"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘comportamento’

Arte RatoFX

Arte RatoFX

Quase 40% das mulheres entre 14 e 25 anos de idade não usam ou quase nunca usam camisinha em suas relações sexuais. Entre os homens de mesma idade, um em cada três declarou não usar o contraceptivo ou usá-lo pouco. Os números foram divulgados hoje (26) no 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, elaborado pela Universidade Federal de São Paulo, que analisou o comportamento de 1.742 pessoas com idade entre 14 e 25 anos.

O levantamento apontou que quase um terço das mulheres com idade entre 14 e 20 anos engravidou pelo menos uma vez. O índice de aborto neste grupo etário, seja ele provocado ou natural, alcançou 12%, ou seja, uma em cada dez mulheres entre 14 e 20 anos abortou.

Entre os homens menores de 20 anos, cerca de 2% declararam ser pai. “Temos aí um problema de saúde pública que não está sendo discutido”, disse Clarice Madruga, uma das coordenadoras do levantamento, em entrevista à TV Brasil.

Segundo ela, a pesquisa demonstra que a juventude assume muitos comportamentos de risco. “Sabemos que a juventude é um período de maior vulnerabilidade e o cérebro não está completamente formado, então, as pessoas se expõem mais e têm menos controle de impulso”, disse ela.

Da EBC

Candidatos ao prêmio ‘Empreendedor Social 2013′ participam de evento para convidados no Masp, em São Paulo – Rogerio Cassimiro/Folhapress

Os vencedores do prêmio Empreendedor Social e Folha Empreendedor Social de Futuro destacaram a responsabilidade que essa chancela traz às organizações.

A ganhadora do prêmio Empreendedor Social, Merula Steagall, da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e da Abrasta (Associação Brasileira de Talassemia), lidera organizações que fomentam políticas públicas, disseminam informações e dão suporte a pessoas com doenças graves no sangue. Ela destacou que “isso vai aumentar a responsabilidade de todos, dos apoiadores, da diretoria, dos colaboradores”. E emendou: “se a gente recebeu esse voto de confiança, a gente tem que abraçar mais”.

Os jovens da Asid (Ação Social para Igualdade das Diferenças), Alexandre Amorim, Diego Moreira e Luiz Ribas, foram os vencedores da categoria Folha Empreendedor Social de Futuro e da “Escolha do Leitor”. Entre pulos e abraços de amigos, afirmaram que o trabalho realizado por eles se deve muito a outro, aquele feito por escolas especiais que se dedicam a formar pessoas com deficiência.

“Com o prêmio, teremos oportunidade de fazer muitos treinamentos. Aperfeiçoar nossa metodologia e participar da fase final de outros proêmios. E, mais importante de tudo, fazer parte da Rede Folha, que é composta por pessoas excelentes, e contribuir para o crescimento das instituições”, disse Ribas.

Moreira destacou que o título mostra que eles têm muito potencial e amplia o papel da Asid. “Vai dar para expandir o trabalho para o Brasil inteiro.”

O economista José Dias, coordenador do CEPFS (Centro de Educação Popular e Formação Social), foi homenageado com a Menção Honrosa. A categoria, que teve sua estreia neste ano, em uma parceria da Folha com a Fundação Humanitare, visa dar destaque a projetos que mais se alinham à temática do Ano Internacional de Cooperação pela Água, adotado pela ONU em 2013.

Dias foi o ganhador da categoria pela dedicação de sua organização à luta contra a seca no semiárido nordestino. Ele fez um discurso em que se lembrou das dificuldades do início, mas também de como é enriquecedor verificar que as pessoas beneficiadas por ele cresceram e melhoraram de vida.

“É um reconhecimento importante. Primeiro, por passar pelos jurados, por ser um projeto com chancela da ONU. E, sem dúvida, vai mostrar para as famílias o nosso papel. O mérito maior é das famílias que atendemos”, afirmou Dias.

 Da Folha.com

Faxina

Para esquecer um amor precisa-se de concentração. Deve-se evitar remoer histórias do passado. As fotografias têm destino certo: o lixo. Rasgadas, de preferência. Os presentes podem ser encaixotados até que o laço não exista mais e possam ser usados novamente.

Livros ajudam no processo também. Mas cuidado! Não é qualquer livro. Fuja de poesias. Prefira os técnicos, mas não muito chatos. Qualquer um que tenha for dummies no título, servirá.

Aprenda um trabalho manual que requeira atenção. Enfie miçangas numa linha com auxílio de uma agulha. Use uma linha muito fina, fácil de se romper. Você terá a chance de passar horas catando as miçangas no chão sem se distrair com qualquer pensamento indevido.

Não beba! A correlação da bebida com os telefonemas desesperados para o ex-amor de madrugada é altíssima, quase perfeita. Se necessário, utilize comprimidos e durma, durma, durma.

Faça faxina. A alma gosta de limpeza, o coração também. Limpe banheiros, armários, cozinha e tudo o que puder. Quando – enfim – terminar, recomece. Experimente limpar o rejunte da cerâmica usando uma escova de dentes, água e saponáceo. É relaxante.

Encontre um novo amor. Se for muito difícil, engane-se com uma pessoa qualquer fingindo que é um novo amor. Se, ainda assim, não conseguir, aumente suas possibilidades. Entendeu?

Essa receita é válida para amores em geral. Não sei se funciona para esquecer um grande amor. Não foi testada. Falta-me a experiência.

Carolina Vianna

Carolina Vianna

 

Carolina Vianna é fotógrafa, diretora de teatro, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Cirque do Solei

“Se cobrir é circo, se cercar é hospício”, brincam. Cobrindo ou cercando, tanto faz, a situação está “pecuária”, como dizia, convicto, um rico, mas pouco letrado senhorzinho, querendo expressar a precariedade duma situação.

Todo o noticiário impressiona. Impressiona pelo aviltamento aos valores básicos da vida humana – à saúde, à educação, à segurança pública – ao desrespeito à fauna e à flora, ao desrespeito à ética, que há muito escorreu pelo ralo. Impressiona pela incoerência entre o que se diz e o que se faz. Impressiona pela inversão das prioridades, a começar por quem tem o poder de ditá-las. Impressiona pelo desrespeito às leis, e, impressiona mais por vê-las valer somente para uns poucos. Esse rol é exemplificativo, claro, e nele tem espaço para muitos outros descalabros.

Noutra época se diria que a casa está de pernas para o ar, e a verdade é que a casa está de cabeça para baixo a mais tempo do que deveria.

A educação brasileira, coitada… Mal tratada, sucateada, desvalorizada, vem, vergonhosamente, se arrastando para tentar mostrar algum resultado. Professores mal formados, desestimulados pelos baixos salários e condições precárias de trabalho não podem refletir em suas salas de aula, uma excelência que lhes é cobrada. Valorizem-se os professores, da formação à remuneração e mudaremos o rumo dessa prosa. E, tendo havido, então, o interesse, o rumo do país.

Sobre o leite derramado no leilão do petróleo de Libra, assunto salgado, independente do que se queira enxergar, olhos bem abertos para os prometidos recursos para a educação e para a saúde.

A polêmica quanto à exigência de permissão prévia, ou não, para se publicar biografias, abstraindo-se alguns chiliques e pedidos de desculpas, fez barulho, embora em toda essa discussão haja, no mínimo, algum saldo positivo.

Pesando-se as contradições do art. 20 do Código Civil (CC) – que já estão sendo questionadas na Câmara, e no Supremo, via Ação Direta de Inconstitucionalidade – e o que diz o inciso IX do art. 5° da Constituição fique-se com a Constituição, a lei maior, que dá a todos a liberdade de expressão, independentemente de censura ou licença.

Biógrafos, na verdadeira acepção da palavra, têm admiração e respeito pela personalidade biografada, e compromisso com a verdade histórica.

Os que, pelo contrário, são meros fofoqueiros, difamadores, e apelam para a desmedida “liberdade” de expressão, que de forma transversa chamam de “licença poética”, quando na realidade apenas vislumbram, nesse oportunismo, uma “grana” fácil ou projeção meteórica, terão a via judicial, provocada pelo atingido, injuriado ou difamado, para o justo reparo do dano causado.

Uma aparente maluquice, ainda por conferir os efeitos se sancionada pela presidente, foi aprovada no Senado, é a que autoriza a mãe, sozinha, indicar o nome do pai do bebê na hora de registrá-lo, apenas pela sua volição, sem qualquer comprovação. Uma liberdade para a qual ainda, tudo indica não se tem maturidade para exercê-la, embora seja inquestionável que os filhos devam – e precisam – saber quem são seus pais.

Gravidezes desatreladas de paternidade, e de maternidade responsável, brotam na sociedade aos milhares e a Justiça não terá essa mesma velocidade, na prestação jurisdicional para desfazer as presunções apontadas por ciúme, vingança, interesse financeiro ou por outras artimanhas de mentes insanas. A intenção é nobre, mas até onde se sabe, na nossa democracia ainda vale a presunção de inocência, até que se prove o contrário.

Fecha-se o pano. Ou o portão.

Fecha-se?

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília
Contato: katiafreitasadv@gmail.com

Money

Há pouco tempo conheci uma jovem mulher que por destino se aprimorou em conhecer as pessoas,a ensiná-las o caminho do autoconhecimento e, principalmente, a cultivar o amor, a gratidão, o perdão e outras virtudes, que, na peneira da vida são as que realmente contam.

Uma mensagem transmitida por ela há alguns dias, numa rede social, para todos os seus amigos, coincidiu em cheio com o assunto que escolhi para voltar à ativa, depois de quase 2 meses. E replico alguns trechos, substituindo silenciosamente a palavra “hoje”, por, “todos os dias”: “Hoje é dia de valorizar a família, curtir o aconchego do lar. (…) Na família é onde somos verdadeiros, inteiros, e às vezes intolerantes e impacientes. Por isso é com a família que descobrimos (…) os caminhos do aprendizado! Nem sempre é fácil, mas assumimos responsabilidades por essas pessoas (…).Vamos cuidar dos nossos, da nossa casa (…)”

Família… No início eram apenas os dois, o homem e sua mulher. Somaram-se, multiplicaram-se. Tornaram-se pai e mãe. Por um longo período dividiram-se entre zelos e preocupações. Venceram. Espalharam seus frutos pela vida. Frutos que a outros se somaram, multiplicando-se, também.

Ficaram sós, a dois, como no início. E o tempo, maduro, mostra a sua inexorável força. Envelheceram. A memória está esquecida. Estão lentos, frágeis, sensíveis e carentes. Precisam de quase tudo, e nos lampejos de consciência agradecem, incansavelmente, por qualquer olhar – e gesto – que os conforte e os compreenda. As posições se invertem. É o começo de um apaixonado e intenso aprendizado, para todos. Quebram-se as prepotências, aquieta-se a pressa, porque o tempo a essa altura tem outro significado. Compreende-se o significado da tolerância e da paciência, e a vida passa a ter um novo sentido.

Aceitação e amor são lições com exercícios diários. O coração de quem está do lado de cá, aperta. É injusto. Não nos ensinaram a enxergá-los dessa maneira. Estávamos acostumados a vê-los, e tê-los, fortes, lúcidos, protetores.

Mas, pensando bem, a vida, vivida, longa, aproveitada, é justa. E sábia.

Sim, cuidar dos nossos é enriquecer sem moedas. É enriquecer verdadeira e licitamente. Um presente para quem ainda tem a quem se doar.

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

katiafreitasadv@gmail.com          

Coisas da Vida

Coisas da Vida

Disse que não me queria. Entre um beijo e outro falou que não podia. Negou sentimentos enquanto tirava a minha roupa. Tentou permanecer frio e distante. Quase considerei possível. Não fosse aquele olhar terno ao me ver adormecendo em seus braços, acreditaria na farsa.

E assim você se foi. Saiu dos meus pensamentos, das minhas intenções. Mudou-se para qualquer lugar bem distante do meu radar. Resolveu me querer logo quando deixei de me interessar. As pessoas certas nas alturas erradas.

Preciso, agora, encontrar um novo objeto da paixão. Não vivo se não estiver apaixonada. Esse sentimento é tão necessário para a minha sobrevivência quanto o ar. Sem ele fico murcha, não crio, não existo.

Tenha uma boa vida, pensei, enquanto me dirigia ao balcão das paixões impossíveis. Sim, prefiro as impossíveis. Alimentam-me por mais tempo.

Carolina Vianna

Carolina Vianna

 

 

 

Carolina Vianna é fotógrafa, diretora de teatro, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Valeria Pena-Costa

Valeria Pena-Costa

Tão indelicado, o espelho. Chega a parecer arrogante! É capaz de nos mostrar, em imagem, aquilo que não somos… E ainda vai querer nos convencer de que somos aquilo que vemos! Mas devemos perdoá-lo, é limitado e superficial ainda que deseje mostrar profundidade infinita!

Enquanto nos esculpimos pacientemente, ele, precipitado, vai nos mostrando rascunhos. Enquanto buscamos a alma que habita a pedra, ele se atém à pedra.

Não dê ouvidos, ou melhor, não dê vistas, ao espelho, menina. Ele não sabe o que diz por isso não diz verdades. Ele pensa que é a duplicação do mundo, mas é um confuso que inverte as coisas. Desnorteado, é o que é.

Se pudesse caminhar no interior do espelho, você andaria em direção contrária ao que ele vê. Se seu mundo está no norte, o espelho a levaria ao sul. E o que está atrás lhe apareceria adiante. Como confiar em alguém assim? É preferível ser aquilo que só você sabe que é.

Esqueça o espelho, menina, foi ele quem enrugou sua pele e embranqueceu seus cabelos. Se aquela que se mostra é uma desconhecida, tenha certeza de que ela não é você. É por isso que em suas lembranças você só encontra o tempo que ele afirma que já foi, e você, só você, sabe que ainda é.

Talvez você ainda nem tenha conhecido suas filhas e netas. Talvez você nem tenha se apaixonado por esse homem que está ao seu lado e segura delicadamente seus dedos finos. Esse homem um dia vai pedir sua mão, vai colocar-lhe um anel que brilhará ao seu olhar. Esse moço que lhe fita docemente vai lhe cantar um trecho de uma canção que diz assim: “Para sempre teu… Tu serás também pelo tempo mais além… Ninguém viveu um amor assim que faz de mim para sempre teu…”

Mas isso não importa… Todos eles já amam você.

Essas meninas vão lhe sorrir de forma tão encantadora que você vai querer abraça-las. Elas se sentarão à sua mesa, e sonharão em seu colo. Repare como lhe olham com doce aguardo…

Todos eles se apertam ansiosos em uma fila que se alonga à sua descendência e aguardam, somente para reconhecer você. E todos desejam se fazer vistos, querem seus beijos, e ainda que você não os conheça, estarão sempre à sua espera. Eles sabem que seu tempo é outro.

Talvez, nesse momento, você seja tão pequena que ainda não tenha aprendido a andar, e, quem sabe, é possível até que ainda nem tenha nascido. Não é esquecimento o que você vive, é, sim, a espera do que será.

O espelho foi quem criou, para si, a ilusão de que conhece você. Vê?! Até ele está na fila de espera… E desnorteado que é, tão confuso, nem sabe o que olha, nem sabe o que vê. Mas uma coisa boa, muito boa, ele tem: claramente, não escolhe nem se apega a aparências, não demonstra preferências… E se nos mostra o que não nos agrada, não significa que ele não goste do que enxerga. Pelo contrário! Acho até que isso é amor! É seu modo de dizer que quer passar a vida ao seu lado, esteja você como estiver.

Ele quer acompanhá-la até que você saiba que cabelos não importam mais. Até que você se canse dele a ponto de nem querer olhá-lo…

Pobre espelho… Um dia estará esquecido. E você se manterá para sempre jovem como um dia se viu. Eu sei, você se mantém guardada no seu próprio espelho da lembrança.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

Texto e foto de Valéria Pena-Costa 
Valéria é Artista plástica  atualmente às voltas – e encantada! – com a recém assumida condição de “do lar”. Mineira em Brasília.
O Mulheres no Poder apóia o combate ao câncer de mama no mês de Outubro

O Mulheres no Poder apóia o combate ao câncer de mama no mês de Outubro

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Parece que depois que a coisa engrena fica ainda mais banal. A gente mal se compromete em uma relação e ” pluft” o cérebro desaparece.

Cinema, pipoca, restaurante da moda, programas culturais, mensagens ao acordar, ligações intermináveis madrugada adentro.

Horas e horas e horas de “desliga você primeiro. Não, desliga você!”

Casa dos pais no domingo, viagens, Natal em família “uma vez com a minha, outra com a sua”, restaurante barato, sexo morno, DR madrugada adentro.

Horas e horas e horas de ” Foi você! Não, foi você!”

E mesmo assim é lindo. Porque é amor. É uma história. A minha história que, aliás, ia muito bem até pintar o terceiro elemento.

Por que, diabos, quando tudo está dentro da normalidade ocorre sempre um fato trágico?

Carolina Vianna

Carolina Vianna

Carolina Vianna é fotógrafa, diretora de teatro, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

manias.

Sim, é delas a culpa da paixão. Esse seu jeito de dobrar a pontinha do lençol antes de deitar e virar o travesseiro. Secar a pia sempre. Não deixar sapato virado. Colocar os pronomes nos lugares certinhos e usar mesóclise.

Esse conjunto de manias que pros outros é um transtorno. Tem nome feio e tudo.

Essa mania de me amar sempre. Não importa hormônio, mal humor, sono. O seu amor está ali. Presente. Preenchendo a casa. Despertando meu sorriso. Fazendo-me feliz.

Essa é a minha mania. Ser feliz por ser amada por você. Sempre

Carolina Vianna

Carolina Vianna

 

 

Carolina Vianna é fotógrafa, diretora de teatro, poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

Ig
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