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Arte RatoFX

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Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento da vida

Uma em cada três mulheres é vítima de abusos físicos em todo o mundo, indica uma série de estudos divulgados nesta sexta-feira (21/11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital e cerca de 70 milhões se casam antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade. Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas.

A violência, exacerbada durante conflitos e crises humanitárias, tem consequências dramáticas para a saúde física e mental das vítimas. “Nenhuma varinha de condão vai eliminar a violência contras as mulheres. Mas a prática revela que é possível realizar mudanças nas atitudes e nos comportamentos, que podem ser conseguidos em menos de uma geração”, afirmou Charlotte Watts, professora na Escola de Higiene e Medicina Tropical em Londres e coautora dos documentos.

Os investigadores apuraram que mesmo nos casos em que existe legislação forte e avançada de defesa das mulheres, muitas continuam a ser vítimas de discriminação, violência e falta de acesso adequado a serviços jurídicos e de saúde.

Os autores sustentaram que a violência contra as mulheres só vai retroceder se os governos colocarem mais recursos na luta e reconhecerem que ela prejudica o crescimento econômico.

O documento também sustenta que os líderes mundiais deverem mudar legislações e instituições discriminatórias que encorajam a desigualdade e preparam o terreno para mais violência.

Do Correio Braziliense

Mary Barra, presidente da General Motors, citada no estudo sobre executivas – Foto: Divulgação

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou a trajetória profissional de 24 diretoras executivas de gigantes multinacionais, todas presentes na lista das 500 maiores empresas da revista “Fortune”.

A conclusão é que a maioria conseguiu o posto mais alto após construir a carreira na mesma empresa, começando de baixo, e não trocando de companhias. Esse é o caso de Mary Barra, atual presidente da General Motors, que iniciou sua trajetória como uma espécie de estagiária da multinacional.

As autoras do estudo, Sarah Dillard e Vanessa Lipschitz, concluíram que foco e estabilidade foram decisivos para que as executivas chegassem aos seus postos atuais.

Apenas três profissionais analisadas conseguiram bons cargos em grandes bancos ou empresas de consultoria assim que saíram da faculdade.

A maioria das mulheres da pesquisa, 70%, permaneceu na mesma empresa por pelo menos dez anos antes de ser promovida a presidente. Mesmo aquelas que chegaram ao topo de uma companhia sem construir sua carreira nela ficaram anos em um mesmo local.

Exemplo disso é Sheri McCoy, que trabalhou 30 anos na Johnson & Johnson, não foi promovida a diretora-executiva, mas hoje ocupa este cargo na Avon.

Outro dado da pesquisa, mostra que 20% começaram justamente na empresa que lideram agora.

O estudo também evidenciou que o mercado de trabalho ainda é injusto com as mulheres. Elas demoram, em média, 23 anos em uma mesma empresa para chegar ao cargo mais alto. Esse período cai para 15 anos no caso dos homens, considerando a carreira de presidentes das 500 maiores da “Fortune”.

Quase a metade dos homens, 48%, fez carreira na mesma empresa antes de liderá-la. Esse número sobe para 71% no caso das mulheres.

Ter um diploma de uma grande faculdade norte-americana ou MBAs das melhores escolas não é tão importante quanto pode se pensar.

Das 24 executivas, apenas duas são formadas em uma universidade da “Ivy League”, grupo das oito mais antigas e prestigiadas dos EUA, e 25% fizeram um MBA em uma das dez melhores escolas do país.

A conclusão das autoras é que, apesar de esses títulos serem importantes, não são necessariamente decisivos para que a profissional chegue ao topo de uma companhia.

Do Uol

Bancárias lutam por igualdade salarial, além de melhores condições de trabalho / Arquivo Diário SP

Segundo cálculo do Dieese, demoraria 88 anos para que os salários fossem igualados entre os sexos

Os dados do 2º Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio, causaram surpresa até no comando nacional do Sindicato dos Bancários. As mulheres continuam sendo discriminadas pelas instituições financeiras. Somente pelo fato de serem do sexo feminino, recebem 77,9% do salário médio pago aos homens, mesmo os dois fazendo as mesmas funções.

Na comparação com o primeiro censo, feito em 2008, a situação melhorou, mas foram pífios 1,5% de alta, segundo o Sindicato dos Bancários.

O cálculo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ele mostra, por exemplo, que se esse ritmo de correção das distorções não mudar, vai demorar 88 anos para que as bancárias passem a receber salários iguais aos dos colegas homens.

Na Região Sudeste, a mais rica do país, a diferença salarial de gênero é ainda maior. Demoraria cerca de 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens.

Durante a reunião com o Comando Nacional dos Bancários, no primeiro semestre, também foram apresentados os dados solicitados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) sobre os números de afastamento de bancários do trabalho nos últimos anos.

Do total de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram do 2º Censo, 187.411 responderam ao questionário, o equivalente a 41% dos contratados pelo setor. Desse montante, 51,7% são homens e 48,3%, mulheres.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, cobrou providências para mudar esse cenário. Os bancários fizeram greve de sete dias na semana retrasada para cobrar, além de reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho.

“Cobramos dos bancos propostas concretas para que diminua essa diferença de salários entre homens e mulheres e todos tenham igual oportunidade de ascensão na carreira”, afirmou Juvandia.

Outro lado/ Em nota, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) disse não ter conhecimento dos resultados Mesmo assim, ela considera os resultados parciais e incompletos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os dados apresentados foram apenas uma prévia e, por isso, não iria comentá-los.

Do Diário de São Paulo

Custo chega a quase R$ 20 trilhões; para cada morte em um campo de batalha, nove pessoas são assassinadas em desavenças interpessoais, diz estudo

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A violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças, mata muito mais que guerras e é um flagelo muitas vezes subestimado que custa à economia mundial mais de 8 trilhões de dólares por ano (cerca de R$ 20 trilhões), informaram especialistas nesta terça-feira.

O estudo, que seus autores dizem ter sido uma primeira tentativa de estimar os gastos globais da violência, exortou a Organização das Nações Unidas (ONU) a prestar mais atenção aos abusos em casa, que recebem menos destaque que conflitos armados como os da Síria ou da Ucrânia.

“Para cada morte civil em um campo de batalha, nove pessoas… são mortas em desavenças interpessoais”, escreveram Anke Hoeffler, da Universidade Oxford, e James Fearon, da Universidade Stanford, no relatório.

Das brigas domésticas às guerras, eles estimaram que em todo o mundo a violência custe 9,5 trilhões de dólares por ano, sobretudo na perda da produção econômica, o que equivale a 11,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Nos últimos anos, cerca de 20 a 25 nações sofreram com guerras civis, o que devastou muitas economias locais e custou cerca de 170 bilhões de dólares por ano. Os homicídios, a maioria de homens e não relacionados com brigas domésticas, custaram 650 bilhões de dólares.

Mas estas cifras se apequenam diante dos 8 trilhões de dólares anuais do custo da violência doméstica, cuja maioria das vítimas são mulheres e crianças.

O estudo afirma que cerca de 290 milhões de crianças sofreram alguma forma de violência disciplinar em casa, de acordo com estimativas baseadas em dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Com base nos custos estimados, que vão de lesões a serviços de assistência infantil, o estudo calculou que o abuso não-fatal de crianças drena 1,9 por cento do PIB em nações ricas e até 19 por cento do PIB na África subsaariana, onde as modalidades severas de disciplina são comuns.

Bjorn Lomborg, chefe do Centro de Consenso de Copenhagem, que encomendou o relatório, disse que a violência doméstica é frequentemente subestimada, assim como acidentes de carro atraem menos atenção que acidentes de avião, embora muito mais pessoas morram no primeiro caso.

‘Não se trata só de dizer ‘isto é um problema sério’”, disse ele à Reuters. “É uma maneira de encontrar soluções inteligentes”. O Centro emprega estudos de mais de 50 economistas, inclusive três prêmios Nobel, e procura soluções de baixo custo para combater desde a mudança climática até a malária.

O estudo pretende ajudar a ONU a selecionar metas para 2030 para alcançar os Objetivos do Milênio estabelecidos para o período 2000-2015, que incluem a redução da pobreza e a melhoria dos depósitos de água potável. Os novos objetivos poderiam incluir o fim dos espancamentos como forma socialmente aceita de disciplina infantil e a redução da violência doméstica contra mulheres.

Rodrigo Soares, professor da Escola de Economia de São Paulo-FGV, disse ser bom ressaltar o grande número de mortes causadas pela violência doméstica, embora a falta de dados faça com que seja “um pouco ambicioso demais” estimar os custos globais.

Do Terra

Esmalte antiestupro: criadores esperam que produto ajude a prevenir a violência sexual

Reprodução

Proteger o maior número possível de mulheres da experiência da violência do estupro com um recurso simples de aplicar, discreto e barato.

Com esse objetivo um grupo de estudantes da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) criou um esmalte que muda de cor em contato com substâncias conhecidas como drogas de estupro ou “boa noite cinderela” – a mais famosa é o GHB (gama-hidroxibutirato).

“Isso é quase uma em cada cinco mulheres em nosso país. Podemos não saber quem são, mas essas mulheres têm um rosto. Eles são as nossas filhas, nossas namoradas e nossas amigas”, diz o texto de apresentação da startup criada por Tasso Von Windheim, Tyler Confrey-Maloney, Stephan Gray and Ankesh Madan para desenvolver e produzir os esmaltes.De acordo com a página da empresaUndercover Project no Facebook, somente nos Estados Unidos, 18% das mulheres são vítimas de estupro ao longo da vida e o uso de substâncias para facilitar o abuso e a violência sexual contra mulheres é algo comum, em especial no âmbito estudantil.

Uma vez aplicado nas unhas, o esmalte permite à mulher testar a presença de drogas de abuso na bebida apenas mexendo o drinque discretamente com o dedo. O produto ainda está em testes, mas não deve demorar para chegar ao mercado, já que conseguiu atrair a atenção de investidores de peso depois que a empresa ficou entre os seminfinalistas da Kairos 50, uma iniciativa global para premiar empreendedores com menos de 25 anos.

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Caminhar meia hora por dia já ajuda na diminuição do risco da doença

As mulheres que praticam pelo menos 30 minutos por dia de caminhada têm 10% menos de chance de desenvolver câncer de mama, revelou um estudo publicado no jornal da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Os cientistas monitoraram mulheres que já haviam passado pela menopausa.

— Nós descobrimos que a atividade física de lazer, mesmo de modesta intensidade, parecia ter um impacto rápido sobre o risco de câncer de mama. As mulheres devem ser encorajadas a continuar o exercício físico. E aquelas que não se exercitam deveriam iniciar, porque o seu risco de câncer de mama pode diminuir rapidamente — explica o pesquisador Agnes Fournier.

Fournier e colegas analisaram dados obtidos a partir de questionários preenchidos por quase 60 mil mulheres pós-menopáusicas. O tempo médio de acompanhamento foi de 8,5 anos — durante os quais 2 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama invasivo.

Os efeitos de redução de risco de câncer de mama por causa da atividade física eram independentes do índice de massa corporal, ganho de peso, circunferência da cintura e do nível de atividade de cinco a nove anos antes.

Do  ZH – ClicRBS

Foto: Getty Images

De acordo com o estudo, eventos familiares traumáticos são mais nocivos para as meninas que para meninos

É inegável que crianças que testemunham a violência doméstica carregam cicatrizes emocionais, mas um novo estudo publicado na revista Pediatrics descobriu que ver os familiares sendo feridos também pode causar uma “cicatriz” no DNA. As informações são do Daily Mail.

Jovens que presenciam a violência doméstica ou o suicídio em casa têm os genes mais limitados que aqueles criados em famílias estáveis.

Cientista da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, descobriram que essa condição prejudica os telômeros, estrutura que impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com a de outro. Telômeros mais curtos estão ligados ao declínio cognitivo, diabetes, doença mental, doenças cardíacas e excesso de peso.

Para o estudo, pesquisadores coletaram amostras genéticas de 80 crianças com idades entre 5 e 15 anos. Eles também entrevistaram os pais sobre seus ambientes domésticos, bem como a exposição dos filhos a situações traumáticas.

“Momentos familiares estressantes, como testemunhar um membro da família se machucando, criaram um ambiente que afeta o DNA dentro das células das crianças “, disse Stacy Drury, autor do estudo. “Quanto mais essas crianças presenciavam um momento estressante, mais curtos eram seus telômeros – e notamos isso depois pesquisar muitos outros fatores, incluindo o nível socioeconômico, escolaridade materna, idade dos pais e idade da criança, explicou.

O estudo mostrou ainda que eventos familiares traumáticos são mais nocivos para as meninas, mais propensas a ter telômeros encurtados que os meninos.

Do Terra

Wasmália Bivar – Foto : IBGE

A presidenta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, disse ontem (26), no Rio de Janeiro, que a adesão dos servidores à greve é parcial na maioria das unidades, em todo o o país, que já deliberaram pela paralisação e que técnicos permanecem exercendo suas atividades, o que sinaliza que não haverá descontinuidade na divulgação dos indicadores considerados essenciais para a sociedade brasileira.

“E é assim que nós queremos continuar nesse processo, de forma a garantir para a sociedade que aquelas informações essenciais para a tomada de decisões privadas e públicas [serão divulgadas] para garantia de que os contratos serão celebrados e confirmados. Essa essencialidade da nossa produção será mantida. Ou seja, vai haver divulgação, por exemplo, do Produto Interno Bruto (PIB), no próximo dia 30”, afiançou. Ela completou que a direção do IBGE está atenta à coleta e à divulgação de todas as pesquisas conjunturais.

De acordo com a Associação de Servidores do IBGE (Assibge), a paralisação já atingiu 15 das 31 unidades do instituto. Hoje (27) será decidida, em assembleia, a paralisação ou não na Unidade Canabarro, no Maracanã, na capital fluminense.

A presidenta assinalou que a direção do instituto tem mantido um canal permanente de diálogo com a representação dos funcionários, tendo feito sete reuniões nos últimos sete meses, das quais [ela] participou de quatro. “A direção nunca se recusou a conversar”. Para Wasmália, a pauta apresentada pelo sindicato da categoria tem “motivações políticas, que parecem ser mais importantes do que as reivindicações trabalhistas”. Como exemplo, citou o pedido para ela saia da direção ou que haja a reintegração, no momento, dos recursos orçamentários do IBGE. “Isso é desconhecer como o IBGE funciona”. Segundo Wasmália, como os servidores pedem sua saída da presidência do órgão, isso inviabiliza sua posição como negociadora.

Ela concordou que é legítimo o pleito dos funcionários de equiparação salarial com a carreira de gestão, caso do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ou do Banco Central, o que representaria, para o nível superior, por exemplo, aumento de 37%. “Essa reivindicação é antiga e todos nós endossamos. Queremos isso também. A questão é a oportunidade e a maneira de encaminhar isso em momentos em que possa ser aceito e levado adiante, no âmbito do governo”, ponderou.

Ela se pergunta por que motivos os grevistas não incluíram na pauta o reajuste de benefícios como vale-alimentação, auxílio-creche ou auxílio-saúde, que atingiram patamares muito baixos. “Não tem nada disso na pauta de reivindicações apresentada”. Não faz parte também a retribuição de titulação, que compõe os pleitos de todo o corpo funcional de nível superior, avaliou. Wasmália disse ainda que a medida aprovada na negociação de 2012 acabou criando uma distorção, porque a retribuição para quem tem mestrado, por exemplo, é R$1,4 mil, enquanto uma gratificação de qualificação para um funcionário de nível médio, que tenha cursos técnicos de até 360 horas, sobe para R$ 2 mil.

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Usando marcadores genéticos, teste consegue antever se grávidas que tiveram contrações antes do tempo entraram mesmo em trabalho de parto.

Atualmente, grávidas com contrações antes da hora não têm como prever se terão bebês prematuros (Foto: BBC)

Especialistas canadenses desenvolveram um exame de sangue que pode prever as chances de uma mulher grávida, que sofre contrações antes do tempo, de ter um bebê prematuro.

Cerca de 5% das mulheres que começam a ter contrações antes das 37 semanas de gravidez dão à luz em até 10 dias, afirmam os especialistas, em pesquisa publicada na revista científica PlosOne.

Atualmente, mulheres com contrações antes da hora não têm formas confiáveis de saber se estão prestes a entrar em trabalho de parto ou se as contrações vão parar.

Em algumas ocasiões, são realizados esfregaços vaginais, mas esses testes muitas vezes podem acusar resultados errados.

O teste de sangue desenvolvido por pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Toronto, foi capaz de prever partos prematuros em 70% dos 150 casos analisados em um hospital na Austrália.

O cientista Stephen Lye explica que o exame de sangue se baseia na busca por marcadores genéticos ligados ao parto.

“Os dados indicam que marcadores no sangue de mulheres com contrações antes da hora são capazes de indicar as chances de elas darem à luz prematuramente ou não”, disse Lye.

“Isso trará benefícios para as mães, para o bebê e para o sistema de saúde”, acrescentou.

O exame será testado em um hospital em Toronto e deve estar disponível no mercado em cinco anos.

Do G1

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Mais de 800 mulheres morrem todos os dias devido a complicações na gravidez e no parto, mostra a Organização Mundial da Saúde (OMS) em dados divulgados hoje (6). A mortalidade materna, no entanto, registra redução de 45% desde 1990.

Segundo a OMS, 289 mil mulheres morreram em 2013 devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto. Em 1990, foram 523 mil mortes.

A quase totalidade das mortes maternas (99%) ocorre em países em desenvolvimento e um terço do total é regitrado em apenas dois países: a Índia (50 mil) e a Nigéria (40 mil). De acordo com a OMS, a região mais perigosa para se ter um filho é a África Subsaariana.

A taxa de mortalidade materna nos países em desenvolvimento em 2013 foi 230 por 100 mil nascimentos, enquanto nos países desenvolvidos foi 16 por 100 mil nascidos vivos.

A organização, sediada em Genebra, alerta para as grandes disparidades entre os países – com alguns registrando taxas de mortalidade materna extremamente elevadas, de 1.000 por cada 100 mil nascidos vivos – e também entre pobres e ricos dentro de alguns países.

Outro estudo da agência da ONU para a saúde, publicado hoje na revista The Lancet Global Health revela que uma em cada quatro mortes se deve a complicações previamente existentes, como diabetes, HIV, malária ou obesidade, cujos impactos são agravados pela gravidez.

Um quarto das mortes deve-se a hemorragia severa. Outras causas identificadas são a hipertensão induzida pela gravidez (14%), as infeções (11%), obstruções e outras complicações no parto (9%), complicações relacionadas com o aborto (8%) e coágulos sanguíneos (3%).

“Juntos, os dois relatórios destacam a necessidade de investir em soluções comprovadas, como cuidados de saúde de qualidade para todas as mulheres durante a gravidez e o parto, e cuidados especiais para grávidas com problemas clínicos pré-existentes”, disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Mulher e Criança, Flavia Bustreo, citada em comunicado da OMS.

Outro alerta da organização é sobre a falta de dados rigorosos relacionados à mortalidade materna. Apesar de ter aumentado o conhecimento sobre o número de mulheres que morrem e as razões das mortes, muitos dados ainda não são registrados. “Trinta e três mortes maternas por hora são 33 mortes a mais”, disse o diretor de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, citado no comunicado.

“Precisamos documentar cada um desses acontecimentos trágicos, determinar as suas causas e iniciar ações corretivas urgentemente”, acrescentou Bustreo.

Da EBC

Ig
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