Arquivos para a ‘Literatura’ Categoria
A repartição pode ser um lugar agradável, desde que você tome alguns cuidados.
Preste atenção.
No início, assemelha-se à selva. Você deve adentrar com cautela. Evitar contato com os animais peçonhentos, por exemplo, as cobras. Ao avistá-las, fuja imediatamente.
Faça o reconhecimento do território. Guarde bem os trajetos que percorrer em sua cabeça. Sem barulho. Não atraia atenção durante esse período. Observe. O silêncio, na selva, pode salvar sua vida.
Você poderá encontrar, também, araras, papagaios, maritacas, onças pintadas, macacos gordos, leões, jacarés, formigas, escorpiões e, quem sabe, um jabuti.
Talvez não veja todos. Talvez se depare com outros diferentes. Isso não importa. Permaneça alerta! Você está na selva.
Desconfie das trilhas mais fáceis, podem ter armadilhas. Não se jogue em águas calmas, verifique antes a existência de peixes perigosos.
Com o passar dos anos você se acostuma à selva e passa a enxergá-la como um zoológico. Você se sente no Simba Safari com todos os bichos transitando soltos. Agora você já enrola a cobra no pescoço e tira fotos pra colocar na rede social. Convive melhor com os animaizinhos e até os defende. Levanta bandeiras e tudo mais. Eles parecem tão domesticados, tão inofensivos.
No zoológico da repartição os animais relacionam-se razoavelmente bem. Cada um no seu território, é claro. Ora defendem seu terreno, ora dividem. Alguns somam forças para a sobrevivência. Outros, como os lobos solitários, andam eternamente à espreita de um deslize para aproveitar a oportunidade de algo melhor. E tem ainda aqueles que, vez ou outra, atacam deliberadamente o espaço alheio. É. Eles não estão mais em total condição de selvageria, mas mantem seus instintos.
O lugar passa a ser prazeroso, alegre, divertido. Não é mesmo? Então escolha seu bando de acordo com seus hábitos ou qualquer característica que julgue mais interessante. Se preferir, não se junte a ninguém. Você já passou pela selva, sobreviveu, está no zôo e é feliz.
Enfim, feliz na repartição!
Mas não se assuste se passar por um espelho d’água e notar que cresceram pelos, garras ou plumas em você. Esse é o preço!
Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.
A presidente da República, Dilma Roussef (PT), projetou nesta terça-feira, em São Paulo, um ano de 2012 melhor que o atual no campo da economia. Ao receber o prêmio de brasileira do ano pela Editora Três, a presidente criticou os países desenvolvidos pela falta de ação frente à crise de confiança que abala a economia mundial.
“Não só estamos encerrando o ano com crescimento, mas com a visão de que 2012 será melhor que 2011, o que não é pouca coisa diante da crise e da insensatez política que vivenciamos nos EUA e na Europa.”
Dilma afirmou que “uma era de prosperidade teve início neste ano”, ao discursar por 20 minutos para uma plateia que reuniu atores, atletas, empresários e políticos. Ela enumerou os esforços do governo para contornar o momento difícil da Economia em 2011. “Até outubro deste ano foram gerados 2,2 milhões de novos empregos. Nós temos hoje uma das taxas mais baixas. O PIB cresceu, apesar de todas as consequências da crise, 3,2%. Nossas exportações vêm crescendo a taxas superiores as nossas importações”, elencou.
A presidente dedicou o prêmio recebido aos “190 milhões de brasileiros e brasileiras”, a quem chamou de “Griseldos e Griseldas”, em alusão à personagem da novela interpretada por Lília Cabral, também agraciada na premiação.
Premiado com o prêmio de brasileiro do ano na política, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afagou a presidente, dizendo que os dois têm “causas em comum”. “Ela (Dilma) nos acolheu sabendo que era um partido independente, que seria independente, mas estaria à disposição”, disse Kassab. Ele aproveitou para saudar também o vice-governador Guilherme Afif Domingos, possível candidato à prefeitura em 2012. “Afif Domingos estava do meu lado desde a divulgação das diretrizes do partido”, declarou.
Queda do PIB e crise
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou estagnado no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o trimestre anterior, com ajuste sazonal. O resultado foi influenciado por um decréscimo dos setores de indústria e serviços, que recuaram -0,9% e -0,3%, respectivamente. O contrapeso foi a agropecuária, que cresceu 3,2%.
No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 3,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado em 2011 até setembro, o PIB apresentou uma expansão de 3,2%. O PIB em valores correntes alcançou R$ 1,046 trilhão no terceiro trimestre. O resultado confirma a desaceleração no ritmo de crescimento em consequência da crise mundial.
Apesar do quadro, o Brasil foi elogiado na semana passada pela diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Segundo ela, como resultado da política econômica dos últimos anos, o Brasil é um dos países mais preparados para enfrentar o agravamento da crise internacional.
Do Terra
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) pediu em discurso nesta quarta-feira (23) que o orçamento destinado ao Ministério da Cultura não seja usado para socorrer outras áreas, uma vez que já é um dos menores da Esplanada dos Ministérios.
Conforme a senadora, 78% dos brasileiros acham que o montante reservado para a área da cultura já é pouco e não deve ser reduzido; e 31% acreditam que o dinheiro aplicado nesse segmento é mal gerenciado. Por outro lado, 17% opinaramno sentido de que, em situações extremas, o governo poderia desviar para outros setores dinheiro originalmente previsto para ações culturais.
Os números apresentados por Lídice baseiam-se no resultado de uma pesquisa sugerida por ela ao DataSenado sobre a opinião dos brasileiros quanto à importância da cultura. Realizada de 31 de outubro a 14 de novembro, a enquete levou em conta as respostas de 1.306 cidadãos com mais de 16 anos entrevistados por telefone. De acordo com a senadora, 83% consideram a cultura como propulsora do desenvolvimento e 70% acham que o apoio do governo à cultura gera mais empregos.
- A pesquisa mostra o alto grau de consciência do brasileiro sobre a necessidade de preservação e de investimento na cultura – disse a senadora.
Ela mostrou que após solucionar as necessidades básicas – saúde, educação e infraestrutura, por exemplo – as pessoas desejam consumir os produtos da indústria cultural.
Lídice é autora do Projeto de Lei do Senado – Complementar 20/2011, que impede a limitação do empenho e movimentação no orçamento destinado à cultura.
- Sabemos que o Ministério da Cultura é um dos que recebe menos dinheiro. Não estamos reivindicando sequer o aumento dos recursos. Apenas queremos impedir o contingenciamento dos recursos da cultura – disse.
Da Agência Senado
A Câmara dos Deputados lança nesta terça-feira (22) a coletânea “Palavra de Mulher – Oito Décadas do Direito de Voto”, livro que registra, pela primeira vez, numa linha do tempo, como foi e como é a participação feminina no Parlamento brasileiro.
A obra relaciona os discursos das parlamentares aos principais fatos da história política do país – do Estado Novo à ditadura militar, da redemocratização à Constituição de 1988 – e, também, narra o papel das mulheres no processo de construção da atual sociedade brasileira. O lançamento marca o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, a ser comemorado na sexta-feira (25).
Com pouco mais de 200 páginas, o livro é ilustrado por fotos de época, traz apresentações do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e da 1ª vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), e tem prefácio da coordenadora da Bancada Feminina, deputada Janete Pietá (PT-SP). Foi ela quem sugeriu a realização da obra, quando, no início do ano, se preparava para uma palestra no parlamento do Uruguai e teve dificuldade em obter dados consolidados sobre a ação das mulheres no Legislativo brasileiro. Para ela, o livro demonstra que, apesar de pequena numericamente, a participação das deputadas representa importante elo no processo de elaboração das políticas públicas voltadas para a maioria da população brasileira, além de dar visibilidade à atuação das mulheres na história política brasileira, o que, avalia, sempre foi invisível.
A organizadora da coletânea, Débora Bithiah – consultora legislativa da Casa que também participou da pesquisa e foi responsável pela concepção do livro – diz que, embora a proposta de dar visibilidade ao trabalho das mulheres parlamentares na Câmara tenha sido o principal objetivo, a pesquisa resultou num apanhado rico e detalhado. “Os discursos parlamentares e a inclusão de documentos, preservados com sua publicação no ‘Diário da Câmara dos Deputados’ ao longo dos tempos, trazem aspectos da história do país ainda pouco conhecidos”, ressalta.
Oposição à ditadura - “Um dos grandes achados desse trabalho foi descobrir, por exemplo, que, das seis mulheres que tomaram posse em 1966, cinco foram cassadas pelo regime militar em 1969, todas do MDB. Era a maior bancada feminina até então – o máximo havia sido de duas deputadas na mesma Legislatura. Já era difícil que as mulheres obtivessem espaço político e quase todas que conquistaram mandato pelo voto popular, em 1966, o perderam por meio de Ato Institucional”, conta a pesquisadora. O detalhe, completa Débora, é que três dessas que foram cassadas haviam sido eleitas herdando o capital político dos maridos (que também tinham sido cassados). “Herdeiras, sim. Submissas, não. Assumiram os mandatos e atuaram com firmeza na oposição ao regime”, frisa a organizadora do estudo, para quem também soou curioso descobrir que o Dia das Mães, comemorado no Brasil desde os anos 40, foi instituído para atender demanda de lideranças feministas que queriam dar visibilidade às suas questões, bem diferente do viés mais comercial da data atualmente.
Outro ponto que chama a atenção na coletânea, segundo Débora, “é a pertinência e o diferencial dos discursos das mulheres no Parlamento ao longo de oito décadas”. Independentemente da linha ideológica e mesmo com divergências, as deputadas mantiveram uma identidade no tratamento e na temática de suas intervenções na Câmara, com ênfase aos assuntos ligados à condição das mulheres, dos jovens e das crianças na sociedade brasileira, além da área de educação. O livro também evidencia que o trabalho da Bancada Feminina produziu resultados importantes quanto aos direitos das mulheres – como o direito ao exame de mamografia e a licença-maternidade. E mostra ainda que a atuação das deputadas não ficou restrita somente à temática dita feminista, mas cobriu os inúmeros e diversos temas tratados no Legislativo.
Além de Débora, a elaboração da coletânea teve o apoio de outros quatro pesquisadores, todos servidores da Câmara: Vilma Pereira, bibliotecária e diretora da Coordenação de Histórico de Debates do Departamento de Taquigrafia; Nádia Monteiro Pereira, analista legislativa do Centro de Documentação e Informação; Tatiara Paranhos Guimarães, bibliotecária da Coordenação de Relacionamento, Pesquisa e Informação; e Márcio Nuno Rabat, consultor legislativo, que atuou como organizador adjunto e revisor da obra. A coletânea foi publicada por Edições Câmara e faz parte do conjunto “Obras Comemorativas/Homenagem”. O trabalho foi supervisionado por Cássia Botelho, diretora do Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação, cuja Coordenação de Histórico de Debates é responsável pelo banco de dados de discursos parlamentares (Banco de Discursos, disponível no portal da Câmara a todos os pesquisadores da política brasileira).
Do Câmara.gov
Não é porque estou destruída emocionalmente que tenho que ser triste.
Ela abandonou a sala de reunião pensando nesta frase. Deixou a porta aberta. Queria que a vissem saindo de cabeça erguida. Tomou um táxi para o aeroporto. Fugir. Viajar. Não pensar. Todas essas são ideias péssimas durante a crise, mas são as primeiras. Então, vamos ao aeroporto.
Saia preta, pouco acima do joelho. Blusa branca. Acessórios nas mesmas cores. Se viu no reflexo da vitrine. Saltos altos. Saltos altos conferem dignidade à mulher. Esguia e clássica. Clássica e acabada. Ninguém merece andar por aí com o rímel borrado. Toda cagada, pensou. Desde quando penso palavrões? Assim como o visual, o vocabulário também era impecável.
Revisão total no banheiro. Uma senhora espiava curiosa. As lágrimas ainda insistiam em rolar a face. Isso vai passar. Isso, também, vai passar. Recomposta, seguiu para o bar.
- Cosmopolitan, por favor.
Um. Dois. No terceiro já ria sozinha e paquerava os transeuntes. Inventava a vida deles e ria. Careca e gordo? Casado, é claro! Olhou para ela e piscou. A marca da aliança no dedo. Onde será que eles escondem a aliança? Encarou demais perdida em seus devaneios. Ele avançou. Ela virou o rosto. Careca e gordo não. Nem pensar!
- Mais um Cosmo, querido!
Havia estabelecido intimidade com a bebida e, também, com o barman. Um executivo sentou-se ao seu lado no balcão. Conversaram por horas a fio. Ele lhe contou toda sua vida. Os problemas com a mulher. O filho adolescente que resolvera usar drogas.
Ela apiedou-se. Disse-lhe que era solteira, mas entendia sua situação. Contou, em tom de segredo, que desejara ter filhos no passado, mas não encontrara o homem certo. Então, seguia a vida como executiva de uma multinacional. Viajando todas as semanas. Sem laços. Sem apego.
Uma vida vazia, ele pensou. Acabaram transando no banheiro do aeroporto às quatro da manhã. Ela o deixou na porta da sala de embarque. Disse que iria para o hotel. Prometeu ligar. E ligou. Ligou para o marido que atendeu de sobressalto.
- Mal súbito, meu bem. Fui demitida. Estava no hospital. Chego em meia-hora.
Pensou em sua vida. Pensou nos filhos. Olhou os aviões decolando e pousando. Nunca viajara de avião. Não seria naquela noite. Por fim, pensou na Scarlett.
Amanhã eu penso nisso. O hoje, o vento levou.
Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.
Filme do diretor Adrian Lyne traz Kim Bassinger e Mickey Rourke em trama marcada pela obsessão e comportamentos sexuais transgressores
Resumo da história - A natureza da trama vem explicitada logo no título em inglês, 9 e 1/2 Weeks. Ou seja, o limite de tempo que uma relação obsessiva costuma durar, desde que um dos dois seja minimamente saudável, sob o aspecto psíquico. Por razões comerciais, o tradutor brasileiro fez acréscimo (“de amor”) que, de certa forma, desconecta a versão em português da essência verdadeira do filme.
9 e 1/2 Semanas de Amor (1986) representa hábitos dos anos 80, o charme de homens e mulheres bonitas, elegantes, tendo como moldura Nova York, Wall Street e outros símbolos da geração yuppie, enquanto na linguagem subjacente transbordam atitudes marcadas por erotismo transgressor. Liz (Kim Bassinger, aos 30, no auge de seus extraordinários encantos), gerente de uma galeria de arte, certo dia esbarra no olhar de John (Mickey Rourke), charmoso e bem sucedido executivo financeiro. Iniciam romance que será marcado pelos superlativos. Desde os primeiros encontros, ele era o dono de todas as palavras. Sabia o que estava pretendendo e não se incomodava nem um pouco com isso. Quando ela ensaiava alguma coragem para expressar seus sentimentos, ele se fechava dentro de si e apenas pensava nos seus termos. Começa então a demolição da dignidade de Liz.
Em ritmo de videoclipe, com situações aparentemente românticas e trilha sonora envolvente, o diretor Adrian Lyne conduz a relação na direção dos desvios psicológicos que irão acentuar o lado sociopata de John. Liz se submete: olhos vendados, palmadas por “castigo merecido” e outras manifestações do caráter deformado do namorado, turbinado pelos recalques decorrentes de situações vividas na infância que ele queria esconder. Era um homem experiente e dono de grande talento para negócios, mas que, por dentro, nunca havia nascido. Liz começa a perceber o sentimento de medo tomando conta de sua existência. No espelho, viu o seu retrato tenebroso e entendeu finalmente que precisava se proteger do efeito devastador que aquela relação lhe trazia. “Eu quase esperei tempo demais”, pensou, instantes antes de tomar a decisão que lhe resgataria a autoestima.
O diretor - Adrian Lyne iria voltar ao tema (psicopatas) um ano depois de 9 e 1/2 Semanas de Amor, em novo filme que retomou a discussão sobre relacionamentos efervescentes, no início, e sombrios, a partir do momento em que um dos parceiros descobre que foi vítima de idealização inconsequente e se deixou seduzir por pessoas que não eram o que aparentavam. Paixão avassaladora, marcada por imediatos e tórridos encontros sexuais também foi o tema de Atração Fatal (1987), com magistrais interpretações de Michael Douglas e Glen Close. Em ambos os filmes, o diretor teve a habilidade de colocar a câmera como uma sonda no inconsciente dos protagonistas-psicopatas e permitir que o próprio espectador testemunhasse que eles não amam, não trabalham, não vivem. Simplesmente vão à caça.
O elenco - O bem sucedida trajetória no universo da publicidade permitiu que Adrian Lyne selecionasse dois atores com o biotipo desejado por dez entre dez mulheres e homens. Isso era imprescindível para o filme funcionar. Kim Bassinger, linda, transbordava sexo por todos os poros do seu corpo arrasador. Mickey Rourke mostrou olhar, sorriso e gestos do príncipe encantado moderno. Mais: um e outro conseguiram transmitir os mais profundos sentimentos dos seus personagens, apenas com pequenos detalhes de linguagem não-verbal. Ótimas interpretações.
Detalhe (1) – 9 e 1/2 Semanas representou o ponto mais alto da carreira de Mickey Rourke. Tempos depois, enveredou pelas lutas de boxe e literalmente desconstruiu a reputação de sexy symbol.
Detalhe (2) - O filme ainda mantém certo frescor atual e merece ser visto (ou revisto). Na era das mídias sociais, quando as mais fantasiosas idealizações postadas no Facebook adquirem o status da credibilidade, a chance de se entrar na mesma cilada de Liz é real. A médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa da Silva aborda a questão com argumentos sólidos em seu bestseller “Mentes Perigosas” (Editora Objetiva – 2008). O perigo efetivamente existe. Numa nova e promissora relação, de repente, um(a) psicopata pode estar dormindo ao lado.
José Jardelino da Costa Júnior
Assisti de novo o segredo de Mary Reilly. O filme é O médico e o Monstro de outro ponto de vista. São dois filmes completamente diferentes baseados na mesma obra literária. Trazendo para a vida real, penso que podemos ser várias pessoas ao mesmo tempo, de acordo com o juízo que fazem de nós. Ou pior, somos todos um pouco Dr. Jekyll/ Mr. Hyde, conforme as situações que vivemos.
Bom, isso não é a questão principal, mas a conclusão. O que me levou a procurar o filme foi um comportamento estranho que tenho observado ultimamente.
Em uma semana fui a pessoa mais resolvida do Universo, distribuindo conselhos como se tivesse nascido há dez mil anos atrás. Comportei-me como uma criança insegura, tímida e retraída que não sabe como agir e fica congelada esperando que alguém a conduza. E, ainda, saí pra balada testando cantadas estilo pedreiro como se tivesse nascido na malandragem.
Se sintetizasse, poderia descrever assim: chorei na segunda-feira, dei gargalhadas na terça, quarta- feira foi pura euforia, atravessei a quinta em estado letárgico e finalizei com um mau humor insuportável na sexta. Acho até que tinha uma nuvenzinha negra sobrevoando minha cabeça. Juro!
No sábado, resolvi pesquisar na internet sobre Transtorno de Personalidade Múltipla. Cheguei a pensar seriamente na possibilidade de procurar um psiquiatra. E vi que era exagero. Afinal, as minhas personalidades se conhecem e cada uma delas sabe o que a outra faz.
Nessa pesquisa sobre o comportamento e seus desvios, li que a busca do autoconhecimento é eterna e as crises são necessárias. Viveremos sempre em conflito, insatisfeitos, incompletos. A felicidade acontece em determinados momentos durante essa jornada. E, a cada momento, surgem novas facetas que até então não havíamos visto, nos reinventamos por completo e, ainda assim, somos os mesmos. (Sim, era um texto de auto-ajuda, mas bem simpático).
Enfim, os seres humanos são todos assim. E eu, na qualidade de ser humano, não poderia ser diferente. Mas como diria a minha avó: procuro pelo em ovo!
Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.
Dos diversos sites sobre culinária, o Panelinha é conhecido de todos os que curtem entrar na cozinha para preparar pratos que realmente dão certo.
Para comemorar o 10 anos do portal e também assinar o livro Panelinha- receitas que funcionam (Editora Senac São Paulo) Rita Lobo, a autora, virá a Brasília, no próximo dia 26/10, as 19h30 e vai estar no auditório Eva Hertz do Shopping Iguatemi, as 19h30, batendo papo com a plateia.
Ideal para quem busca uma alimentação saudável e charmosa, Panelinha – receitas que funcionam chega com dicas valiosas para iniciantes ou práticos na cozinha, que vão das compras até o item mais moderno, a sustentabilidade. “O projeto se tornou uma celebração da comida do dia a dia com receitas especiais e outras para deixar a rotina mais saudável e saborosa. São pratos para a vida real”, afirma Rita Lobo.
O livro estará à venda durante a apresentação.
Serviço
Panelinha – receitas que funcionam
Autora: Rita Lobo
Editora: Senac São Paulo
Número de páginas: 400
Preço: R$ 110
www.editorasenacsp.com.br
“Mulher – Guia prático de sobrevivência”, traz à tona a importância da presença da mãe na vida das crianças e dá dicas para uma vida melhor no âmbito pessoal, profissional e com os filhos.
Conciliar filhos, casa, trabalho e manter a autoestima é objetivo comum entre mulheres. E a qualidade de vida torna-se seriamente comprometida se houver dificuldades em gerenciar a rotina, o dinheiro e o tempo. Foi abordando essas e outras questões fundamentais no universo feminino que a jornalista Rosângela Gessoni Sapata Aguilar escreveu o livro “Mulher- Guia Prático de Sobrevivência”, pela editora Baraúna e recém lançado na versão digital.
Ganhar tempo para cuidados pessoais, dar limites, amor e segurança aos filhos e manter a organizaçao na vida familiar, profissional e doméstica são assuntos predominantes no livro. Os temas vão desde estabelecimento de prioridades até dicas práticas para organizar bolsas, armários e agendas. Sugestões para não errar na hora de escolher a escola das crianças e inseri—las em uma rotina saudável ganham capítulos à parte. Também são abordadas maneiras para manter ou aumentar a autoestima e combater o estresse.
Segundo a autora, mulheres de todas as classes sociais apresentam semelhanças no coditiado. “Independente do nível financeiro ou cultural, é preciso ter amor próprio, ser flexível, ter organização e senso de prioridade para não permitir que o cansaço domine a vida nem deixar os filhos à revelia. Isso tudo foi minha preocupação ao definir o foco do livro”, afirma.
Um dos 12 capítulos traz relatos de mulheres que, em algum momento de suas vidas após terem filhos, tiveram que optar por mudanças envolvendo o lado pessoal e o profissional. Elas contam em detalhes o que fizeram para alavancar o amor próprio, aproveitar melhor o tempo, se dedicar mais aos filhos, superar contratempos financeiros e manter o bem estar familiar sem abandonar seus anseios pessoais.
E para não deixar de fora outro tema comum quando se fala em casa e família, o livro traz ainda dicas para a boa convivência entre crianças e animais e aborda questões relevantes a serem consideradas antes e após a chegada de um animal de estimação dentro do lar.
“A versão do livro em e-book traz não apenas a possibilidade de preço mais acessível mas, principalmente, a chance de adquirir o livro de forma mais prática e rápida. Como o objetivo principal do livro é melhorar a qualidade de vida investindo na praticidade, o livro digital não poderia mesmo deixar de existir”, comemora a autora.











