca assimilar tudo, mas não para chegar ao patamar do ídolo.

- A Marta diz que é minha mãe, e é verdade. Estamos sempre conversando. É meu ídolo, alguém fora do normal, um mito. Ela diz que se eu continuar assim, serei melhor do que ela. E eu realmente quero superar a Marta. Na vida, a gente precisa buscar sempre o topo – disse ela, que defende o Vitória de Pernambuco.

Apesar de não ter sido titular, Thaís acredita que a experiência vivida no último Mundial será importante para a disputa do Pan. Agora integrante da equipe principal de Kleiton Lima, ela não esconde a vontade de finalmente poder realizar o sonho de protagonizar uma possível conquista da Seleção Brasileira.

- Para mim, disputar uma competição como essa é um sonho realizado. Nunca imaginei estar aqui ao lado de jogadoras experientes como Maicon e Formiga. Quero muito ajudar o Brasil a levar a medalha de ouro marcando gols. Estou confiante – destacou.

Do Globo Esporte
Cristiane em ação pelo Santos, no ano de 2009

O maior campeonato de futebol feminino do Brasil começa hoje. E deve dar mais prejuízo do que lucro aos 32 clubes participantes.

Com representantes de todos os Estados, 16 jogos abrem hoje a quinta Copa do Brasil, competição organizada pela CBF e que dá vaga na Libertadores ao campeão.

E só. Ao time vencedor, nem um centavo em prêmio.

Pelo menos nesta primeira rodada, cujo sistema de disputa é idêntico ao da versão masculina, nenhuma emissora de TV se interessou em transmitir as partidas.

A divulgação também é mínima. Apenas ontem a CBF deu destaque ao campeonato em seu site oficial.

De São Paulo, são três clubes, puxados pelo Santos, maior vencedor com dois títulos –o atual campeão é o Duque de Caxias, do Rio.

O critério para o número de clubes por Estado também é dúbio: ele segue o ranking masculino de federações.

E até mesmo o Santos, que tem a maior visibilidade no futebol feminino no país, vislumbra sair no prejuízo.

A CBF arca com despesas de transporte e hospedagem. “Mas, nos jogos em casa, temos gastos com estádios, taxas de arbitragem, iluminação etc. Nós provavelmente teremos prejuízo para disputar a Copa do Brasil”, disse o diretor de futebol feminino do Santos, Murilo Barletta.

Neste ano, os gastos do Santos com a modalidade já chegam a R$ 1,5 milhão. E, até aqui, o clube não conseguiu patrocinadores para o time.

A CBF também parece não dar muita atenção ao torneio. O regulamento e a tabela da Copa do Brasil foram divulgados no dia 27 de julho. O Estatuto do Torcedor prevê que tais documentos devem ser publicados com pelo menos 60 dias de antecedência.

Por causa disso, o Ministério Público de Alagoas chegou a entrar com uma Ação Civil Pública para impedir o início do campeonato. A CBF diz que a competição começará sem impedimento legal.

Nem mesmo o calendário ajuda a estimular a Copa do Brasil. O Paulista, por exemplo, ainda está em andamento. Várias jogadoras que disputarão a Copa do Brasil estão na China com a seleção brasileira universitária.

Do Folha.Com

E outras atletas deverão se ausentar durante parte de outubro, quando a seleção principal disputará o Pan-Americano no México.

A CBF informou que o fato de não premiar o campeão da Copa do Brasil feminina segue o modelo das suas competições masculinas, em que os clubes são apenas bancados com hospedagem e passagens para jogar.

Do Blogueiras Feministas
Seleção Brasileira

Domingo passado, dia 17, foi a final da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2011 entre Estados Unidos e Japão. As americanas tinham toda tradição, preparo físico e estrutura, além de 2 títulos mundiais. As japonesas tinham o fator surpresa e uma seleção com uma ótima capitã, além de uma campanha em que eliminaram Suécia e Alemanha, duas potências do Futebol Feminino. Num jogo super emocionante, que terminou empatado em 2 a 2 na prorrogação, as japonesas puderam comemorar com muita alegria a conquista do título. Além de ter Sawa, a capitã do time, sendo escolhida melhor jogadora da competição.

No Brasil, o futebol é o esporte que reina. Como dizem por aí, o Brasil é o país do futebol. Mas essa máxima não vale para o Futebol Feminino e para muitos outros esportes que tem grande prestígio na modalidade masculina e pouquíssimo apoio nas modalidades femininas, como o MMA – Mixed Martial Arts, que a Mari Moscou já falou aqui no blog. As pioneiras e as atletas que seguem lutando para conquistar um lugar ao sol em esportes predominantemente masculinos acabam tornando-se verdadeiras heroínas. O que mais acontece no Brasil é ver meninas adolescentes desistindo de levar adiante uma carreira no futebol por preconceito, machismo e falta de apoio. Muita gente repete por aí que futebol não é coisa para mulher, porque não é um esporte feminino, as mulheres ficam masculinizadas, as pessoas não estão interessadas em ver. Qualquer modalidade feminina não precisa desse tipo de crítica, precisa é de investimento. Porque apenas com incentivos é possível formar novas atletas e angariar patrocinadores e torcedores, seja no futebol, no MMA ou qualquer outro esporte.

Muitas pessoas reclamam que Marta, eleita 5 vezes a melhor jogadora do mundo, não tem um título mundial. Essas mesmas pessoas não olham em que condições sobrevive a seleção de futebol feminina brasileira. A CBF – Confederação Brasileira de Futebol dá todo apoio para categorias de base do futebol masculino, como as seleções sub-17 e sub-20. Porém, na Copa da Alemanha, nossas jogadoras não tinham nem mesmo cozinheiros. Uma seleção disputando um mundial sem uma estrutura básica de apoio. Nem fotógrafo a CBF enviou, porque não interessa nem mesmo ter registros oficiais da campanha brasileira. Não existe nem mesmo um departamento de Futebol Feminino na CBF. Muitas jogadoras da seleção, como Formiga, que já disputou quatro mundiais, estão sem clube, não tem onde treinar. E esse time já ganhou várias medalhas, inclusive chegou ao segundo lugar na Copa do Mundo de 2007. Elas fazem milagre, mas só talento não ganha de seleções com ligas fortes e com anos de investimento no futebol feminino.

Devemos cobrar muito da CBF e dos torcedores e torcedoras do futebol brasileiro maior apoio para as mulheres se desenvolverem. Se somos uma potência no futebol, por que esquecemos de nossas jogadoras? Por que não apoiamos e cobramos melhorias? Por que não fazemos festa quando começa a Copa do Mundo de Futebol Feminino? Já faz tempo que o estereótipo da “maria-chuteira” foi engolido por várias mulheres e meninas interessadas em praticar e torcer, a Lu já deu até depoimento dessa paixão aqui no blog. Esbanjamos conhecimento de regras e táticas. Estamos nas arquibancadas e nas mesas-redondas da tv. Mas cadê nosso espaço e prestígio em campo?

Você pode continuar acompanhando o futebol feminino e apoiando nossas jogadoras durante todo ano. Há ótimos blogs e sites feitos por mulheres:

No Laço da Chuteira, a Luciane de Castro comenta todas as partidas e destaca esquemas táticos, além de lutar muito pelo reconhecimento do futebol feminino brasileiro. Ela escreveu o dossiê “Gender Kicks 2011″ que tem o artigo importantíssimo: O Universo da Mulher Futebolista Brasileira.

“O nível técnico e o bom futebol apresentado pelas jogadoras brasileiras, está muito mais ligado à natural desenvoltura em campo – predicado herdado de muitas gerações e misturas, que lhes conferem habilidades e gingas inconfundíveis, que a um real desenvolvimento da modalidade no país. Há muitas barreiras a serem suplantadas, muitas melhorias a serem implantadas e para isso, é necessário envolvimento dos responsáveis pela organização do jogo das meninas em solo nacional.

Apesar das regras e do conceito puramente masculino, o futebol das mulheres surgiu buscando certo grau de independência e identidade própria. Infelizmente, por conta da alienação a uma sociedade amplamente machista, onde mulheres rotulam mulheres que ousam, o ímpeto de jogar futebol tornou-se um problema, havendo uma relevante melhora no modo como o futebol feminino foi entendido a partir de 2007.

O público interessado na modalide ainda é restrito e pouco influente se comparado à massa (incluindo muitas mulheres) que vê real valor no futebol dos homens. Para a grande maioria, investimentos na modalidade são desperdício de tempo e dinheiro. A modalidade não é reconhecida como profissional, goza de bem pouco prestígio junto à população e meios de comunicação, além de ser avaliada como maçante, muito mais por falta da perspectiva bio e fisiológica feminina, que torna o jogo mais cadenciado e não necessariamente menos veloz.

A visão, quase uma vidência, da necessidade de mudança, se deu depois de anos em que a modalidade cambaleava entre a falta total de interesse e investimento. A situação mudou significativamente nos dois últimos anos, após iniciativa da ex-diretoria do Santos, clube tradicional do estado de São Paulo, ao trazer para a equipe, a então três vezes Melhor do Mundo FIFA, Marta Vieira da Silva. Tal fato mudou circunstancialmente a visibilidade do futebol feminino no país, fazendo com que alguns clubes, espalhados pelo Brasil, mudassem significativamente seu olhar e sua postura sobre a modalidade. Continue lendo…

Tem também o Futebol Feminino Profissional, sempre com notícias dos campeonatos.

E você também pode entrar em contato com algumas das jogadoras da seleção pelo twitter: Elaine Baiana @mouraelaine , Thaisinha @thaisduarte11 e Thaís Picarte @ThaisPicarte

Do Superinteressante

Falta! Falta!

Olha o drama, gente.

Pesquisadores da Technischen Universität München (Alemanha) analisaram 56 jogos de futebol masculinos e femininos e observaram que: (1) quando estão sendo substituídos, os homens levam quase 10 segundos a mais para sair do campo do que as mulheres; (2) depois de fazer um gol, as mulheres comemoram por mais ou menos 30 segundos, enquanto os homens ficam festejando por quase um minuto; (3) quando rolam pelo campo depois de se machucarem (ou fingirem que se machucaram), eles demoram 30 segundos a mais para se levantar do que elas.

Um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa, Malte Siegle, tenta limpar a barra dos rapazes. Segundo ele, não é só drama, exibicionismo ou necessidade de atenção. “Temos evidências de que os homens usam essas interrupções de forma tática“. Hum. Sério mesmo, Malte?

Enquanto isso, um outro estudo, esse feito lá na Wake Forest University (EUA), focou apenas nas lesões que rolam durantes os jogos, e constatou que, sim, os homens fingem se machucar mais vezes do que as mulheres. Entre elas, o ferimento pode ser considerado inquestionável (quando há sangue visível ou o jogador demora mais do que cinco minutos para se recuperar) em 14% das vezes em que caem no chão; entre eles, apenas 7% das cenas dão indícios de serem realmente sérias. O resto, ou não é grande coisa ou é só charminho para o juiz.

Às vezes eles perdem o jogo, mas bem que mereciam um Oscar, né?

Do Globo Esporte

Japonesas levantam a taça do Mundial Feminino na Alemanha: primeiro título (Foto: Reuters)

As musas Hope Solo e Alex Morgan até que tentaram, contando com a torcida virtual de Barack Obama. Mas o dia era do Japão. A seleção asiática, que quase ficou fora do Mundial Feminino por conta do tsunami e do terremoto que abalaram o país em março, superou muitas dificuldades também na decisão deste domingo, em Frankfurt, e venceu de forma incrível os Estados Unidos nos pênaltis, por 3 a 1, depois de 2 a 2 com direito a prorrogação.

As japonesas saíram atrás no placar duas vezes, uma no tempo normal e outra na prorrogação, mas Miyama e Sawa foram buscar a igualdade. Na disputa por pênaltis, as americanas perderam três cobranças, e Kumagai garantiu o título, o primeiro do país na história das Copas.

A seleção americana, campeã em duas oportunidades, perdeu a chance de alcançar a hegemonia e desempatar com a anfitriã Alemanha, também bicampeã e que caiu nas quartas para as japonesas.

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