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Comentários ‘Africa’

Tribo do Quênia

Atos homossexuais podem ser fora da lei no Quênia, mas uma antiga tradição de algumas comunidades permite casamento entre mulheres. A surpresa maior é que isso acontece num país onde líderes religiosos dizem que uniões gays são “não-africanas” – e no qual os que mostram abertamente suas relações enfrentam reações hostis da população.

No entanto, estes casos envolvendo mulheres não são vistos sob o mesmo prisma. Em determinadas comunidades no oeste do país, se uma mulher não tiver filhos, ela assume o que se considera o papel masculino em um novo casamento, oferecendo uma casa para uma mulher mais jovem.

A mulher mais jovem é encorajada a encontrar um parceiro sexual no clã de sua parceira mais velha, para conseguir engravidar. Os filhos, no entanto, serão considerados como filhos do casal de mulheres.

“Eu me casei de acordo com nossa tradição, que diz que se uma mulher não tem a sorte de ter seus próprios filhos, pode encontrar outra mulher para honrá-la com crianças”, diz a queniana Juliana Soi, de 67 anos.

Sentada em uma cadeira na sombra do lado de fora de sua casa de palha em Elburgon, na província do Vale do Rift, ela diz que casou com Esther no início dos anos 1990.

“Crianças são como cobertores”

Esther, que se manteve calada durante toda a entrevista, tem 20 anos a menos que Juliana Soi e, juntas, elas têm cinco filhos.

“Você sabe, crianças são como cobertores. A pessoa precisa ter seu próprio cobertor para não ter que ir à casa do vizinho à noite pedindo o dele, que ele deve estar usando”, diz Juliana.

O arranjo – praticado entre as comunidades quenianas Kalenjin (que engloba os povos Nandi, Kipsigis e Keiyo), Kuria e Akamba – chamou a atenção do poder judiciário recentemente por causa de um caso de herança que foi levado aos tribunais na cidade costeira de Mombasa, a segunda maior do país.

Em uma decisão história, a Suprema Corte reconheceu no ano passado que, de acordo com a lei de costumes sobre casamentos entre mulheres dos Nandi, Monica Jesang Katam poderia herdar a propriedade de sua mulher.

No entanto, parentes da falecida – que era a parceira mais velha da relação – estão desafiando o veredicto. A disputa é por uma grande casa em Mombasa.

Se o apelo dos familiares falhar, um dos filhos, Franklin Chepkwony Soi não terá dificuldades em reivindicar sua herança quando ficar mais velho.

“Eu nasci aqui na casa de Juliana e Esther é minha mãe. Juliana se casou com minha mãe porque ela queria filhos que herdassem sua propriedade”, diz o rapaz de 20 anos.

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Foto Correio Brazilense

Os programas de transferência de renda desenvolvidos no Brasil, como o Bolsa Família, podem ser executados em vários países da África com o apoio da União Europeia (UE). A alternativa foi apresentada nesta terça-feira (4/10) pela presidenta Dilma Rousseff durante a reunião da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia. Para ela, a união na comunidade internacional é a alternativa para combater a “pobreza estrutural”.

“Podemos multiplicar as ações bem-sucedidas”, ressaltou Dilma na presença dos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de ministros brasileiros, indicando a disposição brasileira em colaborar com as ações conjuntas de equilíbrio social. A presidenta lembrou que no Brasil os esforços visam a combater a pobreza e a intolerância como um todo.

Paralelamente, o Brasil e a União Europeia assinaram hoje uma série de acordos nas áreas de turismo, ciência e tecnologia, educação e cultura. Para Dilma, a tendência é incrementar as parcerias entre europeus e brasileiros, incluindo as áreas de comércio e economia.

Dilma lembrou que em 2010 o comércio entre o Brasil e a União Europeia superou US$ 82 bilhões. Segundo ela, o esforço é aumentar para US$ 100 bilhões. A previsão da presidenta se baseia na elevação de 26,7% dos dados de 2009 a 2010. Segundo ela, há indicações de que as parcerias entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a União Europeia estão sendo bem-sucedidas.

No entanto, a presidenta não detalhou as negociações. Estão em curso articulações para ser fechado um acordo de livre comércio em 2012. Segundo especialistas, com o acordo, serão multiplicadas as possibilidades de intercâmbio e até de geração de empregos.

Porém, os europeus temem a competição com a carne produzida no Mercosul. Também há negociações envolvendo a indústria manufatureira. Em 2004, as negociações para o livre comércio entre os dois blocos foram interrompidas e retomadas este ano. Dilma ressaltou que os brasileiros torcem pelo êxito dos europeus. “O êxito da UE é extremamente importante para os europeus e toda a humanidade”, disse ela.

Do Correio Braziliense
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