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Bandeira Francesa

Bandeira Francesa

No último dia da visita a Paris, na França, a presidenta Dilma Rousseff participa hoje (12) da 81ª Assembleia Geral da União Internacional de Ferrovias (UIC) e do seminário empresarial Desafios e Oportunidades de uma Parceria Estratégica. Ela se reúne ainda com o prefeito da capital francesa, Bertrand Delanoe, e o presidente do Senado, Jean-Pierre Bel. Depois, Dilma segue de Paris para Moscou, na Rússia. A viagem deve ser a última internacional da presidenta em 2012.

Dilma chega a Moscou às 23h (17h de hoje em Brasília). Em discussão, a ampliação de parcerias nas áreas de energia e gás, além do setor espacial. É possível que também entre em pauta a venda de carne bovina para os russos.

Ontem (11), em Paris, Dilma teve encontro com o presidente da França, François Hollande. Foi o segundo em seis meses, pois em junho ambos estiveram juntos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Eles conversaram sobre a crise econômica internacional e projetos nas áreas de defesa, educação, ciência, tecnologia e inovação.

Na visita à França, Dilma também definiu a parceria para a ampliação da oferta de bolsas para brasileiros interessados em estudar na França. A meta é aceitar alunos de pós-graduação e gradução. O memorando de entendimento será assinado hoje entre os ministérios brasileiros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa da França.

Hoje (12), o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participam do Fórum Fórum pelo Progresso Social – O Crescimento como Saída para a Crise, organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès. Foram convidadas 25 pessoas consideradas de destaque internacional. Lula participará da mesa-redonda Reflexões para o Futuro e Mantega dos debates sobre justiça social em uma economia globalizada.

Da Agência Brasil
De Paris, a presidente segue para Moscou, para onde ela fará a última viagem internacional no ano.foto: Valter Campanato/ABr

De Paris, a presidente segue para Moscou, para onde ela fará a última viagem internacional no ano.foto: Valter Campanato/ABr

A presidenta Dilma Rousseff reúne-se hoje (11) com o presidente da França, François Hollande, em Paris. Será o segundo encontro em seis meses, pois em junho ambos estiveram juntos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Em pauta, a crise econômica internacional e projetos nas áreas de defesa, educação, ciência, tecnologia e inovação.

Às 11h (8h de Brasília) Dilma participa da cerimônia oficial de chegada, em Les Invalides. Depois, tem reunião com o presidente da Assembleia Nacional. Às 15h, a presidenta participa do Fórum pelo Progresso Social – O Crescimento como Saída para a Crise, organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès.

A conversa com Hollande será às 17h (14h de Brasília), no Palácio Eliseu. No mesmo local há a cerimônia de troca de condecorações, depois a assinatura de atos e uma entrevista coletiva. Às 20h30, Hollande oferece um jantar para Dilma. Em discussão, a venda de 36 caças franceses ao Brasil.

Em agosto, os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Celso Amorim (Defesa) reuniram-se com autoridades francesas para conversar sobre o assunto. Os Rafale, da francesa Dassault, concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da norte-americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab. Mas o processo ainda está indefinido.

Na visita à França, Dilma também define a parceria para a ampliação da oferta de bolsas para brasileiros interessados em estudar na França. A meta é aceitar alunos de pós-graduação e gradução. O memorando de entendimento será assinado hoje entre os ministérios brasileiros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa da República da França.

No dia 12, estarão no seminário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No total, foram convidadas 25 pessoas consideradas de destaque internacional. Lula participará da mesa-redonda Reflexões para o Futuro, e Mantega dos debates sobre justiça social em uma economia globalizada.

Durante a viagem à França, Dilma também quer conversar sobre a ampliação de parcerias com a França nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Em discussão, o programa Ciência sem Fronteiras. De Paris, a presidenta segue para Moscou. A viagem à Rússia deve ser a última internacional de Dilma em 2012.

Da Agência Brasil
 Intocáveis -Ano da produção: 2011 Direção: Olivier Nakache e Eric Toledano Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot

Intocáveis -Ano da produção: 2011 Direção: Olivier Nakache e Eric Toledano Elenco: François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, Audrey Fleurot

Comédia bate recordes na Europa e avança como o filme francês mais visto de todos os tempos.Mérito do carisma da dupla protagonista e dos diálogos sarcásticos e inteligentes

Humor refinado comanda o enredo – Muito antes de ter conquistado a Europa e parte da Américas,  Intocáveis  (Intouchables –  França  -  2011)  mostrou que o cinema da França atingiu nível de maturidade difícil de ser igualado. O filme é uma comédia baseada em dois personagens cem por cento opostos, colocados em contato pelo  acaso.  O  choque  de  universos tão diferentes produz energia que ilumina atitudes improváveis, ancoradas em diálogos mordazes, engraçados por si; não é preciso muito para que a plateia ria. Além dos dois protagonistas, há elenco de apoio afinado, formando conjunto, no qual  nada  sobra  e  nada  falta. Apesar  de leve e descontraído, o argumento que sustenta a história tem conteúdo. Avança no terreno dos comportamentos, ao triturar a chatice daquilo que se convencionou chamar de “politicamente correto”. E até adentra em certas áreas da Filosofia, quando instiga reflexões a respeito da insuportabilidade do limite da condição humana: um dos personagens principais, aristocrata inconformado com a perda da mulher amada, se impôs prática de esporte radical. Cada dia, arriscava mais, até sofrer acidente e se tornar um tetraplégico entediado. Enquanto isso, o outro protagonista cumpria trajetória marcada por perdas e sofrimentos. Africano, teve que deixar seu país e vir morar na Europa com uma tia que já tinha sua cota de responsabilidades e não consegue evitar que o sobrinho enverede pelo caminho dos pequenos crimes, que o levam à prisão.  Termina  sendo  libertado  e  vai  tentar  ganhar  a  vida, mesmo sabendo o quanto seria difícil arrumar um emprego decente,  sem nenhuma referência que o qualificasse. Nesse estágio, ambos se encontram e o primeiro contato dos dois produz a “explosão fílmica” que dá início a uma das melhores comédias dos últimos tempos.
Resumo da história –
O  roteiro  foi  baseado  em  fatos  reais,  registrados no livro “O Segundo Suspiro”, de Philipe Pozzo Di Borgo. O autor deu origem ao personagem do bilionário Philipe (François Cluzet). Imóvel do pescoço pra baixo, ele encarrega sua equipe de apoio de recrutar novo acompanhante que lhe ajude no seu dia-a-dia. Para isso, o contratado terá que conviver, na intimidade, com o futuro patrão. Várias sequências hilariantes depois, ele opta pelo mais improvável dos candidatos: Driss (Omar Sy), um afrodescendente, sem  referências e com passagem pela prisão. Começa aí narrativa, que tem como atributo o pitoresco. Mérito da dupla Olivier Nakache e Eric Toledano, que construiu o roteiro e se encarregou da direção. Nem Philipe, nem Driss deixam de ser o que são.A relação inusitada produzirá pitadas sarcásticas vindas dos dois lados.
Imperdíveis. A história avança e mostra fatos marcantes da vida de ambos, o porquê das atitudes de cada um. Imaginariamente, um e outro deitam no divã e se revelam para a plateia. No tempo certo, as peças do quebra-cabeças se encaixam, por mais inesperadas que sejam as situações. Entrelaçam-se o real, o imaginário e o simbólico, mostrando a influência que o psicanalista Jacques Lacan teve no trabalho dos roteiristas-diretores. Se nove  entre  dez  psicólogos  franceses  são lacanianos, a situação não poderia ser muito diferente, em se tratando de filme alicerçado na trajetória de vida da dupla principal. A atuação dos coadjuvantes funciona de forma mais intensa do que simples moldura para o  quadro  principal.  Dois  personagens  femininos  se  destacam.  A governanta Yvonne (Anne Le Ny) que simpatiza com Sy desde os primeiros instantes e manobra discretamente para que ele conserve o emprego. Há ainda a bela e sexy Magalie (Audrey Fleurot), a secretária ruiva, objeto dos sonhos eróticos de Driss, que se revelará deliciosamente inacessível nas sequências finais.
Filme supera “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e se torna a produção francesa mais assistida no exterior. E também na França.
Quase 24 milhões de pessoas já conferiram Intocáveis mundo afora. Será o concorrente francês no próximo Oscar. Chances enormes de repetir  a performance de  O Artista, em fevereiro passado. Inicialmente inscrito para representar o país na disputa pela estatueta de Melhor Filme  Estrangeiro, foi o grande vencedor da noite, ao ser considerado Melhor Filme e ter ficado com as premiações de Melhor Diretor e de Melhor Ator, entre outras.  Intocáveis  reúne os atributos que costumam sensibilizar os mais de sete mil jurados  do  Oscar.  Trata  de  temas  universais como amizade, confiança e respeito à diversidade com refinado humor. Sem exageros. Muito menos  gags  físicas,  que  provavelmente ocorreriam se a produção fosse americana.
De novo, a França no caminho do Brasil. Agora no cinema.
Nosso representante no próximo Oscar,  O Palhaço, belo drama bem  dirigido e magnificamente interpretado por Selton Melo, que nada tem a ver com o cinema-favela que vem estigmatizando a produção brasileira no  exterior, corre o risco de enfrentar situação parecida com aquela experimentada por Walter Salles e os seu bem esculpido Central do Brasil, em 1999. Naquele ano, havia o italiano A Vida é Bela  no  caminho. Ironicamente, parece até futebol. Ontem a Itália, agora a França. Será?
Escrito por José Jardelino da Costa Júnior

Em 2011, a Justiça francesa multou uma mulher muçulmana por vestir uma burca em público

Dissimulada pelo jargão econômico que tem invadido a campanha presidencial desde o início, a questão dos subúrbios populares e da expansão do islamismo na França brotou subitamente com as declarações do ministro do Interior. Segundo ele, “as civilizações, as práticas, as culturas, diante de nossos princípios republicanos, não são todas iguais”. E como ilustração deu dois exemplos relacionados ao uso do véu integral ou niqab, defendido pelos salafistas, e às orações de rua na sexta-feira que Marine Le Pen havia comparado à invasão nazista.

A oposição denunciou uma “derrapagem controlada e perfeitamente intencional”, e até uma “conversa fiada para provocar uma espécie de ódio pelos muçulmanos”, em um balé cansativo e combinado onde a histeria de uns responde ao ocultamento de outros: mas na realidade é a questão social reprimida que, disfarçada de islamismo, está voltando para um debate central, o de nosso grande romance nacional, que é própria da eleição presidencial.

Mas, como observa a revista “Esprit” em sua última edição, nenhum candidato soube abordá-la com firmeza. Esse silêncio e essa cegueira sobre as principais questões de nosso dever cidadão são alimentados pelo cálculo milimétrico das estimativas eleitoralistas, no qual entrevistadores e assessores de comunicação – esses sofistas de nossa era – distorcem o discurso político em considerações políticas.

Por que esse debate desgastado passou de repente a ser provocado pela referência ao islamismo na França? Porque a expansão deste e as formas assumidas por certas manifestações dos grupos mais em ruptura com a República e seus valores comumente partilhados questionam a firmeza de nosso laço social e nossa capacidade integradora em um contexto de desemprego em massa nos subúrbios pobres. Eles questionam também a significação da laicidade, ou até desafiam a validade da promessa cívica.

Quando salafistas se estabelecem na sala de orações de uma zona urbana problemática onde metade dos jovens sem escolaridade está sem emprego, em um condomínio degradado onde ressurge a tuberculose, a medicação política não pode se limitar a tratar o sintoma, ela também precisa tratar a causa. Mas para além dessa constatação, uma tentação de recuo que não diz respeito somente a uma religião particularmente (mas não exclusivamente) praticada pelas populações mais pobres surge na França popular de 2012: as exacerbações identitárias fabricam ali comunidades fantasiadas e soldadas em uma rejeição ao outro – muçulmano, judeu, francês “de raiz” – às quais a Web 2.0 permite levar o delírio ao auge.

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A francesa muçulmana Hind Ahmas

A francesa muçulmana Hind Ahmas, que foi a primeira pessoa a ser condenada pela Justiça francesa por usar o niqab, um véu que deixa apenas os olhos à mostra, diz “ser insultada todos os dias” ao caminhar pelas ruas com o rosto coberto.

O uso da vestimenta em locais públicos foi proibido por lei na França desde abril passado.

“São insultos pessoais ou contra os muçulmanos. Normalmente, as pessoas gritam grosserias pelas janelas dos carros ou esperam que eu me distancie delas nas calçadas para me ofender”, contou Ahmas em entrevista à BBC Brasil.

“Sou chamada de lixo, de terrorista, extremista ou me dizem para eu voltar para o Afeganistão”, diz ela. Hind afirma que não sofre pressões por parte de membros da família ou homens muçulmanos para cobrir o rosto.

“Vivo como qualquer mulher, a única diferença é a minha escolha de vestimenta”, afirma Ahmas, que é divorciada e mãe de uma garota de quatro anos.

A França é o primeiro país europeu a aplicar a proibição do uso do véu que cobre parcialmente ou totalmente o rosto em qualquer espaço público, como transportes, lojas, parques, escolas e repartições.

Multa

Na semana passada, a Justiça condenou Ahmas, 32 anos, e Najate Naït Ali, 36 anos, a multas de 120 e 80 euros, respectivamente (cerca de R$ 300 e R$ 200). A multa máxima prevista na lei é de 150 euros.

Segundo Ahmas, a lei francesa “viola o direito europeu, que garante a liberdade de convicções religiosas”.

Por esse motivo, ela continua usando normalmente o niqab – que deixa apenas os olhos à mostra.

“Retirar o niqab significaria renegar minha fé”. Faz quase sete anos que uso o véu integral, muito antes das discussões sobre a lei. Não cubro o rosto por provocação ou porque o assunto está na moda”, diz ela, que mora em Aulnay-sous-Bois, uma periferia pobre de Paris.

Mas, por enquanto, ela só foi parada nas ruas pela polícia “quatro ou cinco vezes”, sendo que em um dos casos foi algemada e levada para a delegacia.

“Eles queriam me revistar e exigi que fosse uma policial feminina. Mas não precisavam me algemar, foi abuso de autoridade.” Nos outros controles de identidade, ela aceitou ir à delegacia ou mostrou seu rosto na rua aos policiais em áreas de menor movimento.

“Sinônimo de terrorismo”

Ahmas considera que a condenação na Justiça é “uma excelente notícia porque dá destaque para o assunto e representa o ponto de partida para conseguir a revogação da lei.”

Ela já entrou com recurso contra a decisão dada na semana passada e prevê levar o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos.

Ahmas criou a associação “Cidadãs da Liberdade” para defender a anulação da lei. Sua amiga Kenza Drider, que usa o niqab e na semana passada anunciou sua candidatura às eleições presidenciais do próximo ano, também integra a associação.

Mas para se tornar oficialmente candidata, Drider precisará recolher 500 assinaturas de políticos franceses, o que dificilmente deverá ocorrer.

Ahmas afirma que o governo francês criou a lei do véu integral por motivos eleitorais, “para desviar a atenção em relação aos reais problemas do país e para que o islamismo seja menos visível na França”.

“O islamismo passou a ser sinônimo de terrorismo, de Bin Laden e de bombas. Estou tão longe disso tudo. Só aspiro a ter uma vida tranquila e poder levar minha filha ao zoológico sem ser insultada”, diz ela.

Do Uol
Christine Lagarde. (Foto: Liu Jin / AFP Photo)

A Justiça francesa abriu oficialmente uma investigação sobre a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, por um suposto delito econômico cometido em 2008. Lagarde é suspeita de interceder de forma supostamente ilegal para conceder uma milionária indenização ao empresário Bernard Tapie, quando ainda era ministra da Economia da França.

O Tribunal de Justiça da República, o único competente para julgar delitos cometidos por ministros durante sua estadia no cargo, elegeu uma comissão de instrução composta por três magistrados do Supremo que realizará a investigação. Os três juízes deverão agora determinar se Lagarde cometeu os delitos de “cumplicidade em falsificação” e “desvio de bens públicos”, que poderiam condená-las a dez anos de prisão e multa de 150 mil euros.

O Tribunal autorizou a abertura de uma investigação sobre a suposta influência exercida por Lagarde em 2008 na atribuição de uma indenização de 285 milhões de euros ao empresário Bernard Tapie pela venda da Adidas, uma de suas empresas embargadas em meados da década de 1990. A então ministra da Economia da França decidiu que o montante dessa indenização fosse fixado por uma comissão de arbitragem privada e não pelos tribunais. Vários deputados socialistas, surpreendidos pelo elevado montante que o Estado devia pagar a Tapie, recorreram à Justiça para denunciar o procedimento decidido por Lagarde.

Além disso, a acusação também considera que Lagarde sabia que alguns dos membros da comissão de arbitragem tinham trabalhado para Tapie no passado. A acusação também reprova a diretora do FMI por não recorrer da elevada indenização estipulada, que com os juros se aproximaria dos 400 milhões de euros, soma que o Estado deve pagar a Tapie, empresário famoso nos anos 19080 e ex-ministro de Urbanismo de François Mitterrand, cujo império foi embargado por diversas irregularidades.

 Do Terra

Comédia do cineasta François Ozon ainda conta com soberba atuação de Gérard Depardieu

Potiche: Esposa Troféu

Resumo da história: Em Potiche: Esposa Troféu (Potiche – França – 2010), Catherine Deneuve domina, da primeira à última cena, história que se passa em 1977. Ela interpreta Suzanne Pujol, casada, burguesa e aparentemente bem resolvida com a precariedade da presença e do amor do marido machista e conservador Robert (Fabrice Luchini, que, fisicamente, chega quase a ser um sósia do nosso cineasta Fernando Meirelles). Do outro lado está Maurice Babin (Gérard Depardieu), deputado e prefeito comunista da pequena cidade onde se desenrola a trama. É lá que funciona a fábrica de guarda-chuvas que Suzanne herdou do pai e entregou ao marido como dote. O roteiro, repleto de exageros que dão molho especial a essa comédia comportamental e permitem deliciosas gargalhadas, dá origem a um tsunami que mexe com a vida de todos. Inábil, Robert termina por ser aprisionado pelos funcionários da empresa, por ter agredido fisicamente um dos líderes de movimento grevista que fazia reinvindicações que ele não tinha a menor intenção de atender. E, na sequência, ainda é vítima de enfarte. Os dois filhos do casal, Joelle e Laurent, por motivos diferentes, recusam-se a assumir o lugar do pai. E convocam a pacata e aparentemente conformada mãe, Suzanne, para liderar a situação, que também recebe o apoio da secretária (e amante) de Robert, a bela e sensual Nadège (Karin Viard). A partir daí, fatos inimagináveis surpreenderão, todos relacionados aos segredos, passados e presentes, de cada um dos personagens. Suzanne, inesperadamente, se mostra à altura da situação. Objetiva e forte, decide procurar pessoalmente Babin e lhe pedir apoio. Vai adiante e assume o lugar do marido. A fábrica volta a funcionar e as dificuldades que levaram à crise aparentemente se resolvem. Até que Robert, devidamente recuperado, decide retomar o seu lugar. E o faz de forma hostil. Afastada da direção da companhia, mas confiante em suas habilidades recém-descobertas, Suzanne decide se candidatar a deputada, em confronto direto com Babin. A eleição passaria a ser o seu objeto de desejo transicional, a fim de consolidar novo comportamento do qual ela não mais conseguiria se separar. Faria a travessia do mundo machista, onde cresceu, para ser a dona do seu destino. Bela fábula sobre a afirmação da importância da mulher nos campos empresarial e político, conduzida pelo carisma e pelo extraordinário charme de uma das maiores divas do cinema em todos os tempos.

O diretor e os protagonistas: Sendo uma comédia com raizes firmes na crítica política e social, Postiche: Esposa Troféu precisaria de atriz com potencial dramático comprovado. Catherine Deneuve deu certo porque, além dos recursos necessários ao papel principal, contou com cineasta dono de extraordinária experiência em direção de atrizes: François Ozon. Conhecido como o Almodóvar francês, em sua filmografia destacam-se grandes atrizes, inclusive a própria Deneuve, dirigida por ele no ótimo 8 Mulheres (2002). Ambos precisaram de contraponto masculino e maiúsculo. Gérard Depardieu esteve à altura do desafio. Aliás, os dois já haviam trabalhado juntos em 1980, em O Último Metrô, belo filme do maior de todos os diretores franceses da segunda metade do século 20: François Truffaut.

Detalhe 1: François Ozon, desde as primeiras sequências, procurou destacar os dois lados ideologicamente antagônicos. Em sua primeira aparição, Robert manuseia exemplar do Le Figaro, tradicional porta-voz da direita francesa. Maurice Babin, por sua vez, ilustra a sala de estar do seu apartamento com fotos dele ao lado do então líder comunista George Marchais. Ambas as sequências serviriam para enfatizar o período imediatamente anterior ao início da Era Mitterrand e a ascensão dos socialistas ao poder, que finalmente ocorreria em 1981.

Detalhe 2: Na sequência final, ao ser eleita, Suzanne cria para si a imagem de “mãe” de todos os seus eleitores. Evidente referência à carinhosa forma (tonton: titio) como os franceses viriam a tratar Mitterrand durante os 14 anos em que ocuparia a presidência.

Detalhe 3: Pode ser coincidência, já que o filme foi produzido no ano passado, mas é possível que a França venha a ter, pela primeira vez em sua História, uma presidenta. Com o naufrágio de Dominique Estrauss-Kahn, o Partido Socialista conta com duas pré-candidatas presidenciais às eleições do próximo ano. Quem conseguir se viabilizar, certamente não vai ter dificuldades em superar o inexpressivo atual presidente Sarkozy. Ségolène Royal, uma das postulantes, saiu na frente e lançou sua pré-candidatura em janeiro passado. Com a proposta Désirs d’avenir (Desejo do futuro), sua campanha vem sendo conduzida com base em pesquisas qualitativas realizadas por grupo de sociólogas e psicólogas. E já recebeu até carinhoso comentário vindo de um analista político do Le Figaro, que afirmou que ela reuniria a sagacidade de Mitterrand, a cultura de Lionel Jospin e estonteante beleza, espécie de mistura de Catherine Deneuve, Isabelle Huppert e Jacqueline Bisset.

Por José Jardelino da Costa Júnior

Do G1

Francesa cumprirá mandato de cinco anos começando em 5 de julho. Brasil, China e Rússia apoiaram a ministra, eleita por unanimidade.

Christine Lagarde Foto: AFP

A francesa Christine Lagarde foi escolhida como nova diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), informou nesta terça-feira (28) o organismo. Ela torna-se a primeira mulher à frente do principal cargo do fundo.

O comitê executivo do fundo, com 24 países-membros, nomeou por unanimidade a francesa para um mandato de cinco anos, começando em 5 de julho, segundo comunicado.

“Sinto-me honrada e feliz de que o comitê tenha me escolhido”, disse ela em seu Twitter logo após a divulgação da notícia.

Mais tarde, em comunicado, ela disse que seu objetivo será manter o organismo financeiro com os mesmos foco e espírito do passado, buscando “crescimento mais forte e sustentável” e “estabilidade macroeconômica”.

Em outro comunicado, a presidência da França celebrou o fato de uma mulher ter conquistado o posto.

A vitória da francesa de 55 anos foi assegurada após países emergentes como Brasil, China e Rússia terem declarado apoio a ela. Os EUA também endossaram o nome da francesa.

Lagarde, ministra de Finanças da França, derrotou na disputa Agustín Carstens, presidente do Banco Central do México. Derrotado, Carstens desejou sorte à vencedora e disse que ela será uma líder “muito competente” do fundo.

Lagarde vai suceder ao também francês Dominique Strauss-Kahn, que renunciou após envolvimento em um escândalo sexual em Nova York, no qual foi acusado de atacar sexualmente uma camareira de hotel.

O Brasil havia anunciado pouco antes o apoio a ela, por meio do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Trajetória

Nascida em Paris em 1º de janeiro de 1956, Lagarde estudou direito e ciências políticas e completou sua formação acadêmica nos EUA.

Ela começou a carreira como advogada em 1981, como colaboradora do escritório americano Baker e McKenzie em Paris. Ela foi subindo hierarquicamente e, em 1999, tornou-se presidente do comitê executivo da empresa em Chicago, atuando em defesa de empresas multinacionais.22

Em 2006, a revista “Forbes” a colocou em sua lista de mulheres mais influentes do mundo, citando sua visibilidade na média e seu poder no mundo da economia e das finanças.

Entre 2004 e 2005, foi presidente do comitê estratégico mundial da Baker & McKenzie, e em 2005 foi membro do conselho de vigilância do banco holandês ING Group.

Ainda em 2005, voltou à france, onde começou sua carreira política, quase no fim do mandato do presidente Jacques Chirac (1995-2007), como ministra do Comércio.

Com a chegada do conservador Nicolas Sarkozy ao poder, Lagarde foi designada para o Ministério da Agricultura, e depois para o Ministério de Economia e Finanças. Ela foi a primeira ministra da economia mulher entre os países do G7.

Seu prestígio cresceu no país e internacionalmente durante o combate aos efeitos da crise financeira de 2008.

Em 2009, o “Financial Times” a escolher “ministro das Finanças do ano”, citando sua determinação para enfrentar a pior recessão francesa no pós-guerra.

Mãe de dois filhos, Lagarde pratica ioga todas as manhãs, segundo pessoas do seu círculo.

Desde maio, ela percorreu vários países emergentes, iniciando pelo Brasil, para promover sua candidatura.

Os países europeus apoiaram sua candidatura imediatamente.

 

Do Terra

O Brasil vai apoiar a francesa Christine Lagarde para o cargo de diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse à Reuters uma fonte do governo nesta terça-feira.

A fonte, que pediu anonimato, disse que o país deve divulgar, ainda nesta manhã, comunicado conjunto com a Argentina informando o apoio.

Lagarde concorre com o presidente do banco central do México, Agustín Carstens, para substituir Dominique Strauss-Kahn, que renunciou no mês passado em meio a acusações de crime sexual.

Apoiada pela União Europeia, o G8 e alguns países africanos, Lagarde é a principal concorrente.

Nesta manhã, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, anunciou o apoio formal de seu país à francesa, enquanto o ministro russo das Finanças, Alexei Kudrin, disse que a Rússia vai votar por ela.

O FMI quer nomear um novo diretor-gerente até o dia 30.

 

Do Correio Braziliense

Christine Lagarde

A candidata francesa à direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, recebeu o apoio da China nesta segunda-feira, o que aumenta as probabilidades de que ela seja eleita mesmo com as queixas dos países emergentes sobre a monopolização do cargo por europeus.

Espera-se que a partir de terça-feira o Conselho de Administração do FMI eleja o novo diretor-gerente entre Lagarde, ministra francesa de finanças, e Agustín Cartens, governador do Banco Central mexicano.

Desde que iniciou a campanha pela direção do fundo, no final de maio, Lagarde – de 55 anos e apoiada pela Europa – tem sido a grande favorita, apesar de Washington ainda não ter expressado sua preferência.

O fato de a China ter confirmado seu respaldo a Lagarde sugere ainda que as objeções expressadas pelos países emergentes quanto à nomeação de um europeu terão pouco impacto na decisão final.

Segundo o diretor do Banco Central chinês, Zhou Xiachuan, “Pequim já demonstrou apoio completo à candidatura de Lagarde”, conforme publicado pelo Dow Jones Newswires.

Enquanto isso, Cartens, de 53 anos, recorreu na sexta-feira a Austrália e Canadá, sugerindo que a luta não havia ainda chegado ao fim.

Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do FMI, renunciou no dia 18 de maio ao cargo após um escândalo sexual em Nova York, aumentando ainda mais a tensão pela qual passa o FMI, que já vinha abalado pelas negociações em relação ao gigantesco plano de resgate da Grécia e preocupações sobre o estado de outras economias da Europa.

Apesar dos enormes méritos, incluindo um período como número três do FMI, o economista Cartens não conseguiu reunir apoio concreto dos países em desenvolvimento, a não ser de um pequeno bloco de nações latino-americanas.

O Conselho de Administração do FMI declarou que gostaria de tomar a decisão por consenso, antes do final do mês de junho.

 

Ig
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