You can borrow from Payday loans 100 or even up to

"Ajudando as mulheres a liderar, vencer, governar." ✫Desde 2009✫

Arquivos para a ‘História’ Categoria

Mary Shelley e Frankenstein: criador e criatura

Mary Shelley e Frankenstein: criador e criatura

Mary Shelley, a autora de Frankenstein, um clássico da literatura gótica de terror, completaria 215 anos nesta quinta-feira (30). Mas quem foi esta escritora muito famosa em sua época que escreveu um livro considerado menor dentro de sua carreira literária mas, ao mesmo tempo, um dos grandes best sellers de todos os tempos.

Quem foi Mary Shelley?

A mulher que amava o pai, William Godwin, um filósofo libertário e sua mãe, Mary Wollstonecraft, que foi uma das primeiras feministas do mundo ocidental, escreveu Uma Defesa dos Direitos da Mulher (1790) e morreu dez dias após o nascimento de sua filha.

A romântica que foge da Inglaterra em uma aventura na Europa continental com seu grande amor, o poeta inglês Percy Shelley, que era casado na época. Com a morte da primeira esposa do escritor, ela casa-se oficialmente com ele. É uma vida de troca de informações intelectuais e comportamentais e a morte do marido afogado na costa italiana, a leva a ficar cada vez mais deprimida.

A libertária que era a favor do amor livre, contra as convenções rígidas da burguesia nascente, ajudou um casal de lésbicas, uma delas a escritora Mary Diana Dods que usava o pseudônimo David Lyndsay, a fugir da Inglaterra cada vez mais casta e vitoriana para uma França mais tolerante na época.

Tudo isto a faz uma mulher impar para sua época, em um tempo em que a educação não era permitida ao sexo feminino, muito menos ter voz política ou literária.

Frankenstein nasce de um encontro de escritores – entre eles, Lord Byron, um dos grandes nomes do romantismo – em um lago na Suíça. É proposto a todos que cada um escreva um conto de terror. Shelley escreve sobre um cientista que tenta ser Deus e cria através das ciências naturais um ser repulsivo, mas inteligente e muito humano. O livro foi um sucesso imediato e assim o é até hoje.

Muitas leituras já foram feitas do personagem, mas uma leitura possível é sobre uma metáfora sobre o grupo de artistas que Shelley frequentava, que eram tão à frente de seu tempo e tão cheios de humanismo que eram considerados uma aberração pelos seus contemporâneos.

Do Uol

Carta de Pedro Vaz de caminha

Carta de Pedro Vaz de caminha

“Em se plantando tudo dá” escreveu Pedro Vaz de Caminha na carta que fez ao rei D. Manuel de Portugal sobre a terra recém-descoberta, que viria a se chamar Brasil.

  Essa carta é tida como o primeiro documento histórico brasileiro e além de narrar as belezas e riquezas aqui encontradas dá conta, também, de um pedido do próprio Pero Vaz ao Rei para que seu genro, extraditado para a África após delitos cometidos, fosse mandado de volta ao reino português.

Alguns historiadores comungam de que foi naquele momento que se herdou a centelha da corrupção, que medrou e continua crescendo até hoje.

Mas não há fada, boa  ou má, que vaticine para o todo e sempre. Elas não têm poder para tanto, principalmente quando se tem bons princípios bem arraigados.

A sentença, daqueles historiadores, que nos condena a sermos uma nação de corruptos, não foi e não é estanque. Sempre se poderá alterá-la, para um lado ou para o outro, é verdade, e pender para o rumo certo caberá àqueles que estiverem no poder.  

Assim, o bom exemplo vem, ou deveria vir, de cima e, como acontece na casa de cada um em relação aos filhos, na sociedade, da mesma forma, os conceitos transmitidos por aqueles que estão no poder deveriam ser os paradigmas da moral e da ética.

Infelizmente, com tantos estímulos contrários, os escândalos vêm pipocando nos mais variados segmentos, e, de tão corriqueiros, beiram o absurdo de muitos os considerarem “normais”. Os valores éticos e morais estão em crise e é isso que se tem assistido.

A centelha da corrupção poderia ter ficado ali mesmo, nos idos de 1500, ou nos ter perseguido em escala bem menor, mas algo deu errado no meio do caminho. E momentaneamente vem dando muito certo para os que se beneficiam torpemente do torpor do seu povo.

Nesse trilhar, uma coisa vem puxando a outra: sem educação não há conhecimento, sem conhecimento não há voz, sem voz não há respeito, sem respeito não há direitos e sem direitos não há Justiça que funcione. O Direito e principalmente a Ética são os alicerces da Justiça.   Sem esses ingredientes o que sobra é a lei da esperteza, da vantagem de alguns sobre muitos. E aqueles tripudiam das leis e se acham imunes ao alcance da Justiça na certeza da impunidade, e, lógico, do cumprimento de qualquer condenação. E se riem de todos os restantes.

Vivencia-se um momento histórico, talvez o mais relevante da atualidade, e se tem a grande oportunidade de modificar o rumo, de “fazer dar certo”. A predição maléfica de que a corrupção é atávica do nosso povo não pode se sobrepor ao bem maior da retidão, da honestidade e do respeito aos brasileiros.

Espera-se da Justiça, por intermédio da mais alta Corte judiciária, que se resgate a referência ética do Direito.

Quanto à boa recompensa… Ah… as próximas gerações se encarregarão de recebê-la!

Amém. 

Katia Dias Freitas

Katia Dias Freitas é advogada em Brasília

Contato: contato@freitastotolipedrosa.adv.br

Foto - Google

Foto - Google

O Google homanageia nesta terça-feira a o 115º aniversário da pioneira na aviação americana Amelia Earhart em um doodle em sua página inicial. Considerada a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico, Amelia era uma defensora dos direitos das mulheres. Amelia também foi escritora, tendo publicado dois livros sobre suas experiências na aviação, além de artigos e colunas de jornais.

Sua morte foi cercada de mistérios. Ela desapareceu no Oceano Pacífico enquanto tentava realizar uma volta ao mundo em 1937, aos 39 anos, e foi declarada morta em janeiro de 1939. Como o corpo da aviadora nunca foi encontrado, até hoje seu desaparecimento fascina as pessoas, criando teorias sobre seu desaparecimento. Uma afirmava que Earhart estava em mãos das forças imperiais japonesas como uma espiã. Outra assegurava que havia chegado a seu destino, mas que, depois de mudar de identidade, passou a viver em Nova Jersey.

No começo do mês, uma expedição de cientistas e admiradores partiu para tentar resolver o mistério. O grupo tinha como destino a remota ilha Nikumaroro, em Kiribati, na zona centro-oeste do Pacífico, em uma tentativa de estabelecer se Earhart pode ter sobrevivido à suposta queda de seu avião.

Os doodles do Google

O Google costuma comemorar datas importantes para a humanidade, como aniversários de invenções e personalidades ligadas à cultura e à política, por exemplo, com customizações do logo na página inicial do site de buscas. O primeiro doodle surgiu em 1998, quando os fundadores do Google criaram um logotipo especial para informar aos usuários do site que eles estavam participando do Burning Man, um festival de contracultura realizado anualmente nos Estados Unidos.

O sucesso foi tão grande que hoje a companhia tem uma equipe de designers voltada especialmente para a criação dos logotipos especiais. Já foram criados mais de 300 doodles nos Estados Unidos e mais de 700 para o resto do mundo.

 Do Terra

Iara morreu aos 27 anos durante uma ação policial em Salvador: família conseguiu provar na Justiça a tese de homicídio

Um documento da agência de Salvador (BA) do Serviço Nacional de Informação (SNI), de setembro de 1971, detalha a operação que resultou na morte de Iara Iavelberg e registra que a psicóloga e última companheira do ex-capitão Carlos Lamarca trazia na bolsa, no dia de sua morte, uma das carteiras de identidade falsas usada por Dilma Vana Rousseff durante a ditadura. De acordo com o relatório, que faz parte do acervo do Arquivo Nacional, aberto ao público desde a semana passada, ao revistar os pertences de Iara, os agentes que participaram da “Operação Pajussara”, no bairro Pituba, em Salvador, encontraram o documento e pediram informações sobre o nome “Maria Lúcia dos Santos” à Agência Rio de Janeiro (ARJ), do SNI.

A agência respondeu que o registro era de Dilma, conforme trecho do documento: “Ela (Iara) deu um tiro em si, vindo a falecer a caminho do hospital. Em sua bolsa foi encontrada a carteira de identidade da Guanabara (possivelmente falsa) de Maria Lúcia Ribeiro dos Santos.(…) Quanto a Maria Lúcia Ribeiro dos Santos, consta Maria Lúcia dos Santos, nome falso de Dilma Vana Rousseff Linhares, codinome Luiza, Estela e Maria Lúcia, filha de Pedro Rousseff e Dilma Rousseff, natural de Belo Horizonte, casada com Cláudio Galeno Linhares. Pertenceu a CMP, ao Colina e a Var-Palmares, constituindo como presa desde junho de 1970″. Documentos do SNI registram que Dilma teria usado identidade falsa com o nome de Marina Guimarães Garcia de Castro, além do Maria Lúcia dos Santos. Os codinomes Estela, Wanda e Luiza também constam nos registros.

Do Correio Braziliense

Eleonora recebe um abraço de Dilma na solenidade de posse como ministra, em fevereiro, no Planalto Foto: Correio Braziliense

A presidente Dilma Rousseff não é a única integrante do atual governo que prestou depoimento ao Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG) relatando as torturas que sofreu no período da ditadura. Nos arquivos localizados no Edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte, também está guardado o processo da ministra Eleonora Menicucci, hoje com 68 anos, nomeada em fevereiro para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Embora sem a mesma riqueza de detalhes contados por Dilma em 2001, o documento referente à ministra reforça o horror vivido pelos militantes de esquerda em Minas durante os anos de chumbo. Eleonora conta que sofreu choques elétricos e socos, além de ameaças psicológicas envolvendo a filha de um ano e quatro meses e o marido.

O depoimento de Eleonora, revelado com exclusividade pelo Correio/Estado de Minas, não foi feito pessoalmente. Em 7 de maio de 2001, ela escreveu as suas agruras ao conselho para reivindicar o direito à indenização de R$ 30 mil oferecida pelo governo de Minas aos que sofreram tortura no estado. No texto, ela relata dois momentos de terror vividos em novembro de 1971 no quartel militar de Juiz de Fora, para onde foi levada presa depois de viajar “brutalmente algemada” num camburão desde o Presídio Tiradentes, em São Paulo. Numa noite, ela foi retirada da cela. “Fui torturada no próprio quartel com choques elétricos, tapas, socos e muita ameaça psicológica de que não voltaria viva para São Paulo, que voltaria separada de Ricardo (Prata Soares, seu marido), que eles me matariam durante a viagem e depois diriam que foi um acidente, que prenderiam novamente a minha filha.”

Do Correio Braziliense

Dilma Rousseff

Colegiado pretende reunir todos os documentos existentes em Minas Gerais sobre as agressões sofridas por Dilma Rousseff durante a ditadura. Expectativa é de que existam outros depoimentos semelhantes ao prestado pela presidente, em 2001.

A Comissão da Verdade vai recolher os documentos existentes no Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Cnedh-MG) relacionados à tortura sofrida pela presidente Dilma Rousseff durante a ditadura, divulgados com exclusividade pelo Correio/Estado de Minas. A comissão também investigará os fatos relacionados ao episódio, classificado pelo coordenador da comissão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, como “chocante”. Em um depoimento em 2001, Dilma relata a forma em que foi agredida pelos seus algozes, quando pertencia a grupos de esquerda.

De acordo com o ministro, há a possibilidade de existir outros documentos semelhantes que podem esclarecer outros episódios ocorridos durante o regime militar, envolvendo não apenas a presidente, mas outras pessoas. “Se o Correio e o Estado de Minas descobriram isso, deve haver outro tanto”, afirmou Gilson Dipp, que ficou impressionado com os relatos de Dilma, feita a uma equipe do Cnedh-MG quando ainda era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. “É impressionante”, observou o coordenador da Comissão da Verdade, que desconhecia documentos semelhantes. O ministro também não sabia que a cidade de Juiz de Fora tinha sido um dos locais de tortura da ditadura.

Do Correio Braziliense

Reprodução: Correio Braziliense

A reportagem exclusiva do Correio Braziliense/Estado de Minas divulgada neste domingo (17/6) sobre as confissões da presidente Dilma Rousseff durante o período da ditadura causou repercussão internacional. O jornal La Nación do Chile destacou que “os documentos revelados adicionam informações a fatos até então desconhecidos: a situação da presidente Rousseff após ser capturada pela ditadura”.

O site ABS.es da Espanha, por meio da agência Reuters, disse que “Rousseff também sofreu espancamentos e teve um dente arrancado, segundo os jornais Correio Braziliense e Estado de Minas”.

O portal 24horas do Peru também citou a reportagem dos jornais do Diários Associados. O site lembrou que os periódicos narram uma entrevista da presidente ao Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais feita em 2001. “[Dilma] lembrou que as marcas da tortura são parte dela e que sua vida mudou para sempre.”

A agência de notícias EFE salientou que as sessões de torturas foram realizadas no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna de São Paulo (DOI-CODI), o principal órgão de repressão e tortura dos opositores políticos.

Relatos

Dilma chorou. Essa é uma das lembranças mais vivas na memória do filósofo Robson Sávio, que, ao lado de uma outra voluntária do Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), foi ao Rio Grande do Sul coletar o testemunho da então secretária de Minas e Energia daquele estado sobre a tortura que sofrera nos anos de chumbo. Com fama de durona, moradora do Bairro da Tristeza, Dilma tirou a máscara e voltou a ter 22 anos de idade. Revelou, em primeira mão, que as torturas físicas em Juiz de Fora foram acrescidas de ameaças de dano físico deformador: “Geralmente me ameaçavam de ferimentos na face”.

Não eram somente ameaças. Segundo fez constar no depoimento pessoal, Dilma revelou, pela primeira vez, ter levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora. “Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, disse. Para passar a dor de dente, ela tomava Novalgina em gotas, de vez em quando, na prisão. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (o implacável capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, completou.

Dente podre

“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban. Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para SP, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”

Pau-de-arara

“…Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘em 1968 o que você estava fazendo?’ e acabava no Angelo Pessuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau-de-arara, o que a gente não aguenta muito tempo”

Palmatória

“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau-de-arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em SP usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito”

Tortura psicológica

“Tinha muito esquema de tortura psicológica, ameaças. Eles interrogavam assim: ‘me dá o contato da organização com a polícia?’ Eles queriam o concreto. ‘Você fica aqui pensando, daqui a pouco eu volto e vamos começar uma sessão de tortura’. A pior coisa é esperar por tortura”

Do Correio Braziliense

A monarca vestia um abrigo de seda de cor verde menta com pequenas flores bordadas, com um chapéu de acordo com a roupa - FOTO: REUTERS/Andrew Winning

A rainha Elizabeth II iniciou nesta terça-feira (5/6) o último dia da celebração do Jubileu de Diamante com uma missa de ação de graças na Catedral de São Paulo, sem a companhia do príncipe Philip, hospitalizado desde segunda-feira (4/6) por uma infecção na bexiga. A soberana chegou ao templo anglicano, no centro de Londres, ao lado de uma das damas de honra, a bordo de um elegante Bentley oficial. Elizabeth II foi recebida por milhares de admiradores que passaram horas no local e gritaram “Longa vida à rainha”.

A monarca vestia um abrigo de seda de cor verde menta com pequenas flores bordadas, com um chapéu de acordo com a roupa. A cerimônia acontece um dia depois do grande show em homenagem à rainha diante do Palácio de Buckingham. A cerimônia religiosa, presidida pelo arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, contava com a presença de 2.000 pessoas, incluindo membros da família real como o príncipe Charles e sua esposa Camila, além de William e Catherine, assim como o primeiro-ministro David Cameron e outros líderes políticos. Após a missa, a rainha participará em uma recepção na Mansion House, a residência oficial do prefeito de Londres. O príncipe Charles, herdeiro do trono, a representará em outra recepção na histórica sede da prefeitura.

A família real participará em um almoço que reunirá 700 pessoas representativas da sociedade civil no Palácio de Westminster, onde será servido um menu clássico britânico composto por salmão marinado, cordeiro com aspargos e batatas. A rainha liderará em seguida uma procissão real que passará pelo centro da capital na “State Landau” de 1902, a mesma carruagem utilizada por William e Catherine no casamento em abril de 2011. A procissão, acompanhada por milhares de pessoas, terminará no Palácio de Buckingham, onde Elizabeth II encerrará com chave de ouro as celebrações com uma aparição na sacada.

Do Correio Braziliense

Rainha Elizabeth 2ª (na foto ao lado de Camilla e Kate) protagonizou procissão fluvial no Tâmisa

Uma procissão de mil barcos no rio Tâmisa, neste domingo, está sendo um dos pontos altos das comemorações dos 60 anos de reinado de Elizabeth 2ª no Reino Unido.

Os britânicos estão tendo quatro dias de festas em comemoração pelo jubileu de diamante – que até então só havia sido celebrado pela rainha Victoria, que reinou de 1837 até sua morte, em 1901.

O passeio pelo Tâmisa foi sendo acompanhado por milhões de britânicos pela TV e nas margens do rio, apesar do mau tempo em Londres. Enquanto isso, diversas festas de rua estão sendo organizadas pelo país em comemoração pelo jubileu.

Elizabeth 2ª, acompanhada de seu marido, o duque de Edimburgo, e de outros membros da realeza, viajou da Ponte Albert, no oeste do rio, até a Tower Bridge, no leste, a bordo de uma luxuosa embarcação real decorada com 10 mil flores.

O Tâmisa é parte crucial da história britânica desde a época dos romanos, e procissões por suas águas foram usadas diversas vezes em demonstrações de poder de monarcas.

Cerca de 20 mil pessoas estavam a bordo das mil embarcações que participaram da festa, descrita como a de maior magnitude no Tâmisa nos últimos 350 anos. A famosa Tower Bridge foi erguida para a passagem do barco real, e a cerimônia contou com diversas apresentações musicais, incluindo a Filarmônica de Londres, que se apresentou em uma das embarcações.

Ao mesmo tempo, as margens do Tâmisa receberam alguns manifestantes republicanos, que criticam as despesas feitas na comemoração do jubileu.

A procissão pelo rio deverá custar mais de R$ 30 milhões, financiados por doações privadas, mas os custos de segurança recairão sobre os impostos.

Show e desfile

Na segunda-feira, um show de música com artistas como Shirley Bassey, Elton John e Jessie J será transmitido do palácio de Buckingham; e, na terça-feira, uma carruagem de 1902 buscará Elizabeth 2ª em uma missa de ação de graças na Catedral de São Paulo e a levará para um desfile por Londres.

O centro da capital está todo decorado com bandeiras britânicas e lojas estão repletas de produtos associados à realeza. Algumas pesquisas de opinião indicam um aumento na aprovação popular da monarquia britânica por conta das comemorações.

Elizabeth 2ª é rainha desde 1952, após a morte de seu pai, o rei George 6º. Ela é chefe de Estado do Reino Unido e dos países da Commonwealth (entre eles, Austrália, Canadá, Jamaica e Nova Zelândia).

A rainha não tem poderes executivos ou legislativos, mas cabe a ela declarar de maneira protocolar quando o país está em estado de guerra ou paz, liderar as Forças Armadas, proclamar a dissolução do Parlamento e ratificar tratados internacionais, entre outras atribuições, como receber convidados estrangeiros e representar o país no exterior.

Sua importância é apontada também pelo fato de ser “um símbolo de unidade e orgulho nacional”.

Leia o restante »

Cantora tinha câncer e morreu na madrugada desta quinta-feira (17).Rainha da disco lançou 17 álbuns de estúdio e hits como ‘Last dance’.

Donna Summer

A cantora Donna Summer morreu nesta madrugada, aos 63 anos, após batalha contra o câncer. A notícia foi dada pelo site TMZ por volta das 12h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (17), e, por volta das 13h30, a morte foi confirmada por familiares à agência Associated Press. De acordo com o TMZ, ela tinha câncer de pulmão. Fontes confirmaram ao site que a cantora acreditava ter ficado doente após os atentados de 11 de setembro, ao inalar partículas tóxicas.

Summer ganhou cinco prêmios Grammy e fez sucesso, principalmente nos anos 70, com músicas como “Last Dance,” “Hot Stuff”, “She Works Hard for the Money” e “Bad Girls”. Ela já vendeu aproximadamente 130 milhões de discos em todo o mundo.

Nascida em Boston no dia 31 de dezembro de 1948, LaDonna Adrian Gaines (nome real da cantora) começou sua carreira como vocalista de apoio do trio Three Dog Night. Segundo o jornal “The New York Times”, ela aprendeu a cantar na igreja em um coral gospel. Ainda adolescente, integrou um grupo de rock psicodélico chamado The Crow.

A estreia solo em disco foi lançada em 1974, “Lady of the Night”. Seu primeiro grande hit foi “Love to Love You Baby”, que chegou ao segundo lugar na parada da revista americana “Billboard”, em 1976. Com o sucesso, passou a lançar pelo menos um LP por ano até 1984. Summer lançou 17 álbuns de estúdio. Entre os trabalhos mais importantes estão “Bad Girls” e “On the Radio, Volume I & II”.

Ela já liderou a principal parada nos EUA com canções como “Hot Stuff” e “MacArthur Park”. O disco mais recente é “Crayons”, de 2008, com músicas como “I’m a fire”, “Stamp your feet”, “It’s only love” e “Fame (the game)”. O álbum ficou na 17ª posição do ranking de mais vendidos nos EUA. Ela veio ao Brasil em 2009 para divulgar o CD, lançado após hiato de 17 anos.

Leia o restante »