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Egito

Egito

A presidenta Dilma Rousseff se reúne hoje (8), a partir das 11h, com o presidente egípcio, Mouhamed Mursi, em seguida, eles almoçam no Itamaraty. É a primeira visita de um presidente do Egito ao Brasil. Mursi ficará no país até amanhã (9) para encontros com autoridades, empresários e representantes da comunidade de língua árabe. O objetivo da visita é incrementar o comércio bilateral e conhecer os programas brasileiros de transferência de renda.

Mursi enviou mensagens às autoridades brasileiras em que mostra interesse em conhecer os detalhes dos programas de transferência de renda, que reduziram a pobreza e a fome no Brasil, e também os projetos para a geração de emprego e renda. No Egito, a sociedade é formada por 60% de jovens que reclamam por mais oportunidades de trabalho e melhoria da qualidade de vida.

“O presidente Mursi vem ao Brasil porque está especialmente interessado nas novas tecnologias sociais para a melhoria da qualidade de vida no Egito”, disse o subsecretário-geral político 3 do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, o embaixador Paulo Cordeiro, lembrando que Mursi e Dilma conversaram, no ano passado, em Nova York, nos Estados Unidos.

Mursi participará, no Itamaraty, de uma espécie de apresentação dos ministros das áreas econômica e social para explicações detalhadas sobre os projetos de interesse do governo egípcio. Ele está interessado em conhecer as ações referentes ao combate à fome e à pobreza, além da distribuição da merenda escolar. Com quase 90 milhões de habitantes, o Egito é o país mais populoso do mundo árabe. Mursi se elegeu, em 2012, prometendo melhorar a situação econômica e social do país.

Antes das reuniões com Dilma e as autoridades brasileiras, o egípcio deve ir à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). À tarde estão previstas visitas à Câmara e ao Senado. Depois segue para São Paulo, onde se reúne com empresários de vários setores e conversa com representantes da comunidade de língua árabe.

A visita de Mursi ao Brasil é a última etapa das viagens do presidente egípcio aos integrantes do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na visita ao Brasil, Mursi deve defender o interesse de o Egito fazer parte do grupo de países emergentes. A próxima Cúpula do Brics será no Brasil, em 2014. Autoridades egípcias informaram que Mursi quer ampliar a cooperação comercial, econômica e industrial, além de atrair mais investimentos brasileiros para o Egito.

Desde o fim do governo de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, o Egito enfrenta momentos de instabilidade política, econômica e social. O governo tenta administrar a queda nas receitas provocada, entre outras razões, pela redução no turismo e nos investimentos estrangeiros. Além disso, o atual governo sofreu uma série de manifestações violentas.

De 2002 a 2012, o volume de comércio entre Brasil e Egito cresceu sete vezes, evoluindo de US$ 410 milhões para US$ 2,96 bilhões. Nos últimos dois anos, o fluxo comercial bilateral cresceu 38%. Empresas brasileiras informam que têm interesse em investimentos em obras de infraestrutura de energia e transportes no Egito, além das oportunidades oferecidas pelo maior mercado consumidor do mundo árabe.

Da Agência Brasil
América do Sul

América do Sul

A presidenta Dilma Rousseff deve ir à Argentina no próximo dia 25 para reuniões com a presidenta Cristina Kirchner. Elas deverão discutir temas relativos ao comércio entre os dois países, principalmente a questão das exportações de produtos brasileiros, após a adoção de novas medidas cambiais na Argentina. As novas regras atingem vários setores, especialmente o agrícola e o automotivo. As chefes de governo deverão abordar ainda a suspensão de licenças automáticas e a criação de cotas de importação.

Impasses envolvendo as barreiras tarifárias argentinas aos produtos brasileiros ocorrem com relativa frequência. Nos últimos anos, a Argentina decidiu, por etapas, suspender a emissão de licenças automáticas para uma série de produtos brasileiros, atingindo as relações bilaterais. A queixa dos empresários brasileiros é que, em geral, as licenças não são concedidas no prazo regulamentar.

O encontro entre as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner estava marcada para o começo de março, mas foi adiado por causa da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no dia 5 daquele mês. Em respeito a Chávez, várias reuniões políticas e conversas entre autoridades latino-americanas previstas para a ocasião foram adiadas. O mês de abril, na América do Sul, é marcado por dois eventos em especial: eleições presidenciais na Venezuela no próximo domingo (14) e na semana seguinte, no Paraguai.

Na Venezuela, os principais candidatos ao cargo são o presidente interino, Nicolás Maduro, e o oposicionista Henrique Capriles, governador de Miranda. Na eleição de outubro do ano passado, Capriles foi derrotado por Hugo Chávez. Concorrem à Presidência do Paraguai 11 candidatos. Previstas para o dia 21, as eleições no Paraguai são emblemáticas porque o país está suspenso do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O Paraguai foi suspenso das duas organizações em junho do ano passado, porque os líderes latino-americanos discordaram da maneira como foi conduzido o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo. Para eles, houve o rompimento do processo democrático e não foi dado a Lugo tempo suficiente para a defesa. O governo do atual presidente, Federico Franco, nega irregularidades no processo.

Da Agência Brasil
Dilma Rousseff - Foto Agência Brasil

Dilma Rousseff – Foto Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que o desafio do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é superar as dificuldades econômicas e sociais para atingir o mesmo nível dos países desenvolvidos. Dilma reiterou que a crise econômica, que afeta principalmente os europeus, não pode contagiar o Brics e os países emergentes. A presidenta discursou em dois momentos da 5ª Cúpula do Brics, em Durban, na África do Sul.

Para a presidenta, os desafios estão centrados na superação de dificuldades econômicas, na preservação de direitos sociais e na proteção do meio ambiente. “Não podemos permitir que os problemas dos países avançados criem obstáculos para os nossos países. Nosso desafio é encontrar um caminho mais vigoroso”, ressaltou.

Dilma disse que um dos principais efeitos da crise econômica internacional é a redução da oferta de empregos. Para ela, é fundamental que sejam feitos esforços conjuntos “para a recuperação da economia internacional”. “Hoje temos de ter em mente: fazer um grande esforço. Se faltam oportunidades de investimentos nas economias avançadas, vamos criar fontes de financiamento”, destacou.

A presidenta lembrou que os países do Brics conseguiram superar as dificuldades, provocadas pela crise, a partir de 2007. “Temos força suficiente para responder com responsabilidade”, disse ela, lembrando que a Rússia, na presidência rotativa do G20 (grupo de países mais desenvolvidos do mundo) terá muito o que fazer.

Segundo Dilma, a pauta no G20 deve ter como foco o desenvolvimento global, envolvendo infraestrutura e a geração de emprego. Ela disse que, embora o cenário de 2013, seja “um pouco mais promissor” do que o de 2012, é visível que “muitos dos países desenvolvidos continuam a prometer, principalmente na taxa de desemprego”.

Da Agência Brasil
BRICS

BRICS

A presidenta Dilma Rousseff viaja hoje (25) para Durban, na África do Sul. Ela vai se reunir amanhã (26) e quarta-feira com os líderes políticos da Rússia, Índia, China e África do Sul, na 5ª Cúpula do Brics. Em pauta, o esforço conjunto para ampliar parcerias econômicas e comerciais. Um dos destaques da discussão deve ser a criação de uma nova instituição bancária, uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Ministério das Relações Exteriores informou que, de 2003 a 2007, o crescimento econômico do Brasil, da Rússia, da Índia e da China – nesse período a África do Sul ainda não fazia parte do grupo – representou 65% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Em outubro do 2012, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que os países do Brics se unem também na busca por solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, juntos os países participaram de 365 disputas ao longo dos 18 anos de funcionamento do regime coordenado pela OMC.

Patriota reitera com frequência que o Brics tem colaborado para a retomada do crescimento do comércio internacional. No caso do Brasil, 59% das exportações nacionais são destinadas aos países em desenvolvimento e 51% das importações vêm do Brics.

Pelos dados do FMI, o Brics é responsável por cerca de um terço da população mundial e mais de um quarto da área terrestre. De acordo com informações do governo chinês, de 2001 a 2010, o comércio entre os países do grupo teve aumento anual de 28%. Em 2010, o comércio total entre eles foi US$ 230 bilhões.

Da Agência Brasil
Espanha

Espanha

Uma organização criminosa que explorava 400 mulheres, na maioria sul-americanas, em seis “megaprostíbulos” de Andaluzia, foi desarticulada na Espanha pela polícia, que prendeu 36 pessoas, segundo informaram nesta segunda-feira fontes policiais.

Os detidos, de nacionalidade espanhola e que ficaram em liberdade com acusações após serem postos à disposição da justiça, foram acusados dos crimes de trata de seres humanos, lavagem de capitais, integração em organização criminosa e delitos contra os direitos dos trabalhadores.

As vítimas da rede eram em sua maioria mulheres de origem sul-americana, embora algumas procedessem do Leste Europeu.

Em alguns casos estavam na Espanha em situação irregular e em outros contavam com toda a documentação.

Os “megaprostíbulos”, situados nas cidades de Sevilha, Cádiz, Córdoba e Huelva, geravam cada um deles lucros anuais de 1,2 milhão de euros, segundo fontes policiais.

Parte desse lucro era das comissões que cobravam aos clientes pelo uso de caixas automáticos e de outros meios que punham a sua disposição para facilitar a despesa.

Para tirar o máximo rendimento das mulheres, os acusados as obrigavam supostamente a assinar “contratos” em que eram estabelecidas multas por descansar sem permissão (50 euros) ou abandonar o clube sem autorização prévia (150 euros).

Na operação, a polícia imobilizou por ordem judicial 57 imóveis, 56 veículos, uma embarcação e outros bens cujo valor estimado supera os 14 milhões de euros.

A organização havia criado um grupo de empresários com laranjas para tentar mascarar a procedência do dinheiro obtido supostamente com a exploração de mulheres.

Do Uol
América do Sul

América do Sul

A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (22) a importância do crescimento econômico nos países da América do Sul e da África e o passado comum entre as duas regiões. Dilma está em Malabo, na Guiné Equatorial, onde participa da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África (ASA). Segundo ela, o século 21 será um período de destaque para os países sul-americanos e africanos.

Para a presidenta, será possível “reduzir a distância” entre os sul-americanos e africanos e os países em desenvolvimento. Dilma lembrou que o momento atual é diferente do passado que ligou a África às Américas por meio da escravidão. “Viva a Unasul [União de Nações Sul-Americanas], a América do Sul e a África!”, disse a presidenta.

Dilma tem atividades durante todo o dia, com almoço, reuniões e encerramento da agenda previsto para as 18h30 (14h30 em Brasília). A presidenta viajou acompanhada por vários ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A Cúpula América do Sul-África (ASA) representa a consolidação de compromissos baseados na integração sul-americana e no aprofundamento das relações com o Continente Africano. A união entre os países das duas regiões resulta em um grande território com uma diversidade de recursos naturais e biodiversidade, além de uma população de 1,4 bilhão de pessoas.

As economias das regiões somam um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 6 trilhões. O intercâmbio comercial entre as duas regiões aumentou no período de 2002 a 2011. Pelos dados do governo brasileiros, o comércio entre o Brasil e a África passou de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 26,5 bilhões, em 2012

Também está em discussão a campanha para a ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que atualmente tem 15 integrantes. Não há membros africanos ou sul-americanos entre os que detêm o status de membro permanente no órgão. Durante a cúpula, o governo brasileiro aproveita para fazer campanha em favor do embaixador Roberto de Azevêdo, que disputa o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ontem (21) o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, lembrou que os países da América do Sul e África têm como “desafios comuns” a erradicação da pobreza, a garantia da segurança pública, a promoção da competitividade econômica e a distribuição mais equitativa da renda proveniente de recursos naturais.

O ministro lembrou a história que une a América do Sul e a África: “A verdade é que a África civilizou boa parte da América do Sul, o que faz deste um encontro entre irmãos. No passado, o Atlântico Sul foi marcado por séculos de violações sistemáticas dos direitos humanos em que milhões de africanos migraram para o nosso continente como escravos.”

Em seguida, Patriota ressaltou que: “Hoje, em contraste, com aquele passado atentatório à dignidade humana, trabalhamos juntos para a construção, em nossas regiões, de sociedades que conjuguem paz, desenvolvimento sustentável e justiça social, em benefício de uma ordem internacional mais democrática.”

Da Agência Brasil
Yaoni Sanchez no Brasil - imagem Terra

Yaoni Sanchez no Brasil – imagem Terra

A viagem da blogueira cubana Yoani Sánchez, que começou nesta segunda-feira no Brasil um giro por vários países, é um reflexo de “maior liberdade para os cidadãos cubanos”, afirmou o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

“Ela já se encontra no Brasil, isso é reflexo também de um processo de maior liberdade para os cidadãos cubanos, que foi reconhecido internacionalmente”, declarou Patriota aos jornalistas.

O chanceler lembrou que o Brasil sempre se comprometeu em oferecer as condições para que a blogueira entrasse no país tendo concedido o visto “em mais de uma ocasião”.

Sánchez chegou nesta segunda-feira ao Brasil, onde foi recebida por admiradores e também por manifestantes que a criticaram, chamando-a de “agente da CIA”. O Brasil é a primeira escala de um giro de três meses por países da América e Europa após conseguir permissão para sair de Cuba.

A filóloga de 37 anos e opositora ao regime é autora do blog crítico “Generación Y” (Geração Y), e conseguiu viajar após uma reforma migratória do governo de Raúl Castro que entrou em vigor no dia 14 de janeiro. A reforma eliminou a necessidade de obter autorização de saída do país e da exigência de carta convite.

Sua viagem ao Brasil começou pelo nordeste do país, onde ela assistirá à apresentação de um documentário no qual aparece e, logo, seguirá para São Paulo para lançar o seu livro “De Cuba com carinho”.

Do Correio Braziliense

Projeto trabalha com atividades ligadas à saúde reprodutiva e atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência.

A primeira-dama de El Salvador após encontro com a presidente Dilma Rousseff: Vanda Pignato nasceu em São Paulo e emigrou para El Salvador na década de 1980

A primeira-dama de El Salvador após encontro com a presidente Dilma Rousseff: Vanda Pignato nasceu em São Paulo e emigrou para El Salvador na década de 1980 – Foto REUTERS/Ueslei Marcelino 

A secretária de Inclusão Social e primeira-dama de El Salvador, Vanda Pignato, foi recebida nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff, a quem apresentou o projeto Cidade Mulher, considerado um modelo a ser seguido pelas Nações Unidas.

Porta-vozes da Presidência disseram à Agência Efe que Vanda, brasileira de origem, explicou a Dilma os alcances desse projeto, que oferece serviços em saúde reprodutiva, atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência, assessoria jurídica, capacitação trabalhista e apoio para estabelecer pequenas empresas.

A presidente se mostrou “muito interessada” nesse programa, que poderia ser adaptado à realidade brasileira e complementar os diversos planos de inclusão dirigidos às mulheres que são desenvolvidos no país.

Na reunião com Vanda, Dilma teria declarado que visitará El Salvador no decorrer deste ano, informou a Secretaria de Inclusão Social do país centro-americano através de um comunicado distribuído pela presidência salvadorenha.

Antiga militante do PT, Vanda Pignato nasceu em São Paulo e emigrou na década de 1980 a El Salvador, onde se casou com o atual presidente, Mauricio Funes.

Sua amizade pessoal com o antecessor de Dilma e fundador do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, propiciou uma relação mais estreita entre Brasil e El Salvador, que desde 2009, quando Funes assumiu o poder, desenvolvem diversos planos de cooperação na área social e econômica.

Do Exame.Com

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, reúnem-se hoje (6) em Paris, capital francesa, com o objetivo de discutir o Orçamento da União Europeia para o período de 2014 a 2020. As negociações entre todos os líderes dos 27 países que compõem o bloco começam amanhã (7), em Bruxelas, na Bélgica.

No intervalo da reunião de hoje Merkel e Hollande assistirão – no Stade de France, estádio localizado na cidade de Saint-Denis – ao amistoso de futebol entre as seleções da França e Alemanha. No encontro, além de futebol, os dois líderes deverão também tentar acertar as posições do eixo franco-alemão.

A conversa entre a chanceler e o presidente antecede a reunião que ocorre depois de ter sido frustrada uma tentativa de acordo no conselho extraordinário, em novembro. Após o encontro com Hollande, Merkel deverá tentar negociar com o governo do Reino Unido, na busca de dissuadi-lo a pedir mais austeridade em âmbito comunitário.

Em novembro, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, propôs um Orçamento de 973 bilhões de euros. Essa proposta, que previa um corte de 80 bilhões de euros, contemplava uma redistribuição das verbas que atenuava as reduções nas áreas da coesão e da agricultura, consideradas prioritárias por diversos Estados-Membros, como Portugal.

Da Agência Brasil

Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher

O Brasil prepara o anúncio de ampliação de uma campanha internacional contra a violência e o tráfico de mulheres. A ideia é anunciar a iniciativa no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. A proposta é que a ação interministerial seja firmada por meio de parcerias com autoridades de dez países na América do Norte, Europa, Ásia e no Oriente Médio. A escolha dos países foi definida a partir de denúncias que indicam maior incidência de casos.

A diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, a diplomata Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva, disse à Agência Brasil que o objetivo é promover ações que vão além do combate ao tráfico e à violência contra as mulheres, como garantir apoio às necessidades das brasileiras que estão fora do país.

“Queremos expandir o nosso trabalho para todos os países em que há mulheres em situação de risco. Além do tráfico de pessoas, queremos garantir o apoio às mulheres e impedir que os casos de violência continuem”, ressaltou Luiza Lopes.

A diplomata disse que o trabalho da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 Internacional promoveu uma mudança de comportamento das vítimas de violência e tráfico no exterior. Segundo ela, com profissionalismo e paciência, as atendentes conquistam a confiança das mulheres que, em geral, sentem medo de denunciar.

“É um trabalho de formiguinha mesmo. É ouvir com paciência, tempo e muita dedicação para conquistar a confiança das pessoas que ligam para denunciar. Não é fácil contar o que ocorre. É um trabalho de conquista”, destacou Luiza Lopes. “O governo está firme e dedicado para mostrar que há alternativas para essas mulheres que se encontram em situação de risco.”

A diplomata ressaltou que devido ao trabalho da Central de Atendimento à Mulher foi possível desbaratar várias redes de tráfico de mulheres no exterior. Em 2012, o serviço recebeu 80 ligações com denúncias. Do total, 26 telefonemas relataram violência física contra brasileiras no exterior – em 66% houve alerta sobre o risco de morte e em 19% sobre o de espancamento.

No dia 1º deste mês, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informaram que duas quadrilhas que traficavam brasileiras para serem exploradas sexualmente no exterior foram desbaratadas nos últimos sete meses em decorrência de duas operações da Polícia Federal.

No total, as operações levaram ao resgate de 40 vítimas do tráfico internacional de mulheres, entre brasileiras e estrangeiras, que eram exploradas sexualmente na Espanha. Nesse país, as brasileiras vítimas de violência devem ligar para o número 900 990 055, fazer a opção 1 e, em seguida, informar à atendente (em português) o número (61) 3799-0180.

Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 1 e informar o número (61) 3799-0180. Na Itália, podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 1 e, depois, informar o número (61) 3799-0180.

O Ligue 180 Internacional foi criado em novembro de 2011. Para o Brasil, o serviço funciona desde 2005 e registra mais de 3 milhões de atendimentos em todo o território brasileiro, segundo a secretaria.

 Da Agência Brasil