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Grupo Meio & Mensagem realiza no País segunda edição do Women to Watch. Conheças as indicadas de 2014

Reprodução

Mulheres que se destacam hoje no mercado brasileiro por terem conseguido chamar a atenção em um ambiente extremamente masculino, como é o da criação publicitária. Outras por desenvolverem um trabalho de altíssima qualidade na condução da área de marketing e negócios de importantes marcas. Há ainda aquelas que estão com foco regional, voltadas a alavancar operações de grupos internacionais na América Latina. Com perfis variados, mas todas oriundas de trajetórias ascendentes, as sete mulheres indicadas ao Women to Watch 2014 têm um traço em comum: estão dando sua contribuição para transformar o mercado de comunicação e marketing (confira lista abaixo).

Criada pelo Advertising Age em 1997, o Women to Watch chegou ao Brasil no ano passado por iniciativa do Grupo Meio & Mensagem. Além do mercado norte-americano, China, Brasil e Turquia realizam a premiação cuja missão editorial é incentivar as conquistas femininas em uma indústria em transformação. “O foco é dar luz à excelência do trabalho das mulheres. Por meio de um trabalho apurado selecionamos as profissionais que já estão hoje em posição de destaque e que têm potencial para crescerem ainda mais e se tornarem de fato líderes de suas áreas nos próximos anos”, comenta Maria Laura Nicotero, diretora executiva de eventos do Grupo Meio & Mensagem.

A lista foi elaborada pelo conselho editorial do Meio & Mensagem após uma consulta a um grupo de formadores de opinião do mercado. A cerimônia de homenagem às sete indicadas da edição 2014 do Women to Watch será no dia 18 de setembro, no Hotel Hilton. Os patrocinadores desta edição são GNT, McDonald’s e Eco Benefícios com apoio de mídia de Exame e Você S/A.

Do Meio & Mensagem

Arte – Agência Brasil

A partir de hoje (7), a informalidade do trabalhador doméstico pode resultar em multa de até R$ 805,06 para o patrão. A previsão está na Lei 12.964/14. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 6,35 milhões de domésticos no Brasil, 4,45 milhões (70% da categoria) são informais.

O Ministério do Trabalho fará a fiscalização por meio de denúncias. Para fazer uma denúncia, o trabalhador, um parente ou pessoa próxima deve procurar uma unidade regional do ministério – Agência do Trabalhador, Delegacia do Trabalho, Superintendência Regional do Trabalho – onde terá de preencher um formulário com os dados do empregador. O patrão será notificado a comparecer a uma Delegacia do Trabalho para prestar esclarecimentos. “Caso o empregador não compareça, a denúncia será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho para que tome as providências cabíveis”, garantiu o coordenador-geral de Recursos, da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Leão.

Segundo ele, não haverá fiscalização nas residências. “Em momento nenhum a gente vai fiscalizar a casa das pessoas. De acordo com o Artigo 5º da Constituição Federal, o lar é inviolável. As pessoas não podem ingressar a não ser que tenham autorização judicial”, esclareceu à Agência Brasil.

Para Leão, a existência de multa tem grande caráter pedagógico. “A partir do momento em que existe uma penalidade que pode ser aplicada ao patrão, isso é um incentivo para que as pessoas regularizem a situação porque até agora isso não existia. Até agora, o único risco que existia ao empregador era o trabalhador ingressar em juízo. A gente entende que isso incentiva a formalização dos vínculos”, avalia.

De acordo com o presidente do Instituto Doméstica Legal, Mário Avelino, a expectativa é que o número de formalizações aumente de 10% a 15%, já que a informalidade “vai ficar mais cara”. Segundo ele, o fato de a multa começar a vigorar já “quebra a espinha de uma cultura patriarcal”. “A lei trabalhista doméstica sempre foi [benéfica] para o patrão. A lei determina o direito, mas não [prevê casos em] que ela for descumprida, por isso a informalidade é tão alta”, lembra.

“O registro das informações na carteira é obrigatório, mesmo nos casos em que o profissional esteja em período de experiência”, explica o advogado trabalhista Cristiano Oliveira. Ainda segundo ele, se a pessoa trabalha pelo menos três dias por semana para uma família, precisa ser registrada dentro das normas. São considerados trabalhadores domésticos, cuidadores, auxiliares de limpeza, cozinheiras, jardineiros, motoristas e caseiros e babás, entre outros.

A lei que determina a punição por falta de registro não faz parte da chamada PEC das Domésticas, emenda constitucional que igualou os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores, promulgada em abril do ano passado. Entretanto, é considerada mais uma conquista dos trabalhadores já que pressiona os patrões a formalizar a situação dos domésticos. Vários dos direitos previstos na PEC das Domésticas ainda não foram regulamentados. Trabalhadores domésticos e defensores da categoria reclamam da demora para a consolidação de direitos considerados fundamentais como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-família e seguro-desemprego. Com o ano eleitoral, a expectativa é que a regulamentação, parada na Comissão Especial do Congresso Nacional que trata do assunto, só saia no ano que vem.

Da Agência Brasil

Carro Novo

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Vai trocar de carro e surge a grande dúvida para saber qual o melhor momento, seja para comprar um Zero KM ou um seminovo?

A dica é: no primeiro trimestre do ano. É a hora das promoções, queda nos preços, acessórios como brindes, melhores negociações e além disso, as liquidações de estoque, na diferença entre ano fabricação / ano modelo. Nesse quesito, se você optar por um carro com ano de fabricação anterior ao ano do modelo, negocie bons descontos para compensar a depreciação na hora da revenda depois.

A atenção com mudanças no mercado que impactam elevação nos preços dos veículos é importante, como por exemplo, aumento da alíquota do IPI e a inclusão de freios ABS e airbag como itens de série obrigatórios a partir de 2014.

O melhor a fazer é pesquisar os modelos desejados e compará-los detalhadamente para decidir a melhor relação custo X benefício (conforto, segurança, garantia, nível de depreciação, aceitação da marca no mercado, qualidade, etc.) e sempre dentro do seu potencial financeiro, lembrando que terá que arcar com despesas adicionais: seguro, licenciamento, IPVA, revisões, manutenções, estacionamento, combustível, etc.

Financeiramente, a troca de carro é um plano previsível e programável. Isso significa dizer que ao invés de pagar um financiamento com altos juros, você pode ir reservando antecipadamente o dinheiro das parcelas durante um período (por exemplo: 2 anos, 4 anos…), e inclusive rentabilizando-o em algum investimento, até chegar o momento do negócio. Comprar à vista é sempre o ideal, mas se não conseguir fugir do financiamento, ao menos dê uma entrada igual ou maior que 50% e negocie taxas melhores no valor residual.

Faça diversas cotações e no caso de financiamento, fique de olho no CET (Custo Efetivo Total, que além dos juros, inclui outras taxas e encargos). Se você não tem pressa na troca, os consórcios podem ser mais vantajosos.

Por último, cuidar muito bem do seu carro lhe valerá um trunfo na hora da revenda, pois minimiza a depreciação e permite vantagem comercial.

SUCE$$O !!

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

 

Arte RatoFX

Arte RatoFX

Patrão pode pagar pelo menos R$ 805 a partir de 7 de agosto. Registro deve ter data de admissão e remuneração do trabalhador.

Quem tem empregada doméstica deve regularizar o contrato na carteira de trabalho até 7 de agosto ou pode pagar multa de pelo menos R$ 805,06, de acordo com o Ministério do Trabalho.

A multa está determinada em lei publicada em abril (12.964) e que previa 120 dias para os patrões regularizarem a situação dos empregados domésticos. Com isso, a partir do dia 7 de agosto, deve haver o registro na carteira da data de admissão e da remuneração do empregado doméstico.

A falta dessas informações poderá render multa a partir de R$ 805,06, de acordo com o que está previsto na CLT, diz o Ministério. O valor pode ser maior se a situação for considerada mais grave por conta do tempo de serviço, idade, número de empregados ou o tipo de infração.

A lei que determina a multa por falta de registro não faz parte da chamada PEC das Domésticas, emenda constitucional que iguala os direitos dos trabalhadores domésticos aos dos demais trabalhadores urbanos e rurais, e que foi aprovada em abril do ano passado.

No entanto, também fortalece a categoria, já que pressiona o patrão a cumprir os direitos. “Tudo o que se quer é acabar com essa informalidade de um trabalho que não tem anotação na carteira, sem respeitar as garantias mínimas”, diz a professora de Direito do Trabalho da Faculdade Mackenzie Rio, Isabelli Gravatá.

Aplicar a multa por falta de anotação na carteira dos empregados domésticos será diferente – e mais difícil – do que ocorre com os demais trabalhadores porque os fiscais do trabalho não podem entrar em residências, diz Isabelli. “É difícil (multar) se não houver uma ação trabalhista. O que vai acontecer é que na ação trabalhista ela (a empregada) vai pedir o reconhecimento do vínculo e vai pedir que o juiz autorize a multa para aquele empregador”, avalia.

O MTE diz que ainda não saber como será feita a fiscalização.

Falta de regulamentação

A PEC das Domésticas foi aprovada em abril de 2013 pelo Congresso, mas ainda não foi regulamentada, ou seja, nem todos os direitos estão valendo. Estão em vigor apenas 9 dos 16 direitos adquiridos por faxineiros, babás, motoristas, jardineiros, cuidadores de idosos, entre outros profissionais do lar.

De acordo com o Ministro do Trabalho Emprego (MTE), entre as mudanças que já valem estão a jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais; o pagamento de horas extras, a garantia de salário nunca inferior ao mínimo (hoje em R$ 678) e o reconhecimento de convenções ou acordos coletivos.

Dos novos 16 direitos garantidos às domésticas, 7 ainda precisam ser regulamentados: seguro-desemprego, indenização em demissões sem justa causa, conta no FGTS, salário-família, adicional noturno, auxílio-creche e seguro contra acidente de trabalho.

 Do G1

Sessão de promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC), em 2 de abil de 2013. A medida amplia os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, conhecida como PEC das DomésticasArquivo/Agência Brasil

As trabalhadoras domésticas do país vão passar o dia em homenagem a elas – 27 de abril – e o Dia do Trabalho sem ter o que comemorar em relação à regulamentação de direitos conquistados, há um ano, com a aprovação no Congresso da chamada PEC das Domésticas (Emenda Constitucional 72). O problema é que 12 direitos criados pela PEC ainda dependem de regulamentação do Congresso e a negociação deles só deve avançar depois do feriado de 1º de maio.

Na lista de pendências estão direitos considerados históricos como o pagamento do patrão de 8% da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a remuneração do empregado por meio do Simples, 11,2% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sendo 3,2% para o fundo de multa em caso de demissão sem justa causa e 8% para seguro contra acidente de trabalho.

Na semana passada, depois que a Câmara decidiu dar urgência à tramitação do texto, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) apresentou emendas que modificam vários pontos da proposta. Ela defendeu, por exemplo, a obrigatoriedade da contribuição sindical e o pagamento mensal de hora extra. Mas, é a mudança nas regras de contribuição paga pelo empregador que deve esbarrar em mais desentendimentos. Com as alterações propostas pela deputada, o texto volta para a análise da Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação Constitucional, cujo relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Para Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, a proposta da deputada Bendita tem pontos positivos como o que torna obrigatória a contribuição sindical, mas “como um todo é prejudicial à melhoria do emprego doméstico”. Segundo ele, a elevação do percentual de contribuição do empregador doméstico, de 8% – conforme proposta da comissão mista – para 12% vai estimular a informalidade do setor.

“Em nossa avaliação, [isso] é um contrassenso, pois quanto mais onerar o empregador doméstico, teremos mais informalidade que hoje atinge 70% da categoria, mais demissões, e o grande prejudicado é o empregado doméstico. Hoje lutamos para que o INSS do empregador doméstico seja reduzido para 5% como é o do Micro Empreendedor Individual”, explicou.

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TO DO

TO DO LIST

Começo de ano é o momento ideal para montar e colocar seu planejamento financeiro em andamento, o que permitirá que você cumpra de forma organizada seus objetivos, sem passar por contratempos.

Esse é um processo, que para ser bem elaborado e praticado, pede um perfil de comportamento motivado e disciplinado: o cenário perfeito para a realização de seus sonhos a curto, médio e longo prazos.

Então vamos aos passos:

1) Observação

Aqui você lança uma visão aérea sobre a sua situação financeira, sem receios e resistências, e tem a dimensão de como as coisas estão atualmente, podendo compará-las em relação ao seu planejamento.

2) Assimilação

Neste ponto, você percebe realmente o que não está adequado ao contexto e começa a entender que mudanças são necessárias, se quiser realizar seus objetivos. É o famoso “cair a ficha”.

3) Conhecimento

Você deve se perguntar:

- “o que eu sei sobre finanças?”

- “qual o conhecimento necessário para diferenciar como chegar no sucesso financeiro e os porquês do fracasso financeiro”?

4) Objetivos

Chega o momento de rever a viabilidade de seus objetivos e concluir se eles devem ser mantidos, ajustados ou alterados, conforme os recursos possíveis. Quanto custa o seu sonho?

Em quanto tempo pretende realizá-lo?

5) Atitudes

Hora da verdade. O que você precisa fazer efetivamente para promover mudanças e conseguir realizar seus objetivos?

6) Investimentos

Fazer o dinheiro trabalhar para você é fundamental.

Conheça as características e riscos dos investimentos disponíveis, para saber quais se adequam ao perfil de suas necessidades e horizonte de tempo previsto para o seu planejamento.

Então, mãos à obra e $uce$$o!!

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

Os diretores da Salesforce, Marc Benioff (esq.), e da HP, Meg Whitman durante evento corporativo em San Francisco

A presidente-executiva da Hewlett-Packard (HP) Meg Whitman desistiu de seu salário simbólico de US$ 1 e agora recebe um salário-base anual de US$ 1,5 milhão, refletindo o ganho de 93% nas ações da empresa no acumulado deste ano.

Meg, a terceira pessoa a ocupar o cargo em quatro anos, está guiando a gigante do Vale do Silício em uma reestruturação que dura anos após herdar, em 2011, uma companhia enfraquecida por mudanças na diretoria, saídas de executivos e decisões estratégicas flutuantes.

Investidores têm dado crédito a ela desde então por trazer uma estabilidade muito necessária à HP, que ela está tentando recuperar por meio de demissões, cortes de custos e expansão em mercados com rápido crescimento como computação empresarial.

O novo salário, em vigor desde de 1º de novembro, “leva o salário da Sra. Whitman a um nível competitivo entre os salários de presidente-executivos das empresas concorrentes da HP”, disse a empresa em um comunicado no órgão regulador de mercados dos Estados Unidos, a SEC.

Embora Whitman tenha recebido um salário de apenas 1 dólar em 2012, sua remuneração total foi de US$ 1,99 milhão, incluindo um bônus de US$ 1,69 milhão e direitos de subscrição adquiridos e opções.

As ações da HP, porém, no preço de fechamento de US$ 27,45 na terça-feira (17), permanece bem longe de seu recorde de mais de US$ 50 em 2010, antes da saída do ex-presidente-executivo e favorito de Wall Street, Mark Hurd.

Da Folha.com

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Foi numa crônica de Fernando Sabino —‘O Império da Lei’, de 1962— que surgiu pela primeira vez a tese de que no Brasil as leis são como vacinas. Umas pegam. Outras, não. No momento, nem a Constituição pega integralmente. Promulgada ao som de trombetas em 2 de abril, a chamada PEC das Domésticas, emenda constitucional que equiparou os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores, revelou-se uma vacina fraca.

Para sair do papel, a extensão dos direitos trabalhistas aos domésticos depende da aprovação de uma lei que os regulamente. O Senado já aprovou (leia resumo na ilustração do rodapé). Deu-se em 11 de julho. O texto foi enviado à Câmara. Já lá se vão cinco meses. E nada de votação. Na última segunda-feira (9), uma conversa telefônica de Dilma Rousseff com o deputado Henrique Eduardo Alves eliminou as últimas esperanças de que a nova lei pudesse ser votada ainda em 2013.

Dilma tocou o telefone para o presidente da Câmara antes de embarcar para os funerais de Nelson Mandela, na África do Sul. Era aniversário de Henrique. Depois de ouvir os ‘parabéns’, o deputado pediu um presente. “Qual?”, quis saber Dilma. O interlocutor encareceu que a presidente retirasse o selo de urgente de um lote de projetos enviados pelo Executivo ao Legislativo.

Quando um projeto tramita sob o signo da urgência constitucional, obstrui o trabalho do plenário se não for votado. Henrique explicou para Dilma que gostaria de liberar a pauta da Câmara para votar propostas de grande apelo popular. Entre elas o projeto de lei que regulamenta os direitos dos empregados domésticos.

Dilma respondeu que não pode retirar a urgência do projeto do marco civil da internet. Por quê? Ela alega que mencionou a novidade em discurso que fez na ONU. Acha que vai ficar mal com a “comunidade internacional”. Como não há consenso em relação à regras da internet, nenhum outro projeto será votado na Câmara em 2013.

Assim, foi adiada para 2014, sem uma data especíifica, a prometida alforria dos trabalhadores domésticos. Excetuando-se a jornada de trabalho, agora limitada a 44 horas semanais e oito diárias, todos os outros direitos dependem de regulamentação —do FGTS ao seguro desemprego.

Do Blog do Josias

Fabrica Dimensão Máquinas – Foto UOL

Em meio às faíscas e ao barulho da linha de produção, lábios com batom e rostos maquiados. Na fábrica de equipamentos industriais Dimensão Máquinas, em Trindade (GO), são as mulheres que fazem o trabalho pesado.

Desde que passou a contratar força de trabalho feminina para atuar na linha de produção, em 2009, o empresário Francisco Luciano Alves de Jesus, 37, diz que a produtividade aumentou e os negócios começaram a prosperar.

Jesus diz que, enquanto três homens demoravam 45 dias para produzir um equipamento, o mesmo número de mulheres fazia o serviço em metade do tempo. No ano, eles produziam a média de oito peças e elas, 16.

“Com os homens, tinha dificuldade para dividir tarefas porque eles eram mais orgulhosos. Já as mulheres trabalham melhor em equipe, o que possibilitou o aumento no quadro de funcionários e, consequentemente, a produtividade.”

Em quatro anos, o número de funcionárias e o faturamento da fábrica triplicou, segundo o empreendedor. Enquanto em 2009, a receita anual do negócio era de R$ 200 mil, a arrecadação de 2013 já superou os R$ 600 mil.

A mudança começou quando o empresário precisou de apoio na produção para dar conta dos pedidos. “Na época, só tinha eu e três homens na produção. Pedi para a secretária dar uma força e ela gostou do trabalho. Conforme a empresa foi crescendo, comecei a contratar apenas mulheres”, diz.

A secretária, que hoje não trabalha mais na fábrica, gostou da atividade e pediu para permanecer na linha de produção, segundo Jesus. Depois dela, outras secretárias foram contratadas, mas também pediram para mudar de setor.

De acordo com o empresário, a inclusão de operárias na produção começou a incomodar os homens. “Eles não aceitaram ter mulheres na mesma função e com o mesmo salário. Em um ano, os três pediram demissão”, declara.

Hoje, a empresa tem 11 funcionárias e quatro estagiárias e fabrica oito peças por mês. As funções são de soldadora, eletricista, montadora, torneira mecânica e pintora. Nenhum homem, além do proprietário, trabalha na empresa.

Funcionárias são vaidosas e ganham ‘vale-salão’

Para premiar a equipe quando uma meta é atingida, o empreendedor criou o “vale-salão”. Elas ganham de R$ 50 ou R$ 100 por mês como motivação quando batem a meta.

“O salão de beleza é apenas uma sugestão para uso do dinheiro, mas elas podem gastar o benefício como quiserem”, afirma.

Segundo Jesus, apesar de as funcionárias terem liberdade para usar o dinheiro para comprar o que quiserem, na maioria das vezes elas utilizam o bônus no salão de beleza.

Além do “vale-salão”, o empresário disponibiliza estojos com batom, rímel e cremes para as operárias retocarem a maquiagem durante o expediente.

“Ainda que tenhamos de usar uniforme e o trabalho seja um pouco desgastante, não deixamos de lado nossa vaidade”, declara a gerente de produção Joice Ioleni da Silva, 26.

Ambiente misto favorece troca de ideias na empresa

Para a consultora do Sebrae-GO (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás) Paula Cristina Borges Gomide, as mulheres têm algumas virtudes inatas, como maior capacidade de concentração e de executar várias tarefas ao mesmo tempo.

No entanto, segundo Gomide, não dá para dizer que os homens estavam impedindo o crescimento da empresa. “As mulheres souberam preencher falhas que os antigos profissionais deixaram, provavelmente porque estavam desmotivados”, diz.

A gerente nacional de recrutamento e seleção do grupo Manpower, Lisângela Melo, afirma que a contratação de profissionais não deve levar em consideração características como sexo, idade, altura, peso, etnia ou religião. A competência deve ser o quesito principal.

“Um ambiente misto, com homens e mulheres, jovens e profissionais experientes, é sempre o mais indicado, pois favorece a troca de ideias e faz com que um problema seja analisado com olhares diferentes”, declara.

Do Uol

Cegonha chegando...

Cegonha chegando…

Com certeza, a chegada de um filho é um evento muito impactante na vida do casal, e portanto, digno de um bom planejamento prévio, entre 2 a 3 anos antes de uma gestação programada. Esse bebezinho gerará compromissos financeiros por muito tempo na vida familiar, até que se torne independente.

Gastos durante a espera da chegada do bebê, podem aumentar em média 25% o orçamento familiar (enxoval, lembrancinhas, montar o quarto do bebê, acessórios como carrinhos e brinquedos, pré natal). Se a gestação foi programada, essas despesas devem fazer parte do planejamento financeiro do casal, assim como os outros planos: viagens, imóveis, carro. Caso a gravidez tenha sido inesperada, pode ser necessário utilizar reservas destinadas a outros objetivos para bancar essa nova fase na vida do casal e adiar esses outros sonhos.

Vamos lembrar que vários outros compromissos já existem na rotina da família e é preciso encontrar espaço para receber mais essa série de despesas, que são normais na criação de um filho, e consequentemente, previsíveis. Se durante o planejamento prévio ao nascimento, observa-se que as contas ficarão muito apertadas, serão necessários cortes de gastos supérfluos no orçamento da casa, de forma que se possa fazer uma reserva de dinheiro para os gastos com o filho que está chegando.

Gastos com parto, pediatra, remédios, fraldas e vacinas são variáveis e recorrentes, mas caso os pais não tenham um plano de saúde, será necessário já de início ter esses valores estimados mensalmente e até usar a criatividade, como o chá de fraldas. Conforme o tempo passa e a criança cresce, outros gastos virão: vestuário, alimentação, educação, idiomas, atividades esportivas e artísticas, lazer. Tudo sempre deverá ser estimado e planejado, com antecedência.

Considerando uma família de classe média, o casal comprometerá cerca de 30% da renda familiar da gravidez até o aniversário de 23 anos do filho. Isso pode representar mais de R$ 2 milhões nesse período, conforme o padrão de vida da família (segundo estudo do Invent – Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing). Perceba que se você imaginar desde já uma janela de tempo de 25 anos adiante, com despesas obrigatórias do filho, ficará fácil entender a importância de planejar cada mês, desde antes da gestação e lembrando que as necessidades financeiras vão mudando, conforme as fases de vida do filho. Então, fica uma velha dica: pesquisar preços, evitar marcas caras, focar somente no que é importante e prioritário dentro dos itens que uma criança precisa.

Um fundo de reserva é um passo de muita inteligência financeira e que evitará que o casal seja pego desprevenido na capacidade para bancar a criação do filho ou até mesmo do futuro dele. O ideal é que o

casal tenha um valor inicial investido e que se vá aportando valores complementares, conforme as possibilidades. Neste investimento, o que é importante: mesclar algo mais conservador em renda fixa para o momento presente, com algo um pouco mais arrojado em renda variável para que se otimize os ganhos visando o futuro, e principalmente se houver mais tempo para investir, permitindo correr um risco maior.

Ah! E quanto antes (2 a 3 anos antes) se planejar financeiramente para ter um filho, mais fácil fica cumprir as metas de forma tranquila.

$uce$$0 !!

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

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