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Arquivos para a ‘Saúde’ Categoria

Já está valendo a norma do Conselho Federal de Medicina que limita a fertilização para mulheres acima dos 50 anos por risco à saúde durante a gravidez. Marie Claire foi investigar o que muda com isso e ouviu a opinião de quem passou pela experiência de ser mãe na maturidade.

A atriz Solange couto foi mãe pela terceira vez aos 54 anos (foto: arquivo pessoal e divulgação)

A polêmica se instaurou. Enquanto algumas mulheres ficaram indignadas com a nova norma do Conselho Federal de Medicina, que restringe a 50 anos a idade máxima para que elas se submetam à técnica de reprodução assistida, o órgão já se defende da manifestação popular, explicando a importância da medida. “Nos baseamos em evidências. Essa é uma conclusão voltada para o benefício da saúde da mulher”, explica José Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, responsável pela análise das atualizações.

De acordo com Gallo, estudos mostram que, acima desta idade, doenças como o diabetes gestacional e a hipertensão, além dos partos prematuros, são mais frequentes e se tornam um risco real para a mãe e para o bebê. A discussão não para por aí. Enquanto a resolução tenta solucionar problemas éticos ligados à fertilização in vitro para os profissionais da saúde, mexe também com os direitos femininos. “É uma plenitude ser mãe aos 50 anos”, afirma a atriz Solange Couto, que engravidou de seu terceiro filho, Benjamin, aos 54 anos, de forma espontânea, mas se manifestou para Marie Claire. “Fui mãe em três fases totalmente diferentes: aos 17, aos 35 e aos 54 anos. Posso garantir que essa é a melhor fase porque estou com uma vida tranquila que não tinha das outras duas vezes”.

Já para a restauratrice Lilian Seldin, de 57 anos, que chegou a dar seu depoimento a Marie Claire, em 2009, a nova regra assusta. “Sei que agora ficará mais difícil, mas eu lutaria por esse meu direito. Ser mãe é uma decisão única da mulher”. Ela não consegue pensar em sua vida sem Patrick, de 3 anos, depois de ela ser submetida à técnica in vitro.

Foco na saúde da mulher

Os médicos, porém, vêem de forma positiva esse ponto da nova resolução. “Não é um julgamento relacionado à questão da mulher, mas, sim, à sua saúde”, afirma Claudia Gomes Padilla, médica especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, clínica especializada em fertilização. “Quando uma mulher quer ser mãe, o desejo se torna, muitas vezes, irracional. Por isso, é importante que os médicos sejam regulamentados para orientar e evitar uma gravidez que possa ser de risco”, afirma.

A especialista ressalta, ainda, a “abertura” para pedidos de exceções em determinados casos. A mulher que quiser insistir na briga para fazer valer seu direito poderá conseguir. Quando a clínica e o médico responsáveis pelo caso analisarem que há condições físicas para engravidar nesta faixa etária, será preciso entrar com um pedido nos Conselhos Regionais de Medicina, que avaliarão individualmente. “As clínicas de reprodução assistida certamente poderão nos dar mais subsídios ao longo do tempo. Se percebermos que é necessário aumentar ou diminuir essa idade limite, certamente o faremos”, afirma Gallo.

“Costumo dizer que tenho paciência de avó, com a rigidez de uma mãe”, diz Solange Couto, mãe aos 54 anos

“Tive filhos em três fases diferentes da minha vida: aos 17, aos 35 e aos 54 anos. Na primeira vez, eu era uma menina. Na segunda, já estava mais organizada, mas ainda havia pouco tempo para me dedicar. Hoje, tenho uma vida plena, uma tranquilidade e um olhar diferentes do que eu tinha com os outros bebês. Isso vem com a maturidade. Costumo dizer que tenho paciência de avó, com a rigidez de uma mãe.

Não tive medo por engravidar nesta idade, apenas os receios comuns de toda grávida. Quando fiz o exame e vi que ele estava bem, fiquei tranquila e curti o nascimento. Não tive nenhuma alteração na saúde durante a gravidez. Apenas um pico de pressão alta causado por um aborrecimento, que foi controlado durante um mês e meio. Ser mãe nesta idade me permite a experiência de estar próxima do Benjamin durante toda a sua criação. Algo que não pude ter com meus outros dois filhos.

Fico com receio de que uma regra como essa não permita a uma mulher a experiência que tive. Elas sempre me perguntam se estão velhas demais para serem mães. O que eu digo? Vá ao encontro da sua felicidade, lute por essa maternidade renovada da forma que for. Tenha seu filho, sim. Se não for naturalmente, adote, mas lute.”

“É ruim você proibir uma mulher de realizar um sonho”, Lilian Seldin, mãe aos 53 anos

“Fiquei indignada ao saber desta história. Entendo as preocupações, mas acho que cada médico tem que avaliar se a paciente pode ou não engravidar. Quando decidi ser mãe, aos 53 anos, fui a um especialista e ele analisou as possibilidades. Eu queria muito. A medicina séria não é irresponsável. É ruim você proibir uma mulher de realizar um sonho.

Eu demorei tanto tempo para engravidar porque fui casada com dois homens que não queriam ter filhos. Quando estava esperando o Patrick, nem mesmo vitamina precisei tomar. A idade não importa, mas sim a saúde da mulher. Tem tanta menina com 18 anos que está grávida e passa o tempo todo internada porque tem algum tipo de problema.

Não posso nem imaginar se eu fosse proibida de ter um filho. Dei força a todas as mulheres que queriam realizar esse sonho porque é um direito delas. Como alguém pode proibir o que queremos para a gente. Ser mãe é uma decisão única da mulher.”

Algumas das principais alterações da nova resolução do CFM

IDADE – não havia limite de idade para se submeter às técnicas de fertilização in vitro. Com a nova norma, a mulher deve ter até 50 anos. Acima desta idade, é preciso pedir um parecer ao Conselho Regional de Medicina.

CASAIS HOMOSSEXUAIS – antes, a regulamentação usava a palavra “pessoas”, o que abria a possibilidade de que casais gays realizassem o procedimento. A partir de agora, o texto traz escrita a permissão do uso da técnica em “casais homoafetivos”. No entanto, o médico tem o direito de fazer algum tipo de objeção. “Uma resposta negativa não pode ser considerada preconceito. Realizar o procedimento em casais homoafetivos envolve multiprofissionais como psicólogos, psiquiatras e nutricionistas”, diz o representante do CFM.

DESCARTE DE EMBRIÕES – não estava previsto anteriormente. Eles poderiam ser doados para outros casais ou para pesquisas após três anos do congelamento. Com a nova regra, os embriões criopreservados podem ser descartados após 5 anos, se os pacientes desejarem. A doação para outros casais ou para pesquisas permanece.

Da Marie Claire
Arte RatoFX

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Segunda etapa da campanha para meninas acontece entre 3 e 28 de junho. Vírus é principal causa do câncer de colo de útero, 4º que mais mata no DF.

Termina neste sábado (4) a aplicação da primeira dose da vacina contra o vírus papiloma humano (HPV), principal causador de câncer de colo de útero, em estudantes entre 11 e 13 anos no Distrito Federal. Equipes irão a quatro escolas do Gama para realizar a imunização. De acordo com a Secretaria de Saúde, 55.288 adolescentes foram vacinadas até esta sexta. O número representa 84,85% da meta – 65 mil.

O lançamento da campanha aconteceu no dia 8 de março, no Centro de Ensino Fundamental 01, na Estrutural, mas a imunização só começou efetivamente no dia 1º de abril. A faixa etária foi escolhida com base em pesquisas feitas pela secretaria que mostram a época como ideal, por ser anterior ao início da vida sexual.

De acordo com a pasta, garotas que faltaram no dia da vacinação devem procurar a direção da escola, onde receberão autorização para irem a um posto de saúde receber a dose. A aplicação depende ainda da autorização dos pais.

Além disso, as alunas devem receber mais duas doses para garantir a efetividade da vacina. A segunda etapa da campanha ocorrerá entre os dias 3 e 28 de junho. Já a terceira está prevista para entre 30 de setembro e 1º de novembro.

O término da campanha foi prorrogado em uma semana. As razões para a extensão do prazo não foram oficialmente explicas pela secretaria. A partir de 2014, a vacinação será exclusiva para meninas de 11 anos.

Segundo o secretário-adjunto de Saúde, Elias Miziara, as doses tiveram custo individual estimado em R$ 72,50. A pasta informou que a campanha deve custar até R$ 13 milhões para o governo.

Em setembro do ano passado, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou um projeto de lei que propõe que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça a aplicação da vacina a meninas entre 9 e 13 anos. A proposta ainda será analisada pela Câmara dos Deputados

Imunização

Também segundo o secretário-adjunto, há mais de 120 variantes do vírus, mas apenas 15 deles estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de colo de útero. A vacina pretendida pelo GDF age contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros não estão relacionados à doença. Já os últimos correspondem a 80% dos casos.

Miziara disse que 90 mulheres morrem todos os anos no DF vítimas desse tipo de câncer. O tipo é o quarto no ranking de mortes por câncer em mulheres em Brasília.

“É uma taxa muito alta. Esse índice é um absurdo. É um câncer 100% prevenível e que demora anos para desenvolver. É sinal de falha nos programas, no sistema de saúde como um todo, seja rede pública ou privada. E é uma doença cruel, não democrática, porque atinge a mulher pobre, que não tem informação da importância da prevenção”, afirmou.

A vacina foi desenvolvido há dez anos e é usado em países como Inglaterra, Austrália, Holanda e Espanha. Na rede privada, a vacina quadrivalente custa cerca de R$ 1,2 mil. Segundo pesquisas, a eficácia das doses fica na casa dos 90% após oito anos.

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Ao ser diagnosticada com câncer de mama, Flávia Flores, 35 anos, resolveu transformar uma das fases mais difíceis de sua vida em um projeto de vida

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A EX-MODELO FLÁVIA FLORES: DICAS DE BELEZA PARA QUEM FAZ QUIMIOTERAPIA SE TRANSFORMARAM EM PROJETO DE VIDA (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

“Se alguém falar que lidou super bem com o diagnóstico de câncer, não vou acreditar. Porque eu chorei, descabelei, pensei que fosse morrer”. Quem escuta esta frase quase não acredita que ela saiu da boca de Flávia Flores. No final de 2012, a ex-modelo de 35 anos foi diagnosticada com um câncer de mama agressivo. Fez mastectomia, perdeu o cabelo, os cílios, o namorado, mas não a vontade de ficar bonita. Por isso, criou uma página no Facebook batizada de “Quimioterapia e Beleza”, que reúne dicas de maquiagem, nutrição e lifestyle para mulheres que, assim como ela, estão passando pelo tratamento. E tudo com clima alto-astral. A página deu origem a um blog, com o mesmo nome.

Quem visita a fanpage e assiste aos vídeos de Flávia, não consegue imaginar a catarinense numa versão pessimista ou mal-humorada. “Tem dias que o corpo pede pra ficar na cama, quietinha. E eu obedeço. Mas de baixo-astral eu não fico”, conta ela em entrevista exclusiva para Marie Claire.

Durante a conversa, Flávia conta como descobriu o câncer, sua reação inicial diante da doença e como surgiu a ideia (inédita) de desenvolver um projeto totalmente dedicado a autoestima de mulheres que estão passando por tratamento contra o câncer.

Marie Claire: Como era a sua vida antes de descobrir que estava com câncer?

Flávia Flores: Eu morava sozinha em São Paulo há sete anos, estava me recuperando de uma separação difícil, um relacionamento de seis anos. Não sabia se permanecia na cidade ou voltava para perto da minha família, em Florianópolis, com o meu filho, Gregório, que hoje tem 20 anos [Flavia ficou grávida na adolescência]. Aí apareceu uma oportunidade de começar um projeto, em uma nova empresa. Decidimos que Gregório ficaria em Floripa e eu, em São Paulo, tocando esse trabalho para ver no que dava.

M.C.: Como descobriu a doença?

F.F.: Durante o banho, fiz o autoexame e percebi um carocinho no seio esquerdo. Foi fácil perceber porque sempre fui magra e, juro, um dia antes não tinha nada. De repente, estava lá um nódulo. Fui ao médico e ele disse para não me preocupar pois, por ter aparecido repentinamente e ser grande, aquilo devia ser resultado de uma batida ou glândula inflamada. Em seguida, fiz a mamografia e foi detectado que minha prótese de silicone estava rompida. Então, o médico propôs que trocássemos as próteses e tirássemos o tal caroço. Eu nem lembrava mais da existência daquilo no meu corpo. Fiz a operação e, 10 dias depois, saiu o resultado da biópsia: estava com um tipo agressivo de câncer de mama.

M.C.: Como reagiu à notícia de que estava com câncer de mama?

F.F.: Eu não conseguia respirar! Fiquei dez dias de cama, só chorava, desejava morrer. E não queria nem ouvir falar sobre quimioterapia. Pensava que meu cabelo cairia, que perderia sobrancelhas, cílios, formas do corpo, que ficaria pálida, sozinha e que as pessoas se afastariam de mim. Não queria passar pelo tratamento de jeito nenhum, afinal, já tinha tirado o carocinho, não tinha mais nada no meu corpo. Foi muito, muito difícil. Fora que eu nunca tinha tido contato com ninguém com câncer. Tive casos na família, mas eram pessoas que moravam longe, então eu não senti a situação de verdade. Mas eu tive muita força da minha mãe e do meu filho. O Gregório dormiu comigo nos primeiros dias, me deu força e sorte, disse que tudo iria passar, que depois do tratamento eu ficaria boa. E eu acreditei nele. Quem não reagiu nada bem foi o meu ex-namorado, que me largou.

M.C.: Como assim? Ele te abandonou por causa do câncer?

F.F.: Sim. Quando contei que estava com câncer, ele me deu força, disse que iríamos passar juntos por tudo aquilo, e eu acreditei, claro. Ele foi até Florianópolis comigo, ficou ao meu lado depois que fiz a mastectomia e, no domingo seguinte, pegou o voo para São Paulo para trabalhar. Depois disso, ele me bloqueou no facebook e nunca mais atendeu as minhas ligações. Não sei se foi porque eu iria ficar sem cabelo ou porque ficou com medo da responsabilidade de me acompanhar durante ou tratamento ou se fui chata em algum momento. Eu não entendi direito, mas coloquei na minha cabeça que tinha que ficar perto da minha família, cuidar da minha vida, da minha saúde, dos meus projetos.

M.C.: E você conseguiu se relacionar com outros homens depois?

F.F.: Sim, eu estou namorando e muito feliz! No dia 21 de dezembro de 2012, postei um vídeo em que raspo a cabeça e um amigo de Facebook, o Ricardo, comentou que eu estava linda. Contei pra ele que aquilo era resultado de um câncer e começamos a conversar virtualmente. Aí eu fui para São Paulo, nos encontramos e ficamos. Passamos Ano Novo juntos, Carnaval. Aliás, foi quando eu postei uma foto de biquíni, na praia, que as pessoas começaram a perguntar se eu podia tomar sol, quais os cuidados que uma pessoa com câncer tinha que ter na praia. E eu passei a postar mais vídeos e dicas, a levar o projeto mais a sério.

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Lei aprovada em março foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial. De 2008 até 2012, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por câncer.

Arte RatoFX

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a realizar a partir desta quinta-feira (25) a cirurgia plástica reparadora de mama imediatamente após sua retirada por decorrência de câncer, preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico. A determinação foi publicada nesta quinta no Diário Oficial da União.

A portaria estabelece que, caso não seja possível a reconstrução imediata, a paciente deve ser encaminhada para acompanhamento e deve ter “garantia de realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas”.

Quando foi aprovado no Senado, em 26 de março, a relatora do projeto, Ana Amélia (PP-RS), afirmou que a lei deve beneficiar as mulheres mais pobres. A senadora criticou que as cirurgias são adiadas “indefinidamente” em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento.

No dia 28 de março, o “Bom Dia Brasil” relatou um grupo de mulheres que tiveram a mama retirada por causa do câncer e aguardava há anos pela cirurgia. (Veja vídeo ao lado)

“Minha vontade era de fazer a plástica e ficar bonita. Eu não sinto que sou eu, a autoeestima fica lá embaixo”, relatou a dona de casa Maria do Carmo Diniz, que espera pela operação desde 2008. Aparecida Alves está na fila há 2 anos. “Os seios são uma parte muito importante para a mulher: a nossa feminidade”, diz.

De 2008 até 2012, segundo dados do SUS, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por conta do câncer. Nesse mesmo período, menos de 10% conseguiram fazer a cirurgia reparadora. O Governo Federal não sabe dizer quantas mulheres no total aguardam na fila.

“Nós estamos fazendo um diagnóstico detalhado do Brasil com um novo sistema de informação em câncer implantado em todo o país até maio, com isso teremos detalhadamente onde precisamos ampliar serviços junto aos estados e municípios”, afirmou na época o secretário de atenção à saúde do ministério, Helvécio Magalhães.

Do Bem Estar
Doulas fazem exercícios, massagens, conversas e outras atividades para acalmar as mães durante a gravidez Foto: Shutterstock

Doulas fazem exercícios, massagens, conversas e outras atividades para acalmar as mães durante a gravidez
Foto: Shutterstock

Antes, a presença da família na hora do parto era uma tradição: mãe, irmãs e avós, quem tivesse experiência para acalmar a gestante. Mas, para algumas mamães, outra companhia se tornou essencial – e não é a do pai. A escolhida é a doula, profissional que está entre a equipe médica e o meio familiar: embora não tenha a técnica, também não está envolvida emocionalmente. Seu objetivo é apenas garantir a tranquilidade do parto.

Do grego, a expressão significa “mulher que serve”, e a doula e educadora perinatal Ingrid Oliveira Lotfi explica que o conceito é exatamente este. “É uma profissional que conhece a fisiologia do parto e acompanha a mulher, fornecendo suporte físico e emocional desde a gravidez. Ela deve ser um canal de escuta para a mulher, para que possa tirar dúvidas e formar um vínculo”, esclarece. Coordenadora do Núcleo de Doulas do Rio de Janeiro e integrante da ONG Parto do Príncipio, ela afirma que a principal função é manter a mulher calma para que o parto possa ocorrer de forma natural e sem tantas dores.

Ingrid explica que a ausência de tensão auxilia na produção de hormônios importantes no momento do parto. “Uma mulher que se sente com medo e tensa vai ter a mesma dificuldade de parir que no momento de ter um orgasmo”, compara. Ela relata que há muitos casos em que a mulher chega ao hospital e para de ter contrações pelo nervosismo. Logo, a cesariana parece ser a única solução.

Humanizar o parto é um dos objetivos dessas acompanhantes. Muito embora a gravidez ainda seja vista como uma enfermidade, e o parto, tratado como um procedimento cirúrgico, as doulas o tornam algo completamente natural. “Na nossa história, o parto é visto como um sofrimento, é algo perigoso, e a cesariana veio para trazer mais segurança. A gente precisa saber se isso é o melhor para a mulher ou não”, defende.

No SUS

Alguns hospitais já têm suas próprias doulas. A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna) Daphne Rattner ajudou na implantação do Projeto Doulas no SUS, do Ministério da Saúde. O projeto, já em prática, consiste na distribuição de manuais para formação de tutoras e formadoras de doulas.

Daphne explica que este tipo de acompanhamento ajuda a diminuir o número de cesáreas. No Brasil, a taxa foi de 52% em 2010, além da alta incidência de violência contra a mulher durante o parto. “O que já se notou é que a presença da acompanhante reduz a violência das mulheres. Ela está ali também como uma protetora, ela cuida”, afirma.

O Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, foi um dos primeiros a colocar doulas dentro da maternidade como funcionárias. As voluntárias se revezam no plantão do hospital, onde nascem de 800 a 950 bebês por mês. Coordenadora do projeto na instituição, Julia Cristina Amaral Horta afirma que as doulas são todas de comunidades vizinhas, o que facilita a proximidade com as gestantes.

Do Terra

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Às vésperas do início de mais uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, que neste ano acontece entre os dias 15 e 26 de abril, é tempo de as gestantes incluírem em sua rotina de cuidados uma ida ao posto de saúde mais próximo para se vacinar sem receio de possíveis problemas.

“A princípio, a vacina era contraindicada porque se desconheciam os danos que poderia causar ao feto. Mas hoje o Ministério da Saúde, ciente de sua segurança, preconiza a aplicação”, afirma a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital São Luiz, em São Paulo. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, que recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde.

Um estudo realizado em 2012 trouxe mais tranquilidade às mães e aos médicos. Pesquisadores da Clínica Wisconsin Marshfield, nos Estados Unidos, compararam 243 gestantes que sofreram aborto com outras 243 que não sofreram. No primeiro grupo, 38 mulheres haviam tomado a vacina quatro semanas antes de perderem seus bebês. No segundo, 31. Os números fizeram com que os pesquisadores concluíssem que a vacinação não foi fator de risco aumentado para os abortos.

Os estudos têm demonstrado a segurança da vacinação em qualquer momento da gravidez. “De modo geral, evitamos indicar qualquer vacina no primeiro semestre de gestação. Isso porque os abortos espontâneos são mais comuns nesse período e pode ficar a impressão de que há alguma relação com a vacina”, afirma a mestre em ciências médicas Carolina Mocarzel, da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

“Mas, no caso da vacina de gripe, como ela é especialmente importante durante o inverno, quando se concentra a maioria dos casos da doença, deve-se vacinar a gestante em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde.”

Os riscos de efeitos colaterais são mínimos. “A vacina têm um perfil de segurança excelente e é muito bem tolerada. Deve ser evitada apenas por mulheres com histórico de alergia a ovo de galinha, uma vez que há elementos dele na composição”, fala Carolina Mocarzel. “Esse tipo de vacina é feito com vírus inativados, o que significa que contém somente vírus mortos, daí sua segurança”, declara o infectologista Marco Antonio Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

As reações previstas são brandas, como dor e sensibilidade na região da injeção. Entre seis e 12 horas após a vacinação, também é possível ocorrer febre, mal-estar e dor no corpo, sintomas que persistem por dois dias. Em apenas 10% dos casos, a vacina provoca uma forma mais atenuada de gripe.

A doença pode ser bem mais chata. Como o sistema imunológico da gestante fica mais “preguiçoso”, a chance de contrair doenças virais é maior. Como a gama de medicamentos que pode tomar para controlar a doença é reduzida, ela tem de conviver com o mal-estar por mais tempo.

Proteção para o bebê

A vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. “Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta”, diz a médica Carolina Mocarzel. “Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas”, fala a especialista.

Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em 2012, com 27 gestantes. De acordo com a pesquisa, 41% delas receberam vacinação contra a gripe e 59% não. Exames de sangue realizados nas crianças imediatamente depois do nascimento mostraram que todos os bebês filhos de mães que tinham sido vacinadas apresentavam os anticorpos contra a gripe, contra apenas 31% dos filhos das que não tinham sido vacinadas. Os anticorpos desse último grupo provavelmente foram adquiridos porque a mãe teve contato com o vírus durante a gestação.

Dois meses depois do nascimento, 60% dos filhos das mães vacinadas ainda apresentavam anticorpos, contra apenas 11% do outro grupo. É uma vantagem tremenda para o bebê, uma vez que a vacina contra a gripe só pode ser aplicada nas crianças depois dos seis meses de vida.

 Do Mulher Uol

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Meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e particulares do Distrito Federal (DF) começam a ser vacinadas hoje (1º) contra o papilomavírus humano (HPV). A meta é imunizar 64 mil alunas até o dia 26 deste mês.

As estudantes que fazem parte do público-alvo da campanha só poderão ser vacinadas mediante a apresentação do documento de identidade e do termo de autorização, assinado pelos pais ou por responsáveis.

A Secretaria de Saúde ressaltou que para garantir a efetividade da vacina é preciso receber as três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira aplicação.

O calendário de vacinação foi elaborado de acordo com o período escolar, respeitando o período de férias. A segunda dose será aplicada de 3 a 28 de junho e a terceira, entre 30 de setembro e 1º de novembro.

A vacina protege contra quatro tipos do HPV (6, 11, 16 e 18). A doença é a principal causadora do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano apenas no DF. O objetivo da campanha é assegurar proteção antes do início da vida sexual, diminuindo as chances de uma futura infecção.

O governo do Distrito Federal informou que, a partir de 2014, a imunização contra o HPV será exclusiva para meninas de 11 anos.

Da Agência Brasil

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Plástica deverá ser feita imediatamente após a retirada, em casos de câncer. Projeto originado na Câmara dos Deputados vai à sanção presidencial.

O Senado aprovou nesta terça-feira (26) projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer plástica reparadora imediatamente após a retirada da mama, preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico, em casos de câncer. O texto proveniente da Câmara dos Deputados vai à sanção presidencial.

Para a relatora do projeto, que já havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Ana Amélia (PP-RS), a lei vai beneficiar as mulheres mais pobres e tem dois aspectos importantes: a reconstrução “imediata” da mama ou a preocupação em garantir condições para fazer a plástica logo após a cirurgia de retirada.

Segundo Ana Amélia, atualmente, as as cirurgias são adiadas “indefinidamente” em muitas unidades do sistema público habilitadas para o procedimento.

Do Bem Estar

Rebeldia…

“Não sou contra nem a favor, e em matéria de principalmente, não só não há nada, como, também, não resta a menor dúvida”.

Sem saber ao certo a autoria dessa frase surrealista pego-a emprestada, só por hoje, para exorcizar a minha rebeldia. Ou a minha indignação. Ou o meu desânimo.

Fala-se muito e nada se diz. Pior, nada se faz.

As chuvas voltaram à região serrana do Rio de Janeiro com a sofreguidão de quem quer lavar o mundo, arrastando consigo tudo que encontrou pela frente. Primeiro a terra, a lama, a vegetação, as casas, e embaixo de tudo isso, as vidas. Essas não se recuperam mais. Reprise de uma situação vivida há 2 anos.

Quem deveria alocar recursos financeiros emergenciais jura que o fez, e quem deveria empregá-los na reconstrução e prevenção de novas tragédias, jura que não os recebeu.

Seja lá o que tenha ocorrido nesse “Triângulo das Bermudas” deslocado, o fato é que pouco, quase nada, foi feito de verdade.

Os que já tinham perdido tudo revivem o pavor e perdem a esperança de acreditar em dias melhores. E os que escaparam de 2011, atingidos agora, apenas somam-se àqueles. A conta aumentou, a cidade se desmilinguiu, e continua-se na inércia usual.

Ainda assim, houve quem comemorasse porque as sirenes funcionaram. Como se sirenes fossem solução.

De resto sobrou a bronca para a população que teima em se estabelecer nas áreas de risco. Outro discurso vazio. A “população” para lá vai porque não tem para onde ir, por incúria dos governantes. E lá fica por causa da mesma incúria.

Em abril de 2010 as chuvas fortes castigaram o Morro do Bumba em Niterói, matando 168 pessoas. Pois, é notícia fresquinha que os edifícios que estavam sendo construídos, ao módico preço de 22 milhões de reais, para alojar os desabrigados daquela tragédia receberam laudo da defesa civil condenando-os por risco da encosta soterrá-los e provavelmente serão demolidos.

Dá trabalho arrumar uma casa. Roma não foi feita em um dia. Mas tem que haver um dia para começar. É preciso comprometimento das autoridades, planejamento, investimentos reais, fiscalização eficaz e contínua, e campanhas governamentais que conscientizem a população dos riscos do desmatamento, do lixo nos córregos e rios, por exemplo. “Povo desenvolvido é povo limpo”, lembram-se? É lição que se aprende, também, na escola. As autoridades bem sabem.

Abro os braços e com a licença que a simplicidade demonstrada por ele me concedeu, peço a Francisco que ore “pro nobis”. Ele não é brasileiro, mas é daqui, abaixo da linha do Equador, e agora é o Papa. Deve conhecer as nossas fragilidades.

Do centro do país é fácil olhar para todas as direções. Só não vê quem não quer. De costas para o sul tenho o norte à frente. À minha direita o leste, e entre um e outro, o nordeste do país, onde a maior seca, em décadas, assola a região . E de lá, dentre outras inúmeras seculares mazelas, nos vem do Rio Grande do Norte, a inacreditável e bizarra notícia da situação das escolas públicas que estão fazendo rodízio de alunos, por falta de professores. Cada turma tem aula uma única vez por semana. Uma vergonha.

A simplicidade do conformismo daqueles pais para com o futuro dos seus filhos comove pela manifesta impotência dos entregues à própria sorte.

Nessa realidade, não surpreende ler receita de macarrão instantâneo no meio de redação do ENEM sobre movimentos imigratórios no país, avalizada pelo MEC.

E assim caminhamos. Obras paralisadas por não terem licença ambiental e por falta de planejamento sério, gastanças públicas aqui e no exterior e deputados aumentando seus próprios salários e gratificações. Tudo isso em alguns poucos dias. Uma semana tristemente rica.

A Constituição Federal e as Estaduais são claras na distribuição das competências e responsabilidades públicas. O mesmo acontece nas leis complementares que disciplinam os direitos dos idosos, crianças e adolescentes, da mulher e outras tantas.

Não é rebeldia sem causa. Também não é pessimismo crônico. Quem ama, cuida.

Gostaria de desdizer isso tudo. Só falta que os nossos próceres tomem, enfim, atitudes que me convençam. E, assim, não ter que ter essa ”velha opinião formada sobre tudo”.

 

Katia Dias Freitas

 

 

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

Contato: katiafreitasadv@gmail.com

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) vai enviar parecer ao Senado em que defende a liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez. Atualmente, o aborto é permitido em casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro. É a primeira vez que o CFM e os 27 conselhos regionais, que representam 400 mil médicos brasileiros, se manifestam sobre o aborto.

A opinião da entidade será encaminhada à comissão especial do Senado que analisa a reforma do Código Penal. Os conselheiros validam a proposta da comissão que permite o aborto em mais três novas situações: gravidez por emprego não consentido de técnica de reprodução assistida; anencefalia ou feto com graves e incuráveis anomalias, atestado por dois médicos; por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas para a maternidade.

Os conselheiros vão além da proposta do novo texto de Código e não mencionam a necessidade de laudo para constatar falta de condições psicológicas que justificariam um aborto.

Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que grávidas de fetos sem cérebro poderão optar por interromper a gestação com assistência médica. Por 8 votos a 2, os ministros definiram que o aborto em caso de anencefalia não é crime.

O Conselho Federal afirmou que os conselhos regionais “não são favoráveis ao aborto, mas sim à autonomia da mulher e do médico”.

“É importante frisar que não se decidiu serem os Conselhos de Medicina favoráveis ao aborto, mas, sim, à autonomia da mulher e do médico. Neste sentido, as entidades médicas concordam com a proposta ainda em análise no âmbito do Congresso Nacional”, disse o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

Segundo o conselho, por meio de sua assessoria de imprensa ,o respeito à autonomia da mulher e o alto índice de mortalidade e de internações de mulheres que fazem abortos clandestinos são razões para a posição do colegiado.

Do G1