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Foto publicada em página no Facebook mostra mulher iraniana com os cabelos expostos, o que é proibido no país. ‘Após ficar alguns anos longe de meu país, eu pisei em suas vastas planícies novamente, esperando pelo dia em que todas as mulheres de meu país possam sentir a liberdade com seus corpos e suas almas’, diz a descrição da imagem (Foto: Reprodução/Facebook/Stealthy Freedoms of Iranian women)

Página na rede social reúne fotos de mulheres sem véu ao ar livre. Comunidade foi criada pela jornalista Masih Alinejad, crítica do regime.

Dezenas de mulheres iranianas passaram a publicar em uma página do Facebook fotos suas ao ar livre sem o véu islâmico, obrigatório no país, em uma campanha em que exigem liberdade para escolher o que usam.

Traduzido do farsi, a página se chama “Liberdade furtiva às mulheres no Irã”, com o slogan “Desfrute do vento em seu cabelo”. A página diz não estar filiada a grupos políticos. Somente nos primeiros quatro dias, a iniciativa recebeu mais de 30 mil “curtidas” e é objeto de milhares de conversas na rede social.

“A iniciativa reflete as preocupações das mulheres iranianas que enfrentam restrições legais e sociais”, diz a apresentação da página.

“Todas as fotos e legendas postadas foram enviadas por mulheres de todo o Irã e este é um site dedicado às mulheres iranianas no interior do país que querem compartilhar suas selfies ‘furtivas’ sem o véu”, segue a apresentação, que convida às mulheres a enviarem fotos, mas pede cautela.

Nas imagens, algumas posam de óculos escuros ou em posições em que não seja possível ser reconhecida, mas muitas também aparecem de frente e tiram o véu em lugares públicos claramente iranianos para mostrar e divulgar esse instante de liberdade.

A página foi criada pela jornalista e escritora iraniana Masih Alinejad, exilada em Londres e conhecida crítica do regime iraniano.

Até agora, a maioria dos comentários é positivo. Neles, as mulheres destacam a pequena felicidade que representa deixar o vento acariciar o cabelo.

“Que lindo que seu cabelo possa dançar no ar”, diz uma jovem.

A maioria dos homens que comentam também apoia. Os que não o fazem recebem reprimendas.

Diante de um comentário masculino que afirma que tirar o véu não significa liberdade, uma chuva de críticas sugere que se ponha no lugar das mulheres e suporte ter a cabeça coberta quando chove, no calor, praticando esporte e, inclusive, tomando banho de mar com sua própria família.

“O véu não é muito importante. O importante é que estou me afogando, não posso falar, quero liberdade de expressão neste país”, se queixa uma jovem.

Uma mulher mais velha comemora ao ver as imagens de mulheres com o cabelo solto, e diz esperançosa: “Que isso possa ser o começo de uma época de liberdade que minha filha possa desfrutar”.

“Espero que os homens aguentem”, declara um garoto, ao que uma mulher responde rapidamente perguntando se “Por acaso os homens iranianos são tão frágeis que não podem aguentar ver o cabelo de uma mulher?” e alfineta: “É bom irem se acostumando aos poucos”.

A abertura da página no Facebook, rede social que é vetada no Irã, mas que milhões de iranianos acessam a partir de programas, coincide com o aumento das reivindicações dos grupos mais radicais para que a vestimenta islâmica seja respeitada.

A cada ano, no início da primavera, muitas mulheres, principalmente as mais jovens, relaxam na interpretação do rigoroso código estético imposto pela lei e cortam a manga das roupas ou vestem peças mais soltas e ligeiramente transparentes, o que deixa os mais religiosos indignados.

Nesta semana, centenas de pessoas se manifestaram perante o Ministério do Interior exigindo mais medidas para que a lei islâmica seja respeitada, com a maioria das participantes mulheres cobertas da cabeça aos pés com o tradicional chador preto. Rapidamente, a página do Facebook recebeu críticas dos setores mais conservadores.

A agência de notícias “Fars” publicou recentemente um artigo no qual tachava Masih Alinejad de “antirrevolucionária que escapou com ajuda dos britânicos e colabora com a imprensa anti-iraniana”. O artigo também dizia que a página convoca às mulheres “a tirar o hijab no Irã” a fim de “fomentar a cultura de não respeitar nada”.

Do G1

Faça sua doação!

Criada em 2010 por três irmãs, uma delas com câncer, a Fundação Laço Rosa – instituição sem fins lucrativos sediada no Rio de Janeiro – vem transformando a vida de centenas de mulheres, por meio de um serviço providencial: o Banco de Perucas Online. O projeto de doação gratuita de perucas pela internet para pacientes em quimioterapia já atendeu 700 mulheres em todo o País, com idades entre 17 anos e 68 anos. Até o final de 2014, a meta é chegar a 1.000 pacientes. O Laço Rosa, que inspirou o nome, é o símbolo internacional da luta contra o câncer de mama no mundo.

“Temos, em média, 30 novos pedidos de perucas por mês. Atendemos qualquer mulher na faixa etária de 16 anos a 95 anos, com qualquer tipo de câncer, principalmente, o de mama. Os dois Estados que mais pedem perucas são Rio de Janeiro e São Paulo, seguidos de Minas Gerais”, diz Marcelle Medeiros, presidente da ONG.

A ideia é resgatar autoestima das mulheres, visto que a peruca pode custar entre R$ 250,00 a R$ 4000,00 e nem todas podem pagar. Os cabelos para doação precisam estar secos, medir a partir de 20 cm, estarem amarrados com elástico na hora do corte e devem separar a ponta da raiz. A ONG conta ainda com um visagista, profissional que indica que tipo de corte, cor e modelo mais adequado à paciente.

“O afeto recebido fortalece a pessoa na hora do tratamento. As pessoas, quando fazem doação de perucas, cabelos, materiais ou financeira, gostam de escrever um bilhetinho e dizer o porquê estão fazendo isso”, explica Marcelle.

“Tenho o câncer de mama e a peruca melhorou bastante minha autoestima. Comecei a me arrumar mais, me maquiar também, isso foi fundamental para eu ter mais vontade de sair de casa. As pessoas olham apenas para nossa condição física, mas ninguém pensa como é importante o nosso psicológico”, diz a fluminense de Itaboraí, Manuela Nygaard, 30 anos, criadora do blog Era Uma Vez Um Câncer e usuária do Banco de Perucas Online.

Como tudo começou

A inspiração para a criação da instituição começou ainda em 2007, quando a carioca Aline Lopes, com 33 anos e grávida do primeiro filho, descobria e iniciava a sua batalha contra um câncer de mama. Ela então desenhou o projeto da Fundação Laço Rosa com as irmãs Andrea Ferreira e Marcelle Medeiros, concretizado em outubro de 2010. Aline se foi um mês depois.

“O espírito alegre dela, a gente carrega e tenta manter vivo na instituição. É um dos principais legados que a gente quer deixar: a positividade o alto astral, apesar das circunstâncias e da dificuldade da doença”, finaliza Marcelle.

Do Terra

Marco Civil da Internet

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (23) um modelo de governança global da internet que seja “multissetorial, multilateral, democrático e transparente”. Ela participou da abertura do NetMundial, encontro que ocorre até amanhã (24) em São Paulo e conta com participação de 80 países para discutir princípios de governança da internet e a proposta de um roteiro para a evolução do sistema. “A participação dos governos deve ocorrer em pé de igualdade sem que um país tenha mais peso”, declarou.

Dilma relembrou que a necessidade de promover um encontro como este surgiu, especialmente, a partir das denúncias de espionagem digital pelo governo dos Estados Unidos. “No Brasil, cidadãos, empresas, representações diplomáticas tiveram suas comunicações interceptadas. Estes fatos são inaceitáveis. Atentam contra a própria natureza da internet – aberta, plural e livre”, apontou. Esse fato fez com que o Brasil apresentasse uma proposta de estabelecimento de um marco civil global para a internet na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A presidenta fez a defesa de que “os direitos que as pessoas em off line devem ser protegidos on line”, a exemplo do direito à privacidade. “Esta reunião é uma resposta a um anseio global por mudanças nas legislações vigentes e pelo fortalecimento sistemática da liberdade de expressão na internet e da proteção à direitos humanos básicos”, declarou. O encontro discutir e propor princípios de um modelo de governança a partir de 188 contribuições enviados por diferentes setores, como privado, acadêmico, sociedade civil, de 46 países.

O secretário-geral das Nações Unidas para temas econômicos e sociais, Wu Hongbo, destacou que a internet é essencial para disseminar informações e a governança, portanto, deve preservar essa característica. “Cada vez mais temos pessoas que podem fazer sua voz ser ouvida e podem participar da sociedade. Por isso é essencial que a governança da internet continue a estimular a liberdade de expressão e o fluxo livre das informações”, declarou. Ele lembrou que um terço das pessoas atualmente tem acesso à internet no mundo e, embora seja um número relevante, ainda é necessário ampliar a democratização da rede, especialmente nos países em desenvolvimento.

A representante da sociedade civil, a nigeriana Nnenna Nwakanna, que também participou da abertura da conferência, destacou que a internet está sendo cada vez mais um meio para acumulação de riqueza. “O direito ao desenvolvimento deve incluir a justiça social. Eu quero um mecanismo que inclua as pessoas e seja um meio de inovação para que a mente humana floresça”, defendeu. Também participaram representantes do setor privado, o vice-presidente da empresa Google, Vint Cerf; e técnico, o físico Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web.

Da EBC

A jornalista Nana Queiroz, organizadora da página de protesto no Facebook, disse que sofreu ameaças Foto: Reprodução

A presidenta Dilma Rousseff se solidarizou com a jornalista Nana Queiroz, que organizou o movimento “Não mereço ser estuprada” nas redes sociais (popularizado pela hashtag #nãomereçoserestuprada), em reação à pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea) que revelou que a maioria dos brasileiros acha que “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Mal começou a campanha, Nana foi ameaçada de estupro pela internet.

“A jornalista Nana Queiroz se indignou com os dados da pesquisa do Ipena sobre o machismo na nossa sociedade. Por ter se manifestado nas redes contra a cultura de violência contra a mulher, a jornalista foi ameaçada de estupro”, contou a presidente por meio de sua conta no Twitter.

“Organizadora do protesto Não mereço ser estuprada, Nana Queiroz merece toda a minha solidariedade e respeito”, afirmou Dilma. “Nenhuma mulher merece ser vítima de violência, seja física ou sob a forma de ameaça”, disse a presidente em outro momento, acrescentando que “o governo e a lei estão do lado de Nana e das mulheres ameaçadas ou vítimas de violência”. A presidente adotou a hashtag #respeiteasmulheres em suas publicações no microblog.

Na última quinta-feira, o Ipea divulgou uma nova edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social sobre tolerância social à violência contra as mulheres. O estudo aponta que o brasileiro médio se posiciona majoritariamente pela punição de agressores, mas vê naturalidade nas afirmações que indicam uma tolerância maior com a violência de gênero. Mais da metade dos entrevistados também culpabilizam mulheres pela motivação de agressões sexuais.

Dentre os respondentes, 65,1% dizem concordar totalmente ou parcialmente com a afirmação “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Já 58,5% concordam com a afirmação “Se mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.

A pesquisa conclui que, por trás dessas afirmações, “está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, não os estupradores”.

Do Terra

Janaina Fortes, de 31 anos, fez campanha para doação de sangue (Foto: Arquivo Pessoal/Janaina Fortes)

Janaina Fortes, de 31 anos, tinha câncer no fígado e precisava operar. Hospitais de Santos não tinham sangue suficiente e ela mobilizou doadores.

Uma jovem de Santos, no litoral de São Paulo, fez uma campanha de doação de sangue nas redes sociais depois que sua cirurgia foi cancelada por falta de estoque de sangue no Hospital Guilherme Álvaro. Só depois da campanha, ela conseguiu mobilizar dezenas de pessoas e realizar o procedimento cirúrgico para a retirada dos tumores do fígado.

Janaina Fortes, de 31 anos, descobriu que tinha câncer no fígado no começo do ano passado. Formada em logística, a jovem saiu de Santos para trabalhar nos Estados Unidos. Nas primeiras semanas em território americano, Janaina passou mal e foi submetida a uma cirurgia. De acordo com o pai dela, o aposentado Jadir Matheus, Janaina fez uma série de exames, retornou ao Brasil e descobriu a doença. “Ela começou o tratamento aqui em Santos. Fez quimioterapia por cerca de 3 ou 4 meses. Ela estava com três nódulos grandes e com a quimioterapia reduziu o tamanho deles para poder operar”, explica.

A cirurgia de Janaina estava marcada para o dia 21 de janeiro, mas ela só poderia realizar o procedimento com uma condição. “O médico queria quatro bolsas de sangue, pelo menos. Só tinha duas”, lembra o pai. Por isso, Janaina resolveu fazer uma campanha em sua página na rede social. Ela postou uma mensagem no dia 21 de janeiro anunciando que estava indo realizar a cirurgia, dizendo que o problema de saúde dela era sério e que iria precisar de sangue. Ela indicou os locais de doações de sangue em Santos e pediu orações. A mensagem foi compartilhada por centenas de pessoas, o que ajudou a informação a ser divulgada e mobilizou dezenas de doadores.

Alguns dias depois, porém, Janaina publicou novamente nas redes sociais um novo pedido. Segundo ela, a cirurgia tinha sido adiada por falta de estoque de sangue no Hospital Guilherme Álvaro. Ela agradeceu aos amigos doadores e disse que continuaria aguardando o dia da cirurgia, que tinha sido remarcada para 31 de janeiro. A segunda mensagem publicada por Janaina foi bastante compartilhada novamente vezes e atraiu mais doadores ao banco de sangue.

Na última sexta-feira (31), Janaina Fortes foi internada no Hospital Guilherme Álvaro para realizar a cirurgia. Segundo o pai dela, os três nódulos foram retirados. “De acordo com os médicos, a cirurgia foi feita com sucesso”, conta Matheus. Janaina permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Para o pai dela, a campanha na internet mobilizou as pessoas a doarem sangue. Só assim, a filha dele conseguiu realizar a cirurgia. “Foi muito bom. É o meio mais rápido hoje em dia. Anunciou ali e veio bastante gente. Teve gente que veio que eu nem conhecia”, afirma.

Matheus afirma que gostaria que isso acontecesse mais vezes, não apenas por causa de uma campanha. “Eu acho que as pessoas tem que ter consciência e não esperar uma pessoa ou um parente precisar de sangue. Gasta pouco tempo para doar, tira sangue e pronto”, comenta Matheus.

Estoques baixos

De acordo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em razão da queda de doações registrada nos meses de dezembro e janeiro, o Hemonúcleo de Santos está com seu estoque de sangue 80% aquém do necessário.

O Hemonúcleo de Santos é responsável pelo abastecimento de cinco hospitais públicos da região. Por isso, todo sangue doado é distribuído para hospitais e clínicas e pode beneficiar mais de um paciente. A unidade precisa com urgência de doadores de sangue do tipo O, positivo e negativo, que se encontra em situação mais crítica de abastecimento.

A baixa quantidade de estoque de sangue é uma realidade não apenas no Hemonúcleo de Santos, que fica Hospital Guilherme Álvaro. Na Casa de Saúde de Santos, algumas cirurgias também poderão ser desmarcadas por falta de sangue.

Ainda segundo a secretaria, com a passagem das festas de fim de ano, são necessárias mais doações por conta do aumento dos acidentes que acontecem nesse período. Além disso, outro motivo que ajuda na queda das doações é o período de férias, quando boa parte da população costuma fazer viagens.

Como doar sangue?

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis), pesar no mínimo 50 kg e estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).

É necessário estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa pelo menos quatro horas antes da doação. Quem já é doador precisa respeitar os intervalos. Homens podem doar sangue quatro vezes por ano, em intervalos de 60 dias, e as mulheres até três vezes em doze meses, com pausas de 90 dias. Há locais de doação de sangue em vários pontos da Baixada Santista.

Do G1

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Cada dia me convenço que as redes sociais são “faca de dois gumes”. De boca-a-boca, aliás, de “curtir e compartilhar”, usando da mesma linguagem, fatos e fotos espalham-se quase na velocidade da luz. Conforme a marcha da carruagem condenam ou absolvem sem qualquer critério. É arma de potencial atômico, para o bem e para o mal.

A essa altura já se sabe qual o lado bom. Já o lado ruim vem sendo descoberto à medida da repercussão do dano que causa a terceiros. Sendo vítima ou agente da disseminação da falsa ou vexatória informação (calúnia e difamação), existem consequências cíveis e penais. Por isso mesmo o Direito já vem correndo atrás desse prejuízo, se especializando na área, no afã de preencher essa moderna e recente lacuna.

Não nos esqueçamos dos tristes episódios recentes de vazamento de fotos nas redes sociais que resultaram no suicídio de jovens.

Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém, o que bem se aplica ao caso. Assim como todos nós temos nas digitais o reconhecimento de nossa identidade, cuidado, seu computador, também, tem a dele, única, como a nossa. O “IP” (“internet protocol”) pode ser rastreado, indicando quando, onde e a autoria do fato.

Falando em identidade, li num sítio de noticias que um mesário,19 anos, chileno, divertindo-se com o “bizarro” nome de um cidadão que votava, fotografou a sua identidade e a postou numa rede social. Dessa forma, dois dias após a foto navegar pela rede e rodar meio mundo, Shakespeare Mozart Armstrong ganhou notoriedade além mar, sendo alvo de todo tipo de chacotas. Ao descobrir, a reação não poderia ser diferente. “Foi uma brincadeira terrível”, classificou Shakespeare Mozart Armstrong, confessando nunca ter sofrido tanto.

Embora o mesário tenha se retratado publicamente, não se livrou de um processo judicial, e na Justiça chilena farão uma composição qualquer, a saber, apesar do mal causado.

Mas, uma outra questão é atraída à esse acontecimento em particular. A culpa dos pais quando escolhem nomes esdrúxulos para seus filhos, sem se darem conta da responsabilidade que assumem. O nome é mais do que uma simples denominação. Aquele ser pequenino vai crescer e levará consigo o fardo daquela escolha.

No direito brasileiro a imutabilidade do nome civil é a regra, embora possa ser modificado até o primeiro ano seguinte ao da maioridade civil, ou por decisão judicial que reconheça motivo justificável, entre outras possibilidades mais específicas. Dá trabalho, e até conseguir modificá-lo já causou sofrimento de sobra.

Não é mesmo, Austriquiniano, Ocridio, Klynsmmann , Calistênia, Zakscirley, Lincoln Raylander, Cleidirlender, Waldetário, Marogênio, Sete de Abril, Wouwerman, Dinamarque, Uemblei, Galbinete, Biynayry, Morekson, Elizdarlem, Bequino, Mauriço, Langlevert, Jeine Keffly, Palmeston e …

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

katiafreitasadv@gmail.com

Dilma Rousseff durante encontro com Jéferson Monteiro, responsável pela sátira Dilma Bolada, no dia 27 de setembro

O governo está apostando em uma nova estratégia de comunicação com ênfase nas redes sociais para reposicionar a imagem da presidente Dilma Rousseff, após a queda de popularidade provocada pelos grandes protestos iniciados em junho.

O encontro de Dilma com o personagem Dilma Bolada, sátira popular nas mídias sociais, marcou no mês passado a retomada da conta da presidente no Twitter, depois de mais de 32 meses sem usar o microblog.

Desde então, Dilma passou de presença ocasional nas redes sociais a usuária contumaz, com uma média de quase 11 mensagens ao dia em sua conta reativada no Twitter, a abertura de um conta no Instagram e uma frequência muito maior de atualizações em uma página no Facebook que leva seu nome, administrada pelo PT.

Como consequência disso, a presidente ganhou mais de 40 mil “amigos” no Facebook, ampliou em mais de 90 mil o número de seguidores no Twitter, que já beira os 2 milhões, e galgou posições no ranking de líderes mais influentes no microblog, calculado pelo site americano Klout.

Protestos e eleições

Na avaliação de especialistas consultados pela BBC Brasil, essa nova estratégia seria uma resposta aos protestos de rua, em sua grande parte mobilizados justamente por meio das redes sociais, e pela antecipação do calendário eleitoral, com as recentes movimentações políticas provocadas pelo fim do prazo para filiação partidária para a disputa das eleições do ano que vem.

“Se eles (os manifestantes) estão se organizando pelas mídias sociais, o governo diz: ‘Também precisamos estar presentes lá’”, observa Carlos Manhaneli, presidente da ABCOP (Associação Brasileira de Consultores Políticos).

Para ele, a proximidade da campanha para as eleições do ano que vem, nas quais Dilma deve tentar a reeleição, intensifica essa necessidade. “É uma ação que tem obviamente também fins eleitoreiros”, comenta.

“O governo foi surpreendido pelos protestos porque era um governo alheio às mídias sociais. Sem informações, também não sabiam responder às pressões”, afirma Paula Bakaj, diretora de relações públicas da consultoria Burson-Marsteller, que recentemente publicou o estudo Twiplomacy 2013, no qual analisa o uso do Twitter pelos líderes globais e seus governos.

No estudo, Dilma Rousseff aparecia como exemplo negativo de líder que utilizava a ferramenta durante a campanha eleitoral e depois abandonava seu perfil. Antes da retomada da conta, no dia 27 de setembro, o último tuíte da presidente havia sido em 13 de dezembro de 2010, poucos dias após sua eleição.

Para a publicitária e consultora Gil Castillo, editora do site marketingpolitico.com, as manifestações “expuseram a falta de sintonia entre os cidadãos e os governos e seus representantes”, que usavam em sua maioria a internet “com estratégias de concepção analógica, ou seja, apenas para distribuir informação”.

“De repente, parece que os políticos descobriram que é preciso trabalhar a sua presença digital, através da interação. Todos, inclusive a presidente, estão aprendendo a construir uma imagem através do diálogo, o que é algo complexo e que leva tempo”, diz.

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Twitter

Ao anunciar em sua conta do Twitter que havia promulgado a lei do Minha Casa Melhor, programa que financia a compra de móveis e eletrodomésticos, a presidente Dilma Rousseff atropelou nesta quarta-feira, 16, seus subordinados e incluiu produtos que ainda não estavam na cesta de itens definida pelo governo.

Pela manhã, numa série de publicações no microblog, Dilma elencou mercadorias que os beneficiários do programa habitacional Minha Casa Minha Vida podem comprar a juros subsidiados de 5% ao ano e prazos de até 4 anos para pagar. Entre os eletrodomésticos, citou tablet e micro-ondas, dois itens que ainda não podiam ser comprados pelo cartão. Na lista dos móveis, incluiu adquirir armário de cozinha e rack.

A inclusão desses produtos na cesta do programa estava em discussão e dependia do aval do Conselho Monetário Nacional (CMN), que normalmente se reúne na última quinta feita do mês. Depois das mensagens de Dilma, porém, foi convocada para esta quarta uma reunião extraordinária do CMN para chancelar as informações dadas pela presidente a seus seguidores. O órgão é formado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

No Twitter, a presidente não informou que o programa seria ampliado, apenas listou os itens como se eles já fizessem parte das opções. O anúncio da decisão do CMN só foi feito depois das 19h da noite. O Ministério da Fazenda informou, por meio de nota, que a inclusão desses itens atende a uma demanda dos beneficiários.

O CMN também subiu o limite para a compra de produtos que já estavam na lista – máquina de lavar, cama de solteiro, mesa com cadeira, sofá e guarda-roupa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Manifeste

Manifeste

“Não, nós não temos líder. Nossa lógica é diferente. Antes, era a lógica do broadcasting, aquela do um para muitos. Nossa lógica é a do muitos para muitos. Este é um novo modelo de comunicação, um novo modo de fazer política, uma outra forma de organização.

“No início, eles nos reprimiram igual foram reprimidos no século passado pelos órgãos de segurança. Queriam criminalizar nosso movimento, prender lideranças. Mas não haviam lideranças ou pelo menos aquilo que eles conhecem como lideranças e a repressão não deu certo. Eles não entendem que ninguém é mais dono dos protestos. Nossa repulsa contra os partidos era porque eles queriam tomar conta, virar donos. Não tem um dono! Todo mundo é dono.

“Imagino ser muito difícil para eles compreender como a gente funciona. Eles são desconectados na sua maioria, não participam. Aquilo para eles é como um game, uma brincadeira. Não conseguem levar a sério. Desdenharam do Ficha Limpa, da Marcha contra a Corrupção, da nossa mobilização. Acontece que as redes sociais não fecham; elas funcionam 24 horas por dia e quando nós estamos dormindo aqui no Brasil, outros manifestantes estão postando conteúdo no Japão, na Europa, na Austrália, nos Estados Unidos. Não para nunca. Ninguém controla a vontade de ninguém, nem se a manifestação será em Brasília, em Sabará, Canoas ou em Cubatão.

“Muitas vezes parece que estamos perdidos, mas não estamos não. A primeira onda do movimento foi pelo direito de se manifestar, porque a polícia bateu sem dó na gente e a gente não ia ficar apanhando sem reagir. A segunda onda foi a busca de uma pauta. Todo mundo tenta definir nossa pauta, políticos, imprensa, sindicatos, sociólogos – é ridículo. O que nós queremos é mudar para que as coisas funcionem, que o país funcione. Se os estádios bilionários estão funcionando, porque os hospitais não podem funcionar, as escolas, o serviço público, a segurança, transporte, as estradas? Será que é tão difícil entender?”

Marcelo S. Tognozzi

Marcelo S. Tognozzi

Por Marcelo S. Tognozzi

Ella Fitzgerald é homenageada pelo Google no dia em que completaria 96 anos Foto: Reprodução

Ella Fitzgerald é homenageada pelo Google no dia em que completaria 96 anos
Foto: Reprodução

Ella Fitzgerald foi uma das maiores cantoras de jazz americanas, conhecida a “primeira dama da canção”

Ella Fitzgerald foi homenageada pelo Google nesta quinta-feira com um doodle em comemoração da data em que faria 96 anos anos. A homenagem à cantora de jazz americana, conhecida como “primeira dama da canção”, mostra Ella no palco ao lado de uma banda de jazz.

Em seus 59 anos de carreira, ela venceu 13 prêmios Grammy e é apontada como uma das maiores vozes do século XX. Ella Fitzgerald nasceu em 25 de abril de 1917, em Newport News, Virginia. Ela fez sua primeira gravação em 1936, quando tinha apenas 17 anos.

Ella Fitzgerald gravou com outras grandes figuras da música, como Duke Ellington, Count Basie e Louis Armstrong. Seu repertório inclui jazz, trilhas sonoras, bossa nova e ópera. Ela gravou mais de 200 álbuns – vendendo mais de 40 milhões de cópias.

A cantora recebeu a Medalha Nacional das Artes do presidente americano Ronald Reagan, bem como a Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush.

A primeira dama da canção fez seu último show no Carnegie Hall de Nova York. POr complicações da diabetes, ela teve que amputar as duas pernas aos 76 anos. Ela morreu em 1996, aos 79 anos.

Do Terra
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