Arquivos para a ‘Moda e Poder’ Categoria
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 3053/11, do deputado licenciado Aguinaldo Ribeiro (PB), que regulamenta a profissão de modelo de passarela.
O projeto estabelece cinco requisitos para o exercício da profissão: idade mínima de 16 anos, diploma do ensino fundamental, curso de qualificação de pelo menos 30 horas, exame de saúde física e mental e exames semestrais de saúde, para descartar distúrbios alimentares.
Os direitos previstos são: registro em Carteira de Trabalho, piso salarial a ser definido em lei, férias de 30 dias corridos por ano, jornada de férias equivalente a 1/3 do salário, benefícios previdenciários, 13º salário, aviso prévio, licença-maternidade, adicional noturno e aposentadoria especial. O FGTS é opcional.
Proposta de igual teor (PL 7580/06, do ex-deputado Ildeu Araujo), foi arquivada no fim da legislatura passada, pelo fato de sua tramitação não ter sido concluída.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Da Agência Câmara de Notícias
Autora do livro Comandante Chique diz que primeira-dama estabeleceu um código de vestimenta e faz visual funcionar para ela
Para a maioria das pessoas, existe apenas um grande ícone com a letra “O”. Mas quando Mikki Taylor, a ex-editora da revista Essence, fala de “O,” não existe dúvida sobre quem ela está falando. “A Sra. O não segue qualquer tendência”, disse Taylor. “E ela vive sua vida da mesma maneira.”
Como editora da revista, Taylor passou os últimos 30 anos ajudando a definir a beleza e a moda negra. Agora, ela tem focado seu olhar em Michelle Obama, sem dúvida a primeira-dama com mais estilo desde
Jacqueline Kennedy (que viria a ser o outro grande ícone com a letra “O”), em seu novo livro “Commander in Chic” (Comandante Chique, em tradução literal).
Com um subtítulo que diz, “um guia para cada mulher gerenciar seu estilo como uma primeira-dama”, o livro não chega a ser um manual mas que busca oferecer prescrições inspiradoras que
Taylor chama de “Mikki-ismos”. Um exemplo típico disso é o conselho: “Seu cabelo deve ser penteado de uma maneira tão estilosa que pareça que você tem uma equipe de pessoas lhe esperando do outro lado do telefone”.
Taylor pessoalmente é, alegre e cheia de vida. Ela é como a tia legal cujo estilo e guarda-roupas você espera herdar algum dia. Ter estilo não é gastar muito dinheiro e comprar compulsivamente à toa, ela disse em uma entrevista realizada recentemente. “Trata-se de estabelecer o seu próprio código de vestimenta. Estilo verdadeiro não é uma roupa que você simplesmente veste.”
Na onda dos calendários beneficentes, a sexta edição do “Senhoras do Calendário 2012”, da fotógrafa Laura Vilela, homenageia a ONG As Charmosas, que atua no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.
Ao todo, 14 mulheres e uma madrinha, com idades entre 44 e 76 anos, estampam as folhas do calendário vestindo figurinos confeccionados pela ONG com material descartado.
Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos mais de mil calendários produzidos será revertido para As Charmosas, que atua junto a mulheres de baixa renda no Morro do Alemão. Cada exemplar custa R$ 10.
Os interessados poderão comprar pela internet no site das Charmosas (www.ascharmosas.fashionblog.com.br) ou pelos telefones 0/xx/21/7843-1832 ou 0/xx/21/7412-4060.
Eliandra Fidelis, presidente da ONG, diz que é preciso conscientizar as pessoas para que elas tenham um olhar mais humano sobre o mundo. “Com certeza tudo seria melhor se as pessoas olhassem o mundo com outros olhos”, diz Fidelis.
“Todo trabalho que usa a criatividade através da reciclagem é bem-vindo. O reaproveitamento das peças dá um novo ar para as roupas. As mulheres do Alemão têm uma criatividade ímpar”, afirma Eduardo Araúju, idealizador do calendário.
“Com a paz que se instalou na comunidade, resolvi montar um projeto em que a maturidade pudesse beneficiar e acrescentar culturalmente o local” diz Araúju.
Madrinha
Convidada para ser a madrinha do “Senhoras do Calendário 2012”, Ilny Baptista, de 77 anos, diz que a terceira idade pode ser um exemplo para os mais jovens.
“É muito gratificante participar de uma ação solidária feita por senhoras e por quem entende do assunto. Isso foi um sonho realizado. Muitas avós também podem ser uma modelo da maturidade. Tem muita coisa para se aprender e sonhos a se realizar.”
As modelos garantem que há uma mudança nas suas próprias vidas. “O envolvimento na elaboração do projeto, nas suas diversas etapas –escolha da instituição, tema, local e vestuário–, nos dá sensações diversas. A principal é de estar viva. Você se vê de outra forma, quase jovem”, brinca Rubia Rodrigues, 58, modelo do mês de outubro.
“Foi tudo maravilhoso. Nos receberam muitíssimo bem. Disponibilizaram a associação de moradores como base de apoio, andamos por todo o Complexo do Alemão tendo a Eliandra como guia, tivemos um dia de celebridade” diz Vida Pinheiro, que estampa a capa do calendário.
“São mulheres felizes e belas. Cada uma dentro do biotipo de sua idade e de seu ritmo de vida. E com uma felicidade estampada em cada foto”, do Araúju.
Iniciativa
A ideia de fazer as “Senhoras do Calendário” surgiu a partir de uma iniciativa parecida feita na Inglaterra. Em 1998, Angela Baker reuniu algumas amigas para uma proposta inusitada: posar nua para um calendário e arrecadar fundos para a compra de um sofá novo para o hospital onde seu marido passou seus últimos dias lutando contra um câncer.
A iniciativa das inglesas deu certo, virou filme e chamou a atenção do carioca Eduardo Araúju, pioneiro no país a oferecer cursos de “Modelos e Manequins” para a terceira idade.
“Aqui também tem dado certo. Além de produzirmos um bonito calendário, a cada ano ajudamos uma instituição beneficente e continuamos com a valorização da mulher, independentemente de sua idade”, conta Araúju.
Do Uol

À direita as vencedoras Victoria Beckham e Stella McCartney, acompanhada da atriz Kate Hudson. Entre os convidados do BFA estavam o ator Colin Firth com a produtora Livia Giuggioli e a modelo Kate Moss
O British Fashion Awards, principal premiação da moda britânica, anunciou a lista de melhores marcas e estilistas de 2011 durante cerimônia realizada na noite desta segunda-feira (28), no hotel Savoy, em Londres.
A estilista e ex-Spice Girl Victoria Beckham foi eleita a melhor marca de estilisto do ano, à frente de nomes renomados como Burberry, Stella McCartney e Tom Ford. A premiação é organizada pelo Conselho da Moda Britânica (BFC).
A estilista do ano, segundo o júri do BFA, foi Sarah Burton, que assumiu o posto de diretora criativa da Alexander McQueen, após a morte do estilista em fevereiro de 2010.
Um dos principais nomes da moda britânica contemporânea, Stella McCartney venceu na categoria Tapete Vermelho. O veterano Paul Smith levou troféu especial por suas “contribuições extraordinárias” para a moda.
Além das marcas e estilistas, a premiação apontou os melhores representantes do estilo britânico nas ruas e nas passarelas. A melhor do modelo do ano foi Stella Tennant, enquanto a apresentadora e “it-girl” Alexa Chung foi lembrada por seu estilo pessoal.
Veja abaixo a lista completa de vencedores:
Estilista do ano
Sarah Burton para Alexander McQueen
Marca de estilo
Victoria Beckham
Novo “Establishment”
Christopher Kane
Estilista de moda masculina
Kim Jones
Designer de acessórios
Charlotte Olympia
Tapete Vermelho
Stella McCartney
Talento emergente – prêt-à-porter
Mary Katrantzou
Talento emergente – moda masculina
Christopher Raeburn
Talento emergente – acessórios
Tabitha Simmons
Modelo
Stella Tennant
BFC Feitos Extraordinários
Paul Smith
Prêmio Isabella Blow para o Criador de Moda
Sam Gainsbury
Estilo britânico
Alexa Chung
Do Uol
Desempenho da top é comparado com o índice Dow Jones
Não é barato, mas quando uma marca contrata a modelo brasileira Gisele Bündchen para uma campanha o retorno é garantido. É o que informa a revista Vogue a partir de avaliações de especialistas da área financeira.
As marcas utilizam para comparação o “índice Gisele”, ou seja, o desempenho das empresas representadas pela modelo e cruzam com as informações com o mercado de ações dos Estados Unidos como um todo.
O “ìndice Gisele” confirma o sucesso da top: em 2007, por exemplo, ela fatura 41% a mais em relação à Dow Jones, que caiu 4% durante o mesmo período. Outro dado: em janeiro de 2009, a modelo subiu 67%.
Tal argumento é usado para divulgar o sucesso da modelo junto às marcas que ela divulga: os consumidores compram os produtos que ela anuncia no intuito de ficarem mais parecidas com ela.
A top é a primeira modelo bilionária do mundo — ela e o marido, Tom Brady, são o casal mais rico do mundo atualmente, pois acumularam US$ 76 milhões juntos.
Do Donna
Portal pretende facilitar a busca por itens de moda na internet
A Inter.net, agência digital multinacional, acaba de lançar o Fashionera, o maior buscador de moda feminina do mercado brasileiro baseado em “social shopping”. A ideia é ajudar a mulher a descobrir e encontrar o produto que deseja e em qual loja (on e off-line) comprar.
O site funciona como uma ferramenta de busca inteligente, que reúne, organiza e disponibiliza produtos de moda feminina, como roupas, sapatos, bolsas e acessórios, tal como uma vitrine virtual. Atualmente já são mais de 1500 marcas de todo mundo reunidas em um único buscador.
“O Fashionera é mais um projeto desenvolvido exclusivamente pela Inter.net para o Brasil. O site surgiu da necessidade de facilitar a busca de produtos de moda feminina pela internet. Sabemos que a mulher brasileira tem comprado cada vez mais pela internet e, por isso, lançamos o Fashionera que já é o maior e principal buscador de moda feminina do Brasil”, explica Alessandra Zanetti, CEO da Inter.net Brasil e idealizadora do Fashionera.
O sucesso da venda de moda e acessórios pela internet também foi diagnosticado pela e-bit, empresa de consultoria de e-commerce. Segundo suas pesquisas, há quatro anos a comercialização destes itens estava abaixo da 20ª colocação no ranking de produtos mais vendidos no Brasil. Hoje, esta categoria já ocupa a 6ª posição.
“Além de ser um buscador de moda, o Fashionera funciona também como uma vitrine, ampliando a oportunidade de exposição tanto para grifes famosas que procuram interagir com seu público, quanto para marcas recém-chegadas ao mercado”, complementa Zanetti.
O modelo de negócio é baseado na comercialização de mídia e na participação nas vendas geradas via Fashionera.
Como funciona – Ao acessar o Fashionera pela primeira vez, a usuária pode criar seu próprio perfil ou fazer o login pelo Facebook. A busca é personalizada por produto (roupas, sapatos, bolsas e acessórios), modelo, preço, estampa, cor e grife.
Seguindo o conceito de “social shopping”, o Fashionera incentiva a interação entre as usuárias e a integração com Facebook e Twitter. Assim, é possível checar o closet de suas amigas, onde estão seus produtos e grifes favoritos.
O buscador também disponibiliza um espaço para a mulher divulgar seus looks em uma galeria de fotos. Ela também tem acesso às últimas notícias do mercado fashion do Brasil e do mundo, além de dicas e orientações de consultoras e blogueiras de moda.
“Além de ser um buscador completo, as funções de social shopping dão poder para a usuária expressar seus gostos e opiniões, interagir com suas amigas e diretamente com a marca”, finaliza Zanetti.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a marca de roupas Zara para comparecer a uma audiência no próximo dia 18 para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo busca regularizar a cadeia produtiva da grife espanhola e reparar os danos causados aos trabalhadores flagrados em regime de trabalho semelhante ao escravo em São Paulo.
Em junho, as investigações do MPT e dos fiscais do Ministério do Trabalho descobriram 51 trabalhadores (46 bolivianos) em condições degradantes em uma confecção da empresa em Americana, interior paulista. No mês seguinte, foram encontrados 14 trabalhadores bolivianos e um peruano em situação análoga à escravidão em duas confecções na cidade de São Paulo.
Ao prestarem esclarecimentos em audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo, os representantes da marca, Enrique Huerta Gonzales e Jesus Echeverria, alegaram desconhecer que funcionários trabalhavam em regime escravo em confecções contratadas pela marca.
Segundo o procurador Luiz Carlos Fabre, o fato de a produção ser terceirizada não exime, entretanto, a marca espanhola da responsabilidade pelas condições dos trabalhadores. “A Zara deve fiscalizar as relações de trabalho na sua cadeia produtiva com o mesmo zelo com que fiscaliza a qualidade dos produtos de seus fornecedores”, ressaltou.
Caso a grife se recuse assinar o TAC, que ainda não teve os termos divulgados, o MPT adiantou que ajuizará uma ação civil pública contra a empresa. “Com pedidos indenizatórios contendo valores muito maiores do que aqueles propostos no acordo”.
Do Agência Brasil
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza hoje audiência pública para discutir denúncias de trabalho escravo promovido por empresas de confecção.
A iniciativa do debate é do deputado Laercio Oliveira (PR-SE). Ele cita como casos a serem investigados as lojas Zara, Marisa, Casas Pernambucanas e Collins. “Após inúmeras notícias veiculadas por todos os meios de comunicação brasileiros, não podemos admitir que a comissão, que tem a competência de combater questões como essa, fique sem ação na frente de tal absurdo”, afirma.
Foram convidados:
- o presidente da Zara, Enrique Huerta Gonzalez; - um representante da Moda Collins; - a auditora fiscal do trabalho Sueko Cecília Uske, de São Paulo; - o fundador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto; - a procuradora do Ministério Público do Trabalho de Campinas (SP) Fabíola Junges Zan; - o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados e presidente do Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, Eunice Cabral.A audiência será realizada às 14h30, no Plenário 4.
Do Agência Câmara de Notícias
Ivian Sarcos, a venezuelana que venceu o Miss Mundo 2011, por muito pouco não seguiu a vida religiosa. Quando ficou órfã, aos dez anos, a beldade foi viver em um convento.
Lá, ao conviver com freiras durante todo o seu tempo, cogitou virar noviça. Durante o período em que conversava com as superioras, para tirar qualquer dúvida quanto a sua vocação religosa, a bela foi convidada para se tornar modelo e, de uma vez por todas, decidiu que o convento não era lugar para continuar a viver.
Mesmo assim, Ivian continua tendo muitos contatos com as freiras. “Elas são minhas maiores fãs”, declarou à imprensa venezuelana.
Em entrevista ao jornal El Universal, dias antes de vencer o Miss Mundo, Ivian explicou que nunca foi freira. “É diferente ser religiosa e ter sido criada em um convento”, disse.
No entanto, por causa de sua rígida educação religiosa, a venezuelana contou ter dificuldades ainda na carreira de modelo.
“Confesso que não é fácil ser fotografada em trajes de banho ou posar para as câmeras. Mas, já me acostumei. É parte do que faço”, disse.
Do Uol

Joana Jeker dos Anjos (de branco), com integrantes do grupo Recomeçar: "Eu, como paciente, passei por muitas dificuldades" Foto Bruno Peres/CB/D.A Press.
Elas venceram desafios e mostram isso na passarela. Desta vez, o destaque do desfile promovido pelas Mulheres da Cirurgia Plástica e pela Recomeçar/Associação das Mulheres Mastectomizadas não estará nos novos modelos apresentados por uma marca de roupas. As atenções estarão voltadas para as mulheres que venceram a batalha contra o câncer de mama e voltaram a sorrir. O evento, agendado para as 19h de hoje no Gilberto Salomão, encerrará o Outubro Rosa, mês do movimento mundial contra a doença. Entre 25 e 30 mulheres de todas as idades desfilarão, confiantes de que vale a pena brigar pela vida.
As participantes terão um dia especial. A concentração começará ainda no início da tarde, com tempo de sobra para arrumar o cabelo e se maquiar. “Esse evento servirá para levantar o ego dessas mulheres, para que elas se sintam prestigiadas e homenageadas depois de tanto sofrimento”, explicou a presidente da Recomeçar, Joana Jeker dos Anjos, 35 anos. As organizadoras do evento também querem chamar a atenção da sociedade para o autoexame e exigir políticas públicas. “Essa conscientização é muito importante, um alerta para todas as mulheres”, destacou Joana.
Há dois anos, a dona de casa Venina Batista de Souza, 46 anos, moradora de São Sebastião, descobriu que estava com câncer de mama. “Não consegui aceitar que estava doente, fiquei em estado de choque, perdi meu chão. Achei que fosse morrer, não conseguia pensar em outra coisa”, contou. Durante quase um ano, fazia o caminho entre a casa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde se submeteu ao tratamento. Fez cirurgia para retirar o seio, sessões de quimioterapia e radioterapia. Achou que não venceria a batalha. “Em 2010, entrei para um grupo de apoio. Além de aprender a fazer artesanato e me ocupar, conversava com outras mulheres mais experientes. Agora sou em quem tento ajudar outras mulheres que estão passando pelo que eu passei.”
Venina está animada para participar do desfile. “Só quem passa por essa situação sabe o quanto é doloroso, mas passou. Esse evento será muito importante para divulgar a causa e ajudar outras mulheres na mesma situação que a nossa.” Esse também é o objetivo da dona de casa Laura de Souza Dias, 42 anos, moradora de São Sebastião: “Essa doença mexe muito com a autoestima da gente. Não é fácil para uma mulher perder a mama ou o cabelo. Com esse desfile, queremos contribuir com outras pessoas que estão desanimadas como a gente já esteve”.
Para a professora Luciene Maria de Araújo, 42 anos, moradora de Ceilândia, a informação é o melhor remédio para quem tem câncer de mama. Ela criou um blog para dividir a experiência com outras pessoas e, quem sabe, ajudar de alguma forma aqueles que ainda estão na luta pela vida. “Não é fácil passar por isso, mexe demais com o nosso psicológico. Por isso, acho muito importante esse desfile, para incentivar outras mulheres a se cuidarem e melhorar a nossa autoestima”, avaliou. Luciene aguarda ansiosa pelo evento.
Direitos
Joana Jeker dos Santos decidiu criar a Recomeçar depois de vencer um câncer de mama e ver a realidade dos hospitais. “Eu, como paciente, passei por muitas dificuldades. Estou nessa luta há um ano e meio e vi que as mulheres não tinham orientação alguma e não foram atrás dos direitos delas”, apontou. De acordo com Joana, uma das principais dificuldades encontradas por aquelas que têm a doença é fazer a cirurgia de reconstrução da mama, apesar de a Lei Federal nº 9.797 de 1999 prever o acesso ao procedimento (veja o que diz a lei). “A demanda é seis vezes maior do que a capacidade da rede pública anualmente. Lutamos para que essa operação seja uma continuidade no tratamento. É obrigação do Estado prover esse tipo de cirurgia”, defendeu.
A dona de casa Luiza Barboza de Oliveira, 65 anos, moradora do Riacho Fundo 2, conhece bem essa realidade. Descobriu que estava com a doença em 1994, mas somente em 2008 fez a primeira etapa da cirurgia para reconstruir a mama. Depois de todas as dificuldades, encontrou motivos para sorrir. Luiza estará no desfile de hoje à noite e não esconde a alegria. “É maravilhoso participar desse evento com a Joana”, diz ela, que convidou toda a família.
Foco na prevenção
O movimento começou na década de 1990 nos Estados Unidos, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou o laço cor-de-rosa e distribuiu durante a Corrida pela Cura, realizada em Nova York. Durante o mês de outubro, muitos países realizam uma série de ações voltadas para a prevenção do câncer mama. No Brasil, a primeira iniciativa ocorreu em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado em tons de rosa.
Do Correio Braziliense
Veja a entrevista de Joana Jeker para o Mulheresnopoder










