"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

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Arte - Agência Brasil

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“Com o dinheiro, a gente tem mais liberdade”. Mais do que estar livre para consumir, a frase de uma beneficiária do Programa Bolsa Família, moradora da região do Vale do Jequitinhonha (MG), revela outro tipo de autonomia possibilitada pelo recebimento de uma renda fixa mensal: a liberdade para fazer escolhas sobre a própria vida.

Pesquisa da socióloga Walquíria Leão Rêgo, professora da Universidade de Campinas (Unicamp), mostra que o programa levou uma lógica de planejamento familiar para essas mulheres e desencadeou processos que favoreceram o papel delas como cidadãs. De 2006 a 2012, foram entrevistadas cerca de 150 mulheres que recebem recursos do programa de transferência de renda.

“Dizer que com o dinheiro elas têm mais liberdade, às vezes, foi o jeito que ela teve para assegurar: ‘eu sou mais livre’, avaliou Walquíria. A pesquisa Vozes do Bolsa Família será publicada em livro ainda neste semestre.

As entrevistas foram feitas no interior e no litoral de Alagoas, no sertão do Piauí, na região do Vale do Jequitinhonha e na periferia de São Luís, capital do Maranhão. “Eu queria começar por algumas das regiões mais desassistidas pelo Estado brasileiro”, justificou a pesquisadora.

Atitudes tomadas pelas mulheres, como encorajar-se para pedir o divórcio, refletir sobre quantos filhos deseja ter, comprar um batom pela primeira vez, abrir uma conta no mercadinho da cidade são algumas das situações observadas no estudo.

O cartão e a senha do Bolsa Família ficam sob o controle delas. “É diferente de dar cesta básica, porque você está dizendo o que a pessoa tem que comer e quanto. Apesar de a renda ser pequena, [com o dinheiro] você oferece um leque de opções, de escolhas. Isso trouxe [para elas] uma liberdade pessoal maior, que nós chamamos de efeito moral. Abrem-se brechas de liberdade na vida delas”, explicou.

A professora contou que a ideia inicial do trabalho era entender se as beneficiárias consideravam a bolsa um direito ou um favor. “Mas, à medida que fomos nos aprofundando nas entrevistas e nas pesquisas teóricas, fomos vendo que o fato de elas receberem uma renda monetária regular provocava um efeito muito especial, próprio da função social do dinheiro”, relatou. Segundo Walquíria, uma dessas funções é “decidir com ele o que você quer fazer”.

A possibilidade de pensar adiante mudou a perspectiva de vida dessas mulheres. “Você está submetida completamente à miséria, de tal modo que não tem nenhuma oportunidade de determinar nada em sua vida. Você sai atrás de comida, se achar come, se não achar não come”, expôs a pesquisadora, considerando a condição anterior das beneficiárias.

Entre os efeitos morais encontrados pela autora do trabalho está a manifestação do desejo de fazer a cirurgia de laqueadura. “[Isso] já é algo que está no horizonte delas. Essa ideia de que querem se encher de filhos para aumentar a bolsa é puro preconceito. Como qualquer mulher do mundo, elas têm medo da gravidez, gostariam de ter menos filhos”, disse. As condições de trabalho dos maridos que, para conseguir algum serviço, passam meses fora de casa também contribuem para a vontade de evitar a gravidez. “Fica sob a responsabilidade delas administrar toda a vida das crianças”, destacou.

A pesquisadora também identificou casos em que as mulheres se encorajam para pedir o divórcio de um marido violento. “Esses assuntos são ainda cercados de tabus. Elas têm grande dificuldade de falar sobre isso. Às vezes, quando consegui conversar com a mesma mulher pela terceira vez, houve uma abertura maior para falarmos sobre esse assunto”, contou

Apesar de obter relatos que deixam claras situações emancipatórias vivenciadas pelas mulheres, a professora ponderou que existem fatores culturais que interferem fortemente nesse contexto, como a religião e a família. “Há um caso ou outro em que isso aconteceu, mas é um assunto muito difícil de falar com elas. Nessas regiões, a família tem um peso muito grande. Normalmente, elas moram perto da sogra ou dos pais”.

Embora algumas mulheres tenham relatado compras de cosméticos, como um xampu ou um batom, com recursos do benefício, a pesquisadora destacou que essa questão é difícil de ser assumida. “O dinheiro do Bolsa Família é gasto, em primeiro lugar, com comida para as crianças. Essa é uma moralidade muito forte que elas têm. Tanto que, quando você indaga sobre cuidados com o corpo, elas ficam muito assustadas com a pergunta”.

De acordo com Walquíria, para citar que comprou um item de beleza, a mulher, em primeiro lugar, enumera os gastos com as crianças. “Ela acha que é como se estivesse confessando um erro. Precisa explicar que comprou material escolar, comida, mas sobrou um pouquinho e ela pôde parcelar em duas vezes. Elas vão aprendendo a administrar a escassez do dinheiro, e algumas me contaram: ‘eu comprei xampu, eu estou comprando batom, esmalte para unha’. Então, o cuidado consigo mesma, com o corpo, ainda está em segundo, terceiro lugar”.

Outra função do dinheiro nesses casos foi o estabelecimento de relações de confiança. “É muito comum elas contarem que agora podem ir ao mercadinho e dizer: ‘olha, meu dinheiro não chegou ainda, mas está aqui o meu cartão, eu vou levar e quando sair [o dinheiro], venho aqui e pago’. O dinheiro trouxe uma experiência nova de confiabilidade para essas mulheres”, explicou.

Segundo Walquíria, anteriormente elas sequer entrariam nessas lojas, porque o dono sabia que não poderiam comprar nada. “Você há de convir que nesses lugares as mulheres serem confiáveis é um ganho de autonomia e liberdade muito grande. E de autoestima”.

Da Agência Brasil

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Dilma Rousseff participa de celebração ecumênica - Foto Agência Brasil

Dilma Rousseff participa de celebração ecumênica – Foto Agência Brasil

Uma cerimônia ecumênica homenageou ontem (7) as vítimas do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada do último dia 27. A celebração, feita na Catedral Metropolitana de Brasília, foi organizada a pedido da presidenta Dilma Rousseff.

“Foi uma iniciativa da presidenta. Ela quis demonstrar que o coração dela também pulsa com a comunidade de Santa Maria”, disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Conduzida pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha, a cerimônia reuniu líderes das igrejas luterana, anglicana, presbiteriana e síria-ortodoxa. Representantes de religiões não cristãs também participaram da homenagem.

O número de mortos na tragédia até o momento é 238. Ainda há 65 pacientes hospitalizados, segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Desses, 18 ainda precisam de ventilação mecânica para respirar. Nas últimas 24 horas, dez pacientes receberam alta.

As vítimas foram lembradas durante toda a cerimônia. Em uma das homenagens, um grupo de jovens levou uma bandeira de Santa Maria e rosas vermelhas ao altar. “Estamos nos unindo com a dor da população de Santa Maria. É um sentimento de todo o Brasil. Precisamos transmitir a essas famílias a esperança da renovação”, disse o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade

Dom Sérgio da Rocha disse que “Santa Maria se tornou o Brasil e o Brasil se tornou Santa Maria”, em nome da solidariedade às famílias que perderam os filhos no incêndio. “Sentimos profundamente a morte trágica de tantos jovens que nem chegamos a conhecer pessoalmente, mas sentimos esse momento unidos ao povo de Santa Maria, especialmente aos familiares. Nos unimos como se esses irmãos vivessem há muito tempo em nossa própria casa”.

Durante o sermão, o arcebispo disse que a dor pelas mortes em Santa Maria tem que ser traduzida em medidas concretas para evitar novas tragédias semelhantes.

Cerca de 300 pessoas acompanharam a cerimônia. Parlamentares e autoridades eram maioria, entre eles, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Defesa, Celso Amorim; dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; das Comunicações, Paulo Bernardo; da Educação, Aloizio Mercadante; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do Trabalho, Brizola Neto; da Pesca, Marcelo Crivella; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho; das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; do Planejamento, Miriam Belchior; da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage e da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também acompanhou a celebração, sentado ao lado da presidenta.

 Da Agência Brasil

 

Dilma Rousseff - Foto Agência Brasil

Dilma Rousseff – Foto Agência Brasil

Emocionada e com a voz embargada, a presidenta Dilma Rousseff pediu que os prefeitos de todo o país atuem para evitar a repetição de tragédias como o incêndio em Santa Maria (RS) . Na abertura do Encontro Nacional de Novos Prefeitos, em Brasília, Dilma conclamou os gestores de todas as esferas de Poder para assumirem a responsabilidade de fiscalizar locais públicos e de concentração de pessoas.

“Falo da dor para lembrar responsabilidade que todos nós, do Poder Executivo, temos com a população. Diante da tragédia, temos de assegurar que ela jamais se repetirá”, disse a presidenta ao abrir o encontro.

Antes de iniciar o discurso, Dilma pediu um minuto de silêncio em homenagem aos 231 mortos no incêndio na Boate Kiss. Ela ressaltou que a pior consequência da tragédia foi ter impedido pessoas jovens de concluírem os estudos e desenvolver o potencial no mercado de trabalho.

“[As vítimas] eram jovens. Tinham sonhos. Podiam ser nossos futuros prefeitos e prefeitas, presidentes e presidentas, cientistas, agrônomos, psicólogos e juízes. Eles podiam ser os filhos e netos de cada um de nós”, disse Dilma.

A presidenta citou a visita que fez aos parentes das vítimas na tarde de ontem (27), ressaltando ter ficado emocionada com os relatos de pais que perderam os filhos na tragédia. “Eles [os mortos] infelizmente não tiveram oportunidade de cumprir o sonho de cada mãe. A dor que presenciei é indescritível”, disse a presidenta. Ela destacou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não pôde comparecer ao encontro dos prefeitos. Segundo Dilma, o ministro permanecerá em Santa Maria até que sejam esclarecidas as circunstâncias do incêndio e a situação dos feridos.

Da Agência Brasil

Água no Feijão.

Na sua coluna de hoje do Correio Braziliense, Denise Rothenburg conta um episódio ocorrido quando foi “revisar” as condições de segurança do ônibus que se preparava para transportar um grupo de escolares, entre os quais a sua criança. Muitos pais estranharam sua atitude, quando entrou no ônibus, procurando verificar se havia cintos e outros itens para a segurança dos pequenos passageiros. O motorista olhou para ela com aquela cara de quem diz “essa aqui é doida”.
Mais tarde, Inês de Castro, na coluna Por dentro do Espelho da Bandnews, também relata algo do gênero. Comprando bilhetes para o cinema, perguntou à vendedora quais poltronas ficavam mais próximas às saídas de emergência. A vendedora não soube informar. Os amigos que a acompanhavam estranharam a sua preocupação e quiseram saber o porquê disso. Ela respondeu que queria estar tranquila, desfrutando do filme, sem preocupação.
Muitas vezes também fui tachada de insana por questionar condições de segurança de locais públicos e até mesmo por desistir de frequentar alguns. Tenho certeza de que outras pessoas têm relatos semelhantes a fazer.
O que todos nós criticamos é que no Brasil, para falar de um país que conheço bem, choramos sobre leite derramado, SEMPRE. Prevenção é uma palavra rara no vocabulário das autoridades e, quando há ações de prevenção ou notificação de irregularidade que impediriam a emissão de alvarás de funcionamento a ganância, a falta de zelo e a mais completa irresponsabilidade de empresários ou de agentes públicos driblam os obstáculos e põem em funcionamento a
estrutura, o veículo, o evento. É como se contassem com a sorte, com Deus, que como se sabe é Brasileiro, ou outra entidade imaterial para evitar que tragédias ocorram.
Vi uma página no Facebook, chamada Não foi por acaso, que acabei “curtindo”. De fato, não é o acaso o responsável por fatos horríveis como o da boate Kiss, em Santa Maria. Se estava funcionando, apesar de todas as irregularidades que vêm sendo apontadas pelas investigações, é crime deixar abrir e abrigar uma festa para tantas pessoas.
Outro ponto que Denise e Inês de Castro levantam, com o qual estou 100% de acordo, é que nós, os usuários,devemos fiscalizar, perguntar e denunciar quando percebemos que espaços
ou veículos não oferecem as condições de segurança (e higiene, mas isso é outro caso) para funcionar corretamente.
Não precisamos de muita investigação para descobrir que os prédios onde funcionam os Ministérios, na Esplanada, em Brasília, estão em péssimas condições. Outro dia houve um
acidente fatal, com um funcionário da Companhia Elétrica, devido a problemas com as instalações elétricas de um desses edifícios.
Ouvi que o governador do DF mandou passar um “pente fino” em todas as casas noturnas de Brasília, para evitar outras tragédias. Muito bem, governador, mas bote aí na sua listinha, os
subsolos dos prédios públicos, onde funcionam lanchonetes e cabeleireiros improvisados, bote aí também as escolas públicas das regiões que circundam o Plano Piloto. Aproveite e peça para
passar um pente, pode até ser mais grosso, nos ônibus que circulam pela cidade. Se sobrar tempo, verifique os parquinhos infantis das quadras residenciais, as quadras de esporte e mais
não falo porque é óbvio.
A sensação que temos é de que estamos com a corda esticada ao máximo. Está se fazendo o que não se deveria para atingir a máxima produtividade com os menores custos. As construções são de baixa qualidade, prédios novos estão sendo reformados, a preços bem altos, por “vício de construção”. A fabricação/montagem de veículos automotores deixa espaço a inúmeros Recalls, a manutenção de aviões, ônibus e automóveis é cada vez mais espaçada e duvidosa, e a fiscalização, quando há, é passível de fraudes, de um lado e de outro.
Tudo em nome de arrecadar mais, ganhar mais, mesmo que à custa de eventuais vidas humanas.
Tá todo mundo botando água no feijão, moendo gordura junto com o picadinho, fazendo gambiarra com a nossa segurança.

Gianna Xavier – Editora do Mulheres no Poder

 

 

Por Gianna Xavier

Nesta segunda parte da entrevista a Secretária Regina Miki afirma que a PEC 300 não é uma pauta institucional e defende uma lei geral para as polícias civis, além de fundo de pensão e plano de carreira para nossas forças de segurança.

Para conferir a primeira parte da entrevista, clique aqui.

Regina Miki é a primeira mulher a assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão responsável pela gestão da política de segurança do País.

Advogada, ela foi nomeada Secretária de Defesa Social de Diadema (SP) pelo então prfeito José de Filippi (PT), hoje deputado federal. “Eu tomei um susto. Ele disse que me escolheu porque queria alguém com NSS. Eu não entendi e ele traduziu: neurônio, saliva e sapato”, conta Regina.

Sua competente atuação em Diadema fez cair em 80% a criminalidade na cidade. A convite do ministro José Eduardo Cardozo, Regina assumiu a Secretaria. Sua história é um case de sucesso, exemplo de determinação, disciplina e muita coragem.

 Confira a primeira parte da entrevista.

 

Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
Fernando Pessoa
Ig
outubro 2014
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