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"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Comentários ‘angela merkel’

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, reúnem-se hoje (6) em Paris, capital francesa, com o objetivo de discutir o Orçamento da União Europeia para o período de 2014 a 2020. As negociações entre todos os líderes dos 27 países que compõem o bloco começam amanhã (7), em Bruxelas, na Bélgica.

No intervalo da reunião de hoje Merkel e Hollande assistirão – no Stade de France, estádio localizado na cidade de Saint-Denis – ao amistoso de futebol entre as seleções da França e Alemanha. No encontro, além de futebol, os dois líderes deverão também tentar acertar as posições do eixo franco-alemão.

A conversa entre a chanceler e o presidente antecede a reunião que ocorre depois de ter sido frustrada uma tentativa de acordo no conselho extraordinário, em novembro. Após o encontro com Hollande, Merkel deverá tentar negociar com o governo do Reino Unido, na busca de dissuadi-lo a pedir mais austeridade em âmbito comunitário.

Em novembro, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, propôs um Orçamento de 973 bilhões de euros. Essa proposta, que previa um corte de 80 bilhões de euros, contemplava uma redistribuição das verbas que atenuava as reduções nas áreas da coesão e da agricultura, consideradas prioritárias por diversos Estados-Membros, como Portugal.

Da Agência Brasil

Presidente da República é 3ª mulher mais poderosa, segundo a publicação. Chanceler alemã, Angela Merkel, lidera ranking pelo segundo ano seguido.

Dilma na capa da "Forbes" (Foto: Reprodução)
Dilma na capa da “Forbes” (Foto: Reprodução)

A presidente Dilma Rousseff é capa da revista “Forbes” que traz o ranking anual de mulheres mais poderosas do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, Dilma aparece na terceira colocação da lista (veja a reportagem, em inglês).

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ficou em primeiro pela segunda vez seguida. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, é o segundo nome na lista, numa repetição das três primeiras colocadas de 2011 (veja a lista completa).

Completam os cinco primeiros lugares Melinda Gates, co-presidente da Fundação Bill & Melinda Gates e mulher de Bill Gates, e Jill Abramson, editora-executiva do “New York Times”.

Outras duas brasileiras aparecem na lista, a presidente da Petrobras, Graça Foster, na 20ª posição, e a modelo Gisele Bündchen, na 82ª posição.

A entrevista para editora e presidente da Forbes Woman, Moira Forbes, foi concedida com exclusividade pela presidente Dilma Rousseff na manhã de 3 de agosto, em seu gabinete no Palácio do Planalto. O encontro não constou na agenda oficial da presidente. No lugar, indicava apenas uma reunião com a ministra de Comunicação Social, Helena Chagas.

O texto da revista sobre Dilma diz que as últimas décadas do Brasil foram “formidáveis” porque, entre outras coisas, o país conteve a inflação, privatizou e fez o PIB crescer.

A entrevista começa com uma suposta conversa que Dilma teve com um jovem casal. Segundo a reportagem, o pai da família deixou o emprego de motorista de ônibus para se dedicar ao cultivo da terra após modernização da infraestrutura no campo. Com isso, o jovem teria dito a presidente que com a nova profissão “ganha quatro vezes mais”. E a revista diz que a aposta do Brasil é o “empreendedorismo”.

Segundo a revista, o “Brasil se tornou um dos países mais empreendedores do mundo, com um em cada quatro adultos empregados de alguma maneira” e considera a taxa de desemprego, de 5,8%, como “invejosa”.

A reportagem enumera outras conquistas do Brasil, fala sobre o passado militante de Dilma durante a Ditadura Militar e encerra com os desafios do país.

Segundo a Forbes, a inflação continua a ser uma “preocupação real” e cita a demissão dos ministros de Dilma para dizer que a corrupção ainda é um problema no Brasil.

À noite, no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou o ranking e destacou o papel da educação para o Brasil melhorar suas posições. Ele falou após reunião com Dilma e o presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu.

“O sentimento na sala é que, por enquanto, estamos em terceiro, mas nós estamos subindo na escala e, logo, logo, esperamos que o Brasil esteja na capa em primeiro lugar. [...] Eu acho muito bom que a presidenta tenha a projeção que ela tem. Agora, para a gente realmente, não só ser uma nação mais rica, mas uma nação desenvolvida, a educação tem de estar na capa de todas as publicações”, disse.

Ranking da "Forbes" com as dez mais poderosas do mundo (Foto: Reprodução)

Ranking da "Forbes" com as dez mais poderosas do mundo (Foto: Reprodução)

Do G1

Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet Foto: Agência Brasil

O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será entregue aos chefes de Estado e de Governo, deve contemplar de forma satisfatória, com importantes avanços, a questão da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres. A avaliação foi feita hoje (18) pela subsecretária-geral e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.

Segundo ela, que concedeu entrevista coletiva no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, o texto, que ainda está em negociação, traz a ideia chave das mulheres como força motriz do desenvolvimento sustentável e tem parágrafos específicos sobre o tema.

“A redação, é claro, ainda pode ser melhorada, mas ele [documento] trata sobre essas questões do empoderamento das mulheres, de aumentar a participação das mulheres nos processos decisórios e na economia e do fortalecimento dos direitos das mulheres. A linguagem é boa e esperamos que continue nessa direção”, afirmou.

Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet também ressaltou que houve uma preocupação para que a questão não ficasse restrita aos parágrafos que versam sobre o tema, mas que fizesse parte, de maneira transversal, de outros importantes assuntos que compõem o documento, como a erradicação da pobreza, os oceanos e as cidades.

“As mulheres têm papel importante no desenvolvimento sustentável em várias perspectivas e é por isso que não podem estar restritas a uma só área. Precisamos das mulheres na arena política, nos processos decisórios, na implementação de políticas públicas, também na arena econômica, em toda a cadeia de suprimento”, acrescentou.

Ela destacou que, de acordo com relato da ex-primeira ministra da Noruega e enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas, Gro Brundtland, a participação feminina no mercado de trabalho norueguês chega a 75%. Na América Latina, entretanto, ela alcança 53% em média e está geralmente associada aos setores informais.

“Precisamos aumentar a capacitação das mulheres para que elas contribuam ainda mais para a economia mundial, mas também precisamos delas porque tomam decisões todos os dias em aspectos relacionados ao uso da água e da energia, por exemplo. Precisamos delas para garantir que as três dimensões do desenvolvimento sustentável [social, econômica e ambiental] estejam de fato integradas”, ressaltou.

Da Agência Brasil

Angela Merkel, da Alemanha

A chefe do governo alemão, a chanceler Angela Merkel, alertou nesta quinta-feira (14) o G20 contra a tentação de contar com a Alemanha sozinha para resolver a crise mundial e disse que não se deve “superestimar a força” de seu país.

“A força da Alemanha não é ilimitada”, declarou em um discurso no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento, dedicado à próxima cúpula do G20 em Los Cabos, no México. Disse ser consciente de que, “mais uma vez, todos os olhos estarão fixados na Alemanha” nesta reunião na qual a crise da dívida será “o tema central”.

Apesar de tudo, Merkel reiterou o compromisso europeu da Alemanha e sua vontade de contribuir com os esforços para reativar o crescimento.

A todos aqueles que exigem mais compromisso por parte da Alemanha, eurobônus, “a todos aqueles eu digo: sim, a Alemanha é forte, é o motor da economia e o polo da estabilidade na Europa”, e quer colocar esta força e esta estabilidade “a serviço da Europa”.

Mas, neste contexto, “todos os pacotes (de ajuda) cairão no vazio se a força da Alemanha for superestimada”, advertiu.

Assegurou que seu país não se contentará com “soluções fáceis”, com a “mediocridade” nas receitas colocadas em funcionamento para enfrentar a crise, e reafirmou sua intenção de lutar por uma união política, a única capaz de impulsionar o crescimento sobre “uma base sólida e honesta”.

Conseguir uma Europa unida é uma “tarefa histórica”, julgou.

Mas a Europa não é a única que precisa fazer esforços, acrescentou a chanceler. “Todos têm que deixar de financiar o crescimento com novas dívidas”, disse, dirigindo-se em particular aos Estados Unidos, cujos deficits são, muitas vezes, denunciados pela Alemanha.

“A eurozona não pode assumir toda a responsabilidade do crescimento. Todos os sócios devem fazer esforços”, disse.

Do Uol

Votação aconteceu no estado mais populoso da Alemanha. CDU, partido da chanceler, obteve 26,3% dos votos; SPD, obteve 39,1%.

Hannelore Kraft acena em discurso em Berlim após vitória do seu partido, o SPD (Foto: Tobias Schwarz/Reuters)

Os resultados definitivos das eleições legislativas no estado federado alemão da Renânia do Norte-Vestfália confirmam a vitória do Partido Social-Democrata (SPD) e a derrota histórica da União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel.

A Comissão Eleitoral desse estado informou que o SPD obteve 39,1% dos votos, 4,6 pontos mais que há dois anos, enquanto a CDU conseguiu 26,3%, contra 34,6% do pleito anterior, o que representa seu pior resultado no estado às margens do Rio Reno desde a II Guerra Mundial.

Os Verdes conseguiram 11,3% dos votos, e os liberais, (FDP) 8,6%, o que representa uma clara recuperação da legenda aliada de Merkel em Berlim, que até pouco atrás estava ameaçada de desaparecer do panorama político por causa de sua baixa popularidade.

O Partido dos Piratas, legenda emergente que revolucionou o espectro político germânico, conseguiu pela quarta vez consecutiva entrar em uma Câmara regional alemã desde novembro, ao somar 7,8% dos votos.

Com estes resultados a primeira-ministra da Renânia do Norte-Vestfália e líder do SPD, Hannelore Kraft, poderá contar com uma cômoda maioria absoluta em coalizão com Os Verdes, com os quais governava até agora em minoria.

O candidato da CDU e ministro federal do Meio Ambiente, Norbert Röttgen, reconheceu sua derrota poucos minutos depois do fechamento dos colégios eleitorais e anunciou sua renúncia como presidente da legenda na região.

A Renânia do Norte-Vestfália possui um forte peso no PIB nacional. Historicamente, a política no Estado sempre teve influência no cenário nacional.

‘Mensagem’

O resultado das eleições de domingo não deve alterar o equilíbrio de poder em nível nacional, mas pode sinalizar o começo de uma mudança na política alemã.

Merkel é considerada a principal defensora das medidas de austeridade de gastos em toda a Europa, e as eleições estaduais estariam colocando sua popularidade à prova.

A mensagem dada nas urnas na Renânia do Norte-Vestfália seria semelhante a de eleitores na França e na Grécia, que na semana passada rejeitaram políticos que defendem a austeridade fiscal.

Do G1

Angela Merkel, da Alemanha

A chefe do governo alemão, Angela Merkel, pediu a seus aliados para que respeitem os compromissos de rigor fiscal e os prazos de retirada do Afeganistão, a poucos dias de se reunir com o presidente eleito da França, François Hollande, que pede modificações dessas agendas.

Sem mencionar Hollande, Merkel – defensora dos ajustes para superar a crise da Eurozona – voltou a se mostrar inflexível diante da possibilidade de tentativas de recuperação econômica na Europa baseadas no gasto público, em um discurso ante legisladores alemães.

“Um crescimento baseado no crédito nos levará de novo ao começo da crise. Não queremos isso, não faremos isso”, declarou a chanceler, fortemente aplaudida pelo Bundestag, onde apresentou a posição da Alemanha para a reunião do G8, nos dias 18 e 19 de maio, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), nos dias 20 e 21 do mesmo mês, ambas nos Estados Unidos.

Hollande, que na próxima terça-feira será empossado como presidente da França, viajará nesse mesmo dia à Alemanha. Durante sua campanha eleitoral, o agora presidente tinha adiantado seu interesse em renegociar o pacto europeu de disciplina orçamentária para acrescentar uma cláusula dedicada ao crescimento da economia.

A Alemanha já rejeitou uma eventual renegociação.

Para Merkel – que durante a campanha apoiou o presidente Nicolas Sarkozy -, é essencial que cada parte aceite a ideia de que “a saída da crise será um processo longo” e que para isso é necessário atacar os problemas estruturais de certos países, o “endividamento catastrófico” e a “falta de competitividade”.

Com relação ao Afeganistão, Merkel pediu que os países da OTAN respeitem o calendário de retirada das tropas internacionais desse país, que deve ser concluído no final de 2014.

“O princípio vigente para o governo alemão é: entramos juntos (no Afeganistão) e vamos sair juntos”, disse Merkel.

Hollande se comprometeu em sua campanha a retirar as tropas francesas do Afeganistão em 2012, dois anos antes do calendário fixado pela OTAN.

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Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira (7/5) que a aplicação das reformas na Grécia é essencial após a derrota dos partidos favoráveis à austeridade nas eleições de domingo no país. Merkel, para quem a receita para sair da crise da dívida na qual a Europa está mergulhada é a disciplina fiscal, reconheceu que os resultados das eleições gregas não estão isentos de complicações. Ela pediu que seja dado um tempo a Atenas para analisar os resultados da eleição e determinar quais fórmulas são possíveis para um novo governo.

A chefe do governo alemão admitiu que os cortes impostos ao país endividado em troca de dois pacotes de ajuda são “difíceis”, mas, apesar disso, “devem prosseguir”. Os dois principais partidos gregos – o Pasok (socialista) e a Nova Democracia (direita) – obtiveram juntos 32,1% dos votos, em vez dos 77,4% das eleições de 2009, ficando com 149 dos 300 assentos do Parlamento. Isto torna mais complicada a formação do novo governo.

No entanto, os eleitores fartos de dois anos de cortes votaram nos partidos que se opõem às receitas estipuladas pela comunidade internacional para sair da crise, que ficaram com 151 cadeiras, com 99% dos votos apurados. O partido neonazista Amanhecer Dourado (Chryssi Avghi) faz uma entrada triunfal no Parlamento pela primeira vez desde o fim da ditadura militar de 1974, com 21 assentos.

Do Correio Braziliense

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira ter recebido garantias da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil participará de uma recapitalização do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que por sua vez poderia ajudar a reforçar os fundos anticrise para a zona do euro.

As duas líderes disseram a repórteres depois de uma reunião em uma feira comercial em Hanover, na Alemanha, que discutiram as preocupações de Dilma de que uma enxurrada de dinheiro barato das nações industrializadas, incluindo as operações de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), prejudicava países como o Brasil por levar a uma apreciação de suas moedas.

Merkel disse que tranquilizou Dilma de que essas eram apenas medidas temporárias destinadas a ajudar as reformas da zona do euro a fim de enfrentar a crise da dívida. O Brasil tem pedido que a Europa estabilize o euro antes que o FMI possa aumentar seu próprio capital e libere mais fundos para países em dificuldades da zona do euro, como a Grécia.

 

Do Terra

Dilma Rousseff - Foto Orlando Brito

A presidente Dilma Rousseff se reúne na noite desta segunda-feira com a chanceler (premiê) da Alemanha, Angela Merkel, levando consigo um recado dos países emergentes contra as políticas recentes dos países europeus no combate à crise econômica.

Dilma está em Hannover, na Alemanha, para participar da abertura da CeBIT, a maior feira de tecnologia do mundo, que neste ano terá o Brasil como país parceiro.

As duas chefes de governo, apontadas no ano passado pela revista Forbes como a primeira e terceira mulheres mais poderosas do mundo, se reúnem em um encontro privado marcado para as 21h30 (17h30 de Brasília), logo após a cerimônia de abertura da feira e de um jantar oferecido pelo governo alemão à delegação oficial brasileira.

Na última semana, Dilma criticou, em um discurso, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar em 530 bilhões de euros o montante de recursos oferecidos a bancos europeus em dificuldades a juros baixos. Em dezembro, outros 489 bilhões de euros já haviam sido oferecidos aos bancos.

Na avaliação do governo brasileiro, esse volume de recursos representa uma política monetária expansionista ao mesmo tempo em que os países europeus mantêm uma política fiscal de aperto, com ajustes e cortes de gastos.

Isso provocaria uma migração de recursos aos países em desenvolvimento, no que a presidente brasileira chamou de “tsunami financeiro”, provocando uma valorização das moedas desses países em relação ao dólar e ao euro.

O Brasil, segunda maior economia emergente, atrás somente da China, vem sendo o principal porta-voz das críticas aos efeitos negativos das medidas anticrise adotadas pelos países desenvolvidos.

Explicações

Mesmo antes do encontro desta segunda-feira, Merkel procurou desfazer o mal-estar adiantando que dirá a Dilma que os recursos liberados pelo BCE deverão ser absorvidos rapidamente pelo sistema financeiro europeu e não deverão gerar uma onda de entrada de divisas estrangeiras em países emergentes.

Merkel afirmou ainda que esta deverá ser a última vez que os recursos disponibilizados aos bancos serão elevados. O governo brasileiro apontou que, desde o início da crise de 2008, os países desenvolvidos (incluindo Estados Unidos e Japão) já teriam oferecido US$ 4,7 trilhões ao sistema financeiro.

Segundo Merkel, os países europeus querem evitar novas bolhas na economia global. “O excesso de liquidez é justamente o que queremos evitar”, afirmou.

A Alemanha, maior economia da Europa, é a principal defensora das medidas de ajuste fiscal com cortes de gastos como forma de aplacar a crise das dívidas na zona do euro.

O governo brasileiro, porém, defende que a crise seja combatida com medidas que estimulem o crescimento, não com cortes de gastos que contraem ainda mais as economias europeias.

Mais poder no FMI

Além da reclamação sobre o aumento dos recursos do BCE aos bancos, Dilma pretende ainda discutir com a premiê alemã o desejo dos países emergentes por mais poder no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Há duas semanas, durante a reunião de ministros das Finanças do G20, no México, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, condicionou uma possível ajuda dos países emergentes às economias europeias em dificuldades a uma maior participação das nações em desenvolvimento no FMI.

A atuação do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, diante da crise europeia deverá também fazer parte da agenda do encontro.

Dilma e Merkel deverão ainda discutir a relação bilateral, fortalecida em 2002 pelo estabelecimento de uma parceria estratégica.

A Alemanha é atualmente o quarto maior parceiro comercial do Brasil. Em 2011, o volume de comércio entre os dois países chegou a US$ 24 bilhões, com um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior.

A presidente brasileira pretende ainda abordar durante o encontro a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), que será realizada em junho no Rio de Janeiro

Do Terra

Angela Merkel, da Alemanha

A polícia chinesa impediu que um destacado defensor dos direitos humanos participasse de um jantar oferecido pela chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, nesta sexta-feira em Pequim, no mais recente caso de restrições a pessoas que divergem do governo.

Diplomatas alemães na embaixada em Pequim haviam convidado na quinta-feira o advogado Mo Shaoping para um jantar com Merkel, no qual seriam abordados o sistema legal chinês e os desafios enfrentados por advogados, disse Mo por telefone.

O incidente poderá ampliar o foco na questão dos direitos humanos na China. Na quinta-feira, Merkel disse a repórteres que manteve um “diálogo franco “com autoridades chinesas sobre direitos humanos.

Do Terra