Comentários ‘Dilma’

Brics
Líderes da Rússia, China, Índia e África do Sul confirmaram presença. Segundo o Itamaraty, países devem discutir criação de um banco dos Brics.
A presidente Dilma Rousseff participa nesta terça-feira (26) da 5ª Cúpula do Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro acontece em Durban, na África do Sul.
A presidente deixou o Brasil na noite desta segunda e a chegada estava prevista para as 8h (no horário de Brasília). O primeiro compromisso previsto na agenda é uma reunião com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, à tarde. Depois, haverá a abertura do encontro e, no fim da noite, um jantar em homenagem aos chefes de Estado presentes, oferecido por Zuma.
Na quarta-feira (27), haverá uma reunião dos cinco mandatários dos Brics e, em seguida, um encontro ampliado entre o bloco e outras nações africanas convidadas, segundo o Palácio do Planalto.
A presidente deverá voltar ao Brasil na quinta-feira (28), segundo assessoria, mas ainda não há previsão de onde passará o feriado da Páscoa.
Banco
Um dos temas na pauta desta edição da cúpula dos Brics será a criação de novo banco de desenvolvimento voltado para financiamento de projetos entre os cinco países. O tema já havia sido discutido na conferência de 2012, na Índia, quando se decidiu formar um grupo de trabalho para tratar do assunto.
Em outubro do ano passado, técnicos dos cinco países definiram que o principal foco do futuro banco, apelidado de Banco dos Brics, será infraestrutura, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. O resultado do grupo de trabalho será apresentado aos chefes de Estado nesta cúpula, segundo informações do governo.
Além da eventual criação do Banco dos Brics, a cúpula deste ano deverá tratar da expansão comercial e da cooperação em infraestrutura com outros países da região africana, não apenas a África do Sul, segundo o Itamaraty. O tema deste ano é “BRICS e África: Parceria para o Desenvolvimento, Integração e Industrialização”.
Ainda de acordo com o Ministério de Relações Exteriores, a cúpula debaterá a “promoção do desenvolvimento inclusivo e sustentável, a reforma das instituições de governança global, caminhos para a paz, segurança e estabilidade mundiais”.
No ano passado, segundo informações do Itamaraty, os Brics responderam por 21% do Produto Interno Bruto mundial. O comércio entre as cinco nações alcançou US$ 282 bilhões em 2012, mas o grupo estima que este valor chegue a R$ 500 bilhões até 2015, de acordo com o MRE.
O comércio entre o Brasil e os demais países do bloco saltou de US$ 7,6 bilhões em 2002 para US$ 91 bilhões, o que corresponde a um aumento de mais de 1000% em dez anos, conforme o Itamaraty.
Do G1
- Após o fim das negociações, servidores da PF resolveram continuar com a greve Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Policiais federais e funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram as únicas classes de servidores públicos que continuaram em greve mesmo após o fim das negociações com o governo federal. Eles alegam que a proposta apresentada pelo Executivo não atende às reivindicações das duas categorias e, por isso, não aceitaram o reajuste de 15,8% e seguem pedindo reestruturação das carreiras e dos salários. Para analistas, os grevistas encontram dificuldades de diálogo com a presidente Dilma Rousseff .
“Sem o Lula, essas categorias estão se sentido mais órfãs. Dilma não é o Lula, não vem de experiência com movimentos sindicais e está sendo obrigada a fazer papel de antipática ao dizer ‘não’, porque não há alternativa”, diz o analista político Paulo Kramer, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, a presidente precisará da ajuda de seu antecessor para mediar essas negociações. “Parece que, com uma participação mais efetiva do ex-presidente Lula, os resultados poderiam ser melhores”, afirma.
Na opinião da cientista política Elizabeth Balbachevsky, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), “a presidente Dilma tem algumas características que a tornam mais difícil de ser palatável para os movimentos”. “Ela também está enfrentando uma situação econômica mais complicada, que é sim uma herança maldita do governo Lula”, afirma. “O governo federal não tem como ceder às exigências, que são bastante altas e implicam reajustes muito acima da inflação para muitas categorias”, disse.
Representante dos policiais federais, Marcos Wink afasta a polêmica com a presidente e diz que não quer uma queda de braço. “Nós não estamos medindo forças com ninguém, não queremos colocar governo nenhum de joelhos”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Ele argumenta que a greve continua porque as reivindicações vão além do aumento salarial, mesmo argumento usado pelos servidores do Incra. Wink alega que, se for preciso, “nós abrimos mão de aumento no ano que vem em troca de uma proposta que atenda nossas reivindicações”.
Os policiais federais afirmam que a greve só terminará quando o governo apresentar um cronograma para a reestruturação das carreiras dos agentes, escrivães e papiloscopistas. Os servidores desses cargos recebem salário inicial de R$ 7,5 mil, pouco mais da metade do vencimento inicial dos delegados federais. Os policiais querem que as funções sejam equiparadas às carreiras típicas de Estado, como a de auditor da Receita Federal ou a de oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Orientados pela Fenapef e pela Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (CNASI), ambas entidades sindicais filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), os servidores em greve continuam uma série de ações para pressionar o governo. Para Paulo Kramer, isso é um sinal de que “a inflação, que achávamos que era um fantasma exorcizado, está voltando”. Na opinião do analista político, os funcionários públicos têm mais estabilidade para promover esses movimentos e suas reivindicações podem ser avaliadas como um termômetro da economia.
Kramer lembra que o setor sindical foi, historicamente, apoiador de Lula e, por isso, o prestígio do ex-presidente junto a essas categorias seria um facilitador nas negociações. “De um lado temos Dilma se desvinculando da dependência que tinha de Lula e, de outro, a necessidade de ajuda nas negociações com essas categorias. Vamos ver para que lado a balança vai pender”, afirma o analista político.
Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais cresceram no mês de agosto, quando pelo menos 25 categorias entraram em greve. O Ministério do Planejamento estima que a paralisação tenha envolvido cerca de 80 mil servidores, enquanto os sindicatos calculam que 350 mil funcionários aderiram ao movimento. Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram realizadas mais de 200 reuniões para discutir reajustes, com mais de 31 entidades sindicais. Após apresentar proposta de aumento de 15,8%, dividido em três anos, o governo encerrou as negociações com os servidores.
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Colômbia
A presidenta Dilma Rousseff manifestou hoje (4) apoio ao início do processo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), formalizado em anúncio no começo desta tarde. Governo e guerrilheiros vão elaborar um plano de paz que ponha fim a quase meio século de combates e violência na região.
Ontem (3) pela manhã, o presidente colombiano Juan Manuel Santos telefonou para Dilma para avisar sobre o início da negociação formal entre as partes. Em nota, a presidenta disse que o acordo é motivo de celebração em toda a América do Sul e que a paz na Colômbia é fundamental para a consolidação do processo de integração da região.
“O êxito das negociações trará grandes benefícios para o povo colombiano e consolidará a imagem de uma América do Sul, que realiza hoje grandes transformações de paz. Nossas sociedades repudiam o uso da violência – venha de onde vier – para enfrentar os problemas econômicos, sociais e políticos da região”, diz a mensagem da presidenta, que será encaminhada ao presidente colombiano.
Por enquanto, não houve pedido, por parte da Colômbia, de participação do Brasil na negociação. Cuba, a Noruega, o Chile e a Venezuela atuarão como mediadores no processo. As negociações começarão na capital norueguesa, Oslo, na primeira quinzena de outubro, e continuarão na capital cubana, Havana, de acordo com os detalhes divulgados nesta terça-feira pelo governo colombiano.
Dilma afirma ainda que o Brasil, historicamente, tem defendido o diálogo e a negociação. O Brasil participou de operações de libertação de quatro reféns das Farc, entre 2009 e 2012. “Estou segura de que os atores envolvidos nesse processo de paz e reconciliação nacional terão a visão política e a sensibilidade social para pôr fim em primeiro lugar este grande país que é a Colômbia. Essa será a melhor maneira de homenagear as vítimas de tantas décadas que trouxeram dor e pesar aos colombianos”.
Da Agência Brasil

ENEM
A presidenta Dilma Rousseff vai vetar parte do projeto de lei que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais para universidades federais de todo o país. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que se reuniu hoje (22) com a presidenta, o Artigo 2º do texto, que trata da seleção dos estudantes, será vetado. Dilma tem até o dia 29 de agosto para sancionar a nova lei.
Pelo texto aprovado pelo Congresso, a seleção dos estudantes que terão direito a ingressar nas universidades federais pelo sistema de cotas raciais e sociais será feita com base no Coeficiente de Rendimento (CR), obtido a partir da média aritmética das notas do aluno no Ensino Médio. Com o veto a esse trecho, o governo quer garantir que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja a ferramenta para definir o preenchimento da vagas destinadas às cotas.
“Vai ter o veto do Artigo 2º, que é o acesso. O acesso se faz pelo Enem. A regra republicana do Brasil é o Enem. Os alunos já optaram pelo Enem”, disse o ministro.
O projeto de lei aprovado pelo Senado, no começo deste mês, prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais em todo o país reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes negros, pardos ou indígenas, ou que tenham estudado em escolas da rede pública.
Da Agência Brasil
Ao comentar os dados divulgados na semana passada sobre preservação ambiental, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11) que se orgulha da redução de 77% no desmatamento ilegal no país. “O Brasil, que já tem o privilégio de abrigar a maior área de florestas tropicais do mundo, pode se orgulhar também de conseguir protegê-las cada vez mais”, reforçou.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou que a queda do índice é resultado “da forte ação do governo” na fiscalização e do trabalho conjunto de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Polícia Federal e as Forças Armadas.
“Também é importante dizer que temos oferecido alternativas de produção e renda para a população que vive em nossas florestas, para que esses trabalhadores possam produzir e garantir o seu sustento sem desmatar ou destruir o meio ambiente”, disse, ao destacar estratégias como o Bolsa Verde – benefício de R$ 300 pago a cada três meses para as famílias extremamente pobres que trabalham na coleta de frutos, na extração de látex ou na pesca artesanal, na Amazônia.
Para a presidenta, combinar uma fiscalização forte com ações que permitem a exploração sustentável dos recursos naturais ajuda a manter as florestas. Atualmente, segundo ela, mais de 80% da floresta amazônica estão preservados, enquanto na maioria dos países da Europa o índice fica em torno de 10%.
Dilma ressaltou que, a partir de agora, as compras feitas pelo governo federal vão dar prioridade a produtos e serviços que forem fabricados respeitando o meio ambiente. A medida inclui produtos como papéis, livros escolares, fardamentos, areia, tijolos, asfalto e cimento. Apenas em 2010, as compras públicas movimentaram R$ 70 bilhões.
“Esse é o modelo de desenvolvimento que vamos continuar seguindo, que tem como base três eixos que são igualmente importantes: o eixo crescer, o eixo incluir e o eixo proteger. Isso é o que vamos apresentar ao mundo durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que começa nesta semana no Rio de Janeiro”, concluiu.
Da Agência Brasil

Ilustração da presidente Dilma Rousseff para a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da Time Reprodução/Revista Time/Luke Wilson
A presidente Dilma Rousseff repetiu o feito de 2011 e aparece mais uma vez na lista anual das 100 pessoas mais influentes do mundo feita pela revista norte-americana Time.
Alguns nomes da lista já haviam sido revelados, mas a lista completa foi divulgada nesta quarta-feira pela Time.
A lista traz três brasileiros. Além da presidente Dilma, estão nela o empresário Eike Batista e Maria das Graças Silva Foster, atual presidente da Petrobrás.
Esse ano, quem assina o texto sobre a presidente brasileira é a também presidente Cristina Fernandez de Kirchner, da Argentina, que não figura na lista.
“Uma vez eu vi uma fotografia da presidente Dilma Rousseff com 22 anos de idade. Ela estava em um tribunal militar, em 1960, formado por juízes que escondiam seus rostos com as mãos. Os papeis pareciam estar invertidos: era Dilma quem estava acusando não só o sistema militar, mas os cúmplices na injustiça de excluir a maioria do poder durante as décadas em que os generais ficaram no poder”, escreve Cristina.
Em seguida, ela relembra seu primeiro encontro com Dilma, em 2003, quando ela era ministra da Casa Civil do governo do presidente Lula. “Ela tinha o mesmo compromisso que aquela garota na foto”, escreveu a argentina.
“Hoje, com a liderança de Dilma Rousseff, nós vemos o Brasil convicto de que seus interesses nacionais estão absolutamente ligados ao interesse de seus vizinhos”, finaliza Cristina.
A lista ainda traz nomes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; Mitt Romney e Ron Paul, dois dos pré-candidatos do partido republicano às eleições americanas deste ano; a secretária de Estado americana Hillary Clinton, Christina Lagarde, diretora do FMI, e o premiê israelense Benjamin Netanyahu, entre outros.
Do Uol
A presidente Dilma Rousseff e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, reúnem-se nesta terça-feira (17/4) na 1ª Conferência Anual de Alto Nível da Parceria para um Governo Aberto (cujo nome em inglês é Open Government Partnership). O encontro é copresidido pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos. Também estarão presentes representantes de 42 países. A expectativa é que Dilma e Hillary defendam ações que estimulem a transparência de dados oficiais. O objetivo da conferência é fortalecer políticas nacionais de transparência e combate à corrupção por meio do intercâmbio de experiências em execução nos países que integram o grupo.
Criada no ano passado, a conferência surgiu de uma ideia de Dilma e do presidente norte-americano, Barack Obama, que conversaram na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A parceria é um fórum de participação voluntária que reúne governos e entidades da sociedade civil. No encontro desta manhã confirmaram presença o primeiro-ministro da Geórgia, Nikoloz Gilauri; o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete; o vice primeiro-ministro da Líbia, Omar Abdelkarim; os ministros das Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet, e da Libéria, Augustine Ngafuan.
Na segunda-feira (16/4), Hillary conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, durante a 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global (DPG) Brasil-Estados Unidos. Na reunião, Hillary elogiou o Brasil, mas foi cautelosa ao defender a inclusão dos brasileiros em um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, caso ocorra uma reforma do órgão.
Patriota e Hillary conversaram ainda sobre a crise na Síria, os ataques terroristas no Afeganistão e os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte. Para ambos, é preciso dar um voto de confiança ao presidente sírio, Bashar Al Assad, que prometeu um cessar-fogo imediato. No caso do Afeganistão, a secretária disse que os norte-americanos manterão o apoio ao governo afegão.
No entanto, Hillary foi incisiva ao se referir à Coreia do Norte, que faz testes com mísseis de longo alcance. Segundo ela, o governo norte-americano deve substituir essas experiências por medidas que privilegiem a qualidade de vida da população, que sofre com a falta de alimentação. Em relação ao Irã, ela disse que está confiante no fim do impasse em relação ao programa nuclear.
Do Correio Braziliense

Presidente Dilma Rousseff aparece entre mais influentes ao lado de perfil com inspiração hacker Foto: AFP
O perfil da presidente Dilma Rousseff no Twitter (@dilmabr) está entre os mais influentes do mundo, de acordo com um levantamento da agência de relações públicas Burson-Marsteller e pela companhia de análise de redes sociais Klout. Batizado de “Influenciadores do G20″, o estudo pretende elencar as 10 pessoas mais influentes no Twitter dos países que fazem parte do G20.
O último tweet de Dilma foi em dezembro de 2010. “Amigos,muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011″, prometeu a política, que não apareceu mais na rede social pelo perfil pessoal.
Na Inglaterra, um dos perfis “mais influenciadores” é o dono de um blog “libertário” de política chamado Paul Staines, que usa o codinome de Guido Fawkes (@GuidoFawkes) – o soldado britânico que inspirou a máscara de Guy Fawkes, que representa a liberdade e o movimento Anonymous no planeta. No perfil, ele se chama de “membro da conspiração” e “pirotécnico 2.0″.
O G20 é composto de 19 países e a União Europeia, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio global e dois terços da população. A lista de influenciadores brasileiros é completa pelos políticos Cristovam Buarque (@Sen_Cristovam), Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin_), José Serra (@joseserra_),Soninha Francine (@SoninhaFrancine).
Além deles, também aparecem no estudo os jornalistas Ricardo Noblat (@BlogdoNoblat), Luis Nassif (@luisnassif), Lauro Jardim (@radaronline) e Miriam Leitão (@MiriamLeitaoCom) e o teólogo Leonardo Boff (@LeonardoBoff).
Do Terra
Presidente encerrou visita oficial aos Estados Unidos com palestra em universidade.
A presidente Dilma Rousseff encerrou na noite desta terça-feira (10) sua visita oficial aos Estados Unidos com um discurso na Universidade de Harvard, onde discutiu a necessidade de se melhorar a educação no Brasil e enumerou os avanços econômicos do país nos últimos anos.
A presidente também teve que se esquivar de questões delicadas dos estudantes da universidade, principalmente em relação à questão dos imigrantes brasileiros nos EUA e à situação política na Venezuela.
Em uma palestra de pouco menos de uma hora na Kennedy School of Government, a escola de governo de Harvard, Dilma classificou como “gravíssimo” o atraso na educação no Brasil. Afirmando ser necessário resolver o problema “da creche à pós-graduação”, ela afirmou que é preciso resolver alguns “deficits” que existem na pesquisa científica no Brasil, para que priorize a inovação.
“Não podemos dar mais importância a uma publicação do que uma patente. Nós temos que dar importância à patente”.
Educação
A primeira visita de Dilma aos EUA teve como foco a questão da cooperação entres dois países principalmente nas áreas de educação e inovação. Entre as principais pautas estava o programa Ciência sem Fronteiras, que pretende conceder 100 mil bolsas para alunos brasileiros em universidades do exterior.
Em Harvard, Dilma participou de atos de assinatura de acordos entre a universidade e o Ministério da Educação que preveem projetos conjuntos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, além da criação de uma bolsa para um professor-visitante brasileiro.
“O Brasil tem de correr muito para estar à altura dos desafios que nos apresentam no caso da ciência, tecnologia e inovação”, disse.
Aos citar as parcerias entre o governo e a universidade, Dilma provocou risos na plateia quando afirmou que o “Brasil precisa de Harvard”, mas que considerando que o país é hoje a sexta maior economia do mundo, “é bom para Harvard se aproximar do Brasil”.
Perguntas
Dilma também voltou a criticar o modo como os países desenvolvidos vêm combatendo os efeitos da crise econômica e criticou a desvalorização de moedas como o dólar, tema que já havia abordado em reunião com o presidente americano, Barack Obama, na segunda-feira (9).
A parte mais delicada da palestra, no entanto, aconteceu quando foi aberta uma sessão de perguntas da plateia. Dois estudantes venezuelanos questionaram a presidente a respeito da situação política na Venezuela, perguntando se ela teria alguma “recomendação” para o presidente Hugo Chávez e qual era sua opinião sobre o caso da juíza Maria Lourdes Afiuni, que está presa desde 2009, em uma situação criticada por ONGs e pela oposição.
Na primeira ocasião, ela respondeu que “não se arroga o direito de fazer recomendação para país nenhum”, após dizer que tem grande respeito por Chávez.
Em relação à segunda pergunta, Dilma disse “sempre defender os direitos humanos”, mas afirmando desconhecer o caso, criticou o “uso” dos diretos humanos para “para se fazer política”.
Um brasileiro perguntou se o governo também estaria estudando conceder bolsas de estudo para imigrantes que estejam ilegalmente nos EUA. A presidente respondeu que embora quisesse que os que emigraram “tivessem uma possibilidade”, a prioridade é para aqueles que estão no Brasil.
“Eu quero te dizer que talvez ao longo do meu governo, eu não tenha como atender os emigrantes. Eu tenho como protegê-los, mas não tenho como dar para todos os emigrados as mesmas condições que eu tenho de dar no Brasil”, disse.
Do G1
No segundo e último dia de visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff faz hoje (10) palestras em Boston, nas universidades de Massachussetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidente aproveitará a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras – que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas.
Em seus discursos, Dilma defende a troca de experiências entre pesquisadores. O governo brasileiro quer aumentar a cooperação científica com os Estados Unidos e fazer com que um quinto dos cientistas inscritos como bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras faça intercâmbio em universidades e empresas norte-americanas.
No mês passado, ao visitar a Índia, a presidenta elogiou as instituições do país, destacando os avanços nas pesquisas de tecnologia de ponta e produtos farmacêuticos. A ideia é enviar 100 mil pesquisadores, em quatro anos, para diversos países: 20 mil só para os Estados Unidos.
O governo promete custear 75 mil bolsas e espera que a iniciativa privada viabilize outras 25 mil. O programa inclui desde bolsas sanduíche de graduação até pós-doutorados em 18 áreas de tecnologia, engenharia, biomedicina e biodiversidade.
Na visita aos Estados Unidos, a presidenta está acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp , o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.
Oliva deverá assinar acordos de intercâmbio científico entre o CNPq e dez universidades norte-americanas. Arbix participará do painel Pesquisa, Inovação e Mercado de Trabalho, no seminário Brasil-EUA: Parcerias para o Século 21, na Câmara de Comércio Americana, em Washington.
Dilma será homenageada hoje pelo governador de Massachussetts, Deval Patrick, com um almoço. Na Universidade de Massachusetts, a presidenta conhecerá um laboratório de inovação e participará de mesa-redonda com a comunidade acadêmica e científica.
Em Harvard, Dilma fará discurso na Kennedy School of Government e terá uma reunião com a reitora da Universidade de Harvard, Drew Faust. Nos Estados Unidos, o reitor da universidade é chamado de presidente. Em Harvard, Dilma tem um encontro com bolsistas brasileiros.
Dos 800 bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, 31 estudam em oito universidades, entre elas Massachusetts, John Hopkins, Stanford e New York University. Pela agenda oficial, a presidente Dilma deverá deixar Boston por volta das 23h com destino ao Brasil. A previsão é que ela chegue amanhã (11) de manhã.


