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Provavelmente você já se recebeu um convite, no seu e-mail, para conectar-se ao Badoo.
Nesta época digital, Redes Sociais não são nenhuma novidade. Existem várias e é quase impossível não “frequentar” nenhuma- quase como não ter um celular.
Nesse concorrido universo o que faz o Badoo de diferente?
Para saber um pouco mais, entrevistamos Alice Bonasio,diretora de marketing e comunicação do site que estará pela primeira vez no país, durante o Social Media Week.
O que é o Badoo?
-Badoo.com é a maior rede social de encontros no mundo com mais de 130 milhões de usuários registrados. O Badoo recentemente se tornou o 59º site mais visitado do mundo
e está disponível para uso em 35 idiomas diferentes já que está presente em 180 países em todo o mundo.
Como funciona?
Os usuários criam o seu próprio perfil, incluindo o lugar em que eles estão ou onde querem conhecer outras pessoas. Podem então conversar uns com os outros e optar por conhecer-se pessoalmente. Além disso, os internautas podem pagar para que seus perfis tenham mais destaques no site, por um tempo determinado, e assim serem apresentados a um número maior de pessoas.
E no Brasil, o site já alcançou um bom número de usuários?
-Sim. São10 milhões de usuários que geram 68 milhões de visitantes por mês
Badoo alcança 12,2% do total de usuários de internet no Brasil o que é um número considerável.
A que você atribui o crescente número de pessoas que procuram relacionamentos via site? Os encontros “reais” não acontecem mais?
-A verdade é que às vezes é bem difícil conhecer pessoas! Você não sabe se a pessoa da qual você quer se aproximar está interessada em te conhecer e o medo da rejeição é um obstáculo para gente.
O Badoo utiliza a tecnologia para resolver esse problema: entrando no site ou utilizando o aplicativo, você pode ver pessoas nas suas redondezas que estão interessadas em te conhecer. Mais de 50% dos usuários do Badoo conhecem pessoas com quem eles interagem no site no mundo real. Essa é a diferença: nossos usuários não ficam atrás da tela do computador, eles usam o Badoo como o primeiro passo para encontrar pessoas, reunindo os melhores aspectos do mundo virtual e do mundo real.
É como entrar em um bar ou clube onde você sabe que todo mundo está interessado em conhecer gente nova e você pode conversar com elas de maneira fácil, casual e divertida, sem medo de rejeição.
São os homens ou as mulheres quem mais procuram o serviço?
-Ambos, homens e mulheres usam o Badoo. Como no mundo real, a maioria dos chats e interações são iniciadas por homens, mas uma vez que essas interações começam, as mulheres usam o chat até mais do que os homens.
Há interferência do gerente do site, em relação a posts maliciosos ou ainda ofensivos? Como isso ocorre?
-A comunidade de usuários do Badoo é muito ativa, monitorando comportamentos ofensivos ou ilegais, e nós somos muito gratos por essa ajuda. Temos uma equipe de centenas de pessoas que atendem e respondem a todas as denuncias, e rapidamente agem se for verificado que um usuário agiu de maneira maliciosa.
Os usuários podem assegurar-se de que não estão sendo enganados pelos seus interlocutores?
-Como em qualquer rede social, não podemos controlar o que acontece entre usuários ou se certos usuários agem de maneira maliciosa. Temos mecanismos para que nossos usuários possam facilmente denunciar qualquer problema, e agimos rapidamente para investigar qualquer problema e agir quando for apropriado. Mas é claro que os usuários também têm que usar seu bom senso e tomar precauções de segurança tais como não enviar dinheiro a outros usuários.
Usuários gays frequentam o site? Há restrições?
-Homossexuais frequentam o site, sim. O Badoo não tem restrições.
Você sairia com alguém com quem trocou mensagens apenas pelo site?
-Com certeza, conhecer uma pessoa no mundo real é o único jeito de você saber se existe compatibilidade entre vocês, seja para amizade ou para qualquer outra coisa. Ao mesmo tempo eu também tomaria precauções – no nosso site damos várias dicas de segurança – do mesmo jeito que eu tomaria precauções indo a um clube ou bar.
Qual modelo de negócio sustenta o site?
-O Badoo é baseado em um modelo de negócio conhecido como “Freemium”, onde os usuários registrados têm acesso à maioria dos serviços de graça. Há também a opção de pagar para obter os recursos premium, é através destes micropagamentos que provém a receita do Badoo.
A blogueira cubana Yoani Sánchez, crítica do regime comunista da ilha, divulgou no início da madrugada deste sábado (horário de Brasília) em sua conta do Twitter a gravação da conversa que teve com a funcionária do governo cubano, na qual foi negada pela 19ª vez permissão para ela deixar o país.
Na gravação, feita na sexta-feira (3), Yoani estava no escritório de imigração de Cuba. Ao chegar, a funcionária que a atende pergunta se ela está acompanhada. Yoani diz que sim. A funcionária pede então à blogueira que entregue todos os seus pertences (incluindo bolsa e celular) ao acompanhante (no caso, o marido dela) e a siga. Yoani questiona, e a funcionária diz que os procedimentos são necessários para que a blogueira seja entrevistada.
Após entregar os objetos ao marido, ela atravessou com a militar um corredor da oficina de imigração. A mulher que a recebe para a entrevista a comunica que ela não foi autorizada a viajar. “Estou te entregando seu passaporte e o seu formulário para você pedir o ressarcimento do seu dinheiro”, diz.
Yoani interrompe a mulher perguntando “Outra vez?”. A mulher continua falando. Yoani a interrompe de novo: “Dezenove vezes?”. A mulher, então, responde “Dezenove vezes”.
A blogueira retruca que continuará tentando, e ouve da funcionária “Tente quantas vezes você quiser”.
Yoani então diz “Um dia eu vou voltar a sair, quando esse absurdo não existir mais”. A funcionária responde “Correto. Quantas vezes você quiser, Yoani”.
“Todas as vezes. Alguma vez vão ter que me deixar sair”, diz Yoani. A funcionária encerra a conversa com um “Boa tarde”.
Durante a tarde de sexta-feira, Yoani havia divulgado, também por meio do Twitter, que o governo cubano havia lhe negado permissão de viagem. “Não há surpresas. Voltaram a me negar a permissão de saída. É a ocasião de número 19 em que me violam o direito de entrar e sair do meu país”, disse.
A blogueira opositora cobrou respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos e postou ainda uma fotografia da negativa recebida do governo cubano.
Sánchez, crítica do regime dos Castro, recebeu na semana passada da embaixada brasileira em Havana o visto de turista para visitar o Brasil para participar do lançamento de um documentário, no dia 10.
Do Folha.com
“Prefiro um milhão de vozes críticas ao silêncio das ditaduras” Dilma Rousseff
Escolher o momento para uma visita presidencial pode ser um trabalho sumamente ingrato neste mundo tão imprevisível e mutável. Quando a data da viagem de um chefe de estado é anotada em sua agenda, anunciada e combinada com os anfitriões, geralmente a vida se encarrega de rodeá-la de imprevistos. Os palácios de governo não conseguem controlar o azar nem tampouco prever esses acontecimentos surpreendentes que rarefazem o cenário da chegada de um dignatário. Bem o sabe Dilma Roussef. Sua presença em Havana foi preparada durante semanas e foi precedida, inclusive, pela do chanceler Antonio de Aguiar Patriota. Tudo parecia firme e bem firme: um cronograma rápido, eficiente, protocolar, focado em temas econômicos e que terminaria com a subida no avião com destino ao Haití. Porém algo se complicou.
Muitos dias antes que a economista e política brasileira aterrizasse no Aeroporto José Martí, morreu um jovem cubano depois de uma greve de fome prolongada. Os meios oficiais apressaram-se a apresentá-lo como um delinqüente comum, mesmo tendo sido detido numa marcha opositora nas ruas de Contramaestre. O discurso do poder radicalizou-se e a temperatura política alcançou esses graus tão bem manejados pelos nossos governantes. Nesse contexto a recém concluída Conferência do PCC converteu-se mais num ato de afirmação do que de mudança, numa declaração de unidade ao invés de abertura. Muitos dos que aguardavam pelo anúncio de transformações políticas profundas perceberam que o evento foi mesmo a última oportunidade perdida pela geração no poder. Um dia depois do seu encerramento, Raúl Castro – o secretário geral do único partido permitido – recebeu Dilma Roussef, a outrora guerrilheira, que hoje dirige um país com diversas forças políticas e uma imprensa muito crítica.
A agenda cubana de Dilma inclui visitar as obras de construção do porto de Mariel e a possível concessão de um novo crédito bancário. O Brasil é nosso segundo sócio comercial na América Latina, porém não se trata somente de uma questão de recursos. Nestes momentos o raulismo urge ser legitimado por outros presidentes da região. Desse modo que por estes dias haverá sorrisos, apertos de mão, juras de “amizade eterna” e fotos, muitas fotos. Os ativistas cívicos – por seu lado – tentarão um encontro com a mulher que foi torturada e encarcerada durante um governo militar, mesmo que existam poucas possibilidades de serem recebidos. Dilma Roussef conversará com Raúl Castro, estará muito perto dele nesta conjuntura delicada em que o azar a colocou. Esperamos que não desperdice a ocasião e seja conseqüente com a fala democrática, ao invés de optar pelo silêncio cúmplice ante uma ditadura.
Nota: Até a próxima sexta-feira, 3 de fevereiro, não saberei se finalmente as autoridades cubanas me permitirão viajar para a apresentação do documentário “Conexão Cuba-Honduras” em Jequié, Bahia. Agradeço de antemão a todos os que têm feito algo para que eu consiga chegar ao Brasil. Meu agradecimento especial ao senador Eduardo Suplicy, ao realizador Dado Galvão, @xeniantunes e demais cidadãos brasileiros.
O Ministério das Relações Exteriores concedeu visto para a blogueira cubana Yoani Sánchez, para visita ao Brasil, segundo comunicado divulgado na tarde desta quarta-feira (25).
Sánchez recebeu um convite do cineasta Cláudio Galvão da Silva para comparecer à exibição de estreia do documentário “Conexão Cuba-Honduras”, em Jequié (BA), prevista para o dia 10 de fevereiro.
Em 20 de janeiro, Sánchez solicitou, junto à Embaixada do Brasil em Havana, visto de turista para viajar ao Brasil. Apesar da concessão, a blogueira ainda precisa de autorização do governo cubano para deixar o país.
No último dia 24, a blogueira afirmou, pelo Twitter, que havia enviado uma carta para a embaixa brasileira pedindo que a presidente Dilma a ajudasse a viajar ao Brasil.
A presidente Dilma Rousseff estará em Cuba no dia 31 de janeiro.
Do UOL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um hotsite que concentra informações sobre implantes mamários com próteses de silicone.
Estão disponíveis informações técnicas e alertas sobre o uso das próteses e orientações para pacientes e médicos de procedimentos para diagnóstico e para os casos de reação adversa e eventual necessidade de remoção.
O hotsite ainda permite que as pacientes e os médicos encaminhem notificações sobre a prótese implantada e o relato de qualquer ocorrência. Há ainda link para a consulta pública, no ar até 17 de fevereiro, sobre a resolução que a Anvisa adotará tornando obrigatória a realização de testes para todas as remessas de implantes mamários que chegarem ao país.
A Anvisa cancelou o registro das próteses mamárias das marcas PIP (fabricada na França) e Rofil (fabricada na Holanda) devido a adulterações do produto e o risco à saúde. A agência mantém também uma central de atendimento pelo telefone 0800-6429782.
Da Agência Brasil
Nem as heroínas estao imunes ao câncer de mama. Essa é a mensagem da DDB de Moçambique numa série de posters que mostram Mulher Maravilha, Tempestade, Mulher Hulk e Mulher Gato fazendo o auto-exame das mamas. O texto complementa – “Quando falamos de câncer de mama, nao há mulheres ou super mulheres. Todas precisam fazer o auto-exame mensalmente. Lute conosco contra esse inimigo e, quando estiver em dúvida, consulte seu médico.”
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Jô Moraes: a resistência dentro da Câmara ao projeto está diminuindo, sendo restrita a alguns setores.
A Agência Câmara de Notícias promove neste momento chat sobre a inclusão de parceiro homossexual entre os dependentes de funcionário público da União ou de segurado do INSS. Clique aqui para participar.
A medida é tema do Projeto de Lei 6297/05, da deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), e pretende possibilitar o recebimento de pensão pelos companheiros do mesmo sexo. A proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91).
O projeto é do deputado licenciado Maurício Rands (PT-PE), mas a deputada apresentou um substitutivo na Comissão de Seguridade Social e Família retirando a pensão dos servidores públicos por considerar inconstitucional essa iniciativa, que, segundo ela, deveria ser apresentada pelo Executivo. O substitutivo ainda não foi votado.
Atualmente, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) já paga 1,7 mil pensões para companheiros e companheiras homossexuais de segurados do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).
Decisões judiciais
Segundo o diretor do Departamento do Regime Geral da Secretaria de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Rogério Constanzi, desde 2001 já estão sendo concedidos benefícios aos companheiros homossexuais, com base em decisões judiciais.
A partir da publicação da Portaria 513/10 do Ministério da Previdência, que reconhece os direitos previdenciários de companheiros gays que tenham mantido relação estável com segurados, o benefício de pensão por morte está sendo concedido administrativamente. Ainda assim, Constanzi ressalta a importância de o Congresso Nacional aprovar o PL 6297/05, para conferir segurança jurídica à medida.
O Ministério da Previdência regulamentou o assunto com base em parecer da Advocacia Geral da União (AGU) com recomendação nesse sentido. Em maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável de pessoas do mesmo sexo. A decisão do STF não tem, porém, caráter de norma legal. Já em outubro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o casamento civil entre homossexuais.
Deputados presentes a uma audiência pública sobre o assunto, realizada neste mês pela Comissão de Seguridade, criticaram o fato de o Poder Judiciário estar tomando decisões polêmicas antes de o Poder Legislativo se manifestar sobre elas. “O Congresso representa a vontade do povo”, disse o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que solicitou a audiência. “O que manda agora não é a lei, é a jurisprudência”, afirmou o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF). Ele questiona a portaria do Ministério da Previdência, por ter sido editada com base em decisão judicial, e não na legislação.
Portal pretende facilitar a busca por itens de moda na internet
A Inter.net, agência digital multinacional, acaba de lançar o Fashionera, o maior buscador de moda feminina do mercado brasileiro baseado em “social shopping”. A ideia é ajudar a mulher a descobrir e encontrar o produto que deseja e em qual loja (on e off-line) comprar.
O site funciona como uma ferramenta de busca inteligente, que reúne, organiza e disponibiliza produtos de moda feminina, como roupas, sapatos, bolsas e acessórios, tal como uma vitrine virtual. Atualmente já são mais de 1500 marcas de todo mundo reunidas em um único buscador.
“O Fashionera é mais um projeto desenvolvido exclusivamente pela Inter.net para o Brasil. O site surgiu da necessidade de facilitar a busca de produtos de moda feminina pela internet. Sabemos que a mulher brasileira tem comprado cada vez mais pela internet e, por isso, lançamos o Fashionera que já é o maior e principal buscador de moda feminina do Brasil”, explica Alessandra Zanetti, CEO da Inter.net Brasil e idealizadora do Fashionera.
O sucesso da venda de moda e acessórios pela internet também foi diagnosticado pela e-bit, empresa de consultoria de e-commerce. Segundo suas pesquisas, há quatro anos a comercialização destes itens estava abaixo da 20ª colocação no ranking de produtos mais vendidos no Brasil. Hoje, esta categoria já ocupa a 6ª posição.
“Além de ser um buscador de moda, o Fashionera funciona também como uma vitrine, ampliando a oportunidade de exposição tanto para grifes famosas que procuram interagir com seu público, quanto para marcas recém-chegadas ao mercado”, complementa Zanetti.
O modelo de negócio é baseado na comercialização de mídia e na participação nas vendas geradas via Fashionera.
Como funciona – Ao acessar o Fashionera pela primeira vez, a usuária pode criar seu próprio perfil ou fazer o login pelo Facebook. A busca é personalizada por produto (roupas, sapatos, bolsas e acessórios), modelo, preço, estampa, cor e grife.
Seguindo o conceito de “social shopping”, o Fashionera incentiva a interação entre as usuárias e a integração com Facebook e Twitter. Assim, é possível checar o closet de suas amigas, onde estão seus produtos e grifes favoritos.
O buscador também disponibiliza um espaço para a mulher divulgar seus looks em uma galeria de fotos. Ela também tem acesso às últimas notícias do mercado fashion do Brasil e do mundo, além de dicas e orientações de consultoras e blogueiras de moda.
“Além de ser um buscador completo, as funções de social shopping dão poder para a usuária expressar seus gostos e opiniões, interagir com suas amigas e diretamente com a marca”, finaliza Zanetti.
O iPED, centro de educação online, abriu inscrições para três cursos na área de bem-estar e saúde: “Educação Alimentar”, que ensina a importância de cada alimento, diferença entre diet x light, cuidados especiais para a terceira idade, entre outros pontos, “Nutrição clínica”, sobre distúrbios alimentares, e “Obesidade e atividade física”, com aulas sobre reeducação alimentar, complicações causadas pela obesidade e exclusão social, entre outras.
Os cursos custam a partir de R$ 96,00 por mês e oferecem certificados reconhecidos pelo MEC. Criado há 10 anos, o iPED já formou mais de 800 mil profissionais de todo o Brasil.
Para saber mais visite o site: www.iped.com.br
Um amigo costumava me dizer: Resisto a tudo, menos às tentações.
Brincadeiras à parte, cada um sabe dos seus pontos fracos, não é mesmo? Eu não resisto às novidades.
Bisbilhotando pela Internet numa madrugada dessas vejo um anúncio de um evento de encontros simultâneos. Um bar, drinks, faixa etária definida, quantidade de pessoas equilibrada entre os sexos, regras de conduta, tempo marcado para o contato. Uma proposta, no mínimo, divertida.
Nem titubeei! Peguei o e-mail para contato e fiz logo a minha inscrição. A data do evento ainda estava um pouco distante, então, esqueci-me completamente.
Na semana do acontecimento, perdi umas boas horas tentando descobrir o que era aquela estrelinha desenhada no meu calendário. Felizmente os organizadores cuidam dos participantes e enviaram-me um lembrete por e-mail. Faltavam, ainda, dois dias. Até aí, tudo bem. Senti-me, inclusive, blasé.
Finalmente chegou o dia. Segui as dicas do site, marquei salão e tentei pensar em assuntos interessantes. Até ensaiei um diálogo. Vai que alguém pergunta qual é o meu maior defeito? Não posso começar a me depreciar, não é mesmo?
- Ahn? Sou cleptomaníaca.
- O quê?
- Brincadeira, eu fumo…
- Ah, tudo bem.
Isso é o que eu chamo de boa estratégia para reverter uma imagem negativa!
Tive o dia-mais-corrido-da-face-da-Terra. Acabei saindo de casa com uma roupa qualquer, sem almoço ou glamour. Com as unhas feitas – é verdade – mas o resto é melhor nem comentar.
Vamos ao evento?
Cheguei atrasada. O resto das meninas também (ufa!). Logo na entrada já começamos a conversar. Uma delas disse que só tinha visto mulheres no local e achou estranho. Eu respondi de imediato:
- Mas hoje é o dia do evento para quem quer conhecer gente do mesmo sexo, você não sabia?
Score! Nem começou e já fiz uma inimizade. Depois tenho a cara-de-pau de dizer que não sei porque não tenho amigas.
Chegam os meninos. Regras explicadas. Se gostar: Eu vou. Não muito? Amizade. Para os demais, Não Vou. Acho que Nem Pensar seria um tanto rude, não é mesmo?
Atenção, tempo, valendo!
Começa o jogo. Todos meio nervosos, mas bem simpáticos. Uma, duas, três conversas e começo a notar uma tendência. Eles andam carentes! Sim, meninas, os mocinhos estão precisando de atenção.
Enquanto as mulheres contavam de viagens inesquecíveis, festas e shows, eles diziam que não gostavam dessas atividades sem companhia. Necessitavam, ao menos, de um amigo para compartilhar as experiências.
A analogia pode ser esdrúxula, mas as mulheres estão se tornando cada vez mais gatos e eles, cachorros. Elas apreciam a liberdade e curtem a vida. Querem alguém ao seu lado, mas não deixam de fazer o que tem vontade. Eles esperam.
Surpreendi-me com essa constatação. Ok, a amostra era pequena, não podemos extrapolar para a base. Mas ainda assim, foi inesperado.
Acredito que não tenha atingido o objetivo principal. O meu Eu Vou ficou para duas mulheres que conheci minutos antes de tudo começar. Não, não estou mudando de time. Mas com elas Eu Vou pra balada. Eu Vou pro boteco. Eu Vou ser feliz e fazer novas amizades.
Deixarei os mocinhos para a próxima tentativa, afinal, foi divertido.
E Eu Vou de novo.










