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O que é o Parto Humanizado?

Parto Humanizado. Foto Revista Pais e Filhos

Parto Humanizado. Foto Revista Pais e Filhos

Entrevista com Dr. Alberto Guimarães, obstetra e ginecologista.

Por que no Brasil, ao contrário da maioria dos países de primeiro mundo, o percentual de cesariana é tão alto e o de parto normal tão baixo?

São muitos os fatores que colaboram para a alta taxa de cesarianas como a excessiva medicalização do parto, e a relação custo x tempo para os médicos (comodidade dos obstetras) comodidade das mulheres ;medo que as mulheres sentem por causa da nossa cultura ; despreparo de obstetras que seguem evidências científicas desatualizadas para indicar cesarianas ;a idéia de que a tecnologia evoluiu tanto que a cesariana se tornou tão segura quanto um parto normal creio que estão entre os principais.

 Quais as vantagens do Parto Humanizado para as crianças?

No trabalho de parto natural e espontâneo o bebê recebe uma carga de hormônios que vão permitir que ele faça o caminho do nascimento com mais força , e também vão fazer as sinapses dos sistemas de seu corpo . Uma recepção (acolhimento) calorosa.

Como as mamães podem se preparar durante a gestação para o Parto Humanizado?

Através de leitura e informação confiável, grupos de apoio a gestantes e cursos especializados. Também é recomendável uma prática de atividade física, como yoga, ginástica ou pilates, etc.

Em Brasília já existem hospitais que aceitam a modalidade?

Em Brasília tem a importante atuação da Rehuna, e o Hospital Daher, mas não sei se continua ativo.

Qual o papel da Doula neste processo?

A Doula acompanha a mulher em todo período da gestação com informações, no trabalho de parto e no parto, oferecendo massagem, técnicas naturais de alivio à dor, apoio físico e emocional, transmitindo confiança , além de fazer companhia à mulher lembrando sempre do foco neste momento, que é o nascimento do bebê.

Quais os grandes tabus em relação ao Parto Normal?

Medo da dor, influências culturais negativas, falta de confiança na capacidade do corpo da mulher em parir.

Ouve-se muito, de gestantes, ou mulheres que tiveram filho recentemente, que elas têm (ou tiveram) medo do parto normal modificar a estrutura do corpo, de “afrouxar” a musculatura da mulher.Por isso preferiram a cesárea…

Esta afirmação não está baseada em resultado de pesquisas sérias e idôneas, o corpo da mulher é preparado para fazer o bebê nascer e tem alto poder de recuperação.

Quais as variáveis (peso adequado, preparação, genética…) que podem contribuir para o sucesso de um Parto Humanizado?

Uma preparação adequada e uma equipe treinada

Perguntas feitas por uma gestante no final do período:

Posso optar por ficar em qualquer posição? Cócoras, dentro da banheira ou do jeito que for mais confortável?

Sim, a assistência humanizada ao parto prevê liberdade da mulher no trabalho de parto e no parto para ficar na posição que preferir.

O bebê vem direto para o meu colo? Isso não atrapalha para limpar as vias aéreas ? Ele pode mamar imediatamente?

Quantas pessoas podem assistir? Gostaria de ter meu marido, minha mãe, minha irmã e minha sobrinha… todos no quarto.

O bebê nasce e vem direto para o colo da mãe, e é incentivado a mamar. Este primeiro contato é fundamental para fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e marca o início da família. O pai também participa.

Quanto à presença de mais pessoas na sala de parto, entendemos o parto como um evento íntimo e familiar, preservando a privacidade do casal neste momento.

É difícil conseguir a sala de Parto Humanizado?

Não é difícil, mas contando com equipe treinada, o parto humanizado pode acontecer na sala cirúrgica, com algumas adaptações.

Posso colocar música? Acender velas? Fazer um clima?

Se for na LDR sim.

Posso tomar uma peridural levezinha, só para aliviar a dor, mas sem perder as pernas e as contrações? Isso traria consequências para o bebê?

Se quiser pode ser feita a analgesia de parto, e neste caso faz diferença a

quantidade de medicação utilizada.

   Eu quero que o bebê venha direto para o meu colo, mas tenho medo que isso cause algum problema. Quanto tempo o bebê pode ficar comigo sem ser prejudicial?

Não há problema do bebê vir direto para o colo da mãe. O neonatologista

estará na sala para os exames iniciais  garantindo segurança .

 É verdade que o médico espera o cordão parar de pulsar para que possa ser cortado?

Posso levar profissionais para filmar e fotografar?

É importante esperar o cordão umbilical para de pulsar para garantir um aporte de nutrientes para o bebê.

Alguns hospitais dispõem de equipes para filmagem e fotografia

O Parto Humanizado é, na verdade, o parto da época da vovó, só que com  médico e dentro do hospital?

Não tenho coragem de fazer em casa, mas poderia?

O parto humanizado devolve o protagonismo da mulher, com toda segurança e uso da tecnologia quando preciso. O parto também pode acontecer em casa, com parteiras e obstetrizes com a maior segurança.

Saiba mais acessando o site do Dr. Alberto Guimarães

Agradecemos a contribuição da jornalista Jamila Gontijo e da gestante Flávia Rosa Costa que nos enviaram as perguntas.

Arte RatoFX

O ovário é um órgão complexo que, durante toda a sua existência, poderá abrigar diversas doenças, inclusive tumores. O número de tumores que podem acometer os ovários é muito amplo. Por isso é tão difícil diferenciar um tumor benigno de um maligno.

 Sintomas

Os sintomas que costumam levar à investigação diagnóstica do câncer de ovário são a dor pélvica, dor durante a relação sexual, aumento progressivo do volume da barriga, alterações no ritmo alimentar (perda de apetite ou rápido empachamento logo após as refeições), e aumento da frequência urinária. Sempre que esses sintomas persistem por algumas semanas, é hora de buscar ajuda médica. Embora o público-alvo sejam mulheres na menopausa, esses sintomas também podem acometer pacientes jovens.

Na sua evolução, o câncer de ovário costuma ser uma doença silenciosa – com os sintomas maiores surgindo já em estágio mais avançado e dificultando as chances de tratamento e cura. Por isso, é importante que as mulheres estejam sempre atentas. Felizmente, a incidência desse tipo de câncer não é alta – ao contrário dos cistos, que são muito comuns.

Exame de Ultrassom

De acordo com o doutor Osmar Saito, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, algumas características percebidas no exame de ultrassom apontam claramente as diferenças entre cisto e tumor. “O cisto ginecológico simples geralmente é formado por líquido de aspecto homogêneo, sem vegetações sólidas nas suas paredes internas. Por outro lado, o tumor é uma massa anormal de tecido, geralmente sólida, mas que poderá conter alguma quantidade de líquido também. Vale ressaltar que nem todos os nódulos com vegetações são malignos”, diz o médico.

 Endometriose

Uma doença que assola grande parte das mulheres jovens é a endometriose – que poderá apresentar cistos com septos e conteúdo espesso que muitas vezes são muito sugestivas de tumores de natureza maligna. “Nesse ponto, o uso do ultrassom com Doppler colorido poderá identificar, dentro das vegetações ou septos, vasos arteriais. Outros tumores que atingem as mulheres jovens são os teratomas, cujo componente maior é a gordura, mas poderão ter dentes e, pasmem, até cabelo. Embora benignos, eles poderão sofrer ação gravitacional e torcer o ovário, resultando numa urgência cirúrgica”, afirma o radiologista.

 Menopausa

Na opinião de Saito, o surgimento de cistos com formas bizarras (septos, vegetações internas e líquido espesso) em pacientes na menopausa costuma gerar preocupação, na medida em que podem dar metástases (semeadura de células tumorais) precocemente. “Se diagnosticados a tempo e retirados cirurgicamente, esses tumores costumam ter altos índices de cura. Portanto, o grande aliado da saúde da mulher é o exame médico periódico, seguido de perto dos exames laboratoriais e dos exames de imagem, como o ultrassom”.

Fonte: Dr. Osmar Saito, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo (www.cdb.com.br)

Foto: www.labiem.cpgei.cefetpr.br

A comercialização de próteses mamárias de silicone nacionais e importadas no país está suspensa temporariamente. A interrupção passará a valer amanhã, quando as novas normas serão publicadas no “Diário Oficial” da União.

Pela nova medida, fica obrigatória a certificação dos produtos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Atualmente, as importadoras precisam apresentar somente um certificado do país de origem para conseguir autorização de venda da prótese mamária no Brasil, sendo que os lotes não necessitam ser testados.

Como as regras para coleta de amostras e concessão do certificado de qualidade pelo Inmetro ainda estão em análise, não há prazo definido para que os implantes voltem ao mercado.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Horácio Aboudib, teme que o mercado possa ficar desabastecido durante os próximos dias. “Talvez isso crie problemas, porque não se sabe por quanto tempo as importações ficarão suspensas”, afirmou.

Ainda assim, ele garante que a entidade apoia a mudança. “Nós somos a favor de todas as medidas que visem aumentar a segurança dos pacientes”, disse.

Aboudib também salientou que as fábricas no Brasil já seguiam “normas rigorosíssimas” de qualidade e que será importante impor os mesmos critérios para os implantes vindos do exterior.

Exigências

As novas exigências incluem, por exemplo, a realização de análises laboratoriais para checar a resistência do material e a composição do silicone.

As clínicas que já tiverem comprado a prótese poderão usá-la em futuras cirurgias. No entanto, até que o Inmetro defina como será sua atuação, as importações ficam suspensas.

Para voltar a entrar no país, os produtos estrangeiros já deverão ter passado pela vistoria e credenciamento do instituto — processo que inclui até inspeções na linha de produção do material. Semelhante ao que ocorre com os preservativos importados.

Ao todo, no Brasil, existem 50 tipos de próteses mamárias certificadas pela Anvisa e 24 fabricantes credenciados. Três deles são brasileiros e outros 21, estrangeiros.

A norma da Anvisa define ainda as regras para embalagem e rotulagem e informações de esclarecimento que deverão ser feitas aos pacientes antes da cirurgia.

Pela nova resolução, o cirurgião deverá dizer aos pacientes, com antecedência, quais são os riscos potenciais, as possibilidade de interferência na amamentação, necessidade de avaliação médica periódica e a expectativa de uma nova cirurgia quando o produto chegar ao fim de sua vida útil.

As novas regras foram tomadas depois do escândalo internacional envolvendo a marca francesa PIP (Poly Implant Prothèse) e a holandesa Rofil, acusadas de usar silicone inapropriado aumentando o risco do implante romper ou vazar e provocar problemas de saúde. Calcula-se que 20 mil brasileiras têm implantes das marcas estrangeiras.

No Brasil, o Ministério da Saúde decidiu pela troca das próteses com cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pelos planos de saúde privados desde que houvesse rompimento do silicone.

A fraude de nível internacional mobilizou vários governos europeus como Reino Unido, República Tcheca, Colômbia, Venezuela, Itália, entre outros. Na França, foi ordenada a remoção imediata do produto pelas mulheres.

Da Folha.com

Maternidade

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde indicam que o Brasil pode registrar a maior queda, em termos absolutos, na taxa de mortalidade materna desde 2002, quando o país freou uma fase acentuada de redução dessas mortes.

O país está, porém, longe de atingir a meta para 2015, traçada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2000.

Segundo levantamento do ministério, foram 870 mortes maternas no primeiro semestre de 2010 e 705 no mesmo período de 2011; uma diminuição de 19%.

Os dados completos de 2011, ainda preliminares, fazem o governo acreditar que o país pode encerrar o ano com uma razão de mortalidade de 63 mortes de mães por cada cem mil crianças nascidas vivas.

Isso significaria uma redução de cinco pontos em relação a 2010, queda que não é registrada pelo Brasil desde 2002 (quando a taxa saiu de 80 para 75), explicou o ministro da pasta, Alexandre Padilha. “Demoramos de 2003 a 2010 para ter uma queda de quatro pontos na taxa de mortalidade materna”, disse.

Enquanto os anos 90 registraram uma acentuada queda nesse indicador, os de 2000 foram quase de estabilidade, o que fez pesquisadores apontarem, em 2011, que o Brasil levaria 25 anos para cumprir a meta da ONU, atingindo o indicador apenas em 2040.

“Temos que intensificar os trabalhos nos próximos anos se quisermos atingir os Objetivos do Milênio de chegar a 35 [mortes maternas por cem mil nascidos vivos] em 2015. [Vemos em 2011 uma] intensificação da curva de redução”, admitiu Padilha.

As principais causas de morte materna são hipertensão gestacional, hemorragia, infecção pós-parto, doenças circulatórias pré-existentes e agravadas com a gravidez e aborto.

Do Ambiental Sustentável

Arte RatoFX

A cirurgia de reconstrução de mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer agora é lei no Distrito Federal. O governador Agnelo Queiroz sancionou a resolução no Diário Oficial desta quinta-feira (16/2).

De acordo com o coordenador de Cirurgias Plásticas da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Marcelo Gea, apenas em 2011 foram realizadas 165 cirurgias de implante de próteses mamárias. “Acreditamos que até o fim deste ano iremos acabar com as filas de espera para implantes mamários no DF”, afirma.

Dados da Secretaria de Saúde informam que a média de cirurgias nos anos de 2009 e 2010 somou cerca de 70 procedimentos por ano. Estima-se que cerca de 120 mulheres estejam à espera da colocação de implantes.

Marcelo Gea afirmou que está previsto para a Semana da Mulher, entre os dias 5 e 9 de março, um mutirão para a reconstrução de 50 mamas retiradas por conta do tratamento de câncer.

Em casos de mutilação, a cirurgia é realizada gratuitamente pela rede pública de saúde do DF. As próteses são fornecidas pelo próprio Sistema Único de Saúde, que supervisiona a qualidade do material.

Do Correio Braziliense

Arte RatoFX

O Senado realiza, neste momento, audiência pública para debater a saúde da mama e os problemas causados pela prótese de silicone da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) e da marca holandesa Rofil.

A reunião – que acontece na sala 9 da Ala Alexandre Costa – é promovida por duas comissões da Casa: a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Entre os convidados para o debate estão representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Conselho Federal de Medicina, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Associação das Vítimas da PIP.

A audiência foi solicitada pelos senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ana Amélia (PP-RS) e Paulo Paim (PT-RS).

Da Agência Senado

Arte RatoFX

Mulheres que têm que enfrentar um tratamento de câncer na gravidez podem ficar mais tranquilas quanto ao risco de o bebê ser afetado pela quimioterapia.

Uma série de estudos publicados hoje no periódico “Lancet” mostra que crianças expostas à quimioterapia na gestação se desenvolvem tão bem quanto crianças da população geral.

Uma em cada mil gestações é afetada pela doença, mas a tendência é que essa incidência aumente, já que mais mulheres têm deixado a gravidez para depois dos 30 e o risco de câncer aumenta com a idade.

Uma das pesquisas envolveu 68 mulheres grávidas que tiveram diferentes tipos de câncer e receberam químio, cirurgia e/ou radioterapia.

As crianças foram examinadas logo após o parto e periodicamente até os 18 anos. Os testes incluíam exames neurológicos, eletrocardiogramas, audiometrias e testes de aprendizagem, função cognitiva e atenção.

Os únicos que mostraram um atraso no desenvolvimento cognitivo foram os que nasceram prematuros e, por isso, já tinham maior risco de apresentar essa diferença.

Tratamento

O tratamento da gestante com câncer precisa de cuidados a mais. A químio só deve ser feita após o primeiro trimestre para evitar o risco de malformação do bebê –antes disso, só pode ser feita a cirurgia para retirar o tumor.

A última sessão de químio deve ser feita pelo menos três semanas antes de o bebê nascer. E, como não há estudos sobre os efeitos da radioterapia, é recomendável deixá-la para depois do parto.

Segundo os autores, a estratégia de prorrogar o tratamento para depois do parto não deve ser colocada em prática, assim como antecipar o nascimento para iniciar a quimioterapia. “Isso não ajuda a mãe em nada e, pior, pode causar sequelas no bebê”, diz Max Mano, coordenador do ambulatório clínico de câncer de mama na gestação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Da mesma forma, o abortamento não muda o prognóstico da mulher no caso de câncer de mama. Mas, em algumas situações mais graves, isso pode ser discutido, como em câncer de colo de útero, leucemias e linfomas.

Mano afirma ainda que o estudo vai deixar gestantes e médicos mais seguros.

“Muitos médicos têm uma posição conservadora e recomendam o abortamento.”

Segundo Mano, as conclusões são tranquilizadoras. “Parte do medicamento cruza a placenta. Um dos nossos medos era de que o coração do bebê fosse afetado.”

No estudo, foi observado um batimento cardíaco um pouco mais acelerado nessas crianças, mas elas não tinham arritmia ou qualquer outra anormalidade.

Mano afirma, porém, que não se sabe ainda o que vai acontecer quando essas pessoas tiverem 50 anos e um risco cardiovascular maior.

Da Folha.Com

Arte RatoFX

O Procon pode propor ação civil pública contra reajuste de plano de saúde privado, de acordo com decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Carlos Ferreira, divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa do tribunal. A decisão foi proferida em processo do Procon do DF contra a Assistência Médica Internacional (Amil) por aumento superior a 25% na mensalidade dos associados.

Segundo a decisão, a legitimidade do Procon está respaldada no Código de Defesa do Consumidor (CDC), que diz que entes federados e associações podem propor ação em defesa dos direitos dos consumidores.

Conforme a assessoria do tribunal, a jurisprudência do STJ também afirma o cabimento de ação civil pública e o fato de o número de beneficiados ser limitado não muda a relevância social do interesse que o Procon busca proteger. Procurada, a Amil não se manifestou sobre o processo ou sobre o reajuste nas mensalidades do plano de saúde.

Do Terra
A ex-modelo Katie Piper

A ex-modelo Katie Piper sofreu mais de cem cirurgias após agressão.A ex-modelo e apresentadora britânica Katie Piper, 29, que ficou parcialmente cega após ser atacada com ácido, recuperou a visão após cirurgia com células-tronco. Piper, que já passou por mais de cem cirurgias, sofreu queimaduras de terceiro grau e ficou desfigurada depois que um homem, pago pelo ex-namorado dela, jogou ácido sulfúrico em seu rosto, em 2008.

 Apesar da maior parte das cicatrizes terem sumido, o olho esquerdo da ex-modelo continuava prejudicado. Piper contou à BBC que não enxergava silhuetas e tinha uma péssima noção de profundidade.

Piper escreveu no site da fundação que criou para ajudar vítimas de queimaduras, a Katie Piper Foundation, que passou três anos e meio tentando aceitar que sempre seria cega de um olho até ouvir falar sobre uma cirurgia pioneira que tinha o potencial de restaurar sua visão com células-tronco. “Eu entrei em contato com o médico responsável e me apresentei como voluntária para ser uma das poucas pessoas no mundo a passar pelo tratamento, que envolvia colocar células-tronco diretamente no meu olho”, diz a britânica.

A cirurgia

A cirurgia foi realizada no Queen Victoria Hospital, no condado de West Sussex, no sudeste da Inglaterra. Os médicos usaram tecidos da córnea de um doador anônimo para desenvolver as célular, costuradas posteriormente ao olho de Piper. Depois, o olho dela foi coberto com uma membrana amniótica que envolve o embrião dentro do útero e que foi doada por mulheres que passaram por cesáreas.

“Eu já tinha me resignado (com a perda da visão em um olho). Agora, ter isso restaurado é uma sensação maravilhosa”, afirma.

Do Yahoo

 

 

 

Prótese defeituosa da PIP retirada de paciente na França: implantes podem romper por terem sido fabricados com material inapropriado Foto: REUTERS/Eric Gaillard

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou ontem a súmula que assegura aos beneficiários das operadoras de planos de saúde a realização, sem nenhum custo extra, da cirurgia reparadora de troca das próteses mamárias preenchidas com material irregular das marcas Poly Implants Prothese (PIP) e Rofil. Os convênios que se recusarem a custear os novos implantes serão multados em até R$ 80 mil por paciente. De acordo com a norma, os planos de saúde seguirão as mesmas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, a ANS ressalta que a Súmula 22, responsável pela inclusão dos implantes mamários PIP e Rofil no rol de cirurgia reparadora com o fornecimento de uma nova prótese é voltada para todos os usuários de planos de saúde, com exceção dos convênios firmados antes da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, ou daqueles que possuam cláusula expressa da cobertura de próteses. A justificativa do Ministério da Saúde para inserir o procedimento nesse setor é de que esse é um caso de saúde pública, uma vez que uma prótese rompida, ou o vazamento do silicone, pode causar inflamação, dor, inchaço e deformidade do local.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, incluindo o Grupo Amil, a Golden Cross e a Unimed, afirmou, por meio de nota, que suas afiliadas vão cumprir o entendimento descrito em caráter excepcional na súmula da ANS. No entanto, a federação argumentou que examinará com mais profundidade o alcance e os impactos da norma.

No último dia 13, quando a mudança de caráter da cirurgia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) também informou que orientaria as afiliadas a seguirem a regra. “Na medida em que o rompimento da prótese pode acarretar um problema de saúde para a mulher, tanto o plano de saúde como o Sistema Único de Saúde têm que estar abertos (para recebê-la)”, disse Padilha. Porém, a presidente da entidade, Denise Eloi, afirmou que estudaria melhor a proposta, já que ela implica em um gasto que não estava previsto.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Horácio Aboudid, reforça a indicação para que as pacientes procurem os médicos que realizaram o implante. “Os cirurgiões estão solidários com a situação das pacientes em relação às próteses e estão reoperando sem cobrar honorários”, destacou. Aboudid lembra que não existe correria para retirar a prótese.

“Não há nenhum indicativo de que esse procedimento deve ser feito obrigatoriamente. Toda cirurgia tem um risco. Continuamos indicando para que sejam trocadas apenas as próteses com rupturas”, frisou.

No DF

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde publicou em seu site a lista com os 371 serviços de saúde habilitados em cirurgia reparadora pelo SUS que as pessoas com os implantes PIP e Rofil devem procurar para a avaliação médica.

No Distrito Federal, oito hospitais públicos estão habilitados. A estimativa da Subsecretaria de Atenção à Saúde (SAS) do DF é de que, das 19,5 mil pessoas que utilizam essas próteses no país, 110 estariam na capital federal. A maior concentração dos implantes PIP e Rofil encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a SAS-DF, será criado um ambulatório no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para atender as pacientes que forem encaminhadas pelos cirurgiões do serviço privado.

Avaliação

As diretrizes do Ministério da Saúde afirmam que as pacientes devem procurar o médico, de preferência o que realizou o implante, para fazer uma avaliação, que inclui exame físico e, se necessário, de imagem. Cada caso será analisado separadamente, porém, quem apresentar sintoma de ruptura deverá ser submetida à cirurgia reparadora. As demais pacientes serão acompanhadas e reavaliadas a cada três meses.

Produto adulterado

Jean-Claude Mas Foto: AFP

Em 23 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota instruindo as pessoas que utilizam próteses mamárias da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) a uma avaliação clínica. Esses implantes foram preenchidos com silicone industrial, que, em contato com a pele, pode causar inflamação. Em seguida, o registro da marca foi cancelado e a comercialização suspensa, a exemplo do que ocorreu na França, onde começou o escândalo que se espalhou pelo mundo.

No início deste mês, o Correio noticiou que as próteses da marca holandesa Rofil, que foram fabricadas com a mesma matéria-prima utilizada na PIP, também tinham sido comercializadas no Brasil. A Anvisa confirmou que, além de ter registrado reclamações com relação à PIP, recebeu queixas contra a Rofil e estendeu as recomendações aplicadas à PIP às mulheres que utilizam implantes da marca holandesa.

A Anvisa argumenta que a própria agência foi enganada, pois os documentos apresentados para certificação do material confirmavam a boa qualidade, mas o produto vendido era diferente. Após a Interpol emitir um alerta internacional no fim do ano passado, Jean-Claude Mas (foto), 72 anos, foi preso. Ele é alvo de duas investigações judiciais na França, por “falsificação agravada” e “lesão corporal e homicídio culposos”.

O empresário confessou à polícia que produziu um gel de silicone adulterado e modificou a composição das próteses porque pretendia diminuir os custos e “aumentar a rentabilidade da empresa”. Hoje, ele responde aos processos em liberdade.

Do Correio Braziliense