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Comentários ‘euro’

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu nesta sexta-feira (2) um rápido avanço da Eurozona para uma “união fiscal”, uma semana antes de uma reunião de cúpula decisiva para salvar o bloco, ameaçado pela crise da dívida.

As declarações de Merkel potencializam os pedidos feitos na quinta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, de uma “refundação” da Europa com tratados que determinem “mais disciplina, mais solidariedade e mais responsabilidade com um verdadeiro governo econômico”.

Os governantes das duas maiores economias da Eurozona se encontrarão na segunda-feira em Paris, para coordenar as posições que levarão à reunião de sexta-feira em Bruxelas.

A chanceler, em um discurso no Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento), destacou que já foram feitos avanços para evitar futuras crises, mas que ainda resta muito por fazer.

“Não estamos falando apenas de união fiscal, nós estamos começando a criá-la”, disse Merkel, antes de completar que a união orçamentária terá “regras estritas, ao menos para a Eurozona”, bloco formado por 17 dos 27 países que integram a União Europeia (UE).

“O elemento central desta união da estabilidade, buscada pela Alemanha, será um novo teto de endividamento europeu”, completou a chanceler, insistindo na intenção de convencer os sócios sobre a necessidade de mudar os tratados europeus para poder introduzir mais disciplina orçamentária.

“Não há mais alternativa que uma mudança dos tratados”, destacou.

Também voltou a rejeitar de maneira categórica a emissão de “eurobônus” para conter o contágio da crise.

“Quem não entende que os eurobônus não podem ser a solução da crise não compreendeu nada da natureza do problema”, disse.

Merkel insistiu que não há soluções milagrosas. Para ela, as causas do problema – a pouca competitividade de alguns países e o caos das finanças públicas – exigirão a aplicação de um processo que levará anos.

A crise já obrigou a UE a resgatar financeiramente três países – Grécia, Portugal e Irlanda – e a operar severos ajustes orçamentários que provocam um crescente mal-estar social.

Quase 17.000 pessoas protestaram na quinta-feira na Grécia contra as medidas de austeridade, na primeira greve geral contra o recentemente nomeado governo de Lucas Papademos, que prometeu aplicar fielmente a política de austeridade exigida pelos credores do país.

A Espanha anunciou nesta sexta-feira um novo aumento do número de desempregados. Em novembro o país tinha 4,42 milhões de pessoas sem trabalho, um recorde desde 1996.

Os prêmios de risco dos países da Eurozona se mantinham nesta sexta-feira muito mais baixos que nas últimas semanas, após a queda na véspera por declarações interpretadas pelos mercados como uma possível flexibilização da atitude do BCE diante da crise.

A questão do papel que o BCE devem desempenhar divide França e Alemanha.

Berlim não aceita uma intervenção mais acentuada do BCE e Merkel não alterou a posição nesta sexta-feira.

Está gravado nos tratados, o dever do BCE é garantir a estabilidade da moeda”, disse, recebendo muitos aplausos dos deputados.

Sarkozy recordou na quinta-feira que o BCE é independente e continuará sendo, mas que diante do risco deflacionista que ameaça a Europa, o Banco Central atuará.

Angela Merkel admitiu nesta sexta-feira que “ainda há muitas dificuldades a superar”.

Do Correio Braziliense

Foto Correio Brazilense

A presidente Dilma Rousseff chegou domingo (2/10) à capital da Bélgica para uma visita de dois dias em que buscará estabelecer uma relação de igualdade com os líderes europeus, com uma agenda que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, inclui discussões sobre a economia mundial, desenvolvimento sustentável, meio ambiente e até mesmo os desdobramentos recentes no conflito entre Israel e Palestina. Dilma oferecerá ajuda à União Europeia contra a crise econômica mundial, mas também cobrará avanços no acordo de livre comércio entre o bloco e o Mercosul. Ela está acompanhada dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; das Comunicações, Paulo Bernardo; da Cultura, Ana de Holanda; da Secretaria de Comunicação da Presidência, Helena Chagas; e da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante.

Se depender dos números, não será difícil para Dilma convencer os europeus da igualdade de condições nas conversas e negociações. O Brasil de hoje não só busca investimentos. É também um país que busca diversificar os próprios investimentos. O estoque de capital brasileiro nos países europeus é hoje de US$ 75 bilhões. Se ainda é bem menos do que os US$ 177 bilhões dos países europeus no Brasil, as perspectivas apontam para o equilíbrio. Dos dez maiores investidores na União Europeia, o Brasil foi o que mais cresceu no ano passado, com aporte de US$ 6 bilhões no ano. Os europeus investiram US$ 8 bilhões no Brasil em 2010.

Essa tendência à equiparação de forças no diálogo entre o Brasil e as principais potências globais não é, porém, um processo isento de turbulências. A visita de Dilma ocorre depois de a presidente ter feito críticas à implementação de soluções para a crise da dívida grega, cujos impasses têm colaborado para colocar quase todos os países do continente em recessão ou no mínimo estagnação econômica.

No dia 22 de setembro, em Nova York, aonde foi para a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Dilma afirmou que faltava vontade política por parte dos líderes europeus para ajudar a Grécia. Em razão disso, ela disse que o governo brasileiro “claramente” não planeja colocar dinheiro na linha de estabilidade financeira europeia. Os europeus responderam que não esperam nenhuma nova iniciativa do Brasil nesse sentido.

Tom amistoso

O tom da visita nos próximos dois dias tende, contudo, a ser muito mais ameno, sem o clima de enfrentamento característico do principal fórum multilateral do mundo, a ONU. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, recebem hoje Dilma para um jantar no Castelo Val Duchesse. Os compromissos mais densos de trabalho entre eles ocorrerão amanhã. Esta é a 5ª Cúpula Brasil-União Europeia, um evento que ocorre todos os anos, desde 2007, alternadamente, no Brasil e na Europa.

Deverão ser assinados com os europeus acordos nos setores de desenvolvimento tecnológico, políticas espaciais, transporte aéreo, cultura e turismo. Haverá discussões também para a dispensa de vistos de trabalho em períodos curtos.

A visita de hoje e de amanhã não é, porém, para falar apenas de União Europeia. Dilma está na capital da Bélgica e será recebida hoje à tarde pelo primeiro-ministro do país, Yves Leterme. O encontro renderá um acordo para facilitar a obtenção de bolsas de estudo por parte de estudantes brasileiros em universidades belgas. Amanhã, a comitiva brasileira é convidada para um almoço pelo rei da Bélgica, Albert II, e pela rainha, Paola. A programação de amanhã, antes de Dilma embarcar para a Bulgária, inclui ainda o encerramento do V Fórum Empresarial Brasil-União Europeia e a abertura do festival Europalia, no qual o Brasil é homenageado.

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Christine Lagarde, directora-geral do FMI

Christine Lagarde considera que a falta de um entendimento comum dos políticos na resolução da crise da dívida soberana europeia conduziu a um ciclo vicioso.

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, apelou a uma acção concertada por parte dos responsáveis para cortar a dívida e manter a economia global na rota do crescimento, adianta a Bloomberg, que cita o Handelsblatt.

De acordo com o jornal alemão, Lagarde considera que as divergências dos políticos para lidar com a crise da dívida soberana nos países desenvolvidos contribuiu para criar um ciclo vicioso, que está a conduzir ao abrandamento do consumo, do investimento e da criação de trabalho.

A directora-geral do FMI apelou aos mercados emergentes e aos países que têm excedentes para aumentarem o consumo de modo a suportar a recuperação global.

Do Jornal de Negócios.pt
Ig
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