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Arquivos para a ‘Moda e Beleza’ Categoria

Autora do livro Comandante Chique diz que primeira-dama estabeleceu um código de vestimenta e faz visual funcionar para ela

Editora Mikki Taylor, autora do livro 'Comandante Chique', fala sobre Michelle Obama - Foto: NYT

Para a maioria das pessoas, existe apenas um grande ícone com a letra “O”. Mas quando Mikki Taylor, a ex-editora da revista Essence, fala de “O,” não existe dúvida sobre quem ela está falando. “A Sra. O não segue qualquer tendência”, disse Taylor. “E ela vive sua vida da mesma maneira.”

Como editora da revista, Taylor passou os últimos 30 anos ajudando a definir a beleza e a moda negra. Agora, ela tem focado seu olhar em Michelle Obama, sem dúvida a primeira-dama com mais estilo desde

Jacqueline Kennedy (que viria a ser o outro grande ícone com a letra “O”), em seu novo livro “Commander in Chic” (Comandante Chique, em tradução literal).

Com um subtítulo que diz, “um guia para cada mulher gerenciar seu estilo como uma primeira-dama”, o livro não chega a ser um manual mas que busca oferecer prescrições inspiradoras que

Taylor chama de “Mikki-ismos”. Um exemplo típico disso é o conselho: “Seu cabelo deve ser penteado de uma maneira tão estilosa que pareça que você tem uma equipe de pessoas lhe esperando do outro lado do telefone”.

Taylor pessoalmente é, alegre e cheia de vida. Ela é como a tia legal cujo estilo e guarda-roupas você espera herdar algum dia. Ter estilo não é gastar muito dinheiro e comprar compulsivamente à toa, ela disse em uma entrevista realizada recentemente. “Trata-se de estabelecer o seu próprio código de vestimenta. Estilo verdadeiro não é uma roupa que você simplesmente veste.”

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Calendário Senhoras do Calendário 2012

Na onda dos calendários beneficentes, a sexta edição do “Senhoras do Calendário 2012”, da fotógrafa Laura Vilela, homenageia a ONG As Charmosas, que atua no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

Ao todo, 14 mulheres e uma madrinha, com idades entre 44 e 76 anos, estampam as folhas do calendário vestindo figurinos confeccionados pela ONG com material descartado.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos mais de mil calendários produzidos será revertido para As Charmosas, que atua junto a mulheres de baixa renda no Morro do Alemão. Cada exemplar custa R$ 10.

Os interessados poderão comprar pela internet no site das Charmosas (www.ascharmosas.fashionblog.com.br) ou pelos telefones 0/xx/21/7843-1832 ou 0/xx/21/7412-4060.

Eliandra Fidelis, presidente da ONG, diz que é preciso conscientizar as pessoas para que elas tenham um olhar mais humano sobre o mundo. “Com certeza tudo seria melhor se as pessoas olhassem o mundo com outros olhos”, diz Fidelis.

“Todo trabalho que usa a criatividade através da reciclagem é bem-vindo. O reaproveitamento das peças dá um novo ar para as roupas. As mulheres do Alemão têm uma criatividade ímpar”, afirma Eduardo Araúju, idealizador do calendário.

“Com a paz que se instalou na comunidade, resolvi montar um projeto em que a maturidade pudesse beneficiar e acrescentar culturalmente o local” diz Araúju.

Madrinha

Convidada para ser a madrinha do “Senhoras do Calendário 2012”, Ilny Baptista, de 77 anos, diz que a terceira idade pode ser um exemplo para os mais jovens.

“É muito gratificante participar de uma ação solidária feita por senhoras e por quem entende do assunto. Isso foi um sonho realizado. Muitas avós também podem ser uma modelo da maturidade. Tem muita coisa para se aprender e sonhos a se realizar.”

As modelos garantem que há uma mudança nas suas próprias vidas. “O envolvimento na elaboração do projeto, nas suas diversas etapas –escolha da instituição, tema, local e vestuário–, nos dá sensações diversas. A principal é de estar viva. Você se vê de outra forma, quase jovem”, brinca Rubia Rodrigues, 58, modelo do mês de outubro.

“Foi tudo maravilhoso. Nos receberam muitíssimo bem. Disponibilizaram a associação de moradores como base de apoio, andamos por todo o Complexo do Alemão tendo a Eliandra como guia, tivemos um dia de celebridade” diz Vida Pinheiro, que estampa a capa do calendário.

“São mulheres felizes e belas. Cada uma dentro do biotipo de sua idade e de seu ritmo de vida. E com uma felicidade estampada em cada foto”, do Araúju.

Iniciativa

A ideia de fazer as “Senhoras do Calendário” surgiu a partir de uma iniciativa parecida feita na Inglaterra. Em 1998, Angela Baker reuniu algumas amigas para uma proposta inusitada: posar nua para um calendário e arrecadar fundos para a compra de um sofá novo para o hospital onde seu marido passou seus últimos dias lutando contra um câncer.

A iniciativa das inglesas deu certo, virou filme e chamou a atenção do carioca Eduardo Araúju, pioneiro no país a oferecer cursos de “Modelos e Manequins” para a terceira idade.

“Aqui também tem dado certo. Além de produzirmos um bonito calendário, a cada ano ajudamos uma instituição beneficente e continuamos com a valorização da mulher, independentemente de sua idade”, conta Araúju.

Do Uol

Arte RatoFX

A ideia surgiu de uma conversa. Pra dizer a verdade, foi inspirada em uma ação similar. Tá, tudo bem! Foi copiada. No sentido, não na integralidade. Pensei naquilo por mais de uma semana.

Sim, sinto falta de companhia. Às vezes, fico carente. Mas não é coisa grave que necessite de alguém o tempo todo. Um contato esporádico pode resolver isso. Isso e a questão física, é claro! Essa é a mais complexa.

Poderia fazer entrevistas. Ou um leilão. Não, leilão lembra bailão que lembra peão que lembra música sertaneja. Eu não gosto de música sertaneja. Não muito.

Perco o foco. Licitação, leilão, não. Nenhum ão! Muita formalidade. Um site na internet talvez. É mais descontraído, casual… Casual! Essa é a palavra.

Casual: adj. Que depende do acaso; fortuito; ocasional

Fortuito é um luxo! Devaneio de novo e me perco nas palavras. Voltando à ideia inicial. Sim, decidi. Vou fazer! A forma não será rígida. Traço um perfil, decoro um questionário e aplico quando tiver interesse. Assim, no meio da conversa, com intuito de passar despercebido. Quando chegar em casa faço o placar e pronto, escolho o que quero. Fácil!

Foi o que pensei.

- O que você gosta de fazer?

- Ah… Gosto de sair, mas também curto ficar em casa. Bebo de vez em quando, cozinho, saio com a galera pra balada.

- Você tem muitos amigos?

- Eu faço o tipo popular, saca?

- Hmm.. acho que sei.

- Tudo me diverte, menas pessoas chatas, sabe? Gente que tá sempre insatisfeita, reclamando. Tipo mimimi. Isso eu não topo

Saca já estava difícil, mas menas? Bah! Menas, nem o Lula, companheiro! Menas, não dá. Não é preconceito. É crivo! Parti, então, para uma abordagem mais direta. No meu ponto de vista, é óbvio!

- Não é que eu tenha medo de relacionamento ou compromisso. Só acho que não é o momento, entende?

- Claro.

- Então fico só. De tempos em tempos aparece uma ou outra pessoa. Coisa casual.

- Pra tirar o atraso, né?

- O quê?

- Olha, gata, que tal pularmos esse nhenhenhem do jantar e irmos direto lá pra casa?

Não era exatamente o que eu estava esperando. Não sou muito exigente, mas isso foi tosco. Rude. E depois? Me joga na parede e me dá umas bofetadas? Ah, assim não quero. Bruto, só no sentido “não refinado”. Mal-educado, nem pensar!

Mudei a tática. Gênero: romântico. Perfil: princesa. Mulher fresquinha perde. Vestido florido, arranjo no cabelo (escovado, é claro), sapatinho de boneca. Mais tons de rosa em uma só pessoa do que na casa da Barbie inteira. Creperia. Suquinho e salada. Sugestão dele. Acatada com boa vontade de Amélia.

- Você não gosta de fazer as unhas?

- Err.. Não tive tempo essa semana.

- A sobrancelha também não, né?

- Não. Marquei salão para amanhã.

- Qual salão você frequenta?

- Fica naquele Shopping perto do meu trabalho.

- A-DO-RO o cabelereiro de lá!!! Ele é um gênio da tesoura!

- É… (amiga)

Definitivamente é melhor começar à distância. A primeira conversa, agora, é por e-mail. Regra estabelecida! Nada de encontros às escuras. Chega de enrascadas.

Tentei, por fim, um site de relacionamentos. Existem aos montes. É possível enunciar os atributos desejados, listar suas principais características e escolher aquilo que você pensa que combina.

Usei imagem fidedigna. Fui discreta, mas sincera. Quando supus ter encontrado o par compatível, a surpresa final!

- Olha, Dona, vi que você se interessou por mim e já que vamos nos encontrar preciso te dizer uma coisa… pra beijar e dormir de conchinha é mais caro, tá?

E foi assim, meninas, que eu virei lésbica!

Carolina Vianna

 

 

Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.

 

 

À direita as vencedoras Victoria Beckham e Stella McCartney, acompanhada da atriz Kate Hudson. Entre os convidados do BFA estavam o ator Colin Firth com a produtora Livia Giuggioli e a modelo Kate Moss

O British Fashion Awards, principal premiação da moda britânica, anunciou a lista de melhores marcas e estilistas de 2011 durante cerimônia realizada na noite desta segunda-feira (28), no hotel Savoy, em Londres.

A estilista e ex-Spice Girl Victoria Beckham foi eleita a melhor marca de estilisto do ano, à frente de nomes renomados como Burberry, Stella McCartney e Tom Ford. A premiação é organizada pelo Conselho da Moda Britânica (BFC).

A estilista do ano, segundo o júri do BFA, foi Sarah Burton, que assumiu o posto de diretora criativa da Alexander McQueen, após a morte do estilista em fevereiro de 2010.

Um dos principais nomes da moda britânica contemporânea, Stella McCartney venceu na categoria Tapete Vermelho. O veterano Paul Smith levou troféu especial por suas “contribuições extraordinárias” para a moda.

Além das marcas e estilistas, a premiação apontou os melhores representantes do estilo britânico nas ruas e nas passarelas. A melhor do modelo do ano foi Stella Tennant, enquanto a apresentadora e “it-girl” Alexa Chung foi lembrada por seu estilo pessoal.

Veja abaixo a lista completa de vencedores:

Estilista do ano

Sarah Burton para Alexander McQueen

Marca de estilo

Victoria Beckham

Novo “Establishment”

Christopher Kane

Estilista de moda masculina

Kim Jones

Designer de acessórios

Charlotte Olympia

Tapete Vermelho

Stella McCartney

Talento emergente – prêt-à-porter

Mary Katrantzou

Talento emergente – moda masculina

Christopher Raeburn

Talento emergente – acessórios

Tabitha Simmons

Modelo

Stella Tennant

BFC Feitos Extraordinários

Paul Smith

Prêmio Isabella Blow para o Criador de Moda

Sam Gainsbury

Estilo britânico

Alexa Chung

 Do Uol

Desempenho da top é comparado com o índice Dow Jones

Gisele Bündchen Foto: Divulgação, Hope

Não é barato, mas quando uma marca contrata a modelo brasileira Gisele Bündchen para uma campanha o retorno é garantido. É o que informa a revista Vogue a partir de avaliações de especialistas da área financeira.

As marcas utilizam para comparação o “índice Gisele”, ou seja, o desempenho das empresas representadas pela modelo e cruzam com as informações com o mercado de ações dos Estados Unidos como um todo.

O “ìndice Gisele” confirma o sucesso da top: em 2007, por exemplo, ela fatura 41% a mais em relação à Dow Jones, que caiu 4% durante o mesmo período. Outro dado: em janeiro de 2009, a modelo subiu 67%.

Tal argumento é usado para divulgar o sucesso da modelo junto às marcas que ela divulga: os consumidores compram os produtos que ela anuncia no intuito de ficarem mais parecidas com ela.

A top é a primeira modelo bilionária do mundo — ela e o marido, Tom Brady, são o casal mais rico do mundo atualmente, pois acumularam US$ 76 milhões juntos.

Do Donna
Portal pretende facilitar a busca por itens de moda na internet

Fashionera - Reprodução

A Inter.net, agência digital multinacional, acaba de lançar o Fashionera, o maior buscador de moda feminina do mercado brasileiro baseado em “social shopping”. A ideia é ajudar a mulher a descobrir e encontrar o produto que deseja e em qual loja (on e off-line) comprar.

O site funciona como uma ferramenta de busca inteligente, que reúne, organiza e disponibiliza produtos de moda feminina, como roupas, sapatos, bolsas e acessórios, tal como uma vitrine virtual. Atualmente já são mais de 1500 marcas de todo mundo reunidas em um único buscador.

“O Fashionera é mais um projeto desenvolvido exclusivamente pela Inter.net para o Brasil. O site surgiu da necessidade de facilitar a busca de produtos de moda feminina pela internet. Sabemos que a mulher brasileira tem comprado cada vez mais pela internet e, por isso, lançamos o Fashionera que já é o maior e principal buscador de moda feminina do Brasil”, explica Alessandra Zanetti, CEO da Inter.net Brasil e idealizadora do Fashionera.

O sucesso da venda de moda e acessórios pela internet também foi diagnosticado pela e-bit, empresa de consultoria de e-commerce. Segundo suas pesquisas, há quatro anos a comercialização destes itens estava abaixo da 20ª colocação no ranking de produtos mais vendidos no Brasil. Hoje, esta categoria já ocupa a 6ª posição.

“Além de ser um buscador de moda, o Fashionera funciona também como uma vitrine, ampliando a oportunidade de exposição tanto para grifes famosas que procuram interagir com seu público, quanto para marcas recém-chegadas ao mercado”, complementa Zanetti.

O modelo de negócio é baseado na comercialização de mídia e na participação nas vendas geradas via Fashionera.

Como funciona – Ao acessar o Fashionera pela primeira vez, a usuária pode criar seu próprio perfil ou fazer o login pelo Facebook. A busca é personalizada por produto (roupas, sapatos, bolsas e acessórios), modelo, preço, estampa, cor e grife.

Seguindo o conceito de “social shopping”, o Fashionera incentiva a interação entre as usuárias e a integração com Facebook e Twitter. Assim, é possível checar o closet de suas amigas, onde estão seus produtos e grifes favoritos.

O buscador também disponibiliza um espaço para a mulher divulgar seus looks em uma galeria de fotos. Ela também tem acesso às últimas notícias do mercado fashion do Brasil e do mundo, além de dicas e orientações de consultoras e blogueiras de moda.

“Além de ser um buscador completo, as funções de social shopping dão poder para a usuária expressar seus gostos e opiniões, interagir com suas amigas e diretamente com a marca”, finaliza Zanetti.

Ivian Sarcos

Ivian Sarcos, a venezuelana que venceu o Miss Mundo 2011, por muito pouco não seguiu a vida religiosa. Quando ficou órfã, aos dez anos, a beldade foi viver em um convento.

Lá, ao conviver com freiras durante todo o seu tempo, cogitou virar noviça. Durante o período em que conversava com as superioras, para tirar qualquer dúvida quanto a sua vocação religosa, a bela foi convidada para se tornar modelo e, de uma vez por todas, decidiu que o convento não era lugar para continuar a viver.

Mesmo assim, Ivian continua tendo muitos contatos com as freiras. “Elas são minhas maiores fãs”, declarou à imprensa venezuelana.

Em entrevista ao jornal El Universal, dias antes de vencer o Miss Mundo, Ivian explicou que nunca foi freira. “É diferente ser religiosa e ter sido criada em um convento”, disse.

No entanto, por causa de sua rígida educação religiosa, a venezuelana contou ter dificuldades ainda na carreira de modelo.

“Confesso que não é fácil ser fotografada em trajes de banho ou posar para as câmeras. Mas, já me acostumei. É parte do que faço”, disse.

Do Uol

Arte RatoFX

Foi dada a largada para perder os quilinhos extras para o verão. Não existe nada de errado em querer ficar bonita para o calor. O problema é que tem gente que extrapola. No início de outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização de três inibidores de apetite derivados de anfetaminas (anfepramona, femproporex e mazindol). Já o uso de medicamentos à base de sibutramina, substância usada no tratamento da obesidade, foi liberado – mas com venda controlada.

A discussão começou no início do ano, com a alegação de que esses medicamentos trariam mais malefícios do que benefícios à saúde. De acordo com o endocrinologista João Cesar Vandona, é preciso ter cuidado com remédios para emagrecer, mesmo se prescritos por seu médico. “A proibição foi impulsionada por um estudo segundo o qual o uso contínuo dessas substâncias pode aumentar o risco de infarto e acidente vascular cerebral”, afirma. “Muitos médicos fazem a vontade de seus pacientes e indicam remédios para pessoas fora do quadro de sobrepeso”.

Conforme explica Vandona, na Europa e nos Estados Unidos, o uso da sibutramina é proibido. “No Brasil consumimos 55% de toda a sibutramina produzida no mundo, uma taxa gigantesca.” Segundo o médico, a estatística mostra uma realidade triste. “As pessoas no Brasil andam mais preocupadas com a estética do que com a saúde. Só mais tarde vão ver que o efeito pode ser devastador.”

De acordo com o endocrinologista, o melhor caminho a ser seguido para perder peso de maneira saudável é o controle da alimentação e a prática de exercícios físicos. “Nunca se estudou tanto o poder dos alimentos. Sabemos que a alimentação saudável é a receita. Basta seguir com determinação e força de vontade”, diz. “Os exercícios são a maneira certa de manter os benefícios que a alimentação saudável irá trazer.” Outro ponto levantado pelo médico é que os remédios podem influenciar na beleza, levando ao aparecimento de espinhas, olheiras e outros problemas de pele. “A alimentação é o melhor produto de beleza que já inventaram.”

Do Alimentação / Terra

Joana Jeker dos Anjos (de branco), com integrantes do grupo Recomeçar: "Eu, como paciente, passei por muitas dificuldades" Foto Bruno Peres/CB/D.A Press.

Elas venceram desafios e mostram isso na passarela. Desta vez, o destaque do desfile promovido pelas Mulheres da Cirurgia Plástica e pela Recomeçar/Associação das Mulheres Mastectomizadas não estará nos novos modelos apresentados por uma marca de roupas. As atenções estarão voltadas para as mulheres que venceram a batalha contra o câncer de mama e voltaram a sorrir. O evento, agendado para as 19h de hoje no Gilberto Salomão, encerrará o Outubro Rosa, mês do movimento mundial contra a doença. Entre 25 e 30 mulheres de todas as idades desfilarão, confiantes de que vale a pena brigar pela vida.

As participantes terão um dia especial. A concentração começará ainda no início da tarde, com tempo de sobra para arrumar o cabelo e se maquiar. “Esse evento servirá para levantar o ego dessas mulheres, para que elas se sintam prestigiadas e homenageadas depois de tanto sofrimento”, explicou a presidente da Recomeçar, Joana Jeker dos Anjos, 35 anos. As organizadoras do evento também querem chamar a atenção da sociedade para o autoexame e exigir políticas públicas. “Essa conscientização é muito importante, um alerta para todas as mulheres”, destacou Joana.

Há dois anos, a dona de casa Venina Batista de Souza, 46 anos, moradora de São Sebastião, descobriu que estava com câncer de mama. “Não consegui aceitar que estava doente, fiquei em estado de choque, perdi meu chão. Achei que fosse morrer, não conseguia pensar em outra coisa”, contou. Durante quase um ano, fazia o caminho entre a casa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde se submeteu ao tratamento. Fez cirurgia para retirar o seio, sessões de quimioterapia e radioterapia. Achou que não venceria a batalha. “Em 2010, entrei para um grupo de apoio. Além de aprender a fazer artesanato e me ocupar, conversava com outras mulheres mais experientes. Agora sou em quem tento ajudar outras mulheres que estão passando pelo que eu passei.”

Venina está animada para participar do desfile. “Só quem passa por essa situação sabe o quanto é doloroso, mas passou. Esse evento será muito importante para divulgar a causa e ajudar outras mulheres na mesma situação que a nossa.” Esse também é o objetivo da dona de casa Laura de Souza Dias, 42 anos, moradora de São Sebastião: “Essa doença mexe muito com a autoestima da gente. Não é fácil para uma mulher perder a mama ou o cabelo. Com esse desfile, queremos contribuir com outras pessoas que estão desanimadas como a gente já esteve”.

Para a professora Luciene Maria de Araújo, 42 anos, moradora de Ceilândia, a informação é o melhor remédio para quem tem câncer de mama. Ela criou um blog para dividir a experiência com outras pessoas e, quem sabe, ajudar de alguma forma aqueles que ainda estão na luta pela vida. “Não é fácil passar por isso, mexe demais com o nosso psicológico. Por isso, acho muito importante esse desfile, para incentivar outras mulheres a se cuidarem e melhorar a nossa autoestima”, avaliou. Luciene aguarda ansiosa pelo evento.

Direitos

Joana Jeker dos Santos decidiu criar a Recomeçar depois de vencer um câncer de mama e ver a realidade dos hospitais. “Eu, como paciente, passei por muitas dificuldades. Estou nessa luta há um ano e meio e vi que as mulheres não tinham orientação alguma e não foram atrás dos direitos delas”, apontou. De acordo com Joana, uma das principais dificuldades encontradas por aquelas que têm a doença é fazer a cirurgia de reconstrução da mama, apesar de a Lei Federal nº 9.797 de 1999 prever o acesso ao procedimento (veja o que diz a lei). “A demanda é seis vezes maior do que a capacidade da rede pública anualmente. Lutamos para que essa operação seja uma continuidade no tratamento. É obrigação do Estado prover esse tipo de cirurgia”, defendeu.

A dona de casa Luiza Barboza de Oliveira, 65 anos, moradora do Riacho Fundo 2, conhece bem essa realidade. Descobriu que estava com a doença em 1994, mas somente em 2008 fez a primeira etapa da cirurgia para reconstruir a mama. Depois de todas as dificuldades, encontrou motivos para sorrir. Luiza estará no desfile de hoje à noite e não esconde a alegria. “É maravilhoso participar desse evento com a Joana”, diz ela, que convidou toda a família.

Foco na prevenção

O movimento começou na década de 1990 nos Estados Unidos, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou o laço cor-de-rosa e distribuiu durante a Corrida pela Cura, realizada em Nova York. Durante o mês de outubro, muitos países realizam uma série de ações voltadas para a prevenção do câncer mama. No Brasil, a primeira iniciativa ocorreu em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado em tons de rosa.

Do Correio Braziliense 

Veja a entrevista de Joana Jeker para o Mulheresnopoder

 

 

Mulheres que tiveram câncer de mama vão exibir toda feminilidade durante desfile que apresentará a nova coleção da Dudalina Feminina

Coquetel Desfile Moda Prevenção

Mulheres que tiveram câncer de mama irão mostrar que é possível recomeçar a vida após passarem por um câncer de mama. Elas irão exibir na passarela todo charme e elegância durante um desfile que irá apresentar a nova coleção da camisaria feminina Dudalina e comemorar o Dia do Médico (25/10). A ação foi idealizada pelas Mulheres da Cirurgia Plástica e a Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília. O objetivo do evento é conscientizar as mulheres sobre a importância do auto-exame.

Durante o evento será vendido o ‘Colar da Vida’, concebido com o propósito de mudar a relação das mulheres com seu próprio corpo, estimulando-as a encarar a prática do auto-exame das mamas como um cuidado de beleza absolutamente natural. A intenção é que o acessório se transforme em uma ‘moda do bem’, servindo como um lembrete permanente da importância do diagnóstico precoce. Toda arrecadação com a venda do Colar da Vida será destinada ao Instituto Se Toque.

O câncer de mama pode atingir tanto homens quanto mulheres, entretanto, é mais comum em mulheres. Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das causas principais de morte em mulheres. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de câncer representando cerca de 22% dos novos casos de câncer. Muitos dos casos poderiam ser prevenidos ou detectados no inicio através do auto-exame.

“Acredito que essa não existe maneira melhor para comemorar o Dia do Médico. O câncer de mama ainda atinge um número muito alto de mulheres, muitos desses casos poderiam ser detectados no inicio se as mulheres tivessem o hábito de fazer o auto-exame regularmente. As chances de cura são muito maiores quando o câncer é descoberto no inicio”, explica a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira.

Durante o evento também haverá uma breve palestra sobre o auto-exame e depoimentos de mulheres que venceram a doença.

Serviço
Data – 25 de outubro
Horário – 19h
Local – Gilberto Salomão