Comentários ‘economia’
A presidente Dilma Rousseff proibiu a venda de remédios que não precisam de prescrição médica em supermercados, armazéns, empórios, lojas de conveniência e estabelecimentos similares. O veto consta no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira (18).
A dificuldade de controle da comercialização, a automedicação e o uso indiscriminado dos medicamentos foram listados como justificativas à proibição.
A Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) e o Conselho Federal de Farmácia haviam se posicionado contra a medida provisória (MP), aprovada pelo Senado em 25 de abril.
Representantes das duas entidades ouvidas pela Folha alertaram para a possibilidade do aumento de casos de automedicação, colocando em risco a saúde do consumidor.
A proposta foi inserida em um texto que tratava originalmente da desoneração de produtos para portadores de necessidades especiais e indicava que a relação de remédios seria elaborada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sem fornecer detalhes.
Da Folha.com
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, pediu a seus aliados para que respeitem os compromissos de rigor fiscal e os prazos de retirada do Afeganistão, a poucos dias de se reunir com o presidente eleito da França, François Hollande, que pede modificações dessas agendas.
Sem mencionar Hollande, Merkel – defensora dos ajustes para superar a crise da Eurozona – voltou a se mostrar inflexível diante da possibilidade de tentativas de recuperação econômica na Europa baseadas no gasto público, em um discurso ante legisladores alemães.
“Um crescimento baseado no crédito nos levará de novo ao começo da crise. Não queremos isso, não faremos isso”, declarou a chanceler, fortemente aplaudida pelo Bundestag, onde apresentou a posição da Alemanha para a reunião do G8, nos dias 18 e 19 de maio, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), nos dias 20 e 21 do mesmo mês, ambas nos Estados Unidos.
Hollande, que na próxima terça-feira será empossado como presidente da França, viajará nesse mesmo dia à Alemanha. Durante sua campanha eleitoral, o agora presidente tinha adiantado seu interesse em renegociar o pacto europeu de disciplina orçamentária para acrescentar uma cláusula dedicada ao crescimento da economia.
A Alemanha já rejeitou uma eventual renegociação.
Para Merkel – que durante a campanha apoiou o presidente Nicolas Sarkozy -, é essencial que cada parte aceite a ideia de que “a saída da crise será um processo longo” e que para isso é necessário atacar os problemas estruturais de certos países, o “endividamento catastrófico” e a “falta de competitividade”.
Com relação ao Afeganistão, Merkel pediu que os países da OTAN respeitem o calendário de retirada das tropas internacionais desse país, que deve ser concluído no final de 2014.
“O princípio vigente para o governo alemão é: entramos juntos (no Afeganistão) e vamos sair juntos”, disse Merkel.
Hollande se comprometeu em sua campanha a retirar as tropas francesas do Afeganistão em 2012, dois anos antes do calendário fixado pela OTAN.
Em 50 anos, Sônia Regina Hess de Souza é a primeira mulher a receber o prêmio mais aguardado pelo mercado corporativo.
A empresária Sônia Regina Hess de Souza, eleita Personalidade de Vendas 2012, foi homenageada no último dia 07/05, pelo vice-presidente, Dino Arrigoni que representou José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, em almoço oferecido no restaurante Massimo, localizado na capital paulista.
Sônia Hess, presidente do grupo DUDALINA é a primeira mulher a receber o título em 50 anos. Gandini conquistou por duas vezes a premiação. A homenagem teve apoio da Federação Nacional das Associações dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (FENADVB) e contou com a participação de empresários, autoridades e formadores de opinião.
O prêmio Personalidade de Vendas do Ano, concedido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) é um dos mais aguardados e desejados pelo mercado corporativo. A cerimônia oficial para a entrega do prêmio acontece no mês de agosto, em São Paulo, com data a ser definida pelos organizadores.
A Comissão Mista de Orçamento vai ouvir hoje, às 14h30, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013 (PLN 03/12). A reunião será realizada no Plenário 2.
O projeto da LDO, recebido pelo Congresso no mês passado, prevê um aumento nominal de 7,35% no valor do salário mínimo para o próximo ano, o que o elevará para R$ 667,75. (Hoje o salário mínimo é de R$ 622).
A apresentação da proposta da LDO é prevista na resolução 1/06 do Congresso, que disciplina os trabalhos da comissão.
Pelo cronograma de tramitação do projeto, nesta terça também deverá ser apresentado o relatório preliminar, com as regras para apresentação das emendas. O parecer está a cargo do relator da LDO, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Da Agência Câmara de Notícias
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira (7/5) que a aplicação das reformas na Grécia é essencial após a derrota dos partidos favoráveis à austeridade nas eleições de domingo no país. Merkel, para quem a receita para sair da crise da dívida na qual a Europa está mergulhada é a disciplina fiscal, reconheceu que os resultados das eleições gregas não estão isentos de complicações. Ela pediu que seja dado um tempo a Atenas para analisar os resultados da eleição e determinar quais fórmulas são possíveis para um novo governo.
A chefe do governo alemão admitiu que os cortes impostos ao país endividado em troca de dois pacotes de ajuda são “difíceis”, mas, apesar disso, “devem prosseguir”. Os dois principais partidos gregos – o Pasok (socialista) e a Nova Democracia (direita) – obtiveram juntos 32,1% dos votos, em vez dos 77,4% das eleições de 2009, ficando com 149 dos 300 assentos do Parlamento. Isto torna mais complicada a formação do novo governo.
No entanto, os eleitores fartos de dois anos de cortes votaram nos partidos que se opõem às receitas estipuladas pela comunidade internacional para sair da crise, que ficaram com 151 cadeiras, com 99% dos votos apurados. O partido neonazista Amanhecer Dourado (Chryssi Avghi) faz uma entrada triunfal no Parlamento pela primeira vez desde o fim da ditadura militar de 1974, com 21 assentos.
Do Correio Braziliense
A presidente Dilma Rousseff disse a sindicalistas, empresários e líderes aliados, em três reuniões distintas no Palácio do Planalto, que a mudança no rendimento da poupança é uma “medida ousada”, mas que tinha de ser “enfrentada” para permitir a queda dos juros no país.
As regras de remuneração da caderneta de poupança, a mais tradicional e popular aplicação financeira do país, vão mudar a partir desta sexta-feira. O novo modelo vale apenas para novos depósitos e novas contas. As que já existem até hoje seguem com o cálculo de seus rendimentos sem modificações.
A nova regra terá um gatilho, a ser acionado sempre que a taxa básica de juros do Banco Central, a Selic, for igual ou inferior a 8,5% ao ano –hoje ela está em 9%.
Neste caso, as novas cadernetas de poupança e novos depósitos terão seus rendimentos calculados com base em 70% da Selic, acrescidos da TR (Taxa Referencial). Enquanto a taxa do BC estiver acima de 8,5%, nada muda, inclusive para as novas poupanças, que continuam a ter uma correção de 6,17% ao ano mais TR como prevê o modelo atual.
Reuniões
Segundo os participantes, Dilma disse não temer perder popularidade e foi elogiada pelos empresários por adotar uma medida polêmica. “São coisas que precisam ser feitas e serão feitas, fomos eleitos para isso”, afirmou no encontro com os empresários, o último dos três que teve para pedir apoio à medida.
A primeira reunião foi com o Conselho Político, que reúne líderes dos partidos aliados. Nela, parlamentares lembraram a tentativa frustrada do ex-presidente Lula de mudar a poupança. Bem-humorada, a presidente aproveitou para brincar com o ministro Guido Mantega (Fazenda), que comandava a pasta na época: “É que o Mantega evoluiu muito de lá para cá”.
Nas reuniões, Dilma reforçou que o país precisa vencer três entraves para continuar se desenvolvendo: a redução dos juros, a valorização cambial e a carga tributária do país: “Não estou aqui para vender facilidades. Esse é um passo que tem que ser dado”.
O último encontro reuniu 26 empresários. Presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade diz que todos elogiaram a medida, incluindo os banqueiros presdentes: Pedro Moreira Salles (Itaú-Unibanco), Luis Carlos Trabuco (Bradesco) e André Esteves (BTG Pactual).
O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, disse que “foi uma mudança boa para todos, importante, pois preserva os saldos existentes, mantendo as regras de liquidez e isenção tributária, preservando a grande credibilidade deste instrumento, um dos mais populares do país. A mudança foi boa, pois permite espaço para a continuidade na queda dos juros”.
Robson Andrade disse que a busca por juros menores não poderá ser feita só por bancos oficiais e afirmou que os demais estão reagindo por conta da concorrência. “Se você não tem concorrência, não tem necessidade de buscar maior eficiência. À medida que bancos tenham concorrência, isso faz com que busquem reduzir os juros.”
O líder do governo na Câmara lembrou que a MP terá de ser aprovada no Congresso. “O assunto é importante, mas ninguém manifestou resistência durante a reunião”, disse Arlindo Chinaglia (PT-SP), após reunião com Dilma.
Da Folha.com
A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) para os servidores públicos da União. A norma está na edição desta quarta-feira (2/5) do Diário Oficial da União. No texto, publicado em três páginas, há detalhes sobre o funcionamento do novo modelo, planos de saúde e a fiscalização da Funpresp. O estudo foi coordenado por um grupo de trabalho multiministerial.
A nova ordem vale a partir desta lei para os servidores que ingressarem no funcionalismo público, que não terão mais a garantia de aposentadoria integral. De acordo com a norma sancionada, os servidores públicos federais que têm salários até o teto da Previdência, hoje R$ 3.916,20, vão contribuir com 11%, e o governo com 22%. Sobre o valor que exceder esse limite, a União pagará até 8,5%.
A contribuição da União é paritária, o que significa que se o servidor pagar um percentual de 5%, a União pagará a mesma porcentagem. Ficam garantidos os valores das aposentadorias até o teto da Previdência. O servidor interessado em receber acima do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá de pagar uma contribuição à parte, aderindo à Funpresp ou a fundo de pensão privado.
A nova regra não vale para os atuais servidores. A mudança só vale para os servidores nomeados a partir da sanção da lei. O texto da nova lei foi votado no Congresso no mês passado. O novo modelo é uma tentativa do governo para diminuir o déficit da Previdência Social.
O trabalhador que aderir à previdência complementar passará a pagar menos Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Inicialmente, a alíquota é 35%, maior que no regime tradicional, mas o imposto cai 5 pontos percentuais a cada dois anos de contribuição, até chegar a 10% a partir de dez anos de contribuição.
Os atuais servidores também poderão optar pela permanência no regime de aposentadoria integral ou pelo regime de previdência complementar. Para garantir o funcionamento da Funpresp, a União já garantiu aporte financeiro de R$ 100 milhões no Orçamento de 2012.
Do Correio Braziliense
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, desembarcou nesta terça-feira em Nova Délhi para participar na quarta reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e para uma visita de Estado à maior democracia do mundo.
Acompanhada por seis ministros (Relações Exteriores, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Educação, Ciência e Tecnologia, Turismo e Comunicação), o secretário executivo da Fazenda e dois governadores, a presidente receberá o título de doutor honoris causa na quarta-feira na Universidade de Nova Délhi.
Na quinta-feira ela participará na reunião anual das cinco potências emergentes, que acontecerá em um hotel da capital indiana, e na sexta-feira fará uma visita de Estado que terá como principal momento um jantar de trabalho.
Esta é a segunda reunião dos Brics com a presença de Dilma Rousseff, depois do encontro de Hainan, China, ano passado.
Mais uma vez a situação na Eurozona será abordada no evento das cinco potências emergentes, que tiveram o crescimento afetado pela crise da dívida na Europa, assim como a situação no Oriente Médio, em particular a Síria, e a eleição do presidente do Banco Mundial, entre outros temas.
Os Brics também analisarão a criação de um banco de desenvolvimento para financiar projetos sustentáveis e de infraestrutura. É provável que neste encontro se decida a criação de um grupo de trabalho para elaborar a criação da instituição, segundo uma fonte diplomática brasileira.
Na agenda da reunião bilateral com a Índia, Dilma deve abordar a preferência do país asiático pelo caça francês Rafale, cuja aquisição o Brasil também cogita, e a ampliação do volume comercial entre os dois países.
Do Uol
A Comissão Europeia está avaliando opções para quebrar o “teto de vidro” que limita o acesso das mulheres aos altos quadros das empresas através da abertura de uma consulta pública sobre o assunto
Um relatório da Comissão Européia publicado em 5 de março de 2012 mostra que foi pequeno o aumento do número de mulheres nos conselhos administrativos de empresas, um ano após o apelo da Comissária de Justiça da União Européia, Viviane Reding, em favor de medidas confiáveis de auto-regulação.
Nos conselhos de administração das maiores empresas européias a proporção é de apenas uma mulher para cada sete homens (13,7%). É uma ligeira melhora em relação aos números de 2010 (11,8%) mas, a esse ritmo, somente daqui a 40 anos se alcançará um percentual que revele equilíbrio entre os dois sexos ( 40%)
Tem sido demonstrado que o equilíbrio entre homens e mulheres em altos cargos ajuda a melhorar o desempenho e a competitividade das empresas gerando mais benefícios econômicos. Um relatório preparado pela McKinsey Consultores constatou que empresas onde há equilíbrio entre o número de funcionários homens e mulheres atingiram um lucro operacional superior a 56% em relação às que empregam apenas homens. A Ernst & Young analisou as 290 maiores empresas cotadas na bolsa de valores e constatou que os lucros das empresas com pelo menos uma mulher no conselho administrativo foram significativamente maiores do que naquelas empresas que não possuem nenhuma mulher atuando nesse nível.
Há cada vez mais elementos confirmando que um maior equilíbrio entre homens e mulheres na tomada de decisão pode gerar benefícios econômicos significativos. A crescente presença de mulheres em posições de liderança pode contribuir para um ambiente de trabalho mais produtivo e inovador e também melhor performance geral das empresas. Este elemento reforça a competitividade. As mulheres representam 60% dos novos diplomados do ensino superior, mas poucas atingem o topo da escala hierárquica das empresas. Quando a porta para cargos de chefia lhes for aberta, as mulheres vão ser incentivadas a integrar o mercado de trabalho para lá ficar, o que ajudará a melhorar as taxas de emprego permitindo maior aproveitamento do potencial das mulheres . “Se quisermos atingir o objetivo fixado pela Europa 2020 – a estratégia de crescimento da União Européia – para obter uma taxa de emprego de 75% de mulheres e homens com idade entre 20 a 64 anos, temos que empunhar a bandeira da igualdade entre homens e mulheres como uma vantagem para o crescimento”, argumentou Viviane Reding.
” Pessoalmente não sou muito favorável às cotas, mas aprecio os resultados que geram”, disse Viviane Reding.
“A ausência de mulheres em cargos gerenciais nas empresas prejudica a competitividade da Europa e é um freio ao crescimento econômico”, afirma Viviane Reding observando que vários Estados-Membros da União Européia, incluindo Bélgica, França, Itália, Holanda e Espanha, começaram a remediar a situação através da adoção de quotas para a igualdade entre homens e mulheres em conselhos de administração de empresas. Alguns países, nomeadamente Dinamarca, Finlândia, Grécia, Áustria e Eslovênia, vem adotando uma regulamentação quanto ao equilíbrio entre homens e mulheres em conselhos de administração das empresas públicas.
“Eu pessoalmente não sou muito favorável às cotas, mas aprecio os resultados que elas geram”, disse Viviane Reding, que também observa que as empresas envolvidas em atividades transnacionais no mercado interno podem ser obrigadas a obedecer a diferentes legislações nacionais sobre quotas se pretenderem participar em concorrências do setor público. O programa de trabalho legislativo da Comissão de 2012, portanto, fornece uma iniciativa para resolver esta situação.
A consulta pública lançada por Viviane Reding é um convite ao público, ou seja, empresas, parceiros sociais, bem como ONGs e cidadãos interessados para se pronunciarem sobre a natureza das medidas que a UE deve tomar para corrigir o desequilíbrio entre homens e mulheres em conselhos de administração. “Eu acho que é já é mais do que tempo da Europa romper o preconceito que impede o acesso do talento feminino aos mais altos cargo nas empresas européias cotadas em bolsa”, diz Viviane Reding afirmando ainda que trabalhará em estreita colaboração com o Parlamento e todos os Estados-membros para trazer essa mudança.
Para saber mais, consulte europaforum.lu
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira ter recebido garantias da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil participará de uma recapitalização do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que por sua vez poderia ajudar a reforçar os fundos anticrise para a zona do euro.
As duas líderes disseram a repórteres depois de uma reunião em uma feira comercial em Hanover, na Alemanha, que discutiram as preocupações de Dilma de que uma enxurrada de dinheiro barato das nações industrializadas, incluindo as operações de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), prejudicava países como o Brasil por levar a uma apreciação de suas moedas.
Merkel disse que tranquilizou Dilma de que essas eram apenas medidas temporárias destinadas a ajudar as reformas da zona do euro a fim de enfrentar a crise da dívida. O Brasil tem pedido que a Europa estabilize o euro antes que o FMI possa aumentar seu próprio capital e libere mais fundos para países em dificuldades da zona do euro, como a Grécia.








