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Arquivos para a ‘Educação’ Categoria

O desafio de expressar-se em público

Aplicativo Fake Shower da Akatu

 Fake Shower simula barulho e vazão de chuveiro e torneira, “abafando” outros sons do banheiro sem precisar abrir de verdade a água e ainda calcula o volume economizado

 Em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado nesta quinta-feira (22), o Instituto Akatu e a Leo Burnett Tailor Made lançam o Fake Shower, um aplicativo para iPhone que informa a quantidade de litros de água que podem ser desperdiçados quando se abre o chuveiro ou a torneira sem necessidade.

Basta lembrar que, se todos os moradores do Brasil fecharem a torneira ao escovar os dentes, a água economizada durante um mês equivalerá a um dia e meio do volume de água nas Cataratas do Iguaçu! Ou se apenas duas pessoas em cada casa da Grande São Paulo reduzir em apenas cinco minutos o tempo de água corrente no banho, 13,4 bilhões de litros de água serão economizados por mês. Água suficiente para abastecer, no mesmo período, uma população de 2,9 milhões de habitantes – mais do que toda Salvador.

A ONU recomenda um consumo de 110 litros de água por pessoa por dia em casa como adequado para as necessidades de consumo e higiene, mas a Sabesp (concessionária de água em São Paulo) alerta que muitos brasileiros gastam mais de 200 litros por dia. Esse desperdício, de uma única pessoa ao longo da vida, encheria uma piscina olímpica. Veja abaixo dados mais atualizados sobre consumo e desperdício de água hoje no Brasil e no mundo.

O Fake Shower é uma ferramenta de conscientização que, de forma muito bem humorada e moderna, permite manter a privacidade entre casais evitando o desperdício de água. Por quê? Porque muita gente liga o chuveiro ou a torneira somente para evitar que o outro não ouça os “sons da natureza” no banheiro. Haja água desperdiçada – água limpa, tratada, cara e escassa.

Vida

Pronto, com o Fake Shower a intimidade dos casais está salva e a água também, porque o aplicativo simula no iPhone o barulho do chuveiro aberto ou da torneira. E a pessoa ainda pode escolher o nível de vazão de um chuveiro ou de uma torneira. Ao “fechar” o Fake Shower, o aplicativo informa quantos litros de água foram poupados naquela operação. E já traduz para o consumidor a dimensão daquele volume economizado comparando a objetos e referências do cotidiano, como um galão d’água, uma banheira, uma piscina, um caminhão-pipa até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

O Fake Shower serve também para o consumidor monitorar seu consumo de água e se motivar a economizar. É possível comparar a água gasta, por exemplo, enquanto se faz a barba com a torneira fechada e o Fake Shower ligado. Ou quando se fecha o chuveiro para se ensaboar, e o Fake Shower permanece ligado. Ou simplesmente ligar o Fake Shower simultaneamente e nas mesmas condições de vazão do chuveiro para ver o gasto de água no final do banho.

A quantidade de água virtual poupada vira um score pessoal, que pode ser compartilhado com todos os usuários do aplicativo. Assim o consumidor consegue ver sua economia pessoal e o impacto agregado da economia de todos. Quanto mais pessoas usarem o Fake Shower, maior será o volume de água poupado.

O aplicativo estará disponível em breve para download na App Store do Brasil. Quer ver mais? Acesse o vídeo explicativo em www.akatu.org.br.

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Mais de 30 mil escolas vão ter aula em tempo integral este ano, diz presidenta

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que mais de 30 mil escolas em todo o país vão ter aula em tempo integral ainda em 2012. Segundo ela, o Programa Mais Educação, que oferece atividades em tempo integral aos estudantes do 1º ao 9º ano, deve beneficiar 5 milhões de estudantes em todo o país – inclusive em escolas rurais.

 “O Programa Mais Educação é responsável por uma grande transformação que já estamos fazendo em 15 mil escolas do ensino fundamental de todo o país. Hoje, 2,8 milhões de estudantes do 1º ao 9º ano já ficam na escola o dia todo. Eles participam de atividades orientadas, que vão desde o acompanhamento das tarefas escolares até a prática de esportes, aulas de arte e informática”, explicou.

Alunos da rede pública

Alunos da rede pública

 No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma ressaltou que a meta de 30 mil escolas com ensino fundamental em tempo integral era esperada para 2014 e que o novo número definido para o último ano de governo passou a ser de 60 mil escolas integradas ao Mais Educação.

 “Elas [as crianças] ficam na escola, no mínimo, sete horas por dia. Lá, recebem um lanche pela manhã, almoçam e depois, à tarde, fazem novo lanche. E o que é importante: têm reforço em matemática, português, ciências, praticam esportes, têm aula de arte e ainda fazem informática”, explicou.

 O Ministério da Educação está com inscrições abertas até o próximo dia 30 para novas adesões das prefeituras ao Mais Educação. Ao todo, o governo deve investir R$ 1,4 bilhão este ano no programa. Têm prioridade escolas onde estudam beneficiários do Bolsa Família e também as que tiveram baixa avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

 “As atividades complementares podem contribuir muito para melhorar a qualidade da educação das nossas crianças”, disse a presidenta. “É uma forma de superar desigualdades, permitir que todas as crianças tenham uma boa educação e acesso a atividades que serão muito importantes para o seu futuro”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Site American Girl

A boneca Barbie, que reina absoluta há mais de 50 anos como a favorita das meninas, pode estar sofrendo o seu primeiro ataque significativo e isso nada tem a ver com crise de consumo.

Artigo do semanário argentino Noticias de La Semana   conta que  o novo fetiche  é uma boneca que mais parece as que encantavam  meninas de muitas gerações atrás; “ corpulentas, são uma espécie de Che Guevara com discurso feminista capaz de revolucionar o gosto das garotas argentinas que, numa reviravolta ideológica que compromete o universo epidêmico da legendária loira,veneram este brinque que vem carregado de forte conteúdo intelectual. “ Palavras do autor do artigo, Omar Belo.

A missão da boneca, segundo a empresa fabricante, é  “transformar os desafios em triunfos e contribuir à formação das meninas em mulheres independentes, à altura dos desafios atuais e futuros”.

Puro discurso de marketing!

Entretanto, há que se reverenciar o gênio por trás desta novidade, pois seguramente entendeu a discussão que vem sendo travada sobre a sexualização dos brinquedos , as questões de gênero e diversidade.

Para ficar no tema das bonecas, é fácil constatar que uma ou outra boneca negra garante seu espaço nas vitrines das lojas, mas as meninas, até aqui, preferiam as loiras, esbeltas e ricas que vão formando o nosso padrão de beleza, desde a infância.

A nova American Girl vem cheia de apelos intelectuais, inclusive tem vida acadêmica, num campus virtual.

As lojas da American Girl não são apenas lojas: são “Places”, tais como os daquela marca da maçã que vende os mais cobiçados produtos eletrônicos.  Ali dentro, nada é casual e sim pensado para envolver as pequenas clientes e suas mães na atmosfera deste novo e revolucionário conceito de produto.

Vale a pena visitar o site da marca para sentir a diferença no discurso de venda.

Agora, fica a dúvida: Será que a moda pega por aqui?

Elas são maioria na graduação; eles comandam posições de destaque

A bióloga Flávia Alcântara Gomes: uma das 29 mulheres entre os 112 jovens cientistas da Academia Brasileira de Ciências Guito Moreto

A primeira mulher a integrar os quadros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi ninguém menos que a polonesa naturalizada francesa Marie Curie – a primeira cientista da História a ganhar dois prêmios Nobel, de física e química. Isso foi em 1926, dez anos após fundada a instituição, numa homenagem à passagem de Curie pelo Brasil. Quase um século depois, o número de mulheres aumentou muito, lógico. Mas, apesar da estreia em grande estilo, ainda é bem inferior ao de homens, mesmo entre as novas gerações.

De acordo com levantamento feito pelo GLOBO, dos 112 jovens cientistas (até 42 anos) eleitos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC) apenas 29 são mulheres. O desequilíbrio nas posições de destaque na ciência reflete a situação geral do país: o número de mulheres já supera ligeiramente o de homens na graduação e na pós, mas os cargos mais elevados permanecem nas mãos deles.

- A novidade é que há mulheres na ciência; então temos que saudar o fato de elas estarem aparecendo mais – afirma a economista Hildete Pereira de Melo, professora associada da Universidade Federal Fluminense (UFF), responsável por numerosos estudos sobre a participação feminina no mercado de trabalho em geral e na ciência em particular. – Sim, ainda há uma grande discrepância. As mudanças culturais são muito lentas mesmo, há ainda uma longa estrada na construção da igualdade, mas tudo indica que as próximas gerações terão uma participação cada vez maior.

Estudo feito pela economista com base em números do Censo de 2000 revela que, já naquele ano, as mulheres superavam os homens (56,5% a 43,5%) nos cursos de graduação. Na pós (mestrado e doutorado), a diferença era um pouco menor, mas se repetia: 52% a 48%. Mas a supremacia parece desaparecer quando se chega a posições de destaque e cargos mais elevados. Para onde foram todas essas mulheres?

Conciliar família e trabalho

Para Camila Indiani de Oliveira, de 38 anos, especialista em ciências biológicas da Fiocruz-BA e integrante da ABC, trata-se de uma preocupação global para quem faz ciência.

- Na graduação e na pós tem muita mulher mesmo. E mesmo entre os professores. Mas, depois, elas começam a sumir – afirma a bióloga. – Não acho que haja um preconceito direto, mas acho que há uma falta de tolerância com o fato de que, numa determinada fase da vida, quando tiver filhos, vai haver um período em que ela vai produzir menos, publicar menos, orientar menos.

Na análise de Camila, enquanto nos EUA há políticas afirmativas e ações que apoiam as mulheres, aqui o assunto nem é debatido.

- Falta o apoio formal das instituições, como creches, por exemplo – afirma. – Políticas afirmativas nas escolas, nas faculdades.

Também integrante da ABC, Flávia Carvalho Alcântara Gomes, de 42 anos, concorda com a colega. Chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, primeira professora titular da instituição e coordenadora da pós-graduação em ciências morfológicas, ela també, vê poucas mulheres em cargos de chefia. E também não acredita que o preconceito direto seja a explicação.

- Em geral, há mais mulheres do que homens na ciência hoje, mas, de fato, os quadros de liderança, de tomada de decisão, ainda são mais masculinos – afirma Flávia. – A ciência hoje é voltada para o mérito, mas tudo leva um tempo para ser incorporado, para refletir nos quadros mais altos.

Flávia destaca também a necessidade de maior apoio institucional, lembrando, por exemplo, que bolsistas da pós-graduação não têm direito à licença maternidade.

- Acho que a reversão desse quadro só vai acontecer quando houver uma forma melhor de conciliar família e trabalho – acredita Hildete. – Para muitas mulheres, em carreiras que exigem muita dedicação, fica difícil conciliar as duas coisas.

 Do OGlobo.Com

Dilma recebe ex-presidente chilena, Michelle Bachelet Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o desenvolvimento social associado ao desenvolvimento econômico é uma ferramenta de redução da pobreza. Dilma falou na presença da secretária-executiva da ONU Mulheres, a ex-presidente chilena, Michelle Bachelet. Para Dilma, os governos europeus devem evitar essa dissonância.

“Os governos precisam romper com a dissonância entre a voz dos mercados e a voz das ruas. Diminuindo essa diferença para propostas proativas de solução ao mesmo tempo que soluciona a crise, você cria condições para garantir que as pressões sofram toda essa magnitude dela”, disse a presidente.

Dilma destacou ainda que os programas de transferência de renda e o aquecimento do mercado interno criaram “o ciclo virtuoso que é o centro da força do Brasil nos últimos anos”. A presidente citou ações do governo, como por exemplo, a política de valorização do salário mínimo que, para ela, contribuiu para que “eliminasse a erosão do seu poder de compra”.

A presidente demonstrou novamente preocupação com o cenário econômico mundial e a crise aguda europeia. “Hoje estamos vendo um processo de desemprego dramático (naquele continente”, disse.

Inovação

Em evento posterior, a presidente defendeu a inovação e a pesquisa como ferramentas para o desenvolvimento do Brasil. Para a presidente, trata-se de um “esforço que estamos fazendo para ter um país mais rico e mais forte, com maior capacidade de investir, de agregar valor”. Dilma citou os investimentos em programas como o Ciência sem Fronteiras, que deverá enviar para o exterior 100 mil estudantes brasileiros.

A capacidade de competir e a agregação de valor e a inovação (…) serão talvez o maior instrumento (de desenvolvimento) nas próximas décadas e nos próximos anos”, avaliou a presidente. “O Brasil só vai conseguir usufruir dos frutos da era da prosperidade (…) se investir metódica e intensamente em educação e em ciência”, acrescentou.

Dilma assegurou que “não falta vontade política” para investimentos em educação e em ciência e tecnologia. Para a presidente, além de combater a miséria o Brasil tem o desafio de ser “capaz de criar tecnologia avançada”. A presidente discursou durante a entrega do prêmio Finep de Inovação, que reconhece talentos na área de empresas, instituições científicas e tecnológicas, públicas e privadas.

Do Terra

Projeto proibi o "castigo físico"

Foi aprovado ontem (14), na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que protege a criança e o adolescente de receber qualquer punição por castigos físicos, as famosas palmadas. A proposta, que ficou conhecida como a Lei da Palmada, foi aprovada por unanimidade, em caráter conclusivo, na comissão especial criada para analisar a matéria e tem o objetivo de reforçar o controle da Justiça sobre os casos de maus-tratos contra a criança e o adolescente. O projeto segue agora para apreciação do Senado.

O texto original do Projeto de Lei 7.672/2010 teve que ser alterado para que a relatora, Tereza Surita (PMDB-RR), desse seu voto favorável. O termo “castigo corporal” foi substituído por “castigo físico”, que caracteriza qualquer ação de natureza disciplinar primitiva, com o uso da força física, que resulte em lesão à criança e ao adolescente. A palavra “sofrimento” também foi incluída no projeto, considerada como castigo.

A relatora Tereza Surita afirmou que a lei é educativa e que a punição física, por parte de pais e responsáveis quando a criança é desobediente, é uma questão cultural. “É cultural usar a violência na educação, e está mais do que comprovado que a violência não educa. Ela paralisa e não traz reflexão”, disse a relatora.

De acordo com a deputada, nesse cenário, é fundamental a mudança de valores. Ela destacou que o projeto de lei prevê o encaminhamento de casos mais graves para o acompanhamento psiquiátrico e social da criança e do agressor. “Quem agride de uma forma mais violenta também precisa de um acompanhamento”, justificou.

Pela proposta, não há punição dos pais com a perda da guarda da criança. Tereza Surita manteve em seu relatório a punição com multa de três a 20 salários mínimos para médicos, professores e agentes públicos que tiverem conhecimento de castigos físicos a crianças e adolescentes e não denunciarem às autoridades. As punições para os pais que agredirem os filhos serão as mesmas já estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A deputada Érika Kokay (PT-DF), integrante da comissão especial, disse que o uso da violência não corrige e nem educa. “O projeto não interfere na forma de educar as crianças e os adolescentes. Isso é uma função da família, dos educadores. O projeto interfere na violência, no bater, no machucar, no provocar sofrimento, no provocar lesão”, observou. Para ela, os que se colocam contra o projeto estão, na verdade, defendendo o direito de bater ou até mesmo espancar uma criança. “Esse projeto não tem o poder de interferir na educação e no poder da família, que é insubstituível”, afirmou.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou hoje nota na qual reconhece a aprovação da lei que pune a agressão física a crianças como um “importante passo para a afirmação dos direitos da criança e do adolescente contra todos os tipos de violência”. De acordo com a secretaria, um terço das denúncias registradas pelo módulo criança e adolescente do Disque Direitos Humanos (Disque 100) corresponde a situações de violência física.

Na visão da secretaria, o projeto propõe que a educação dos filhos seja baseada no diálogo e no respeito, de forma a priorizar os direitos humanos de meninos e meninas. A proposta, diz a nota, apoia as famílias e colabora para o enfrentamento da banalização da violência.

 Da Agência Brasil

Ministra Maria do Rosário

A melhor política de direitos humanos é aquela que tem como base a diminuição da pobreza, das desigualdades e da discriminação entre as pessoas, as regiões e os gêneros. A constatação faz parte da minuta do Relatório Nacional para o mecanismo de Revisão Periódica Universal, do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas apresentada no Senado nesta quarta-feira (14) pela ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

- A estratégia fundamental para a resposta que estamos oferecendo neste momento é o compromisso do Brasil para o enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais nos últimos anos. O Brasil investiu numa estratégia de desenvolvimento econômico com equidade e desenvolvimento social – afirmou a ministra durante audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Em virtude dessa estratégia, nos últimos oito anos, disse Maria do Rosário, o país retirou 28 milhões de pessoas da pobreza e promoveu a inclusão de 36 milhões de pessoas na classe média.

Ao resumir o relatório, a ministra avaliou que o embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, a construção de uma sociedade mais justa e atenta à garantia dos direitos humanos requer atenção permanente.

Em sua exposição, Maria do Rosário também listou uma série de ações e programas do governo para atender obrigações internacionais assumidas pelo país em 2008 como a aprovação do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e a elaboração de planos temáticos voltados a questões de especial interesse para agenda da área. Como exemplos, ela citou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Programa de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. A ministra citou ainda a criação da Comissão da Verdade e a aprovação da Lei de acesso à informação.

Relatório

A minuta do Relatório Nacional para o mecanismo de Revisão Periódica Universal é a versão preliminar do documento que o Brasil apresentará no II Ciclo do Mecanismo de Revisão Periódica Universal, na data provável de 25 de maio de 2012. Ele está disponível para consulta pública até o dia 20 deste mês.

Criado em março de 2006 pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, esse instrumento serve para acompanhamento da implementação dos Direitos Humanos pelos países.

Para Gláucia Silveira Gauch, diretora do Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty, o mecanismo é de grande relevância por proporcionar uma oportunidade para reflexão e diálogo com o governo e a sociedade civil sobre temas relacionados à defesa dos direitos humanos no Brasil.

- Esse é um desafio que transcende a Secretaria de Direitos Humanos e o Itamaraty. Em última instancia é todo o Estado que se vê implicado dessa tarefa – disse.

O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS) também elogiou a transparência do processo.

-Sua equipe faz algo inédito expondo um trabalho feito e pedindo à sociedade que leia esse documento e diga aquilo que concorda e discorda e faça críticas. Isso é um símbolo da democracia – afirmou o senador

Dia Internacional

A audiência foi convocada para celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado anualmente no dia 10 de dezembro. A data foi instituída em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas (ONU) adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas.

Da Agência Senado

Ministra Iriny Lopes

A ampliação do número de creches como a forma mais eficaz para garantir a entrada da mulher no mercado de trabalho, a desigualdade de renda entre os gêneros e a violência contra as mulher são alguns dos principais temas em debate na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que começou ontem (12), em Brasília. A conferência deve reunir cerca de 3 mil pessoas e a presença da presidenta Dilma Rousseff participará da cerimômia de abertura.

“A creche é o principal equipamento público para o atendimento adequado das necessidades da mulher para entrar no mundo do trabalho”, disse a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes. Uma das promessas da presidenta Dilma Rousseff é, justamente, construir 6 mil creches até 2014.

Com relação à diferença de salários, apesar do maior nível de escolaridade em relação aos homens, as mulheres ganham 30% menos e, quanto mais especializadas, mais distantes ficam do salário de um homem com as mesmas qualificações ou que ocupem as mesmas funções.

Sobre o combate à violência, a ministra disse que o encontro irá consolidar o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, firmado há quatro anos. Iriny Lopes avalia que o andamento do plano foi “médio”. Ela atribuiu o fraco desempenho ao grande número de ações propostas sem uma lista de prioridades. “O plano é bom. Mas é [preciso] ter uma hierarquia e isso faz uma enorme diferença”, disse ela, lembrando que, na última conferência, foram aprovadas cerca de 400 propostas.

Em relação ao aborto, tema que também consta da pauta de debates e que sempre provoca polêmica, Iriny Lopes disse que essa é uam discussão permanente da sociedade. “Esse é um tema que perpassa a sociedade de maneira permanentemente, não trata somente da conferência. É um debate autônomo que está dentro da sociedade”.

Sobre a reforma ministerial prevista para janeiro, Iriny Lopes negou que Dilma Rousseff esteja pensando em fundir a pasta com a Secretaria de Direitos Humanos. “A presidenta Dilma já disse que não pretende retroceder nas conquistas do povo. Não há nenhuma discussão sobre isso dentro do governo”.

Da Agência Brasil

Senadora Ana Amélia (PP-RS) Foto: Luiz Alves

A senadora Ana Amélia (PP-RS) relatou, nesta quarta-feira (30), audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para tratar do pagamento dos complementos financeiros da União aos estados e municípios que respeitam o piso salarial para professores da educação básica previsto na Lei 11.738/08.

Ana Amélia lembrou que, nos casos em que o pagamento do piso gerar um acréscimo de custeio que ultrapasse as vinculações orçamentárias constitucionais para a educação, a lei prevê que a União faça a complementação. Ela levou ao ministro o caso do município de Dom Pedrito, no Sudoeste do Rio Grande do Sul, onde o pagamento do piso elevou o orçamento destinado à educação para 33,45%, quando a vinculação constitucional é de 25%.

- Dom Pedrito já investia 30% do orçamento em educação, mas o cumprimento da lei produziu um acréscimo de despesas de R$ 1.511.701, comprovados em planilha de pagamento de salários, que foi levada ao conhecimento do Ministério – assinalou.

A senadora observou que, de acordo com o prefeito Francisco Alves Dias, os recursos utilizados no pagamento são retirados de investimentos em infraestrutura educacional e de outras áreas do orçamento municipal. Ela disse que o ministro lhe explicou que, por uma decisão do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o ministério não pode transferir recursos ao município de Dom Pedrito, já que municípios pertencentes a estados que não recebem a complementação não teriam direito aos recursos garantidos por lei.

- Este é apenas um exemplo de como as distorções federativas e a burocracia emperram o desenvolvimento social em nosso país – protestou.

Da Agência Senado