"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘Disque 180’

Disque 180

Disque 180

Em seis anos desde a criação Disque 180, serviço telefônico criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres para que a violência de gênero fosse denunciada, foram registrados 329,5 mil relatos de violência contra a mulher. O Distrito Federal lidera o ranking de denúncias do país, com 625 denúncias para cada 100 mil mulheres.

Leila Rebouças, assistente técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), acredita que a posição do DF não significa a liderança nos casos de violência. Para ela, os números mostram que as vítimas têm mais consciência de que podem denunciar seus agressores: “Como a população do DF está mais próxima dos centros políticos e polícias, as mulheres se sentem mais seguras em procurar ajuda. Outro fator determinante é o maior acesso à informação que as mulheres têm aqui na capital”.

Além de denunciar os agressores no Disque 180, as mulheres agredidas recorrem ao governo para receber a assistência necessária em instituições como os centros de referência da mulher. Eles são procurados por mulheres que sofrem violência física, sexual ou psicológica, entre outros tipos. As vítimas buscam o auxílio espontaneamente ou por telefone, na opção 6 do portal 156, que identifica quais estão realmente vivenciando uma situação de violência.

A primeira ação do centro de referência é gerar acolhimento: ao chegarem, as mulheres são cadastradas e recebem auxílio de uma psicóloga e uma assistente social (caso seja necessário, uma advogada também é acionada).

Após a identificação do problema, elas são encaminhadas à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que as leva até uma casa abrigo, caso seja provado que ela corre risco de morte por causa de seu agressor. Ali, as mulheres e seus filhos recebem apoio médico, alimentar, educacional e outros requisitos para seu bem-estar físico e psicológico

A psicóloga Karla Valente, que coordena a Casa Abrigo do Distrito Federal e também atende no Centro de Referência da Mulher, afirma que as pacientes geralmente são vítimas de violência psicológica. “Nem sempre elas chegam com um olho roxo, com uma facada, alguma coisa nesse sentido, mas normalmente chegam com a autoestima muito baixa, porque já sofrem com a violência psicológica há anos”. Segundo Valente, a instituição busca resgatar a autoestima das mulheres atendidas.

Cada mulher passa cerca de três meses na casa, no máximo – exceto em casos especiais, em que a saída dela comprometa o resultado de algum tratamento médico. Durante esse tempo, os funcionários do local trabalham “para que elas saiam da situação de violência”, segundo a psicóloga. As pacientes participam de cursos de capacitação profissional para voltar ao mercado de trabalho quando deixarem a casa abrigo.

Ao deixar a instituição, as mulheres são acompanhadas por um Núcleo de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd) durante cerca de seis meses. Ao todo são dez Nafavads, que funcionam no Ministério Público ou nos fóruns do Distrito Federal e prestam apoio judicial tanto às vítimas de violência quanto aos agressores.

Do Correio Braziliense

Em quatro anos, Central de Atendimento à Mulher fez mais de 791 mil registros

 

Temporão e Nilcéa apresentaram o balanço da central e as peças da nova campanha Foto: Hermínio Oliveira

Temporão e Nilcéa apresentaram o balanço da central e as peças da nova campanha Foto: Hermínio Oliveira

Da Redação

 

De janeiro de 2007 a outubro de 2009, pelo menos 86.844 vezes alguma mulher foi agredida no Brasil. Do total destas agressões, 53.120 foram violência física, 23.878 psicológica, 6.525 moral, 1.645 sexual, 1.226 patrimonial, 389 cárcere privado e 61 tráfico de mulheres. Os dados fazem parte do balanço da Central de Atendimento à Mulher, divulgado hoje (25), Dia Internacional Contra a Violência de Gênero, pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).

A central funciona há 4 anos e da sua instalação até outubro deste ano foram registrados 791.407 atendimentos. A maioria das denúncias, 93%, é feita pela própria vítima, 50% dos agressores são os próprios cônjuges e 69% das vítimas sofrem agressões diariamente. “O programa atende chamadas emergenciais, buscando naquele momento que aquela mulher possa ter um socorro e o agressor possa ser preso em flagrante. Além disso, orienta as mulheres e as encaminha para os serviços especializados de atendimento em situação de violência”, explica a ministra da SPM, Nilcéa Freire.

Para intensificar a divulgação do serviço da Central de Atendimento à Mulher, a SPM lançou a campanha Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres, em parceria com o Ministério da Saúde. A campanha será divulgada em mobiliário urbano, cartazes, folders e também por meio de spot e filme divulgados, respectivamente, em emissoras de rádio e de televisão.

Além da verba para a campanha, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, explica que contribui com o monitoramento dos problemas enfrentados pelas mulheres. “Através de uma rede de instituições sentinelas e de serviços de detecção desses casos, podemos ver os números indicadores que são de grande utilidade para que a SPM e para que o próprio governo possa definir e implementar políticas específicas”, disse o ministro.

A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo número de telefone 180. Os atendimentos são gratuitos, sigilosos e são feitos 24 horas por dia, todos os dias, inclusive nos feriados.

Ig
novembro 2014
D S T Q Q S S
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
Curta!
Mulheresnopoder