"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘empreendedorismo’

Maria Fernanda Rizzo – Divulgação

A professora de educação física Maria Fernanda Rizzo, 35, sofria com a jornada dupla de profissional e mãe em 2007, quando identificou uma oportunidade de negócio: produzir para fora as papinhas orgânicas que fazia em casa.

“Todos os dias à noite, quando chegava em casa depois do trabalho, eu preparava papinhas orgânicas para minha filha. Até que me perguntei se não havia alguém que as vendesse. Pesquisei e vi que tinha em outros países, mas não no Brasil”, conta.

Hoje, sua empresa produz 30 mil refeições por mês, que são comercializadas em 40 pontos de venda no país. A rede faturou R$ 1,1 milhão no primeiro semestre de 2014 e espera chegar à marca dos R$ 2 milhões até o fim do ano.

A professora precisou de R$ 600 mil e de um ano e meio de preparação antes de abrir o negócio para aprender sobre o mercado de orgânicos e escolher o modelo de produção. As refeições são congeladas sem conservantes em um processo que garante validade média de seis meses.

“O produto sai a 100°C do fogo e vai a -30°C em quarenta minutos. Depois disso, é rotulado e embalado. É um processo controlado que mantém as características da comida fresca”, afirma.

Entre papinhas e sopinhas, a empresa oferece 27 sabores, como a de banana, a de manga ou a mistura de cenoura, maçã, mamão e beterraba. Os preços, de porções de 100 g, vão de R$ 6,60 a R$ 8,55.

Rizzo conta que seu público-alvo são mulheres das classes A e B que trabalham fora e já conhecem ou consomem alimentos orgânicos, por isso, procuram essa opção para seus bebês.

Ela também criou uma linha de alimentos congelados para a família, que vêm em porções individuais de 100 g a 500 g e custam de R$ 6,75 (arroz integral 250 g) a R$ 34 (panqueca de frango com molho de tomate 500 g).

Orgânicos no Brasil ainda são nicho e fornecedor é dificuldade

De acordo com dados do IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento), entidade que acompanha o mercado de orgânicos no país, o setor cresce de 30% a 40% ao ano desde 2012.

Apesar da expansão das vendas, o mercado de orgânicos ainda é pequeno e não atinge a clientela de massa, aponta o coordenador do IPD, Ming Chao Liu.

O consumidor que procura as papinhas orgânicas é aquele que já busca produtos mais saudáveis para sua alimentação e está disposto a pagar mais por isso. Uma papinha industrializada de marca conhecida pode ser encontrada nos mercados a partir de R$ 3,35 (pote com 120 g), enquanto a sua versão orgânica custa R$ 6,60.

Além disso, a diversidade dos produtos orgânicos é menor conforme o momento do ano. Assim, nem sempre o cliente tem disponível o sabor que quer comprar. “Muita gente acha que é só não ter agrotóxico, mas é respeitar o ciclo da terra, não usar fertilizantes nem outros produtos químicos para aumentar a produtividade”, afirma Liu.

A falta de matéria-prima também é um risco do negócio, segundo Liu. “Regularidade de fornecimento e qualidade são as principais dificuldades. A maioria dos produtores de orgânicos atuam em pequena escala e de maneira pulverizada. Dessa forma, não conseguem fornecer grandes volumes.”

Oferecer outros produtos saudáveis é alternativa de crescimento

Karyna Muniz, consultora do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), considera o setor promissor. O interesse de grandes empresas, como a Jasmine, que passou a vender papinhas orgânicas no país em julho, é prova disso, segundo ela.

Como o negócio atinge um público segmentado, a consultora indica como alternativa de crescimento da empresa investir em alimentos que tenham sinergia com as papinhas orgânicas. “Se os pais se preocupam em oferecer alimentos saudáveis para a criança, é natural que eles procurem isso para si. A empresa que tiver um portfólio completo tem mais chances de sucesso.”

Onde encontrar:

Empório da Papinha: www.emporiodapapinha.com.br

Jasmine: www.jasminealimentos.com

Do Uol Economia

$

$

Um aspecto positivo do empreendedorismo brasileiro tem sido a efetiva participação das mulheres na criação e gestão de negócios.

As mulheres brasileiras estão à frente praticamente da metade das iniciativas empreendedoras no Brasil e pesquisas internacionais cada vez mais mostram uma maior participação das mulheres no empreendedorismo do próprio negócio.

Isso se deve não só ao seu perfil empreendedor, mas a uma mudança de comportamento e da realidade das famílias. No mundo (com raras exceções contrárias) e também no Brasil as mulheres já estão com plena inserção no mercado de trabalho e o empreendedorismo do próprio negócio naturalmente se apresenta como uma opção de carreira.

Como a mulher brasileira pode aumentar suas chances de sucesso com a iniciativa empreendedora? Quais os desafios da mulher brasileira no empreendedorismo? Como os homens têm observado a ascensão feminina no empreendedorismo e qual tem sido sua reação?

Estas são questões ainda em fase de construção de respostas, pois a dinâmica do empreendedorismo feminino é considerável.

Entender como pensam e agem as mulheres empreendedoras no Brasil e como as novas candidatas a empreendedora podem usar desse conhecimento para tomar melhores decisões em suas próprias iniciativas ainda é um desafio que precisa ser enfrentado.

Há pesquisas que mostram inclusive maior potencial de sobrevivência dos negócios quando há uma mulher envolvida na direção da empresa.

De fato, um estudo liderado pelo pesquisador Nick Wilson da Escola de Negócios da Universidade Leeds no Reino Unido e publicado no International Small Business Journal, em fevereiro de 2013, mostrou que empresas startup com uma mulher na diretoria têm 27% menos risco de falir se comparadas com empresas que possuem apenas homens no corpo diretivo.

Esse percentual diminui quando o número de mulheres aumenta, sugerindo que o que importa é a diversidade e não um número específico de mulheres diretoras.

Pesquisas anteriores mostram, também, que grupos com maior diversidade de gênero tendem a ter um pensamento mais inovador na resolução dos problemas.

De todo modo, experiências brilhantes e admiráveis de mulheres vencedoras servem de exemplo para outras mulheres, mas também aos homens, já que quando se trata de empreender não deveria ser o gênero que define a tendência do sucesso ou fracasso.

E sim as decisões gerenciais e fatores circunstanciais que criam condições para ou impedem o negócio de prosperar.

Apesar da análise bastante convidativa acerca do papel da mulher empreendedora brasileira, mais positivo será o dia em que tanto mulheres como homens passarão a ser tratados apenas como empreendedores, nas mesmas igualdades de condições.

O mesmo se aplica às oportunidades de criar bons negócios, que deveriam estar disponíveis a todos os brasileiros.

*Este texto foi escrito com base no livro Empreendedorismo para visionários. Informações em www.josedornelas.com.br.

Do Uol Economia

Ação inédita pode servir de referência às demais unidades da Casa da Mulher Brasileira que serão implantadas em 27 capitais

Bandeira Paraná

O programa “Espaço da Mulher Empreendedora”, no Paraná, terá investimento de R$ 219,5 mil e vai demandar o trabalho de dois profissionais para assessoramento às mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social. A ação é inédita no país e pode servir de referência às demais unidades da Casa da Mulher Brasileira que serão implantadas em 27 capitais.

O objetivo principal é incentivar a autonomia econômica de mulheres que serão atendidas pela Casa da Mulher Brasileira, do programa ‘Mulher, Viver sem Violência’, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). A unidade será construída, no primeiro semestre de 2014, e já mobiliza a organização de serviços a serem prestados para a população.

De acordo com a secretária municipal da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro, o ‘Espaço Mulher Empreendedora’ vai propiciar a criação ou expansão de negócios empresariais para autonomia econômica e financeira das mulheres em situação de violência.

A ideia é ir além do encaminhamento ao emprego e ofertar mecanismos de apoio e de orientação para as mulheres que se desafiarem a empreender ou reunirem o perfil, aptidão e as condições necessárias para abrir seus próprios negócios.

“É uma proposta de trabalho com foco no recomeço e na superação das marcas da violência, que estende benefícios não apenas à mulher, mas à família e às pessoas em volta dela”, diz Roseli. “Combinada com o reforço a toda uma rede de proteção dos direitos da mulher, a iniciativa promove autoestima e empoderamento às vítimas de violência que farão com que a mulher possa enxergar um futuro melhor para ela e sua família. Essa é nossa expectativa”, afirmou.

Entregue pela diretora-presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A, Gina Paladino, em 24 de setembro, o primeiro plano de trabalho elenca a oferta de serviços às mulheres vítimas de violência na unidade da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba.

“Nosso objetivo é que a gente consiga, a partir da iniciativa de Curitiba, contaminar as outras unidades do programa para que elas possam criar modelos similares de atendimento para incentivar as mulheres a empreender”, considerou Gina Paladino.

Em audiência com a secretária Roseli Isidoro, detalhou a proposta: “há toda uma metodologia de atendimento desenvolvida para auxiliar a mulher na identificação das suas habilidades de negócio, competências, capacidade empreendedora, na formulação do plano de negócio, sobre a documentação necessária à formalização e na orientação para a gestão da atividade, a fim de assegurar a viabilidade desses empreendimentos”.

Os sete escritórios regionais da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A, localizados na capital, atenderam 19.046 pessoas de janeiro a agosto deste ano. Destas, 1.371 já formalizaram seus negócios.

Gênero e empreendedorismo

Segundo dados de pesquisa, de 2012, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, as mulheres correspondem a 46% dos empreendedores individuais (MEI) existentes no País. Atualmente, há 3,3 milhões de trabalhadores formalizados como MEI em todo o Brasil. No Paraná, são 176.379 MEIs, dos quais 96.394 são homens (54,7%) e 79.985 (45,3%) são mulheres.

Em Curitiba, segundo o banco de dados do Portal do Empreendedor, as mulheres somam 49% dos 35.623 trabalhadores formalizados como microempreendedores individuais em 23 de setembro de 2013. A maior parte delas se dedica ao comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (2.843), a atividades de tratamento de beleza, exceto cabeleireiras (2.377).

Seguidas das que atuam como cabeleireiras (2.112), das que trabalham com confecção, sob medida ou não, de peças de vestuário, exceto roupas íntimas (950) e das que se dedicam ao comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (420).

Do Portal Brasil

Dilma Rousseff no lançamento da exposição As Mulheres do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (8), durante encontro com dezenas de empresárias brasileiras, que foi muito importante conversar com mulheres em situação de destaque em empresas. “Nós somos multifacéticas, somos variadas, representamos aqui as mulheres, tanto as empresárias, as presidentas da República, as deputadas, as ministras, mas também a mulher da rua”, disse. Dilma também inaugurou, no Palácio do Planalto, a exposição As Mulheres do Brasil, da artista plástica Eliana Kertész.

Esta é a primeira vez que a presidenta se reúne apenas com empresárias mulheres, como diretoras, presidentas e integrantes de conselhos de administração. A conversa, idealizada após convite da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, contou com 52 lideranças femininas que têm expressividade na economia brasileira. “Foi muito rico, porque são mulheres que ajudam não só a gerar empregos mas ajudam socialmente”, avaliou a empresária Luiza Helena Trajano, que comanda a rede de varejo Magazine Luiza.

Segundo Luiza, o encontro serviu para a presidenta Dilma ouvir as empresárias sobre as necessidades e propostas para o setor empresarial. “A presidenta falou do que ela está acreditando para a educação, que o pré-sal vai ter um investimento muito grande para a educação”, disse a empresária após a reunião.

Segundo Luiza, a partir desta primeira reunião serão criados comitês temáticos para que as empresárias apresentem propostas para o desenvolvimento do setor empresarial em suas respectivas áreas. “Em vez d a gente reivindicar, o que falamos é que vamos montar vários comitês e fazer propostas para o desenvolvimento do país, o que podemos ajudar o empresário, a área financeira”, disse.

As empresárias concordaram que o setor mais necessitado de reformas é o da microempresa. “A gente focou muito mais na micro e pequena empresa. Ela não é convidada a se tornar grande. A que é média também não é convidada a se tornar grande, porque é espremida. Agora nós vamos montar os comitês”, disse Luiza Trajano.

De acordo com a empresária, Dilma defendeu “que a inflação está toda sob controle, que vai terminar o ano dentro da meta, e que [sobre o dólar] ela deixou a flutuação natural e que não vai muito mais do que está aí”.

Após o encontro, que durou quase três horas, a presidenta Dilma conduziu as empresárias para o Salão Oeste do Palácio do Planalto, onde inaugurou a exposição As Mulheres do Brasil, da artista plástica Eliana Kertész.

Dilma relacionou a discussão com as empresárias à valorização das mulheres retratada na mostra, citando também o calendário do Outubro Rosa, quando monumentos de diferentes cidades do mundo ganham iluminação rosa com o objetivo de conscientizar as mulheres para a prevenção do câncer de mama, tipo de cânce mais comum entre elas. “Eu tenho a honra de ter duas esculturas dela e eu considero as esculturas dela maravilhosas”, disse a presidenta, em referência às esculturas Maria Dolores e D. Sinhazinha que fazem parte do seu acervo pessoal.

A criadora das obras agradeceu à presidenta a oportunidade de expor em Brasília. “Obrigado por acolher a minha obra e, principalmente, por abraçarem as gordas e as mulheres, a gordura de felicidade”, disse Eliana.

Da Agência Brasil

Espaço Mulher Empreendedora

A diretora presidente da Agência Curitiba S/A, Gina Paladino, entregou nesta terça-feira (24) para a secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro, o primeiro plano de trabalho visando a oferta de serviços às mulheres vítimas de violência na unidade da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba, que será construída em Curitiba no primeiro semestre do ano que vem, dentro do programa do governo federal “Mulher, Viver Sem Violência”.

O chamado “Espaço Mulher Empreendedora” nesse centro integrado vai propiciar a criação ou expansão de negócios empresariais para autonomia econômica e financeira das mulheres em situação de violência. A proposta é inédita no país e deve servir de referência às demais unidades da Casa da Mulher Brasileira que serão implantadas em 27 capitais e no Distrito Federal. A ideia é ir além do encaminhamento ao emprego e ofertar mecanismos de apoio e de orientação para as mulheres que se desafiarem a empreender ou reunirem o perfil, aptidão e as condições necessárias para abrir seus próprios negócios.

“Nosso objetivo é que a gente consiga, a partir da iniciativa de Curitiba, contaminar as outras unidades do programa para que elas possam criar modelos similares de atendimento para incentivar as mulheres a empreender”, disse Gina Paladino. “Há uma metodologia de atendimento desenvolvida para auxiliar a mulher na identificação das suas habilidades de negócio, competências, capacidade empreendedora, na formulação do plano de negócio, sobre a documentação necessária à formalização e na orientação para a gestão da atividade, a fim de assegurar a viabilidade desses empreendimentos”, afirmou.

Recomeço

A secretária Roseli Isidoro vê no plano do Espaço Mulher Empreendedora uma porta de saída da situação de violência e emancipação da mulher, assim como as políticas voltadas para o emprego e renda. “É uma proposta de trabalho com foco no recomeço e na superação das marcas da violência, que estende benefícios não apenas à mulher, mas à família e às pessoas em volta dela”, disse Roseli. “Combinada com o reforço a toda uma rede de proteção dos direitos da mulher, a iniciativa promove autoestima e empoderamento às vítimas de violência que farão com que a mulher possa enxergar um futuro melhor para ela e sua família. Essa é nossa expectativa”, afirmou.

No Brasil, de acordo com os dados de uma pesquisa de 2012 do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, as mulheres correspondem a 46% dos empreendedores individuais (MEI) existentes no país. Atualmente, há 3,3 milhões de trabalhadores formalizados como MEI em todo o Brasil. No Paraná, são 176.379 MEIs, dos quais 96.394 são homens (54,7%) e 79.985 (45,3%) são mulheres.

Em Curitiba, segundo o banco de dados do Portal do Empreendedor, as mulheres somam 49% dos 35.623 trabalhadores formalizados como microempreendedores individuais em 23 de setembro de 2013. A maior parte delas se dedica ao comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (2.843), a atividades de tratamento de beleza, exceto cabeleireiras (2.377). Seguidas das que atuam como cabeleireiras (2.112), das que trabalham com confecção, sob medida ou não, de peças de vestuário, exceto roupas íntimas (950) e das que se dedicam ao comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (420).

Os sete escritórios regionais da Agência Curitiba S/A na cidade atenderam 19.046 pessoas de janeiro a agosto deste ano. Destas, 1.371 já formalizaram seus negócios. O Espaço Mulher Empreendedora na Casa da Mulher Brasileira tem investimento estimado em R$ 219.500,00 e vai demandar o trabalho de dois profissionais para assessoramento às mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Do Pam Curitiba

Clique na imagem para ampliar

A Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, tem grande satisfação de convidá-lo (a) para o evento, Papo de Sofá, que fará parte do calendário ADVB e trará em sua primeira edição o palestrante Nardim Haddad com o tema Franquias e licenciamentos.

Contamos com a presença de todos.

Clique na imagem para aumentar

Criação

Telma Maia Polo passou de sacoleira de sapatos a empresária, e é dona da rede de franquias Lessô - Foto UOL

Telma Maia Polo passou de sacoleira de sapatos a empresária, e é dona da rede de franquias Lessô – Foto UOL

Há cerca de 30 anos, a enfermeira Telma Maia Polo já fazia sucesso vendendo calçados no hospital em que trabalhava como chefe do centro cirúrgico em São José do Rio Preto (438 km a noroeste de São Paulo). Ela incrementava sua renda revendendo sapatos comprados na capital.

“Eu era sacoleira, viajava e voltava com malas e malas cheias de pares. Vendia para as amigas dos hospitais da cidade”, conta. Hoje, ela está à frente da rede de lojas de sapatos e acessórios femininos Lessô, fundada por ela há 28 anos e que possui duas lojas próprias e 16 franquias nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Fora isso, tem lojas de outras marcas.Já naquela época, a vocação comercial de Polo era tão grande que não demorou para que ela trocasse de profissão e apostasse suas fichas numa loja de calçados. Alugou a garagem de uma amiga e montou o estabelecimento com apenas algumas prateleiras e poltronas para que as clientes pudessem experimentar os sapatos.

A sorte é que a garagem da amiga ficava ao lado de uma famosa butique da cidade. Então, o movimento de mulheres era grande. Segundo ela, mesmo as clientes chiques da butique entravam por “curiosidade” na sua garagem e encontravam sapatos diferentes dos que havia na cidade.

“Fui criando relacionamento, conquistando clientes. Cuidava de todas as atividades da loja e, quando ia ao banco, levava a sacola de sapatos para vender. Até hoje tenho clientes daquela época e continuo levando os produtos até elas, mas agora são motoboys que levam os sapatos na casa das clientes para elas experimentarem”, diz.

Relacionamento garantiu clientes e parcerias comerciais

Polo enfrentou as dificuldades típicas das sacoleiras –fazer longas viagens e carregar sacolas pesadas. “Quando meu pai viu o que eu passava, pagou meu irmão para me acompanhar e me ajudar a carregar o peso”, diz.

O relacionamento sempre foi o forte da empreendedora, tanto com clientes, quanto com fornecedores. Segundo Polo, isso garantiu parcerias e exclusividade de modelos por parte dos fabricantes.

Durante a transição de sacoleira a empresária, ela foi sofisticando seus produtos e adaptando o negócio. Polo foi uma das primeiras a vender as marcas Arezzo e Victor Hugo no interior. Ela mantém duas lojas multimarcas e uma da Victor Hugo, de sapatos, bolsas e carteiras, além da marca Lessô.

A expansão por cidades do interior inicialmente foi um processo natural, segundo a empreendedora, mas a Lessô já está em capitais como Rio de Janeiro e Brasília.

Hoje em dia, em vez de viajar para São Paulo para comprar por atacado, ela visita a Europa e os Estados Unidos em busca de inovação para seus produtos, que são fabricados por parceiros no Brasil. Alguns dos modelos são exclusivos para sua marca.

“Junto com meus fornecedores, invisto em pesquisa e desenvolvimento”, declara. A rede apresentou crescimento de 10% no faturamento em 2011 e possui duas linhas diferenciadas de produtos -a Mezzo Punto, de sapatos sofisticados e que é de uma empresa desvinculada da Lessô, e a Lessôzinha, de tamanhos infantis.

Polo já foi conselheira do Conselho da Mulher Empresária e Empreendedora, da qual foi fundadora, e diretora da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto.

Por seu empreendedorismo, Telma ficou entre as 10 finalistas do prêmio Mulher de Negócios do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em 2010.

Do Uol
Arte RatoFX

Arte RatoFX

Não é novidade que a vida está corrida. Parece até que a hora encurtou. Se antes precisava de 60 minutos, a impressão atual é a de que só precisa da metade deles. Relógio, hora, informação, acontecimentos, evolução, direitos, deveres, afazeres e todos nós correndo atrás de tudo isso. É tarefa para maratonista consagrado.

O Direito também está nessa corrida, tentando não ficar para trás. Se o mundo está girando, e nesse palco pulsam vidas, é preciso que o Direito também evolua e esteja ali presente, atento às necessidades. Não é por outro motivo que as leis, os decretos, portarias e todo tipo de regulamentação sofrem tantas transformações, mesmo contando com prévios debates públicos e com a divulgação na mídia. Quando menos se espera, outras modificações acontecem, alterando e até revogando, todo o contexto. Se os profissionais precisam se atualizar constantemente, imagine-se a confusão que gera para os leigos.

Nessa sociedade que nos cobra tanto, assumir que não se sabe daquele ou daquele outro assunto tão em voga é exercício explícito de humildade, muitas vezes entendido pelo interlocutor como se fosse alienação ou despreparo. E, claro, está enganado. O interesse sobre determinado tema desperta a curiosidade, que realimenta o interesse, que gera perguntas, que traz respostas, que geram dúvidas e que buscam outras respostas.

Daí, surgiu o TIRANDO DÚVIDAS, a nova proposta dessa Coluna nas áreas do direito civil, do consumidor, trabalhista e direito de família. Pergunte. Abrindo os trabalhos respondo a dúvida da leitora que perguntou: “Sou doméstica, seria vantagem me inscrever no programa de empreendedor independente ou seguir trabalhando com a CTPS assinada?”. Assim, ‘Empreendedor Individual’ é o assunto. A figura jurídica do empreendedor individual foi criada pela Lei Complementar nº 128 em 2008, mas só começou a existir de fato, e de direito, a partir de 1º de julho de 2009. O intuito é legalizar o trabalhador informal, aquele que trabalha por conta própria, ao proporcioná-lo condições especiais, bem mais baratas de acesso à formalização.

Para começar, o processo de formalização não custa nada. Com a inscrição, gratuita, no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ, o empreendedor individual vai poder emitir notas fiscais, ter conta bancária em nome do seu negócio. Será enquadrado no Simples Nacional, isento de Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI- Imposto sobre Produtos Industrializados e CSLL- Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. Uma enxugada e tanto nos custos. Com o recolhimento de um valor fixo mensal, corrigido anualmente de acordo com o salário mínimo, o empreendedor individual passa a ter direito aos benefícios do auxílio doença, maternidade e aposentadoria.

Em contrapartida, para ser um empreendedor individual se faz necessário preencher certas exigências legais e a primeira delas é exercer uma atividade contemplada numa lista fechada de categorias, conforme o Anexo XIII da Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) nº 94/11 (artigos 91,I e 92, §2º, inciso I).

A lista é extensa, e infelizmente, não inclui as domésticas, entendidas como pessoas que prestam serviços não lucrativos em ambiente familiar.

O exercício da atividade pode ser feito em âmbito doméstico, como a de cozinhar preparando refeições prontas e embaladas para consumo, por exemplo, ou de doceira, entre outras tantas, desde que tenha o alvará para funcionamento.

No sítio www.portaldoempreendedor.gov.br estão todas as informações necessárias, inclusive a listagem completa das atividades autorizadas a se inscrever no programa.

Prezada leitora, a opção de se tornar uma empreendedora individual e se essa escolha valerá a pena vai depender dos seus anseios, do seu projeto de vida.

A proposta é excelente, mas para trocar de lado, de empregado para empreendedor, ainda que no início seja de forma modesta será preciso um planejamento prévio. Toda atividade tem um risco inerente e gera responsabilidades, inclusive em face de terceiros. Uma consulta ao SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas lhe será providencial. Boa sorte.

De volta, ao ponto de partida. A mesma correria, o mesmo turbilhão de informação e mais dúvidas. A vida segue, sem dúvida alguma.

E para as outras a certeza de que “se posso ajudar por que atrapalhar?”.

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

O Tratamento Diferenciado para a Micro e Pequena Empresa na Constituição Federal:

Art. 146. Cabe à lei complementar:

III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:

d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239.”

“Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.”

“Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.”

Quatro empresárias contam sobre suas experiências como franqueadas e franqueadora em entrevista à Lênia  Luz Nogueira.

Empresárias comandam equipes, tomam decisões e arriscam calculadamente. São investidoras, empresárias, franqueadas e franqueadoras.

Fernanda Rachas - Franquia São Paulo Mania

A empresária, Fernanda Rachas, 36 anos, sócia proprietária de uma empresa no setor industrial que faz tratamento de superfícies há 15 anos. Entrou no MUNDO DAS FRANQUIAS há 5 meses, como franqueada e sócia de seu marido, em 2 lojas do São Paulo Mania. Ela nos conta que no início de 2011, resolveram iniciar um novo negócio e como já estavam no setor da indústria e da construção, pensaram em algum negócio que já tivesse um formato “semi-pronto”, para não iniciarem do ZERO, optarão então por comprar uma franquia. Após pesquisar alguns tipos de franquias em feiras, guias, revistas e associações da classe, o crescimento do setor esportivo, a inovação do negócio na especialização em um time e a “paixão” pelo SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE, os levou a optarem por esta franquia.

Elaine Schopping Imbiriba - Rede de Franquias Vida Leve

No sul do país encontramos a empresária Elaine Cristina Schopping Imbiriba, 36 anos, proprietária da Rede de Franquias Vida Leve , empresa com 7 anos no mercado que comercializa comidas e dietas congeladas . Elaine nos conta que resolveu franquear a sua empresa por conta de uma amiga da família querer muito ter uma loja em outra cidade e também por ocorrerem inúmeras pessoas interessadas no modelo de negócio que ela oferecia ao mercado. Para que este projeto se concretizasse ela procurou uma consultoria especializada, no caso a Aurelio Luz& Associados, para que preparasse todo o projeto de formatação. Elaine viu como vantagem de franquear a possibilidade de estar em diversos locais (cidades) oferecendo um serviço diferenciado em reeducação alimentar aliada a tendência humana que vem buscando melhorar sua qualidade de vida através da alimentação. Hoje ela possui 2 lojas própria na cidade de Curitiba , onde também funciona sua unidade fabril e 2 franquias vendidas, uma na cidade de Maringá e outra na cidade de Londrina.

Natália Cremonini - Microfrnaquia Tutores

Mathilde Natália Corte Cremonini, 38 anos, psicóloga , há 4 anos é franqueada da Rede de Microfranquias Tutores Reforço Escolar . Um dos motivos que a levou a buscar uma franquia foi o desejo de não querer mais ser funcionária. A partir daí buscou conhecimento sobre o segmento e em uma feira conheceu a franqueadora. Depois de uma profunda análise se viu segura para a primeira franquia. Com a melhora no desenvolvimento da gestão do negócio ela adquiriu mais 3 franquias . Natalia afirma que para que o negócio dê certo se faz necessário doar-se de corpo e alma e buscar aprimorar-se no que você não tem habilidade dentro do processo de gestão.

Rachel Abreu Ribeiro - Franquia Cabine Divertida

Na cidade de Varginha, encontramos a franqueada da Cabine Divertida, Rachel Abreu Ribeiro, 27 anos e há 4 meses atuando no Mundo das Franquias. Como fator decisivo para a compra da franquia foram os quesitos novidade e exclusividade na região do Sul de Minas. Hoje dentre as vantagens que ela vê neste modelo de negócio é o suporte que ela recebe da franqueadora, toda a assistência técnica, treinamento e suporte durante os eventos. Além disso, uma marca conhecida e de fácil divulgação favorecem a ampliação do seu empreendimento.

Empreendedoras e portanto mulheres de negócios, mais sensíveis, com comunicação mais clara e objetiva e com uma capacidade de realizar multitarefas.

Ao optarem pelo setor de franquias, buscam identificar-se com o empreendimento. Pesquisam, planejam e finalmente decidem. E assim obtêm resultados positivos.

A história de cada mulher presente neste post fala de perseverança, empreendedorismo e identificação com seu negócio.

Com elas  fica a palavra de incentivo a você que nos lê e a quem desejamos Sucesso em tudo o que fizer.

Lênia Luz Nogueira - Sócia Diretora da Aurelio Luz & Associados Consultora em Franquias e Comunicação

” Atuar diretamente com mulheres que buscam crescer e solidificar os seu empreeendimentos através do  modelo de franquias, tem sido um grande aprendizado e também um grande privilégio. 
Com a formatação de uma rede ou a  comercializaçao  de uma franquia auxilio na construção de sonhos e vejo eles se concretizarem. 
Meu desafio como Mulher e Empresária é Pensar Grande e Agir Grande”

Ig
novembro 2014
D S T Q Q S S
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
Curta!
Mulheresnopoder