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Ella Fitzgerald é homenageada pelo Google no dia em que completaria 96 anos
Foto: Reprodução
Ella Fitzgerald foi uma das maiores cantoras de jazz americanas, conhecida a “primeira dama da canção”
Ella Fitzgerald foi homenageada pelo Google nesta quinta-feira com um doodle em comemoração da data em que faria 96 anos anos. A homenagem à cantora de jazz americana, conhecida como “primeira dama da canção”, mostra Ella no palco ao lado de uma banda de jazz.
Em seus 59 anos de carreira, ela venceu 13 prêmios Grammy e é apontada como uma das maiores vozes do século XX. Ella Fitzgerald nasceu em 25 de abril de 1917, em Newport News, Virginia. Ela fez sua primeira gravação em 1936, quando tinha apenas 17 anos.
Ella Fitzgerald gravou com outras grandes figuras da música, como Duke Ellington, Count Basie e Louis Armstrong. Seu repertório inclui jazz, trilhas sonoras, bossa nova e ópera. Ela gravou mais de 200 álbuns – vendendo mais de 40 milhões de cópias.
A cantora recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.
A primeira dama da canção fez seu último show no Carnegie Hall de Nova York. POr complicações da diabetes, ela teve que amputar as duas pernas aos 76 anos. Ela morreu em 1996, aos 79 anos.
Do Terra
Blogueira elogiou programas econômicos do governo brasileiro, como o Bolsa Família.

Foto: Chiba Yasuyoshi / AFP
A blogueira cubana Yoani Sánchez disse, nesta quinta-feira, durante palestra no Grupo Estado, que se inspira na frase da presidente Dilma Rousseff sobre sua preferência pelo “ruído da imprensa livre” ao “silêncio da ditadura”.
— É uma frase que me encanta, é a causa da minha luta — disse a blogueira.
Acompanhada do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), a quem intitulou seu “Quixote pessoal” por defendê-la contra os protestos que tem enfrentado nos últimos dias no Brasil, Yoani elogiou o programa Bolsa-Família e disse que o projeto poderia ser implementado em Cuba, assim como outros programas brasileiros.
A cubana também pediu que o governo brasileiro tenha uma atitude mais ativa em relação à cobrança de direitos humanos na ilha caribenha.
— Falta (da parte do governo brasileiro) dureza ou talvez franqueza em relação ao tema dos direitos humanos — disse a blogueira — Há um silêncio demasiado.
Yoani contou que se surpreendeu com a repercussão de sua visita ao Brasil e com o clima dos protestos contra ela. Ela disse que esperava manifestações que ficassem entre “a discrepância e o respeito” e que se assustou com a “virulência” das manifestações.
— Impedir a reprodução de um filme me surpreendeu tristemente — declarou.
A blogueira é uma das principais entrevistadas do documentário Conexão Cuba Honduras, do cineasta Dado Galvão.
Na quarta-feira, Yoani esteve no Congresso Nacional e disse que esta foi sua primeira vez em um parlamento. A cubana disse também ter se surpreendido com a “informalidade e com a desorganização” da sessão da qual participou, na quarta-feira (20). “Mas foi uma experiência positiva”, avaliou. No entanto, ela disse que gostaria de ter participado de um evento com uma plateia mais diversificada e não “dominada” pela oposição ao governo Dilma Rousseff.
— Eu preferiria que fosse mais plural — afirmou.
Da Zero Hora
Yaoni Sanchez
A dissidente política cubana Yoani Sánchez, responsável pelo blog Generación Y, disse nesta quarta-feira (20) que não deverá se candidatar a cargos eletivos no momento em que seu país passar a um “regime democrático”.
- Provavelmente não vou me candidatar, mas continuarei na imprensa com um dedo muito crítico, observando a quem se sentar na cadeira de presidente. Serei crítica na Cuba de hoje e na Cuba de amanhã. Os presidentes que se preparem para uma imprensa livre – prometeu num tom de quem vê como certa a liberalização do regime cubano.
A declaração foi dada à saída de uma entrevista à TV Senado, onde gravou, juntamente com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), participação no Programa Cidadania. Ali, Yoani defendeu mudanças em seu país, como uma maior abertura econômica e a possibilidade de convivência de um sistema de saúde público e universal com “clínicas particulares”.
- Uma Cuba globalizada terá certamente lanchonetes McDonald’s, mas terá também comida japonesa e brasileira – antevê.
O risco de o país voltar a ser explorado pelos Estados Unidos, como antes da revolução que tomou o poder em janeiro de 1959 e expulsou o ditador Fulgêncio Batista, foi minimizado por Yoani.
- Caberá aos políticos cubanos fazerem a abertura sem perda de soberania – advertindo que o governo agora chefiado por Raul Castro, irmão de Fidel, sustenta o mito de que os norte-americanos podem invadir Cuba:
- Entrevistei o presidente Barack Obama por meio de um questionário e ele garantiu que os Estados Unidos não tomarão essa atitude.
Apesar dos protestos de militantes da esquerda brasileira, e até de parlamentares, Yoani Sanchez diz que está se sentindo muito bem no Brasil, onde disse ter recebido o apoio “da cidadania”.
- Me perguntam se estou com sono e fome, porque não parei desde a minha chegada, mas eu acho que o Brasil tem um adrenalina ou uma vitamina que me mantém de pé – brincou a jornalista, que cumpre no país a primeira etapa de uma viagem de 80 dias por vários países, inclusive os Estados Unidos, onde poderá se avistar com Obama.
A respeito dessa possibilidade, Suplicy a aconselhou a pedir àquele governante que os Estados Unidos suspendam o bloqueio econômico à ilha, o que seria um sinal de que a jornalista não se vendeu aos interesses dos norte-americanos, como afirmam seus adversários.
Da Agência Câmara de Notícias
Yaoni Sanchez no Brasil – imagem Terra
A viagem da blogueira cubana Yoani Sánchez, que começou nesta segunda-feira no Brasil um giro por vários países, é um reflexo de “maior liberdade para os cidadãos cubanos”, afirmou o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.
“Ela já se encontra no Brasil, isso é reflexo também de um processo de maior liberdade para os cidadãos cubanos, que foi reconhecido internacionalmente”, declarou Patriota aos jornalistas.
O chanceler lembrou que o Brasil sempre se comprometeu em oferecer as condições para que a blogueira entrasse no país tendo concedido o visto “em mais de uma ocasião”.
Sánchez chegou nesta segunda-feira ao Brasil, onde foi recebida por admiradores e também por manifestantes que a criticaram, chamando-a de “agente da CIA”. O Brasil é a primeira escala de um giro de três meses por países da América e Europa após conseguir permissão para sair de Cuba.
A filóloga de 37 anos e opositora ao regime é autora do blog crítico “Generación Y” (Geração Y), e conseguiu viajar após uma reforma migratória do governo de Raúl Castro que entrou em vigor no dia 14 de janeiro. A reforma eliminou a necessidade de obter autorização de saída do país e da exigência de carta convite.
Sua viagem ao Brasil começou pelo nordeste do país, onde ela assistirá à apresentação de um documentário no qual aparece e, logo, seguirá para São Paulo para lançar o seu livro “De Cuba com carinho”.
Do Correio Braziliense
Yoani Sanchéz chegou em voo vindo do Panamá; grupo fez protesto. Brasil é a primeira parada da blogueira, que vai passar 80 dias viajando.

Na chegada ao Brasil, Yoani foi recebida por diversos jornalistas no aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife (Foto: Katherine Coutinho/G1)
Foram seis anos e 20 recusas, mas a blogueira cubana Yoani Sanchéz conseguiu finalmente realizar o sonho de voltar a viajar para fora de seu país. Era quase 1h desta segunda-feira (18) quando Yoani desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, sendo recepcionada pelo amigo e cineasta baiano Dado Galvão.
Além do carinho dos amigos e do assédio de jornalistas, Yoani foi recebida também com um protesto, sendo acusada pelo grupo de manifestantes de “trair o movimento”, receber dinheiro americano para ser revolucionária, além de ter uma conta milionária. “Viva a democracia, quero também essa democracia no meu país”, respondeu a cubana.
A blogueira, que é uma das principais vozes de oposição ao regime atualmente comandado por Raúl Castro, conseguiu viajar depois que o governo cubano extinguiu a exigência de permissão para a saída da população do país. A mudança entrou em vigor em 14 de janeiro; ela recebeu seu novo passaporte no dia 30 de janeiro.
Estou muito feliz, foram cinco anos de luta, de tentar por todos os caminhos. Tenho essa sensação agridoce, estou feliz por mim, mas também tenho amigos que não conseguiram o passaporte. A reforma migratória trouxe alguma flexibilidade, simplificou muitas coisas, mas tenho amigos que tiveram negado o passaporte”, contou.
Apesar de todas as negativas, Yoani disse que não desistiu. “Espero agora que outros amigos meus possam conseguir também o passaporte. Quando recebi meu passaporte senti alegria, mas senti também cansaço pela longa luta que foi para chegar até aqui”, relembrou.
Segundo ela, os últimos dias foram de correria. “Foram duas semanas que dormi muito pouco, mas com muita energia. Tinha muitas coisas para preparar, o roteiro da viagem para elaborar”, afirmou Yoani. A primeira parada tinha de ser o Brasil, ressaltou a blogueira. “Os brasileiros foram os que mais insistiram, apelaram de todas as maneiras. Além disso, muitas pessoas acompanham meu blog e a conta no Twitter. Por todas essas coisas, sentia que o primeiro abraço tinha de ser nos brasileiros. Foi o país que mais se esforçou para me tirar de meu exílio insular”, afirmou.
Apesar das mudanças no governo, como a reforma migratória, Yoani disse que a liberdade de expressão ainda não encontrou espaço. “Lamentavelmente, em Cuba, é penalizado pensar diferente. Opinar contra o governo traz consequências nefastas, prisão arbitrária, vigilância. Inclusive fico um pouco preocupada, deixo amigos e família. Sempre fico preocupada, mas espero não receber más notícias. Porém, vemos alguns avanços nos direitos”, apontou a blogueira.
Questionada sobre a possibilidade de ser barrada na volta a Cuba, Yoani foi taxativa: “É melhor que não tentem. É possível, mas não creio, por que seria uma violação legal das leis internacionais”. “Quero ficar em Cuba, ajudar os cubanos. Não quero ser uma Yoani Sanchéz migrante em outro país”, afirmou.
Sobre as transformações em Cuba, Yoani disse acreditar em avanços parciais. “Existe uma diferença entre a reforma sonhada e a reforma possível. A reforma possível, que é a que o governo de Raul Castro parece estar seguindo, é a de que possamos comprar um carro novo em vez de um usado, comprar alguns produtos que não eram possíveis. Porém, a reforma sonhada, que é a da liberdade de associação, de expressão, não parece que vamos conseguir tão cedo”, disse a blogueira.
O cineasta Dado Galvão disse que estava ansioso para comemorar a vinda de Yoani com a blogueira. “Prometi a ela, quando estive em Cuba em dezembro de 2009, que a ajudaria. Vamos celebrar o direito de ir e vir com cinema, solidariedade e perseverança. Já tinhamos feito o convite quatro vezes para lançar o filme e, a cada negativa, cancelávamos a estreia, pois víamos como uma forma de pressionar para trazê-la”, afirmou o cineasta.

Tanesha Awasthi fundadora do blog Girl With Curves (Foto: Reprodução/ Girl With Curves)
Cansadas de esperar as grandes publicações de moda darem atenção às leitoras plus size, muitas mulheres resolveram criar seu próprio universo fashion na Internet. O conteúdo dos blogs varia de fotos de roupas à descrições em favor da aceitação do corpo. Isso acabou criando um movimento na web conhecido como “fatshion“ (combinação de “fat”- que significa gordo – e fashion).
No Tumblr, pode ser notado também o uso de hashtags como #fatshion e #fatspo como forma de ridicularizar o uso de “thinspo” ou “thinspiration” (combinação das palavras “thin” e “inspiration” que significam “magro“ e “inspiração”), prática comum de compartilhar fotos e vídeos de celebridades e mulheres comuns incrivelmente magras para encorajar a perda de peso.
Bethany Rutter, criadora do blog “Archedeyebrow” diz que a ideia de sua página não é apenas falar de estilo. “Apesar de meu blog ser mais focado em roupas, há algo radical no modo como abordo o assunto que nasce de um impulso político de questionar a imagem do que significa ser acima do peso”. Para a blogueira “afirmar que sente um sólido amor próprio é radical para qualquer um, ainda mais para uma gordinha”.
O conteúdo irônico e irreverente produzido pela blogueira atinge a maior parte da comunidade plus-size e faz lembrar do caso de Nancy Upton, vencedora de um concurso lançado pela marca de roupas American Apparel que pretendia escolher a gordinha mais bonita. Com fotos que a mostravam com vários tipos de comida acompanhadas da frase “eu simplesmente não consigo parar de comer”, Upton fez seu protesto e levou a discussão a nível nacional.
O tumblr Girl With Curves (Garotas Com Curvas, em português) aponta diretamente para a tensão invisível que existe entre a moda padrão e a moda plus size. A página foi originalmente dedicada a fotos da criadora Tanesha Awasthi mostrando seus looks. No entanto, ali já são apresentadas dicas e uma seção de estilo de vida junto às imagens, como um verdadeiro blog de moda deve ser.

Nancy Upton protesta contra concurso de grife
americana (Foto: Reprodução/ ExtraWiggleRoom)
O Girl With Curves já possui 200.000 seguidores e já foi notícia em grandes publicações como New York Times, Glamour, Marie Claire.it e muitas outras. Tanesha Awasthi entende como o mercado funciona e quais são as necessidades de suas seguidoras. A blogueira oferece inspiração, tutoriais e formas fáceis de compartilhamento no Pinterest e Instagram – grandes redes sociais de imagens.
Amanda Valdez, criadora do blog “Fashion, Love and Martitnis”, lembra de quando começou seus posts. “Se você procurar meus posts e vídeos mais antigos vai ver que eu não aceitava meu corpo e mostrava muita pressão para emagrecer.”
Amanda conta que “quanto mais eu me dedicava ao blog, fazia amizades com outras blogueiras e via os posts de outras meninas parecidas comigo, mais eu começava a aceitar meu corpo. Então o conteúdo do blog passou a ser mais sobre meu estilo pessoal e minhas experiência de vida. O engraçado é que agora eles estão tendo o mesmo efeito em outras meninas que ainda não se aceitam como são”.
Do TechTudo
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Yoani Sánchez
Com os cabelos até a cintura, envolvida num xale necessário para a manhã cinza e de muito vento em Havana, Yoani Sánchez chegou ao consulado do Brasil na cidade.
O visto brasileiro, que deve sair em até sete dias, é o único que a separa do país que ela escolheu como primeira parada internacional e onde pretende desembarcar em 18 de fevereiro.
Após 20 tentativas frustradas de deixar a ilha, a blogueira finalmente conseguirá viajar, graças à reforma migratória em vigor desde 14 de janeiro.
A mudança eliminou a “autorização de saída”, mas deixou aberta a possibilidade de veto político. O regime comunista, porém, resolveu não aplicá-lo contra Sánchez dessa vez.
“Só vou gritar aaaahhh! quando tiver no avião. Mas a essa altura me impedir teria um custo político alto demais”, comemora a blogueira à Folha, que a acompanhou durante quase duas horas para completar os trâmites do visto para o Brasil.
No país, seu primeiro compromisso é participar, na Bahia, do lançamento do documentário “Conexão Cuba > Honduras”, de Dado Galvão. “Se há alguém que lutou até quando eu não tinha mais esperança foi ele”, agradece.
Além do Brasil, ela está pedindo simultaneamente visto ao EUA, a União Europeia e deseja ainda fazê-lo nas representações de Argentina e Peru.
A agenda é extensa. A ideia é passar pela Bahia, por São Paulo, ir ao Peru e a Praga, voltar ao México para a reunião da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). A última parada da primeira turnê deve ser Miami, onde mora sua irmã.
“Ela tem de sair daqui com todos os vistos. Vai que ela sai volta e não deixam ela sair de novo por ter se comportado mal?”, pondera o marido de Sánchez, jornalista Reinaldo Escobar.
Estamos num “centro de negócios” de um hotel a estatal, onde uma atendente que ajuda Sánchez com um formulário online está excitada: “Tu eres letal, hem?” Gargalha a mulher, relembrando um vídeo, distribuído pela blogueira como um viral de pendrive em pendrive, em que Sánchez pergunta à funcionária de migração que lhe negava mais uma vez a autorização de saída: “Que você dirá para o seus netos?”
Agora nos deslocamos no carro soviético da família, enquanto a blogueira ignora chamadas e preenche mais um papel: “Devo ser a campeã mundial em preenchimento de fichas de visto”.
A URSS voltaria à tona. Em um momento, a filóloga tomou seu novo passaporte azul, o do último reduto comunista do Ocidente, e disse: “‘Versos sobre o Passaporte Soviético’… Esse era um poema de Maiakóviski que líamos no colégio, do orgulho de ser soviético”. Riu.
Leia a seguir trechos da entrevista
Com o passaporte na mão, qual o seu sentimento?
Yoani Sánchez – É uma sensação agridoce. Não deveria ser notícia que uma pessoa tem um passaporte e que pode embarcar em um avião. Me entristece a anomalia que é meu país, o regularmente irregular que é Cuba. Me entristece muito que há pessoas que não o terão, como os dois prisioneiros de consciência a quem negaram o passaporte.
Por que te deixaram sair agora?
A pressão, dentro e fora, era insustentável, e minha tenacidade legal também. Apesar que alguns até diziam que eu estava fazendo papel ridículo insistindo em meu direito de sair. Transformei meu caso em emblemático da limitação de movimento dos cubanos. A visibilidade ajudou. Também o fato que eu não tenho antecedentes penais, não estou em nenhum dos incisivos da nova legalidade: não sou atleta de alto rendimento, não sou imprescindível na minha área. O único que restava é o que inciso que diz que é possível negar o passaporte quando for de “interesse público”.
Mas, neste caso, eles teriam que explicar muito bem porque não era de interesse público que eu viajasse…
Crê que sua viagem pode ser uma propaganda para o governo de que as reformas são verdadeiras e avançam?
É uma propaganda perigosa, se essa é a ideia, porque eu vou me comportar com uma pessoa livre, dizer tudo o que penso. Vou tratar de ser uma embaixadora do desejo de liberdade de cubanos no mundo. Se o pensamento foi “deixe-a sair para ver se se cala”, foi uma má jogada política.
Por que o Brasil? E o que espera encontrar?
Não quero fazer estereótipos antes de chegar. Quero ir com a cabeça aberta. Vou à Bahia porque se alguém fez mais do que o possível –fez o impossível– para eu sair do país foi Dado Galvão. Desde que ele filmou uma entrevista comigo em Havana para seu documentário, ele tem sido incansável. Inclusive, mesmo nos momentos em que me faltava esperança, ele a tinha.
Alguém se propôs com essa força a defender meu direito de viajar. Sei que vai ser uma viagem cheia de emoções, gostaria de conhecer o Brasil profundo. Quero ir às ruas também. Quero viver o Brasil com suas luzes e sombras
Que mensagem você vai levar?
Quero levar uma mensagem de futuro, porque já olhamos demais para o passado e o próprio presente me absorve muito. Então, minha mensagem é: Cuba está pronta para entrar no século 21. Há desejo de liberdade, desejo de mudança. Essas pequenas flexibilizações de corte econômico que Raúl Castro introduziu não são suficientes e trazem também frustação porque não trazem reforma polítca. Apesar disso, elas abriram o apetite das pessoas: queremos mais. Eu sinto agora uma efeverscência, de “que já basta”. Vivo numa ilha diversa e maravilhosa que tem direito ao futuro também. Uma ilha que não é nem vermelha nem verde-oliva. É de muitas outras cores.
Da Folha.Com

Manuela acredita que projeto do Marco Civil da Internet deve avançar neste ano – Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
A deputada federal Manuela D’Ávila afirmou nesta quarta-feira, durante a Campus Party Brasil 2013, em São Paulo, que o “Brasil está reinventando a internet”. Participantes das discussões dos projetos de lei do Marco Civil da Internet – uma espécie de constituição da web e que ainda tramita na Câmara – e dos crimes na internet – aprovado ano passado -, ela afirma que o País vive “um belo momento” em termos de legislação da rede.
“Temos uma lei de cibercrimes que não é vigilantista, que somente tipifica os novos crimes, estamos terminando um debate superprofundo sobre a primeira lei no mundo que defende o direito dos usuários, temos um evento como a Campus Party se consolidando. Não é em qualquer país que isso acontece”, afirmou.
“A capacidade de mobilização efetiva das pessoas com o uso das redes sociais é impressionante. A gente vê na tragédia de Santa Maria, em que o Hemocentro não conseguia mais recolher doações de sangue”, relembra.
Apesar do pioneirismo brasileiro na discussão sobre um marco civil da internet – estabelecendo direitos e deveres de usuários, empresas e governo para o uso da rede -, a votação do projeto se arrasta na Câmara. No ano passado, a votação em Plenário foi adiada inúmeras vezes e acabou ficando para depois do recesso parlamentar, na semana que vem.
A deputada acredita que o projeto deve avançar. “É uma pauta prioritária do presidente (da Câmara, deputado Marco Maia). O relator (o petista Alessandro Molon) conseguiu chegar a textos intermediários nos três artigos mais polêmicos, que tratam de direitos autorais, guarda de logs e neutralidade na rede”, afirmou. A demora, segundo a deputada, envolve uma disputa política entre “interesses e visões de mundo” diferentes” entre empresas de telefonia e outros setores da sociedade.
Além disso, ela afirma que, por ser uma lei pioneira, o tempo de discussão é diferente. “A visão do Brasil é pioneira. Leva mais tempo do que copiar uma lei”, disse. O aspecto técnico da questão também atrasa as negociações. “A demora na negociação é proporcional ao alto nível técnico do tema”, disse.
Campus Party Brasil 2013
A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.
A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.
Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.
Do Terra

Troféu Mulher Imprensa
A segunda fase da nona edição do “Troféu Mulher Imprensa” – idealizado pela revista e portal IMPRENSA, em parceria com Maxpress – está no ar desde o dia 15 de janeiro e, até o final da manhã desta segunda-feira (21/01), já contabilizava mais de 21 mil votos válidos.
O prêmio visa homenagear as mulheres que atuam do jornalismo brasileiro, em seus mais diversos setores. Nesta primeira prévia, acompanhe o andamento da disputa em cada uma das 14 categorias. As votações seguem até o dia 15 de fevereiro.
Ainda dá tempo de votar e escolher a sua favorita. Cada e-mail registrado pode votar apenas uma vez em cada uma das categorias. Os votos só são considerados válidos quando o votante clica na confirmação enviada ao e-mail registrado.
Na próxima segunda-feira (28/01), uma nova prévia será divulgada.
Para votar e escolher sua preferida, clique aqui.
TELEJORNALISMO Âncora de Telejornal 1º) Maria Cristina Poli (TV Cultura): 39,686% 2º) Renata Vasconcellos (TV Globo): 23,997% 3º) Ana Paula Padrão (Record): 15,398% 4º) Christiane Pelajo (TV Globo): 12,376% 5º) Ana Paula Couto (Globo News): 8,541% Repórter de Telejornal 1º) Monalisa Perrone (TV Globo): 28,529% 2º) Sônia Bridi (TV Globo): 24,869% 3º) Adriana Araújo (Rede Record): 18,710% 4º) Delis Ortiz (TV Globo): 14,584% 5º) Neide Duarte (TV Globo): 13,306% Comentarista / Colunista de TV 1º) Miriam Leitão (TV Globo): 35,153% 2º) Cristiana Lobo (Globo News): 21,092% 3º) Denise Campos de Toledo (SBT): 19,581% 4º) Rosana Hermann (Record News): 13,190% 5º) Renata Lo Prete (Globo News): 10,981% JORNALISMO IMPRESSO Repórter de Jornal 1º) Catia Seabra (Folha de S.Paulo): 46,637% 2º) Letícia Duarte (Zero Hora): 22,017% 3º) Ana D’Angelo (Correio Braziliense): 16,811% 4º) Vera Araújo (O Globo): 14,533% Repórter de Revista 1º) Daniela Pinheiro (Piaui): 33,622% 2º) Cristiane Segato (Época): 29,067% 3º) Martha Mendonça (Época): 14,533% 4º) Mariana Sanches (Marie Claire): 13,232% 5º) Teté Ribeiro (Serafina): 9,544% Colunista de Jornalismo Impresso 1º) Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo): 37,310% 2º) Miriam Leitão (O Globo): 24,620% 3º) Ruth de Aquino (Época): 15,292% 4º) Sonia Racy (O Estado de S.Paulo): 12,364% 5º) Vera Magalhães (Folha de S.Paulo): 10,412% Leia o restante »
