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As ecritoras Paulina Chiziane,de Moçambique, e a brasileira Ana Maria Gonçalves participam da abertura do Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra, o maior festival de mulheres negras da América Latina Valter Campanato/Agência Brasil

Escritoras criticaram hoje (23) a violência contra as mulheres negras e as religiões africanas, na conferência Diálogos Afro-Atlânticos, que abriu o Festival Latinidades. Para escritora moçambicana Paulina Chiziane, as religiões tidas como mundiais presentes na África estão levando ao desmantelamento da identidade africana. Já a escritora brasileira Ana Maria Gonçalves disse que as mulheres são as que mais sofrem com a violência contra a população negra.

“A mulher negra é a que mais sofre. Na maioria das vezes é ela que está criando os filhos, sozinha. Ela se torna responsável pela segurança dos filhos, é ela que zela por essa proteção. Ela fica acordada quando o filho sai à noite e ela que dá uma série de recomendações aos filhos”, disse a escritora.

De acordo com o Mapa da Violência 2014, as principais vítimas de mortes violentas no país são jovens do sexo masculino e negros. “A violência em relação à população negra está tão generalizada que um dos maiores perigos é haver uma naturalização disso”.

Além de fazerem parte desse contexto, as mulheres negras recebem uma carga a mais, segundo a escritora, e, para isso, muitas vezes suportam relações abusivas. “É o mito da mulher negra forte. Não sei o quanto tem feito bem a gente assumir essa condição. Não tem superpoder, não tem capa mágica para enfrentarmos situações onde a maioria das pessoas desabaria”, comparou.

No mesmo debate, a moçambicana Paulina fez um alerta sobre a perda da identidade cultural no Continente Africano. “Vejo a colonização começar de novo através da religião”. Segundo a escritora, as igrejas mundiais, como as cristãs e as islâmicas, têm perseguido as religiões africanas e discriminado os africanos que desejam se integrar a esses credos.

A escritora cita exemplos do cristianismo, no qual manifestações de espiritualidade por africanos são vistas pelas igrejas como algo diabólico e não como dons. “Igrejas ditas superiores estão a fazer o desmantelamento da identidade [africana]“.

O segundo romance da brasileira Ana Maria Gonçalves, Um Defeito de Cor, de 2006, conquistou o Prêmio Casa de las Américas na categoria literatura brasileira. Já Paulina Chiziane, iniciou a atividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana. Com o seu primeiro livro, Balada de Amor ao Vento, editado em 1990, tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. Sua obra mais recente é Por Quem Vibram os Tambores do Além, de 2013, sobre a vida espiritual dos curandeiros.

O Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra começou hoje (23) e vai até o dia 28 de julho, em Brasília. Na programação estão conferências, debates, feiras, saraus e shows, além de outras atividades. A programação completa pode ser acessada no site do evento, no endereço www.latinidades.com.

Da Agência Brasil

A presidenta da SBPC, Helena Nader, fala do desafio de obter recursos para financiamento de projetos científicos no paísArquivo/Agência Brasil

De hoje (22) a domingo, a cidade de Rio Branco (AC) sedia um dos maiores fóruns para a difusão dos avanços da ciência e para debates de políticas públicas do país, a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Às vésperas do evento, que ocorre desde 1948, a presidenta da entidade, Helena Nader, conversou com a Agência Brasil.

Para ela, a participação de indígenas e extrativistas nesta edição do encontro será fundamental. Depois de 14 anos de espera, a comunidade científica vê avançar no Congresso um projeto de lei que trata do acesso à biodiversidade. O projeto foi encaminhado pelo Executivo no fim de junho e deve tramitar em regime de urgência. “O momento é ideal, porque essa legislação influencia diretamente a esses dois grupos”, defende a presidenta a SBPC.

Durante a entrevista, ela citou a falta de financiamento como o principal entrave da ciência brasileira nos dias atuais. “Enquanto nós investimos 1,1% do PIB [Produto Interno Bruto], a China investe mais de 3%”, afirmou a cientista. “Se não tiver recursos, o Brasil não vai dar o salto”, disse a presidenta da SBPC destacando que a ciência também precisa do aporte do setor empresarial.

Helena Nader ressaltou ainda os preparativos para levar a reunião ao extremo oeste do país. Os voos estão esgotados, assim como as reservas nos hotéis. No entanto, até a semana passada, o encontro tinha menos inscritos que edições de anos anteriores. Até o momento, são 4,5 mil inscritos contra 22,9 mil no ano passado, no Recife (PE), e 11,9 mil, em São Luís (MA), em 2012. O número ainda pode crescer. A expectativa dos organizadores é reunir de 10 a 12 mil pesquisadores.

Veja, abaixo, os principais trechos da entrevista concedida por Helena Nader à Agência Brasil.

Agência Brasil: Quais são as novidades da 66ª Reunião da SBPC e qual será a importância da participação de indígenas e extrativistas?

Helena Nader: Este ano, teremos o Dia da Família na Ciência [ou SBPC Família]. Queremos trazer a família para dentro da SBPC, com atividades voltadas para esse público. Queremos desmistificar a ciência, mostrando para todos que ela está presente no dia a dia. Teremos palestras, atividades lúdicas, isso é uma novidade. A SBPC Indígena ocorre já há dois anos. A gente tem trazido as populações tradicionais para mais perto da comunidade científica com mais frequência. Nesta edição isso será especialmente importante porque recentemente, depois de 14 anos, o projeto de lei de acesso à biodiversidade foi encaminhado ao Congresso. Infelizmente, com um rótulo de regime de urgência. A gente espera que isso seja retirado. O projeto é bom, traz avanços, mas tem que ser melhor discutido. O momento é ideal para ter essas duas reuniões [SBPC Indígena e SBPC Extrativista], porque essa legislação influencia diretamente esses dois grupos.

Agência Brasil: Por que a escolha do Acre? Como estão os preparativos?

Helena Nader: São os estados e as universidades que se candidatam, o Acre pediu para sediar o que chamou de a maior das copas, a da educação e da ciência. A organização está fantástica. As pessoas da cidade estão muito envolvidas. Infelizmente, não tem mais pessoas vindo porque estourou o número de acomodações, embora muita gente esteja sendo acomodada em casas de estudantes e em casas de família. A enchente do Rio Madeira bloqueou o acesso a Rio Branco, que depende de uma balsa. Há hotéis novos que estão prontos, mas faltam algumas etapas. Há móveis que não conseguiram chegar. Mas isso não impede de fazermos uma grande reunião. Vamos ver a importância da Amazônia. O estado do Acre foi o que menos desmatou, mas nos últimos anos, 2012 e 2013, no Brasil, o desmatamento que vinha caindo, cresceu. Isso é um sinal vermelho. Vai precisar ter o desmatamento em alguns lugares, isso é óbvio, porque tem que dar condições de vida para a população, mas tem que fazer isso com equilíbrio.

Agência Brasil: Na pauta da ciência e tecnologia, qual o maior desafio atual?

Helena Nader: Os principais desafios continuam sendo o financiamento e um fluxo constante de financiamento. O Brasil melhorou, mas ainda está muito aquém do que precisa para dar aquele salto. Continuamos na 13ª posição em termos de publicação em periódicos indexados [registrados e avaliados]. Nosso impacto, em termos de publicações, tem aumentado, mas ainda está aquém do que o Brasil pode fazer. Enquanto nós investimos 1,1% do PIB [Produto Interno Bruto], a China investe mais de 3%. Para que façamos nosso gol, precisaríamos chegar a 2%. Por isso, lutei tanto pelos royalties do petróleo [que foram destinados para saúde e educação]. Vou continuar lutando pelo Fundo Social [do pré-sal], 50% vai para educação e saúde. Ainda tem mais 50%, vamos tentar por 10% em ciência. Se não tiver recursos, o Brasil não vai dar o salto. O setor empresarial também tem que investir mais. O governo é o que mais investe. O investimento, em muitos lugares, está meio a meio, mas há lugares onde o governo investe 100% e o setor empresarial, zero.

Da Agência Brasil

Carro Novo

Carro Novo

Vai trocar de carro e surge a grande dúvida para saber qual o melhor momento, seja para comprar um Zero KM ou um seminovo?

A dica é: no primeiro trimestre do ano. É a hora das promoções, queda nos preços, acessórios como brindes, melhores negociações e além disso, as liquidações de estoque, na diferença entre ano fabricação / ano modelo. Nesse quesito, se você optar por um carro com ano de fabricação anterior ao ano do modelo, negocie bons descontos para compensar a depreciação na hora da revenda depois.

A atenção com mudanças no mercado que impactam elevação nos preços dos veículos é importante, como por exemplo, aumento da alíquota do IPI e a inclusão de freios ABS e airbag como itens de série obrigatórios a partir de 2014.

O melhor a fazer é pesquisar os modelos desejados e compará-los detalhadamente para decidir a melhor relação custo X benefício (conforto, segurança, garantia, nível de depreciação, aceitação da marca no mercado, qualidade, etc.) e sempre dentro do seu potencial financeiro, lembrando que terá que arcar com despesas adicionais: seguro, licenciamento, IPVA, revisões, manutenções, estacionamento, combustível, etc.

Financeiramente, a troca de carro é um plano previsível e programável. Isso significa dizer que ao invés de pagar um financiamento com altos juros, você pode ir reservando antecipadamente o dinheiro das parcelas durante um período (por exemplo: 2 anos, 4 anos…), e inclusive rentabilizando-o em algum investimento, até chegar o momento do negócio. Comprar à vista é sempre o ideal, mas se não conseguir fugir do financiamento, ao menos dê uma entrada igual ou maior que 50% e negocie taxas melhores no valor residual.

Faça diversas cotações e no caso de financiamento, fique de olho no CET (Custo Efetivo Total, que além dos juros, inclui outras taxas e encargos). Se você não tem pressa na troca, os consórcios podem ser mais vantajosos.

Por último, cuidar muito bem do seu carro lhe valerá um trunfo na hora da revenda, pois minimiza a depreciação e permite vantagem comercial.

SUCE$$O !!

Elaine Mello

Elaine Mello

Por Elaine Mello, da PYXIS_Academia de Investimentos

 

Como reforçar nas redes sociais a ideia de que a mulher é dona do próprio corpo? A ilustradora mineira Carol Rossetti encontrou no desenho a ferramenta certa para lutar contra o machismo e espalhar ideias que tornam a mulher mais livre, segura e feliz.

Da celulite à opção por não ter filhos e do shortinho ao sexo casual, Carol Rossetti usa desenhos e frases certeiros. Mas o feminismo e o empoderamento da mulher não é o único tópico a ser abordado pela arte da mineira.

Na sequência, a ilustradora também abordou temas como o racismo e a homofobia. E se esses problemas são universais, nada mais justo do que permitir que falantes de outras línguas compreendam essas belas ilustrações, não é mesmo? Para isso, ela contou com ajuda na tradução para o inglês e o espanhol, entre outros idiomas.

Confira algumas das ilustrações e compartilhe essa ideia!

Do Hypeness

Catedral

Catedral

Já no escuro, ao fechar os olhos, vejo projetada no avesso das pálpebras a imagem com traços barrocos, grande e clara, de tinta gasta, da minha catedral. Imediatamente me lembro dos sonhos recorrentes de igrejas em cidades desconhecidas por onde passo em um infindo trajeto a cada noite. Chego a alguma cidade estranha por um acaso naturalmente lógico: porque está no meu caminho. Passagem. Me aproximo pelas bordas e sei onde devo ir. Ao centro. Ainda que o lugar não seja meu destino de viagem devo encontrar a igreja principal. É sempre assim. E vou. É uma busca incerta por caminhos presumidos, nunca uma direção exata. Mais intuição que situação. Passo por bairros misteriosos, ruas familiares embora desconhecidas, entro em vielas, e, não raro, encontro becos sem saída. Sendo assim, tenho que atravessar alguma casa de gente estranha. E então, lá do outro lado está o ponto procurado.

Não a procuro propriamente para orações, mas para a devoção ao próprio encontro. Sagrado por si só. Em alguns dos sonhos, porém, não a vejo e somente encontro capelas. Algumas já desativadas, outras em restauração. Me satisfaz poder olhá-las. Localizá-las é o importante. Muitas vezes não é possível e procuro, procuro e saio do sonho frustrada, sabendo que estava por um triz de me deparar com a fachada antiga procurada.

Já vi muitas edificações suntuosas, belas, únicas ou em conjunto. Mas há sempre a principal, cujas torres são amplas e altas como antenas monumentais que me atraem inevitavelmente.

Me lembro das sensações de tantos desses sonhos. As surpresas, o aconchego, o encantamento, a ansiedade por não poder entrar, o receio pelo risco de construções antigas com paredes rachadas, a segurança da proteção de edifícios sólidos e imponentes. Sempre que as vejo, sinto um sorriso no rosto, ou em todo o corpo. É muito viva essa sensação de sorrir com o corpo todo.

Se as maiores me fascinam, as pequenas me encantam por despertarem os mais doces sentimentos. Mas essas são apenas estações do trajeto. Estou sempre em busca da Matriz. E essa palavra contém todo o simbolísmo: a que concebe, abriga e alimenta.

Em viagens que faço procuro por igrejas que me remetam aos sonhos. Quero encontrar materializadas as construções oníricas. Penso que já passei por algumas e que outras me esperam. Onde vivo, não as encontro. São muito modernas as igrejas de Brasília e a minha é tão antiga que talvez por isso muitas vezes eu me sinta desenraizada nessa cidade limpa sem as tintas recobertas e as paredes gastas das cidades visitadas. Alma velha em terra nova. Alma penada que não encontra o seu lugar. Por isso gosto das cidades com ares de passado, das casas antigas, de ruas não pressentidas.

Em breve viajarei e já tenho em mente que chegarei à cidade e buscarei a catedral. É essa que vi de olhos fechados sem nunca tê-la visto mesmo. Estou indo a uma cidade velha, muito velha, e certamente ao andar pelas estreitas ruas passarei por mim. Reconhecerei meu olhar atento e ansioso pelo encontro. Sorrirei pra mim como quem passa por uma conhecida. Quem sabe eu me torne muito minha amiga e ande comigo me mostrando coisas que nunca vi. Talvez eu me traga de volta pra essa casa e me mostre, com outros olhos, a cidade nova que escolhi.

E se aqui não está meu santuário, eu o encontrarei em sonhos.

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa

Valéria Pena-Costa, Artista plástica . Mineira em Brasília.

 

“Pequena Sereia” por Saint Hoax

Um dos jeitos mais bem sucedidos que artistas e ilustradores muitas vezes encontram para divulgar seu trabalho na internet é recriando as Princesas da Disney em diferentes contextos, pois esse tipo de conteúdo é altamente viralizante, por causa da popularidade das personagens. Entretanto, a artista Saint Hoax, decidiu usar as clássicas heroínas para fazer um alerta para um tema muito sério: o abuso infantil.

Ela criou o projeto “Princest Diaries” com o objetivo de chamar atenção para o tema, colocando Ariel, Aurora e Jasmine beijando seus respectivos pais. De acordo com ela, esta é uma “campanha de sensibilização direcionada às crianças que foram vítimas de abuso sexual por um membro da família”, declarou, completando que “o propósito da série é incentivar as crianças a relatarem seus casos para que as autoridades impeçam que isso aconteça novamente”.

As imagens trazem um dado preocupante: 46% das crianças e adolescentes estupradas são vítimas dos próprios familiares, diz a legenda de cada foto, sem se referir a fontes e à região/país a que se referem os dados. Mas infelizmente não é difícil de acreditar na informação. De acordo com um relatório do Ministério da Saúde divulgado no início deste ano, pelo menos 20 crianças de zero a 9 anos de idade são atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) por dia. Em 70% dos casos nessa faixa-etária, o abuso aconteceu dentro da casa da vítima.

A motivação para Saint Hoax criar a campanha foi ter descoberto que uma amiga sua havia sido estuprada aos 7 anos de idade. “Como artista e ativista, eu decidi lançar uma luz sobre o assunto novamente em uma nova forma”, afirmou ao site Huffington Post.

No Brasil, para denunciar qualquer tipo de abuso sexual contra crianças e adolescentes, basta ligar para o número 100, que é o número do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O Huffington Post ainda pontuou um assunto interessante. A própria história da Bela Adormecida em sua origem, relata um episódio de abuso sexual. Antes da trama ser adaptada no filme da Disney ela foi contada em duas versões, pelo francês Charles Perrault e pelos irmãos Irmãos Grimm. Entretanto, tanto Perrault quanto os Grimm se basearam em um conto do italiano Giambattista Basile, publicado no século 17. Ao contrário das versões futuras, na história original, a princesa não era acordada de seu sono eterno pelo beijo do amor verdadeiro, mas sim estuprada pelo rei, seu próprio pai, quando ainda estava inconsciente. Depois de nove meses, ela dá a luz a duas crianças e uma delas a acorda.

Do Adoro Cinema

Veja as outras imagens da campanha no site do artista : http://www.sainthoax.com/

Microchip – Foto Reprodução

Imagine um anticoncepcional que dura 16 anos e fica no seu corpo via microchip. Essa é a premissa de um novo projeto financiado pela Fundação Gates, que procura formas inovadoras para colocar remédios no corpo.

O pequeno chip wireless, de apenas 20 x 20 x 7, poderia liberar remédios no corpo de um paciente durante anos e responder a sinais sem fio remotos caso os médicos queiram alterar ou interromper o tratamento.

O uso mais imediato poderia ser uma substituição mais inteligente para a pílula anticoncepcional padrão. O projeto, patrocinado pela fundação de Bill Gates, busca desenvolver o chip, que iria liberar automaticamente um hormônio anticoncepcional para a corrente sanguínea, durando até 16 anos.

O projeto está planejado para iniciar testes pré-clínicos em 2015 e chegar ao mercado em 2018, mas ainda há muitas perguntas a serem respondidas, incluindo questões de segurança: No início deste ano, a FDA emitiu um aviso nos EUA de que a maioria dos dispositivos médicos eram vulneráveis ​​à pirataria, e a entrega de remédios via controle remoto poderia apresentar uma nova linha perigosa de ataques se os fabricantes não tomarem as devidas precauções.

Do Código Fonte

O Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já tinham em suas fileiras mulheres com a patente

Michelle Howard recebe a quarta estrela de oficial-general do secretário da Marinha, Ray Mabus Foto: Chief Mass Communication Specialist Peter D. Lawlor/U.S. Navy / AP

A Marinha dos Estados Unidos promoveu nessa terça-feira uma mulher para a patente de general quatro estrelas pela primeira vez em seus 238 anos de história, representando um marco para as mulheres dentro das Forças Armadas do país. A almirante Michelle Howard foi promovida para o cargo de vice-chefe de operações navais, de acordo com informações da agência AFP.

Howard ficou conhecida por comandar uma força-tarefa no Golfo de Áden, em 2009, em operação para resgatar o comandante de um cargueiro comercial sequestrado por piratas somalis, o capitão Richard Phillips, episódio que seria retratado nas telas do cinema em filme protagonizado por Tom Hanks.

O secretário da Marinha, Ray Mabus, disse que Michelle Howard mereceu a promoção por conta de uma “brilhante carreira naval”, e classificou o episódio como um marco histórico. Jonathan Greenert, almirante-chefe da Marinha, disse que a colega é um modelo e está preparada para carregar o fardo muito bem.

A promoção segue uma recente decisão de comandantes de permitir a presença de oficiais mulheres em submarinos e em operações de combate, postos até então exclusivos para os homens. Mulheres foram admitidas em navios de guerra e jatos de combate em 1993.

Apesar do ineditismo na Marinha, o Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já têm em suas fileiras mulheres com a patente de general quatro estrelas.

Do Terra

Boko Haram

Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de 60 mulheres e adolescentes foram sequestradas em uma série de ataques atribuídos ao grupo islamista armado Boko Haram no nordeste da Nigéria, anunciaram fontes do governo local e vários moradores.

As mortes e sequestros aconteceram durante uma série de ataques cometidos na semana passada na área de Kummabza, na localidade de Damboa, estado de Borno.

O ministério da Defesa da Nigéria anunciou na segunda-feira (23) no Twitter que tentava confirmar as várias informações sobre sequestros de jovens em Borno.

De acordo com uma fonte do governo de Damboa, que pediu anonimato, “mais de 60 mulheres foram atacadas e levadas à força pelos terroristas”.

Um membro do conselho de direção local, Modu Mustapha, não confirmou ou desmentiu a informação.

O líder de uma milícia local, Aji Khalil, confirmou que “mais de 60 mulheres foram sequestradas por terroristas do Boko Haram”.

Um morador refugiado em Maiduguri, capital do estado de Borno, que também pediu anonimato, afirmou que “mais de 30 homens morreram durante o ataque que durou quase quatro dias”. “Depois os criminosos tomaram toda a aldeia como refém durante três dias”, disse.

Quem são os extremistas?

O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009.

Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro departamentos de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte.

Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria.

Para Mohammed Yusuf, fundador da seita, os valores ocidentais, instaurados pelos colonizadores britânicos, são a fonte de todos os males sofridos pelo país. Ele atraiu a juventude de Maiduguri, capital do estado de Borno, com um discurso agressivo contra o governo da Nigéria.

Segundo informações da agência AFP, o grupo recruta novos membros principalmente entre os “almajirai”, estudantes islâmicos itinerantes, que não tiveram acesso a uma educação de qualidade. Também recebe apoio de intelectuais que consideram que a educação ocidental corrompe o Islã tradicional.

Do G1

Foto: Getty Images

De acordo com o estudo, eventos familiares traumáticos são mais nocivos para as meninas que para meninos

É inegável que crianças que testemunham a violência doméstica carregam cicatrizes emocionais, mas um novo estudo publicado na revista Pediatrics descobriu que ver os familiares sendo feridos também pode causar uma “cicatriz” no DNA. As informações são do Daily Mail.

Jovens que presenciam a violência doméstica ou o suicídio em casa têm os genes mais limitados que aqueles criados em famílias estáveis.

Cientista da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, descobriram que essa condição prejudica os telômeros, estrutura que impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com a de outro. Telômeros mais curtos estão ligados ao declínio cognitivo, diabetes, doença mental, doenças cardíacas e excesso de peso.

Para o estudo, pesquisadores coletaram amostras genéticas de 80 crianças com idades entre 5 e 15 anos. Eles também entrevistaram os pais sobre seus ambientes domésticos, bem como a exposição dos filhos a situações traumáticas.

“Momentos familiares estressantes, como testemunhar um membro da família se machucando, criaram um ambiente que afeta o DNA dentro das células das crianças “, disse Stacy Drury, autor do estudo. “Quanto mais essas crianças presenciavam um momento estressante, mais curtos eram seus telômeros – e notamos isso depois pesquisar muitos outros fatores, incluindo o nível socioeconômico, escolaridade materna, idade dos pais e idade da criança, explicou.

O estudo mostrou ainda que eventos familiares traumáticos são mais nocivos para as meninas, mais propensas a ter telômeros encurtados que os meninos.

Do Terra

Ig
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