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Dilma na inauguração da Fonte Nova – Reprodução/Twitpic
A presidenta Dilma Rousseff participa hoje (5) em Salvador da inauguração da Arena Fonte Nova, que receberá jogos da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014. Dilma deixa Brasília agora de manhã e a previsão é que chegue a Salvador por volta das 9h30. A cerimônia no estádio, o terceiro a ficar pronto para as competições, está marcada para as 10h30, com a presença também do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do governador da Bahia, Jaques Wagner, e do prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto.
A inauguração estava marcada para o dia 18 de março, mas foi adiada porque a presidenta precisou viajar ao Vaticano para participar da cerimônia de coroação do papa Francisco, no dia 19. O clássico entre o Bahia e o Vitória, válido pelo campeonato baiano, no domingo (7), será o primeiro jogo na nova arena, que terá a apresentação de artistas como Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Margareth Menezes e Olodum, antes da partida.
A Arena Fonte Nova receberá seis jogos da Copa do Mundo de 2014 e três da Copa das Confederações. Em 20 de junho, a Nigéria e o Uruguai se enfrentam pelo grupo B e, em 22 de junho, a Seleção Brasileira joga contra a Itália, pelo grupo A. Em 30 de junho, último dia da competição, o estádio recebe a disputa do terceiro lugar.
O estádio, que custou R$ 591,7 milhões, tem capacidade para 55 mil torcedores, com 5 mil assentos móveis. Do total de investimentos, R$ 323,6 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES) e R$ 268,1 milhões são recursos estaduais. Realizado por meio de parceria público-privada, a gestão do estádio será feita, nos próximos 35 anos, pelas empresas OAS e Odebrecht, que fizeram a obra.
A Fonte Nova foi inaugurada pela primeira vez em 1951 e implodida em 29 de agosto de 2010 para dar lugar ao novo projeto, mais moderno e cumprindo as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Segundo o Portal da Copa do Mundo, do governo federal, mais de 10 mil trabalhadores estiveram envolvidos na construção, que durou cerca de dois anos e meio.
Da Agência Brasil

Foto BBC
Paquistanesa Maria Toorpakai Wazir, de 22 anos, sofre preconceito em seu país e se muda para o Canadá para treinar. Ela é a 49ª do ranking
O squash é um esporte popular no Paquistão, mas não pode ser praticado por todos. Por ter nascido em uma região muito conservadora do país, onde até a educação é proibida para moças, a jovem Maria Toorpakai Wazir, de 22 anos, teve de se passar por um rapaz para poder competir pela modalidade.
- Sou uma guerreira, nasci sendo uma guerreira. E morrerei guerreira – disse Maria, em uma longa entrevista à rede britânica BBC.
A decisão foi tomada precocemente. Quando Maria Wazir tinha apenas quatro anos, ela decidiu usar roupas de seu irmão e deixou os cabelos curtos. Antes do squash, ela chegou a se arriscar no levantamento de peso, quando tinha 12 anos. Como seu pai sentia vergonha de falar que ela era uma menina, a apresentava com Genghis Khan. O nome é em referência ao guerreiro mongol do século XII.Com a falsa identidade, Maria começou a competir e participar de torneios. No entanto, com medo de que a filha parasse de crescer e ficasse muito pesada, o pai da menina a incentivou a trocar o levantamento de peso pelo squash. E foi amor a primeira vista.
- Eu gostava de como aqueles meninos tinham determinação, gostava das belas raquetes, das bolas de squash, dos uniformes – disse.
Inicialmente, Maria Wazir conseguiu esconder sua identidade dos companheiros de treinamento e adversários, mas não demorou para a verdade ser descoberta e gerar polêmica em seu país. No entanto, ela não desistiu e continuou a rotina intensa, de horas diárias de treino.
- Eles costumavam me provocar, falar palavrões. Era intolerável e desrespeitoso, um bullying extremo – lembra a jovem.
Tiago Camilo e Diego Santos ficam com a prata, e David Moura, com o bronze, no Grand Prix.

Maria Suelen Altheman – Foto Uol
Maria Suelen Altheman (categoria +78kg) conquistou, ontem, a medalha de ouro no Grand Prix de Dusseldorf, na Alemanha. A judoca paulista superou a coreana Jung Eun Lee na estreia, a tunisiana Sahar Trabelsi na semifinal e a alemã Laura Vargas na decisão. O domingo também foi de Tiago Camilo (até 90 kg) e David Moura (+ 100 kg), que não conquistaram o ouro, mas subiram ao pódio com prata e bronze, respectivamente. Tiago perdeu o ouro para Varlam Liparteliani, da Geórgia, após vencer por ippon os quatro primeiros adversários (o tunisiano Youssef Badra, o bielorrusso Andrei Kazusionak, o alemão Yannick Gutsche e o grego Ilias Iliadis). Campeão do Grand Prix de Paris há duas semanas, Liparteliani venceu por wazari.
Já David, que passou pelo alemão Sven Heinl no primeiro combate, foi superado pelo russo Magomed Nazhmudinov na segunda luta e caiu para a repescagem. Derrotou o francês Jean-Sebastien Bonvoisin e, na briga pelo bronze, venceu o tunisiano Faicel Jaballah por ippon. Entre os outros judocas que entraram no tatame ontem, Rafael Buzacarini (até 100 kg) terminou em quinto ao ser superado pelo sueco Martin Pacek na briga pelo bronze; e Maria Portela acabou em sétimo. No sábado, Diego Santos (até 60 kg) venceu quatro lutas seguidas, mas caiu na final diante do mongol Boldbaatar Ganbat, no desempate, e ficou com a medalha de prata.
Assim, o Brasil se despediu do Grand Prix de Dusseldorf com quatro medalhas, sendo um ouro, duas pratas e um bronze. O campeonato distribuiu 300 pontos para o campeão, 180 para o segundo colocado e 120 para os terceiros. O próximo compromisso dos judocas brasileiros será o Aberto da Europa. As mulheres competirão em Praga (República Tcheca), e os homens, em Varsóvia (Polônia).
Seleção feminina vence Argentina por 27 a 14 na final e assegura vaga para Copa do Mundo na Rússia, em junho. Equipe masculina termina em terceiro.

Seleção Brasileira de Rúgbi Feminino
Força. A capitã Júlia Sardá observa a disputa de bola na final em que o Brasil venceu a Argentina por 27 a 14: vaga assegurada no Mundial da Rússia
Rúgbi A seleção brasileira feminina de rúgbi precisou suar (literalmente) para conquistar, invicta, o nono título Sul-Americano de Sete, ontem, no Estádio do Flamengo, na Gávea. Com a vitória sobre a Argentina na final, por 27 a 14, sob um sol escaldante, as brasileiras garantiram a vaga para a Copa do Mundo da Rússia, em junho. A equipe masculina terminou em terceiro, atrás dos uruguaios e dos heptacampeões argentinos, que já estavam classificados. Com isso, os brasileiros perderam a vaga para o Uruguai e vão brigar no Torneio de Hong Kong por um lugar no Circuito Mundial 2013/2014.
Na comemoração após mais um título sul-americano, o presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu), Sami Arap, deu a tônica do protagonismo feminino no esporte. – Vamos colocá-las um nível acima, profissionalizar a equipe. Vocês não merecem apenas condições iguais às dos homens, mas melhores – vibrou Sami, abraçado às jogadoras, entre lágrimas e gritos de eneacampeã. Apesar da empolgação, a sobriedade da capitã Júlia Sardá falou mais alto. – Para o Mundial temos que treinar muito mais juntas, porque os outros times treinam todos os dias juntos, e nós, só duas vezes por mês. Se conseguirmos, vamos representar o Brasil bem – disse Júlia, ainda ofegante, para complementar sobre os Jogos de 2016. – As Olimpíadas já estão aí. Queria que houvesse mais uns sete anos para podermos nos preparar muito mais. Primeiro tempo foi fácil Foi a própria capitã brasileira quem abriu o caminho para o título ao marcar os primeiros cinco pontos contra as argentinas. Na sequência, Tata ampliou para 10 a 0. O Brasil dominava o primeiro tempo, e Baby arrancou do meio campo para aumentar a vantagem: 15 a 0.
Depois, foi a vez de Edninha correr pela lateral direita e fechar a primeira etapa em 20 a 0. O chocolate do primeiro tempo dava a entender que a vitória seria fácil. Mas, na volta do intervalo, as brasileiras relaxaram e deixaram as adversárias reagir. Logo no início, a argentina Carolina Ohaco torceu o pé a poucos metros do try e teve de sair de campo. Na sequência, Xoana marcou, e Lettizia converteu o try , diminuindo para 20 a 7. A situação ia se complicando quando as rivais marcaram mais sete pontos no contra-ataque e diminuíram para 20 a 14. Mais um try convertido seria a virada argentina. Mas novamente a estrela de Júlia brilhou e, após arrancada e assistência de Mari, a capitã marcou mais cinco pontos, Xuxu converteu o try , dando números finais ao jogo: 27 a 14. – A sensação é de dever cumprido e de muita alegria, porque é muito bom conquistar este título ao lado das minhas amigas – vibrou Júlia. Na primeira fase, o Brasil já vencera a Argentina por 24 a 12, no sábado, além de arrasar o Peru por 55 a 0 e bater o Chile por 24 a 0. Na semifinal, ontem, as brasileiras venceram a Venezuela por 35 a 0. O Uruguai ficou em terceiro. A equipe masculina se classificou para o quadrangular final ao vencer o Paraguai por 29 a 10, ontem. Na sequência, perdeu de 31 a 12 para os argentinos e de 17 a 7 para os uruguaios, para quem haviam perdido no sábado. Na última partida, o Brasil deixou o Chile empatar em 7 a 7 no fim, ficando em terceiro.
Do o Globo

Tênis de corrida – Discovery Brasil
Homens e mulheres são diferentes em vários aspectos, entre os quais, relativos ao desempenho físico e esportivo, o tamanho da massa e força musculares, da estrutura óssea (na atual abordagem, diferem também em relação aos pés).
As informações apresentadas acima são fundamentais na confecção do tênis de corrida ideal para cada gênero. Percebe-se, ao olhar um tênis de corrida, que a diferença no tamanho e desenho entre eles é visível.
Em 2001, a estrutura dos pés foi objeto de estudo de pesquisadores do Centro de Estudos da Locomoção, da Universidade do Estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Demonstraram, através de análise da corrida, diferenças significativas entre os pés de ambos os gêneros, entre eles no arco do pé, no primeiro contato dos dedos, lateral e planta do pé, além do tornozelo e formato geral do pé.
O Departamento de Medicina Esportiva da Universidade de Tuebingen, Alemanha, em 2010, observou que as mulheres possuem calcanhar, antepé e peito do pé mais estreitos comparado aos homens, deixando claro que cada tênis precisa ser projetado de acordo com as necessidades de cada sexo, e não considerando este como miniatura do tênis masculino, que é mais comprido e largo.
Outro estudo alemão, apresentado em 2001 no 5º Simpósio de Biomecânica de Calçados, em Zurique, Suíça, por pesquisadores da Universidade de Essen, destacou a característica homem de possuir maior massa muscular e corporal à geração de maior impacto com o apoio do calcanhar ao correr. Já nas mulheres, o apoio com a planta do pé demonstrou menor impacto gerado. O estudo apontou ainda a maior tendência das mulheres de projeção dos tornozelos para a lateral interna dos pés, o que pode produzir efeitos nocivos aos joelhos, se não escolhido o tênis correto para correr.
Joe Puleo e Dr. Patrick Milroy, em 2010, apontaram que os tênis de corrida deveriam ser projetados para absorver o impacto de 3 a 4 vezes o peso corporal, por passada, considerando fundamental a adoção de tecnologia específica por parte das fabricantes, respeitando as diferenças entre os pés de homens e mulheres.
As pesquisas são importantes no desenvolvimento de modelos personalizados ao sexo dos praticantes de corrida, mas um estudo desenvolvido em 2010, pelo Departamento de Cinesiologia da Universidade do Texas, em El Paso, Estados Unidos, mostrou que a preferência por um tênis ou outro também está ligado ao conforto subjetivo do corredor, na hora da sua compra. 41 participantes caminharam e correram por 20 vezes com três tipos de tênis (com característica de amortecimento, leveza e estabilidade). Dentre os três, cada um escolheu, de acordo com a sua percepção subjetiva de conforto, qual era o melhor para caminhar e correr, isto é, até dois modelos.
Comentando ainda sobre os resultados do estudo acima, a maioria dos participantes elegeu o tênis de amortecimento o preferido para caminhar e correr, seguido do de leveza, e em terceiro o de estabilidade, sendo que 71% do total selecionou o mesmo modelo para ambas as modalidades.
Entre os sexos houve diferença nessa preferência. Mulheres escolheram o de leveza mais adequado, enquanto os homens o de amortecimento. Provavelmente, entende-se o porquê dessas escolhas pelo fato dos homens possuírem maior peso corporal, comparados às mulheres. O estudo concluiu que as escolhas são influenciadas individualmente e pelo sexo.
Do Discovery Brasil

Uso do véu no karatê por atletas muçulmanas está liberado desde 1º de janeiro – Foto Uol
A WKF (Federação Mundial de Karatê) anunciou nesta quinta-feira que está liberado o uso de véus por lutadoras muçulmanas. Com a nova medida, a modalidade dá mais um passo para tentar a inclusão no programa olímpico a partir dos Jogos de 2020, ainda sem sede definida. A regra passou a valer desde o primeiro dia de 2013 para as competições do esporte.
“A WKF sempre se mostrou sensível à diversidade de toda a família-karatê espalhada pelos cinco continental”, escreveu a Federação em um comunicado. “Trabalhamos mais de dois anos na questão dos véus, consultando diversas pessoas em busca da melhor decisão, aquela que trouxesse maior satisfação às famílias karatecas ao redor do planeta”, completou a entidade.
O véu permitido pela WKF é desenhado especialmente para a prática esportiva. Ele cobre a cabeça e a nuca, deixando apenas o rosto da atleta à mostra. O acessório tem que ser obrigatoriamente preto e deve ter o logo da WKF na frente. Segundo a federação, a peça não representa riscos à segurança das atletas.
“Esse será o único modelo aceito pela Federação e somente com ele será possível competir em torneios organizados pela WKF”, ressaltou a entidade máxima do karatê no comunicado.
Do Uol
Lista do futebol masculino será conhecida na segunda-feira. Anúncio dos finalistas será feito em São Paulo, no dia 29 de novembro.

Marta está entre as finalista da Bola de Ouro (Foto: AP)
A Fifa anunciou nesta quinta-feira as indicadas ao prêmio Bola de Ouro de melhor jogadora de futebol em 2012. Mais uma vez, a brasileira Marta está entre as finalistas. Ela terá como concorrentes a francesa Camille Abily, as americanas Carli Lloyd, Alex Morgan, Megan Rapinoe e Abby Wambach, a canadense Christine Sinclair e as japonesas Miho Fukumoto, Aya Miyama e Homare Sawa – vencedora da edição passada.
A lista masculina será anunciada na segunda-feira. No dia 29 de novembro, em São Paulo, na semana do sorteio da Copa das Confederações, a Fifa divulgará os três finalistas no masculino e no feminino. Os vencedores serão conhecidos no dia 7 de janeiro, em festa de gala, em Zurique, na Suíça.
Apesar de ter sido eleita a melhor do mundo por cinco anos consecutivos, entre 2006 e 2010, Marta não desponta como favorita neste ano. Nos Jogos de Londres, a brasileira teve atuações apagadas, e a Seleção foi eliminada nas quartas de final, contra a Grã-Bretanha.
Do G1
- Plano Brasil Medalhas – Foto – Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (24) que o governo pretende ampliar o número de medalhas conquistadas por atletas brasileiros nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas de 2016. Ela lembrou que o Plano Brasil Medalhas, lançado este mês, prevê investimentos de R$ 1 bilhão na preparação dos esportistas.
“Nosso objetivo é garantir as melhores condições de treinamento para nossos atletas, para que eles possam se dedicar integralmente ao esporte”, disse. “Os atletas são grandes exemplos para todos nós pela sua determinação em superar obstáculos, pela sua disciplina e pela persistência na busca do melhor resultado”, completou.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma destacou que o governo está “aprimorando” o Bolsa Atleta por meio do Bolsa Pódio, que vai pagar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil por mês a atletas brasileiros de modalidades individuais que estiverem entre os 20 melhores do mundo. A previsão de investimentos é R$ 690 milhões até 2016.
A presidenta lembrou ainda que o Plano Brasil Medalhas vai oferecer aos técnicos bolsas de R$ 10 mil ao mês e que cada modalidade esportiva vai contar com equipes multidisciplinares de apoio, integradas por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.
“O trabalho desse time de profissionais pode ser decisivo para a vitória, porque esses profissionais acompanham a rotina de treinamento dos atletas e os ajudam a corrigir e aprimorar cada detalhe. Muitas vezes, a vitória é decidida por um detalhezinho, um centésimo de segundo ou a distância de um milímetro”, disse.
Por fim, Dilma comentou os R$ 310 milhões previstos para construção, reforma e equipagem de 22 centros de treinamento de alto nível. “Nesses centros, os atletas vão ter acesso ao que há de mais avançado na ciência do esporte. Estamos apoiando também a instalação de centros regionais em todo o nosso país, porque queremos levar os benefícios da Olimpíada do Rio para todo o Brasil”, concluiu.
Da Agência Brasil

Natália Mayara foi a primeira brasileira a disputar o tênis em cadeira de rodas na história paralímpica Foto: Daniel Ramalho/Terra
“Gostaria de na figura da Natália Mayara parabenizar a todos da delegação brasileira”, disse o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro Andrew Parsons. “Ela tem a cara do Brasil”, completou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. “Quero saldar a todos, mas em especial a Natália”, iniciou Eduardo Paes em seu discurso. Única atleta paralímpica brasileira presente na cerimônia de recepção da bandeira dos Jogos Paralímpicos, na noite da última segunda-feira, no aeroporto internacional do Rio de Janeiro, a tenista Natália Mayara cansou de ser paparicada.
Aproveitando os holofotes, Natália disse o que espera do Rio de Janeiro e do Brasil como um todo para daqui a quatro anos em termos de mobilidade urbana para os deficientes físicos. “Para mim uma das partes mais importantes é a adaptação da cidade, que o deficiente seja aceito na cidade”, apontou, mostrando firmeza para quem recém chegou à maioridade (ela tem 18 anos).
A tenista paralímpica foi a primeira brasileira a disputar o tênis em cadeira de rodas na história das competições. Caiu ainda na primeira fase, mas está entre as 27 melhores do mundo na modalidade (disputam o ouro as 32 mais bem colocadas no ranking) e projeta um futuro diferente atuando no Brasil.
“Eu comecei na verdade fazendo natação”, relembra a atleta, quando ainda preferia a piscina à quadra. “Mas logo ali ao lado tinha um quadra de tênis. Aí me apaixonei e não deixei de jogar até hoje”, vibra. Pernambucana de nascimento, mas brasiliense quase que de coração, Natália treina desde os 12 anos com o coordenador nacional da modalidade, Wanderson Cavalcante.
“Nesse desafio de estar aqui eu vou dar o meu melhor, tudo o que for possível, porque essa foi minha primeira experiência (em Londres). Agora no Rio eu quero ir para ganhar medalha e ficar feliz”, projeta, dando uma risada mais tímida dessa vez.
Do Terra
Com 457 vitórias consecutivas, 42 Grand Slams e cinco medalhas paralímpicas, Vergeer é estrela em Londres no tênis em cadeira de rodas.

- Vergeer é imbatível no tês em cadeiras de rodas (Foto: Getty Images)
Uma das maiores hegemonias da história do esporte mundial – se não a maior – estará em jogos nas Paralimpíadas de Londres. A simpatia emoldurada pelo sorriso fácil e belos olhos azuis já tornariam Esther Vergeer uma personagem cativante, mas sua presença se torna ainda mais marcante ao exibir seu currículo. Dona de cinco medalhas de ouro paralímpicas no tênis em cadeira de rodas (três em simples e duas em duplas, onde foi prata em Pequim-2008), a holandesa defenderá nos Jogos de 2012 uma invencibilidade que já dura quase uma década.
Isso mesmo. Desde o dia 30 de janeiro de 2003, quando foi superada pela australiana Daniela di Toro, no Aberto de Sydney, Esther Vergeer não sabe o que é deixar a quadra derrotada. São exatos nove anos e sete meses, com 457 vitórias consecutivas, sendo as 250 primeiras sem perder um único set. Domínio arrebatador e que se torna ainda mais impressionante se levado em conta o ranking, onde ela é a número 1 desde 1999. Tamanha superioridade já garantiu, além dos cinco ouros paralímpicos, 42 Grand Slams (21 simples e 21 duplas) e 22 Copas do Mundo. Histórico capaz de transformar o tetra nas disputas individuais nas Paralimpíadas uma barbada, certo? Não é bem assim, garante a holandesa:
- Com certeza há uma maneira de me derrotar. Tenho meus pontos fracos, mas me sinto muito confiante para as Paralimpíadas. Claro que podem me vencer, mas eu não vou dizer como (risos).
As palavras de Esther, porém, não convencem nem mesmo seus parentes, que já se programam chegar a Londres apenas para “bater ponto” na final. Postura que é apontada por ela como um dos poucos ônus de sua hegemonia. Se o retrospecto a torna naturalmente confiante, a “obrigação” de vencer às vezes pesa em seus ombros.
- Algumas vezes, me sinto com muita confiança e penso: “Estou há tanto tempo sem perder, por que eu perderia hoje?”. Mas no dia seguinte eu penso: “Nossa, todo mundo espera que eu vença”. Aqui em Londres eu me sinto mais pressionada do que nunca. Todo mundo diz que eu vou vencer de novo, que vai ser fácil, minha família quer comprar ingressos só para final porque vou ganhar de qualquer maneira. Isso é difícil.
Adversária da brasileira Natalia Nayara, a tenista perdeu os movimentos das pernas aos oito anos em uma cirurgia de risco para estancar uma hemorragia na espinha que salvou sua vida. Desde então, o esporte sempre foi companheiro, a ponto de integrar simultaneamente as seleções de tênis e basquete da Holanda. O que a fez optar pela bolinha, os desafios para o futuro e a admiração por Federer, Cruyff e Pistorius, Esther contou em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, onde também fez elogios a Guga:
- Um cara que inspirava a todos. Não só pelo tênis, mas com a atitude. Sorria e se divertia.
Confira abaixo todo o bate-papo:
Acho que a primeira pergunta é inevitável: você é imbatível?
(Risos) Não, eu não sou invencível. Com certeza há uma maneira de me derrotar. Tenho meus pontos fracos, mas me sinto muito confiante para as Paralimpíadas. Claro que podem me vencer, mas eu não vou dizer como (risos).
Depois de tantos anos sempre vencendo, vencendo e vencendo, o que é necessário fazer para manter a motivação em alta?
Depois de Pequim-2008, eu pensei: “Qual pode ser o meu próximo objetivo?”. E percebi que enquanto você tiver pelo que trabalhar, você tem que continuar. Seja para melhorar sua técnica, a parte física, o que for. E eu tenho uma equipe à minha volta que me mostra que eu tenho ainda pelo que lutar, mesmo que seja por eles. Isso me mantém motivada. Além disso, tem um ponto simples: eu amo jogar tênis. O tênis em cadeira de rodas ainda é muito novo, o movimento paralímpico também. Há muito o que crescer, desenvolver, o que alcançar.