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Foto - Valéria Pena-Costa

Foto – Valéria Pena-Costa

Céu cinza de papel de seda soprado, inflado.

Talvez voe como uma vela enfunada… e suma no azul.
 
Céu sólido, quebradiço.
Trincado, divide-se em cacos,
Cai como granizo.
 
Céu de tecido.
Rompido, vira fiapo…
Talvez se rasgue, se solte e desnude o azul.
 
Céu espumoso, macio, parece que gelado. Vai derreter.
Molhado, chuvoso, talvez seja chupado.
 
O céu nublado, em qualquer estado, seja sólido, líquido, enfumaçado,
se desmancha,
e, sempre,
O azul há de sobrar.
 
Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

 

 

Texto e foto de Valéria Pena-Costa 
Valéria é Artista plástica  atualmente às voltas – e encantada! – com a recém assumida condição de “do lar”. Mineira em Brasília.

 

 

A Dona dos Olhos Azuis

A Dona dos Olhos Azuis

Eu a conheci um dia, soube de sua história e me enterneci com o que soube e vi. Era, ela própria, um dramático quadro, mas de cores suaves e contornos finos, assim, tão contraditório entre o que os olhos mostram e o coração desvenda. Eu soube também de seus longos dias esticados na ausência e encurtados por aguardos sem respostas. Quando a conheci, em seu entendimento já não cabia minha identidade, senão muito superficial a ponto de ser uma presença totalmente nova a cada vista. E então eu era recebida com um amplo sorriso que se completava, sinceramente, desde os lábios ao brilho dos olhos, como quem é uma novidade bem-vinda àquele coração acostumado ao desejo de encontros.

A dona dos olhos azuis. Sempre me emocionou, tão linda, a senhora. Tão só. Tão só mesmo quando tinha um marido e rodeada de filhos estava. Ficava de longe a esperar . Longe pela luta dura que se interpôs entre os dois roubando-o para terras distantes. Linda a mulher tão doce que levou a vida só, a esperar.

Louca, às vezes sentia que ficava aos poucos, um segundo de loucura a cada dia no passar dos anos. Noites tão vazias, cheias de sonhos descontinuados a cada despertar.

Magra, pernas e pescoço finos e vestido de estampa miúda, entre os filhos viu chegar o marido. Recrio aquele rosto, ainda jovem, aberto em um sorriso apaixonado por tanto tempo abafado de saudades. Imagino os olhos azuis valorizados pelo choro, porque olhos azuis, transparentes, quando choram são ainda mais belos sobre o fundo branco que se mancha de vermelho (sempre espero ver caindo lágrimas vermelhas de olhos azuis num lindo contraste).

Imagino, naquele instante, gestos contidos e ansiosos. Queria abraçá-lo apertado mesmo e beijá-lo todo, mas não ficaria bem diante dos filhos acostumados a vê-la na contenção de quem suportou calada. Ou imagino-a, também, dançando e cantando alto, segurando as pontas da saia com os dedos longos. Dizem que canta tão bem! Gostaria muito de ver a cena do reencontro explosiva em alegria de fim de espera. Vejo abrir-se em roda o seu vestido estampado de florezinhas. Pequenos ramalhetes azuis sobre verde-água. A saia levemente suspensa deixando à mostra os joelhos brancos, descalça, dançando na ponta dos pés. Os cabelos castanhos claros soltos sobre os ombros, os meninos e as meninas correndo à volta: “Pai, pai, o que você trouxe?” (como se a presença não fosse mesmo o maior presente do mundo…) Ele sem jeito-e-dinheiro trouxe pequenas lembranças do meio do caminho, do mato que percorrera.

“Pedrinhas brancas e brilhantes, em forma de ovo de passarinho, para o Zezinho; enormes sementes de cedro, que parecem flor de madeira, para a Marialva. As maiores que já vi; lascas de casca de árvore, bem vermelha e cheirosa, para a Rosa – pra fazer tinta ou perfume, e uma flor do campo lilás, muito rara e preciosa, desidratada como um papel de seda, para a Clarinha. Dizem que é uma flor sagrada, que só desabrocha na madrugada do dia de Santa Clara. Foi quando a colhi. Trouxe também um besouro tão verde que dá gosto. Brilha até no escuro. Este é para o Fabiano. Enfim, uma enorme borboleta azul para a coleção do Carlinhos. A flor e a borboleta estão guardadas dentro daquele caderno. E o caderno é para a mãe de vocês. É um diário onde dedico a ela todos os dias de distância!” E ela ali, o olhar sorridente meio perdido no rosto dele, tão redesenhado e colorido a cada dia em sua memória.

Imagino que deve ter sido um encanto o beijo que se deram. Ela poderia ainda contar-me se já não estivesse tão solta no mundo das lembranças enevoadas, solta no passado que se desbota e perde os contornos. Hoje novamente só, em meio a uma quase multidão de netos e bisnetos, mas sem o marido já morto. Todos os dias toma o caderno, olha um retrato e pergunta: “O que escreveu hoje para mim?” E ele ternamente vai relatando cada instante seu, detalhadamente, os lugares por onde tem andado, gente que tem conhecido, tudo o que tem aprendido. E fala das cartas que lhe escreve e que em breve receberá. Todos os dias, como se não bastassem os longos relatos que cria e borda na imensa colcha de casal, ela vai à caixa do correio.

“Ainda não chegaram, meu amor. Mande logo, estou com tanta saudade…”

“Chegarão, querida. Chegarão logo. É que estou tão longe…Também sinto saudades…”

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

Texto e foto de Valéria Pena-Costa 
Valéria é Artista plástica  atualmente às voltas – e encantada! – com a recém assumida condição de “do lar”. Mineira em Brasília.

 

 

Valeria Pena-Costa

Valeria Pena-Costa

Tão indelicado, o espelho. Chega a parecer arrogante! É capaz de nos mostrar, em imagem, aquilo que não somos… E ainda vai querer nos convencer de que somos aquilo que vemos! Mas devemos perdoá-lo, é limitado e superficial ainda que deseje mostrar profundidade infinita!

Enquanto nos esculpimos pacientemente, ele, precipitado, vai nos mostrando rascunhos. Enquanto buscamos a alma que habita a pedra, ele se atém à pedra.

Não dê ouvidos, ou melhor, não dê vistas, ao espelho, menina. Ele não sabe o que diz por isso não diz verdades. Ele pensa que é a duplicação do mundo, mas é um confuso que inverte as coisas. Desnorteado, é o que é.

Se pudesse caminhar no interior do espelho, você andaria em direção contrária ao que ele vê. Se seu mundo está no norte, o espelho a levaria ao sul. E o que está atrás lhe apareceria adiante. Como confiar em alguém assim? É preferível ser aquilo que só você sabe que é.

Esqueça o espelho, menina, foi ele quem enrugou sua pele e embranqueceu seus cabelos. Se aquela que se mostra é uma desconhecida, tenha certeza de que ela não é você. É por isso que em suas lembranças você só encontra o tempo que ele afirma que já foi, e você, só você, sabe que ainda é.

Talvez você ainda nem tenha conhecido suas filhas e netas. Talvez você nem tenha se apaixonado por esse homem que está ao seu lado e segura delicadamente seus dedos finos. Esse homem um dia vai pedir sua mão, vai colocar-lhe um anel que brilhará ao seu olhar. Esse moço que lhe fita docemente vai lhe cantar um trecho de uma canção que diz assim: “Para sempre teu… Tu serás também pelo tempo mais além… Ninguém viveu um amor assim que faz de mim para sempre teu…”

Mas isso não importa… Todos eles já amam você.

Essas meninas vão lhe sorrir de forma tão encantadora que você vai querer abraça-las. Elas se sentarão à sua mesa, e sonharão em seu colo. Repare como lhe olham com doce aguardo…

Todos eles se apertam ansiosos em uma fila que se alonga à sua descendência e aguardam, somente para reconhecer você. E todos desejam se fazer vistos, querem seus beijos, e ainda que você não os conheça, estarão sempre à sua espera. Eles sabem que seu tempo é outro.

Talvez, nesse momento, você seja tão pequena que ainda não tenha aprendido a andar, e, quem sabe, é possível até que ainda nem tenha nascido. Não é esquecimento o que você vive, é, sim, a espera do que será.

O espelho foi quem criou, para si, a ilusão de que conhece você. Vê?! Até ele está na fila de espera… E desnorteado que é, tão confuso, nem sabe o que olha, nem sabe o que vê. Mas uma coisa boa, muito boa, ele tem: claramente, não escolhe nem se apega a aparências, não demonstra preferências… E se nos mostra o que não nos agrada, não significa que ele não goste do que enxerga. Pelo contrário! Acho até que isso é amor! É seu modo de dizer que quer passar a vida ao seu lado, esteja você como estiver.

Ele quer acompanhá-la até que você saiba que cabelos não importam mais. Até que você se canse dele a ponto de nem querer olhá-lo…

Pobre espelho… Um dia estará esquecido. E você se manterá para sempre jovem como um dia se viu. Eu sei, você se mantém guardada no seu próprio espelho da lembrança.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

Texto e foto de Valéria Pena-Costa 
Valéria é Artista plástica  atualmente às voltas – e encantada! – com a recém assumida condição de “do lar”. Mineira em Brasília.
Valeria Pena Costa

Valeria Pena Costa

Manhã fria de inverno. Entro no quarto e vejo uma revoada de roupas coloridas.

 Bem, não é uma revoada porque todas estão pousadas, mas creio que tenha sido. E me parece um bando festivo (e meio baderneiro).

 Se não fosse a idéia pré-concebida-materna da eterna desorganização dos filhos, seria bonito de se ver. Seria engraçado e até energizante supor a algazarra com que esses paninhos anárquicos chegaram a esse ponto. São muitas cores, muitas formas, muitas posições inusitadas. Não evito ser remetida à arte. Um verdadeiro Pollock materializado aqui na minha casa, saído da bidimensão das telas e tridimensionado em vestimentas…

 Dos pássaros e Jackson Pollock minha imaginação já me leva a um bacanal. Fico pensando se as peças estarão bêbadas, meio “apagadas” no chão, na escada, na cadeira, na mesinha, ao pé da cama… Devo leva-las a um daqueles banhos que revitalizam embriagados? Jogo-as todas na maquina de lavar, numa água bem fria? Não, não agüentariam uma centrifugação, coitadas…

 De repente olho pro armário, de portas abertas, meio vazio, e uma idéia me comove e aperta um pouquinho meu coração: em pleno inverno de madrugadas geladas, tantos cabides solitários, sem seus pares, sem as companheiras a lhes agasalhar as hastes frias… ah, essas danadas!

 Compassiva que sou, vou juntando casais e pondero se deveria dar uma bronca geral nas roupitchas irresponsáveis que não sabem se comportar.

 Ainda estou considerando.

 

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

 

Texto e foto de Valéria Pena-Costa -
Valéria é Artista plástica  atualmente às voltas – e encantada! – com a recém assumida condição de “do lar”.
Mineira em Brasília.

 

 

De acordo com a artista, imagem da Barbie (foto) pode ser confundida com a de uma mulher de verdade - Foto: Patricia Kaufmann/Divulgação

De acordo com a artista, imagem da Barbie (foto) pode ser confundida com a de uma mulher de verdade - Foto: Patricia Kaufmann/Divulgação

Mulher ou boneca? Na exposição “Sombra Negra”, que será inaugurada nesta sexta-feira (10), na galeria Mônica Filgueiras (zona oeste de São Paulo), o público poderá ver 25 fotografias em preto e branco da Barbie, tiradas por Patricia Kaufmann.

A intenção é surpreender o público com a possibilidade real de confundir suas formas com as das moças de verdade. A boneca aparece sempre como uma sombra, sem roupa nem acessórios.

Para discutir o mito da beleza, a artista coloca em foco a busca cada vez maior das pessoas em tentar projetar no espelho a imagem idealizada de um ser de plástico, com curvas perfeitas. Como se a vida imitasse o produto.

A mostra fica em cartaz até 25 de agosto, com entrada gratuita.

Do Guia Folha

Mulher e fotografia: um bate-papo com Renata Castelo Branco

Renata é uma mulher atrás da câmera. São poucas as fotógrafas que atuam na área de retratos de políticos, o que despertou nossa curiosidade. Não que seja dedicação exclusiva, mas é parte importante do seu portfólio.

Renata em foto de Norberto Isnenghi
Renata em foto de Norberto Isnenghi

Entre um clique e outro, Renata Castelo Branco nos concedeu a seguinte entrevista:

 Como você começou a carreira de fotógrafa? Sempre se dedicou a isso?

 Estudei História com o intuito de ser arqueóloga. Minha família é do Piauí e sempre ouvi falar de um importante sítio arqueológico, na época nada conhecido, chamado São Raimundo Nonato, na Serra da Capivara. Queria ser pesquisadora lá. Agora está na maior moda, ontem mesmo o Globo Repórter foi sobre isso. Fui acompanhar uma pesquisa jornalística  também num sítio arqueológico em 7 Cidades , jogaram uma Nikon na minha mão e pediram para eu registrar as inscrições rupestres. Nunca mais soltei a câmera.

 Você trabalha com qual área da fotografia, principalmente?

 Fotografia Publicitária, retratos corporativos, retratos de políticos e campanhas de interesse público. Também desenvolvo um trabalho autoral. Dia 5 de junho inaugura uma exposição minha no SESC Pompéia com o lançamento de um livro, sobre a comunidade de Paraisópolis.

 Os políticos e os candidatos têm procurado seu clique cada vez mais. Ao que  atribui essa preferência?

Acho que lido bem com eles. Todo meu trabalho é sempre fotografando gente, o que mais me interessa na fotografia é a relação que estabeleço com quem estou fotografando, o momento de interação, como diria Heidegger ”o entre si dos entes”. Esta é a minha viagem e acho que quem vem a meu estúdio ser fotografado, se diverte e fica à vontade.

Como  se posiciona na discussão sobre direitos autorais sobre as imagens?

 Com a internet ficou bastante difícil a preservação dos direitos de uso de imagem. Fundei a ABRAFOTO (Associação dos Fotógrafos Publicitários) na década de 80. Esta era uma das questões centrais e naquela época conseguimos grandes avanços. Hoje… os tempos mudaram.

 E se não fosse fotógrafa, o que gostaria de fazer?

Teria gostado de ser cantora!

Sua vida pessoal e profissional andam bem lado a lado, ou uma interfere na outra?

Não interfere em nada.

Dizem que os fotógrafos não gostam de ser retratados. Verdade?

 Verdade absoluta.

Veja o trabalho de Renata no seu site:

Ninguém está imune ao câncer de mama

Nem as heroínas estao imunes ao câncer de mama. Essa é a mensagem da DDB de Moçambique numa série de posters que mostram Mulher Maravilha, Tempestade, Mulher Hulk e Mulher Gato fazendo o auto-exame das mamas. O texto complementa – “Quando falamos de câncer de mama, nao há mulheres ou super mulheres. Todas precisam fazer o auto-exame mensalmente. Lute conosco contra esse inimigo e, quando estiver em dúvida, consulte seu médico.”

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Foto: Turn Off the Blue Light

Um grupo de prostitutas irlandesas está fazendo uma campanha para combater preconceitos em relação à profissão. Os idealizadores da campanha criaram pôsteres que mostram modelos sorrindo acompanhadas pela frase “I chose the job that suits my needs” (em tradução livre, “Escolhi o emprego que se adapta às minhas necessidades”). A ideia, segundo o site do movimento, é apresentar uma versão mais equilibrada e realista da profissão, sem vitimizar ou glamourisar homens e mulheres que optam pela atividade.

A campanha foi intitulada Turn Off the Blue Light (em tradução literal, Apague a Luz Azul) e é uma reação a uma outra, intitulada Turn Off the Red Light (Apague a Luz Vermelha), que pedia a criminalização para acabar com o tráfico de mulheres no país.

Preconceito

Segundo as organizadoras da campanha, tanto as representações negativas da prostituição quanto as positivas são nocivas. “Por um lado, existe a imagem dos trabalhadores da indústria do sexo como mulheres abusadas, controladas por cafetões, vítimas de tráfico, desamparadas e escravizadas”, diz o site. “Esta é uma visão incrivelmente negativa do trabalho e não é realista”.

Segundo o grupo, esse tipo de imagem é usado por entidades que fazem campanhas contra a prostituição para chocar o público. “Isso diminui a autoconfiança das profissionais, encoraja o ódio à indústria do sexo e, o que é mais sério, passa uma mensagem para o público de que profissionais do sexo estão ali para ser abusadas”.

No outro extremo está a imagem da “prostituta feliz”, mostrando a profissão como uma forma glamourosa de ganhar muito dinheiro. Esta não é a experiência vivida pela grande maioria dos profissionais da área, diz o site.

Os pôsteres estão sendo oferecidos ao público em geral. A ideia é que simpatizantes da campanha distribuam os cartazes pelo país para informar a população. Todos os cartazes tem textos que descrevem atividades cotidianas realizadas por uma mulher que, ao final, se revela como prostituta. Em um deles, é possível ler: “Eu preciso deixar meu filho no treino de futebol, pegar minha filha na aula de dança irlandesa, pagar minha hipoteca e minhas contas, e eu sou uma profissional do sexo.”

“Temos certeza de que nossa campanha faz um retrato fiel da prostituição na Irlanda hoje, e esperamos que os pôsteres ajudem as pessoas a pensar de novo sobre como elas veem as profissionais do sexo”, diz o site da campanha.

Legislação

A prostituição é uma atividade legal na Grã-Bretanha e República da Irlanda, desde que praticada por pessoas maiores de 18 anos. No entanto, algumas atividades associadas à prostituição são proibidas, como oferecer serviços sexuais nas ruas. Também é ilegal administrar bordéis. Leis como essas teriam como objetivo colocar a responsabilidade sobre os que contribuem para a exploração comercial do sexo, isentando de culpa os que praticam a prostituição.

Segundo os organizadores da campanha Turn Off the Red Light, pelo fim da prostituição na Irlanda, essas leis não são suficientes e devem ser mudadas. O grupo é uma aliança de várias ONGs que defendem direitos de imigrantes e de crianças e entidades de apoio a mulheres vítimas de violência. Entre elas, Barnardos, The Immigrant Council of Ireland e Rape Crisis Network of Ireland.

Em seu site, a aliança refuta a ideia de que a prostituição seja uma transação comercial inofensiva e consensual, entre adultos e cita os casos de vários países, entre eles, Suécia e Noruega, que optaram recentemente por criminalizar a compra (e não a oferta) do sexo – segundo a aliança, com resultados positivos.

Do Terra / BBC

Foto Sérgio Guerra

Fotógrafo Sérgio Guerra se debruça sobre etnia angolana em exposição que ocupará o Museu Nacional da República.

O povo seminômade Herero é um dos mais antigos da África e também um dos mais esquecidos, mesmo no continente africano. Por esses motivos, o premiado fotógrafo Sérgio Guerra lança luz sobre o assunto na exposição Hereros – Angola, que chega a Brasília depois de passar com sucesso por São Paulo. A mostra, que fica em cartaz no Museu Nacional da República de 14 de setembro a 23 de outubro de 2011 – ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, tem curadoria de Emanoel Araújo, artista plástico e Diretor Curador do Museu Afro Brasil.

Foto Sérgio Guerra

Hereros – Angola traz à capital federal 110 fotos em tamanhos diversos (incluindo plotagens em grandes dimensões), resultado de criteriosa seleção dentre um universo de mais de 30.000 imagens colhidas nas províncias do Namibe e Cunene. A mostra revela um amplo painel da vida, das atividades e dos costumes dos povos Hereros, que vivem espalhados entre Angola, Namíbia e Botsuana, e são compostos por diversos grupos: Mukubais, Muhimbas, Muhakaonas, Mudimbas, etc. A exposição reúne, ainda, roupas, adereços, utensílios diversos e um documentário sobre essa etnia. Um dos destaques mais charmosos da exposição é a holografia Vikuit 3M, onde uma mulher da etnia Muhakaona recepciona e apresenta a mostra ao público.

“Apesar de uma aparência muito diferente, os Hereros são todos da mesma raiz, da mesma família, como gostam eles próprios de definir a matriz comum”, explica Sérgio Guerra. O fotógrafo teve seu primeiro contato no ano de 1999, dentro de um programa de comunicação institucional do Governo de Angola. No entanto, esse primeiro contato não passou indiferente ao fotógrafo. “Ali, com a câmera em punho, entorpecido pela novidade, fiz as primeiras imagens dos Mukubais, mas a dimensão do que me estava a ser revelado eu só teria capacidade de perceber muito mais tarde, sete anos depois”, revela Guerra.

Serviço:
Hereros – Angola. Ensaio fotográfico de Sérgio Guerra sobre o povo nômade mais antigo da África. Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Galeria do Térreo, Setor Cultural Sul, Lote 2 – Esplanada dos Ministérios). De 14 de setembro a 23 de outubro de 2011 – de terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca. Classificação indicativa: livre.
Informações: 61 3325-5220 e 3325-6410.

Foto Sérgio Guerra

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Fluvia Lacerda, que é considerada a Gisele Bündchen plus size

A modelo carioca Fluvia Lacerda, que é considerada a Gisele Bündchen plus size, chega a São Paulo para mais uma maratona de trabalho nesta segunda-feira.

Eleita a modelo plus size do ano durante a Semana de Moda Plus Size de Nova York e depois de posar para a revista Vogue Itália, Fluvia diz que está animada para mais uma visita ao Brasil, mas revela que fica chateada ao ler tantas bobagens sobre esse segmento:

— Às vezes fico indignada ao ler tantas bobagens, pessoas que não sabem direito o que falam e denigrem tudo o que viemos construindo ao longo dos anos. Meu sonho é que um dia possamos estar em pé de igualdade nesse segmento. O mercado brasileiro está começando a se aquecer agora.

Fluvia Lacerda

Serão quinze dias de campanhas, ensaios fotográficos para marcas de roupas segmentadas em Porto Alegre e Blumenau, ensaios fotográficos para revistas, participações em programas televisivos, com o objetivo de promover o mercado GG brasileiro e diminuir o preconceito contra as gordinhas.

Depois do Brasil, Fluvia retomará a agenda de compromissos e ensaios fotográficos na Europa. Recentemente, a modelo foi contratada para estrelar a campanha de uma grande multimarca alemã e se prepara para um ensaio numa das maiores revistas de moda do Exterior.

Do Byn9ve

 

Ig
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