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Presidente participa da cúpula Brasil-União Europeia, realizada em Bruxelas

Presidente do Conselho da UE, Herman Van Rompuy e Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso recebem a presidente Dilma Crédito: GEORGES GOBET / AFP /CP

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta manhã desta segunda-feira, em Bruxelas, na Bélgica, que a superação da crise na zona do euro “é fundamental para garantir o vigor da economia mundial”. “O Brasil tem interesse direto na recuperação da economia europeia, haja vista a diversidade e a densidade dos laços comercias e investimentos”, disse, ao lado do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Von Rompuy, em declaração conjunta após participar da cúpula Brasil-União Europeia.

Segundo Dilma, o Brasil resistiu aos efeitos “da pior crise mundial desde 1929″. “Nós resistimos a seus priores efeitos graças a políticas que garantiram emprego e renda”, destacou. A presidente garantiu ainda que o governo brasileiro considera que “política fiscal é e continuará sendo importante”.

Destacando feitos econômicos do seu governo, Dilma afirmou que o Brasil conseguiu manter a inflação dentro do controle, de acordo com o regime de metas estabelecido, e que o País alcançou uma melhora nas contas públicas. “Nosso sistema financeiro é sólido e nossas reservas estão em torno de US$ 376 bilhões”, afirmou. De acordo com a presidente, essa reserva dá “tranquilidade” ao Brasil para enfrentar novas turbulências.

A presidente exaltou ainda a ascensão de 42 milhões de brasileiros à classe média e a geração de 4,5 milhões de empregos entre 2011 e 2013. Segundo Dilma, “essa nova realidade brasileira justifica o importante fluxo de investimentos que recebemos nos últimos anos”.

Dilma afirmou que a participação de investidores privados europeus no Brasil tem sido muito importante. “O relacionamento comercial entre Europa e Brasil é especial”, afirmou, destacando os investimentos recíprocos. “A União Europeia continua sendo nosso principal parceiro”, disse. “E o Brasil tem se consolidado como importante investidor na União Europeia.

A presidente Dilma Rousseff aproveitou também a oportunidade para criticar e dizer que estranha a contestação da Europa na Organização Mundial do Comércio (OMC) de “programas essenciais para a economia brasileira”. “Eu me refiro ao Inovar-Auto e ao Programa da Zona Franca de Manaus”, disse. Segundo ela, o Inovar-Auto é um importante programa tecnológico do Brasil e a Zona Franca é “fundamental para conservarmos a floresta (amazônica) em pé”.

Para Dilma, é estranho que a União Europeia conteste a proposta da Zona Franca de Manaus, que é focada em uma produção ambientalmente limpa. “A Zona Franca de Manaus não é uma zona de exportação. É de produção para o Brasil e nela se gera emprego e renda”, destacou.

A presidente destacou ainda que a região, que tem a maior floresta tropical do mundo, precisa ser preservada também por questões ambientais, como evitar a emissão de gases de efeito estufa. “Portanto, ela (a zona Franca) tem um objetivo, que é evitar o desmatamento”, reforçou.

Do Correio do Povo

A presidenta diz que a produção de grãos no Brasil será recorde este ano. Wilson Dias/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (17) que a produção brasileira de grãos será recorde em 2014 e deve atingir mais de 193 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento. “O Brasil vai alcançar, com esse recorde, a liderança mundial na produção de soja, mostrando a força da agricultura brasileira, o que é muito importante para o crescimento do país, também para o abastecimento interno, para as exportações brasileiras e, assim, para o saldo da balança comercial”.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma informou que a safra recorde de 2013/2014 é o resultado do esforço conjunto dos produtores, do desenvolvimento de novas tecnologias para o campo e do apoio dado pelos programas do governo aos agricultores. “Nós colocamos R$ 136 bilhões à disposição dos médios e dos grandes produtores rurais para a safra 2013/2014. Nós colocamos também R$ 21 bilhões para a agricultura familiar”, disse.

Segundo a presidenta, dos R$ 136 bilhões para o agronegócio, mais de R$ 91 bilhões de crédito já foram contratados pelos produtores. Ela destacou que houve um aumento de 50% em relação ao que foi contratado no mesmo período de 2012.

Dilma ressaltou que foi possível alcançar esse resultado porque o governo, além de aumentar o crédito, reduziu os juros e ampliou os prazos do financiamento. Ela lembrou o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Modefrota), que permitiu uma verdadeira transformação na agricultura por meio do crédito barato para a compra de máquinas mais modernas.

A presidenta informou que apenas os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outros fundos para a compra de máquinas e equipamentos já somam R$ 8,7 bilhões ainda na metade da safra. De acordo com ela, 83 mil máquinas agrícolas foram vendidas no ano passado, um crescimento de mais de 18% em relação a 2012. “Nas últimas duas décadas, nossa produção de grãos aumentou 221%, enquanto a área plantada cresceu 41%”.

Dilma disse que o governo tem um programa específico para os médios produtores, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Para financiá-los, nós colocamos mais de R$ 13 bilhões de crédito com juros reduzidos. Baixamos os juros de 5% para 4,5% ao ano e ampliamos os limites de financiamento”. Segundo a presidenta, R$ 9,3 bilhões de crédito já foram contratados pelos médios produtores nesta safra. “Um terço desse crédito foi usado na compra de máquinas e na melhoria das propriedades”.

Para apoiar os agricultores na adoção de práticas sustentáveis de produção, Dilma destacou que foi criado o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que, nesta safra, já tem R$ 4,5 bilhões disponíveis. “Com o Programa ABC, os agricultores têm crédito em condições muito favoráveis: juros de 5% ao ano e prazos de pagamento entre cinco e oito anos”, disse. Os objetivos do programa são diminuir a emissão de gases de efeito estufa, preservando os recursos naturais, e elevar a produtividade da agricultura.

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O Sovereign Grant financia os deveres oficiais da rainha (Foto: Reuters)

Comissão parlamentar critica Casa Real por rombo de R$ 8,4 mi em contas de Elizabeth 2ª e sugere extensão de abertura de Buckingham a visitantes.

O Palácio de Buckingham deveria ser aberto para receber visitantes pagantes quando a rainha não estiver na residência, sugere um relatório preparado por uma comissão do Parlamento britânico.

O Comitê de Contas Públicas fez a sugestão após analisar os gastos da Casa Real, departamento que gerencia e administra os negócios oficiais da rainha Elizabeth 2ª.

O relatório concluiu que as contas deixaram um rombo de 2,3 milhões de libras (cerca de R$ 8,4 milhões) no Sovereign Grant, fundo de 31 milhões de libras (cerca de R$ 124 milhões) de dinheiro público dado à rainha todo ano para gastar em suas funções oficiais.

O dinheiro, repassado pelo Tesouro, é usado para pagar os gastos com compromissos oficiais, funcionários e a manutenção dos palácios. O rombo teve que ser coberto com um fundo de reserva.

O comitê criticou a Casa Real pelo rombo. A presidente do comitê, a deputada trabalhista Margaret Hodge, disse que havia ‘enorme margem para poupança’ nos gastos da monarca.

“Não estamos acusando ninguém de desregramento, o que estamos dizendo é que não achamos que a rainha esteja sendo bem servida pela Casa Real e pelo Tesouro”, disse a deputada trabalhista ao programa Today, da Radio 4 da BBC.

Para Hodge, a Casa deveria mostrar “mais firmeza” na elaboração de contingências para lidar com rombos e orçar custos de reformas e consertos, e o Tesouro teria o “dever de estar ativamente envolvido em revisar os planos e a administração financeira da Casa”.

Hodge disse que a Casa Real escapou das medidas de austeridade impostas ao setor público, reduzindo os gastos em apenas 5% nos últimos seis anos.

“Eles mantiveram a mesma quantidade de funcionários que tinham há cinco anos, por isso acho que eles podem colocar mais dinheiro, e eles certamente devem lidar com as propriedades do patrimônio histórico.”

Ela acrescentou: “A rainha pode atrair renda, com os visitantes do Palácio de Buckingham, mas o Palácio de Buckingham está aberto apenas 78 dias por ano, e recebe apenas cerca de meio milhão de visitantes.”

“Compare isso com a Torre de Londres – eles recebem mais de 2 milhões de visitantes.”

Ela disse que aumentar o número de visitantes anuais ajudaria a pagar por melhorias para reduzir as contas de electricidade e gás, e serviria para financiar melhorias tanto para o Castelo de Windsor quanto para o Mausoléu da rainha Victoria e do príncipe Albert, que está esperando há 18 anos por reparos.

As “salas de Estado” do Palácio de Buckingham – projetadas para monarcas “receberem, recompensarem e entreterem seus súditos e dignitários em visita’” – são abertas ao público pagante todo ano durante agosto e setembro, desde 1993.

Inicialmente, essa receita ajudou a pagar pela restauração do castelo de Windsor, que foi danificado por um incêndio em novembro de 1992, e hoje vai para a instituição de caridade Royal Collection Trust, que administra a Royal Collection – “uma das coleções de arte mais importantes do mundo”.

O Sovereign Grant foi de 31 milhões de libras (R$ 124 milhões) no ano passado e deve subir para 37,9 milhões de libras (cerca de R$ 151 milhões) em 2014-15.

Do G1

Cuba

Em seu primeiro compromisso oficial em Cuba, nesta segunda-feira (27), a presidenta Dilma Rousseff classificou como injusto o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde os anos 60. “Mesmo sendo submetido ao injusto bloqueio econômico, Cuba gera um dos três maiores volumes de comércio do Caribe”, lembrou a brasileira durante discurso de inauguração da primeira etapa do Porto de Mariel, a 45 quilômetros de Havana, capital do país.

O porto custou US$ 957 milhões e, deste total, US$ 682 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o Blog do Planalto, para liberar o financiamento, o banco exigiu como contrapartida que, pelo menos, US$ 802 milhões fossem gastos no Brasil, na compra de bens e serviços nacionais. Os presidentes Evo Morales (Bolívia) e Nicolas Maduro (Venezuela), participaram da inauguração.

A área do porto equivale a 450 quilômetros quadrados e, durante sua construção, foram criados 150 mil empregos no Brasil, diretos e indiretos. Segundo Dilma Rousseff a expectativa é que com a entrada em operação do porto e da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel o desempenho de Cuba aumente substancialmente.

A presidenta adiantou que o BNDES vai financiar a segunda etapa de construção do porto com US$ 290 milhões. “Várias empresas brasileiras manifestaram interesse em instalar-se na zona especial”, garantiu.

Outro ponto destacado por Dilma foi o pontencial de comércio entre os dois países. Segundo ela, há “grandes oportunidades de desenvolvimento” nos setores de equipamentos para a saúde, medicamentos e vacinas. “O Brasil quer se tornar um parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que uma maneira de estimular a aliança é aumentar o fluxo bilateral de comércio”, disse a presidenta, que vai enviar um grupo de empresários brasileiros a Cuba.

Dilma aproveitou a cerimônia para agradecer o envio de profissionais para o Programa Mais Médicos. Desde o lançamento do programa, Cuba enviou 5,3 mil médicos para trabalhar nas periferias de grandes cidades e interior do Brasil. “A participação dos médicos cubanos é amplamente aprovada pelo povo brasileiro e é uma prova efetiva de solidariedade e coooperação que preside a relação entre os nossos países”, reforçou.

Amanhã (28) a presidenta participa da abertura da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. O encontro marca a volta de Cuba aos organismos de integração regional. O país foi suspenso da Organização dos Estados Americanos em 1962, e agora ressurge como país anfitrião da cúpula, que vai reunir 33 chefes de Estado e de governo e tem como tema a redução da pobreza e o combate às desigualdades regionais.

Da EBC

A presidente Dilma Rousseff durante discurso nesta sexta-feira (24), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (23),em pronunciamento no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que os países emergentes continuarão a ter papel estratégico na economia global, liderando em capacidade de investimento e consumo.

Dilma participa pela primeira vez do evento, que recebe chefes de Estado e líderes empresariais das principais economias mundiais. A estreia da presidente no Fórum acontece em um momento de pouca confiança dos investidores internacionais com o futuro de diversos países emergentes, cujo crescimento indica desaceleração.

Segundo Dilma, é apressada a tese que, depois da crise econômica mundial, as economias emergentes serão menos dinâmicas. “O horizonte dos emergentes aponta na direção das oportunidades.”

A presidente disse que a confiança é indispensável para que o mundo se recupere completamente da crise financeira global de 2008, “a mais profunda e complexa desde 1929″, disse.

“A saída definitiva da crise requer enfoque que não privilegia apenas o curto prazo. É imprescindível resgatar horizonte de médio e longo prazos.”

Dilma citou também as manifestações que ocorreram no país em junho de 2013, e disse que seu governo não reprimiu, mas, pelo contrário, “ouviu e compreendeu a voz das ruas”. “Criamos cidadãos com mais consciência e parte deles esteve nas manifestações de junho. Essas manifestações fazem parte do processo democrático”, disse.

A presidente aproveitou o discurso para reiterar que o Brasil está preparado para receber a Copa do Mundo deste ano.

Dilma aponta Brasil como ampla fronteira de negócios

A presidente focou parte do seu discurso nas oportunidades de negócios que o país oferece.

“O Brasil é hoje uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios. Nosso sucesso nos próximos anos estará associado à parceria com os investidores de todo o mundo”, disse.

Ainda segundo a presidente, o Brasil sempre recebeu bem o investimento externo em seu governo.

“Meu governo adotou medidas para facilitar ainda mais essa relação. Aspectos da conjuntura recente não devem obscurecer essa realidade. Como eu disse até aqui o Brasil precisa e quer a parceria com o investimento privado nacional e externo”, afirmou.

Dilma disse ainda que o Brasil está empenhado nas negociações do Mercosul com a União Europeia para acordos comerciais.

Dilma diz que inflação e despesas do governo estão sob controle

A presidente afirmou, ainda, que a inflação brasileira está sob controle.

“A inflação permanece sob controle desde 89 e segue o regime de metas. Nos últimos anos, perseguimos o centro da meta e trabalhamos para lograr a meta. Os resultados estão dentro do limite do regime monetário”, disse.

Segundo Dilma, “as elevadíssimas taxas de inflação dos anos 80 e 90 ensinaram o poder destrutivo do aumento dos preços”.

“A estabilidade é hoje um poder central da nossa moeda e da nossa nação”, afirmou.

De acordo com a presidente, as despesas do governo federal em seu mandato estão controladas, e, como consequência, isso levou à diminuição da dívida do setor público.

(Com Reuters)

Do UOL

Fórum Econômico Mundial – Davos

A participação da presidenta Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial é esperada ansiosamente por 2.500 líderes políticos, de negócios, da sociedade civil e da academia. A afirmação é do fundador e presidente executivo do Fórum, Klaus Schwab. O evento foi aberto hoje (22) em tom de cautela com relação à recuperação econômica global.

Em entrevista ao Blog do Planalto, Schwab disse esperar que Dilma discorra sobre as políticas que está preparando para que os pobres não sejam excluídos do desenvolvimento econômico. Além disso, o idealizador do encontro disse que ele e os participantes estão “ávidos para ouvir a presidenta sobre suas políticas de inclusão social, porque a inclusão social é o problema que está em mente para os participantes do fórum anual em Davos”.

A presidenta participa do evento na sexta-feira (24), quando vai discursar na plenária e se reunir com representantes do setor privado. Dizendo que o Brasil tem um futuro “bastante promissor”, o presidente do Fórum afirmou querer saber “como o Brasil vai assumir seu papel como uma grande potência no mundo”.

“Nós também estamos ansiosos por ouvir dela sobre suas políticas futuras, que precisam relançar objetivos e, ao mesmo tempo, garantir que todos os pobres que hoje são deixados à margem do desenvolvimento econômico serão integrados ao sistema de bem-estar social”, declarou Klaus Schwab.

Com o tema A Reconfiguração do Mundo: Consequências para Sociedade, Política e Negócios, a reunião anual do Fórum vai discutir o crescimento inclusivo, a inovação e as expectativas da sociedade e sustentabilidade. O evento reúne, desde 1971, lideranças governamentais, empresários e acadêmicos em discussões sobre os principais temas da agenda internacional.

Da Agência Brasil
Michelle Bachelet - Foto: independenciasulamericana.com.br

Michelle Bachelet – Foto: independenciasulamericana.com.br

A presidenta Dilma Rousseff telefonou há pouco para a presidenta eleita do Chile, Michelle Bachelet, para cumprimentá-la pela vitória nas eleições de ontem (15).

A presidenta cumprimentou Bachelet pelo “ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas”. A socialista obteve 63% dos votos no segundo turno, derrotando a adversária Evelyn Matthei. Bachelet é a primeira mulher a ser reeleita no Chile, após governar o país entre 2006 e 2010.

Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, a ligação durou cerca de cinco minutos e Dilma manifestou o desejo de que o “Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte”. De acordo com o Blog do Planalto, a presidenta brasileira também confirmou presença na posse de Bachelet, marcada para 11 de março de 2014.

“Bachelet agradeceu o telefonema e disse que pretende trabalhar em estreita parceria com o Brasil após assumir a Presidência do Chile”, informa o blog.

Pela manhã, Dilma disse, pelo Twitter, que Brasil e Chile têm muito a cooperar e construir juntos e que está certa de que seu governo e o de Bachelet vão aprofundar ainda mais as relações entre os dois países.

Da Agência Brasil 

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Foi numa crônica de Fernando Sabino —‘O Império da Lei’, de 1962— que surgiu pela primeira vez a tese de que no Brasil as leis são como vacinas. Umas pegam. Outras, não. No momento, nem a Constituição pega integralmente. Promulgada ao som de trombetas em 2 de abril, a chamada PEC das Domésticas, emenda constitucional que equiparou os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores, revelou-se uma vacina fraca.

Para sair do papel, a extensão dos direitos trabalhistas aos domésticos depende da aprovação de uma lei que os regulamente. O Senado já aprovou (leia resumo na ilustração do rodapé). Deu-se em 11 de julho. O texto foi enviado à Câmara. Já lá se vão cinco meses. E nada de votação. Na última segunda-feira (9), uma conversa telefônica de Dilma Rousseff com o deputado Henrique Eduardo Alves eliminou as últimas esperanças de que a nova lei pudesse ser votada ainda em 2013.

Dilma tocou o telefone para o presidente da Câmara antes de embarcar para os funerais de Nelson Mandela, na África do Sul. Era aniversário de Henrique. Depois de ouvir os ‘parabéns’, o deputado pediu um presente. “Qual?”, quis saber Dilma. O interlocutor encareceu que a presidente retirasse o selo de urgente de um lote de projetos enviados pelo Executivo ao Legislativo.

Quando um projeto tramita sob o signo da urgência constitucional, obstrui o trabalho do plenário se não for votado. Henrique explicou para Dilma que gostaria de liberar a pauta da Câmara para votar propostas de grande apelo popular. Entre elas o projeto de lei que regulamenta os direitos dos empregados domésticos.

Dilma respondeu que não pode retirar a urgência do projeto do marco civil da internet. Por quê? Ela alega que mencionou a novidade em discurso que fez na ONU. Acha que vai ficar mal com a “comunidade internacional”. Como não há consenso em relação à regras da internet, nenhum outro projeto será votado na Câmara em 2013.

Assim, foi adiada para 2014, sem uma data especíifica, a prometida alforria dos trabalhadores domésticos. Excetuando-se a jornada de trabalho, agora limitada a 44 horas semanais e oito diárias, todos os outros direitos dependem de regulamentação —do FGTS ao seguro desemprego.

Do Blog do Josias

Mary Barra, 51, nova presidente-executiva da General Motors Divulgação/GM Corp

A montadora General Motors, sediada nos Estados Unidos, anunciou, nesta terça-feira (10), Mary Barra, 51, como a nova presidente-executiva da companhia. Barra substituirá Dan Akerson a partir de janeiro.

Akerson se retira da companhia depois que sua mulher descobriu um câncer em estágio avançado.

Segundo a CNN, é a primeira mulher à frente de uma grande montadora americana.

Barra, que era vice-presidente de desenvolvimento global de produtos, tem 33 anos de experiência no setor. Mark Reuss, 50, a substituirá na função.

No Brasil, a GM já teve duas mulheres no comando da operação. Grace Lieblein foi presidente para a região por pouco menos de um ano até ser promovida à vice-presidência global de vendas. Antes dela, a companhia esteve sob a liderança de Denise Johnson, que pediu demissão após oito meses no cargo para voltar aos EUA.

Desafios

Barra terá de lidar com a queda de lucros da operação da empresa nas operações fora dos Estados Unidos.

No último dia 5, a montadora anunciou que vai desistir da marca Chevrolet na Europa até o final de 2015 para concentrar recursos no desenvolvimento da Opel e Vauxhall. Também há a expectativa da empresa reduzir sua produção na Austrália e Coreia do Sul.

Em meio a um processo de recuperação judicial, o Tesouro americano adquiriu uma fatia da companhia e agora se prepara para vendê-la, o que aumenta a pressão de investidores sobre resultados da empresa.

No último trimestre, o lucro da montadora caiu, mas as operações americanas apresentaram um bom desempenho. No Brasil, as vendas de veículos chegaram ao seu auge e entram agora em uma trajetória de queda.

No acumulado de janeiro a novembro, as vendas de automóveis, comerciais leves e veículos pesados registram retração de 0,8% ante o mesmo período do ano passado­.

Mary Barra

Com mais de três décadas de experiência na GM, Barra se tornou uma das mulheres mais importantes no setor. Neste ano, ocupou o 35º lugar no ranking da revista “Forbes” das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Em 2012, estava na 41ª posição.

Barra começou sua carreira na montadora em 1980, aos 18 anos, na divisão Pontiac. Ela estudava no então Instituto General Motors, hoje Universidade de Kettering, onde tirou um diploma em engenharia elétrica. O valor que recebia ajudou a pagar seus estudos. Mais tarde, fez seu MBA na Universidade de Stanford.

Além de ser a nova presidente-executiva, ela também atua como membro do Conselho de Curadores da Universidade de Kettering e integra a divisão da GM para a Universidade de Standford e Universidade de Califórnia em Berkeley. Casada, é mãe de dois filhos.

Da Folha.com

Fabrica Dimensão Máquinas – Foto UOL

Em meio às faíscas e ao barulho da linha de produção, lábios com batom e rostos maquiados. Na fábrica de equipamentos industriais Dimensão Máquinas, em Trindade (GO), são as mulheres que fazem o trabalho pesado.

Desde que passou a contratar força de trabalho feminina para atuar na linha de produção, em 2009, o empresário Francisco Luciano Alves de Jesus, 37, diz que a produtividade aumentou e os negócios começaram a prosperar.

Jesus diz que, enquanto três homens demoravam 45 dias para produzir um equipamento, o mesmo número de mulheres fazia o serviço em metade do tempo. No ano, eles produziam a média de oito peças e elas, 16.

“Com os homens, tinha dificuldade para dividir tarefas porque eles eram mais orgulhosos. Já as mulheres trabalham melhor em equipe, o que possibilitou o aumento no quadro de funcionários e, consequentemente, a produtividade.”

Em quatro anos, o número de funcionárias e o faturamento da fábrica triplicou, segundo o empreendedor. Enquanto em 2009, a receita anual do negócio era de R$ 200 mil, a arrecadação de 2013 já superou os R$ 600 mil.

A mudança começou quando o empresário precisou de apoio na produção para dar conta dos pedidos. “Na época, só tinha eu e três homens na produção. Pedi para a secretária dar uma força e ela gostou do trabalho. Conforme a empresa foi crescendo, comecei a contratar apenas mulheres”, diz.

A secretária, que hoje não trabalha mais na fábrica, gostou da atividade e pediu para permanecer na linha de produção, segundo Jesus. Depois dela, outras secretárias foram contratadas, mas também pediram para mudar de setor.

De acordo com o empresário, a inclusão de operárias na produção começou a incomodar os homens. “Eles não aceitaram ter mulheres na mesma função e com o mesmo salário. Em um ano, os três pediram demissão”, declara.

Hoje, a empresa tem 11 funcionárias e quatro estagiárias e fabrica oito peças por mês. As funções são de soldadora, eletricista, montadora, torneira mecânica e pintora. Nenhum homem, além do proprietário, trabalha na empresa.

Funcionárias são vaidosas e ganham ‘vale-salão’

Para premiar a equipe quando uma meta é atingida, o empreendedor criou o “vale-salão”. Elas ganham de R$ 50 ou R$ 100 por mês como motivação quando batem a meta.

“O salão de beleza é apenas uma sugestão para uso do dinheiro, mas elas podem gastar o benefício como quiserem”, afirma.

Segundo Jesus, apesar de as funcionárias terem liberdade para usar o dinheiro para comprar o que quiserem, na maioria das vezes elas utilizam o bônus no salão de beleza.

Além do “vale-salão”, o empresário disponibiliza estojos com batom, rímel e cremes para as operárias retocarem a maquiagem durante o expediente.

“Ainda que tenhamos de usar uniforme e o trabalho seja um pouco desgastante, não deixamos de lado nossa vaidade”, declara a gerente de produção Joice Ioleni da Silva, 26.

Ambiente misto favorece troca de ideias na empresa

Para a consultora do Sebrae-GO (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás) Paula Cristina Borges Gomide, as mulheres têm algumas virtudes inatas, como maior capacidade de concentração e de executar várias tarefas ao mesmo tempo.

No entanto, segundo Gomide, não dá para dizer que os homens estavam impedindo o crescimento da empresa. “As mulheres souberam preencher falhas que os antigos profissionais deixaram, provavelmente porque estavam desmotivados”, diz.

A gerente nacional de recrutamento e seleção do grupo Manpower, Lisângela Melo, afirma que a contratação de profissionais não deve levar em consideração características como sexo, idade, altura, peso, etnia ou religião. A competência deve ser o quesito principal.

“Um ambiente misto, com homens e mulheres, jovens e profissionais experientes, é sempre o mais indicado, pois favorece a troca de ideias e faz com que um problema seja analisado com olhares diferentes”, declara.

Do Uol

Ig
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