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Primeira mulher premiê do Reino Unido morreu aos 87 anos após derrame. Ela era chamada de ‘Dama de ferro’ devido ao estilo autoritário da política.
A ex-premiê britânica Margaret Thatcher acena da entrada de sua casa em 2010 (Foto: AFP)

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher acena da entrada de sua casa em 2010 (Foto: AFP)

Morreu nesta segunda-feira (8) aos 87 anos Margaret Thatcher, primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica, cargo no qual ficou por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1990. Ela foi uma das figuras dominantes na política inglesa no século XX e o seu “thatcherismo” ainda influencia políticos até hoje.

O porta-voz da família de Thatcher informou ela morreu em consequência de um acidente vascular cerebral. “É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz depois de um derrame, esta manhã,” disse Tim Bell.

Após sua morte, o atual premiê britânico, David Cameron, disse que o Reino Unido “perdeu uma grande líder, uma grande primeira-ministra e uma grande britânica”. O premiê anunciou que voltará para Reino Unido interrompendo uma visita a países europeus.

Thatcher havia sido internada pela última vez em dezembro, quando passou por uma cirurgia na bexiga.

Ela não falava em público desde 2002, quando os médicos desaconselharam a presença diante de audiências após uma série de pequenos derrames que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.

A filha Carol escreveu em suas memórias, publicadas em 2008, que nos piores momentos Thatcher tinha dificuldades para terminar as frases e esquecia que o marido, Denis, havia morrido em 2003.

Vida

Margaret Hilda Roberts nasceu em 13 de outubro de 1925 em Grantham, Lincolnshire. Seu pai era pastor e membro do conselho da cidade.

Ela estudou química na Universidade de Oxford, onde presidiu a tradicional Associação Conservadora, composta por alunos. Ela estudou direito enquanto trabalhava e se formou advogada em 1954.

Em 1951, se casou com Denis Thatcher, um rico homem de negócios, com quem teve dois filhos gêmeos, Carlo e Mark.

Carreira política

Thatcher se tornou membro do Partido Conservador no Parlamento de Finchley, ao norte de Londres, em 1959, onde cumpriu mandato até 1992. Seu primeiro cargo parlamentar foi ministra-assistente para previdência no governo de Harold Macmillan.

De 1964 a 1970, quando o partido Trabalhista assumiu o poder, ela ocupou diversos cargos no gabinete de Edward Heath. Heath se tornou primeiro-ministro em 1970 e Thatcher, sua secretária de Educação.

Durante o período na pasta, ela aumentou o orçamento da educação no país, mas foi criticada por abolir o leite que era gratuito em escolas para crianças. A medida polêmica lhe deu o apelido de “Thatcher the Milk Snatcher”, algo como “Thatcher a Ladra de Leite”.

Após os conservadores sofrerem nova derrota, em 1974, Thatcher concorreu com Heath pela liderança do partido e, para surpresa de muitos, venceu a indicação. Em 1979, o Partido Conservador venceria as eleições gerais e ela se tornaria primeira-ministra, aos 54 anos.

A  ex-premiê britânica Margaret Thatcher (Foto: AFP)

A ex-premiê britânica Margaret Thatcher (Foto: AFP)

‘Thatcherismo’

Com ideias arrojadas criou uma nova expressão no dicionário inglês: “thatcherismo”, que significa liberdade de mercado, privatizações, menos intervenção do governo na economia e mais rigor no tratamento com os sindicatos trabalhistas. Suas políticas conseguiram reduzir a inflação, mas o desemprego aumentou dramaticamente.

A vitória na guerra pelas Ilhas Malvinas, em 1982, e uma oposição rachada ajudaram Thatcher a conquistar uma nova vitória nas eleições de 1983. Em 1984, ela escapou por pouco de um atentado do IRA (o Exército Republicano Irlandês), que instalou um carro-bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton.

Thatcher cultivou uma relação muito próxima e pessoal com o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, baseada na desconfiança de ambos com o comunismo e na ideologia de uma economia de mercado livre. Nesta época, recebeu o apelido de “Dama de Ferro” dos soviéticos. Ela saldou com entusiasmo a chegada ao poder do reformista soviético Mikhail Gorbachev.

Nas eleições de 1987, Thatcher ganhou um inédito terceiro mandato. Mas suas políticas controversas, como a adoção de novos impostos e a oposição a qualquer integração mais próxima com a Europa, levaram sua popularidade a cair para o nível mais baixo desde que ela havia assumido o poder, em 1979.

A política interna da primeira-ministra começava a fracassar. Com a inflação alta, o país caminhava para a recessão e sua liderança começou a ser questionada dentro do próprio Partido Conservador. Em novembro de 1990, ela concordou em renunciar ao cargo e à liderança do partido, sendo substituída por John Major.

Do G1

Luto

A presidenta Dilma Rousseff decretou luto de três dias, a partir de hoje (6), pela morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ele morreu ontem (5) à tarde, após complicações de um câncer na região pélvica. O decreto está publicado na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União.

O texto tem dois artigos. “É declarado luto oficial em todo o país, pelo período de três dias, contado a partir da data de publicação deste decreto, em sinal de pesar pelo falecimento de Hugo Rafael Chávez Frías”, diz o decreto, cuja íntegra pode ser lida no site da Imprensa Nacional.

Chávez morreu em Caracas às 16h47 (horário local) de ontem, aos 58 anos, vítima de complicações de um câncer na região pélvica. Em dezembro do ano passado, ele foi submetido à quarta cirurgia para a retirada de um tumor maligno. As últimas fotografias de Chávez, em que ele aparece ao lado das duas filhas no hospital, foram divulgadas há duas semanas.

O anúncio da morte do venezuelano foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão. O corpo de Chávez será enterrado na sexta-feira (8), às 10h, em Caracas.

Da Agência Brasil
Fotografo José Varella - Foto Correio Braziliense

Fotografo José Varella – Foto Correio Braziliense

A senadora Ana Amélia usou parte de seu tempo na tribuna para lamentar nesta quinta-feira (20) a morte do repórter fotográfico José Varella, da Agência Senado, vítima de câncer de pulmão.

- Como jornalista, muitas vezes, encontrei José Varella em viagens, acompanhando autoridades pelo mundo afora. A morte dele nos entristece a todos, especialmente aos seus colegas da Agência Senado – disse a senadora, que foi chefe da sucursal da Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) em Brasília.

Da Agência Senado
Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer

A presidenta da República, Dilma Rousseff, ao lamentar a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, diz, em nota, que “o Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida”.

De acordo com a presidenta, a história de Niemeyer “não cabe nas pranchetas”. O arquiteto “foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva”. Dilma destacou ainda que “poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele”.

Ainda segundo a presidenta, “da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária”.

“Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança”, diz a nota assinada pela presidenta da República.

Da Agência Brasil
Hebe Camargo * 1929 † 2012

Perguntado sobre o que tinha a dizer em relação à Hebe Camargo, o ator global respondeu: Era uma unanimidade.

Não é bem assim. Hebe era amada e adorada por uma legião de fãs, pelos amigos e colegas de profissão, porém suscitou antipatías especialmente por seu envolvimento com políticos como Maluf.

Entretanto, é inegável que Hebe foi uma mulher muito importante, não só na TV, onde de fato era Rainha, mas no cenário nacional.

Ninguém, como ela, conseguiu a proeza de ficar seis décadas fazendo notícia e dando o que falar.

Envolveu-se em várias ações de voluntariado, era querida e admirada por sua generosidade com amigos e colegas e, mais do que tudo, por sua exaltação à alegria.

Sua risada gostosa, seu bom humor constante e seu eterno otimismo vão fazer falta.

O Brasil está ficando meio carente de pessoas assim.

Cantora tinha câncer e morreu na madrugada desta quinta-feira (17).Rainha da disco lançou 17 álbuns de estúdio e hits como ‘Last dance’.

Donna Summer

A cantora Donna Summer morreu nesta madrugada, aos 63 anos, após batalha contra o câncer. A notícia foi dada pelo site TMZ por volta das 12h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (17), e, por volta das 13h30, a morte foi confirmada por familiares à agência Associated Press. De acordo com o TMZ, ela tinha câncer de pulmão. Fontes confirmaram ao site que a cantora acreditava ter ficado doente após os atentados de 11 de setembro, ao inalar partículas tóxicas.

Summer ganhou cinco prêmios Grammy e fez sucesso, principalmente nos anos 70, com músicas como “Last Dance,” “Hot Stuff”, “She Works Hard for the Money” e “Bad Girls”. Ela já vendeu aproximadamente 130 milhões de discos em todo o mundo.

Nascida em Boston no dia 31 de dezembro de 1948, LaDonna Adrian Gaines (nome real da cantora) começou sua carreira como vocalista de apoio do trio Three Dog Night. Segundo o jornal “The New York Times”, ela aprendeu a cantar na igreja em um coral gospel. Ainda adolescente, integrou um grupo de rock psicodélico chamado The Crow.

A estreia solo em disco foi lançada em 1974, “Lady of the Night”. Seu primeiro grande hit foi “Love to Love You Baby”, que chegou ao segundo lugar na parada da revista americana “Billboard”, em 1976. Com o sucesso, passou a lançar pelo menos um LP por ano até 1984. Summer lançou 17 álbuns de estúdio. Entre os trabalhos mais importantes estão “Bad Girls” e “On the Radio, Volume I & II”.

Ela já liderou a principal parada nos EUA com canções como “Hot Stuff” e “MacArthur Park”. O disco mais recente é “Crayons”, de 2008, com músicas como “I’m a fire”, “Stamp your feet”, “It’s only love” e “Fame (the game)”. O álbum ficou na 17ª posição do ranking de mais vendidos nos EUA. Ela veio ao Brasil em 2009 para divulgar o CD, lançado após hiato de 17 anos.

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Wislawa Szymborska

Morreu hoje, tinha 88 anos, a poeta polaca, Wislawa Szymborska, nobel da literatura em 1996. Fico aqui com o céu que ela deixou (tradução para português do Brasil) Procurem-na lá. Ela deixa os sinais

Céu

Era preciso comecar daí: céu.
Janela sem encosto, sem moldura, sem vidraça.
Abertura e nada mais, porém muito bem aberta.
Não preciso aguardar a noite amena:
nem levantar a cabeça
para perscrutar o céu.
Tenho céu atrás de mim, sob as mãos
e debaixo das pálpebras.
Estou enredada de céu
e isto me exalta.
Nem as montanhas mais altas
Estão mais próximas do céu
que os vales mais profundos.
Nao há mais céu num lugar
do que em outro.
A nuvem está atada ao céu
indiferente como o túmulo.
A toupeira é tão feliz
quanto a coruja que abre as asas.
O objeto que cai no precipício
cai do céu no céu.
Partes poeirentas, léquidas, montanhosas,
passageiras e queimadas do céu, migalhas do céu,
brisas de céu e montes.
O céu é onipresente
até nas trevas sob a pele.
Devoro o céu, rejeito o céu.
Estou com armadilhas na armadilha,
com o habitante instalado,
com o abraço abraçado,
com a pergunta presente na resposta.
A divisão entre céu e terra
não foi pensada de forma adequada
a respeito desta unidade.
Permite até que se sobreviva
no endereço mais exato,
que pode ser achado mais depressa
se me procurarem.
Os meus sinais característicos são
o arrebatamento e o desespero.
 
Do Puro Acaso

'Lioness: Hidden Treasures' é o álbum póstumo da cantora inglesa Foto: Reprodução

Um esperado álbum com material inédito da cantora britânica Amy Winehouse foi lançado nesta segunda-feira (5), cinco meses após sua dramática e prematura morte aos 27 anos.

O álbum Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures contém 12 músicas, entre as quais estão algumas não editadas anteriormente, versões pessoais de clássicos de outros artistas e novas composições da considerada “diva do soul”.

A morte da artista de voz grave em julho, após um histórico marcado por álcool e drogas, comoveu o mundo da música, que ainda hoje lamenta sua ausência.

Com a intérprete de Rehab – seu grande sucesso – e You Know I’m No Good elevada ao olimpo póstumo do rock, os encarregados de recopilar o material desse novo álbum foram seus produtores, Salaam Remi e Mark Ronson.

Ambos trabalharam com a cantora e, após sua morte, viram um filão nas gravações que Amy realizou antes, durante e após o lançamento de seus dois únicos discos, Frank e Back to Black.

Após sua morte, Remi e Ronson perceberam que Amy deixou “uma coleção de temas que mereciam ser escutados” e que era um “verdadeiro legado” da cantora, explicou a Fundação Amy Winehouse, criada por sua família.

Entre as músicas resgatadas nesse trabalho está A Song For You, que a artista gravou quando estava sob o efeito das drogas em 2009.

A nova seleção traz também Body and Soul, que Amy gravou com o cantor americano Tony Bennett para o álbum que o veterano artista lançou em setembro.

O álbum inclui temas inéditos como Between The Cheats e Best Friends, além de Garota de Ipanema, a primeira música que Amy cantou aos 18 anos quando foi a Miami pela primeira vez para gravar com o produtor Salaam Remi.

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Wangari Maathai

A queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004 por seu compromisso com o meio ambiente, faleceu no domingo aos 71 anos vítima de um câncer, anunciou o movimento Greenbelt, fundado pela ativista.

“Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimiento, ocorrido em 25 de setembro de 2011 depois de um longo e corajoso combate contra o câncer”, anuncia o movimento em sua página na internet.

Em 2004, a militante foi recompensada com o Nobel pelo trabalho do Movimento Greenbelt (Cinturão Verde), fundado em 1977, e foi a primeira mulher africana a receber o prêmio.

Principal projeto de plantação de árvores na África, o movimento busca promover a biodiversidade e, ao mesmo tempo, criar empregos para as mulheres e realçar sua imagem.

Desde 1977, a organização plantou quase 40 milhões de árvores na África.

Maathai foi a primeira mulher a completar o doutorado na África central e oriental. Ela comandou a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e foi secretária Estado para o Meio Ambiente entre 2003 e 2005.

Em sua autobiografia publicada em 2006, com o título “Com a cabeça bem alta”, contou como, em consequência das mudanças climáticas especialmente, o meio ambiente se degradou em sua região natal, o monte Quênia.

Além do país natal, Wangari Maathai ampliou o combate ecológico a toda África. Nos últimos anos, a militante se dedicou à proteção da selva da bacia do Congo na África central, segundo maior maciço florestal tropical do mundo.

No combate a favor do meio ambiente no Quênia, país pobre da África oriental, a militante enfrentou a corrupção e a repressão policial. Ela foi detida várias vezes.

Algumas declarações polêmicas sobre a Aids em 2003 – que ela retificou depois – provocaram dúvidas sobre ela, sobretudo por parte de Washington.

Maathai tinha três filhos – Waweru, Wanjira e Muta – e uma neta, Ruth Wangari.

Do Correio Braziliense
Helena Greco

A primeira vereadora de Belo Horizonte, Helena Greco, morreu na manhã desta quarta-feira aos 95 anos. A informação foi confirmada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de minas Gerais, legenda da qual ela foi uma das fundadoras. Ela exerceu o mandato pelo partido entre 1982 e 1992.

Helena nasceu em Abaeté (MG) em 15 de junho de 1916, filha do italiano Antonio Greco e da mineira Josefina Álvares Greco. Foi casada com José Bartolomeu Greco por 64 anos, e com ele teve três filhos: Marília, Heloisa e Dirceu.

Farmacêutica de formação, sem nunca ter exercido a profissão formalmente, Helena se tornou referência na luta pelos direitos humanos. Começou a militar aos 61 anos, em 1977, e não parou mais. O primeiro marco de sua participação política foi a luta pela anistia. Helena foi presidente e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia-MG, em 1977, e do Comitê Brasileiro de Anistia-MG, no ano seguinte. Em 1979, foi a representante do Brasil no Congresso pela Anistia do Brasil em Roma.

Helena foi idealizadora e criadora de várias outras entidades, como a Coordenadoria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de Belo Horizonte, o Conselho Municipal da Mulher, o Fórum Permanente de Luta pelos Direitos Humanos de Belo Horizonte, o Grupo de Trabalho Contra o Trabalho Infantil e o Movimento Tortura Nunca Mais em Minas Gerais.

Em 2005, D. Helena Greco foi uma das 52 brasileiras que integraram a lista do Projeto Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz, iniciativa da Fundação Suíça pela Paz e Associação Mil Mulheres.

De acordo com o PT mineiro, o velório será realizado na noite desta quarta-feira, no cemitério Parque da Colina, e o sepultamento, às 11h de quinta-feira.

Do Terra