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Dilma Rousseff – Roberto Stuckert Filho/PR

Em discurso em Ipojuca (PE) nesta segunda-feira (14), a presidente Dilma Rousseff defendeu a Petrobras das denúncias, criticou a “campanha negativa” que, segundo ela, estaria sendo feita contra a estatal, e afirmou que atos pontuais não vão destruir a empresa.

“Vocês [trabalhadores da Petrobras] são de fato vencedores. Fazem parte de uma empresa vencedora. Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir isso no nosso país. Nós sabemos que é a maior e mais bem sucedida desse país. Esse título deve-se ao apoio ao povo brasileiro, que sempre lutou e se orgulha da Petrobras”, disse.

A Petrobras é alvo de denúncias e de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pode ser instalada no Congresso ainda nesta semana.

Dilma afirmou ainda que a empresa já é investigada por órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) e Polícia Federal e defendeu uma apuração rigorosa de “malfeitos”. “Mais que uma empresa, a Petrobras é um símbolo da luta do nosso povo, da afirmação do nosso país, e um dos maiores patrimônios de cada um dos 200 milhões de brasileiros. Por isso, a Petrobras jamais vai se confundir com qualquer malfeito, ato corrupção ou qualquer ação indevida, que quaisquer pessoas, das mais às menos graduadas. Nós estamos com determinação aqui nos comprometendo a cada dia que passar vai ser apurado com o máximo de rigor.”

Em crítica velada à oposição, Dilma diz que há pessoas “trabalhando contra” a estatal. “Não podemos permitir, como brasileiros, que amam essa empresa, que defendem esse país, que se utilizem de ações individuais e pontuais, mesmo que que grave, que se destrua a nossa empresa ou suje a imagem. Ou confundir quem trabalha a favor e quem trabalha contra.”

A presidente ainda disse que os governos petistas, dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentaram os índices de produtividade da empresa. “Está errado dizer que a Petrobras está perdendo valor comercial. Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem a realidade do mercado mundial de petróleo. Em 2003, ela valia R$ 15,5 bilhões e hoje o valor chega a R$ 98 bilhões. Nós multiplicamos por seis o lucro líquido, que passou de R$ 8,1 bilhões para R$ 23,6 bilhões”, assegurou. A presidente não citou quem estaria manipulando os dados.

Ao encerrar o discurso, Dilma criticou a “campanha negativa” sobre a estatal. “Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, defenderei em qualquer circunstâncias e com todas as minhas forças a Petrobras. Vou combater todo tipo de malfeito, tráfico de influência, corrupção, ou ilícito de qualquer espécie. Mas não ouvirei calada a campanha negativa que quer, por proveito político, ferir a imagem dessa empresa. A Petrobras é maior que qualquer um de nós. Ela tem o tamanho do Brasil”, disse, ao fim do discurso, sendo aplaudida pelos operários, que cantaram o coro “olê, olê, olê, ola. Dilma, Dilma”.

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Errata

Errata

Quando o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) admitiu, na última sexta-feira (4), um dos erros mais vergonhosos de sua história – o de ter trocado dados do levantamento sobre como os brasileiros percebem a violência contra a mulher -, minha primeira reação foi o alívio.

Afinal, não vivia em um país tão ruim quanto acreditava, já que, segundo a pesquisa, 65,1% de meus compatriotas não defendem que mulheres que mostram o corpo sejam atacadas. Qual é o número real? Perguntei: 26%. Repito: 26%. Ou seja, pouco mais de um em cada quatro brasileiros.

O dado ainda me chocava, mas o que me causou mais espanto foi a reação dos brasileiros, que celebraram dizendo que “denegrimos a imagem do Brasil no exterior à tôa, já que não somos um país machista, afinal”. Qual critério baseia o grau de exigência dessas pessoas com sua sociedade? Quando o brasileiro ficou acostumado a se contentar com – e, pior, celebrar – tão pouco?

Um em cada quatro brasileiros ainda acredita que mulheres que vestem roupas curtas merecem ser atacadas. Merecem. Verbal, psicológica ou sexualmente, não importa. Eles colocam essas mulheres como seres com menos direito à proteção da sociedade e do Estado.

Mais: não há errata que corrija a reação de alguns homens (e mulheres, infelizmente), à campanha “Eu não Mereço Ser Estuprada”. Não há nada que anule as ofensas que muitas mulheres receberam ao postar suas fotos nas redes sociais, as ameaças de estupro (e até de morte) que foram feitas.

Não há errata que nos faça esquecer que uma parcela de nosso Congresso Nacional defende que temas de gênero são questões menores que não merecem estar em nosso Plano Nacional de Educação.

Não há errata que apague as 50 mil mulheres estupradas no Brasil em um único ano, dado revelado pelo último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Contando a estimativa da polícia de que apenas 10% reportam o abuso, esse número pode chegar a 500 mil.

Não há errata que corrija um país no qual estupro é um crime mais comum que homicídio, e no qual 58% das pessoas culpam o comportamento das mulheres pelas altas taxas de abuso – número do mesmo estudo do Ipea que não foi corrigido e ficou esquecido pelos que festejaram.

Finalmente, não há errata do Ipea que mude como nós, mulheres, nos sentimos quando andamos nas ruas e somos sufocadas por ofensas e ameaças disfarçadas de elogios. E nada apaga um dado que descobrimos com essa campanha: não há mulher brasileira que não relate uma situação em que se sentiu sexualmente ameaçada ou agredida. Pergunto a vocês: estamos celebrando o que mesmo?

Por Nana Queiroz

Do UOL

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, desembarca no aeroporto de Arica. Ela também sentiu o tremor de magnitude 7,8 desta quarta-feira (2). (Foto: Luis Hidalgo / Pool / AFP Photo)

Presidente estava na cidade avaliando situação após tremor de 8,2. Por segurança, Bachelet foi retirada da região.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, deixou o hotel de Arica, no norte do país, após um novo forte terremoto atingir a região na noite desta quarta-feira (2), informou a imprensa local na madrugada desta quinta (3).

O governo alegou que a presidente foi retirada da região por segurança. Segundo a imprensa estatal TVN, ela foi levada a uma região elevada, onde os riscos de danos pelo terremoto são menores.

Bachelet foi visitar a área que havia sido atingida por um poderoso tremor de magnitude 8,2 na noite de terça (1º). O sismo matou seis pessoas no país.

O terremoto desta quarta ocorreu às 23h45, e foi localizado a 19 km ao sul do porto de Iquique, a uma profundidade de 20 km, de acordo com o USGS. Cerca de 50 minutos antes, a região já havia sido atingida por um tremor de magnitude 6,4, segundo o USGS.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi), ligado ao Ministerio do Interior chileno, decretou alerta de tsunami para toda a costa e região norte chilenas, mas suspendeu o alerta cerca de duas horas depois.

O Onemi informou que ordenou a evacuação preventiva da zona costeira, ordem suspensa cerca de duas horas depois. Barcos da região pesqueira do Porto de Arica chegara a deixar a área para fugir de possíveis grandes ondas.

Como na noite anterior, muitas famílias deixaram rapidamente as cidades de Arica, Iquique e Antofagasta, além de outras comunidades.

Segundo o Serviço Geológico da Universidade do Chile, foram registrado nesta quarta mais de 100 réplicas – a maioria de magnitude 5 – após o poderoso terremoto de terça.

Do G1

Anne Hidalgo, candidata vitoriosa do Partido Socialista na eleição para prefeito, é cercada por jornalistas ao chegar na sede de seu comitê, durante o segundo turno das eleições municipais, em Paris, neste domingo, 30 de março Foto: Reuters

Paris terá 1ª prefeita mulher, com vitória de Anne Hidalgo

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

Hidalgo, que esteve à frente da pasta de urbanização durante os anos Delanoë, chama para si o sucesso do “Vélib’”, programa de livre acesso a bicicletas, copiado massivamente por outras capitais do mundo. Ela diz querer fazer de Paris uma “cidade do mundo”, “inovadora e criadora de empregos, uma cidade ecologicamente correta onde é possível se locomover à pé ou de bicicleta”.

Do Terra

Brasileira é eleita melhor chef mulher do mundo Crédito: Maní Divulgação / CP

Em 2013 Helena foi premiada como a melhor da América Latina

A brasileira Helena Rizzo, do restaurante Maní, em São Paulo, foi eleita nesta terça-feira a melhor chef mulher de 2014 pelo prêmio Veuve Clicquot. Rizzo, que em 2013 foi premiada como melhor chef da América Latina, comanda as panelas do Maní ao lado do marido, Daniel Redondo, um espanhol com quem trabalhou no prestigioso restaurante Celler de Can Roca, na cidade espanhola de Girona.

A chef receberá a láurea no próximo 28 de abril, em Londres, durante cerimônia de premiação dos 50 melhores restaurantes do mundo. Em 2013, o Celler de Can Roca ficou no topo da lista. Gaúcha de Porto Alegre, Rizzo nasceu em 1978 e aos 18 anos chegou a São Paulo para seguir carreira como modelo. Começou então a trabalhar parcialmente nas cozinhas, até deixar definitivamente a moda de lado.

Antes de comandar o Café Na Mata, onde ganhou notoriedade, ela trabalhou com grandes nomes da gastronomia brasileira – Emmanuel Bassoleil, Luciano Boseggia e Neka Barreto, estão entre eles. Para aprimorar sua cozinha, a chef fez um tour pela Europa, onde passou cinco meses na Itália e três anos na Espanha.

Em 2006, Helena e Daniel Redondo abriram o Maní no bairro dos Jardins. Os organizadores do prêmio descreveram a comida do restaurante como “inteligente, de acordo com as práticas gastronômicas e ingredientes brasileiros e salpicada de influência espanhola”.

Do Correio do Povo

A bailarina Luana estudará engenharia elétrica no MIT – Foto Arquivo Pessoal

A bailarina mineira Luana Lopes Lara, 17, aguarda ansiosamente o próximo mês. Em abril, a jovem vai conhecer a universidade em que estudará pelos próximos quatro anos a partir de agosto: o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

A estudante soube da notícia na última sexta-feira (14) e já se decidiu. Vai deixar a Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), onde mora e estuda há três anos, para se dedicar ao curso de engenharia elétrica em uma das instituições mais conceituadas e concorridas do mundo.

“Eu sempre amei dançar e, por vezes, cheguei a pensar em ser bailarina profissional, mas também sempre quis estudar numa universidade de engenharia e fazer algo que pudesse mudar o mundo e ajudar as pessoas”, disse Luana, que recebeu a notícia de sua aprovação em Salzburgo, na Áustria, onde apresenta “O Lago dos Cisnes” com os integrantes brasileiros do balé russo Bolshoi.

“Nossa, eu estava ansiosa na sala da minha casa esperando [o resultado]. Daí li metade da carta de aprovação e já sai gritando. Comecei a chorar, abracei minhas amigas e liguei pros meus pais”, relembra.

A estudante recebeu uma bolsa de 20% e tentará mais um auxílio da Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos que apoia a formação de jovens brasileiros. Segundo ela, o gasto anual do curso é de cerca de 63 mil dólares.

Rotina, estudos e o balé

Luana soma em seu currículo uma série de títulos, como medalhas de ouro e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (2013) e na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina (2012), respectivamente; prêmios de melhor aluna de seu colégio em Joinville; e melhor nota no curso escola avançada de engenharia mecatrônica da USP (Universidade de São Paulo).

O bom desempenho escolar da jovem é resultado de pouquíssimas horas de sono. “Tinha vezes que eu chegava a dormir 7 horas por semana. Meus pais ficavam super preocupados. Me mandavam dormir”, conta.

Em geral, das 7h20 às 12h30, a jovem fazia o ensino médio em uma escola particular focada nas áreas de ciência e tecnologia. Por volta de 13h15 ela chegava na sede do Bolshoi e saia de lá só às 19h45. Apesar do cansaço, a estudante tentava aproveitar todos os momentos livres durante a semana para estudar. Assim, conseguiria ter tempo livre nos finais de semana para sair com os amigos, ir ao cinema, assistir televisão.

Na época do vestibular, a estudante não focou muito na preparação para as provas brasileiras. Preferiu estudar para os exames de conhecimentos gerais SAT (Scholastic Aptitude Test) e para o de proficiência em inglês Toefl (Test of English as a Foreign Language), ambos exigidos pelas universidades norte-americanas.

“Desde pequena eu sonhava em estudar fora, mas foi depois de visitar minha irmã no campus da North Carolina State University [a irmã passou um ano estudando lá por meio do programa Ciência sem Fronteiras] que decidi que era isso que eu queria”, explica.

Em todo caso, decidiu fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e conseguiu pontuação suficiente para estudar engenharia elétrica na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Para ela, a paixão pelo balé e pela engenharia provavelmente ajudou no processo de aceite do MIT. “Acho que o maior diferencial foi eu ser uma menina que dança balé e quer fazer engenharia [risos]“, brinca.

Com base em suas duas paixões, Luana pretende se especializar na área de robótica e deseja usar o que aprendeu com o balé para desenvolver movimentos robóticos mais orgânicos.

Mesmo tendo que deixar a escola do Bolshoi, ela faz questão de dizer que pretende continuar dançando. “Vou fazer aula no campus ou em alguma escola próxima”, destaca. “Quero que agosto chegue logo! Acho que vai ser bem difícil [no começo] e vou estranhar um pouco, mas acho que depois de um tempo vou conseguir acompanhar.”

Do Uol

 

Neste mês começou um ciclo de reflexões chamado Pequim+20, que lembra a conferência sobre os direitos das mulheres realizada pela ONU em Pequim.O objetivo é analisar os avanços desde a conferência há 20 anos. No Brasil, as mulheres ainda enfrentam problemas e desafios. Confira.

 

 

Da EBC

Mais mulheres na política

Com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, o Congresso Nacional reúne-se nesta quarta-feira (19), ao meio-dia, para a sessão solene de lançamento da campanha institucional “Mais Mulher na Política”.

Trata-se de uma ação conjunta do Congresso e do TSE para estimular a participação feminina nos processos eleitorais. A campanha terá propaganda institucional em rádios e televisões em conformidade com a minirreforma eleitoral (Lei 12.891/2013), que autoriza o TSE a promover campanha para “incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política”.

A procuradora especial da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que este é um movimento já antigo, mas que nos últimos anos tem se intensificado em busca de resultados mais efetivos.

— A gente não pode mais continuar convivendo com a situação atual, em que as mulheres são quase 52% do eleitorado e ocupam 8,6% das cadeiras no Parlamento. Está tudo errado no Brasil, porque a democracia também se mede pela presença da mulher nos espaços de poder — afirmou Vanessa.

De acordo com a cartilha + Mulher na Política: Mulher, Tome Partido, feita pela Procuradoria Especial da Mulher no Senado, o Brasil está em 156º lugar em representação feminina no Parlamento, entre 188 países. Na comparação com 34 países das Américas, o Brasil ocupa a 30ª colocação.

Da Agência Senado

Angela Merkel, da Alemanha

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje (13) que os interesses econômicos e políticos da Rússia podem ser seriamente afetados se o país continuar a violar as leis internacionais na península da Crimeia. Em discurso no Parlamento alemão, Merkel acrescentou que a Rússia está conduzindo táticas expansionistas obsoletas, dos séculos 19 e 20.

“Se a Rússia continuar o que está fazendo nessas últimas semanas, a catástrofe pode afetar não apenas a Ucrânia”, informou a chanceler perante os deputados, em uma sessão parlamentar em que estava presente o embaixador ucraniano na Alemanha.

“Isso não vai alterar apenas as relações entre a União Europeia e a Rússia. Isso vai – e estou firmemente convencida disso – afetar a Rússia economicamente e politicamente”, enfatizou Merkel. A chanceler disse ainda que a Rússia devia aprender com os erros do passado, lembrando que, neste ano, completa-se o primeiro centenário da 1ª Guerra Mundial e os 25 anos da queda do Muro de Berlim.

“Não podemos fazer com que o tempo ande para trás. Os conflitos de interesses no centro da Europa em pleno século 21 só podem ser resolvidos com êxito se não forem utilizados meios do século 19 e do século 20”. Merkel tem sido apontada como a figura política mais influente da União Europeia diante da crise da Crimeia, mas tem sido igualmente criticada pela relutância em pressionar a Rússia devido aos interesses comerciais do país. Durante a visita que fez ontem (12) à Polônia, onde se encontrou com o primeiro-ministro Donald Tusk, ela avisou a Rússia sobre a possibilidade de uma segunda fase de sanções, caso não haja recuo das posições mantidas na Crimeia.

O Parlamento da Crimeia marcou para domingo (16) um referendo para que os habitantes da península decidam se querem pertencer à Federação Russa ou uma autonomia mais ampla em relação à Ucrânia. As autoridades da Crimeia não reconhecem o novo governo da Ucrânia, que foi nomeado pelo Parlamento depois da destituição do presidente Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado na Rússia. O ex–presidente ainda reivindica ser o chefe de Estado.

Tanto as novas autoridades ucranianas quanto a comunidade internacional ocidental consideram esse referendo ilegal e têm apelado à Rússia para que não apoie a iniciativa. A crise na Ucrânia começou em novembro do ano passado, quando Ianukóvitch adiou a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e promoveu uma aproximação em relação à Rússia.

Da EBC

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera (UN Women/Creative Commons)

A presidenta Dilma Rousseff se encontra hoje (11) de manhã com a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, que assume novamente o governo. A reunião está marcada para as 9h40, horário local (uma hora a menos do que no Brasil), no Palácio Presidencial Cerro Castilho, que fica em Viña del Mar, cidade litorânea do Chile.

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera. A cerimônia ocorre no Congresso Nacional chileno, que fica em Valparaíso, próximo de Viña del Mar e a 120 quilômetros da capital, Santiago.

Tendo como principal desafio reformar o sistema educacional e a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet, Michelle Bachelet terá que negociar com outros partidos, além de sua coalizão, para cumprir as promessas.

Do ponto de vista internacional, a expectativa do governo brasileiro é que o novo mandato aproxime o Chile dos vizinhos sul-americanos. De acordo com o embaixador Américo Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, a expectativa do Brasil é aprofundar parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e direitos humanos.

Após a cerimônia de posse, os chefes de Estado retornam a Viña del Mar para cumprimentar Bachelet e participar de almoço oferecido pela chilena, marcado para as 14h. Dilma ainda participa de fotografia oficial com os demais chefes de Estado e de governo, no Palácio Presidencial Cerro Castilho, de onde se desloca para embarcar de volta ao Brasil. Ela tem chegada prevista para o fim da noite.

A presidenta volta, mas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo fica no Chile para discutir, quarta-feira (12), a situação da Venezuela com ministros das Relações Exteriores de países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

 Da EBC

Ig
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