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Arquivos para a ‘Obituário’ Categoria

Wislawa Szymborska

Morreu hoje, tinha 88 anos, a poeta polaca, Wislawa Szymborska, nobel da literatura em 1996. Fico aqui com o céu que ela deixou (tradução para português do Brasil) Procurem-na lá. Ela deixa os sinais

Céu

Era preciso comecar daí: céu.
Janela sem encosto, sem moldura, sem vidraça.
Abertura e nada mais, porém muito bem aberta.
Não preciso aguardar a noite amena:
nem levantar a cabeça
para perscrutar o céu.
Tenho céu atrás de mim, sob as mãos
e debaixo das pálpebras.
Estou enredada de céu
e isto me exalta.
Nem as montanhas mais altas
Estão mais próximas do céu
que os vales mais profundos.
Nao há mais céu num lugar
do que em outro.
A nuvem está atada ao céu
indiferente como o túmulo.
A toupeira é tão feliz
quanto a coruja que abre as asas.
O objeto que cai no precipício
cai do céu no céu.
Partes poeirentas, léquidas, montanhosas,
passageiras e queimadas do céu, migalhas do céu,
brisas de céu e montes.
O céu é onipresente
até nas trevas sob a pele.
Devoro o céu, rejeito o céu.
Estou com armadilhas na armadilha,
com o habitante instalado,
com o abraço abraçado,
com a pergunta presente na resposta.
A divisão entre céu e terra
não foi pensada de forma adequada
a respeito desta unidade.
Permite até que se sobreviva
no endereço mais exato,
que pode ser achado mais depressa
se me procurarem.
Os meus sinais característicos são
o arrebatamento e o desespero.
 
Do Puro Acaso

'Lioness: Hidden Treasures' é o álbum póstumo da cantora inglesa Foto: Reprodução

Um esperado álbum com material inédito da cantora britânica Amy Winehouse foi lançado nesta segunda-feira (5), cinco meses após sua dramática e prematura morte aos 27 anos.

O álbum Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures contém 12 músicas, entre as quais estão algumas não editadas anteriormente, versões pessoais de clássicos de outros artistas e novas composições da considerada “diva do soul”.

A morte da artista de voz grave em julho, após um histórico marcado por álcool e drogas, comoveu o mundo da música, que ainda hoje lamenta sua ausência.

Com a intérprete de Rehab – seu grande sucesso – e You Know I’m No Good elevada ao olimpo póstumo do rock, os encarregados de recopilar o material desse novo álbum foram seus produtores, Salaam Remi e Mark Ronson.

Ambos trabalharam com a cantora e, após sua morte, viram um filão nas gravações que Amy realizou antes, durante e após o lançamento de seus dois únicos discos, Frank e Back to Black.

Após sua morte, Remi e Ronson perceberam que Amy deixou “uma coleção de temas que mereciam ser escutados” e que era um “verdadeiro legado” da cantora, explicou a Fundação Amy Winehouse, criada por sua família.

Entre as músicas resgatadas nesse trabalho está A Song For You, que a artista gravou quando estava sob o efeito das drogas em 2009.

A nova seleção traz também Body and Soul, que Amy gravou com o cantor americano Tony Bennett para o álbum que o veterano artista lançou em setembro.

O álbum inclui temas inéditos como Between The Cheats e Best Friends, além de Garota de Ipanema, a primeira música que Amy cantou aos 18 anos quando foi a Miami pela primeira vez para gravar com o produtor Salaam Remi.

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Wangari Maathai

A queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004 por seu compromisso com o meio ambiente, faleceu no domingo aos 71 anos vítima de um câncer, anunciou o movimento Greenbelt, fundado pela ativista.

“Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimiento, ocorrido em 25 de setembro de 2011 depois de um longo e corajoso combate contra o câncer”, anuncia o movimento em sua página na internet.

Em 2004, a militante foi recompensada com o Nobel pelo trabalho do Movimento Greenbelt (Cinturão Verde), fundado em 1977, e foi a primeira mulher africana a receber o prêmio.

Principal projeto de plantação de árvores na África, o movimento busca promover a biodiversidade e, ao mesmo tempo, criar empregos para as mulheres e realçar sua imagem.

Desde 1977, a organização plantou quase 40 milhões de árvores na África.

Maathai foi a primeira mulher a completar o doutorado na África central e oriental. Ela comandou a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e foi secretária Estado para o Meio Ambiente entre 2003 e 2005.

Em sua autobiografia publicada em 2006, com o título “Com a cabeça bem alta”, contou como, em consequência das mudanças climáticas especialmente, o meio ambiente se degradou em sua região natal, o monte Quênia.

Além do país natal, Wangari Maathai ampliou o combate ecológico a toda África. Nos últimos anos, a militante se dedicou à proteção da selva da bacia do Congo na África central, segundo maior maciço florestal tropical do mundo.

No combate a favor do meio ambiente no Quênia, país pobre da África oriental, a militante enfrentou a corrupção e a repressão policial. Ela foi detida várias vezes.

Algumas declarações polêmicas sobre a Aids em 2003 – que ela retificou depois – provocaram dúvidas sobre ela, sobretudo por parte de Washington.

Maathai tinha três filhos – Waweru, Wanjira e Muta – e uma neta, Ruth Wangari.

Do Correio Braziliense
Helena Greco

A primeira vereadora de Belo Horizonte, Helena Greco, morreu na manhã desta quarta-feira aos 95 anos. A informação foi confirmada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de minas Gerais, legenda da qual ela foi uma das fundadoras. Ela exerceu o mandato pelo partido entre 1982 e 1992.

Helena nasceu em Abaeté (MG) em 15 de junho de 1916, filha do italiano Antonio Greco e da mineira Josefina Álvares Greco. Foi casada com José Bartolomeu Greco por 64 anos, e com ele teve três filhos: Marília, Heloisa e Dirceu.

Farmacêutica de formação, sem nunca ter exercido a profissão formalmente, Helena se tornou referência na luta pelos direitos humanos. Começou a militar aos 61 anos, em 1977, e não parou mais. O primeiro marco de sua participação política foi a luta pela anistia. Helena foi presidente e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia-MG, em 1977, e do Comitê Brasileiro de Anistia-MG, no ano seguinte. Em 1979, foi a representante do Brasil no Congresso pela Anistia do Brasil em Roma.

Helena foi idealizadora e criadora de várias outras entidades, como a Coordenadoria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de Belo Horizonte, o Conselho Municipal da Mulher, o Fórum Permanente de Luta pelos Direitos Humanos de Belo Horizonte, o Grupo de Trabalho Contra o Trabalho Infantil e o Movimento Tortura Nunca Mais em Minas Gerais.

Em 2005, D. Helena Greco foi uma das 52 brasileiras que integraram a lista do Projeto Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz, iniciativa da Fundação Suíça pela Paz e Associação Mil Mulheres.

De acordo com o PT mineiro, o velório será realizado na noite desta quarta-feira, no cemitério Parque da Colina, e o sepultamento, às 11h de quinta-feira.

Do Terra

Segundo o site Sky News, corpo da cantora foi encontrada em seu apartamento.

Amy Winehouse

A cantora Amy Winehouse morreu em Londres nesta sábado, 23. Segundo o site Sky News, o corpo da cantora foi encontrado em seu apartamento no norte de Londres.

A vida e a carreira de Amy Winehouse foram marcadas por escândalos e consumo de drogas. Para se livrar do vício, a cantora passou por várias clínicas de reabilitação, não obtendo sucesso em nenhum tratamento.

No último mês, a cantora cancelou a turnê que iria fazer pela Europa, depois de ter sido vaiada em um show na Sérvia. Em janeiro deste ano, Amy fez shows no Brasil, passando por Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.

O site “TMZ” publicou um comunicado da Polícia Metropolitana, mas não cida o nome da cantora: “A polícia foi chamada pelo serviço de ambulância de Londres para o endereço Camden Square NW1 antes das 16:05 de hoje, sábado, 23 de julho, reportando que encontrou uma mulher morta. Na chegada, os oficiais encontraram o corpo de um mulher de 27 anos de idade, que foi declarada morta no local.” O site informa que a causa da morte ainda não está explicada.

Escândalos

Era comum Amy Winehouse ser fotografada com a roupa suja de pó branco. Em 2007, após se fotografada com o nariz sujo do mesmo pó, ela cuspiu nos paparazzi. Em seguida, circulou aos prantos pelas ruas de Londres. Um ano depois ela foi clicada correndo de sutiã por um parque na capiltal londrina.

Do Ego
Do UOL

Anna Massey em "Frenesi", de Alfred Hitchcock

A atriz britânica Anna Massey, que atuou em “Frenesi” (1972), um dos últimos filmes dirigidos por Alfred Hitchcock, morreu aos 73 anos, confirmou nesta segunda-feira (4) sua agente.

Massey ganhou diversos prêmios por suas atuações na TV e nos palcos, incluindo um Bafta por sua performance na adaptação televisiva de “Hotel Du Lac” (1986).

A filmografia de Massey inclui ainda “Armadilhas do Coração” (2002), “Ilusões Perigosas” (1995) e “Possessão” (2002), com Gwyneth Palthrow.

 

Do Folha.com

A atriz e ex-vedete Wilza Carla

O corpo da atriz Wilza Carla está sendo velado no Cemitério do Caju Rio de Janeiro nesta manhã. O enterro está marcado para as 10h, segundo informações do cemitério.

A ex-vedete, atriz e humorista estava internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, desde o último dia 17 e morreu na madrugada de domingo (19). Ela tinha 75 anos.

Wilza enfrentava problemas de saúde agravados pela obesidade; tinha diabetes e sofria do coração. A atriz vivia sob os cuidados da única filha, Paola.

Wilza Carla

Carreira

Na televisão, Wilza Carla ficou famosa pelo papel de Dona Redonda, que interpretou na novela “Saramandaia”, da Rede Globo, exibida em 1976.

Na década de 1980, Wilza foi jurada de um programa de calouros apresentado por Silvio Santos, no SBT.

 

Da Folha

MARIA CHRISTINA DE ANDRADE VIEIRA

(1951-2011)

Da filosofia ao Bamerindus

Estêvão Bertoni

Aos 36 anos, após se separar, Maria Christina de Andrade Vieira decidiu mudar o rumo da carreira: deixou a vida acadêmica para se tornar executiva do Bamerindus.

Nascida em Curitiba (PR), era filha de Avelino Vieira, o fundador do banco. Sua formação foi em filosofia, disciplina que lecionou na PUC-PR, de onde havia sido aluna.

Ao entrar para o Bamerindus, dedicou-se à área de promoções e eventos e presidiu a Associação Cultural Avelino Vieira. Segundo a filha Mariella, o banco passou a apoiar no PR cerca de 350 projetos culturais por ano.

Uma das iniciativas mais conhecidas de Maria Christina -e que existe até hoje, 20 anos depois de implementada- é o Natal no Palácio Avenida, prédio histórico restaurado no centro de Curitiba.

Aos 42, tornou-se a primeira mulher a presidir uma associação comercial no país, ao assumir a do Paraná.

No fim dos anos 90, quando o Bamerindus foi incorporado ao HSBC, Maria Christina começou a dar consultorias e a escrever. Publicou oito livros e deixou um pronto, que a família agora quer lançar. A obra é sobre sua experiência no tratamento de um câncer, descoberto quatro anos atrás. Séria e introspectiva, como é descrita pela família, ela “devorava” livros.

Há poucos meses, assumira a presidência da Fundação Cultural de Curitiba, mas se afastou devido à doença.

Mãe de três filhos, morreu anteontem, aos 60. Deixou o pedido para que não enviassem flores ao seu velório. Quis, em troca, que as pessoas fizessem doações para o hospital Erasto Gaertner, onde se tratou, em Curitiba.

coluna.obituario@uol.com.br