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Do Eco Amazonia
Tabatinga (AM) – Quando Sabá Mayoruna entendeu que estava doente tinha apenas 24 anos, mas já era tarde. Passou três meses ardendo de febre na aldeia Fruta-Pão, no Vale do Javari, no estado do Amazonas. Apesar da resistência do pai, cedeu ao pedido do cunhado e do agente indígena de saúde da comunidade. No início deste mês, deixou mulher e dois filhos pequenos para embarcar em uma canoa, pelas águas que correm ao rio Solimões, em uma viagem sem volta.
Foram três dias para o jovem matsés chegar à Atalaia do Norte, município de referência dos cerca de 4 mil índios que vivem na segunda maior terra indígena do Brasil, com 8,5 milhões de hectares. Nesta floresta vivem povos Kanamari, Kulina, Marubo, Matís e Matsés (Mayoruna), e a maior concentração de grupos indígenas isolados na Amazônia. A área é endêmica para hepatites virais (A,B, C e Delta), surtos de malárias são constantes, além da alta incidência de casos de desnutrição infantil. O lugar é um caso emblemático da inoperância do governo brasileiro em garantir um atendimento adequado à saúde indígena.
Na Casa de Apoio Indígena (Casai), e depois, no Hospital de São Sebastião de Atalaia do Norte, ambas instituições públicas, o quadro de Sabá, portador de hepatite B e D crônica, não evoluiu, pelo contrário, agravou-se. “Uma tristeza”, lamentou Gilson “Gaúcho” Mayoruna, recém eleito vice-coordenador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). A liderança ouviu da equipe médica e da coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), instituição regional ligada ao Ministério da Saúde, que o seu parente estava desenganado: “Deveríamos apenas escolher se ele morreria na aldeia ou na cidade”.
No dia 8 de maio, foi decidido que o índio seria transferido para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, sob a administração do Exército, e o único instalado na maior cidade do Alto Solimões. Manoel Mayoruna, que durante dois dias foi intérprete do paciente da família linguística Pano, na unidade semi-intensiva, contou que Sabá quis arrancar a sonda que introduziram desde as suas narinas até o estômago: “Expliquei que era para o seu bem, e ele se acalmou, mas confessou que estava com medo que o médico fosse matá-lo”.
Mães são assim meio místicas. Parece que sabem tudo que se passa com a gente, mesmo quando não sabem. Elas são oniscientes. Algumas são míticas também. Mãe pede, manda, grita, dá colo, abraça, briga de novo, faz carinho, às vezes até xinga, mas nunca deixa de amar. Mãe cuida, dá comida, ensina a caminhar. E a gente cresce e vai embora. Leva um pedacinho dela dentro da gente e deixa um vazio no coração dela.
Mãe sente saudade quietinha no canto dela que é pra não atrapalhar, não se intrometer. É impressionante como Mãe é boba de vez em quando. Não entende que a gente também sente saudade. Mãe não atrapalha, por mais que apareça na hora errada. Mãe tem umas manias que a gente morre de vergonha na adolescência e, depois, na vida adulta a gente repete as manias e acha graça.
Mãe quer saber tudo. Comeu? Se agasalhou? Dormiu bem? Está feliz? Precisa de mim, minha filha? Mãe é preocupação e só sossega quando a gente está dormindo. E nem sei se sossega mesmo, talvez disfarce. Mãe é tanta coisa que não cabe na folha de papel, não cabe no e-mail, nem na internet toda. Mãe só cabe em um único lugar: no coração da gente.
A gente vira Mãe meio sem saber como é ser Mãe, afinal, até então, a gente só foi filha. E ser filha é fácil porque a gente tem Mãe. Ser filha é escutar o não e se rebelar. É saber que pode quebrar a cara na rua porque tem pra onde voltar. Ser filha é ter uma palavra de conforto na hora da lágrima, um olhar de cumplicidade. É ouvir Vai, querida, vai dar certo agora pela milésima vez e sentir verdade nessas palavras.
Há quem não seja Mãe, mas não existe quem nunca teve Mãe. Peço desculpas pela visão parcial hoje, mas escrevi isso de coração para homenagear a minha Mãe. E eu só sei ser filha. Então a visão dos filhos e das Mães eu deixo em aberto para quem quiser complementar.
Carolina Vianna é fotógrafa, Poderosa e escreve para o Mulheres no Poder.
Com informações do site Finissimo.
Os últimos desfiles do Parkfashion na quinta-feira, dia 24, tiveram a presença de um entusiamado publico que foi ao evento prestigiar os finalistas do Prêmio de Moda Park Fashion,
Dez jovens estilistas apresentaram três looks composto para o tema sugerido pela organização: Contemporaneidade: uma percepção do mundo contemporâneo traduzida em roupas”,
As peças apresentadas na passarela mostraram, entre outros quesitos, duas percepções gerais com relação à contemporaneidade: projetos em cores sóbrias, e projetos com um leque de cores bem vivas, com inspiração vinda de diversas referências.
Uma das coleções que soube bem interpretar o tema, trazendo não só roupas, como também os acessórios Ícones de uma contemporaneidade virtual foi a de Rejane Cadore e Rafaella Lacerda;
Os modelos apresentados foram adornados com jóias esepcialmente desenhadas para a coleção.
A execução das peças ficou a cargo da jovem artesã Gabriela Gomes de Matos.
À pedido de várias seguidoras do blog, Gabriela, ou Gabi, como é conhecida, falou sobre seu trabalho e forneceu o contato para encomendas das peças:
Gabriela Gomes de Matos
A paixão por moda vem desde criança e o mundo dos acessórios sempre despertou meu olhar mais atento.
Sou formada em Moda, Designer de jóias e bijuterias, Artesã e Maquiadora profissional.
Por meio do meu trabalho quero exteriorizar sentimentos e projetar meus sonhos construindo objetos de desejo. Minhas jóias representam os anseios de uma mulher moderna e antenada. Cada peça idealizada é fabricada artesanalmente, o que as tornam únicas. Minha maior matéria prima é a criatividade e as exclusividade
E-mail: gabi_gomesdematos@hotmail.com
Celular: 61 – 9554-2252
Mulheres bonitas vestindo lingerie sexy, em poses sensuais, fotografadas em ambientes íntimos, lençóis de cetim, sofás de veludo vermelho… Coisa de revista masculina, não é?
Sim e não.
Todas nós podemos ser as protagonistas de um ensaio fotográfico, do mais alto nível, em que nossas mais belas imagens ilustram textos especialmente escolhidos para compor um exemplar exclusivo da revista Nude Premium. Já imaginou?
Idéia inovadora das fotógrafas Jane Walter e Darcy Toledo, a agência Nude foi criada para realizar o desejo de uma amiga que queria presentear o namorado com uma revista masculina em que ela fosse a única estrela. Genial!
Atualmente em Brasília, realizando ensaios com clientes da cidade, Darcy conversou conosco e prometeu uma vaga na agenda para junho, quando voltam à cidade.

Enquanto isso, confira o vídeo institucional que conta e mostra todo o seu trabalho.
Com informações do Portal G1
O artista plástico pernambucano Romero Britto presenteou nesta segunda-feira (14) a presidente Dilma Rousseff com um quadro feito por ele. A pintura, que utilizou a técnica acrílico sobre tela, retrata o rosto de Dilma com cores fortes, marca do artista. No quadro, a presidente aparece com um coração verde na bochecha direita e um meio círculo roxo, na esquerda.
“Eu ofereci o meu trabalho para ela e para o povo brasileiro, que é esse colorido, essa alegria, que retrata o momento que o Brasil está vivendo”, disse.
Eleitor de Dilma, Britto disse estar feliz pelo país ter uma mulher presidente. Ele afirmou esperar uma atenção especial às artes no novo governo. “A presidente me recebendo aqui mostra o grande interesse dela pelas artes”, disse.
A obra de 1 metro por 1,5 metro começou a ser feita em março de 2010, depois que o artista conheceu Dilma na inauguração do Hospital da Mulher, no Rio de Janeiro. Em janeiro, Britto publicou a pintura como um anúncio de página inteira em uma edição do “The New York Times Magazine”, revista semanal do jornal norte-americano “The New York Times”.
Britto disse que Dilma ainda não decidiu onde vai pendurar o quadro. “Com certeza será num lugar muito especial”, afirmou ele. “Fiquei muito emocionado e muito feliz em saber que ela gosta da minha arte”, disse.
O encontro de Britto com a presidente foi acompanhado pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda. “Ela [Dilma] ficou apaixonada. O retrato dele é muito alegre, muito lindo. A cara do Brasil”, afirmou a ministra.
Artista de renome internacional, Romero Britto nasceu em Pernambuco, mas mora nos Estados Unidos há 25 anos. Ele tem uma galeria em Miami e outra em São Paulo e já expôs suas obras no Museu do Louvre, em Paris.
Veja as capas pioneiras da famosa revista de moda
É provavelmente a revista mais famosa do mundo, a mais vendida, a mais influente e a mais criticada. Quando apareceu nos EUA, em 1892, poucos vaticinariam um tão grande sucesso e uma vida tão longa a uma publicação que tinha como tema a moda, a vida mundana e o design. Mais de cem anos volvidos é traduzida e publicada em várias línguas em países tão díspares como a Índia, o Japão, a Rússia, a Grécia ou a China, continuando a fazer a apologia do luxo, do estilo e da vida social. A Vogue não se limita a ditar a moda: é a moda. Basta olharmos para as suas capas para ali vermos espelhado todo o século que atravessou, não o mundo real, necessariamente, mas os seus ideais, sonhos, aspirações, ilusões e desilusões.
As capas da edição inglesa, iniciada em Setembro de 1916, estão particularmente bem documentadas e são muito expressivas. Nesta época tudo é feito à base de ilustrações, belos desenhos muito próximos da arte vanguardista de então com linhas estilizadas, manchas de cor lisa, composições geometrizadas e imaginativas acompanhadas por uma tipografia escorreita. A figura feminina – a mulher moderna – é presença constante e exibida em poses elegantes em ambientes luxuosos ou exóticos junto de dinâmicos automóveis e imponentes transatlânticos. Chapéus, boquilhas, colares, cachecóis e outros adereços rodeiam-na. É a estética triunfante do Art Déco que se apodera das artes, da tipografia à arquitectura.
A revista continua neste tom ao longo de cerca de duas décadas. Em 1932, porém, na edição de Julho, surge um sinal de mudança: aparece a primeira fotografia, retratando uma mulher sentada, de fato de banho e touca, segurando uma bola de praia acima da cabeça. Os editores, ou melhor, as editoras da revista talvez não se tenham apercebido imediatamente do potencial desta expressão artística, uma vez que continuou a predominar o recurso à ilustração. Somente a partir de 1940 a utilização de fotografias se generalizou e passou a predominar. Para trás ficaram mais de vinte anos de belos desenhos plenos de charme e nostalgia, imagens de um tempo e modo de vida que talvez nunca tenha verdadeiramente existido.
Para ver mais acesse o Obivous



















