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Comentários ‘Casa Civil’

Do Contas Abertas

A presidente Dilma Rousseff fez duas novas nomeações, e uma importante mudança no cenário político pode acontecer. Com o pedido de demissão de Antônio Palocci, no último dia 7 de junho, a senadora Gleisi Hoffmann foi nomeada Ministra-Chefe da Casa Civil. Uma semana depois foi a vez de Ideli Salvatti (PT-SC), ex-ministra da Pesca e Aquicultura, assumir o comando da Secretaria de Relações Institucionais.

Senadora eleita ano passado, Gleisi Hoffmann é formada em direito. Foi secretária de Reestruturação Administrativa do Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública de Londrina (PR). Em 2002, integrou a equipe de transição de governo do presidente Lula, ao lado da atual presidente Dilma Rousseff. No mesmo ano assumiu o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional.

Durante sua campanha, Gleisi recebeu R$ 7.979.322,30 em doações. Entre os principais “incentivadores financeiros da campanha” estão empresas de construção civil, entre elas, Camargo Corrêa, com doação de R$ 1 milhão, OAS com R$ 780 mil e CR Almeida, com R$ 250 mil doados.

No pequeno período que ficou em exercício como senadora, Hoffmann utilizou R$ 56,3 mil em verbas indenizatórias, com média de 14,1 mil por mês. Entre as despesas, R$ 15 mil foram pagos por consultoria prestada pela empresa Guilherme Gonçalves e Advogados Associados, conforme informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, no último dia 9 de junho.

Na lista de doadores de campanha da senadora, constam as doações de R$ 25 mil de Guilherme de Salles Gonçalves, como pessoa física, e mais R$ 10 mil, do próprio escritório de advocacia.

(Planilha de doações – Gleisi Hoffmann)

Ano passado Hoffmann declarou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio de R$ 659 mil. Entre os bens, um apartamento de R$ 245 mil em Curitiba, e um veículo Honda, avaliado em R$ 88 mil.

A articuladora

Ideli Salvatti foi escolhida pessoalmente pela presidente Dilma, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, substituindo Luiz Sérgio (PT-RJ). Ela é uma das fundadoras do PT em Santa Catarina, onde foi deputada estadual por dois mandatos. No Senado ocupou o cargo no período de 2003 a 2011.

A nova articuladora do governo se destaca quando o assunto é despesa. Em levantamento feito pelo Contas Abertas mês passado, quando ainda ocupava o cargo de Ministra da Pesca, Ideli estava na terceira colocação no ranking de diárias recebidas, com R$ 17.988,51 gastos até 14 de maio, conforme dados do Portal da Transparência. (Veja a matéria)

Por outro lado, o Ministério que ocupava foi um dos que menos gastou com cartão corporativo, até abril deste ano, ficando atrás apenas dos Ministérios das Comunicações, das Relações Exteriores e do Esporte. Nos primeiros quatro meses do atual governo, foram gastos R$ 22.254,58.

No ano passado, durante sua campanha para o governo de Santa Catarina, recebeu R$ 3.572.376,40 em doações. A empresa da iniciativa privada que doou o maior valor foi a Helisul Taxi Aéreo Ltda com a quantia de R$ 150 mil.

(Planilha doações – Ideli Salvatti)
Por Aline Sales


 

 

Do Zero Hora

Nova ministra-chefe da Casa Civil assume cargo na tarde desta quarta-feira

Foto:Geraldo Magela

A nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que toma posse do cargo hoje, às 16h30min no Palácio do Planalto, fez no começo da tarde um pronunciamento de despedida no plenário do Senado. Em seu lugar deve assumir o mandato de senador o primeiro suplente Sérgio de Souza, do PMDB.

Após cumprimentar colegas da Casa, ela destacou o aprendizado conquistado em seus meses de mandato. Conhecida pelo estilo combativo, a senadora comentou a comparação feita por alguns oposicionistas de que ela seria um “trator”.

— Não considero esta a melhor metáfora para quem sempre se dispôs a debater, ouvir e construir consensos. Acredito que o desfecho da manifestação democrática é a decisão da maioria. Gostaria de manter a convivência respeitosa que iniciamos nesta Casa.

A senadora reforçou sua identificação com o governo da presidente Dilma Rousseff e disse que vai cumprir a nova missão que lhe será conferida a “favor do Brasil”.

— Sempre fui muito incisiva na defesa de seu governo, não pelo simples fato de pertencer a sua base ou pertencer ao seu partido, mas sobretudo porque acredito no projeto onde as pessoas são o objetivo maior da nossa atuação.

A respeito da responsabilidade de comandar a Casa Civil, ela afirmou que tem “muita clareza do tamanho desta missão” e completou:

— A quem muito é dado, muito será cobrado.

No final do pronunciamento, Gleise se dirigiu a eleitores do Paraná, Estado que a elegeu.

— Meu afastamento do Senado não me afasta dos compromissoss que assumi. Estou mudando de instância, mas não de caminho — afirmou.

 

A “Pitbull do Senado” assume Casa Civil

Gleisi Hoffmann

Assim chamada por colegas do Senado, entre outros apelidos do mesmo teor, a Senadora Gleisi Hoffmann assume a Chefia da Casa Civil para surpresa até mesmo da base aliada.

Os comentaristas políticos são quase unânimes em afirmar que Gleisi Hoffmann representa uma incógnita na condução da articulação política do governo.  Além de ser considerada “esquentadinha”, como disse o Senador Demóstenes Torres, Gleisi não tem a experiência política necessária para o cargo.

A nova ministra-chefe da Casa Civil é considerada um mulher séria e rígida nas suas posições, bem ao gosto da presidenta Dilma que talvez esteja, somente hoje, dando início ao seu estilo de governar.

A presidenta e Gleisi se conheceram em 2002, na equipe de transição do governo FHC ao governo Lula. Gleisi, que é paranaense, é especialista em questões orçamentárias, tendo sido feito um trabalho irreprimível à frente da direção financeira de Itaipu.

É certo que com a escolha de Gleisi, a Casa Civil deverá ficar mais técnica, já que a presidenta quer que a pasta reduza o caráter de articulação política para focar a gestão das demandas do Executivo, que são primordialmente a condução dos programas e projetos já elaborados.

É cedo para saber, mas parece que Dilma procurou uma mulher com perfil semelhante ao seu, capaz de desempenhar a função com o mesmo comprometimento e eficiência que ela própria colocou a serviço do então presidente Lula.

Gleisi Hoffman é casada, há 15 anos, com o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo e estava em seu primeiro mandato eletivo, como Senadora.

Mulher de 45 anos nasceu no dia 06 de setembro em Curitiba. Bonita e elegante vai, sem dúvida trazer um pouco de charme à malfadada Casa Civil

Leia abaixo o texto de Sergio Wesley, assessor de imprensa da Ministra, que conta peculiaridades interessantes sobre Gleisi, inclusive a origem do seu nome.

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba, em 6 de setembro de 1965, pelas mãos do Dr. Moysés Paciornik. Viveu sua infância e adolescência na Vila Lindóia. Filha de Júlio Hoffmann e Getúlia Adga, Gleisi tem três irmãos: Bertoldo Paulo, Juliano Leônidas e Francis Mari, todos curitibanos.

O nome Gleisi foi escolhido pela mãe, em homenagem à ex-atriz e princesa de Mônaco, Grace Kelly. “Só que quando meu pai foi me registrar, achou que a pronuncia Greici estivesse errada e registrou o nome Gleisi”, conta,

Seu Júlio era representante comercial e, hoje, já aposentado, cuida do sítio que era de seus pais no município de Mafra (SC). Dona Gêge, como é mais conhecida a mãe de Gleisi, é cabeleireira e mantém um pequeno salão em atividade até hoje na Vila Guaíra. “O dinheiro nunca sobrou lá em casa, mas meus pais primaram por nossa Educação”, destaca. Por isso, Gleisi formou-se em Direito. O irmão Bertoldo é engenheiro; Juliano, veterinário; e Francis, administradora de empresas.

Casou-se, pela primeira vez, em 1990, com o jornalista Neilor Toscan. A união durou seis anos, até os dois decidirem seguir caminhos diferentes. Não tiveram filhos. Hoje, Gleisi é casada com o bancário Paulo Bernardo, atual Ministro do Planejamento do Governo Lula. É mãe de João Augusto (6) e Gabriela Sofia (2).


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Deu na Folha de S. Paulo

Dilma define Palocci na Casa Civil e fecha núcleo político

Gilberto Carvalho, assessor de Lula, vai para Secretaria-Geral da Presidência

Agora deve começar a fase mais crítica na formação do ministério: a negociação de cargos com os partidos aliados

DE BRASÍLIA

A presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciará na próxima semana os nomes de Antonio Palocci e Gilberto Carvalho para a Casa Civil e a Secretaria-Geral da Presidência, respectivamente.

Palocci desejava ir para a Casa Civil desde o começo, mas chegou a considerar a alternativa de assumir a Secretaria-Geral. Dilma tinha dúvidas sobre colocá-lo na pasta. Sempre disse que não queria superministros.

A presidente eleita acabou se convencendo de que Palocci era a melhor opção para gerenciar o governo.

A Casa Civil será desidratada, e já perdeu musculatura com a transferência do Minha Casa, Minha Vida e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o Planejamento. Medidas adicionais serão tomadas para reduzir o aspecto administrativo-gerencial que a pasta teve nos últimos anos.

Após divulgar os nomes dos ministros que terão assento no Palácio do Planalto, a petista enfrentará a fase mais crítica na formação dos ministérios: negociar cargos com os dez partidos da base de apoio, além de PP e PTB.

Ela ainda precisa definir o destino de outras pastas do Planalto, como o das secretarias de Comunicação Social e Relações Institucionais. Para a primeira, não há nome certo, ao menos por ora.

No caso da segunda, a tendência é que Alexandre Padilha permaneça como o responsável pelas articulações do Executivo com o Congresso. Havia a possibilidade de que ele fosse indicado para a Saúde, mas essa hipótese estaria praticamente descartada, conforme afirmam integrantes da transição.

Dilma avalia que Padilha fez um bom trabalho no governo Lula. Sua permanência na pasta não significa, entretanto, que a Saúde siga nas mãos do PMDB. Tudo indica uma negociação complicada, já que o partido não quer perder esse território.

Dilma Rousseff oficializou anteontem sua equipe econômica: Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central) e Miriam Belchior (Planejamento).

De saída do Planejamento, é certo que Paulo Bernardo continuará ministro, mas seu futuro ainda não foi decidido. A hipótese mais forte nos últimos dias é que assuma as Comunicações, hoje com o PMDB. O Ministério da Previdência foi igualmente apontado como alternativa.

José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores da transição, terá espaço na Esplanada, mas seu endereço não foi fixado. Ele pode ir para a Justiça ou assumir outro órgão com status de ministério.

Apesar dos problemas com as provas do Enem, Fernando Haddad deve continuar na Educação. Setores do PT queriam designar o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para a vaga, mas ele deve ir para outra pasta, possivelmente Ciência e Tecnologia, comandada pelo PSB.

Dilma recebeu a proposta de criar mais um ministério, o de Portos e Aeroportos, que seria ocupado por um nome do PMDB. A ideia surgiu para atender um pedido do partido do vice-presidente eleito, Michel Temer.

(NATUZA NERY, VALDO CRUZ, FERNANDO RODRIGUES, RANIER BRAGON E MÁRCIO FALCÃO)

Planalto só encerrá sindicância em  abril de 2011

A conclusão da apuração interna da Casa Civil sobre o suposto tráfico de influência praticado pela ex-ministra Erenice Guerra e por ex-assessores da pasta, e a eventual punição aos envolvidos, não acontecerá antes de abril do ano que vem.

Desde 17 de setembro, a ex-braço direito da presidente eleita, Dilma Rousseff, e dois ex-assessores da pasta são investigados em uma sindicância instaurada pelo ministro Carlos Eduardo Esteves Lima.

A comissão responsável pela sindicância, porém, não tem poder punitivo. O que o grupo pode fazer é “sugerir” a abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), este de caráter punitivo.

No entanto, esse processo, de acordo com as regras do estatuto do servidor, pode durar até cinco meses.

A decisão sobre a abertura de um PAD -uma réplica de um processo judicial- cabe ao ministro-chefe da Casa Civil. Há a possibilidade de que essa decisão fique para 2011.

Caso o PAD seja instaurado, novos prazos começam a contar, todos eles mais amplos que os da sindicância, que já sofreu duas prorrogações -a última não tinha amparo na lei que baseou a abertura da sindicância. Segundo um integrante da comissão, a prorrogação partiu de uma “interpretação jurisprudencial”.

A maior punição administrativa possível para Erenice e os assessores é o impedimento de ocupar qualquer cargo na administração federal.

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Dilma quer Maria das Graças Foster na Casa Civil

Apesar da preferência de Lula e do PT por Palocci, eleita cogita nomear Graça Foster, da Petrobras, para a pasta

Nova presidente disse a aliados que prefere alguém que comande projetos a ter um articulador político na função

Josias de Souza e Valdo Cruz

Maria das Graças Foster

Maria das Graças Foster

A presidente eleita Dilma Rousseff revelou, em privado, que prefere acomodar na Casa Civil um nome técnico em vez de um político. A opção preferida de Dilma é uma mulher: Maria das Graças Silva Foster, conhecida apenas como Graça Foster.

Por indicação de Dilma, a quem é ligada desde que ambas atuavam no setor elétrico no Rio Grande do Sul, Graça Foster ocupa a diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

Foster tem perfil assemelhado ao da própria Dilma. Construiu fama de gerente eficaz e durona. Fixa metas e cobra resultados. Por conta do rigor no trato com os subordinados, ganhou na Petrobras o apelido de “Caveirão” – uma referência ao veículo blindado do Bope, tropa de elite da PM do Rio.

Seria, assim, uma espécie de nova Dilma na Casa Civil. Alguém capaz de cuidar da coordenação dos principais programas do governo.

Ig
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