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Foto: Reprodução – Twitter

Primeira-dama norte-americana e jovem paquistanesa divulgaram nesta quarta-feira o seu apoio às adolescentes

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, manifestou nesta quarta-feira sua solidariedade às mais de 200 adolescentes sequestradas na Nigéria, em uma mensagem pessoal no Twitter. Mais cedo, Malala Yousafzai também se posicionou “Nossas orações estão com estas meninas nigerianas desaparecidas e com suas famílias. É hora de #BringBackOurGirls” (‘trazer nossas meninas de volta para casa’), indicou a primeira-dama em sua conta @FLOTUS com uma imagem sua na qual exibe um cartaz no qual está escrito #BringBackOurGirls”.

Os Estados Unidos enviaram especialistas, incluindo militares, para ajudar a resgatar as meninas, que foram sequestradas de sua escola no nordeste da Nigéria.

Malala, a menina paquistanesa que se recuperou milagrosamente após um tiro na cabeça disparado por membros do Talibã, disse que as mulheres são atacadas por quem teme uma sociedade em que as mulheres tenham poder m entrevista à CNN, a jovem disse que é “irmã das adolescentes sequestradas na Nigéria”. “As meninas na Nigéria são minhas irmãs e é minha responsabilidade falar por minhas irmãs”, disse ela. nas redes sociais, uma foto de Malala com cartaz também está sendo compartilhada.

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Venezuela – Arte Agência Brasil

A deputada da oposição venezuelana Maria Corina Machado disse hoje (2) que o presidente de seu país, Nicolás Maduro, “cruzou a linha vermelha” ao prender líderes oposicionistas, de maneira arbitrária.

De acordo com a deputada, que apresentou nesta quarta-feira, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, seu posicionamento a respeito da crise política na Venezuela, desde o início de uma série de protestos da oposição, as liberdades democráticas em seu país foram tolhidas, e o governo tem fechado os canais de diálogo.

Corina defendeu os protestos realizados em diferentes regiões do país que, na sua opinião, foram motivados pela crise econômica vivida pela Venezuela. “A situação de escassez de alimentos, a falta de empregos fizeram com que as pessoas saíssem às ruas” disse.

A deputada disse ainda que espera empatia e solidariedade do Brasil a respeito da crise na Venezuela, e acrescentou que se pudesse falar com a presidenta Dilma Rousseff, não falaria como política, mas “de mãe para mãe, de perseguida para perseguida”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) se solidarizou com a deputada venezuelana e disse que espera que o país encontre o seu caminho, sem intervenções. “Queremos que a Venezuela encontre a sua própria solução, sem que nenhum país intervenha”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou documento no qual mostra que a deputada apoiou a tentativa de golpe contra o então presidente Hugo Chavez, em 2002, e questionou a deputada venezuelana sobre a possibilidade de a oposição pretender derrubar o presidente Nicolás Maduro. “Eu não acredito em nenhuma alternativa fora do Estado Democrático de Direito. Há 50 anos o Brasil viveu a quebra do regime constitucional, e isso trouxe consequências até hoje para a nossa sociedade”, disse Rodrigues, que criticou as manifestações que pedem a saída do presidente Nicolás Maduro.

Corina negou que a oposição tenha pretensão de dar um golpe de Estado, e disse que a oposição só irá se abrir ao diálogo quando o governo de Caracas der provas de que vai respeitar os diferentes atores políticos. “Temos que avançar e deter a violência, a opressão, soltar os presos políticos e liberar os meios de comunicação. Tem que haver um enorme esforço político de respeito às instituições”, frisou.

Deputada mais votada para a Assembleia Nacional, com quase 250 mil votos, Corina teve seu mandato cassado pelo Parlamento. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo de Justiça, sob o entendimento de que ela descumpriu um artigo da Constituição venezuelana, que proíbe funcionários públicos de aceitar cargos de governos. Corina aceitou a representação alternativa do Panamá em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), no dia 21 de março.

O tribunal julgou que a função diplomática “não só é prejudicial para a função legislativa, para a qual foi previamente eleita, mas também é uma clara contradição com seus deveres como venezuelana e como deputada da Assembleia Nacional”.

Na próxima semana, a Comissão de Relações Exteriores do Senado deve ouvir a vice-presidente do Parlamento venezuelano, deputada Blanca Eekhou. Apoiadora do presidente Nicolás Maduro, Blanca vai falar aos senadores sobre a visão do governo a respeito da crise.

Desde a eleição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela vive em estado de tensão. A crise se agravou em janeiro deste ano quando a oposição começou a fazer protestos pedindo a saída do presidente. Ontem (1º) a Anistia Internacional divulgou relatório no qual alerta para o risco de a Venezuela cair em uma “espiral de violência”, caso governo e oposição não se comprometam a respeitar plenamente os direitos humanos. Além disso, a organização também pede investigações imparciais e independentes sobre cada denúncia de violação dos direitos humanos. Em quase dois meses foram registradas 39 mortes e mais de 560 feridos nos protestos de rua, em várias cidades.

Da Agência Brasil

Angela Merkel, da Alemanha

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje (13) que os interesses econômicos e políticos da Rússia podem ser seriamente afetados se o país continuar a violar as leis internacionais na península da Crimeia. Em discurso no Parlamento alemão, Merkel acrescentou que a Rússia está conduzindo táticas expansionistas obsoletas, dos séculos 19 e 20.

“Se a Rússia continuar o que está fazendo nessas últimas semanas, a catástrofe pode afetar não apenas a Ucrânia”, informou a chanceler perante os deputados, em uma sessão parlamentar em que estava presente o embaixador ucraniano na Alemanha.

“Isso não vai alterar apenas as relações entre a União Europeia e a Rússia. Isso vai – e estou firmemente convencida disso – afetar a Rússia economicamente e politicamente”, enfatizou Merkel. A chanceler disse ainda que a Rússia devia aprender com os erros do passado, lembrando que, neste ano, completa-se o primeiro centenário da 1ª Guerra Mundial e os 25 anos da queda do Muro de Berlim.

“Não podemos fazer com que o tempo ande para trás. Os conflitos de interesses no centro da Europa em pleno século 21 só podem ser resolvidos com êxito se não forem utilizados meios do século 19 e do século 20”. Merkel tem sido apontada como a figura política mais influente da União Europeia diante da crise da Crimeia, mas tem sido igualmente criticada pela relutância em pressionar a Rússia devido aos interesses comerciais do país. Durante a visita que fez ontem (12) à Polônia, onde se encontrou com o primeiro-ministro Donald Tusk, ela avisou a Rússia sobre a possibilidade de uma segunda fase de sanções, caso não haja recuo das posições mantidas na Crimeia.

O Parlamento da Crimeia marcou para domingo (16) um referendo para que os habitantes da península decidam se querem pertencer à Federação Russa ou uma autonomia mais ampla em relação à Ucrânia. As autoridades da Crimeia não reconhecem o novo governo da Ucrânia, que foi nomeado pelo Parlamento depois da destituição do presidente Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado na Rússia. O ex–presidente ainda reivindica ser o chefe de Estado.

Tanto as novas autoridades ucranianas quanto a comunidade internacional ocidental consideram esse referendo ilegal e têm apelado à Rússia para que não apoie a iniciativa. A crise na Ucrânia começou em novembro do ano passado, quando Ianukóvitch adiou a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e promoveu uma aproximação em relação à Rússia.

Da EBC

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera (UN Women/Creative Commons)

A presidenta Dilma Rousseff se encontra hoje (11) de manhã com a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, que assume novamente o governo. A reunião está marcada para as 9h40, horário local (uma hora a menos do que no Brasil), no Palácio Presidencial Cerro Castilho, que fica em Viña del Mar, cidade litorânea do Chile.

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera. A cerimônia ocorre no Congresso Nacional chileno, que fica em Valparaíso, próximo de Viña del Mar e a 120 quilômetros da capital, Santiago.

Tendo como principal desafio reformar o sistema educacional e a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet, Michelle Bachelet terá que negociar com outros partidos, além de sua coalizão, para cumprir as promessas.

Do ponto de vista internacional, a expectativa do governo brasileiro é que o novo mandato aproxime o Chile dos vizinhos sul-americanos. De acordo com o embaixador Américo Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, a expectativa do Brasil é aprofundar parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e direitos humanos.

Após a cerimônia de posse, os chefes de Estado retornam a Viña del Mar para cumprimentar Bachelet e participar de almoço oferecido pela chilena, marcado para as 14h. Dilma ainda participa de fotografia oficial com os demais chefes de Estado e de governo, no Palácio Presidencial Cerro Castilho, de onde se desloca para embarcar de volta ao Brasil. Ela tem chegada prevista para o fim da noite.

A presidenta volta, mas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo fica no Chile para discutir, quarta-feira (12), a situação da Venezuela com ministros das Relações Exteriores de países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

 Da EBC

Margarita Zavala

Margarita Zavala

Às vésperas de completar 10 anos de circulação, a Revista Voto participa da XVII MIT Latin America Conference, no respeitado Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. O encontro, no próximo dia 8 de março, terá a presença da Publisher da Voto e cientista política, Karim Miskulin, no campus do MIT, em Cambridge, Massachusetts. Ela fará a abertura da segunda parte do evento, à tarde, fazendo a apresentação da oradora principal, Margarita Zavala, primeira-dama do México até 2012 e provável candidata à presidência nas próximas eleições.

Em sua 17ª edição, o já tradicional evento congrega autoridades governamentais, empresários e acadêmicos, que formam uma plateia de 700 pessoas para debater a América Latina no MIT. É organizada pela MIT Sloan School, escola de negócios do instituto.

Para Karim, participar de um evento dessa magnitude é uma honra e significa a consolidação do projeto internacional da Revista Voto. Lançado há quatro anos, o selo VotoMundo tem realizado missões internacionais de sucesso para integrar lideranças brasileiras com universidades e investidores americanos que foquem, principalmente, a área da inovação. “O Brasil está perdendo a competitividade ano a ano e é preciso dar um choque de realidade em nossos gestores para que esta situação seja revertida urgentemente”, afirma.

A Publisher da Voto ainda destaca a importância da instituição no cenário mundial: “Além de ser o berço de mais de 70 Prêmios Nobel, o MIT é o principal centro mundial de tecnologias de ponta, com ampla aplicação social. É por isso que pretendemos, na ocasião, fazer referência às várias iniciativas que a Voto vem realizando no Exterior em temas tão distintos quanto BRICS, desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica”, destaca.

Participam, ainda, da Conferência: o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles; Adriana Cisneros, CEO do Grupo Cisneros (principal conglomerado empresarial da Venezuela); Juan Enriquez, diretor da Excel Venture Management; Fernando Fischmann, fundador e presidente da Crystal Lagoons; Andy Freire, fundador da Quasar Ventures; Carlos Gatto, CEO do IT at B2W Digital; Eduardo Moreira, fundador do Banco Brazil Plural; Luis Fernando Samper, CMO do Juan Valdez Café; e Woods Staton, CEO da Arcos Dorados. A Conferência será aberta pelo professor David Schmittlein, reitor da MIT Sloan School.

“Ter o MIT em parceria com a Voto reunindo grupo tão extraordinário é uma grande oportunidade de expansão para a América Latina e o Brasil no cenário internacional”, finaliza Karim. A Voto trará cobertura especial da MIT Latin America Conference no site (www.revistavoto.com.br) e em sua edição impressa de abril.

Michelle Bachelet - Foto: independenciasulamericana.com.br

Michelle Bachelet – Foto: independenciasulamericana.com.br

A presidenta Dilma Rousseff telefonou há pouco para a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, para cumprimentá-la pela vitória nas eleições de ontem (15).

A presidenta cumprimentou Bachelet pelo “ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas”. A socialista obteve 63% dos votos no segundo turno, derrotando a adversária Evelyn Matthei. Bachelet é a primeira mulher a ser reeleita no Chile, após governar o país entre 2006 e 2010.

Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, a ligação durou cerca de cinco minutos e Dilma manifestou o desejo de que o “Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte”. De acordo com o Blog do Planalto, a presidenta brasileira também confirmou presença na posse de Bachelet, marcada para 11 de março de 2014.

“Bachelet agradeceu o telefonema e disse que pretende trabalhar em estreita parceria com o Brasil após assumir a Presidência do Chile”, informa o blog.

Pela manhã, Dilma disse, pelo Twitter, que Brasil e Chile têm muito a cooperar e construir juntos e que está certa de que seu governo e o de Bachelet vão aprofundar ainda mais as relações entre os dois países.

Da Agência Brasil 

Ana Paula Maciel será 1ª estrangeira do grupo a ter liberdade concedida. Na segunda (18), três russos foram libertados sob pagamento de fiança.

Ativista brasileira Ana Paula Maciel é escoltada por policiais russos nesta terça (Foto: Evgeny Feldman/AP)

A ativista brasileira Ana Paula Maciel, detida há um mês na Rússia após protestar junto com outros 29 integrantes do Greenpeace em uma plataforma de petróleo no Ártico, ganhará liberdade provisória após pagamento de fiança, anunciou a organização ambientalista nesta terça-feira (19) em seu Twitter.

“Ana Paula Maciel vai ganhar liberdade provisória, sob fiança. A decisão acaba de ser anunciada em audiência. Mais detalhes em breve”, diz o texto.

A brasileira será a primeira ativista estrangeira do grupo a ser libertada. Na segunda-feira (18), a Justiça russa concedeu possibilidade de fiança para outros três ativistas, todos russos: a médica Yekaterina Zaspa, o fotógrafo Denis Sinyakov e o porta-voz do Greenpeace Andrei Allakhverdov. Eles poderão sair mediante pagamento de 2 milhões de rublos cada (cerca de R$ 143 mil).

Por outro lado, o ativista australiano Colin Rusell teve sua prisão preventiva estendida por mais três meses. Segundo o Greenpeace, o grupo é acusado de vandalismo e pirataria.

Além disso, de acordo com a ONG, a Justiça russa ainda não divulgou quais serão as restrições para os ativistas em liberdade provisória. “Ainda não se sabe, portanto, se Ana Paula poderá deixar o país ou receber visitas. Os detalhes devem ser esclarecidos nos próximos dias. As autoridades também não justificaram o porquê de apenas alguns integrantes do grupo terem a liberdade concedida”, diz o Greenpeace em nota.

“O pedido de fiança ter sido aceito para alguns de nossos amigos foi uma ótima notícia. Mas só vamos celebrar quando todos estiverem livres para voltar para casa e quando suas acusações forem retiradas”, afirma no texto Mads Christensen, do Greenpeace Internacional.

A nota da ONG também cita a reação da mãe de Ana Paula, Rosangela Maciel, ao receber a sentença: “Esta é a mais bela notícia que eu recebo nos últimos dois meses, mas a Justiça só será feita quando todas as acusações absurdas forem derrubadas. Uma pessoa que só faz o bem pelo planeta, como minha filha, precisa ser reconhecida pelos seus atos, não acusada injustamente. Somente assim podemos ter fé no futuro”.

O grupo do qual a brasileira faz parte foi primeiro detido em Murmansk e, na semana passada, transferido para São Petersburgo, onde ocorrerão as audiências até o fim desta semana. Os tribunais russos ainda vão decidir se mantêm ou libertam sob fiança os outros 26 tripulantes do navio “Artic Sunrise”. A prisão provisória do grupo termina, em princípio, no dia 24 de novembro.

Na sexta-feira (15), o Greenpeace anunciou que o Comitê de Investigação russo queria manter os ativistas detidos por mais três meses.

Do G1

Com 47% dos votos, Michelle Bachelet não alcançou a metade mais um dos votos necessários para evitar segundo turno (Adital)

A socialista Michelle Bachelet obteve 47% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais do Chile. Foi quase o dobro dos 25% obtidos pela segunda colocada, Evelyn Matthei – ex-ministra e candidata do atual governo de direita do presidente Sebastian Piñera. Mas foi insuficiente para evitar o segundo turno, no próximo dia 15 de dezembro, que era um dos objetivos de sua campanha.

“Não existem duas leituras. Ganhamos essa eleição com ampla maioria”, disse Bachelet, assim que soube que não tinha metade mais um dos votos e teria que continuar fazendo campanha. “Sabíamos que o desafio de ganhar no primeiro turno era complexo, tendo em vista a quantidade de candidatos e o desafio do voto voluntário”, acrescentou.

Essa eleição foi inédita porque nunca houve tantos candidatos à presidência (nove) e pela primeira vez o voto era opcional. Agora que a campanha vai se polarizar entre as duas alianças politicas tradicionais da política chilena – uma representando a centro-esquerda e a outra, a direita – Bachelet diz que a vitória está garantida.

A maior parte dos outros sete candidatos que disputavam a presidência defende propostas parecidas com as dela: educação gratuita e de qualidade para todos; reforma tributária para financiar programas sociais; e uma reforma da Constituição, herdada da ditadura militar (1973-1990).

Para o governo, o segundo turno foi visto como uma vitória – mesmo que Evelyn Matthei perca para Bachelet no dia 15 de dezembro. Pior teria sido uma derrota esmagadora no primeiro turno. “Temos grandes diferenças com a esquerda e elas vão sair à luz nos próximos 30 dias. Eles dizem que temos que derrubar tudo e partir do zero, com uma nova Constituição. Nós achamos que construímos um país sólido e que temos que melhorá-lo”, disse Evelyn Matthei.

Filhas de generais da Forca Aérea chilena, Michelle e Evelyn foram à mesma escola primária e brincavam juntas, quando eram crianças. Os pais eram amigos, até o golpe militar de 1973, liderado por Augusto Pinochet contra Salvador Allende – o primeiro socialista eleito presidente no mundo.

O pai de Bachelet era homem de confiança de Allende e morreu torturado na cadeia. O pai de Matthei estava no exterior na época, mas voltou para integrar a junta militar. Quarenta anos depois do golpe, as duas mulheres estão de lados opostos: Michelle quer acabar com os últimos resquícios da ditadura (que privatizou a educação e redigiu uma constituição limitando a atuação dos políticos), enquanto Evelyn continua defendendo a herança de Pinochet.

O maior desafio para quem quer que saia vitoriosa em dezembro será obter votos suficientes no Congresso para alterar a Constituição. Pelo atual sistema eleitoral, herdado de Pinochet, o governo só consegue maioria parlamentar se seus candidatos obtiverem o dobro dos votos da segunda legenda mais votada. “Foi um sistema criado para assegurar um empate entre as duas forças majoritárias e forcar uma solução negociada”, explicou a prefeita de Santiago, Carolina Toha, que apoia a candidatura de Bachelet.

A esperança de Bachelet é que desta vez a pressão social seja tão grande que obrigue a direita a aceitar mudanças mais profundas. O problema é que os chilenos estão cada vez mais intolerantes com a classe politica. No domingo, no meio da votação, um grupo de estudantes ocupou o comando da campanha de Bachelet.

“Nos despedimos deste governo com mobilizações nas ruas, porque não soube resolver nossos problemas. E vamos receber o próximo governo com mobilização nas ruas, até conseguirmos o que queremos”, disse Isabel Salgado, porta-voz dos estudantes de ensino médio que fizeram o protesto. Os protestos estudantis de 2011 e 2012 paralisaram o país e receberam o apoio da grande maioria dos chilenos: eles pedem ensino gratuito e de qualidade para todos.

No Chile, a ditadura privatizou a água, o cobre, a saúde e a educação. O país virou exemplo de economia que deu certo na América Latina: não tem inflação; reduziu a pobreza; atraiu investimentos e continua crescendo. Mas tem um dos maiores índices de desigualdade da região. E a principal preocupação da classe média emergente é reduzir a brecha social.

Da EBC

Presidente Dilma Rousseff recebe honras militares em sua chegada ao Palácio do Governo, em Lima, Peru Ernesto Benavide/AFP

A presidente Dilma Rousseff iniciou nesta segunda-feira (11) uma visita oficial ao Peru, que deverá aprofundar a aliança estratégica assinada há dez anos entre os dois países.

Novos acordos de cooperação em infraestrutura, comércio e temas sociais serão assinados nesta ocasião.

Dilma, que assinou durante a manhã um declaração conjunta com o presidente peruano Ollanta Humala no Palácio do Governo, chegou acompanhada por 60 empresários que participarão em um fórum de negócios com líderes de empresas de ambos os países, e no qual serão exploradas novas oportunidades comuns de investimento.

“O Brasil investiu 6 bilhões de dólares no Peru, com mais de 70 empresas no país, incluindo as principais multinacionais brasileiras”, enfatizou Dilma em uma mensagem no Twitter.

Peru e Brasil, que compartilham uma tensa fronteira e têm seus territórios banhados pelo Amazonas, darão particular importância ao cuidado com o meio ambiente através de um acordo relativo à monitoração e vigilância da região amazônica.

Outros dos compromissos abordam a redução de tarifas da telefonia móvel nas zonas de fronteira para a vigência de preços locais e não internacionais, assim como um acordo de cooperação trabalhista orientado a dar facilidades aos trabalhadores de ambos países.

Miguel Vega Alvear, presidente da Câmara Binacional de Comércio e Integração, afirmou à AFP que o Brasil “está em condições de quintuplicar seus investimentos no Peru durante os próximos vinte anos”, passando de 6 a mais de 30 bilhões.

O empresário peruano se referiu a uma nova agenda para um cenário de duas décadas de cooperação nas áreas de energia, hidrovias, petroquímica, estradas, têxtil, turismo, entre outros.

Na última década, Brasil e Peru consolidaram projetos comuns de infraestrutura, desenvolvimento e segurança fronteiriça, educação, agricultura e programas sociais.

A balança comercial entre os dois países cresceu nos últimos seis anos acima dos 8% em média, de 2,3 a 3,7 bilhões de dólares anuais, segundo cifras da Associação Peruana de Exportações.

A visita de Dilma é a quarta ao Peru e será a oitava ocasião em que se encontrará com Humala.

A agenda da presidente brasileira inclui também uma cerimônia na prefeitura de Lima, onde a prefeita da capital, Susana Villarán, a declarará hóspede ilustre.

 Do Uol

 

Ativistas do Greenpeace protestam nesta quarta-feira (6) em Moscou (Foto: Vasily Maximov/AFP)

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel está entre os presos na Rússia. Nesta quarta-feira, audiência avalia pedido da Holanda para liberar grupo.

Ativistas do Greenpeace fizeram um protesto de barco nesta quarta-feira (6) ao lado do Kremlin pedindo a libertação dos 28 ativistas e 2 jornalistas presos por protestar contra a extração de petróleo no Ártico. Eles levaram uma bandeira com a frase: “Liberem os 30 do Ártico”.

A bióloga brasileira Ana Paula Maciel está entre os presos, em um caso que gera grande repercussão internacional. No dia 19 de setembro, o grupo foi detido na embarcação do Greenpeace, o Arctic Sunrise, depois de um protesto contra contra a empresa russa Gazprom no Ártico, onde a estatal explora petróleo. Os ativistas tentaram escalar uma plataforma da companhia.

A princípio, o grupo foi acusado pela justiça russa de pirataria. Mas, em 23 de outubro, a Rússia anunciou a acusação para ‘hooliganismo’, que caracteriza comportamento violento. A mudança pode significar uma punição mais branda, caso os acusados sejam realmente condenados. Porém, de acordo com o Greenpeace, até o momento, a justiça ainda não retirou a acusação de pirataria e os 30 permanecem sob as duas acusações.

Audiência internacional nesta quarta

Na manhã desta quarta-feira, ocorre uma audiência pública sobre o caso no Tribunal Internacional do Direito do Mar, em Hamburgo, na Alemanha, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). A Holanda, nacionalidade do navio Arctic Sunrise, recorreu ao Tribunal para solicitar a liberação do liberação do navio, da tripulação e outras pessoas que estavam a bordo no momento da detenção.

Do G1 

Ig
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