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Marco Civil da Internet

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (23) um modelo de governança global da internet que seja “multissetorial, multilateral, democrático e transparente”. Ela participou da abertura do NetMundial, encontro que ocorre até amanhã (24) em São Paulo e conta com participação de 80 países para discutir princípios de governança da internet e a proposta de um roteiro para a evolução do sistema. “A participação dos governos deve ocorrer em pé de igualdade sem que um país tenha mais peso”, declarou.

Dilma relembrou que a necessidade de promover um encontro como este surgiu, especialmente, a partir das denúncias de espionagem digital pelo governo dos Estados Unidos. “No Brasil, cidadãos, empresas, representações diplomáticas tiveram suas comunicações interceptadas. Estes fatos são inaceitáveis. Atentam contra a própria natureza da internet – aberta, plural e livre”, apontou. Esse fato fez com que o Brasil apresentasse uma proposta de estabelecimento de um marco civil global para a internet na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A presidenta fez a defesa de que “os direitos que as pessoas em off line devem ser protegidos on line”, a exemplo do direito à privacidade. “Esta reunião é uma resposta a um anseio global por mudanças nas legislações vigentes e pelo fortalecimento sistemática da liberdade de expressão na internet e da proteção à direitos humanos básicos”, declarou. O encontro discutir e propor princípios de um modelo de governança a partir de 188 contribuições enviados por diferentes setores, como privado, acadêmico, sociedade civil, de 46 países.

O secretário-geral das Nações Unidas para temas econômicos e sociais, Wu Hongbo, destacou que a internet é essencial para disseminar informações e a governança, portanto, deve preservar essa característica. “Cada vez mais temos pessoas que podem fazer sua voz ser ouvida e podem participar da sociedade. Por isso é essencial que a governança da internet continue a estimular a liberdade de expressão e o fluxo livre das informações”, declarou. Ele lembrou que um terço das pessoas atualmente tem acesso à internet no mundo e, embora seja um número relevante, ainda é necessário ampliar a democratização da rede, especialmente nos países em desenvolvimento.

A representante da sociedade civil, a nigeriana Nnenna Nwakanna, que também participou da abertura da conferência, destacou que a internet está sendo cada vez mais um meio para acumulação de riqueza. “O direito ao desenvolvimento deve incluir a justiça social. Eu quero um mecanismo que inclua as pessoas e seja um meio de inovação para que a mente humana floresça”, defendeu. Também participaram representantes do setor privado, o vice-presidente da empresa Google, Vint Cerf; e técnico, o físico Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web.

Da EBC

Venezuela – Arte Agência Brasil

A deputada da oposição venezuelana Maria Corina Machado disse hoje (2) que o presidente de seu país, Nicolás Maduro, “cruzou a linha vermelha” ao prender líderes oposicionistas, de maneira arbitrária.

De acordo com a deputada, que apresentou nesta quarta-feira, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, seu posicionamento a respeito da crise política na Venezuela, desde o início de uma série de protestos da oposição, as liberdades democráticas em seu país foram tolhidas, e o governo tem fechado os canais de diálogo.

Corina defendeu os protestos realizados em diferentes regiões do país que, na sua opinião, foram motivados pela crise econômica vivida pela Venezuela. “A situação de escassez de alimentos, a falta de empregos fizeram com que as pessoas saíssem às ruas” disse.

A deputada disse ainda que espera empatia e solidariedade do Brasil a respeito da crise na Venezuela, e acrescentou que se pudesse falar com a presidenta Dilma Rousseff, não falaria como política, mas “de mãe para mãe, de perseguida para perseguida”.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) se solidarizou com a deputada venezuelana e disse que espera que o país encontre o seu caminho, sem intervenções. “Queremos que a Venezuela encontre a sua própria solução, sem que nenhum país intervenha”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou documento no qual mostra que a deputada apoiou a tentativa de golpe contra o então presidente Hugo Chavez, em 2002, e questionou a deputada venezuelana sobre a possibilidade de a oposição pretender derrubar o presidente Nicolás Maduro. “Eu não acredito em nenhuma alternativa fora do Estado Democrático de Direito. Há 50 anos o Brasil viveu a quebra do regime constitucional, e isso trouxe consequências até hoje para a nossa sociedade”, disse Rodrigues, que criticou as manifestações que pedem a saída do presidente Nicolás Maduro.

Corina negou que a oposição tenha pretensão de dar um golpe de Estado, e disse que a oposição só irá se abrir ao diálogo quando o governo de Caracas der provas de que vai respeitar os diferentes atores políticos. “Temos que avançar e deter a violência, a opressão, soltar os presos políticos e liberar os meios de comunicação. Tem que haver um enorme esforço político de respeito às instituições”, frisou.

Deputada mais votada para a Assembleia Nacional, com quase 250 mil votos, Corina teve seu mandato cassado pelo Parlamento. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Supremo de Justiça, sob o entendimento de que ela descumpriu um artigo da Constituição venezuelana, que proíbe funcionários públicos de aceitar cargos de governos. Corina aceitou a representação alternativa do Panamá em uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), no dia 21 de março.

O tribunal julgou que a função diplomática “não só é prejudicial para a função legislativa, para a qual foi previamente eleita, mas também é uma clara contradição com seus deveres como venezuelana e como deputada da Assembleia Nacional”.

Na próxima semana, a Comissão de Relações Exteriores do Senado deve ouvir a vice-presidente do Parlamento venezuelano, deputada Blanca Eekhou. Apoiadora do presidente Nicolás Maduro, Blanca vai falar aos senadores sobre a visão do governo a respeito da crise.

Desde a eleição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela vive em estado de tensão. A crise se agravou em janeiro deste ano quando a oposição começou a fazer protestos pedindo a saída do presidente. Ontem (1º) a Anistia Internacional divulgou relatório no qual alerta para o risco de a Venezuela cair em uma “espiral de violência”, caso governo e oposição não se comprometam a respeitar plenamente os direitos humanos. Além disso, a organização também pede investigações imparciais e independentes sobre cada denúncia de violação dos direitos humanos. Em quase dois meses foram registradas 39 mortes e mais de 560 feridos nos protestos de rua, em várias cidades.

Da Agência Brasil

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, desembarca no aeroporto de Arica. Ela também sentiu o tremor de magnitude 7,8 desta quarta-feira (2). (Foto: Luis Hidalgo / Pool / AFP Photo)

Presidente estava na cidade avaliando situação após tremor de 8,2. Por segurança, Bachelet foi retirada da região.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, deixou o hotel de Arica, no norte do país, após um novo forte terremoto atingir a região na noite desta quarta-feira (2), informou a imprensa local na madrugada desta quinta (3).

O governo alegou que a presidente foi retirada da região por segurança. Segundo a imprensa estatal TVN, ela foi levada a uma região elevada, onde os riscos de danos pelo terremoto são menores.

Bachelet foi visitar a área que havia sido atingida por um poderoso tremor de magnitude 8,2 na noite de terça (1º). O sismo matou seis pessoas no país.

O terremoto desta quarta ocorreu às 23h45, e foi localizado a 19 km ao sul do porto de Iquique, a uma profundidade de 20 km, de acordo com o USGS. Cerca de 50 minutos antes, a região já havia sido atingida por um tremor de magnitude 6,4, segundo o USGS.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi), ligado ao Ministerio do Interior chileno, decretou alerta de tsunami para toda a costa e região norte chilenas, mas suspendeu o alerta cerca de duas horas depois.

O Onemi informou que ordenou a evacuação preventiva da zona costeira, ordem suspensa cerca de duas horas depois. Barcos da região pesqueira do Porto de Arica chegara a deixar a área para fugir de possíveis grandes ondas.

Como na noite anterior, muitas famílias deixaram rapidamente as cidades de Arica, Iquique e Antofagasta, além de outras comunidades.

Segundo o Serviço Geológico da Universidade do Chile, foram registrado nesta quarta mais de 100 réplicas – a maioria de magnitude 5 – após o poderoso terremoto de terça.

Do G1

Anne Hidalgo, candidata vitoriosa do Partido Socialista na eleição para prefeito, é cercada por jornalistas ao chegar na sede de seu comitê, durante o segundo turno das eleições municipais, em Paris, neste domingo, 30 de março Foto: Reuters

Paris terá 1ª prefeita mulher, com vitória de Anne Hidalgo

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

lha de imigrantes espanhóis, feminista e discreta apparatchik do Partido Socialista (PS) francês, Anne Hidalgo será, aos 54 anos, a primeira mulher a comandar a prefeitura de Paris.

Segundo estimativa feita pelos institutos Ifop e Sas para o canal de televisão i-Télé, Anne Hidalgo obteve 54,5% dos votos no segundo turno das eleições municipais, desbancando sua rival, a candidata pelo partido de direita UMP Nathalie Kosciusko-Morizet, que teve 45,5% das intenções.

Morena de sorriso largo, quase sempre vista com um lenço cor-de-rosa, Anne Hidalgo terá o desafio de dirigir uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, centro de todos os poderes da França e principal ponto turístico do mundo.

Hidalgo, que esteve à frente da pasta de urbanização durante os anos Delanoë, chama para si o sucesso do “Vélib’”, programa de livre acesso a bicicletas, copiado massivamente por outras capitais do mundo. Ela diz querer fazer de Paris uma “cidade do mundo”, “inovadora e criadora de empregos, uma cidade ecologicamente correta onde é possível se locomover à pé ou de bicicleta”.

Do Terra

Brasileira é eleita melhor chef mulher do mundo Crédito: Maní Divulgação / CP

Em 2013 Helena foi premiada como a melhor da América Latina

A brasileira Helena Rizzo, do restaurante Maní, em São Paulo, foi eleita nesta terça-feira a melhor chef mulher de 2014 pelo prêmio Veuve Clicquot. Rizzo, que em 2013 foi premiada como melhor chef da América Latina, comanda as panelas do Maní ao lado do marido, Daniel Redondo, um espanhol com quem trabalhou no prestigioso restaurante Celler de Can Roca, na cidade espanhola de Girona.

A chef receberá a láurea no próximo 28 de abril, em Londres, durante cerimônia de premiação dos 50 melhores restaurantes do mundo. Em 2013, o Celler de Can Roca ficou no topo da lista. Gaúcha de Porto Alegre, Rizzo nasceu em 1978 e aos 18 anos chegou a São Paulo para seguir carreira como modelo. Começou então a trabalhar parcialmente nas cozinhas, até deixar definitivamente a moda de lado.

Antes de comandar o Café Na Mata, onde ganhou notoriedade, ela trabalhou com grandes nomes da gastronomia brasileira – Emmanuel Bassoleil, Luciano Boseggia e Neka Barreto, estão entre eles. Para aprimorar sua cozinha, a chef fez um tour pela Europa, onde passou cinco meses na Itália e três anos na Espanha.

Em 2006, Helena e Daniel Redondo abriram o Maní no bairro dos Jardins. Os organizadores do prêmio descreveram a comida do restaurante como “inteligente, de acordo com as práticas gastronômicas e ingredientes brasileiros e salpicada de influência espanhola”.

Do Correio do Povo

Copa terá campanha de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes Marcelo Camargo/Agência Brasil

A campanha “Não desvie o olhar”, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, foi lançada hoje (24) em Brasília para inibir os crimes e incentivar as denúncias durante os grandes eventos esportivos. A ação será nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil, em locais de grande concentração de pessoas.

Com o slogan “Exploração sexual de crianças e adolescentes é crime. Denuncie. Disque 100”, a campanha é apresentada pelos jogadores de futebol brasileiros Kaká e Juninho Pernambucano. A ideia é incentivar as pessoas a denunciar os crimes por meio do Disque 100 e outros locais de atendimento.

Para o coordenador-geral do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, Marcelo Nascimento, o país está se preparando para evitar o crime. “É um diálogo com a sociedade, não só para Copa do Mundo, mas em outros grandes eventos. Que fique o legado de que no Brasil não aceitamos violação aos direitos humanos de crianças e adolescentes”, disse Nascimento, explicando que o Disque 100 contará com equipes extras durante o Campeonato Mundial de Futebol.

Durante a Copa do Mundo de 2010, houve aumento de 30% nos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes na África do Sul, o que motivou a iniciativa brasileira. A campanha, em português, inglês e espanhol, será veiculada também em 19 países da Europa e África.

Para a procuradora-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Eunice Carvalhido, a campanha levanta um assunto urgente. “A articulação do Poder Público abre caminhos contra a prática, que em muitos casos acontece com a conivência das famílias, e ao ato segue-se a ameaça e o medo, então, é preciso habilidade dos agentes de saúde e da assistência social para dar um bom encaminhamento às vítimas”, disse Carvalhido.

A iniciativa é da Secretaria da Criança do Distrito Federal, do Comitê de Proteção para os Grandes Eventos do Distrito Federal, do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria e da Frente Nacional de Prefeitos.

Da Agência Brasil

A bailarina Luana estudará engenharia elétrica no MIT – Foto Arquivo Pessoal

A bailarina mineira Luana Lopes Lara, 17, aguarda ansiosamente o próximo mês. Em abril, a jovem vai conhecer a universidade em que estudará pelos próximos quatro anos a partir de agosto: o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

A estudante soube da notícia na última sexta-feira (14) e já se decidiu. Vai deixar a Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), onde mora e estuda há três anos, para se dedicar ao curso de engenharia elétrica em uma das instituições mais conceituadas e concorridas do mundo.

“Eu sempre amei dançar e, por vezes, cheguei a pensar em ser bailarina profissional, mas também sempre quis estudar numa universidade de engenharia e fazer algo que pudesse mudar o mundo e ajudar as pessoas”, disse Luana, que recebeu a notícia de sua aprovação em Salzburgo, na Áustria, onde apresenta “O Lago dos Cisnes” com os integrantes brasileiros do balé russo Bolshoi.

“Nossa, eu estava ansiosa na sala da minha casa esperando [o resultado]. Daí li metade da carta de aprovação e já sai gritando. Comecei a chorar, abracei minhas amigas e liguei pros meus pais”, relembra.

A estudante recebeu uma bolsa de 20% e tentará mais um auxílio da Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos que apoia a formação de jovens brasileiros. Segundo ela, o gasto anual do curso é de cerca de 63 mil dólares.

Rotina, estudos e o balé

Luana soma em seu currículo uma série de títulos, como medalhas de ouro e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (2013) e na Olimpíada de Matemática de Santa Catarina (2012), respectivamente; prêmios de melhor aluna de seu colégio em Joinville; e melhor nota no curso escola avançada de engenharia mecatrônica da USP (Universidade de São Paulo).

O bom desempenho escolar da jovem é resultado de pouquíssimas horas de sono. “Tinha vezes que eu chegava a dormir 7 horas por semana. Meus pais ficavam super preocupados. Me mandavam dormir”, conta.

Em geral, das 7h20 às 12h30, a jovem fazia o ensino médio em uma escola particular focada nas áreas de ciência e tecnologia. Por volta de 13h15 ela chegava na sede do Bolshoi e saia de lá só às 19h45. Apesar do cansaço, a estudante tentava aproveitar todos os momentos livres durante a semana para estudar. Assim, conseguiria ter tempo livre nos finais de semana para sair com os amigos, ir ao cinema, assistir televisão.

Na época do vestibular, a estudante não focou muito na preparação para as provas brasileiras. Preferiu estudar para os exames de conhecimentos gerais SAT (Scholastic Aptitude Test) e para o de proficiência em inglês Toefl (Test of English as a Foreign Language), ambos exigidos pelas universidades norte-americanas.

“Desde pequena eu sonhava em estudar fora, mas foi depois de visitar minha irmã no campus da North Carolina State University [a irmã passou um ano estudando lá por meio do programa Ciência sem Fronteiras] que decidi que era isso que eu queria”, explica.

Em todo caso, decidiu fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e conseguiu pontuação suficiente para estudar engenharia elétrica na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Para ela, a paixão pelo balé e pela engenharia provavelmente ajudou no processo de aceite do MIT. “Acho que o maior diferencial foi eu ser uma menina que dança balé e quer fazer engenharia [risos]“, brinca.

Com base em suas duas paixões, Luana pretende se especializar na área de robótica e deseja usar o que aprendeu com o balé para desenvolver movimentos robóticos mais orgânicos.

Mesmo tendo que deixar a escola do Bolshoi, ela faz questão de dizer que pretende continuar dançando. “Vou fazer aula no campus ou em alguma escola próxima”, destaca. “Quero que agosto chegue logo! Acho que vai ser bem difícil [no começo] e vou estranhar um pouco, mas acho que depois de um tempo vou conseguir acompanhar.”

Do Uol

 

Angela Merkel, da Alemanha

Angela Merkel, da Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje (13) que os interesses econômicos e políticos da Rússia podem ser seriamente afetados se o país continuar a violar as leis internacionais na península da Crimeia. Em discurso no Parlamento alemão, Merkel acrescentou que a Rússia está conduzindo táticas expansionistas obsoletas, dos séculos 19 e 20.

“Se a Rússia continuar o que está fazendo nessas últimas semanas, a catástrofe pode afetar não apenas a Ucrânia”, informou a chanceler perante os deputados, em uma sessão parlamentar em que estava presente o embaixador ucraniano na Alemanha.

“Isso não vai alterar apenas as relações entre a União Europeia e a Rússia. Isso vai – e estou firmemente convencida disso – afetar a Rússia economicamente e politicamente”, enfatizou Merkel. A chanceler disse ainda que a Rússia devia aprender com os erros do passado, lembrando que, neste ano, completa-se o primeiro centenário da 1ª Guerra Mundial e os 25 anos da queda do Muro de Berlim.

“Não podemos fazer com que o tempo ande para trás. Os conflitos de interesses no centro da Europa em pleno século 21 só podem ser resolvidos com êxito se não forem utilizados meios do século 19 e do século 20”. Merkel tem sido apontada como a figura política mais influente da União Europeia diante da crise da Crimeia, mas tem sido igualmente criticada pela relutância em pressionar a Rússia devido aos interesses comerciais do país. Durante a visita que fez ontem (12) à Polônia, onde se encontrou com o primeiro-ministro Donald Tusk, ela avisou a Rússia sobre a possibilidade de uma segunda fase de sanções, caso não haja recuo das posições mantidas na Crimeia.

O Parlamento da Crimeia marcou para domingo (16) um referendo para que os habitantes da península decidam se querem pertencer à Federação Russa ou uma autonomia mais ampla em relação à Ucrânia. As autoridades da Crimeia não reconhecem o novo governo da Ucrânia, que foi nomeado pelo Parlamento depois da destituição do presidente Viktor Ianukóvitch, atualmente exilado na Rússia. O ex–presidente ainda reivindica ser o chefe de Estado.

Tanto as novas autoridades ucranianas quanto a comunidade internacional ocidental consideram esse referendo ilegal e têm apelado à Rússia para que não apoie a iniciativa. A crise na Ucrânia começou em novembro do ano passado, quando Ianukóvitch adiou a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e promoveu uma aproximação em relação à Rússia.

Da EBC

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera (UN Women/Creative Commons)

A presidenta Dilma Rousseff se encontra hoje (11) de manhã com a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, que assume novamente o governo. A reunião está marcada para as 9h40, horário local (uma hora a menos do que no Brasil), no Palácio Presidencial Cerro Castilho, que fica em Viña del Mar, cidade litorânea do Chile.

Após a conversa, Bachelet vai receber mais uma vez o mandato presidencial, depois de governar o país de 2006 a 2010 e ser sucedida por Sebastián Piñera. A cerimônia ocorre no Congresso Nacional chileno, que fica em Valparaíso, próximo de Viña del Mar e a 120 quilômetros da capital, Santiago.

Tendo como principal desafio reformar o sistema educacional e a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet, Michelle Bachelet terá que negociar com outros partidos, além de sua coalizão, para cumprir as promessas.

Do ponto de vista internacional, a expectativa do governo brasileiro é que o novo mandato aproxime o Chile dos vizinhos sul-americanos. De acordo com o embaixador Américo Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, a expectativa do Brasil é aprofundar parcerias nas áreas de energia, educação, infraestrutura e direitos humanos.

Após a cerimônia de posse, os chefes de Estado retornam a Viña del Mar para cumprimentar Bachelet e participar de almoço oferecido pela chilena, marcado para as 14h. Dilma ainda participa de fotografia oficial com os demais chefes de Estado e de governo, no Palácio Presidencial Cerro Castilho, de onde se desloca para embarcar de volta ao Brasil. Ela tem chegada prevista para o fim da noite.

A presidenta volta, mas o chanceler Luiz Alberto Figueiredo fica no Chile para discutir, quarta-feira (12), a situação da Venezuela com ministros das Relações Exteriores de países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

 Da EBC

Melba Hernández ficou conhecida como “heroína” por sua participação na primeira ação armada liderada por Fidel Castro contra a ditadura de Fulgencio Batista, em 1953

Foto de dezembro de 2006 mostra Melba Hernández ao lado do presidente cubano Raúl Castro, durante um desfile na Praça da Revolução de Havana, Cuba Foto: EFE

A “heroína” da revolução cubana, Melba Hernández, uma das duas mulheres que acompanhou Fidel Castro no ataque ao Quartel da Moncada em 1953, morreu no domingo, em Havana, aos 92 anos, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

“Com profunda dor, a direção do Partido Comunista e o Estado informam a nosso povo que a Heroína do Moncada, Melba Hernández Rodríguez, faleceu na noite de domingo, 9 de março, em consequência de complicações associadas à diabetes mellitus, enfermidade que sofreu durante muitos anos”, assinalou o jornal Granma.

Advogada de profissão, Hernández e Haydée Santamaría foram as primeiras mulheres a se incorporar ao movimento liderado por Fidel Castro contra a ditadura de Fulgêncio Batista (1952-1959) e participaram em 26 de julho de 1953 no ataque ao Quartel da Moncada de Santiago de Cuba, primeira ação armada da revolução cubana.

Capturada depois do fracassado ataque e libertada em fevereiro de 1954, Melba teve um papel decisivo na recopilação e organização das notas que Fidel escrevia na prisão.

Depois do triunfo da revolução em 1959, Hernández fez parte dos fundadores do Partido Comunista de Cuba e desempenhou diversas tarefas, entre elas integrante do Parlamento e embaixadora no Vietnã.

Segundo sua vontade, seu corpo será cremado e as cinzas levadas para o cemitério de Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba, para serem depositadas junto aos restos mortais de seus companheiros de guerrilha.

Do Terra

Ig
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