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Comentários ‘Brasil’

A presidente Dilma Rousseff.(Foto: AP)

O Brasil tem a maior economia da América Latina; o México tem a segunda maior. O Brasil está na moda agora; o México não está.

Analistas financeiros, acadêmicos e a mídia veem o Brasil como sendo uma história de sucesso; o México, como um fracasso.

O Brasil espera pela Copa do Mundo de futebol de 2014, pelos Jogos Olímpicos de 2016 e pelas riquezas das recém-descobertas reservas em alto-mar do chamado petróleo pré-sal.

O México, por outro lado, é visto como uma zona de guerra: economicamente estagnado; presa da violência das drogas, instabilidade e violações de direitos humanos; politicamente paralisado; e gradualmente cada vez mais dependente dos Estados Unidos, apesar dos ocasionais impulsos anti-ianques dos mexicanos.

É claro que essa comparação irrita os mexicanos e agrada os brasileiros. Durante os anos 90, a narrativa era exatamente a oposta, gerando ira dos brasileiros e arrogância dos mexicanos.

Os líderes empresariais mexicanos e membros da comentocracia ficam incomodados com o contraste com o Brasil –e também invejosos. Para um setor da esquerda política e intelectual do México, as realizações do Brasil são uma arma para atacar o governo mexicano: veja quão bem o Brasil de esquerda está se saindo; vamos fazer o mesmo.

Enquanto isso, qualquer comparação favorável com o México incita as ambições regionais e internacionais do Brasil: que melhor motivo para sustentar a liderança do Brasil do que evitar um declínio como o do México, com sua história de fracassos e sua saída virtual da América Latina? O México está pendendo para o norte, não para o sul.

Para o restante do mundo, os brasileiros estão vivendo um conto de fadas; os mexicanos, uma história de horror.

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Arte: Alecrim

Devido ao desabamento dos três prédios no centro do Rio de Janeiro, ocorrido na noite de ontem (25), a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem que faria amanhã (27) à capital fluminense. Entre os compromissos da presidenta, estava a cerimônia de inauguração da ponte que liga a Ilha do Fundão à Linha Vermelha.

Outro compromisso de Dilma seria um almoço em homenagem ao governador Sérgio Cabral, no Palácio das Laranjeiras, pela passagem de seu aniversário.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo do Rio de Janeiro, os compromissos foram cancelados em comum acordo entre o governador e a presidenta.

Do Correio Braziliense

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) Foto : Geraldo Magela

Ao analisar o Seminário “A crise no capitalismo e o desenvolvimento do Brasil”, realizado no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (28), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que os economistas presentes ao evento concluíram que o Brasil sai fortalecido da crise econômica atual. O seminário foi promovido por quatro fundações partidárias: João Mangabeira, do PSB, Perseu Abramo, do PT, Leonel Brizola, do PDT, e Maurício Grabois, do PCdoB.

Segundo a parlamentar, a posição do Brasil se deve a inúmeras medidas adotadas durante o governo Lula e às novas ações da presidente Dilma Rousseff, como a pequena dependência externa, o incentivo ao mercado interno, a diminuição da taxa de juros (Selic), e a recém aprovada MP 540/11 (PLV 29/11), do Plano Brasil Maior, o qual reduz a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) de produtos importados, favorecendo o desenvolvimento da indústria brasileira.

- Os economistas são unânimes em dizer que o Brasil vive vantagens na política adotada. Se fosse há dez, 12 anos atrás, poderíamos viver consequências muito mais graves. Mas com as mudanças na política econômica e na política externa, o Brasil tem condições de enfrentar da melhor forma possível a crise que atinge o grande capital, mas leva ao sofrimento grande parte dos trabalhadores do mundo inteiro – disse Vanessa Grazziotin, avaliando que o Brasil tem a vantagem é que o Brasil depende de grandes recursos naturais e está em pleno processo.

Outra conclusão dos economistas, disse a senadora, foi que se trata de uma “crise cíclica do capitalismo”, lembrando que as economias dos países desenvolvidos tendem a decrescer.

- É caracterizada por dívidas, provocada pelo alto e elevado grau de endividamento que alcançaram esses países. Portanto, é uma crise de soberania. É bom que se diga que ela não vem do setor público, mas sim do setor privado. A perspectiva é uma piora dessas economias para um período próximo – afirmou, mencionando as altas taxas de endividamento de Grécia e Portugal, Espanha e Itália.

Vanessa Grazziotin lembrou que a crise teve início em 2008, no mercado financeiro norte-americano. E apontou para a situação que vive a Espanha, com o nível de desemprego em 22%, o que considera “algo extremamente assustador”.

- Na América Latina, por exemplo, os países que mais sofreram com a crise 2008/2009 foram, exatamente, o México e a Venezuela, pela característica de suas economias. São países exportadores, são países que detém um elevado grau de dependência externa. A Venezuela é, todos nós sabemos, uma das maiores produtoras do mundo de petróleo, petróleo que vende para o mundo inteiro, sobretudo para os Estados Unidos. Com a crise norte-americana, o impacto na economia venezuelana foi significativo. – assinalou. O Brasil, na ocasião, diminuiu sua economia somente em 1% do Produto Interno Bruto (PIB), observou a senadora.

Da Agência Senado

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) Foto Waldemir Barreto

Comentando o pequeno avanço do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do 85º para o 84º lugar, entre 187 países, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse nesta quinta-feira (3) que o Congresso Nacional deveria fazer uma análise crítica permanente do processo de desenvolvimento econômico e social do país. Ela assinalou que, entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil foi o que obteve progresso mais modesto.

Vanessa disse que o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), onde se encontra o ranking do IDH, cita o Brasil com muita frequência devido aos programas de combate à pobreza e à miséria. Os destaques foram as cidades de Curitiba, pelo seu bom planejamento urbano; Brasília, por ter atendido 98% da população com saneamento básico; e Manaus, pelos programas que levaram esgoto a 15 mil residências da população que vive em favelas localizadas sobre igarapés.

A senadora também comentou reportagem da revista Veja intitulada “Cidades, o grande salto do Brasil urbano”, em que são listadas as melhores e as piores cidades brasileiras com até 200 mil habitantes. O crescimento dessas cidades é analisado sob nove aspectos: emprego, ensino básico, internet, saneamento, criminalidade, renda, lixo, mortalidade infantil e turismo.

- Com exceção do aspecto emprego, em todos os outros oito itens, as cinco cidades consideradas melhores estão localizadas no Sul e no Sudeste do país, especialmente no estado de São Paulo, que concentra o maior número das cidades consideradas as melhores do Brasil – observou.

Do Agência Senado

Senadora Lídice da Mata Foto Waldemir Barreto / Agência Senado

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) condenou com veemência, nesta terça-feira (25), a concessão por juízes de mais de 30 mil autorizações, entre 2005 e 2010, para que crianças e adolescentes a partir de 10 anos trabalhassem.

De acordo com a senadora, algumas dessas crianças trabalham em obras, lixões e fábricas de fertilizantes, em condições perigosas, insalubre e degradantes. Lídice da Mata disse que esse tipo de atividade prejudica o desenvolvimento e a saúde física e mental das crianças.

A senadora lembrou que essas autorizações judiciais desrespeitam a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela criticou representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que defenderam a legalidade dessas medidas argumentando que as crianças ajudam no sustento de suas famílias.

- Não há justificativa! Há inversão de valores éticos e morais e desrespeito a princípios constitucionais – declarou.

Lídice da Mata pediu providências urgentes ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em relação ao assunto e condenou a atitude dos juízes que autorizam o trabalho ilegal de crianças.

- Tenho certeza que os filhos e filhas desses juízes estão dentro de casa, em segurança, com saúde e educação – disse a senadora.

Do Agência Senado

Angola

“O mundo reconhece a importância do crescente engajamento da Angola em prol da estabilidade política no contexto africano. Aos povos em guerra, este país é exemplo de como é possível construir a paz, de levar adiante a reconstrução nacional no pleno gozo das liberdades democráticas. O Renascimento Angolano é um paradigma para as nações do continente que buscam desenvolvimento econômico e social com estabilidade política”, disse Dilma.

Em seu último dia de viagem à África – após passar também pela África do Sul e Moçambique -, a presidenta defendeu a participação dos países em desenvolvimento nos organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Conselho de Segurança das Nações Unidas. De acordo com Dilma, a concentração de poder nos órgãos multilaterais está ultrapassada e representa uma ordem internacional que não existe mais.

“Ela não reflete a realidade e a força emergente dos países em desenvolvimento; não reflete continentes inteiros, como é o caso da América Latina e da África”, disse a presidenta em Luanda.

Dilma também destacou como positiva a participação das mulheres angolanas no Parlamento, onde representam 39% da Casa, e no Executivo. Ela falou sobre a forte cooperação entre os dois países e lembrou que, desde o ano 2000, centenas de estudantes angolanos forma admitidos em cursos de graduação e pós-graduação no Brasil.

Companhias brasileiras estão estabelecidas em Angola, e Dilma disse que elas devem seguir princípios como privilegiar parcerias com empresas angolanas e contratar trabalhadores e dirigentes do país. “Porque é isso que gostamos que façam no nosso País”, explicou.

Os angolanos são atualmente os principais beneficiários das linhas de crédito do Fundo de Garantia de Exportações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De 2002 a 2008, o comércio bilateral cresceu mais de 20 vezes, atingindo US$ 4,21 bilhões. Em 2010, chegou a US$ 1,441 bilhão. Os maiores investimentos brasileiros em Angola se concentram nas áreas de construção civil, energia e exploração mineral.

Antes da sessão solene na Assembleia Nacional de Angola, a presidenta prestou homenagem ao primeiro presidente de Angola, Antonio Agostinho Neto, no Largo da Independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer o governo independente de Angola em novembro de 1975. Mesmo no período mais agudo da Guerra Fria, de forte polarização entre os Estados Unidos e a União Soviética, o Brasil manteve seu apoio ao governo angolano.

Fonte : Portal Brasil _ brasil.gov.br
Do Ambiental Sustentável

Tereza Campello, Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome/ Foto: Agência Brasil

Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro desta quinta-feira (22), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, explica as novas medidas de aprimoramento do programa Bolsa Família, como a ampliação do número de filhos atendidos, que passou para cinco crianças e dois adolescentes. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.

Crianças são maioria

Das 16 milhões de pessoas extremamente pobres, 40% são menores de 14 anos. Crianças e adolescentes não podem trabalhar, devem estar em escola e precisam ser protegidos. Essa ampliação da cobertura do Bolsa Família, atingindo cinco filhos, terá um benefício imediato exatamente porque está atingindo crianças. O fortalecimento das crianças é importante, não só porque são a maioria, mas porque, nessa fase de crescimento, até dez anos, se não tiverem uma alimentação saudável, serão prejudicadas para o resto da vida. O repasse para mais 1,2 milhão de crianças acontece desde a última segunda-feira (com a alteração do limite do número de crianças por família de três para cinco).

Natalidade

Não conheço nenhum cientista que acredite que a ampliação de um benefício de R$ 32 por filho vá ampliar a natalidade. Ao contrário, há oito anos, o Bolsa Família tem repassado recursos com a parcela variável atingindo crianças. Logo que a gente lançou o programa, as pessoas falavam isso. E o que tivemos, ao longo desses oito anos, foi a redução da taxa de natalidade, inclusive na população pobre e extremamente pobre.

Saída do Bolsa Família

Ao longo desses oito anos, 5 milhões de famílias saíram do Bolsa Família por diversos motivos. Algumas poucas porque não mantinham as crianças na escola ou não faziam o acompanhamento em saúde. Algumas saíram porque mudaram de município. A maioria foi automaticamente desligada porque não atualizou o cadastro após dois anos ou não precisavam mais do benefício.

Nova regra

Agora, as famílias que se desligarem voluntariamente, poderão ter o benefício suspenso e retornar, caso necessitem por algum motivo, como, por exemplo, o familiar que trabalhava e perdeu o emprego. A qualquer momento, por 36 meses, podem pedir para voltar a receber o Bolsa Família de forma praticamente automática. Evitando que volte para o final da fila e tenha que fazer todo o processo de rever as suas informações.

Trabalho

Dos adultos que recebem o Bolsa Família, 72% trabalham e recebem muito mal. Alguns não trabalham porque não estão qualificados. No Brasil atual emprego é o que não falta.

Perfil

As pessoas acham que a população extremamente pobre está embaixo dos viadutos. Isso não é verdade. A maioria tem casa, mora em favela, tem seu pequeno negócio. São famílias organizadas, muitas trabalham com o trabalho formal, têm carteira assinada, mas têm uma família numerosa e acabam ganhando menos de R$ 70 per capita.

Brasil Sem Miséria

Nossa meta é não ter famílias e crianças em situação de extrema pobreza em dezembro de 2014. Isso não quer dizer que essas famílias vão sair do Bolsa Família. Tem gente que está recebendo e continua em extrema pobreza, porque o valor é pequeno, não substitui a renda do trabalho. Nosso grande objetivo é garantir que essas famílias recebam qualificação.

Busca ativa

A mão do Estado tem que ir buscar as famílias tão pobres, tão sem informações, que nem sabem que têm direito ao Bolsa Família. Uma das nossas metas do Brasil Sem Miséria é encontrar essas 800 mil famílias até dezembro de 2013. Já conseguimos localizar 180 mil, que já passaram a receber em setembro.

Trabalho infantil

O Bolsa Família tem sido um elemento importante para a redução do trabalho infantil, na medida em que as crianças são obrigadas a estar em sala de aula por pelo menos um dos períodos. É óbvio que isso não é suficiente. O Brasil é exemplo de redução do trabalho infantil. Temos toda uma outra ação, conhecida como PETI, que paga às crianças encontradas em situação de trabalho infantil (para ficar o segundo turno na escola). E tem uma medida nova, no Brasil Sem Miséria, que é a ampliação da escola em turno integral, exatamente nas regiões onde a gente tem maior incidência de pobreza, de violência e de trabalho infantil.

Fraudes

O Bolsa Família, hoje, tem cruzamento com tudo quanto é cadastro, com a Rais, com o Ministério do Trabalho, com o Ministério da Previdência Social, com o Renavan, com a parte de patrimônios. É muito difícil fraudar o Bolsa Família. O cadastro é transparente. Logo que começou, algumas pessoas achavam que podiam se aproveitar e começaram a se cadastrar, mas acabaram denunciadas por vizinhos. Quando são descobertas, não só são responsabilizadas como tem que devolver o valor de todo o período. E isso tem inibido bastante.

O programa é transmitido ao vivo pela TV NBR e pode ser acompanhado na página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República (www.imprensa.planalto.gov.br).

Do Secom Em Questão
A cada real aplicado no programa, R$ 1,44 retorna à economia, fortalecendo o mercado interno, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello

Delcídio do Amaral, presidente da CAE, ministra Tereza Campello e Ana Fonseca: desenvolvimento com inclusão social

Ao contrário do que alegam seus críticos, o programa Bolsa Família estimula as pessoas beneficiadas a trabalhar, mostrando que as políticas de transferência de renda são adequadas à agenda de inclusão produtiva. A afirmação foi feita pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante audiência pública conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE).

— A cada real transferido pelo Bolsa Família, cerca de R$ 1,44 retorna à economia — afirmou a ministra, citando estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Tereza Campello argumentou que dados como esse reforçam a ideia de que a transferência de renda é boa para o país, e não apenas para a família beneficiada pelo programa, por fortalecer o mercado interno de massas e, portanto, a economia.

A ministra disse ainda que 72% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham, mas em condições que não lhes permitem o sustento familiar — ou seja, para elas, o programa de transferência funciona como um complemento de renda.

É nesse contexto, explicou a ministra, que foi lançado em junho o plano Brasil sem Miséria. Além de buscar a inclusão da população, ele visa melhorar as condições de trabalho dos brasileiros mais pobres.

O Brasil sem Miséria tem foco nas famílias com renda de até R$ 70 por pessoa. De acordo com o governo, o plano combinará transferência de renda, acesso a serviços públicos (nas áreas de educação, saúde, ­assistência social, saneamento e energia elétrica) e inclusão produtiva, entre outras ações. O objetivo é retirar cerca de 16 milhões de pessoas da condição de extrema pobreza.

A ministra insistiu no argumento de que a agenda do Brasil sem Miséria não é apenas social, embora a inclusão seja um de seus principais ­elementos.

— A inclusão representa o diferencial no modelo econômico do país: um modelo em que o desenvolvimento econômico se alia à distribuição de renda — disse.

Entre as diversas medidas que compõem o Brasil sem Miséria, Tereza Campello citou a recente mudança no Bolsa Família que possibilita a ampliação — de três para cinco — do número de filhos por família que podem ser beneficiados pelo programa.

A ministra também ressaltou a importância da MP 535/11, que cria incentivos financeiros para as atividades rurais das famílias de baixa renda, como parte do Brasil sem Miséria. A MP foi aprovada pela Câmara na semana passada e aguarda votação no Senado.

Do Jornal do Senado

Shoes4you.com.br (reprodução)

De olho no potencial do mercado brasileiro e na recente explosão do nascimento de startups de tecnologia e Internet no País, grandes Venture Capitalists americanos, entre eles a Accel Partners, investidora do Facebook, Groupon e Comscore; a Redpoint Ventures, que tem no portfolio a Netflix e a Viajanet; e a Flybridge Capital Partners, com capital na Zing e na Open English, anunciam que irão lançar neste mês de setembro, a Shoes4you (www.shoes4you.com.br), que será o primeiro e-fashion de sapatos do Brasil com vendas realizadas exclusivamente pela Internet a partir de uma assinatura mensal.

“A Shoes4you irá revolucionar o comércio eletrônico no Brasil através da criação da primeira marca fashion online do mercado nacional associada com uma experiência do consumidor totalmente personalizada”, antecipa Olivier Grinda, CEO e fundador da Shoes4you.

“A demanda por sapatos e acessórios de moda na Internet está explodindo no Brasil. Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de nos associarmos com um time tão experiente e motivado para introduzir o modelo de comércio eletrônico de assinatura no Brasil”, assinala Jeff Brody, sócio da Redpoint Ventures.

A procura por sapatos, roupas e outros acessórios de moda pela Internet tem crescido consideravelmente no Brasil nos últimos anos. Há 4 anos, a categoria estava abaixo da 20ª colocação no ranking de produtos mais vendidos no e-commerce. Hoje, já ocupa a 6ª posição e representa 6% do total de vendas online no País, segundo dados da e-bit, empresa especializada em informações do setor.

Como irá funcionar – Ao acessar o site pela primeira vez, a usuária irá responder um rápido “style quiz”, que formará seu perfil e lhe enviará uma seleção exclusiva de modelos de sapatos. Quando a cliente fizer sua primeira compra, ela passará a assinar o serviço mensal, ou seja, contribuirá com R$ 140,00 por mês para poder escolher e receber um modelo de sapatos de seu showroom mensal.

Caso não goste de nenhum sapato de sua coleção, existirá a possibilidade, a qualquer hora, de fazer uma nova seleção. Além disso, até o dia 5 de cada mês, será possível “congelar” a assinatura para não efetuar o pagamento da taxa. A cliente receberá os sapatos escolhidos em até 7 dias e o frete de envio do produto será gratuito.

“A marca de sapatos Shoes4you será vendida exclusivamente no site. Em essência, não se trata de um serviço de e-commerce, mas de um conceito inovador no Brasil. Temos em nosso time os melhores profissionais de moda e estilo, que estão antenados com as últimas tendências do mercado fashion em todo mundo. Por isso, estamos certos de que nossos sapatos farão sucesso entre o público feminino. Vamos lançar 12 coleções por ano e centenas de subcoleções”, sinaliza Priscilla Whitaker, Chief Merchandising Officer da empresa.

Shoes4you no Facebook: www.facebook.com/Shoes4youBrasil.
Diversidade cultural da equipe é uma das apostas da empresa para conquistar espaço no mercado de captura e processamento de transações com cartões

Elavon no Brasil

Na fase final da montagem de seu primeiro escalão, a Elavon acaba de anunciar a nomeação de seis mulheres para cargos diretivos. O número representa aproximadamente 50% do total de profissionais que conduzirão os destinos da companhia no Brasil.

Esta proporcionalidade reflete a estratégia de usar a diversidade cultural como diferencial competitivo na busca por espaço no concorrido mercado brasileiro de captura e processamento de transações com meios eletrônicos de pagamento.

Com presença em 30 países, a Elavon foi eleita a melhor adquirente da Europa em 2010, na conferencia Cards & Payments Europe 2011. Ela é a segunda maior empresa do setor nos EUA por volume de afiliações e, considerando todas as suas operações no mundo, a Elavon realiza 2,8 bilhões de transações por ano.

As mulheres nomeadas e seus respectivos cargos são: Anna Karen Smith ex-Cielo (diretora de Estratégias de Produtos e de Marketing), Cibele Rodrigues, ex-Votorantim (diretora de Operações), Diana Muhr, ex-Itau (diretora de Desenvolvimento de Soluções de TI), Silvana Gaia, ex- Santander (Head da Área Legal), Patrícia Acciari, ex- Orizon (Head de Recursos Humanos) e Rosa Emília Puzzuoli (Consultora de Produtos). Todas elas se reportarão diretamente ao presidente da Elavon no Brasil, Antonio Castilho.

Segundo ele, além do reconhecimento à capacidade feminina, que vem ganhando espaço no mercado de trabalho e nas posições de liderança a cada dia, a escolha destas cinco mulheres não se trata apenas de uma escolha pelo equilíbrio de gênero. “Elas foram escolhidas pela capacidade profissional e também porque agregam culturas diferentes ao projeto da companhia. Cada uma vem de uma empresa diferente, com procedimentos distintos, formas diferenciadas de encarar os desafios. É deste caldo cultural interno e da experiência global da Elavon que vamos tirar a inspiração para oferecer produtos e serviços inovadores e assim conquistar a confiança e a admiração dos clientes varejistas no Brasil”, diz Antonio Castilho. Ele informa que a meta da organização é ter 15% do mercado brasileiro até 2015.