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Combate Ao Câncer de Mama.

O Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado nesta quarta-feira na edição online do periódico especializado The Lancet.

O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.

A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.

Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.

“Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer.”

No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).

Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.

“Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz.

“Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina.”

No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.

Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.

Disparidades no mundo

O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos.

Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros.

“A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento.

No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.

“As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto.

“A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.”

Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção.

Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo.

Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).

Do UOL Saúde

Praça dos três poderes.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) está recebendo doações de cabelo para a confecção de perucas que serão doadas a mulheres com câncer. A ação faz parte da campanha “Outubro Rosa”, de luta contra o câncer de mama. O Senac-RJ e a Fundação Laço Rosa também promovem palestras sobre a importância do diagnóstico precoce e os alunos do curso técnico de enfermagemdo Senac vão esclarecer dúvidas sobre a doença.

“Na área de beleza, nos salões escolas os nossos alunos do curso de cabeleireiro estão captando cabelo de quem queira doar, basta ir a uma das cinco unidades. Os alunos do curso de enfermagem estão fazendo blitze com as pessoas informando sobre a importância da prevenção do diagnóstico precoce do câncer de mama. A gente também fez uma ação com os alunos do curso de moda, que produziram 300 lenços para serem doados”, disse a gerente de Responsabilidade Social do Senac-RJ, Ana Paula Nunes.

Segundo Ana Paulo, são cerca de mil alunos envolvidos nas atividades da campanha, que tem como objetivo divulgar a importância do diagnóstico precoce da doença entre os 80 mil alunos do Senac.

Na sexta-feira passada (10), a campanha iluminou de rosa o Cristo Redentor e, até o dia 24, as unidades do Senac em Campo Grande, Niterói, Copacabana, no Politécnico e em Duque de Caxias, além da Carreta Escola, que está na Vila Kennedy, também receberão a iluminação da campanha. As cinco unidades participam da campanha de arrecadação de cabelo para a confecção de perucas, que serão confeccionadas pela Fundação Laço Rosa e doadas para pacientes com câncer. Os alunos do Senac farão os cortes gratuitamente e os salões escola também recebem mechas já cortadas.

Ana Paula lembra que esta é a primeira vez que o Senac adere ao “Outubro Rosa” e também está divulgando o livro Enfrentando o Câncer, que traz dicas para as pacientes. “O livro trabalha com a questão da autoestima, cuidados com a saúde, com a higiene, traz um tutorial de lenço, um tutorial de maquiagem”.

Da Agência Brasil

O Congresso Nacional ganhou iluminação rosa para lembrar a importância da prevenção do câncer de mama (José Cruz/ABr)

Começa nesta quarta-feira (1) em Brasília a campanha Outubro Rosa, com o objetivo de mobilizar a sociedade sobre a importância do exame preventivo de câncer de mama. A partir das 18h30 prédios e monumentos públicos serão ilumiados com a cor rosa. A campanha deste ano terá também a exposição Recomeçar, que traz fotos de mulheres mastectomizadas (operação de retirada do seio). Após discursos de autoridades e anúncio da programação da campanha, haverá show musical com Dona Gracinha da Sanfona e Célia Porto e Panteão da Pátria Tancredo Neves – Praça dos Três Poderes.

Com o tema “Informação transparente, decisão consciente”, a campanha no Distrito Federal pretende orientar as mulheres a procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa ou uma das cinco unidades móveis disponíveis para fazerem mamografias, ecografias e exames preventivos.

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização da prevenção do câncer de mama realizada anualmente no mês de outubro. O movimento teve início em 1990 durante a primeira Corrida pela Cura em Nova Iorque. Em 1997 entidades de outras cidades dos EUA começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença e o mês de outubro foi escolhido como marco para as ações.

Confira a programação do evento no Distrito Federal
 
Evento: Lançamento da campanha com acendimento sincronizado de luzes de prédios e monumentos públicos do DF na cor Rosa.
Monumentos e prédios iluminados: Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Biblioteca Nacional, Monumento JK, Palácio do Buriti e Anexo, Catedral, Ponte JK, Palácio da Justiça, Itamaraty, Secretaria Especial de Politicas para as Mulheres da Presidência da República, Delegacia da Mulher e Câmara Legislativa do DF.
 
Data: 1º/10 – quarta-feira
Local: Panteão da Pátria Tancredo Neves – Praça dos Três Poderes
Horário: 18h30
 
Data: 4/10 – sábado
Evento: Roda de Capoeira: “Outubro rosa da copoeira na ginga contra o câncer de mama”
Local: Feira do Guará
Horário: 10h
Grupo: N’golo de Capoeira – Mestre Dionísio
Evento: “O Guará tem compromiso com a prevenção”
 
Data: 10/10 – sexta-feira
Local: Casa da Cultura do Guará – QE 23 – Área Especial do CAVE – próximo ao Kartódromo – Guará II – Telefone: 3383.7277/78
Horário: 20h
Evento: “Caminhada contra o Câncer de Mama” Defensoria Pública do DF
 
Data: 12/10 – Domingo
Local: Parque da Cidade – Concentração no estacionamento 12
Horário: 8h
Obs: Haverá atendimento Jurídico da Defensoria Itinerante do DF à comunidade.
Evento: Quintas femininas
 
Data: 16/10/2014 (quinta-feira)
Local: Ala Nilo Coelho – Plenário 2 – Senado Federal
Horário: 10h
Tema: “Câncer de mama: informação transparente, decisão consciente”
Palestrantes: Dra. Carolina Fuschino – Sociedade Brasileira de Mastologia e Dr. Arn Migowski, Sanitarista, epidemiologista, tecnologista da Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro (INCA).
Usuária: Lilian Marinho – Colaboradora da Rede Feminista
Evento: “Caminhada e Corrida contra o Câncer de Mama 2014″
 
Data: 19/10/2014 – domingo
Local: Início do Eixão Norte do Lazer – na altura do Prédio dos Correios
Horário: 9h
Patrocínio: Secretaria de Esporte do DF
Quantidade de inscrições gratuitas: mil
Percursos: caminhada de 1km, corrida de 5km e 10 km
Observações: As inscrições serão abertas na semana anterior à prova por meio da página da Secretaria de Esporte na Internet. www.corredorderua.com.br
Os corredores e corredoras receberão Kit contendo camiseta, chip, número de peito, sacolinha e medalha de participação. É oferecido lanche na chegada, com fruta, bolachas e suco de caixinha.
Evento: Abertura da exposição fotográfica “Recomeço” no térreo do Palácio do Planalto. (a confirmar)
 
Data: 16/10/2014
Horário: 10h.
Evento: Quintas Femininas
 
Data: 23/10/2014 (quinta-feira)
Local: Auditório do prédio Ministério do Esporte – Esplanada dos Ministérios – Bloco A
Horário: 10h
Tema: “Prevenção e tratamento do câncer de mama: avanços e desafios”
Palestrante: Dra. Fernanda Salum – Mastologista – Secretaria de Saúde do DF e Dr. Anderson Silvestrini – Oncologista – Grupo Acreditar.
Usuária: Joana Jeker – presidente da Recomeçar – Entidade de Mulheres Mastectomizadas de Brasília
Evento: Quintas Femininas
 
aData: 30/10/2014 (quinta-feira)
Local: Auditório da Escola de Assistência Jurídica da Defensoria Públicado DF. Setor Comercial Sul – Edifício Venâncio 2000 – Quadra 8 – 2º andar – telefone: 2196.4409
Horário: 14h
Tema: “Reconstrução mamária”
Palestrante: Dra. Kátia Torres – Cirurgiã plástica – ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do DF e Dr. Daniel Barbalho – mastologista do Hospital Sírio Libanês unidade Brasília e Dr. Ricardo Caponero – oncologista e presidente do Conselho Técnico da Femama.
 

Da Ebc

A estilista trabalhará em uma campanha para acabar com a transmissão do HIV de mãe para filho

Victoria Beckham – Foto ATP

Victoria Beckham assumiu o papel de embaixadora da ONU na luta contra a aids ao revelar nesta quinta-feira em Nova York que uma viagem à África do Sul a levou a dedicar-se a causas humanitárias.

A estilista e cantora fez o anúncio em uma sala de imprensa na sede da ONU, em um raro momento de glamour durante uma semana dominada por discursos solenes de líderes mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Beckham declarou que há tempos se interessa por trabalhos humanitários, mas que até o momento tinha tido um papel secundário ao lado de seu marido David Beckham e de astros como Elton John e Annie Lennox.

Mas, aos 40 anos e mãe de quatro filhos, sente que deve assumir uma nova responsabilidade, e o responsável por esta mudança foi uma viagem meses atrás à África do Sul, onde se reuniu com mães portadores do vírus HIV.

“A África do Sul foi um grande ponto de inflexão para mim. Não sei por que demorei 40 anos para me dar conta de que tinha que alçar minha voz”, declarou.

“Por alguma razão as pessoas escutarão o que direi, então irei falar em nome dessas incríveis mulheres”, disse ao lado de Michel Sidibe, diretor da agência UNAIDS.

Beckham trabalhará em uma campanha para acabar com a transmissão do HIV de mãe para filho. Também leiloou parte de seu guarda-roupa para ajudar a organização mothers2mothers.

Do Terra 

Leite materno

Descobrir como o Brasil tem sido tão bem sucedido com bancos de leite é o gol da pediatra americana Lisa Hammer, que junto com outros profissionais de saúde da Universidade de Michigan (UM), estiveram no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Este é um exemplo de inovação reversa, com parceiros internacionais da universidade, fornecendo modelos de sucesso que podem ser implantados no sistema de saúde da UM. O sistema de banco de leite humano brasileiro é o principal responsável por um declínio de 73% na mortalidade infantil nas últimas duas décadas.

Nos Estados Unidos, o sistema de banco de leite fica muito aquém da demanda e basicamente não é regulado. “Aqui o leite materno é vendido por U$ 4 por Oz (0.118 L). É uma barreira significativa e no Brasil essa barreira foi removida”, explica Lisa Hammer, uma das profissionais que estiveram no Instituto. Para a coordenadora de Produto e Qualidade da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano do IFF, Danielle Aparecida da Silva, os EUA têm um modelo que não tem a responsabilidade da amamentação, não tem a prática da amamentação, a não ser o dia a dia, e este foi o grande diferencial. “Saber como grande parte da população amamenta, como manter os níveis elevados e como a amamentação ajudou a diminuir a mortalidade infantil foi o que atraiu a atenção da UM. Consequentemente, eles se interessaram em como trabalhamos o leite humano como um fluido funcional. Eles vieram em busca de como manipular o alimento”, explica.

O Brasil é conhecido internacionalmente pela sua rede bem organizada, com bom custo-benefício, regulamentação dos bancos e ampla aceitação social de práticas de aleitamento materno e doação de leite humano. “Os EUA chegaram até nós por meio do Prêmio Sasakawa de Saúde. Esta premiação veio justo pelo diferencial que temos. Não somos somente um banco de leite, onde a mãe o deposita e nós distribuímos. Também começamos a trabalhar a promoção e o incentivo ao aleitamento materno. Não vemos o leite humano como um medicamento. Conseguimos manter um padrão de qualidade de um alimento funcional e com isso trazemos a tecnologia de alimento e a adaptamos para manter características que não vão servir somente a um bebê, mas a diversas necessidades de vários bebês”, comenta Danielle.

O leite materno doado para um banco passa por um processo de seleção, classificação e pasteurização e é então distribuído aos bebês internados em unidades neonatais. “O alimento vai ajudar no sistema imunológico, no crescimento e desenvolvimento e auxilia também em aspectos probióticos. Ou seja, temos um cuidado maior com esse leite, pegamos todas as características dele para suprir as necessidades de cada bebê”, esclarece a coordenadora.

A rede brasileira também fornece educação e treinamento para os funcionários de bancos de leite, realiza pesquisas sobre a metodologia do leite doado e o controle de qualidade humana, divulga informações sobre bancos de leite e colabora com o governo nacional na concepção de políticas de saúde pública. A Universidade de Michigan foi a primeira faculdade de medicina americana interessada na colaboração com a rede de banco de leite brasileiro, e se uniu ao Brasil para saber mais sobre este sistema exclusivo e quem sabe implantá-lo nos EUA.

A delegação incluiu médicos, enfermeiros, nutricionistas, consultores de lactação e estudantes de saúde pública da UM. Eles trabalharam diretamente com os colaboradores para adquirir experiência prática e desenvolver projetos internacionais com foco em aleitamento materno, leite humano e nutrição infantil. Esta semana experimental deve começar a definir o cenário para uma parceria internacional, que potencialmente será que um exemplo de como a colaboração global pode melhorar a saúde infantil em todo o mundo.

Do EBC

Arte RatoFX

Arte RatoFX

Meninas de 11 a 13 anos que já receberam a primeira dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) devem receber, a partir de hoje (1º), a segunda dose. A imunização será feita em escolas públicas e particulares e também em unidades de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 4,3 milhões de meninas nessa faixa etária já receberam a primeira dose em março deste ano. A segunda é essencial para garantir a proteção contra o HPV.

A vacina protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas anogenitais.

Meninas que ainda não tomaram a primeira dose também podem procurar os postos de saúde. Para receber a segunda, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A terceira dose será aplicada cinco anos após a primeira.

Em 2015, a vacina será oferecida para meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para meninas de 9 anos. O ministério reforçou a importância do uso do preservativo como proteção contra as demais doenças sexualmente transmissíveis e da realização do exame conhecido como papanicolau em mulheres a partir dos 25 anos.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Ele também pode ser transmitido da mãe para o filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres em todo o mundo estão infectadas, sendo 32% delas pelos subtipos 16 e 18.

Em relação ao câncer de colo de útero, estudos apontam que 270 mil mulheres no mundo vivem com a doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos este ano.

Da Agência Brasil

Arte RatoFX

Arte RatoFX

Caminhar meia hora por dia já ajuda na diminuição do risco da doença

As mulheres que praticam pelo menos 30 minutos por dia de caminhada têm 10% menos de chance de desenvolver câncer de mama, revelou um estudo publicado no jornal da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Os cientistas monitoraram mulheres que já haviam passado pela menopausa.

— Nós descobrimos que a atividade física de lazer, mesmo de modesta intensidade, parecia ter um impacto rápido sobre o risco de câncer de mama. As mulheres devem ser encorajadas a continuar o exercício físico. E aquelas que não se exercitam deveriam iniciar, porque o seu risco de câncer de mama pode diminuir rapidamente — explica o pesquisador Agnes Fournier.

Fournier e colegas analisaram dados obtidos a partir de questionários preenchidos por quase 60 mil mulheres pós-menopáusicas. O tempo médio de acompanhamento foi de 8,5 anos — durante os quais 2 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama invasivo.

Os efeitos de redução de risco de câncer de mama por causa da atividade física eram independentes do índice de massa corporal, ganho de peso, circunferência da cintura e do nível de atividade de cinco a nove anos antes.

Do  ZH – ClicRBS

Imagem – Divulgação

A bailarina Mary Hellen Bowers, 35 anos, é a prova de que é possível ter controle sobre o corpo, dominar o equilíbrio e ainda ser capaz de lidar com todas as mudanças enfrentadas por uma mulher durante a gravidez, sem que seja preciso parar com as atividades cotidianas. Às vésperas do nascimento de seu primeiro filho, Mary ainda dançava com uma agilidade inacreditável e uma graça de tirar o fôlego.

À frente da fundação da companhia Ballet Beautiful (Balé Bonito), que defende a ideia de que qualquer pessoa pode se transformar em um bailarino profissional, Mary documentou todos os estágios de sua gestação em uma série de fotografias em que aparece dançando e fazendo as posições mais difíceis do balé mesmo com um “barrigão”. As fotos foram todas postadas em sua página no Instagram.

Com acompanhamento médico constante, a talentosa mamãe dançou até uma semana antes do nascimento de sua filha. A ideia era dar a outras mulheres a consciência sobre o que elas poderiam fazer durante a gravidez, sem o perigo de prejudicar o corpo ou a saúde do bebê. “As mudanças pelas quais o corpo passa durante a gestação são tão radicais… Eu realmente tentei abraçar e celebrar meu novo corpo e tive esperança de que, com isso, eu encorajasse outras pessoas a fazer o mesmo”, conta Mary.

A bailarina relatou ainda que a prática do balé a ajudou a evitar as dores nas costas e os inchaços durante os três trimestres de gravidez.

Graça, força e descobertas

Bailarina desde os 15 anos, Mary Helen Bowers dançou na companhia de balé de Nova York por uma década. Após uma lesão que a deixou afastada dos palcos, a profissional entrou em contato com outros tipos de exercícios e percebeu que a conciliação entre ginástica e balé fortaleceria e tonificaria seus músculos, diminuindo as chances de lesões. Dessa ideia, surgiu o Ballet Beautiful, método que mescla passos de balé com sequências de ginástica.

Convidada para treinar a atriz Natalie Portman para o filme Cisne Negro, Mary passou a dar aulas virtualmente, permitindo assim que qualquer pessoa pudesse praticar o balé sem sair de casa, o que ajuda a reforçar a ideia de que a dança é para todos.

“Eu quero que todas as minhas alunas possam sentir o poder de um movimento gracioso, da força e das possibilidades que podem surgir a partir disso”, revela Mary. “Minha companhia foi construída em torno de uma celebração da força e da feminilidade do corpo da mulher. E, para mim, a gravidez foi apenas uma extensão disso.”

Do Terra

Microchip – Foto Reprodução

Imagine um anticoncepcional que dura 16 anos e fica no seu corpo via microchip. Essa é a premissa de um novo projeto financiado pela Fundação Gates, que procura formas inovadoras para colocar remédios no corpo.

O pequeno chip wireless, de apenas 20 x 20 x 7, poderia liberar remédios no corpo de um paciente durante anos e responder a sinais sem fio remotos caso os médicos queiram alterar ou interromper o tratamento.

O uso mais imediato poderia ser uma substituição mais inteligente para a pílula anticoncepcional padrão. O projeto, patrocinado pela fundação de Bill Gates, busca desenvolver o chip, que iria liberar automaticamente um hormônio anticoncepcional para a corrente sanguínea, durando até 16 anos.

O projeto está planejado para iniciar testes pré-clínicos em 2015 e chegar ao mercado em 2018, mas ainda há muitas perguntas a serem respondidas, incluindo questões de segurança: No início deste ano, a FDA emitiu um aviso nos EUA de que a maioria dos dispositivos médicos eram vulneráveis ​​à pirataria, e a entrega de remédios via controle remoto poderia apresentar uma nova linha perigosa de ataques se os fabricantes não tomarem as devidas precauções.

Do Código Fonte

Foto: Agência O Globo / Givaldo Barbosa/16.07.2013

No primeiro posicionamento sobre aborto desde o início de seu governo, a presidente Dilma Rousseff defendeu a interrupção da gestação por motivos “médicos e legais” e sua realização em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) com serviço de obstetrícia. Ela abordou o assunto em resposta a questionamento do GLOBO sobre a grande quantidade de mulheres mortas devido a abortos malsucedidos na clandestinidade. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que uma mulher morre a cada dois dias e meio no Brasil após realizar um aborto, quantidade que permanece inalterada desde 1996, conforme registros do SIM.

A presidente sustentou que a lei 12.845, de 1º de agosto de 2013, passou a garantir que o atendimento seja “imediato e obrigatório” em todos os hospitais do SUS. “Para realizar a interrupção legal da gestação, o estabelecimento deve seguir as normas técnicas de atenção humanizada ao abortamento do Ministério da Saúde e a legislação vigente. O gestor de saúde municipal ou estadual é o responsável por garantir e organizar o atendimento profissional para realizar o procedimento”, afirmou Dilma ao GLOBO.

A lei citada foi sancionada pela presidente para assegurar atendimento médico a mulheres vítimas de violência sexual. Causou polêmica junto às bancadas evangélica e católica no Congresso por prever a “profilaxia da gravidez” — a mais comum é a pílula do dia seguinte — e o fornecimento de informações sobre a possibilidade legal de aborto em caso de estupros. Segundo essas bancadas, Dilma estimulava o aborto ao sancionar a lei sem vetos. Grupos religiosos protestaram em frente ao Palácio do Planalto contra a sanção da lei.

A última ofensiva religiosa contra o governo visou a portaria do Ministério da Saúde que definia os valores dos atendimentos de aborto na rede pública — a tabela do SUS passaria a trazer o montante de R$ 443,40 por procedimento e só se referia aos casos aceitos pela legislação: estupro, risco de vida à mulher e gestação de anencéfalo. Após forte pressão de parlamentares evangélicos, em especial do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), o ministério revogou a portaria, no último dia 28. A explicação oficial é que a revogação ocorreu por “questões técnicas”. A posição da presidente, agora, é uma defesa de que esses casos sejam atendidos em qualquer hospital da rede pública.

A resposta foi enviada ao GLOBO pela Secretaria de Imprensa da Presidência, que ressaltou que esse posicionmento é de Dilma como presidente da República, e não como pré-candidata à reeleição. Dilma afirmou que houve redução de mortes de mulheres por conta de abortos malsucedidos e atribuiu essa queda à “ampliação da rede de serviços à saúde integral da mulher, incluindo o tratamento às vítimas de violência”.

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Ig
dezembro 2014
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