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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘Cultura’

Ministra Marta Suplicy

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse hoje (22) ter confiança de que será possível reverter a decisão da Justiça Federal, que suspendeu editais de incentivo à produção cultural negra, lançados pelo Ministério da Cultura em novembro de 2012. Marta declarou estar “indignada” com a decisão que foi proferida sob alegação de que os editais não poderiam excluir as demais etnias e abrem um espectro de desigualdade racial. A ministra informou que o ministério já apresentou recurso contra a decisão.

“Estamos indignados, achamos que é uma ação racista, estamos recorrendo e vamos ganhar. Depois que tivemos o Supremo Tribunal Federal se posicionado a favor da cota, dizer que ‘fazer um edital para criadores negros’ é racista, não existe. Fizemos editais para indígenas, vamos lançar agora para mulheres e temos que ter ações afirmativas para compensar as dificuldades que afetam algumas comunidades”, disse a jornalistas.

Segundo a ministra, a necessidade de lançar editais de incentivo específicos para a cultura negra surgiu a partir da constatação de que a temática aparecia pouco entre os projetos apresentados para captar recursos por meio da Lei Rounaet. E, mesmo os selecionados, enfrentavam dificuldades para captar recursos. “A partir dessa constatação, pensamos que teríamos de fazer alguma coisa para os criadores negros terem chance”, explicou. A iniciativa, segundo a ministra, obteve sucesso e já contabiliza quase 3 mil projetos inscritos.

A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão. O processo foi movido como ação popular por um escritório de advocacia. Os editais foram lançados em comemoração ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em novembro do ano passado. São incentivados projetos nas áreas de cinema, literatura, artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória negra no Brasil.

Da Agência Brasil

Romain Duris, Déborah François, Bérénice Bejo lideram elenco de comédia francesa romântica inesquecível

Título em português: A Datilógrafa Título na língua original: Populaire Ano da produção: 2012 País de origem: França Direção: Régis Roinsard Elenco: Romain Duris, Déborah François, Bérénice Bejo

 A Datilógrafa
Título na língua original: Populaire
Direção: Régis Roinsard
Elenco: Romain Duris, Déborah François, Bérénice Bejo

Deliciosa comédia romântica e de época (ambientada em 1959), ao estilo das melhores daquela década, com Audrey Hepburn, Doris Day, Kim Novak, Grace Kelly e Marilyn Monroe, esta última inspiração declarada da atriz francesa Déborah François, protagonista de A Datilógrafa (Populaire - França – 2012). O papel masculino principal ficou com o excelente Romain Duris, flexível e talentoso, que consegue imprimir atmosfera infantil misteriosa ao seu personagem. O enredo tira do baú a velha máquina de escrever manual, bisavó dos atuais personal computers e suas impressoras, em filme que é estruturado sobre argumento eficiente.

Resultado: substância e credibilidade aos personagens de Duris (Louis Echar) e de Déborah (Rose Pamphyle).

Sinopse

A história começa com atitude independente dela. Rompe com os planos da família, que eram de lhe proporcionar casamento com o filho de mecânico na pequena cidade onde morava, o que provoca a ira do pai machista e rude, bem ao estilo do caipira francês dos anos 50. Havia perdido a mãe; o que lhe restara da figura materna era simplória foto e esporádicas visitas ao cemitério. A adversidade lhe traria forças para superar os obstáculos da vida, especialmente por sentir-se sozinha; a figura materna jamais seria substituída. Esporadicamente encontrará pelo caminho outras mulheres que lhe darão incentivo e amparo, como a esposa do melhor amigo de Louis, Marie Taylor (Bérénice Bejo, de O Artista, indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2012). Nunca mais terá, no entanto, ninguém à altura da mãe. O desamparo imediatamente atrairá simpatia da plateia para sua figura bela, engraçada, doce e meio desajeitada, cuja sinceridade lhe faz dizer tudo o que vem à cabeça. Seu par, Louis Echar (Duris), surge na condição de patrão no primeiro emprego que encontra, em sua trajetória de se desligar da cidade de origem. Dono de corretora de seguros, é maníaco por competições. Não gosta dela como secretária, mas fica impressionado com a rapidez com que datilografa. Ansioso, a inscreve em campeonato regional de datilografia. Não esperava que ela fosse adiante, no rumo das competições decisivas em Paris e em Nova Iorque. O roteiro levará o espectador pelos caminhos de sempre, mas com molho apimentado e original.

Jacques Lacan inspira personagem principal masculino

Louis não consegue suportar a maneira como Rose vencia obstáculos e lhe abandona no meio do caminho. A determinação dela tocava em suas vulnerabilidades inconscientes e fazia vir à tona situações infantis, juvenis e adultas mal resolvidas. Inequívoco viés lacaniano na construção do personagem, o que não é nenhuma novidade, em se tratando de filme da terra de Molière.

Primeiro filme do diretor capta influência de gigantes como

Billy Wilder e Vincente Minnelli

O filme segue o estilo das melhores comédias românticas dirigidas por Billy Wilder e Vincente Minnelli: suave, temperada por sucessivos eventos desopilantes. Descontração e boas risadas garantidas. Agrada a todas as plateias, sem ser dèja vu; ao contrário é original e se insere perfeitamente no jeito atual de fazer bons filmes. Além do caráter burlesco, chama atenção o ritmo que o cineasta Régis Roinsard imprime à narrativa, perfeito equilíbrio de estilos, o de ontem e o de agora. Extraordinária vitória, em se tratando do primeiro filme do diretor, que também é autor do roteiro.

Pausa musical nostálgica: Cha Cha Cha

O diretor Régis Roinsard conseguiu incrível performance, com toda caracterizações da época, de produção musical estruturada em ritmo cubano, que ganhou o mundo, chamada Cha Cha Cha (para as secretárias…). Deliciosa pausa, já perto do final, para permitir que a plateia “respirasse”, por conta dos “embates” alucinantes entre Rose e suas adversárias.

Escrito por José Jardelino da Costa Júnior

Rosiska Darcy de Oliveira

Rosiska Darcy de Oliveira

A escritora Rosiska Darcy de Oliveira é a nova ocupante da cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras (ABL), deixada vaga com a morte, em dezembro do ano passado, do poeta alagoano Ledo Ivo. Ela foi eleita na tarde de hoje (11) com 23 votos, contra 6 dados ao poeta Antônio Cícero, 5 ao também poeta Marcus Accioly e 4 à historiadora Mary del Priore. Dos 38 acadêmicos, 26 votaram na sessão plenária e 12 por carta.

“A academia está muito contente com a eleição de Rosiska Darcy de Oliveira e se sente enriquecida com o aumento de seu naipe feminino”, disse o secretário-geral entidade, Geraldo Holanda Cavalcanti, que presidiu a sessão, substituindo a presidenta da Casa, Ana Maria Machado, ausente por motivos particulares. Além da presidenta e da agora eleita Rosiska, mais três mulheres integram a ABL, as escritoras Nélida Piñon e Lygia Fagundes Telles e a professora de literatura Cleonice Berardinelli.

Jornalista, escritora, ensaísta e conferencista, Rosiska Darcy de Oliveira, formada em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, esteve exilada durante a ditadura militar. Na Suíça, tornou-se doutora em educação e lecionou durante dez anos na Universidade de Genebra, na Suíça.

De volta ao Brasil, fundou o Instituto de Ação Cultural (Idac) e foi assessora especial do professor Darcy Ribeiro, na época vice-governador do Rio de Janeiro. No governo federal, presidiu o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e foi embaixadora do Brasil na Comissão Interamericana de Mulheres da Organização dos Estados Americanos (OEA). É consultora de organismos internacionais e membro do Painel Mundial sobre Democracia da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

A questão feminina é o tema dos dois primeiros livros de Rosiska – Le féminin ambigu e La culture des femmes – publicados na Europa, e também de Elogio da diferença, lançado no Brasil e nos Estados Unidos. Colunista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, publicou outros quatro livros que reúnem suas crônicas A dama do unicórnio, Outono de ouro e sangue, A natureza do escorpião e Chão de terra.

Dedicada à questão da cidadania, a recém-eleita acadêmica preside a organização não governamental Rio como Vamos, que tem como objetivo monitorar a gestão municipal da cidade do Rio de Janeiro.

Ao todo, 15 candidatos concorreram à cadeira 10, uma das duas em aberto na Academia. A outra era ocupada pelo jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo, que morreu no dia 22 de março. As inscrições para esta segunda vaga ainda estão abertas e um dos candidatos é o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Da Agência Brasil
Exposição - Memórias Femininas da Construção de Brasília

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Suspense de conteúdo político, Linha de Ação traz denúncia sobre relações incestuosas entre construtoras e órgãos públicos

Linha de Ação - 2012 - EUA

Título em português: Linha de Ação Título na língua original: Broken City Ano da produção: 2012 País de origem: EUA Direção: Allen Hughes Elenco: Russel Crowe, Mark Wahlberg, Catherine Zeta-Jones

É possível que a pouca experiência do diretor Allen Hughes tenha atrapalhado o resultado final deste suspense neonoir Linha de Ação (Broken City – EUA – 2012). No entanto, o filme tem enorme mérito: o de mostrar a barganha inescrupulosa que cerca as relações do poder público com empresas de construção civil, quando da desapropriação de áreas para edificação de condomínios de luxo. Aqui mesmo no Brasil, desde o ano passado, casos absurdos foram noticiados. Embora tenham ocorrido em várias regiões, o script de todos é quase idêntico. Anos ou décadas antes, os governos ou prefeituras fecham os olhos para ocupação de áreas longínquas por pessoas pobres. Na sequência, chegam até a doar títulos de posse dos “lotes” aos seus ocupantes. Venenosa demagogia. Tempos depois, com o crescimento desordenado dos centros urbanos, aquelas áreas se tornam valiosas. Então, surgem, do nada, os fantasmas de sempre. Ou especuladores munidos de “escritura” que atesta a propriedade das áreas, ou mesmo a própria administração, que invoca o “interesse público” e, de maneira desrespeitosa e muitas vezes brutal, “arranca” do local famílias que ali construíram vidas inteiras.

Novaiorque, a cidade que nunca dorme

Linha de Ação tem Nova Iorque como cenário. Propositalmente, a cidade que é apresentada aos espectadores não é a Manhattan cheia de charme que os turistas conhecem, Central Park, Greenwich Village, Park Avenue, Central Station, museus, restaurantes, jazz. O ambiente em que o filme se desenrola está mais próximo do amálgama futurista e sombrio criado pelo cineasta Ridley Scott no clássico Blade Runner, O Caçador de Andróides (1982). A história começa sete anos antes dos dias atuais. O policial Billy Targgat (Mark Wahlberg) se envolve em perseguição a suspeito de ter estuprado garota de 13 anos. Atira e mata o perseguido, que teria reagido à voz de prisão e ameaçado o policial. É recebido entusiasticamente pelo prefeito Nicholas Hostetler (Russell Crowe) e pelo chefe de polícia Carl Fairbanks (Jeffrey Wright). Targgat fica sabendo que o prefeito usou seu prestígio para pressionar a justiça a favor da sua absolvição. O roteiro avança no tempo. Targgat, desligado da polícia, dedica-se à atividade de detetive particular, especialista em flagrantes de adultério. Enquanto isso, a temperatura política sobe vários graus, com as reais possibilidades do candidato de oposição, Jack Valliant (Barry Pepper), vencer o prefeito Nicholas, que iria tentar se reeleger em pleito já bem próximo.

Investigação a respeito de primeira-dama acima de qualquer suspeita

Targgat é convocado ao gabinete do prefeito, lugar onde ele não ia há sete anos. Mediante expressiva quantia, aceita o serviço oferecido: obter provas de que Cathleen Hostetler (Catherine Zeta-Jones), primeira-dama da cidade, estaria traindo o prefeito. Este deseja saber a verdade e ofuscar eventual repercussão do fato que poderia lhe custar o cargo. O detetive entra em ação e descobre o que precisa descobrir. Faz o seu relatório ao prefeito e imagina sua missão cumprida. As coisas se complicam para ele, quando Paul Andrews (Kyle Chandler), principal conselheiro do candidato oposicionista, é assassinado e Targgat formalmente acusado do crime, que ele sabe, óbvio, que não cometeu. Ao buscar provas que o absolvam, tem conversa surpreendente e reveladora com o chefe de polícia, Fairbanks. Este, àquela altura, já estava em linha de desacordo com o prefeito.

Algo de podre na prefeitura de Nova Iorque?

Targgat finalmente descobre o porquê de toda a conspiração para sacrificá-lo, ao investigar grande empresa de construção civil com projeto para construir modernoso condomínio de residências, hotéis e escritórios em bairro habitado por imigrantes, que iria ser desapropriado pela prefeitura.

Ser ou não ser suspense. Eis a questão.

A falta de experiência do diretor Allen Hughes leva o filme a derrapadas. Deixou o roteirista muito à vontade nos diálogos, que são prolixos e quase sempre redundantes. Erro fatal em se tratando do gênero suspense, quando a dedução deve comandar as falas. Estão aí os grandes personagens da literatura policial para mostrar como se faz: além de Sherlock Holmes, há Hercule Poirot (de Agatha Christie), Jules Maigret (de Georges Simenon), entre outros. Allen Hughes também não definiu o foco da trama. Claro que se pode mixar gêneros diferentes num mesmo filme (suspense, drama, romance), mas cabe ao diretor escolher a “locomotiva” e os “vagões”. Linha de Ação é, nesse ponto, indeciso. Obra inflamatória seria a sua maior virtude; no entanto, lhe faltou personalidade. Não é inflamatório-contundente (Laranja Mecânica, de Kubrick), nem inflamatório-surrealista (O Anjo Exterminador, de Buñuel), sequer inflamatório-irônico (M.A.S.H., de Altman).

Faltou o “Olá, boneca! Alguma novidade?”

O filme também sente falta de estilo, exatamente pelo excesso de diálogos. Pretende ser neonoir, mas Wahlberg (que, além de protagonista, também é, junto com Hughes, o produtor) não é nenhum Humphrey Bogart, dono de personagem imortal na trajetória do cinema noir, o cheio de charme detetive Philip Malowe (Relíquia Macabra). E o diretor Allen Hughes está a anos-luz do feelling de John Huston, Hitchcock, Otto Preminger.

Apesar das dificuldades estéticas, Linha de Ação merece a atenção do espectador. Sobretudo e principalmente pelo oportuno tema que aborda.

Escrito por J. Jardelino
Pintura - Monika Menkes

Pintura – Monika Menkes

O ECAI e o CAFÉ SAVANA convidam a todos para o vernissage de Monica Menkes

Quinta, 7 de março, a partir das 19h30

O ECAI fica ao lado do Café Savana, na CLN 116, bloco A

Pintua - Monica Menkes

Pintua – Monica Menkes

Monica Menkes, arquiteta e artista plastica, é reconhecida pelas suas pinturas com simbolos, cores, traços e desenhos coloridos que voam pelas telas, papéis e painéis. Mais recentemente. suas obras trazem palavras que evocam sentimentos de bem estar à sua já conhecida linguagem, agregando mais um ingrediente aos seus delicados trabalhos. A combinação das palavras, cores, desenhos, formas, linhas e traços trazem serenidade, alegria, leveza e harmonia.

Já realizou exposições individuais e coletivas em Brasília, RJ, São Paulo e Londres. Nesta exposição no ECAI, apresentada a série Arte com Amor, composta por técnica mista sobre telas em estampas alegres e divertidas. A exposição apresenta a série original bem como reproduções em posters e cartões.

Horário de Visitação:

Como o ECAI, além de galeria, é também sala de aulas, de visitas, teatro, e muito mais, nós temos um horário estranho. Estamos abertos 30 minutos antes e depois de cada palestra ou atividade. E como saber o horário dessas atividades? Basta clicar AQUI.

Do Espaço Cultural Alexandre Inneco
Exposição em São Paulo

Exposição em São Paulo

Em 2008, o fotógrafo belga Pascal Mannaerts visitou a capital da Indonésia, Jacarta. Passando por um mercado, registrou a imagem de um manequim, em primeiro plano, com adesivos cobrindo seus olhos, nariz, sobrancelhas e boca. No fundo da fotografia, destacou a imagem de uma mulher real, com os cabelos cobertos por um véu.

Três anos depois, visitando vários países da África, Mannaerts fez registros de mulheres carregando baldes de água na cabeça em Burkina Faso e de mulheres sorrindo ao participar de um ritual ukuli, na Etiópia.

Em um período de cerca de dez anos, Mannaerts viajou por vários países capturando imagens da mulher contemporânea. Os mais de 50 cliques feitos pelo fotógrafo belga estarão expostos a partir do dia 2 de março, na Caixa Cultural, no centro de São Paulo. A exposição Elas: Resistência e Feminilidade das Mulheres no Mundo pretende originar uma reflexão sobre a visibilidade das mulheres em diferentes países, como vivem, se casam, sobrevivem e até como enfrentam as dificuldades para criar os filhos.

Em entrevista à Agência Brasil, a cocuradora e produtora da exposição no Brasil, Lilian Fraiji, contou que o interesse de Mannaerts pelo tema começou quando ele trabalhava no Departamento de Imigração da Bélgica. “Ele trabalhava como advogado, fazendo a parte da autorização da imigração. Com esse trabalho, passou a ouvir muitas histórias de imigrantes e se interessou muito por essas histórias de vida. Ele começou então a viajar pelo mundo fazendo o registro dessas pessoas”, explicou.

Mostrando os diferentes hábitos culturais, religiosos e sociais de cada país, Mannaerts retrata especificamente mulheres, principalmente aquelas que vivem em países ou comunidades que enfrentam graves problemas de miséria e de exclusão social. Nesse trabalho, ele notou que, independentemente de classe social, muitas mulheres são vítimas de violência (física, moral, sexual e psicológica) e enfrentam dificuldades de acesso ao trabalho, à geração de renda, à educação e à participação política.

A ideia do fotógrafo era não se limitar a um trabalho etnográfico e documental, mas enfatizar o fortalecimento da autoestima e o empoderamento das mulheres. “Essa exposição foi um grande desafio para a gente porque não queríamos mostrar as mulheres como vítimas. Só que a realidade não é essa. A realidade é que a mulher sofre um problema sério de violência em todo o mundo. Independentemente do país, a mulher ainda sofre uma série de problemas sociais, tendo que lutar pelas condições mais básicas e primordiais”, disse a cocuradora.

Exposição em São Paulo

Exposição em São Paulo

“Precisamos olhar a mulher por meio da realidade em que ela vive e do contexto em que ela está inserida. Independentemente do país, ela ainda sofre muita discriminação e isso é coisa inadmissível em pleno século 21. Queremos reverter esse olhar. E a transformação começa quando identificamos que existe o problema. Essa exposição traz uma série de dados para atestar essa situação que as mulheres vivem hoje. E, a partir dessa identificação, tentar transformar essa realidade”, acrescentou Lilian.

O fotógrafo deve vir ao Brasil para o encerramento da exposição. A expectativa é que em sua primeira vinda ao país ele faça também registros das mulheres brasileiras – o que poderia compor uma nova exposição.

Além das fotos, a exposição também vai apresentar uma instalação sonora, idealizada pela dupla Carol Misorelli e Marilia Scharlach, como parte do projeto Clementinas. Na instalação, elas reúnem vídeos e áudios de mulheres que são grandes líderes e figuras importantes para mudanças sociais em seus países. A instalação será inaugurada no dia 8 de março, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

A entrada é gratuita e a mostra poderá ser visitada até 28 de abril. Mais informações podem ser obtidas no site da Caixa Cultural.

Da Agência Brasil

 

Título em português: No
Título na língua original: No
Ano da produção: 2012
País de origem: Chile, França, Estados Unidos
Direção: Pablo Larraín
Elenco: Gael García Bernal, Alfredo Castro, Antonia Zegers

Performance marcante de Gael Garcia Bernal em produção chilena que concorrerá ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 26 de fevereiro.

Chile, 1989. A pressão internacional sobre o regime de exceção comandado pelo ditador Augusto Pinochet aumentava. Estados Unidos e Europa, maiores aliados econômicos do país, convencem o general de que será possível permanecer no poder através do voto direto. Afinal, o Chile ostentava os melhores índices econômicos da América do Sul. Ciente de que poderia efetivamente vencer, ele convoca plebiscito. As pessoas diriam “Sim (Si)”, para sua permanência no poder, por mais um período. Ou “Não (No)”, o que significaria sua retirada imediata e consequente passagem do cargo de chefe de Estado para o líder oposicionista. Achando-se blindado, o regime abriu espaço para “o outro lado” nos meios de comunicação, televisão incluída. Apenas com um detalhe: o espaço gratuito seria durante a madrugada. Nesse ambiente, começa a narrativa de No (No – Chile, França, Estados Unidos – 2012). A oposição era pura salada ideológica: comunistas, socialistas, democratas-cristãos e todos os que discordavam da maneira como o País vinha sendo conduzido, desde a interrupção do governo esquerdista de Salvador Allende, em setembro de 1973. Cicatrizes psicológicas continuavam latentes. Era preciso aproveitar o tempo na televisão para mostrar a crueldade da ditadura, lembrar os mortos e desaparecidos. E exigir punição para os acusados de tortura e outros coniventes com o regime de força. Um dos líderes da oposição convida então o publicitário René Saavedra (Gael Garcia Bernal) para criar e produzir os programas de televisão “contra o governo”. Filho de militante de esquerda morto pelo regime, René reunia a confiança do grupo. Além disso, com a morte do pai, foi morar na Espanha, então redemocratzizada na década anterior. Lá se formou em publicidade e desde cedo despontou como talentoso redator. Imediatamente, recebeu convite de próspera agência de publicidade chilena para ser o seu diretor de criação. A chance de voltar. Aceitou ser publicitário em Santiago. O dono da agência, Lucho Guzmán (Alfredo Castro) o pressiona para trabalhar em favor do “Si”, ou seja, para o governo, que era cliente da empresa. Agradece e recusa o convite, por razões pessoais. E por já haver aceito trabalhar justamente para a oposição. O filme mistura fatos reais — o plebiscito efetivamente ocorreu — com personagens imaginários, a exemplo de René e Lucho.

Publicitário assume liderança da comunicação do “No”

Criativo e experimentado internacionalmente, logo na primeira reunião ele discordou radicalmente de todas as sugestões dos ideólogos oposicionistas. Nada de fazer campanha para lembrar os mortos, a tortura, dias tristes, o passado sombrio. O caminho estava em mensagem essencialmente otimista, gente jovem e bonita, trilha sonora cativante e em ritmo moderno. Nossa mensagem, afirmou, “deve estar conectada com o amanhã. Com o passado, jamais. Vamos deixar os nossos mortos em paz. Onde quer que estejam, nada podem fazer. As pessoas votam no futuro”

A opção “publicitária” prevalece

Tumulto imediato no QG da oposição. Os mais velhos, que haviam enfrentado as forças militares e estavam cheios de ideias na cabeça, discordaram radicalmente de René. O impasse terminou sendo resolvido. O líder da oposição fez um apelo e pediu voto de confiança para o publicitário. Ele vinha da Europa e tinha visão mais abrangente. Além disso, era profissional de primeira linha. De repente, com enorme responsabilidade sobre os ombros, ele começa a trabalhar e o resultado do seu trabalho a aparecer. Os percentuais a favor do “No” crescem de forma tão rápida, que passam a incomodar o lado do governo. René chega a receber ameaças anônimas, mas não se intimida. Segue com sua estratégia. No final, a vitória do “No”. Pinochet cede lugar a Patricio Aylwin, jurista de sólida formação. Enorme comemoração na capital.

A vitória do “No”

Pelas ruas de Santiago, todos em estado de euforia. Todos, menos René, exatamente o responsável pela estratégia de comunicação vencedora. Acompanhado do sobrinho, menino adolescente, discretamente vai deixando a praça principal onde aconteciam as comemorações pela volta do estado de direito prometido pelo novo presidente. A câmera foca seu rosto. Semblante estóico brota por trás de riso de falsa satisfação. Pura linguagem imagética. Cinema com “C” maiúsculo. René tinha lá suas razões para não estar confiante. Sua campanha se sagrara vitoriosa, mas para que o êxito acontecesse, teve que inocular, pela primeira vez em seu país, o “vírus da publicitarização nas campanhas”. Partidos, temia ele, iriam, doravante, ser “vendidos” como sabonetes. Ideias e ideais corriam o risco de serem jogados na lata de lixo. Floresceria jeito efervescente de fazer comunicação política. Rostos bonitos, sorrisos, candidatos apertando mãos de pessoas saudáveis e simpáticas, testemunhais (previamente ensaiados) de gente do povo e, claro, uma música conhecida ligando todas aquelas imagens otimistas.

Candidatos iriam, doravante, ser vendidos como sabonete?

A democracia voltara. Mas, a que preço? René vinha da Espanha, onde também uma ditadura de direita tinha dado lugar a um governo esquerdista. O primeiro-ministro era Felipe Gonzalez, do PSOE, vistosa sigla que significa Partido Socialista Operário Espanhol, então ferrenho opositor do antigo regime duro e sanguinário de Francisco Franco. Direitos civis haviam sido restaurados. Mas, casos de corrupção já começavam a aparecer em parte dos escalões do governo de esquerda, que iriam provocar a queda de Gonzalez dali a sete anos. Quase não havia mais em que ou em quem acreditar? As campanhas haviam ficado parecidas demais. René temia destino semelhante para o Chile. Sequência final: o espectador o acompanha passando em frente a loja de eletros, onde aparelhos de televisão ligados mostravam o recém-empossado Patrício Aylwin prometendo novos tempos. Super close no rosto do publicitário: sorriso melancólico, olhar triste. Aquele silêncio, eloquente, parecia dizer algo como, “eu sei como isso vai terminar. . .”.

O que iria ocorrer depois e o filme não mostrou

Nos anos seguintes, fatos novos iriam alterar aquele destino que preocupava René. O país iria ser governado por políticos que contratassem publicitários-vendedores de sabonetes, apartamentos, automóveis, linguiças e tais? Ele não estava totalmente enganado. Após as gestões de Patricio Aylwin e de Eduardo Frei, ambos ligados à oposição ao antigo regime militar, eis que surge o candidato-espuma nas eleições presidenciais de 2000, Joaquim Lanvin, prefeito de Los Condes, região chique de Santiago, e graduado em Economia nos Estados Unidos. Assessorado por colegas de René (muitíssimo bem pagos para aquela empreitada) e apoiado por quase toda a mídia, Lanvin falava de “mudança” e de “futuro”. “Viva el Cambio”, proclamava, cinicamente, seu principal slogan. O outro lado estava com Ricardo Lagos, experiente e ético, com a responsabilidade de manter todos os que foram ligados à ditadura afastados do poder. Não fez por menos: convocou antídoto para Lanvin. Exatamente o parisiense Jacques Séguéla, que havia ajudado na trajetória (inatacável) do então presidente da França, François Mitterrand, dono de reputação austera e, ao mesmo tempo, de invejável intimidade com seus eleitores, que o chamavam carinhosamente de “ton ton” (titio). Lagos venceu, não sem antes experimentar enormes dissabores, conforme relata o próprio Séguéla, em seu livro “A Vertigem das Urnas” (Ed Tag & Line, 2007).

O dilema dos marketeiros políticos, brasileiros, inclusive

Grande parte dos marketeiros políticos, incluindo alguns dos mais famosos — quase todos formados em agências de publicidade convencionais — supostamente ainda não atingiram certo estágio de desenvolvimento ético, se e quando esse estágio vier a ser possível. Em caso positivo, farão a devida separação entre uma campanha política e a criação de filmes ou anúncios para vender sabonetes, pneus ou detergentes. O mesmo vale para jornalistas, donos de informações privilegiadas e contatos poderosos, por conta dos cargos que ocuparam em sua carreiras. E até para os oriundos do campo acadêmico. Por enquanto, cabe e caberá aos eleitores distinguir, pelos seus próprios meios e iniciativa (Acesso ao resultado de pesquisas qualitativas em profundidade, com viés psicanalítico? A internet e as mídias sociais?) distinguir os candidatos possuidores do conteúdo adequado ao cumprimento de propostas de campanha, daquelas pessoas espertas para conquistar votos. E mais espertas ainda para ignorar, depois, o que escreveram, ou prometeram.

Escrito por José Jardelino da Costa Júnior

Senadora Marta Suplicy (PT-SP).

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse hoje (29), em Brasília, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que o vale-cultura vai fomentar a economia dos municípios. “Você já imaginou o que serão os trabalhadores de até cinco salários com seu vale-cultura na sua cidade? Ele vai dinamizar a economia, com certeza”, disse a ministra.

Durante o encontro, Marta explicou aos prefeitos de todo o país sobre o funcionamento do vale-cultura e do Sistema Nacional de Cultura.

A ministra se mostrou otimista com o vale-cultura. Com ele, o trabalhador com carteira assinada terá R$ 50 para gastar com programas culturais como shows, cinemas, exposições, teatro, além de poder comprar livros e revistas. Cada beneficiário terá descontado de sua folha salarial R$ 5, ao passo que os demais R$ 45 ficam a cargo do empregador.

Segundo Marta, o vale-cultura funcionará como um vale-refeição. Um cartão magnético no qual será creditado o valor mensal cumulativo. Inicialmente, o benefício será de acesso aos trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos, no entanto, a ministra não descartou o acesso a trabalhadores de outras faixas salariais, existindo sucesso na adesão das empresas em um primeiro momento.

Marta Suplicy se valeu de sua experiência na prefeitura de São Paulo para orientar como os prefeitos podem otimizar os benefícios do programa. “A primeira coisa é detectar quais os produtores locais que vocês podem ajudar a se fortalecer para virarem credenciados do vale-cultura. Eles terão uma possibilidade de auferir recursos sem o município dar dinheiro para eles. Será o dinheiro do próprio cidadão que vai ao show”.

A ministra também abordou o Sistema Nacional de Cultura, ainda em fase de ajustes. De acordo com ela, o sistema vai facilitar o acesso dos municípios às verbas destinadas à cultura, uma vez que ficará instituído o repasse do dinheiro. Para aderir ao Sistema Nacional de Cultura, a prefeitura deve assinar um Acordo de Cooperação Federativa com a União, criar um Sistema Municipal de Cultura, por meio de lei própria, um Plano Municipal de Cultura, montar um Conselho de Política Cultural e organizar conferências de Cultura regularmente na cidade.

“O município pode fazer sua adesão, mesmo que não tenha nada ainda pronto. Porque esse sistema está na Casa Civil, com a última regulamentação, que está pra sair. Quando sair, o município estará com a adesão e com todas as providências tomadas”, explicou a ministra. Segundo ela, 1.407 municípios, em sua maioria com mais de 500 mil habitantes, aderiram ao sistema.

Da Agência Brasil
Uso do véu no karatê por atletas muçulmanas está liberado desde 1º de janeiro - Foto Uol

Uso do véu no karatê por atletas muçulmanas está liberado desde 1º de janeiro – Foto Uol

A WKF (Federação Mundial de Karatê) anunciou nesta quinta-feira que está liberado o uso de véus por lutadoras muçulmanas. Com a nova medida, a modalidade dá mais um passo para tentar a inclusão no programa olímpico a partir dos Jogos de 2020, ainda sem sede definida. A regra passou a valer desde o primeiro dia de 2013 para as competições do esporte.

“A WKF sempre se mostrou sensível à diversidade de toda a família-karatê espalhada pelos cinco continental”, escreveu a Federação em um comunicado. “Trabalhamos mais de dois anos na questão dos véus, consultando diversas pessoas em busca da melhor decisão, aquela que trouxesse maior satisfação às famílias karatecas ao redor do planeta”, completou a entidade.

O véu permitido pela WKF é desenhado especialmente para a prática esportiva. Ele cobre a cabeça e a nuca, deixando apenas o rosto da atleta à mostra. O acessório tem que ser obrigatoriamente preto e deve ter o logo da WKF na frente. Segundo a federação, a peça não representa riscos à segurança das atletas.

“Esse será o único modelo aceito pela Federação e somente com ele será possível competir em torneios organizados pela WKF”, ressaltou a entidade máxima do karatê no comunicado.

Do Uol