Comentários ‘Dilma’

Ilustração da presidente Dilma Rousseff para a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da Time Reprodução/Revista Time/Luke Wilson
A presidente Dilma Rousseff repetiu o feito de 2011 e aparece mais uma vez na lista anual das 100 pessoas mais influentes do mundo feita pela revista norte-americana Time.
Alguns nomes da lista já haviam sido revelados, mas a lista completa foi divulgada nesta quarta-feira pela Time.
A lista traz três brasileiros. Além da presidente Dilma, estão nela o empresário Eike Batista e Maria das Graças Silva Foster, atual presidente da Petrobrás.
Esse ano, quem assina o texto sobre a presidente brasileira é a também presidente Cristina Fernandez de Kirchner, da Argentina, que não figura na lista.
“Uma vez eu vi uma fotografia da presidente Dilma Rousseff com 22 anos de idade. Ela estava em um tribunal militar, em 1960, formado por juízes que escondiam seus rostos com as mãos. Os papeis pareciam estar invertidos: era Dilma quem estava acusando não só o sistema militar, mas os cúmplices na injustiça de excluir a maioria do poder durante as décadas em que os generais ficaram no poder”, escreve Cristina.
Em seguida, ela relembra seu primeiro encontro com Dilma, em 2003, quando ela era ministra da Casa Civil do governo do presidente Lula. “Ela tinha o mesmo compromisso que aquela garota na foto”, escreveu a argentina.
“Hoje, com a liderança de Dilma Rousseff, nós vemos o Brasil convicto de que seus interesses nacionais estão absolutamente ligados ao interesse de seus vizinhos”, finaliza Cristina.
A lista ainda traz nomes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; Mitt Romney e Ron Paul, dois dos pré-candidatos do partido republicano às eleições americanas deste ano; a secretária de Estado americana Hillary Clinton, Christina Lagarde, diretora do FMI, e o premiê israelense Benjamin Netanyahu, entre outros.
Do Uol
A presidente Dilma Rousseff e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, reúnem-se nesta terça-feira (17/4) na 1ª Conferência Anual de Alto Nível da Parceria para um Governo Aberto (cujo nome em inglês é Open Government Partnership). O encontro é copresidido pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos. Também estarão presentes representantes de 42 países. A expectativa é que Dilma e Hillary defendam ações que estimulem a transparência de dados oficiais. O objetivo da conferência é fortalecer políticas nacionais de transparência e combate à corrupção por meio do intercâmbio de experiências em execução nos países que integram o grupo.
Criada no ano passado, a conferência surgiu de uma ideia de Dilma e do presidente norte-americano, Barack Obama, que conversaram na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A parceria é um fórum de participação voluntária que reúne governos e entidades da sociedade civil. No encontro desta manhã confirmaram presença o primeiro-ministro da Geórgia, Nikoloz Gilauri; o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete; o vice primeiro-ministro da Líbia, Omar Abdelkarim; os ministros das Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet, e da Libéria, Augustine Ngafuan.
Na segunda-feira (16/4), Hillary conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, durante a 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global (DPG) Brasil-Estados Unidos. Na reunião, Hillary elogiou o Brasil, mas foi cautelosa ao defender a inclusão dos brasileiros em um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, caso ocorra uma reforma do órgão.
Patriota e Hillary conversaram ainda sobre a crise na Síria, os ataques terroristas no Afeganistão e os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte. Para ambos, é preciso dar um voto de confiança ao presidente sírio, Bashar Al Assad, que prometeu um cessar-fogo imediato. No caso do Afeganistão, a secretária disse que os norte-americanos manterão o apoio ao governo afegão.
No entanto, Hillary foi incisiva ao se referir à Coreia do Norte, que faz testes com mísseis de longo alcance. Segundo ela, o governo norte-americano deve substituir essas experiências por medidas que privilegiem a qualidade de vida da população, que sofre com a falta de alimentação. Em relação ao Irã, ela disse que está confiante no fim do impasse em relação ao programa nuclear.
Do Correio Braziliense

Presidente Dilma Rousseff aparece entre mais influentes ao lado de perfil com inspiração hacker Foto: AFP
O perfil da presidente Dilma Rousseff no Twitter (@dilmabr) está entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da agência de relações públicas Burson-Marsteller e pela companhia de análise de redes sociais Klout. Batizado de “Influenciadores do G20″, o estudo pretende elencar as 10 pessoas mais influentes no Twitter dos países que fazem parte do G20.
O último tweet de Dilma foi em dezembro de 2010. “Amigos,muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011″, prometeu a política, que não apareceu mais na rede social pelo perfil pessoal.
Na Inglaterra, um dos perfis “mais influenciadores” é o dono de um blog “libertário” de política chamado Paul Staines, que usa o codinome de Guido Fawkes (@GuidoFawkes) – o soldado britânico que inspirou a máscara de Guy Fawkes, que representa a liberdade e o movimento Anonymous no planeta. No perfil, ele se chama de “membro da conspiração” e “pirotécnico 2.0″.
O G20 é composto de 19 países e a União Europeia, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio global e dois terços da população. A lista de influenciadores brasileiros é completa pelos políticos Cristovam Buarque (@Sen_Cristovam), Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin_), José Serra (@joseserra_),Soninha Francine (@SoninhaFrancine).
Além deles, também aparecem no estudo os jornalistas Ricardo Noblat (@BlogdoNoblat), Luis Nassif (@luisnassif), Lauro Jardim (@radaronline) e Miriam Leitão (@MiriamLeitaoCom) e o teólogo Leonardo Boff (@LeonardoBoff).
Do Terra
Presidente encerrou visita oficial aos Estados Unidos com palestra em universidade.
A presidente Dilma Rousseff encerrou na noite desta terça-feira (10) sua visita oficial aos Estados Unidos com um discurso na Universidade de Harvard, onde discutiu a necessidade de se melhorar a educação no Brasil e enumerou os avanços econômicos do país nos últimos anos.
A presidente também teve que se esquivar de questões delicadas dos estudantes da universidade, principalmente em relação à questão dos imigrantes brasileiros nos EUA e à situação política na Venezuela.
Em uma palestra de pouco menos de uma hora na Kennedy School of Government, a escola de governo de Harvard, Dilma classificou como “gravíssimo” o atraso na educação no Brasil. Afirmando ser necessário resolver o problema “da creche à pós-graduação”, ela afirmou que é preciso resolver alguns “deficits” que existem na pesquisa científica no Brasil, para que priorize a inovação.
“Não podemos dar mais importância a uma publicação do que uma patente. Nós temos que dar importância à patente”.
Educação
A primeira visita de Dilma aos EUA teve como foco a questão da cooperação entres dois países principalmente nas áreas de educação e inovação. Entre as principais pautas estava o programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas para alunos brasileiros em universidades do exterior.
Em Harvard, Dilma participou de atos de assinatura de acordos entre a universidade e o Ministério da Educação que preveem projetos conjuntos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, além da criação de uma bolsa para um professor-visitante brasileiro.
“O Brasil tem de correr muito para estar à altura dos desafios que nos apresentam no caso da ciência, tecnologia e inovação”, disse.
Aos citar as parcerias entre o governo e a universidade, Dilma provocou risos na plateia quando afirmou que o “Brasil precisa de Harvard”, mas que considerando que o país é hoje a sexta maior economia do mundo, “é bom para Harvard se aproximar do Brasil”.
Perguntas
Dilma também voltou a criticar o modo como os países desenvolvidos vêm combatendo os efeitos da crise econômica e criticou a desvalorização de moedas como o dólar, tema que já havia abordado em reunião com o presidente americano, Barack Obama, na segunda-feira (9).
A parte mais delicada da palestra, no entanto, aconteceu quando foi aberta uma sessão de perguntas da plateia. Dois estudantes venezuelanos questionaram a presidente a respeito da situação política na Venezuela, perguntando se ela teria alguma “recomendação” para o presidente Hugo Chávez e qual era sua opinião sobre o caso da juíza Maria Lourdes Afiuni, que está presa desde 2009, em uma situação criticada por ONGs e pela oposição.
Na primeira ocasião, ela respondeu que “não se arroga o direito de fazer recomendação para país nenhum”, após dizer que tem grande respeito por Chávez.
Em relação à segunda pergunta, Dilma disse “sempre defender os direitos humanos”, mas afirmando desconhecer o caso, criticou o “uso” dos diretos humanos para “para se fazer política”.
Um brasileiro perguntou se o governo também estaria estudando conceder bolsas de estudo para imigrantes que estejam ilegalmente nos EUA. A presidente respondeu que embora quisesse que os que emigraram “tivessem uma possibilidade”, a prioridade é para aqueles que estão no Brasil.
“Eu quero te dizer que talvez ao longo do meu governo, eu não tenha como atender os emigrantes. Eu tenho como protegê-los, mas não tenho como dar para todos os emigrados as mesmas condições que eu tenho de dar no Brasil”, disse.
Do G1
No segundo e último dia de visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff faz hoje (10) palestras em Boston, nas universidades de Massachussetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidente aproveitará a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras – que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas.
Em seus discursos, Dilma defende a troca de experiências entre pesquisadores. O governo brasileiro quer aumentar a cooperação científica com os Estados Unidos e fazer com que um quinto dos cientistas inscritos como bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras faça intercâmbio em universidades e empresas norte-americanas.
No mês passado, ao visitar a Índia, a presidenta elogiou as instituições do país, destacando os avanços nas pesquisas de tecnologia de ponta e produtos farmacêuticos. A ideia é enviar 100 mil pesquisadores, em quatro anos, para diversos países: 20 mil só para os Estados Unidos.
O governo promete custear 75 mil bolsas e espera que a iniciativa privada viabilize outras 25 mil. O programa inclui desde bolsas sanduíche de graduação até pós-doutorados em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.
Na visita aos Estados Unidos, a presidenta está acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp , o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.
Oliva deverá assinar acordos de intercâmbio científico entre o CNPq e dez universidades norte-americanas. Arbix participará do painel Pesquisa, Inovação e Mercado de Trabalho, no seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século 21, na Câmara de Comércio Americana, em Washington.
Dilma será homenageada hoje pelo governador de Massachussetts, Deval Patrick, com um almoço. Na Universidade de Massachusetts, a presidenta conhecerá um laboratório de inovação e participará de mesa-redonda com a comunidade acadêmica e científica.
Em Harvard, Dilma fará discurso na Kennedy School of Government e terá uma reunião com a reitora da Universidade de Harvard, Drew Faust. Nos Estados Unidos, o reitor da universidade é chamado de presidente. Em Harvard, Dilma tem um encontro com bolsistas brasileiros.
Dos 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades, entre elas Massachusetts, John Hopkins, Stanford e New York University. Pela agenda oficial, a presidente Dilma deverá deixar Boston por volta das 23h com destino ao Brasil. A previsão é que ela chegue amanhã (11) de manhã.
Do Uol
A presidente Dilma Rousseff se reúne na noite desta segunda-feira com a chanceler (premiê) da Alemanha, Angela Merkel, levando consigo um recado dos países emergentes contra as políticas recentes dos países europeus no combate à crise econômica.
Dilma está em Hannover, na Alemanha, para participar da abertura da CeBIT, a maior feira de tecnologia do mundo, que neste ano terá o Brasil como país parceiro.
As duas chefes de governo, apontadas no ano passado pela revista Forbes como a primeira e terceira mulheres mais poderosas do mundo, se reúnem em um encontro privado marcado para as 21h30 (17h30 de Brasília), logo após a cerimônia de abertura da feira e de um jantar oferecido pelo governo alemão à delegação oficial brasileira.
Na última semana, Dilma criticou, em um discurso, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar em 530 bilhões de euros o montante de recursos oferecidos a bancos europeus em dificuldades a juros baixos. Em dezembro, outros 489 bilhões de euros já haviam sido oferecidos aos bancos.
Na avaliação do governo brasileiro, esse volume de recursos representa uma política monetária expansionista ao mesmo tempo em que os países europeus mantêm uma política fiscal de aperto, com ajustes e cortes de gastos.
Isso provocaria uma migração de recursos aos países em desenvolvimento, no que a presidente brasileira chamou de “tsunami financeiro”, provocando uma valorização das moedas desses países em relação ao dólar e ao euro.
O Brasil, segunda maior economia emergente, atrás somente da China, vem sendo o principal porta-voz das críticas aos efeitos negativos das medidas anticrise adotadas pelos países desenvolvidos.
Explicações
Mesmo antes do encontro desta segunda-feira, Merkel procurou desfazer o mal-estar adiantando que dirá a Dilma que os recursos liberados pelo BCE deverão ser absorvidos rapidamente pelo sistema financeiro europeu e não deverão gerar uma onda de entrada de divisas estrangeiras em países emergentes.
Merkel afirmou ainda que esta deverá ser a última vez que os recursos disponibilizados aos bancos serão elevados. O governo brasileiro apontou que, desde o início da crise de 2008, os países desenvolvidos (incluindo Estados Unidos e Japão) já teriam oferecido US$ 4,7 trilhões ao sistema financeiro.
Segundo Merkel, os países europeus querem evitar novas bolhas na economia global. “O excesso de liquidez é justamente o que queremos evitar”, afirmou.
A Alemanha, maior economia da Europa, é a principal defensora das medidas de ajuste fiscal com cortes de gastos como forma de aplacar a crise das dívidas na zona do euro.
O governo brasileiro, porém, defende que a crise seja combatida com medidas que estimulem o crescimento, não com cortes de gastos que contraem ainda mais as economias europeias.
Mais poder no FMI
Além da reclamação sobre o aumento dos recursos do BCE aos bancos, Dilma pretende ainda discutir com a premiê alemã o desejo dos países emergentes por mais poder no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Há duas semanas, durante a reunião de ministros das Finanças do G20, no México, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, condicionou uma possível ajuda dos países emergentes às economias europeias em dificuldades a uma maior participação das nações em desenvolvimento no FMI.
A atuação do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, diante da crise europeia deverá também fazer parte da agenda do encontro.
Dilma e Merkel deverão ainda discutir a relação bilateral, fortalecida em 2002 pelo estabelecimento de uma parceria estratégica.
A Alemanha é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil. Em 2011, o volume de comércio entre os dois países chegou a US$ 24 bilhões, com um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior.
A presidente brasileira pretende ainda abordar durante o encontro a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), que será realizada em junho no Rio de Janeiro
Do Terra
O Brasil tem a maior economia da América Latina; o México tem a segunda maior. O Brasil está na moda agora; o México não está.
Analistas financeiros, acadêmicos e a mídia veem o Brasil como sendo uma história de sucesso; o México, como um fracasso.
O Brasil espera pela Copa do Mundo de futebol de 2014, pelos Jogos Olímpicos de 2016 e pelas riquezas das recém-descobertas reservas em alto-mar do chamado petróleo pré-sal.
O México, por outro lado, é visto como uma zona de guerra: economicamente estagnado; presa da violência das drogas, instabilidade e violações de direitos humanos; politicamente paralisado; e gradualmente cada vez mais dependente dos Estados Unidos, apesar dos ocasionais impulsos anti-ianques dos mexicanos.
É claro que essa comparação irrita os mexicanos e agrada os brasileiros. Durante os anos 90, a narrativa era exatamente a oposta, gerando ira dos brasileiros e arrogância dos mexicanos.
Os líderes empresariais mexicanos e membros da comentocracia ficam incomodados com o contraste com o Brasil –e também invejosos. Para um setor da esquerda política e intelectual do México, as realizações do Brasil são uma arma para atacar o governo mexicano: veja quão bem o Brasil de esquerda está se saindo; vamos fazer o mesmo.
Enquanto isso, qualquer comparação favorável com o México incita as ambições regionais e internacionais do Brasil: que melhor motivo para sustentar a liderança do Brasil do que evitar um declínio como o do México, com sua história de fracassos e sua saída virtual da América Latina? O México está pendendo para o norte, não para o sul.
Para o restante do mundo, os brasileiros estão vivendo um conto de fadas; os mexicanos, uma história de horror.
Do Uol
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, iniciou na tarde desta segunda-feira uma visita oficial de apenas 48 horas a Cuba com foco em assuntos econômicos bilaterais como a modernização do porto de Mariel e a perspectiva de novos projetos brasileiros na ilha.
Dilma foi recebida pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, e não concedeu declarações aos jornalistas que a aguardavam no aeroporto internacional José Martí.
A agenda da presidente brasileira começará nesta terça-feira com a habitual homenagem ao herói nacional José Martí, antes de reunir-se com o líder da ilha, Raúl Castro, no Palácio da Revolução. Não está descartado um possível encontro com o ex-líder cubano Fidel Castro, que mantém uma longa amizade pessoal com Luiz Inácio Lula da Silva, antecessor de Dilma na Presidência brasileira.
Embora a visita tenha foco nos temas econômicos e comerciais, como cenário de fundo está a situação dos direitos humanos na região e na ilha, mas não há a previsão de que a presidente brasileira abordará esse assunto durante sua estadia em Cuba.
Esse tema agitou a visita oficial de Dilma desde que o Brasil concedeu um visto de turista à blogueira cubana Yoani Sánchez, que solicitou à líder brasileira que interceda junto às autoridades da ilha para obter a permissão para fazer a viagem e prestigiar o lançamento de um documentário. Isso só será possível, no entanto, se o governo cubano conceder a Yoani uma espécie de “carta branca”.
Em entrevista coletiva ocorrida nesta segunda-feira, dissidentes cubanos afirmaram que não esperam nada relevante da visita de Dilma no que se refere à situação dos direitos humanos na ilha.
A visita tem o objetivo de “aprofundar a cooperação bilateral nas áreas técnica, científica e tecnológica, sobretudo em agricultura, segurança alimentar, saúde e produção de remédios”, informou um comunicado oficial da Presidência brasileira.
O curto programa da viagem de Dilma inclui nesta terça-feira a assinatura de acordos não especificados e a visita às obras de ampliação e modernização do porto de Mariel – situado 45 km ao oeste de Havana -, considerado o mais importante investimento executado em Cuba com a colaboração do Brasil.
Esse projeto, que conta com participação da Odebrecht, tem orçamento de US$ 686 milhões e 80% de seu financiamento fornecido pelo Brasil.
A participação brasileira na indústria açucareira cubana deverá ser outro dos temas analisados durante a visita, uma vez que a Odebrecht anunciou nesta segunda-feira a assinatura de um contrato com Cuba para a gestão produtiva de uma fábrica na província de Cienfuegos.
Na manhã de quarta-feira, Dilma Rousseff se despedirá de Cuba rumo ao vizinho Haiti, onde fará visita oficial. As trocas comerciais entre Brasil e Cuba alcançaram US$ 642 milhões em 2011, 31% mais que o registrado no ano anterior.
Do Terra
Com informações do G1.com
Ex-presidente recebe título ‘honoris causa’ da Universidade de Coimbra. A presidente se reúne também se reúne com autoridades portuguesas.
A presidente Dilma Rousseff chegou por volta das 10h30 desta terça-feira (29) a Portugal para uma homenagem da Universidade de Coimbra ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma deve ainda ter reuniões com autoridades do país europeu. A presidente seguiu de carro de Lisboa para Coimbra, na região central, e chegou por volta das 12h30.
Às 15h15, a previsão é de que ela visite a Universidade de Coimbra e conheça, às 17h, o Museu Nacional Machado Castro, que reúne pinturas e esculturas – em sua maioria com temas religiosos – dos séculos 15 ao 20. De noite, Dilma deve jantar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quarta (30), às 10h35, ela participa da cerimônia na Universidade de Coimbra de entrega do título “honoris causa” a Lula. O ex-presidente foi convidado a receber o título quando ainda estava no cargo, mas decidiu que só aceitaria depois que deixasse a Presidência.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se tornou doutor “honoris causa” pela Universidade de Coimbra em 1995. Antes dele, o título foi entregue ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.
Após a cerimônia, Dilma participa, às 13h40, de almoço oferecido a Lula pelo reitor da Universidade de Coimbra.
Reuniões políticas
Ainda na quarta, às 17h30, a presidente participa de reunião com o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva. Às 19h, Dilma se encontra com o primeiro-ministro português, José Sócrates.
O premiê português pediu demissão do cargo na última quarta (23) depois que o Parlamento do país europeu rejeitou um pacote de medidas de austeridade proposto pelo governo socialista, que é minoritário na casa. No entanto, Sócrates permanecerá no cargo até que o novo primeiro-ministro seja eleito pelo Parlamento.
De acordo com o Planalto, Brasil e Portugal não devem assinar acordos de cooperação porque trata-se de uma visita “eminentemente política”. O objetivo é reforçar a intenção de estreitar os laços entre os dois países.






