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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

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A Allergan como uma das patrocinadoras do projeto tem o prazer de convidá-la para conferir a Mostra Fotográfica: Laços de Família – Etnias do Brasil, de 10/05 a 17/06, na Biblioteca Nacional de Brasília, entrada gratuita.

Mulher em Cena 2012

O Festival Mulher em Cena chega à sua 3ª edição dando destaque à produção artística protagonizada por mulheres. Em 2012 as linguagens contempladas são teatro e música e o festival e compõem a Ocupação Funarte Brasília 2012, à convite da Alecrim produções.

Agregando forças à cada edição, o festival segue proporcionando um mosaico criativo de questões importantes da atualidade vistas e revistas pelo olhar feminino. Num país como o Brasil onde a desigualdade entre homens e mulheres ainda se faz bastante presente e onde o índice de violência contra a mulher é dos maiores do mundo, qualquer espaço onde a mulher se faz protagonista é também um espaço de resistência, liberdade e novos olhares.

Em 2012, os espetáculos teatrais se dividem entre as Salas Cássia Eller e Plínio Marcos, além da área externa. Os shows musicais e djs tomam o palco do Espaço de Convivência, parada certa entre uma atração e outra, enquanto as oficinas acontecem na Sala de Dança e no Instituto Arcana.

O Festival tem entrada franca em todas as atividades com exceção dos espetáculos das 21h, cujo ingresso deve ser trocado por um pacote de absorvente íntimo feminino, a serem destinados a instituições de atendimento à mulher do DF.

Quando
De 25 a 29 de abril
 
Onde
Complexo Cultural
Funarte – Brasília ocupando:
•Sala Plínio Marcos;
•Sala Cássia Eller ;
•Galpão das Artes;
•Sala de Dança ;

Do Instituto Arcana

Inspirados pela série sobre a vida de Chiquinha Gonzaga realizada pela Rede Globo, dois amigos se juntaram para fazer um site sobre a compositora e inspirados nesse site que disponibiliza partituras inéditas de sua obra foi montado um concerto por cantores líricos de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte para divulgar o repertório vocal da aclamada artista brasileira.

Ópera e Outros Cantos Foto - Divulgação

O SESC Ribeirão realiza em parceria com a Cia. Minaz mais uma edição da série “Ópera e Outros Cantos”, nos dias 13 e 14 de abril. “Chiquinha a Quatro vozes e um piano” é o nome do concerto e “A surpreendente história da maestrina Chiquinha Gonzaga” da palestra da série deste mês que homenageia Chiquinha Gonzaga, no Teatro Minaz.

O espetáculo no dia 13 às 21 horas será interpretado pelo quarteto vocal formado por Denise Tavares (soprano – Brasília), Gisele Ganade (Mezzo-soprano – Ribeirão Preto), Lenine Santos (Tenor – São Paulo) e Mauro Chantal (Baixo – Belo Horizonte) que nessa apresentação será substituído por Camilo Calandreli, acompanhados pela pianista Flávia Botelho, trazendo um repertório desconhecido pelo público com obras extraídas de peças teatrais e operetas além de tangos, marchas, canções e peças sacras e alguns arranjos adaptados para o grupo.

A palestra no dia 14 às 10 horas será realizada pelo pianista Wandrei Braga (Brasília), criador do site oficial da maestrina Chiquinha Gonzaga apresentando sua história e várias peças da compositora ao piano.

O projeto de resgate da obra de Chiquinha Gonzaga para quarteto vocal e todas as possibilidades de intercâmbio entre essas vozes, surge inspirado no próprio site que contém boa parte da produção desta compositora, e de uma vontade imensa de divulgar músicas que deveriam estar acessíveis ao público.

Nascida em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, Chiquinha Gonzaga viveu até os anos 30 do século 20 sendo pioneira na transição da música europeia para a linguagem nacional, abrindo caminho para outros compositores brasileiros. Foi precursora das marchinhas carnavalescas que agitaram os salões cariocas e alegraram os carnavais de rua. Sua produção foi incessante, entre valsas, polcas, operetas e peças para piano solo, o que resultou em uma vasta obra que infelizmente acabou esquecida ao longo dos anos. A compositora teve sólida formação musical, sendo uma mulher bastante instruída para sua época o que a transformou em uma das representantes da música no Brasil da virada do século XIX / XX. Além disso, Chiquinha Gonzaga tem um valor histórico extra, ao lutar para a preservação dos direitos autorais criando a SBAT, órgão existente até nossos dias. Chiquinha também foi eternizada no cinema nos filmes “Brasília 18%” (2006), “O Xangô de Baker Street” e na televisão, foi retratada na minissérie que levou seu nome em 1999. Na literatura, foi estudada por autores como Edinha Diniz, Mariza Lira, Dalva Lazaroni e Ayrton Mugnaini Jr.

O concerto e a palestra têm entrada gratuita.

Serviço

Ópera e Outros Cantos
Concerto “Chiquinha a Quatro vozes e um piano”
Dia: 13/04
Horário – 21 horas
Local: Teatro Minaz (R. Carlos Chagas, 273 – Jd. Paulista)
Ingressos: gratuitos (retirar na Casa Minaz – . Carlos Chagas, 259 – Jd. Paulista ou na bilheteria do teatro uma hora antes do concerto)
Classificação: 10 anos

Palestra

Dia: 14/04
Horário – das 10 às 11,30
Local: Teatro Minaz (R. Carlos Chagas, 273 – Jd. Paulista)
Classificação: 10 anos
Gratuito

Ministra Ana de Hollanda

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse há pouco que as emendas parlamentares ao Orçamento são importantes para garantir os recursos necessários ao setor. Segundo ela, as áreas prioritárias, que receberam mais recursos, no ano passado, foram museus, livros e artes em geral. Neste ano, as mesmas áreas terão prioridade, com enfoque nas bibliotecas.

Ana de Hollanda participa de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura. No encontro, que foi proposto pelo deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), a ministra deverá apresentar as diretrizes para o setor neste ano. Também participa da reunião o secretário-executivo da pasta, Vitor Ortiz.

Da Agência Câmara de Notícias
Com temática universal mesclada por situações locais, o cineasta Asghar Farhadi conquista a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro e chega onde o Brasil nunca chegou

Separação (Jodaeiye Nader az Simin, Irã - 2011)

 A Odisséia de um cineasta no regime dos Aiatolás – O cineasta iraniano Asghar Farhadi, autor do (bom) À Procura de Eli, já podia ser considerado vencedor bem antes da conquista do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, semana passada. Aliás, a primeira estatueta do Irã. Seu mais novo trabalho, Separação (Jodaeiye Nader az Simin, Irã – 2011) conseguiu a proeza de ser um filme bem realizado, inesquecível. Driblando as prováveis, talvez muitas, restrições impostas à atividade cinematográfica vigentes em país sob a tutela de padrões religiosos ortodoxos, ele apresentou ao mundo drama marcante, enriquecido por interpretações irrepreensíveis. Mirou sua câmera na intimidade de duas famílias de condições sociais distintas, na Teerã dos tempos atuais. E conseguiu lapidar história envolvente, não-maniqueísta, que poderia ter ocorrido em Nova York, Los Angeles, Buenos Aires ou Rio de Janeiro. Seu jeito de fazer cinema é universal, portanto. Em vez de formular pedagogia contra os excessos do regime, Farhadi constrói situações cotidianas nas quais a voz dos personagens, de forma melodramática, explicita situações absurdas, como a da diarista que precisa telefonar para um parente a fim de saber se seria pecado fazer o asseio em idoso com incontinência urinária. O filme segue emocionando e surpreendendo, ao tratar no mesmo nível de importância os personagens masculinos e femininos.

Resumo da história - Famílias que aparecem nos filmes do Irã de hoje devem sempre ser compostas pelo casal e, pelo menos, por um filho. É a maneira de sublinhar ensinamento basilar do Alcorão, que é taxativo ao se referir ao objetivo da união entre um homem e uma mulher: a procriação. Dessa situação, Farhadi extrai o argumento que vai segurar a narrativa até o final, que é o medo de uma adolescente, Termeh (Sarina Farhadi), de 11 anos. Sofre com a perspectiva da separação de seus pais, pessoas de classe média, com certas posses e confortos. A mãe, médica, Simin (a bela Leila Hatami), no entanto, determinada, dá um tempo na relação com o marido bancário, Nader (Peyman Moadi), e vai morar com os pais. E leva junto a esperança de que ele libere a filha. Seu desejo: ambas irem morar no exterior. A ideia não desagrada Nader. Mesmo assim, ele apresenta obstáculo intransponível para deixar o país. O seu pai (Ali-Asghar Shalbagi) padece de demência em estado avançado. “Ele já nem se lembra do seu nome, muito menos quem é você”, arremata Simin. “Acontece que eu sei que ele é meu pai. E ponto final”. A saída de cena de Simin obriga Nader a contratar uma diarista. Surge, Razieh (Saret Bayat), mulher pobre, humilde, sempre acompanhada de filhinha (Kimia Hosseini), com menos de seis anos. O que Nader não sabe é que o marido de Razieh, Hodjat (Shabat Hosseini), um sapateiro desempregado e cheio de dívidas, ignora a iniciativa da mulher de procurar emprego. Rude e autoritário, sinaliza que jamais a deixaria trabalhar. É nesse jogo de desencontros que o filme se estrutura e vai até o final, impulsionado por medos, vaidades, arrogância e egoísmo, latentes e recalcados. No final, a platéia pergunta como tudo vai se resolver. Qual será a sentença final, justa ou injusta? Como acontece com o cinema de Farhadi, todas as portas continuam abertas.

O primeiro grande mérito do diretor - Mesmo oriundo de país marcado por situação política complexa, Farhadi é hábil escultor de temas universais, aos quais junta certo tempero iraniano. Em A Separação, contrapõe desejo de mãe — mulher esclarecida, que almeja dias melhores para a família — e filha adolescente que, como a grande maioria das pessoas naquela faixa etária(em escala mundial), tende a se considerar culpada por eventual separação dos pais. Certamente, bem mais tarde, já adulta e tendo ela mesma vivenciado suas próprias experiências, bem ou mal sucedidas, Termeh irá constatar que seu desejo (passado) de manter os pais juntos de qualquer jeito estava desconectado da realidade. Mas, Termeh, no filme, tem apenas 11 anos.

O segundo grande mérito do diretor - Urdiu situação baseada em conflitos domésticos, onde as partes envolvidas se sentiam injustiçadas não por estarem sendo responsabilizadas pelo que cometeram, mas, sobretudo, por aquilo que não foram capazes de controlar. Agradou pelas sutilezas com que tratou os ângulos agudos de situações aparentemente intransponíveis. Sem discriminação cultural ou demagogia. E conseguiu ser o preferido dos mais de seis mil jurados do Oscar. Quase todos americanos.

Universalidade, o caminho para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

A Argentina, de O Segredo dos Seus Olhos, já sabe que os jurados do Oscar raramente se encantam por produções com foco em situações exclusivamente locais. Também já o sabem Áustria, Holanda, Japão, Israel, Líbano, México, Espanha, Suécia, além, evidente, da França e da Itália. E, agora também o Irã, com litígios aparentemente insolúveis com os Estados Unidos. Resta saber quando o Brasil, de enormes talentos como Walter Salles e Fernando Meirelles, vai entender isso de uma vez por todas. Pelo visto, ainda vamos esperar (muito) pela sonhada estatueta. Nosso representante nesse ano foi Tropa de Elite 2, de José Padilha. . .

Por  José  Jardelino da Costa Jr.    

Duas empresárias que se destacaram em suas atividades representam a unidade federativa na etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.

Vencedora da etapa distrital do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Foto: Lorena Lopes/BG Press.

Ser dona do próprio negócio é o sonho de muitas brasileiras. Essas mulheres não medem esforços para alcançar esse objetivo e, em nome dele, conseguem vencer todas as dificuldades que surgem pelo caminho. Para participar da etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, as empresárias vencedoras da etapa distrital da premiação, Carla Gomes, proprietária do Espaço Bela Mulher, e Santina Gonçalves, representante da Associação Mãos de Mulher, vão representar o Distrito Federal. O evento será realizado no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em Brasília.

As candidatas de destaque concorrem, na próxima semana, com participantes de todo o Brasil. Entre os critérios de avaliação das histórias de sucesso inscritas estão superação de discriminação da mulher, participação ativa nos negócios, perseverança e superação dos desafios.

Carla Gomes iniciou a empresa com apenas R$500 de capital inicial. Resolveu montar uma clínica de estética na suíte que sobrava em sua casa. Em uma semana de funcionamento precisou mudar para um espaço de 25m² em razão da enorme procura de clientes. Pouco tempo depois, migrou para um imóvel com 52 m² e o faturamento triplicou.

Porém, Carla não contava com um grave problema de saúde que surgiu em meio a sua trajetória, no momento em que descobriu que estava grávida. Mesmo assim não desanimou, procurou tratamento médico, e hoje comemora a saúde e o sucesso profissional: o Espaço Bela Mulher conta com 140 m² com estacionamento privativo, recepção com TV LCD e TV a cabo, seis salas, um consultório, SPA com banheira de hidromassagem com Cromoterapia. Para atender os clientes, a empresa conta com oito colaboradores e dois parceiros, entre médico esteta, nutricionista, massoterapeuta e depiladora.

Na categoria negócios coletivos, a empreendedora Santina Gonçalves se destacou ao relatar sua história à frente da Associação das Bordadeiras, Crocheteiras e Costureiras do Bairro Morro Azul, em São Sebastião (DF). Ela enfrentou adversidades e constantes mudanças até conseguir lucrar com a produção de tapetes e fuxicos.

Santina cresceu tanto que teve seu trabalho reconhecido até mesmo em telenovelas. “Quando iniciamos o grupo, tive que aprender atividades complementares, pois antes cuidava apenas da produção. Agora precisava pensar em coleções inteiras. Contei muito com o apoio do Sebrae no DF para enfrentar dificuldades e aumentar minhas habilidades”, reconhece.

'Lioness: Hidden Treasures' é o álbum póstumo da cantora inglesa Foto: Reprodução

Um esperado álbum com material inédito da cantora britânica Amy Winehouse foi lançado nesta segunda-feira (5), cinco meses após sua dramática e prematura morte aos 27 anos.

O álbum Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures contém 12 músicas, entre as quais estão algumas não editadas anteriormente, versões pessoais de clássicos de outros artistas e novas composições da considerada “diva do soul”.

A morte da artista de voz grave em julho, após um histórico marcado por álcool e drogas, comoveu o mundo da música, que ainda hoje lamenta sua ausência.

Com a intérprete de Rehab – seu grande sucesso – e You Know I’m No Good elevada ao olimpo póstumo do rock, os encarregados de recopilar o material desse novo álbum foram seus produtores, Salaam Remi e Mark Ronson.

Ambos trabalharam com a cantora e, após sua morte, viram um filão nas gravações que Amy realizou antes, durante e após o lançamento de seus dois únicos discos, Frank e Back to Black.

Após sua morte, Remi e Ronson perceberam que Amy deixou “uma coleção de temas que mereciam ser escutados” e que era um “verdadeiro legado” da cantora, explicou a Fundação Amy Winehouse, criada por sua família.

Entre as músicas resgatadas nesse trabalho está A Song For You, que a artista gravou quando estava sob o efeito das drogas em 2009.

A nova seleção traz também Body and Soul, que Amy gravou com o cantor americano Tony Bennett para o álbum que o veterano artista lançou em setembro.

O álbum inclui temas inéditos como Between The Cheats e Best Friends, além de Garota de Ipanema, a primeira música que Amy cantou aos 18 anos quando foi a Miami pela primeira vez para gravar com o produtor Salaam Remi.

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Após hiato dedicado à gravação de discos ao vivo, cantora volta com novas composições
Beth Carvalho lança disco novo

Beth Carvalho lança disco novo

Depois de 15 anos dedicados à gravação de discos ao vivo (foram quatro, um deles em dois volumes) e de projetos especiais voltados às composições de Cartola e Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho volta a lançar um álbum de inéditas — o último foi Brasileira da gema, de 1996. Com arranjos de Rildo Hora e Ivan Paulo, Nosso samba tá na rua reúne criações de compositores da nova e da velha guarda, resgata a folia do bloco Cacique de Ramos e homenageia a imperatriz do samba, Dona Ivone Lara. “A música Em cada canto uma esperança é uma obra-prima de Dona Ivone com seu parceiro mais importante, Delcio Carvalho. Já foi gravada, mas fiz questão de tê-la no disco. Ela é uma das compositoras mais importantes do Brasil e tenho um grande carinho por ela”, elogia Beth.

A saudade do Cacique é anunciada já na capa do CD, onde aparecem reunidos os maestros, os músicos e os compositores que fizeram parte das gravações, e os integrantes do grupo Fundo de Quintal, um dos vários afilhados da cantora (que não por acaso é chamada de “madrinha do samba”). A fotografia, de Guto Costa, é inspirada no antológico LP De pé no chão, lançado em 1978. Com produção de Rildo, ele foi um divisor de águas na carreira da artista carioca ao colocar no samba o repique de mão, o tantã e o banjo de Ubirany, Sereno e Almir Guineto, então recém-descobertos nas batucadas de Ramos, bairro da zona norte do Rio de Janeiro.

Típico dos desfiles na Avenida Rio Branco, o som dos tamancos foi representado no samba de bloco Chega, de Leandro Fregonesi e Rafael dos Santos. A dupla faz parte do time de compositores da nova geração que a madrinha trouxe em algumas faixas do 33º disco. Amigos de outros carnavais, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha e Zeca Pagodinho também marcaram presença em Tambor, Se vira e Guaracy. O último, uma crônica bem-humorada sobre um português com nome de índio. Além de compositor, Zeca também dá uma canja em Arrasta a sandália, partido alto de Dayse do Banjo com Luana Carvalho, filha de Beth.

Minha história — dos italianos Lúcio Dalla e Paola Pallottino, com versão de Chico Buarque — fecha o CD e mantém a tradição da cantora em gravar canções do artista carioca (Meu guri, Apesar de você, Vai passar são indispensáveis no repertório de Beth). “É uma canção maravilhosa, que sempre esteve nos meus shows, no começo da minha carreira. Fazia um grande sucesso e está forte na minha memória afetiva. Sempre fico emocionada quando canto. Ela é a cereja do bolo”, comenta.

Relíquia

Entre várias músicas inéditas, um tesouro se destaca no repertório de Nosso samba tá na rua. É a faixa Palavras malditas, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, gravada uma única vez por Ari Cordovil, em 1957, e esquecida desde então. “É praticamente inédita e uma obra-prima. Como ela é muito trágica, como tudo do Nelson, pedi para o Rildo Hora um novo arranjo, com uma introdução como um tango do (Astor) Piazzolla e ele fez divinamente.” A gravação original é uma das raridades que a cantora tem em casa e que, em breve, vão ganhar um lugar apropriado com a criação do Instituto de Samba Beth Carvalho.

O projeto — com traços de Oscar Niemeyer — deve ficar próximo ao cais do porto, no Centro do Rio de Janeiro. “Expus esse plano para o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e ele ficou de marcar outra reunião comigo para conversar melhor sobre o assunto. É um instituto onde eu teria meu acervo, porque moro num acervo (risos). Não tenho mais espaço para guardar tudo. Não tem mais parede para pregar quadro, eu não tenho mais gaveta para botar cifra. Então, será um acervo para outros sambistas também. Terá exposição de quadros, um teatro, e o Bethquim, que é um botequim, que não pode faltar”, adianta.

Crítica

Como era de se esperar

Rosualdo Rodrigues

Nosso samba tá na rua é previsível. No entanto, não há nessa afirmação sentido depreciativo. É previsível porque tem tudo que se poderia esperar de um bom disco de Beth Carvalho — o que é o mesmo que dizer um bom disco de samba. Tarimbada, a cantora carioca revela a intimidade que tem com o assunto tanto na ótima seleção de repertório quanto na distribuição das músicas ao longo do álbum. Mantém um pique contagiante até a altura da sétima faixa. E aí, quando o ouvinte já está completamente tomado, ela dá uma quebrada, desacelerando propositalmente o ritmo na romântica (mas não menos animada) Tô feliz demais (Edinho do Samba).

Cantando bonito e com o vigor de sempre, Beth é acompanhada por uma percussão suntuosa, que funciona como motor para o clima alto astral de todo o disco, só refreado na faixa final, a recriação da clássica Minha história. Além dessa e de outra pérola tirada do passado, Palavras malditas, o repertório traz sambas assinados por bambas como Ivone Lara, Délcio Carvalho e os indefectíveis Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha. Mas é sendo porta-voz do talento de compositores ainda pouco conhecidos —como a própria filha, Luana, que estreia coassinando Arrasta a sandália — que Beth justifica seu título de “madrinha” e torna mais do que bem-vinda a decisão de voltar a gravar um CD de inéditas.

Do Divirta-se Uai