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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘esporte’

Foto: Maria Lenk, primeira brasileira a competir nos Jogos Olímpicos Ascom – Ministério do Esporte

A cidade de Atenas, na Grécia, primeira sede dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, entrou para a história ao resgatar a competição que reúne os países para celebrar o esporte. Na ocasião, nenhuma mulher participou das 42 provas de nove modalidades, que foram disputadas por 311 homens de 13 países. A estreia das mulheres nas Olimpíadas veio em Paris, 1900, somente quatro anos depois: 11 atletas femininas competiram no golfe e no tênis, esportes considerados pelos organizadores de pouco esforço físico.

Uma vez que o esporte se construiu historicamente como um fenômeno masculino, associado a elementos como força, velocidade, coragem e exposição pública, as mulheres enfrentaram, cada uma no seu tempo, o estigma e o preconceito. São 112 anos de participação feminina no maior evento esportivo do mundo. Mulheres anônimas, desconhecidas e famosas, que contribuíram e contribuem para a edificação do esporte na sociedade.

A nadadora Maria Lenk é uma das referências brasileiras no esporte, sendo a primeira mulher do país a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos, em 1932, em Los Angeles. A presença feminina no esporte está ligada à luta das brasileiras pelo reconhecimento de seu lugar de destaque na sociedade. A ginasta Daniele Hypólito ressalta que as mulheres são, além de tudo, guerreiras: “A mulher desde cedo aprende a vencer na sociedade. E no esporte não é diferente: aos poucos, nós vamos ganhando o nosso espaço.”

Durante a semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado na quinta-feira (08.03), o portal do Ministério do Esporte publica uma série de matérias com depoimentos, histórias e entrevistas destacando as mulheres que contribuem para o enriquecimento da prática esportiva no país.

Fonte histórica: BUBIO, Katia (Org.) (2011): As mulheres e o esporte olímpico brasileiro
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Arte RatoFX

A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta terça-feira a sexta edição da Copa do Brasil feminina de futebol. O início da nova competição está marcado para o dia 10 de março, e o encerramento em 9 de junho, por conta da preparação para Olimpíada de Londres, com abertura marcada para o dia 27 de julho.

A competição mais importante do calendário nacional envolverá 32 times, que representação todos os 26 estados e o Distrito Federal. O torneio será disputado em cinco fases, todas no clássico sistema mata-mata, com um tempo menor de duração em relação aos anos anteriores.

Em 2011, por exemplo, a competição teve a final realizada no dia 26 de novembro. Na ocasião, o Foz Cataratas venceu por 3 a 0 o Santo Antão, de Pernambuco, e saiu com o título.

O vencedor da competição terá direito a uma vaga à próxima edição da Copa Libertadores, torneio cujo o atual campeão é o São José.

Do Terra

Nos EUA, oito em cada dez praticantes do Yôga são mulheres, segundo a revista Yoga Journal.

O filme/documentário YogaWoman, mostra como o Yôga entrou na vida das mulheres, desde Manhattan até o Kênia passando por vários países, e o seu poderoso impacto na saúde, na forma física e no bem estar emocional de milhões de pessoas. Enfim, narra esse fenômeno de massas cuja expansão atinge pessoas famosas como Gwyneth Paltrow, Madonna, Minnie Driver, entre outras tantas celebridades.

Quem pratica o Yôga sabe que ele é ótimo para “esvaziar o cérebro” quando você está com a cabeça cheia – sua mente se tranquiliza e você consegue baixar o seu ritmo.

Em suas declarações, Madonna já disse que para ela “o Yôga é uma metáfora da vida. Você o tem que praticar devagar, sem pressa, não pode ir logo para a próxima postura… respirar e deixar-se ir… É um exercício para a mente, o corpo e para tua alma”.

Pelo que vi no trailler do documentário, ele mostra declarações de instrutoras famosas, como, por exemplo, Cyndi Lee e Sharon Gannon. Será que deixaram espaço para instrutoras não tão famosas, mas que de igual forma fazem parte dessa nova geração de professoras dinâmicas?

Do A Simplicidade das Coisas

Leila Barros - Foto PBase.com

A Comissão de Turismo e Desporto realiza audiência pública hoje sobre políticas públicas para mulheres desportistas. O debate foi proposto pelas deputadas Luci Choinacki (PT-SC) e Jô Moraes (PCdoB-MG).

Choinacki afirma que o bom momento esportivo vivido pelo Brasil, em função da realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, deve ser aproveitado para chamar a atenção da sociedade para as mulheres desportistas, que ficam à margem dos debates e dos investimentos, principalmente nos esportes de alto rendimento.

“É importante chamar a atenção também para o tratamento que a grande mídia dispensa às conquistas femininas nos esportes, na maioria das vezes, secundarizando o talento das atletas e supervalorizado os padrões de beleza existentes”, diz a parlamentar.

Convidados

Foram convidados para o debate:

  • a ex-jogadora de vôlei de praia Jaqueline Silva;
  • a ex-atleta Aída dos Santos, única mulher a compor a delegação brasileira dos Jogos Olímpicos de 1964;
  • a jogadora de voleibol Leila Barros;
  •  a jogadora de futebol Amanda Miranda, do Atlético Mineiro;
  • a professora Kátia Rubio, da Universidade de São Paulo;
  •  representantes dos Ministérios do Esporte e da Educação e do Comitê Olímpico Brasileiro.

A audiência está marcada para as 15 horas no Plenário 5.

Da Agência Câmara de Notícias

Marta tenta conquistar o prêmio de melhor jogadora do mundo pela sexta vez seguida

O prêmio da Fifa para a melhor jogadora do mundo tem sido entregue a Marta ano após ano desde 2006. Após ser premiada cinco vezes consecutivas, no entanto, a própria brasileira já admite perder o posto na eleição deste ano, já que, para ela, a japonesa Homare Sawa aparece como a principal favorita.

“Tiveram muitas jogadoras boas (neste ano)”, disse Marta, em entrevista ao site da Fifa. “Acho que a Sawa tem uma grande chance por ter sido decisiva na Copa do Mundo, na qual ela foi a artilheira e a melhor jogadora”, completou a brasileira, lembrando que a japonesa foi fundamental no título do seu país na Copa do Mundo de futebol feminino, em julho, na Alemanha.

Segundo Marta, o desempenho no Mundial da Alemanha será fundamental para a definição do prêmio da Fifa. E na competição, ela não se destacou como de costume. Isto porque não conseguiu ajudar a levar o Brasil além das quartas de final, quando a seleção perdeu para os Estados Unidos nos pênaltis.

As norte-americanas, aliás, são apontadas por Marta como outras fortes candidatas ao prêmio da Fifa. “As garotas dos Estados Unidos também estão forte e o país é uma potência. Não sei qual será o principal fator para a votação, mas eu adoraria ganhar novamente”, declarou a brasileira.

A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá no dia 12 de janeiro em Zurique, na Suíça. O troféu ficará com a jogadora mais votada por capitãs e técnicos de seleções, além de jornalistas. A lista de dez finalistas conta com Marta, do Brasil; Kerstin Garefrekes, da Alemanha; Lotta Schelin, da Suécia; Sonia Bompastor, da França; Louisa Necib, da França; Homare Sawa, do Japão; Aya Miyama, do Japão; Alex Morgan, dos Estados Unidos; Hope Solo, dos Estados Unidos; e Abby Wambach, dos Estados Unidos

Do Super Esportes

Café com a Presidenta

A presidenta Dilma Rousseff reforçou o compromisso do governo em apoiar e garantir oportunidades às pessoas com deficiência. A intenção é fazer com que eles desenvolvam “todo o potencial”, destacou ela hoje (28) durante o programa Café com a Presidenta.

Dilma recebeu, na quinta-feira (24) no Palácio do Planalto, em Brasília, os atletas e técnicos que participaram recentemente dos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara (Parapan), no México. O Brasil foi o vencedor da competição: obteve 197 medalhas; 81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze.

“Nossos atletas deram um show lá em Guadalajara”, ressaltou a presidenta durante o programa. Para Dilma Rousseff, os esportistas “escolheram ser vencedores” e “mostraram determinação para ultrapassar os limites e superar, portanto, os preconceitos”.

A presidenta ressaltou que dos 222 atletas que disputaram o Parapan, 162 fazem parte do programa Bolsa Atleta do governo federal, pago pelo Ministério do Esporte. “É isso que permite a eles treinar, participar de competições e obter vitórias como essa agora no México”, disse. “Os resultados são extraordinários: 80% das medalhas obtidas lá no Parapan foram conquistadas pelos atletas que recebem a Bolsa Atleta”, completou.

De acordo com o Censo 2010, o Brasil tem 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência (17,7 milhões com deficiência considerada grave). Para atender essa população, o governo federal lançou há dez dias o programa Viver sem Limite, envolvendo 15 ministérios e orçamento de R$ 7,6 bilhões em três anos, para áreas de acessibilidade (R$ 4 bilhões), educação (R$ 1,8 bilhão), saúde (R$ 1,5 bilhão), além de inclusão social e mobilidade urbana (R$ 300 milhões).

Da Agência Brasil EBC

A presidente Dilma recebeu nesta quinta os atletas brasileiros que disputaram o Parapan Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

A presidente Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira, em Brasília, os atletas e dirigentes que participaram do Parapan-Americano de 2011, disputado em Guadalajara. No encontro, a mandatária se mostrou orgulhosa pelos resultados obtidos e exaltou o sucesso deles como um “estímulo” para as competições que o Brasil sediará.

“Acredito que este é um momento especial porque tivemos um desempenho fantástico no Parapan e isso pra todos nós é um estímulo no momento que o Brasil vai receber uma Copa e uma Olimpíada”, afirmou a presidente. Após a declaração, Dilma tirou fotos com os paratletas e recebeu uma medalha. Animada e sorridente, ela conversou bastante com os presentes enquanto conhecia cada um.

Também presente na homenagem, o ministro do Esporte Aldo Rebelo enalteceu as conquistas dos paratletas como um orgulho nacional. “Sei que vocês têm muito orgulho do que fizeram, do esforço, da superação. Vocês são orgulhos para suas famílias, comunidades e acima de tudo para o país. Contem com o Ministério do Esporte, com nosso apoio e nosso empenho”, disse.

De acordo com o Ministério do Esporte, os bolsistas do governo conquistaram 79% de todas as medalhas do País na competição. A porcentagem é relativa a 156 medalhas no quadro geral, sendo 56 ouros, 52 pratas e 48 bronzes.

Após vencer em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil confirmou a supremacia em Guadalajara e terminou os Jogos Parapan-Americanos na primeira colocação, com 197 medalhas, sendo 81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze. Além disso, o Brasil teve a maior delegação, com 222 atletas divididos em 13 modalidades.

Do Terra

Arte RatoFX

Com uma rotina agitada, cobranças, trânsito, trabalho, família, e mais cobranças é difícil encontrarmos alguém que por algum motivo, nem que seja por um minuto, já não se sentiu estressado. E esse número de pessoas estressadas tem se tornado crescente.

Você já pensou em ter um dia específico para uma pausa, colocar o corpo e a mente nos eixos?

Foi exatamente isso que a ISMA-BR- (International Stress Management Association no Brasil – fez ao criar o Dia da Conscientização do Stress comemorado esse ano em 20 de Novembro.

A comemoração, gratuita e aberta ao público, conta com a presença de especialistas na área da saúde que medem o nível de stress dos participantes e a sua suscetibilidade a doenças através do teste do psiquiatra norte-americano Richard Rahe, um dos mais respeitados internacionalmente nas medições de stress. Através de parcerias com instituições preocupadas com a qualidade de vida da população, monitoram-se as condições de saúde dos interessados. A iniciativa da ISMA-BR tem servido de modelo para inúmeras ações que são desenvolvidas em diversas cidades brasileiras.

Dia de Conscientização do Stress

ISMA-BR promove o Dia de Conscientização do Stress dia 20 de novembro de 2011. 

Desde 2001, a ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil) promove o Dia de Conscientização do Stress, no 3º domingo de novembro. A partir de 2007, a comemoração ganhou uma razão ainda mais especial para celebrar: Em 14 de setembro foi sancionada a Lei 10.250, instituindo anualmente o 3º domingo de novembro como Dia de Conscientização do Stress e incluindo a data no calendário oficial de eventos da cidade. E, em 27 de agosto de 2009, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 3555/2008 instituindo o Dia Nacional de Conscientização do Stress, a ser comemorado no 3º domingo de novembro, anualmente.

A comemoração, gratuita e aberta ao público, conta com a presença de especialistas na área da saúde que medem o nível de stress dos participantes e a sua suscetibilidade a doenças através do teste do psiquiatra norte-americano Richard Rahe, um dos mais respeitados internacionalmente nas medições de stress. Através de parcerias com instituições preocupadas com a qualidade de vida da população, monitora-se as condições de saúde dos interessados. A iniciativa da ISMA-BR tem servido de modelo para inúmeras ações que são desenvolvidas em diversas cidades brasileiras.

O objetivo é conscientizar a comunidade sobre a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e do desenvolvimento de técnicas eficazes para gerenciar o stress através de informações e orientações ao público e oferecendo testes para medir o nível de stress, problema que afeta 70% da população brasileira.

Evento ocorre das 11h às 15h, na Redenção, à direita do Monumento ao Expedicionário. Porto Alegre RS

Programação:

Avalie-se

Teste de Stress (ISMA-BR)

Pressão arterial, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e dieta antiestresse (Instituto de Cardiologia)

Teste de acuidade visual (Escola de Educação Profissional Zona Sul

Risco para apneia do sono (AGSono)

Teste para apneia do sono e teste para rinite (Serviços de Otorrino do Hospital Petrópolis)

Informe-se

Orientação sobre autoexame e câncer de mama (IMAMA)

Apoio a perdas e luto (Clínica de Psicologia e Apoio ao Luto)

Prevenção à violência infantil (DECA)

Orientação sobre boas práticas para um sono saudável (AGSono)

Orientação para surdez (Serviços de Otorrino do Hospital Petrópolis)

Orientação alimentar (AGAN)

OncoArte (Clínica de Oncologia de Porto Alegre)

Eu curto, eu cuido (SMGL)

Relaxe

Quick massagem, reiki, reflexologia podal e meditação (Escola y Clínica de Massoterapia Holística Arty’s e Corpus)

Demonstrações de yoga Método DeRose (Centro de Cultura e Bem Estar Fabiano Gomes)

Divirta-se

Recreação para crianças (Escola de Educação Profissional Zona Sul)

Cinema mudo OncoArte (Clínica de Oncologia de Porto Alegre)

Evento ocorre das 11h às 15h, na Redenção, à direita do Monumento ao Expedicionário.

Terezinha Guilhermina

Eram 16h45 em Guadalajara, 20h45 horário de Brasilia quando Terezinha Guilhermina largou na final dos 100m livres e cruzou a linha de chegada em 12.41 segundos para garantir o ouro no Parapan de Guadalajara.

Nos 100m da classe T11, para atletas com perda total de visão, ninguém é melhor do que a mineira de Betim.

A marca de Terezinha no México ainda é 37 milésimos de segundos acima do recorde mundial da prova, que também pertence a ela e foi conquistado em junho deste ano, na Alemanha: 12.04 segundos.

O recorde mundial da brasileira está 2.46 segundos atrás de Usain Bolt, o jamaicano recordista dos 100m livres com o tempo de 09.58.

A diferença entre Bolt e Terezinha é menor do que o tempo que você provavelmente levou para ler esta frase.

Minutos antes da vitória nos 100m, Terezinha já havia quebrado o recorde panamericano nos 400m com o tempo de 1:02.82.

Para os muitos brasileiros que ainda não foram apresentados a Terezinha, aqui vai uma breve descrição.

De uma família de 12 irmãos, onde 5 nasceram com um problema congênito chamado retinose pigmentar, Terezinha perdeu a visão logo nos primeiros anos de vida.

Quando tinha 11 anos, foi apresentada ao esporte adaptado e deram a ela duas opções: natação e atletismo.

Atletismo não era bem uma opção, já que ela não tinha um tênis para correr.

Mas, ao voltar pra casa, pediu emprestado os de sua irmã e, desde então, fez do atletismo a sua vida.

Campeã Paraolímpica, Campeã do Mundo, recordista mundial, Terezinha se tornou uma das maiores atletas do mundo nesse universo paralelo que ainda é o esporte adaptado, pouco badalado, pouco noticiado…

E nessa era de comodificação do esporte, onde o apelo comercial do nosso craque é tão ou mais importante que seus fantásticos dribles e gols, o movimento paraolímpico ainda é capaz de resgatar o poder transformador do esporte.

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Brasil repete roteiro de derrota para os Estados Unidos no Mundial e, com 4 a 3 nas penalidades, desperdiça a chance de terceiro ouro no Pan

Debora lamenta pênalti perdido para o Brasil. Equipe ficou com a prata (Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

Passaram-se pouco mais de três meses e o triste roteiro se repetiu. Assim como no último Mundial, a Seleção Brasileira sofreu um gol no fim do tempo regulamentar e, nos pênaltis, foi derrotada, perdendo o título. Se na competição anterior o adversário eram os Estados Unidos, pelas quartas de final, nesta quinta-feira o algoz foi o Canadá, que tirou da equipe a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Após empate em 1 a 1 nos 90 minutos e sem gols na prorrogação, o Brasil perdeu por 4 a 3 nos pênaltis, ficando com a prata.

Quem mostrou mais agressividade no início foi o Canadá. Com a marcação adiantada, a equipe pressionava no campo defensivo do Brasil, porém deixava brechas para contra-golpes. E foi aproveitando os espaços que a Seleção Brasileira achou um gol aos três minutos. Débora partiu em velocidade e, de fora da área, arriscou o chute. A bola foi no ângulo, sem chances para a goleira Karina LeBlanc.

Com o placar a seu favor, o Brasil recuou ainda mais, dando ao adversário os espaços necessários para atacar. Apenas Débora ficava no campo ofensivo quando a Seleção não tinha a bola, facilitando o inicio das jogadas do quadro canadense, que criou chances de gol e por pouco não ampliou o placar. Sinclair e Sesselmann tiveram boas oportunidades, mas não acertaram o alvo.

Na base dos chutões, faltas e raros lances de habilidade individual, o Brasil foi para o intervalo com a vantagem no placar. Mas, em campo, o clima estava longe de ser de tranquilidade. Quando a árbitra determinou o fim do primeiro tempo, o apito soou como alívio para a equipe de Kleiton Lima.

O Brasil voltou para o segundo tempo mais organizado em campo, principalmente na defesa. Como resultado, sofreu menos pressão do Canadá que, mesmo assim, tinha mais posse de bola. No entanto, a Seleção apresentava bom toque e conseguia criar contra-ataques, apesar de não construir sólidas oportunidades para aumentar a contagem.

Mas foi apostando na troca de passes que o Brasil começou a se impor na partida. Aos 22 minutos, a dupla de ataque combinou uma tabela que quase resultou em gol. Thaís lançou Débora e se posicionou na área para receber o passe da companheira. A atacante chutou, e LeBlanc defendeu. Na sequência, Maurine cobrou escanteio, e a goleira salvou o que seria um gol olímpico.

Sem ser tão ameaçado pelo Canadá, o Brasil passou a valorizar mais a posse de bola, praticamente anulando as jogadas ofensivas do adversário. A equipe nacional criou chances claras de gol, mas foi incompetente nas conclusões. Em um lance de desatenção na marcação, a Seleção sofreu o empate. Após cobrança de escanteio aos 42 minutos, Christine Sinclair subiu mais do que a goleira Bárbara e cabeceou para fazer 1 a 1. Assim, a decisão foi para a prorrogação.

No tempo extra, ficou clara a diferença entre a condição física das equipes. Enquanto o Canadá se mostrava inteiro e tomava a iniciativa do ataque, o Brasil aparentava cansaço e se limitava a dar chutões para afastar o perigo. Na arquibancada, a torcida mexicana não estava nem aí. A maior distração era pegar as bolas que chutadas para o setor e passar de mão e mão, sem devolvê-las para o campo.

O empate se manteve, e a decisão foi para os pênaltis. Matheson, Sinclair, Booth e Schmidt aproveitaram suas cobranças para o quadro canadense. Francielle, Maurine e Ketlen anotaram para o Brasil, mas Grazielle perdera o terceiro tiro. Com 4 a 3 a seu favor, o Canadá já poderia ter garantido o ouro se Chapman convertesse o quinto arremate, porém a finalização foi na trave, reacendendo as esperanças brasileiras. No entanto, LeBlanc defendeu a cobrança de Débora e selou a conquista do time da América do Norte..

O Brasil jogou com a seguinte formação: Bárbara, Karen, Bagé e Tânia Maranhão; Maurine, Francielle, Formiga, Rosana (Ketlen) e Maicon; Thaís (Grazielle) e Débora.

 Do Globo Esportes